terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Brasil e México devem estreitar relações no agronegócio

Em encontro com José Calzada, ministro da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação do México, país que sedia a COP 13 da Biodiversidade, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) estreitou o diálogo e pediu abertura para a carne bovina brasileira. Blairo explicou, em agenda paralela à Conferência da Biodiversidade, que, “nos últimos 30 anos, o rebanho brasileiro aumentou enquanto diminuiu a área de pastagem graças ao melhoramento genético”.

Calzada demonstrou interesse em vir ao Brasil para ampliar as parcerias comerciais, principalmente de grãos. Há especial atenção dos mexicanos em relação à Embrapa, nos que se refere ao extencionismo e tecnologia agrícola, alcançando melhoramento do café, por exemplo. O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, disse que a colaboração com o México tem sido muito boa. E que há um bom espaço para aumentar a cooperação.

A transferência de tecnologia brasileira deve ser associada à abertura de mercado para o Brasil, destacou o ministro Blairo Maggi. “E acho que isso é o que o México e o Brasil podem fazem. Mexicanos são bem-vindos. Podemos fazer uma agenda com governo e iniciativa privada”, disse o ministro.

O México também tem interesse em vender aos brasileiros material genético da raça Angus e atum, fazendo intercâmbio na área de pesca. O ministro Blairo reforçou com humor: “Vamos trabalhar, vamos abrir o mercado. Se não me compra carne de boi, não te compro peixe”. E elogiou a embaixadora no Brasil, Beatriz Paredes, afirmando ser “muito ativa”.

O ministro mexicano disse considerar “muito importante a aproximação política entre Brasil e México”. Um dos objetivos é diversificar e ampliar a pauta de comércio. A missão deve vir ao país no primeiro semestre do próximo ano.

Clima favorável aumenta produção de pêssego no RS

A produção de pêssego no Rio Grande do Sul foi muito baixa no ano passado, mas os agricultores estão animados com a safra atual. Com clima favorável e colheita precoce, o resultado deve ser 40% maior no principal estado produtor do país. Antônio Conte, assistente técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER/RS), conta que mesmo abaixo da média histórica, o crescimento será um alívio para os agricultores.

Em 2015, o rendimento foi de 43 mil toneladas na soma entre as frutas para mesa e indústria. Agora, os produtores esperam algo em torno de 80 mil toneladas. “Esse ano, o frio esteve dentro da normalidade e, consequentemente, a safra teve resultados positivos”, explica Conte.

Estamos chegando ao fim da primavera e neste começo de dezembro a tendência é de tempo ameno com pancadas de chuva de forte intensidade no primeiro fim de semana do mês na Região Sul do país, mas o sol volta a aparecer nos próximos dias.“Nesta primeira quinzena de dezembro, o Sul do Brasil deve ter calor e pancadas de chuva, típicas de verão. Ainda podemos ter dias com temperatura amena” diz Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo.





Nos próximos dez anos, ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro será maior do que no resto do mundo

O desempenho do agronegócio brasileiro no período de 2016 a 2026 será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango), aumentando a participação do País no mercado global. Apesar disso, não repetirá para os próximos dez anos a robusta taxa de crescimento apresentada na última década em relação à produção e às exportações das principais culturas.

A conclusão é do “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, levantamento elaborado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, que reúne diagnósticos e projeções do setor para a próxima década, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, ressalta que “há muitos e grandes desafios de curto prazo, especialmente da situação econômica do País, que afetam diretamente o desempenho do agronegócio, mas também há muitas oportunidades”. Skaf lembra que atualmente, 60% das exportações do setor passam por algum tipo de industrialização. “Precisamos abrir novos mercados, como o asiático, para aumentar essa proporção. Se o governo fizer o que precisa ser feito em termos de política comercial, alcançaremos números ainda mais significativos.”

De acordo com o Outlook Fiesp 2026, a participação de mercado do Brasil nas exportações mundiais de soja, por exemplo, chegará a 49% em 2026, com crescimento anual de 4,6%, acima dos 2,7%, em média, dos demais produtores.

A projeção para o milho brasileiro, que passou a ser disputado no mercado internacional pela sua qualidade, é de crescimento anual de 8,8%, com a participação nas exportações mundiais indo a 23% ao final do período projetado. Para a safra 2025/2026, estima-se aumento de 21% no consumo interno, puxado pelo setor de proteínas animais.

No caso do açúcar, o país, que já é o grande supridor mundial, em dez anos será responsável por metade do que é comercializado internacionalmente, segundo as projeções da Fiesp, com taxa de crescimento de 2,2% ao ano. Vale destacar que 2016 foi um ano importante de recuperação para o setor, impulsionado pela forte alta do preço do açúcar, em razão do desequilíbrio ocorrido no quadro de suprimento global.

Pela mesma razão, os preços da laranja deram um fôlego a produtores e indústrias, assim como o do café, mesmo com a valorização do real que, de forma atípica, acabou contribuindo para o desempenho dessas três culturas, ao melhorar os custos na lavoura e ao oferecer certo alívio para as indústrias com dívidas em dólar. Dessa forma, iniciarão o próximo ano em situação mais favorável.


Segundo o gerente do Deagro, Antonio Carlos Costa, 2017 também pode marcar o início da recuperação para as carnes, como a de frango e suína, que enfrentaram uma “tempestade perfeita” em 2016, com aumentos históricos dos custos de produção, somados ao consumo estagnado por conta da redução do poder de compra da população. Como resultado, os integradores registraram margens negativas nos primeiros seis meses do ano para aves e, no caso de suínos, o cenário continua negativo. Os prejuízos acumulados neste elo da cadeia produtiva devem chegar a R$ 4 bi até o final do ano, segundo cálculos da Fiesp. A carne bovina, cuja demanda doméstica foi fortemente afetada pela crise econômica, registra neste ano o pior consumo per capita em 15 anos.

Mesmo com uma recuperação da economia em ritmo menor do que o esperado, esses segmentos devem ser os um dos primeiros a se beneficiar com uma melhora da conjuntura macroeconômica. O milho também deve contribuir para que o próximo ano seja melhor, com os preços voltando à paridade de exportação a partir da recuperação esperada para a segunda safra.

O cenário projetado para a carne bovina aponta para um crescimento anual das exportações de 4,5%, com sua fatia do mercado internacional se elevando para 18% na próxima década, marcando uma melhora em relação ao desempenho registrado entre 2005-2015 (0,3% e 15% para crescimento e fatia do mercado mundial, respectivamente). No entanto, a abertura recíproca entre Brasil e EUA para o produto sinaliza, no médio prazo, a possibilidade de acesso a novos mercados, mais exigentes e que remuneram melhor o produto brasileiro, o que poderá resultar em números ainda mais positivos.

A projeção para os próximos dez anos para a carne suína também é favorável, com crescimento anual das exportações de 3,0% - contra retração de 1,2% ao ano na década anterior – e participação no mercado internacional de 10%. A carne de frango manterá sua expressiva fatia do mercado global, com 41% do total comercializado.

Riscos

O gerente do Deagro explica que o agronegócio já mostrou que não está blindado do que ocorre na economia brasileira, já que a queda na renda e na confiança do consumidor atingem o consumo de alimentos mais elaborados, e a situação fiscal do País lança um enorme desafio para a política agrícola brasileira – especialmente para o crédito e o seguro rural, instrumentos fundamentais para assegurar o desempenho futuro. O primeiro impacta diretamente os investimentos, com consequências para a produtividade das lavouras. Além disso, o ponto de equilíbrio do câmbio e o possível surgimento de uma onda protecionista jogam elementos adicionais de preocupação no curto prazo. “Para o país que detém o maior superávit comercial do agronegócio do mundo, movimentos protecionistas são ruins por princípio. No entanto, temos que estar atentos a oportunidades, mesmo com este horizonte, como uma maior aproximação com a Ásia, por exemplo”.

Estudo na íntegra está no site da Fiesp: www.fiesp.com.br/outlook

Remineralização do solo pode ser alternativa a produtos químicos

Procedimento em experimentação devolve fertilidade e reduz danos ambientais


A remineralização do solo pode ser importante solução para sua recuperação, de acordo com a pesquisadora, doutora em solos e engenheira agrônoma Cláudia Goergen, da Universidade de Brasília (UnB). Cláudia Goergen fez palestra sobre o tema Remineralização do solo: nova fronteira para a ciência, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em evento do Dia Internacional dos Solos, nesta segunda-feira (5).

Segundo Cláudia Goergen, a remineralização favorece a recuperação de solos desgastados, contribuindo para o rejuvenescimento e a produção de nutrientes essenciais ao cultivo de plantas. “Por meio desse procedimento, adicionamos, ao solo minerais com constituição química de alta fertilidade, que não se dissolvem rapidamente”.

A engenheira agrônoma alerta que o procedimento ainda está em fase inicial e que a remineralização é um processo único para cada região, devido às especificidades de solo, mas que já apresenta bons resultados nas áreas onde foi aplicado.

Para o chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Mapa, Maurício Carvalho de Oliveira, o novo conceito de recuperação e enriquecimento de solos contribuirá, na agricultura, com redução de custos para o produtor e com a qualidade ambiental, uma vez que resíduos de mineradoras também podem ser reutilizados no processo. “É esperado que se utilize menos produtos químicos nas lavouras a partir do uso desse procedimento. Dentro de um futuro breve, ele vai trazer resultados positivos ao bolso do produtor e ao meio ambiente”, ressaltou.

Efeito Trump e ‘novo’ Canal do Panamá são oportunidades para o Brasil

Nesta segunda-feira (5), em Barreiras, no Oeste da Bahia, aconteceu o segundo seminário da Expedição Safra 2016/17. Com o tema ‘Safra cheia desafia mercado e retomada da produção no Brasil’, o evento reuniu produtores, analistas de mercado e técnicos. É a primeira vez, nos 11 anos de história do projeto, que a Expedição Safra faz um seminário na cidade.

Durante a apresentação, o coordenador do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira, falou sobre os desafios do agronegócio para os próximos anos. Entre as oportunidades para o Brasil, Ferreira citou o efeito Trump e a ampliação do Canal do Panamá. “O discurso protecionista do novo presidente americano, Donald Trump, de derrubar acordos comerciais logo que assumir, pode abrir portas para o mercado sul-americano, principalmente para o Brasil, abrindo novos mercados e aumentando nossa competitividade”, afirma.

No entanto, apesar da oportunidade e da vocação exportadora do país, o coordenador do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo fez um alerta sobre a necessidade de planejamento interno e estratégia para aproveitar a oportunidade. “Um exemplo é o milho. O país exportou 30 milhões de toneladas na temporada passada e faltou milho no mercado interno ao longo de 2016. Isso fez o preço da saca disparar. Números da Expedição Safra mostram que nós só vamos voltar a exportar essa quantidade em 2021, daqui a cinco anos”, explica. “Mas, dependendo das decisões dos Estados Unidos nos próximos anos, o Brasil pode rever e ampliar a participação no mercado internacional”.

Giovani Ferreira também falou sobre a ampliação do Canal do Panamá, que aumentou a capacidade de transporte de 360 milhões de toneladas para 600 milhões de toneladas. A Expedição Safra esteve no Panamá neste ano. “O agronegócio, que atualmente responde apenas 10% pelos produtos que passam pelo canal, será cada vez mais necessário para garantir viabilidade econômica para o novo canal. E o Brasil está no radar, principalmente os portos do Arco Norte”, diz.

Segundo Ferreira, uma viagem do Brasil para o Japão, de navio, demora até 42 dias atualmente. Pelo Canal do Panamá, é possível encurtar o trajeto em dez dias. “Por enquanto, com o preço do petróleo neste patamar [baixo], os navios preferem navegar mais a passar pelo canal. E a Autoridade do Canal sabe disso, sabe que precisa ser mais competitivo e ter mais escala. Eles vão buscar navios no Brasil. E o Matopiba vai se beneficiar disso, os portos do Arco Norte”, concluí.

A FCStone apresentou um painel sobre a situação climática e mercadológica da próxima safra no Matopiba.

CNA divulga balanço do Agronegócio de 2016 e perspectivas para 2017 em coletiva de imprensa

Coletiva que ocorrerá nesta terça (6), às 11h, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)


O balanço do agronegócio em 2016 e as perspectivas do setor para 2017 são os temas da entrevista coletiva que ocorrerá nesta terça (6), às 11h, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com a presença do presidente da entidade, João Martins. 

Serão divulgados, no encontro, os resultados e as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), números da balança comercial e os desafios do setor diante dos cenários nacional e internacional.

A confirmação de presença pode ser feita pelo e-mail cna.comunicacao@cna.org.br ou pelo telefone (61) 2109-1419. 

SERVIÇO

Coletiva de imprensa – Balanço de 2016 e Perspectivas para 2017


Data: 6/12/2016

Horário: 11h

Credenciamento: 10h30

Almoço: 12h30

Local: sede da CNA (SGAN, quadra 601, módulo K, Asa Norte, Brasília – DF – atrás do Serpro)

Transporte: diante da dificuldade de estacionamento no prédio da CNA e imediações, a recomendação para os jornalistas é que utilizem veículos das redações, ou táxi/uber para o deslocamento até a coletiva.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Novo momento da citricultura

Setor exporta aproximadamente 98% do suco que produz e responde por 80% de participação no mercado mundial



O Estado de São Paulo abriga o maior parque citrícola do mundo, com mais de 180 milhões de plantas, responsável por mais de 50% da produção mundial de suco de laranja, gerando uma receita de US$ 2 bilhões ao ano, com mais de um milhão de toneladas de suco embarcados.

Levantamentos realizado pelos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mostram que o setor exporta aproximadamente 98% do suco que produz e responde por 80% de participação no mercado mundial, em valores monetários. A citricultura paulista é muito importante para o agronegócio do Brasil e mundial.

Números tão representativos demandam cuidados de mesmo porte, para manter a qualidade dos frutos e a sanidade das plantas, pois elas sustentam uma brigada de 60 mil empregos diretos e estão presentes em quase metade dos municípios do Estado.

A incessante busca por soluções para combater e evitar pragas e doenças como o greening, a pinta preta, o amarelinho e o cancro cítrico tem sido a tônica da cadeia produtiva, debatida pela nossa Câmara Setorial de Citros, e apoiada pela Comissão Técnica de citricultura e pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas. O apoio deve ser tanto aos pomares próprios da indústria citrícola, como aos pequenos citricultores, muitos deles familiares.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento tem empreendido, ao lado das entidades que atuam no setor, destacadamente o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), um intenso trabalho para disseminar práticas de sanidade. Os esforços surtiram efeitos e tivemos a publicação de nova instrução normativa do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que permitirá que os produtores adotem o Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o controle do cancro cítrico.

A Instrução Normativa nº 37 do Mapa foi apresentada numa série de eventos e palestras voltadas aos citricultores, engenheiros agrônomos, técnicos e até mesmo estudantes de agronomia, esclarecendo as novas ações a serem adotadas nos pomares, propriedades, packing houses, indústrias e transporte.

Com a adoção do SMR, os produtores terão a proteção formal das medidas fitossanitárias e o controle de disseminação de doenças será ampliado, garantindo a saudabilidade da sua produção, habilitando as propriedades a comercializar suas frutas in natura para outros mercados que reconheçam nossas medidas fitossanitárias.


No mês de novembro, em parceria com o Fundecitrus, iniciamos um ciclo de eventos para apresentar as mudanças na legislação federal. O primeiro foi o Seminário Internacional, realizado em Cordeirópolis, onde foram apresentadas as diferenças entre a antiga e a nova regra, além de experiências de sucesso implantadas no Estado de Santa Catarina e na Argentina para o controle da doença. Na sequência, realizamos encontros de trabalho regionais nos municípios de Avaré, São José do Rio Preto e Araraquara.

Estes encontros foram muito produtivos, reuniram mais de 800 pessoas de 26 regionais da Secretaria, possibilitando a troca de informações e o esclarecimento de dúvidas sobre a nova legislação.

Os eventos foram organizados pelas Coordenadorias de Defesa Agropecuária (CDA) e de Assistência Técnica Integral (Cati) e do Instituto Agronômico (IAC), que tem trabalhado para o desenvolvimento de novas cultivares menos suscetíveis às pragas e doenças.

A possibilidade de buscar alternativas à erradicação das plantas doentes foi muito bem recebida pelos citricultores que participaram dos eventos e que, entusiasmados, esperam melhorar o manejo de doenças nas propriedades, adotando práticas mais eficientes, além de economizar tempo e dinheiro.

A partir dessa mudança, a Defesa Agropecuária da Pasta passará a dividir a responsabilidade com produtores para manter o controle do cancro cítrico e das outras doenças. Para isso, é preciso monitorar cada etapa, desde a produção, passando pelo packing house, a certificação da produção por profissionais credenciados até chegar nas auditorias da CDA e do Mapa.

Por isso, o trabalho de orientação continuará sendo realizado por meio das Casas da Agricultura, onde o produtor poderá ter informações sobre como aderir ao Sistema de Mitigação de Risco e proteger seu pomar, visto que somente com essas medidas teremos sucesso no controle do cancro cítrico e das outras doenças.

A atuação da Secretaria no próximo ano continuará a ser debatida na Câmara da Citricultura e integrará os esforços das diversas entidades que atual no segmento, tendo como foco buscar uma ação mais efetiva contra o greening (HLB) e acabar com os pomares abandonados que comprometem os esforços de controle das diferentes pragas que afetam o setor.

Fica uma sensação positiva de que o cenário se abre para o fortalecimento da citricultura paulista, este é o nosso objetivo!


Com queda de alimentos, IPC-Fipe desacelera alta a 0,15% em novembro

IPC-Fipe mede variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda entre 1 e 10 salários mínimos


Com queda mais forte nos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo desacelerou a alta em novembro a 0,15 por cento, depois de subir 0,27 por cento em outubro, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta sexta-feira.

O dado ficou abaixo da expectativa de economistas em pesquisa da Reuters de alta de 0,22 por cento, segundo a mediana das projeções. BRFIPE=ECI

A maior pressão no mês foi exercida pelos preços das Despesas Pessoais, que, com alta de 0,79 por cento, responderam por 0,1077 ponto percentual do índice no mês.

Entretanto, os preços de Alimentação recuaram 0,92 por cento em novembro, depois da queda de 0,27 por cento em outubro, o que corresponde a um peso de -0,2256 ponto. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Fonte: Reuters

Tecnologias de cultivo de orgânicos está disponível no site do Mapa

Material reúne informações de preparo de insumos, de manejo do solo e de adubação verde


Informações sobre tecnologias adequadas para cultivar alimentos orgânicos estão disponíveis no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Reunidas em Fichas Agroecológicas incluem técnicas de manejo do solo, de preparo de insumos para controle sanitário animal e vegetal, de manejo das plantas espontâneas e de adubação verde, entre outras práticas.

O conteúdo resumido em linguagem simples, de fácil compreensão, segundo Virgínia Lira, chefe de Divisão de Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica do ministério, visa “socializar o conhecimento da agroecologia com produtores e técnicos e estimular a construção e a divulgação de novas tecnologias”.

Essas fichas ficarão ficarão também disponíveis no portal agroecologia.gov.br, a ser lançado, com dados do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Por enquanto, são 124 fichas com diferentes informações, mas a ideia, de acordo com Virginia Lira, é que o material seja permanentemente atualizado. A técnica da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo observou que contribuições de pesquisadores podem ser encaminhadas ao email organicos@agricultura.gov.br.

A produção orgânica vem crescendo no país. Em 2013, havia 6.700 unidades de produção orgânica, hoje são 15.663 . O ministério conta com Comissões de Produção Orgânica (CPORgs) nas unidades da Federação, que coordenam ações de fomento à agricultura orgânica, sugerem adequação das normas de produção e de controle da qualidade, ajudam na fiscalização e propõem políticas públicas para o setor. São formadas por 578 entidades públicas e privadas.

Citros/Cepea: Demanda por cítricos pode diminuir em dezembro

O movimento de alta nos preços das frutas cítricas pode ser freado neste mês. Ainda que a disponibilidade de laranjas continue limitada, a maior oferta de outras frutas, como as de caroço, que são comumente consumidas durante as festas de fim de ano, já têm enfraquecido a demanda por cítricos no estado de São Paulo desde a semana passada. Esse cenário deve continuar sendo verificado no correr deste mês, mesmo que levemente.

Segundo pesquisadores do Cepea, além da concorrência com outras frutas, a laranja está sendo comercializada a patamares nominais recordes, o que limita a procura. Em dezembro, também deve crescer a oferta das frutas temporãs e da folha murcha, variedade de laranja tardia apreciada no mercado in natura. Neste cenário, alguns produtores apostam, inclusive, em mercado aquecido somente a partir de janeiro. Na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), a laranja pera registrou média de R$ 34,82/caixa de 40,8 kg, na árvore, queda de 0,6% em relação à da semana passada. 


Fonte: Cepea/Esalq