quinta-feira, 25 de junho de 2015

Preço das frutas mantém tendência de queda


As frutas mais comercializadas nas principais centrais de abastecimento do país no mês de maio apresentam queda nos preços comercializados, enquanto que as hortaliças não apresentam um comportamento uniforme. É o que mostra o 3º Boletim Conab/ Prohort – Comercialização de Hortigranjeiros e Frutas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), divulgado na última segunda-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O boletim atualiza os preços médios das principais frutas e hortaliças comercializadas nas Ceasas, além de explicar o comportamento do mercado, as origens dos produtos, sua localização conforme as bacias hidrográficas e séries históricas para as culturas produtivas. O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considera a maioria dos entrepostos localizados nas regiões do país, com destaque para frutas e hortaliças nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná.

Segundo a publicação, a grande oferta de banana nanica no mercado impulsiona a queda de preço do produto. Já a laranja, mesmo apresentando um volume de oferta menor do que o registrado no mesmo período, apresenta valores em baixa, assim como o mamão que passou a apresentar comportamento semelhante nos principais entrepostos.

A melancia teve recuperação de preços nos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O estado fluminense chegou até a apresentar elevação de 50% no preço do produto, enquanto que nos demais o preço se manteve em queda devido a qualidade da fruta, prejudicada pelas frequentes chuvas nas regiões produtoras. Outra que apresentou uma importante elevação foi a maçã, mas verificado apenas em São Paulo, com alta de 37,37%, impulsionado pela maçã gala. As demais regiões mostram um comportamento mais próximo da estabilidade, com pequenas variações de preços.

Hortaliças 

Tomate e cebola continuam apresentando preços maiores que os registrados no mesmo período em anos anteriores. No entanto, a entrada das safras de cebola do Vale do São Francisco e do tomate safra da seca vêm diminuindo a pressão de alta, e a tendência é de queda dos preços.

Outro produto que apresentou alta foi a cenoura, o que já era esperado devido a oferta de produto de melhor qualidade. A batata seguiu na mesma direção em três dos entrepostos pesquisados (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo). No início do ano, a colheita foi maior, o que levou à queda dos preços em um período em que geralmente ocorre alta. A expectativa é que haja uma equalização nos valores comercializados entre os meses de junho e julho.

Confira o boletim completo no site da Conab ou diretamente no link: http://www.ceasa.gov.br/dados/publicacao/Boletim_Hortigranjeiro_Junho_2015.pdf.

Fonte: CONAB

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Governo anuncia Plano Nacional de Exportações

e o IBRAF , através de nosso Diretor de Relações Institucionais ,Carlos Alberto de Albuquerque, esteve presente no Lançamento do Plano Nacional de Exportações.



O governo federal anunciou nesta quarta-feira (24) o Plano Nacional de Exportações, que conta com cinco pilares para estimular as vendas externas de produtos brasileiros.

O objetivo do plano é incentivar, facilitar e aumentar as exportações brasileiras. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, enquanto o Brasil possui a sétima maior economia do mundo, ocupa a 25ª posição no ranking de países exportadores.

Os chamados pilares do plano de exportações são: acesso a mercados; promoção comercial; facilitação do comércio; financiamento e garantia às exportações; e aperfeiçoamento de mecanismos e regime tributários para o apoio às exportações.

Dados do MDIC mostram que, no Brics, o Brasil foi o país em 2013 com o menor percentual de exportações em relação ao PIB, com 27,6%, enquanto a África do Sul registrou 64,2%; a Índia, 53,3%; a Rússia, 50,9%; e a China, 50,2%.

“Resta a evidente oportunidade de se lançar uma iniciativa consubstanciada em um plano nacional. O mercado internacional nos oferece mais oportunidades do que riscos e temos espaço para ocupar. Há um PIB equivalente a 32 Brasis além das nossas fronteiras. Por outro lado, 97% dos consumidores do planeta estão lá fora”, declarou o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto.

Segundo ele, o comércio internacional está distribuído em todas as regiões do globo. “Há oportunidades para produtos e serviços brasileiros em cada uma das regiões. O Brasil deve se integrar, especialmente às regiões com maior dinamismo”, acrescentou.

Pilares do Plano de Exportações

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o “acesso a mercados” prevê que a política comercial seja focada na ampliação de mercados, por meio da remoção de barreiras e maior integração do Brasil em negociações sobre tarifários.

No caso da “promoção comercial”, o governo diz ter identificado 32 mercados prioritários para os produtos brasileiros. Esse mapa será utilizado para o Brasil elaborar as estratégias de exportação.

A “facilitação do comércio”, informou o MDIC, define como estratégia a desburocratização, simplificação e aperfeiçoamento dos processos aduaneiros com o objetivo de reduzir prazos e custos.

O plano prevê a eliminação completa do papel nos controles administrativos e aduaneiros em 2015 e o "redesenho" de todos os processos de exportação e importação até 2017. Há ainda a meta de reduzir os prazos de exportação de 13 para 8 dias e de importação de 17 para 10 dias, também até 2017.

De acordo com o governo, o item “financiamento e garantia às exportações” prevê o aperfeiçoamento dos atuais modelos de financiamento, o Programa de Financiamento às Exporações (Proex), o BNDES-Exim e o Seguro de Crédito à exportação.

O governo diz que haverá aumento da dotação orçamentária do Proex-Equalização (equalização de taxas de juros) em cerca de 30% neste ano, em relação a 2014, e atendimento de toda a demanda prevista para 2015.

"Quero ainda dizer que o ministro Levy e a equipe da Fazenda, trabalhamos juntos para o aproveitamento integral da dotação sem contingenciamento. Temos o compromisso de assegurar o crescimento da dotação e garantir o aproveitamento integral", declarou Armando Monteiro Neto.

Além disso, no caso do BNDES-Exim, está previsto o aumento de recursos na linha "pós-embarque" de US$ 2 bilhões para US$ 2,9 bilhões e ampliação do acesso da linha pré-embarque.

O governo também anunciou o que o seguro de crédito para exportação será simplificado e que haverá redução de prazo para caracterização do sinistro. De acordo com Monteiro Neto, serão ampliados os setores do seguro-performance. No caso do Fundo de Garantia às Exportações (FGE), o plano prevê a ampliação, em US$ 15 bilhões, o limite para aprovação de novas operações.

O último “pilar” do plano, “aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários”, determina ao governo que busque simplificar o atual sistema tributário relacionado ao comércio exterior, “inclusive por meio de redução da acumulação de créditos tributários”.

O ministro do Desenvolvimento disse ainda que o governo quer reformar o PIS e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com um novo formato já em 2016, de modo a introduzir um "crédito financeiro". Segundo ele, isso vai tornar o processo de crédito "muito mais fácil", de forma que as empresas possam compensar esses valroes de "forma mais automática" nos processos, sobretudo aquelas que têm "parcela expressiva" do faturamento voltado para a exportação.

Com ajuste fiscal, benefício para manufaturados diminuiu

Apesar do anúncio do plano de exportações, a nova equipe econômica anunciou, no fim de fevereiro, redução dos benefícios para exportadores de produtos manufaturados como parte do ajuste fiscal.

A alíquota do Reintegra, programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados por meio de créditos do PIS e Cofins e que era consierado prioritário para os exportadores de produtos industrializados, caiu de 3% para 1%.

De acordo com o ministro da Fazenda, a renúncia fiscal com o Reintegra, neste ano, com a alíquota anterior, de 3%, seria de R$ 6 bilhões. Com a mudança, a renúncia anual caiu para R$ 3,5 bilhões por ano.

Exportações recuam há 3 anos consecutivos

Em 2014, as exportações brasileiras somaram US$ 225 bilhões, com média diária de US$ 889 milhões. Com isso, atingiram, pela média por dias úteis (conceito de comparação considerado mais adequado por economistas) o menor patamar desde 2010 - quando totalizaram US$ 201,9 bilhões, ou 804 milhões por dia útil.

De acordo com números oficiais, as vendas externas brasileiras, em seu valor total, recuam há três anos consecutivos, ou seja, desde 2012, e a expectativa é de que voltem a apresentar nova queda em 2015. Para este ano, a previsão do Banco Central é de que as exportações somem US$ 200 bilhões.

Fonte: G1

PIB do agronegócio recua em março, mas tem leve alta no 1º trimestre

Levantamento da CNA mostra avanço de 0,04% entre janeiro e março.
Recuo no PIB continua puxado principalmente pela agricultura.


O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio recuou 0,12% em março, mas encerrou o primeiro trimestre de 2015 com leve alta de 0,04%, mostra levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), divulgado nesta terça-feira, 23.

Todos os segmentos recuaram em março, com quedas de 0,19% nos insumos agropecuários, de 0,26% na produção agropecuária, de 0,05% na agroindústria e ainda de 0,01% no setor de serviços ao agronegócio.

O recuo no PIB do agronegócio continua puxado principalmente pela agricultura, com retrações de 0,21% em março e de 0,30% no primeiro trimestre. A pecuária ainda se manteve no campo positivo, com aumentos do PIB setorial de 0,07% no mês e de 0,74% de janeiro a março de 2015.

Com os resultados, a renda do agronegócio brasileiro é estimada em R$ 1,212 trilhão, dos quais R$ 819,16 bilhões (67,6%) do setor agrícola e R$ 393,1 bilhões (32,4%), do pecuário.

Insumos e agroindústria caíram

Todos os segmentos agrícolas apresentaram recuo em março, o maior deles, de 0,64%, para o setor primário. O setor de insumos recuou 0,39%, a agroindústria 0,03% e serviços caíram 0,02%.

No acumulado do trimestre, apesar da queda em março, apenas os insumos agrícolas mantiveram alta, de 0,39%, enquanto os demais apresentaram decréscimos acumulados de 0,79%, 0,22% e 0,24%, para primário, indústria e serviços, respectivamente.

Na pecuária, o desempenho positivo em março e no trimestre foi fruto das elevações para todos os segmentos, exceto o industrial. A indústria processadora de produtos animais recuou 0,23% no mês e 0,48% no trimestre.

Para os demais segmentos, houve elevação em março de 0,09% para insumos, de 0,18% para o setor primário e de 0,02% para serviços. No trimestre, as altas fora, respectivamente, de 0,9%, 1,18% e 0,53%.

Segundo avaliação do Cepea e da CNA, a agroindústria se mantém com o pior desempenho entre os segmentos do agronegócio após as retrações tanto no processamento vegetal e animal. A queda ocorreu principalmente pelo fraco desempenho dos preços no segmento, que caíram 5,8%, em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Ainda segundo o Cepea e a CNA, os resultados do agronegócio nos primeiros três meses de 2015, em suas diversas cadeias e segmentos, sofrem os impactos do ajuste fiscal e das incertezas da economia brasileira.

"A inflação elevada, devendo chegar a 8,39% ao fim deste ano, e a retração no PIB, além de taxas de juros crescentes, estão inibindo as atividades da agropecuária brasileira", informaram a CNA e o Cepea.

Fonte: G1/Globo Rural

terça-feira, 23 de junho de 2015

Participação do IBRAF na reunião da Ministra Katia Abreu com entidades do agronegócio


O IBRAF através de nosso diretor em Brasília,Carlos Alberto Albuquerque, estará participando nessa terça-feira (23/06) de uma reunião com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, quando será discutido o plano de trabalho  a ser desenvolvido junto aos setores, para alcance da meta projetada para as exportações do agronegócio brasileiro nos próximos 4 anos.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Temperatura alta diminui multiplicação da bactéria do HLB nas plantas de citros

Pesquisa do Fundecitrus comprova que evolução da doença é menor em regiões de clima quente

 Foto: Fundecitrus
Um estudo do Fundecitrus sobre a influência das condições climáticas sobre o greening (huanglongbing/HLB) comprova que em altas temperaturas a multiplicação da bactéria do HLB na planta é menor e, consequentemente, a aquisição dela pelo psilídeo Diaphorina citri - inseto transmissor da doença para as plantas - também é reduzida.

Foram feitas avaliações em laboratório e no campo. Os testes começaram em câmaras de crescimento instaladas no Fundecitrus. Nestes equipamentos é possível controlar com precisão as condições de umidade e temperatura. As plantas doentes foram expostas a diferentes temperaturas e nas mais altas a velocidade da multiplicação da bactéria nos brotos diminuiu.

O estudo seguiu com experimentação no campo em duas regiões de climas contrastantes: Comendador Gomes, no Triângulo Mineiro, onde as temperaturas no verão podem chegar aos 40°C e os invernos são amenos; e Analândia, na região Central do estado de São Paulo, com verões menos intensos e temperaturas mais frias no inverno. Para garantir a segurança do pomar, as árvores doentes permaneciam "engaioladas" em mini estufas para não servirem de foco de contaminação para as outras plantas. A cada dois meses, psilídeos eram colocados para se alimentar nos brotos e, em seguida, tanto insetos como plantas eram analisados no laboratório do Fundecitrus.

A concentração da bactéria nos brotos das plantas de Comendador Gomes foi menos da metade da encontrada nas plantas de Analândia. Além disso a porcentagem de brotos infectados foi 80% menor e a taxa de aquisição da bactéria pelo psilídeo menor que um terço.

Após serem feitas cerca de 2,5 mil avaliações por meio de PCR, constatou-se que quanto maior o número de horas com temperaturas acima de 30°C e menor a quantidade de chuvas, menor a concentração de bactéria. 

"Não se pode atribuir a uma única causa o aumento ou a diminuição da velocidade de crescimento do HLB nas diferentes regiões do parque citrícola. Mas é possível afirmar que o clima afeta a bactéria e o psilídeo. Nosso objetivo continua sendo identificar e entender melhor os fatores que influenciam na disseminação da doença e com isto poder ajudar o produtor a aprimorar as medidas de controle a serem tomadas no campo", explica o pesquisador do Fundecitrus Silvio Lopes, responsável pelo estudo.

Fonte: Fundecitrus

Preço da laranja deve manter tendência de queda, avalia o Cepea

Indústria processa fruta dos pomares próprios e sai do mercado à vista, pressionando as cotações

Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo
Os preços da laranja pera in natura tendem a manter a trajetória de baixa. A avaliação é dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A indústria ainda está processando a fruta dos seus próprios pomares, o que ajuda a pressionar as cotações no mercado à vista.

Conforme a instituição, a caixa de 40,8 quilos registrou média semanal de R$ 12,40 entre os dias 15 e 19 de junho. No período anterior (de 8 a 12 de junho), a média foi de R$ 12,83. Comparando os dois períodos, houve uma queda de 3,37%. No acumulado do mês de junho, a desvalorização é de 10,15%.

Situação semelhante é vista na laranja para a indústria. Entre os dias 15 e 19 de junho, a média foi de R$ 9,70 a caixa enquanto no intervalo de 8 a 12 deste mês foi de R$ 9,73 a caixa de 40,8 quilos. No mês, a baixa é de 6,10%.

“O início da moagem de laranjas de fornecedores foi transferido pelas processadoras para o final do mês. Grandesindústrias têm moído somente fruta própria, mas ainda em pequena quantidade. Com a ausência de compras no spot e o avanço da maturação das frutas, os preços no mercado in natura devem seguir em baixa”, informa o Cepea.

Ainda de acordo com os pesquisadores, variedades precoces também têm representando grande parte do volume comercializado no mercado de mesa. A demanda por essas variedades chega a estar até maior que procura pela laranja pera. No entanto, isso não tem sido suficiente para sustentar os preços.

Fonte: Globo Rural

Mercado financeiro prevê juros mais altos e retração da economia este ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por inflação e juros básicos mais altos e maior queda na economia este ano. De acordo com a pesquisa semanal do BC, a projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação, medida pela Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela décima semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 8,79% para 8,97%. Para 2016, a estimativa segue em 5,50%, há cinco semanas. A inflação este ano deve estourar o teto da meta, que é 6,5%. O centro da meta é 4,5%.

Para tentar frear a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Copom elevou a Selic, pela sexta vez seguida, para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009. Para as instituições financeiras, a Selic vai chegar ao final de 2015 em 14,25% ao ano. A projeção da semana passada era 14% ao ano. No final de 2016, a Selic deve ficar em 12% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,35% para 1,45%. Essa é a quinta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção de crescimento passou de 0,9% para 0,7%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,65%, este ano, e crescimento de 1,5%, em 2016.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 7,08% para 7,31%, este ano. Para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,94% para 7%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 8,39% para 8,45% este ano.

A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,20, ao final de 2015, e subiu de R$ 3,30 para R$ 3,40, no fim de 2016.

Fonte: Globo Rural

Exceção, agropecuária tem saldo positivo de empregos formais em maio

Café, laranja e cana-de-açúcar estão entre as culturas citadas pelo Ministério do Trabalho como determinantes para o resultado


A agropecuária foi exceção no resultado dos empregos formais em maio. É o que mostra o relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. Único com saldo positivo no mês passado, o setor gerou 28,362 mil vagas, com 109,638 mil admissões e 81,276 demissões. O número é 1,83% maior que o registrado em abril deste ano.

“A elevação, decorrente, em parte, da presença de fatores sazonais, foi proveniente principalmente do desempenho positivo das atividades ligadas ao Cultivo de Café (+16.820 postos), às Atividades de apoio à Agricultura (+4.478 postos), às de Cultivo de Laranja (+4.026 postos) e às de Cultivo da Cana-de-açúcar (+4.000 postos)”, diz o relatório do Ministério.

Na comparação com maio do ano passado, quando foram gerados 44,105 mil vagas, houve uma queda de 35,69%. Foi a primeira vez que o setor criou menos de 30 mil empregos em um mês de maio desde 1999, quando as admissões superaram as demissões em 19,360 mil. Desde então, o melhor resultado tinha sido o de maio de 2004, com diferença positiva em 86,459 mil empregos. Desde 1992, série histórica divulgada pelo Ministério do Trabalho, o melhor resultado para o mês é o de maio de 2004, com 86,859 mil vagas.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a agropecuária gerou 35,589 mil vagas formais. Foram 465,812 mil admissões e 430,223 demissões. O saldo é 2,3% maior que o do mesmo período no ano passado, mas o menor desde 2002. A marca anterior era a de 2013, com a criação de 53,595 mil vagas. Nos 12 meses encerrados em maio, o setor mais demitiu que admitiu, com saldo negativo de 39,002 mil vagas (1,094 milhão de admissões e 1,113 milhão de demissões).

Resultado geral

Considerando todos os setores analisados pelo Ministério do Trabalho, o Brasil teve um saldo negativo de 115,599 mil vagas formais de trabalho no mês de maio. Foram 8,265 milhões de admissões e 8,509 demissões. No acumulado do ano, a queda no emprego foi de 243,948 mil postos de trabalho e, nos últimos doze meses, ocorreu a redução de 452,835 mil.

Apesar do resultado negativo, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, acredita em recuperação do nível de emprego formal no segundo semestre. “O FGTS já desembolsou R$ 20 bilhões, neste primeiro semestre, para o setor da habitação e saneamento básico. Esse recurso vai ajudar a recuperar os empregos na construção civil, que deve gerar mais de 1 milhão de novos postos ainda em 2015”, comentou, de acordo com o divulgado pela instituição.

Fonte: Globo Rural

Mapa institui normas mais flexíveis para pequena agroindústria

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) assinou nesta segunda-feira (22.06), durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016, no Palácio do Planalto, instruções normativas que visam a reduzir a burocracia e a fortalecer o comércio de produtos provenientes da agricultura familiar.

Para atender a uma demanda recorrente dos pequenos produtores brasileiros, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) flexibilizou as regras gerais para as pequenas agroindústrias, que tinham que cumprir normas incompatíveis com suas atividades e seu porte físico.

Com a regulamentação do Artigo 7º do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), assinada pela ministra durante a cerimônia, o Mapa simplifica as exigências estruturais e burocráticas para o registro sanitário das pequenas agroindústrias. Antes, elas tinham que cumprir os mesmos requisitos das grandes indústrias de processamento de alimentos, o que levava grande parte desses estabelecimentos à informalidade.

Estabelecimentos que produzem bebidas como vinho, cachaça e polpa de frutas também serão beneficiados e enfrentarão menos burocracia para registrarem seus produtos junto ao ministério, levando em conta a valorização da diversidade alimentar e do multiculturalismo dos povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Menos burocracia

Para reduzir a burocracia aos pequenos produtores que pretendem vender seus produtos de origem animal a outros estados, o Mapa descentralizou as ações de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) e reconheceu de forma mais efetiva o papel de inspeção dos estados, Distrito Federal, municípios e consórcios de municípios. A medida foi tomada por meio de decreto presidencial, assinado em maio.

Isso significa que o agricultor não precisará mais ter o selo do Sistema Federal de Inspeção (SIF), emitido pelo Mapa, para vender seus produtos a outras unidades da Federação. Basta estar em dia com a documentação junto ao seu estado, que por sua vez deve estar incluído no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

Caberá ao estado apresentar ao Mapa sua lista completa de estabelecimentos registrados e inspecionados. O Mapa, então, incluirá toda a lista ao Suasa de forma automática.

Para agilizar os processos e reduzir a burocracia, o Mapa também simplificou a adesão dos estados ao Suasa. Os produtores interessados deverão procurar a Superintendência Federal de Agropecuária do seu estado.

Classificador

Para venda direta de produtos vegetais a escolas e postos de saúde, por exemplo (por meio do Programa de Aquisição de Alimentos ou do Programa Nacional de Alimentação Escolar), era necessária a presença de um profissional para atestar os produtos, o chamado classificador.

A fim de reduzir os obstáculos aos agricultores familiares que fazem venda direta ao governo, o Mapa determinou que a classificação será efetuada de maneira simplificada, eliminando a participação obrigatória do classificador no momento da entrega dos produtos.

A classificação poderá ser feita pelo agente público da escola, que deverá, preferencialmente, estar habilitado como classificador de produtos vegetais.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Governo anuncia liberação de R$ 28,9 bilhões para agricultura familiar

O governo federal anunciou a liberação de R$ 28,9 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016, 20% a mais do que no ciclo passado, quando foram repassados R$ 24 bilhões ao setor. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (22.06) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença da presidente Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. O plano é voltado para os pequenos e médios agricultores. Hoje, a agricultura familiar é responsável por 74% da mão de obra no campo. 

Conforme o ministro Ananias, este é o maior repasse destinado para produção da agricultura familiar na história do Brasil. “O Plano Safra da Agricultura Familiar é prova do comprometimento deste governo com a agricultura familiar e de seu esforço para fortalecê-la. Mesmo no contexto dos necessários ajuste fiscais em que vivemos, conseguimos ampliar os recursos para esse plano safra e manter as taxas de juros reais negativas, isso demonstra o compromisso da presidenta Dilma com aqueles que mais precisam e quem mais trabalha para produzir o alimento das famílias brasileiras”, destacou o ministro. 

Dos R$ 28,9 bilhões, R$ 26 bilhões virão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 0,5 % a 5,5% ao ano, com tratamento diferenciado a agricultores de baixa renda. Para os pequenos produtores do semiárido as taxas vão variar de 0,5% a 4,5% ao ano. Outros R$ 2,9 bilhões virão de outras fontes, com juros de 7,75% ao ano para custeio e 7,5% para o investimento.

Entre as medidas do novo plano safra da agricultura familiar estão mudanças no seguro safra, que foi ampliado de R$ 7 mil para R$ 20 mil. A medida permite que até 80% da receita fique segurada. O governo garantiu ainda que pelo menos 30% dos recursos aplicados na aquisição de alimentos sejam destinados para a compra de produtos da agricultura familiar. A intenção é de que a medida possa abrir um mercado potencial de R$ 1,3 bilhão em todo o país.

Durante anuncio, também foi confirmado repasse de R$ 236 milhões para a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para atender mais de 230 mil famílias. 

No Brasil existem 4,3 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar, representando 84% do total de unidades. A agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros: 70% do feijão, 83% da mandioca, 69% das hortaliças, 58% do leite e 51% das aves. Os agricultores familiares ainda contribuem com 33% do valor bruto da produção agropecuária, de acordo com o último censo agropecuário.



Fonte: Agrolink
Autor: Lucas Rivas