quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Novo processo de elaboração de suco de uva integral é apresentado no Paraná

Elaborar suco de uva integral em pequenos volumes é a proposta do Suquificador integral – novo equipamento para produção de suco por aquecimento que será apresentado em evento gratuito na tarde do próximo dia 5 de outubro, quarta-feira, no Centro de Agroindústria da Embrapa Florestas, em Colombo (PR).

Para Celito Guerra, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e um dos desenvolvedores do novo produto, o Suquificador Integral foi pensado e projetado para ser uma alternativa para os pequenos produtores que utilizam o método da panela extratora por arraste de vapor. "O novo equipamento é uma opção para qualificar o suco elaborado em pequenas quantidades, pois o processo não agrega água ao produto final,como os equipamentos disponíveis atualmente", comenta.

O pesquisador informa que o equipamento foi projetado para a elaboração de suco integral de uva, mas já foi testado e aprovado para a elaboração de suco de outras frutas, como framboesa, morango, amora e mirtilo, respeitadas as especificidades de cada matéria-prima.

Além da apresentação do equipamento, que será realizada por Hygino Bitarello, diretor da Monofrio, empresa parceira da Embrapa no seu desenvolvimento, os participantes irão assistir a uma palestra sobre as Boas Práticas de elaboração de sucos e vinhos, com o enólogo da Embrapa Uva e Vinho João Carlos Taffarel e degustar o suco de uva elaborado no novo sistema.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas previamente pelo e-mail: rodrigo.monteiro@embrapa.br ou telefone:(54) 3455-8071.

Clique aqui para acessar mais informações, fotos e vídeo sobre o suquificador Integral.

Programa:

13h30-Recepção e abertura

13h45-Boas Práticas de elaboração de sucos e vinhos - João Carlos Taffarel –Embrapa Uva e Vinho

14h45-Apresentação do Suquificador Integral - Monofrio

15h15 - Demonstração prática da máquina -Anevir Marin - Embrapa

16h - Degustação de produtos

16h30 - Encerramento

Local: Embrapa Florestas - Centro de Agroindústria Estrada da Ribeira, 111, Guaraituba, Colombo-PR






Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Manejo nutricional reduz abortamento de flores e aumenta produtividade de tomates em 30%


Produzir frutas, legumes e verduras de alta qualidade é um grande desafio enfrentado por produtores rurais de todos os estados brasileiros. Nutricionalmente muito exigentes e sensíveis, a produção de hortifrútis requer atenção e cuidados redobrados na hora da nutrição. A busca pelo equilíbrio faz parte do caminho que os agricultores perseguem quando o objetivo é produzir em melhor qualidade e em quantidades maiores.

Na propriedade do agricultor e empresário Jorge Masato Kano, proprietário da empresa Tomates Kano, especializada em produção e comercialização das frutas da linha Grap, uma nova estratégia nutricional com fertilizantes fluidos especiais foi fundamental para o sucesso da lavoura, que conta com cerca de 90 mil plantas. “Optei por produtos de alta tecnologia para conseguir resultados superiores. Percebi que o vigor da planta foi muito bom, devido ao ótimo desenvolvimento das raízes. Também vi que a florada ficou muito mais bonita e não tivemos mais abortos de flores, o que aumentou bastante a quantidade de frutos em cerca de 30%”, diz.

O engenheiro agrônomo e consultor técnico, Ney Assis, que orientou e acompanhou o manejo nutricional realizado na propriedade de Jorge, explica que o primeiro passo foi estimular o enraizamento das plantas por meio do fertilizante Maxifós, composto por substâncias húmicas e fúlvicas, associadas a extratos de algas e aminoácidos.

“A ação do Maxifós foi fundamental para o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, sem falar que houve uma melhora muito significativa da disponibilidade dos nutrientes que estavam retidos em grandes quantidades nos substratos”, explica o agrônomo. Ney revela ainda que o manejo nutricional foi fundamental para aumentar a durabilidade no pós-colheita, o que agradou os compradores dos produtos.

“Após as análises de folha, percebemos que para alcançar o resultado esperado, seria necessária a aplicação de um conjunto de nutrientes essenciais, como o boro, cálcio, magnésio e zinco, todos envoltos em uma composição de alta tecnologia que permite a rápida absorção e metabolização pelas plantas”, descreve. O agrônomo destaca ainda que o cobre participou do manejo com a importante função de induzir a resistência das plantas e colaborou para uma maior durabilidade das frutas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Produção de laranja aquece economia do Noroeste Fluminense

São José de Ubá, tradicional produtor de tomate, aposta na citricultura com apoio de programas estaduais


O município de São José de Ubá, no Noroeste Fluminense, conhecido como a “terra do tomate”, está se firmando como um novo pólo de produção de laranja, com safra anual média de 500 toneladas. A diversificação de cultivo é o resultado de investimentos promovidos por programas da Secretaria Estadual de Agricultura, como o Rio Rural e o Frutificar.

O produtor Carlos Roberto Marinho, da microbacia Santa Maria, está na quarta colheita de laranja das variedades Folha Murcha, Natal e Valência, de sabor mais adocicado, tradicionalmente consumidas in natura. “Pouca gente acreditava que daria certo esse plantio em Ubá. Estou satisfeito por ter acreditado”, revela.

Com o Frutificar, programa estadual que concede crédito a juros baixos para investimentos em fruticultura, Marinho investiu R$ 50 mil reais no plantio de 1.200 pés. No terceiro ano, começou a pagar o empréstimo com a venda da primeira safra, que vai de junho a outubro. Com a quitação do investimento no ano que vem, pretende triplicar a área plantada.

O produtor também trabalha com pecuária de corte e produção de leite, mas afirma que a laranja possui o melhor custo-benefício de todos, além de ter grande procura no mercado e preço estável.

União de esforços

A integração dos programas agrícolas governamentais permite que os produtores rurais consigam estruturar melhor o processo produtivo em suas propriedades, pois cada incentivo prioriza ações específicas.

“Nossa intenção é que os produtores desenvolvam uma grande capacidade gestora e aproveitem bem os recursos. Uma das metas é a geração de empregos no campo, resultado direto do crescimento da produtividade”, explica o secretário estadual de Agricultura”, explica o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo.

Carlos Roberto Marinho afirma que o Frutificar foi importante para garantir o plantio, enquanto o Rio Rural contribuiu para a produção de água, uma vez que o produtor implantou o subprojeto de proteção de nascentes, responsável pela melhor absorção da água de chuva no solo, que ajuda na irrigação.

No caso do produtor Antônio Cléber de Oliveira, o Rio Rural ajudou com na aquisição de caixas agrícolas, usadas para transportar alimentos. 

“Os custos de produção caíram quando ganhamos as caixas, que antes eram alugadas. Isso aumenta meu lucro na hora de vender as laranjas”, afirma o agricultor que cultivou tomate e pimentão por mais de trinta anos e hoje se dedica apenas à laranja.

Semente

As primeiras lavouras de laranja incentivadas pelo Frutificar em São José de Ubá foram formadas há seis anos, na intenção de que os agricultores locais diminuíssem a dependência da cultura do tomate, que apresenta preço instável no mercado. O Sebrae/RJ e a Federação das Indústrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan) ficaram responsáveis pela contratação de consultores agrícolas, que fazem o acompanhamento dos laranjais.

“Temos 15 propriedades caminhando bem e vários agricultores interessados no segmento. O clima quente da região ajuda no cultivo”, conclui o técnico do Programa Frutificar, Denilson Caetano. 

Embrapa implanta quintais produtivos no Ceará e Rio Grande do Norte

Projeto objetiva fazer com que famílias de pequenos produtores possam viver a partir da fabricação de doces, geleias e compotas


A Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com as Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Ceará e do Rio Grande do Norte, vai executar o projeto "Implantação de quintais produtivos, captação e uso racional da água como estratégias de desenvolvimento sustentável da propriedade familiar no semiárido do nordeste brasileiro". A ação consiste em fazer com que as famílias de pequenos produtores possam obter seu sustento a partir da fabricação de doces, geleias e compotas artesanais. A matéria-prima dos produtos deverá ser originada a partir da implantação dos quintais produtivos nas propriedades.

Na fase inicial do projeto, os municípios de Quixeramobim (CE), Aracati (CE), Currais Novos (RN) e Caraúbas (RN) serão contemplados com seis quintais produtivos. "Será construído um calçadão com 200m² e uma cisterna com 52 mil litros. A ideia é que essa cisterna abasteça os quintais produtivos que vão contar com 30 fruteiras, entre elas acerola, goiaba, sapoti, caju e manga", revela o coordenador do projeto, João Bosco Cavalcante.

Juntamente com a implantação das cisternas serão realizados oito cursos de boas práticas agrícolas, oito cursos para fabricação de doces e geleias e um curso de gestão administrativa, financeira e mercadológica nas propriedades familiares. As capacitações e a construção das cisternas ocorrerão ao longo deste mês.

Mapa amplia controle de frutas importadas de nove países

Medida visa a evitar ingresso de praga devastadora de pomares


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (3), no Diário Oficial da União, instrução normativa que fixa requisitos fitossanitários para importação de frutos ou materiais de propagação de nove países. A medida é voltada à ameixa, cereja, cereja ácida, pêssego, damasco e nectarina provenientes da Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Turquia, Itália, Israel e Irã.

Com isso, as cargas deverão vir acompanhadas de certificado fitossanitário atestando que os produtos estão livres da praga Plum Pox Virus. A inspeção será feita no local de destino do carregamento. Se for detectada a presença da praga, a fruta será destruída ou recusada. O objetivo da exigência é prevenir o ingresso da doença no Brasil via comércio internacional. 

De acordo com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Marcus Vinicius Coelho, o Plum Pox Virus é uma das doenças mais devastadoras da produção de frutos de caroço ao redor do mundo, sendo responsável por elevadas reduções de produtividade e qualidade dos pomares.
Veja aqui a íntegra da Instrução Normativa 17.


Uma agroindústria para cada mil habitantes

O Rio Grande do Sul é conhecido pela tradição na agricultura familiar. O município de Rolante, que fica a 92 quilômetros de Porto Alegre, faz jus a essa fama. A região se destaca pelo número de agroindústrias familiares. Ao todo, são 20 unidades que fabricam os mais variados produtos. O número equivale a uma agroindústria para cada mil habitantes, já que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada de Rolante, em 2016, é de 20.819 habitantes.

Embutidos, sucos, vinhos e pães são alguns exemplos. Toda a matéria prima vem de propriedades de famílias que fazem questão de tirar o sustento da própria terra. O grande número de agroindústrias em Rolante e a alta qualidade dos seus produtos se devem ao apoio técnico que os produtores recebem.

“Quando fizemos o diagnóstico, há muitos anos, identificamos a vocação para a transformação de produtos e, também, o potencial para o turismo rural”, conta a chefe do escritório municipal da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater Emater/PR), Janelise Wuaden Wastowsk. “Em cima disso, traçamos algumas estratégias e metas para buscar a regularização dos produtos, já que a localização, perto da capital, facilita o acesso ao mercado consumidor”, explica ao destacar que o município também está próximo a Serra Gaúcha e ao Litoral. 

Os extensionistas da Emater/RS orientam o agricultor familiar e acompanham todas as etapas do processo de criação de uma agroindústria. 

“Enxergamos um potencial na propriedade e vamos amadurecendo a ideia junto com eles até a tomada da decisão e a elaboração do projeto”, explica Janelise. “Nós fazemos todo o trabalho de acompanhamento e pós-instalação. Estamos com eles para qualquer entrave e problemas que aparecer”, completa.

Incentivos

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi fundamental para a idealização das agroindústrias familiares de Rolante. Graças a ele, os agricultores familiares conseguiram acessar linhas de crédito e tirar o sonho do papel. “O Pronaf é de extrema importância. Eu acredito que todas as politicas públicas que vêm para somar e desenvolver uma atividade ajudam e facilitam”, destaca Janelise.“Aqui, eles têm apoio das políticas municipais, estaduais e nacionais para o desenvolvimento”, acrescenta.

Em 2012, o jovem agricultor familiar Danilo Born, de 31 anos, deixou a atividade leiteira para se dedicar ao seu mais novo projeto: a Embutidos D’Born, que fabrica, entre outros produtos, salame linguiça e copa. Para construir a agroindústria, Danilo Born acessou, em 2011, pela primeira vez, o Pronaf. Por meio da linha de crédito Agroindústria, ele financiou R$ 60 mil que foram usados na construção do espaço físico do empreendimento, que tem uma área de mais de 380m2. O segundo financiamento pelo programa veio logo em seguida. Foram R$ 80 mil usados na compra de maquinários. 

Essa foi a primeira fase do projeto da agroindústria familiar: construir o espaço físico. Feito isso, Daniel buscou capacitação e informações. “Em Nova Petrópolis eu fiz um curso de fabricação e, logo em seguida, em Caxias do Sul, realizei um de boas práticas de produção e higiene. Depois de três meses estudando, consegui inaugurar a fabrica”, conta satisfeito. Hoje, ele e a família produzem semanalmente quase quatro mil quilos de embutidos que são vendidos por todo o estado do Rio Grande do Sul.

O empreendimento de Daniel deu tão certo que, recentemente, ele acessou o Pronaf pela terceira vez. Agora, foram financiados R$ 100 mil que estão sendo usados na ampliação em quase 100m2 da agroindústria.
“Eu acredito que sem o Pronaf eu jamais teria conseguido ter realizado o sonho de construir minha agroindústria, eu já teria desistido antes mesmo de ter começado. Se eu não tivesse a ajuda do Pronaf e o pessoal da Emater que me auxiliou, eu não teria feito nada”, afirma. 

Segundo ele, graças ao Pronaf, hoje, ele, a esposa, os pais e os dois irmãos conseguem ficar no campo com emprego, dignidade e renda. “Toda família está vinculada à agroindústria e nem passa na minha cabeça deixar isso aqui para fazer qualquer outra coisa da vida”, conclui Daniel Born.


Costa Rica tem 22 mil hectares de citros e tendência de expansão

O cultivo comercial de laranja na Costa Rica, país da América Central, começou na década de 80, hoje ocupa 22 mil hectares que estão distribuídos por todo o país. É a sexta atividade agrícola, ficando atrás de café, cana-de-açúcar, banana, abacaxi e azeite de dendê. A safra 2015/16 de laranja teve produção de 8 milhões de caixas de 40,8 kg, 90% delas da variedade Valência.

A região Norte e a de Chorotega próximas à fronteira com a Nicarágua, são as principais produtoras, com 19 mil hectares. São nelas que estão as duas indústrias extratoras do país, a TicoFrut e a Del Oro. Nessa área também estão as maiores propriedades, que têm média de 80 hectares e são as mais tecnificadas.

A Costa Rica exporta a maior parte de sua produção tanto de frutos como de suco. De acordo com as informações do governo do país, as exportações de suco concentrado foram maiores que 35 mil toneladas nos últimos anos.

O país fica próximo do Estados Unidos que é o maior importador de seu suco de laranja, e não há barreira tarifária para o produto costa-riquenho entrar no território norte-americano. De acordo com o gerente agrícola da TicoFrut Thiago Antunes, brasileiro que trabalha na Costa Rica, desde 2015, a citricultura do país está em pleno desenvolvimento e crescimento. “Vejo muito potencial na produção de citros do país. Apesar de suas limitações devido ao tamanho do território e à infraestrutura, tem vantagens competitivas, com profissionais qualificados segurança e estabilidade econômica”, afirma.

Confira a matéria completa na edição 37 da Revista Citricultor: http://bit.ly/2cQijTB

Fonte: Fundecitrus

Brasil terá facilidade para abrir mercados asiáticos, avalia Blairo

Ministro revela que o trabalho de negociação e abertura de mercado precisa ser realizado de forma clara e objetiva

“Nossa geração não terá problemas com exportação de alimentos para a Ásia”. A garantia é dada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, após os 25 dias de missão diplomática em 7 países asiáticos. De volta ao Brasil, Maggi mostra otimismo com o mercado internacional. Apesar das boas expectativas, o ministro revela que o trabalho de negociação e abertura de mercado precisa ser realizado de forma clara e objetiva, tendo a alta cúpula como protagonista, o que significa atuação direta do presidente Michel Temer (PMDB) com os presidentes dos países com quais se pretende estreitar as parcerias comerciais.

Quanto aos próximos passos enquanto ministro, ele garante que não vai fugir da discussão ambiental e que está pronto para provar que o Brasil está fazendo sua parte neste assunto. Para isso, o marketing verde será a principal moeda de negociação no mercado internacional. “Na Ásia, não é feito este tipo de cobrança, quanto à exigência de um selo verde para os produtos que importam do Brasil. Mas, cabe a nós expormos esta realidade, principalmente, o fato de termos 61% de área preservada no país. De certa forma, todo mundo defende a questão ambiental, mas são poucos os que cuidam do próprio quintal”.

Maggi afirma que está cansado de escutar acusações infundadas, que apontam os produtores rurais como responsáveis pela degradação ambiental. “Na realidade, ocorre o contrário. Os produtores rurais são protagonistas da preservação ambiental. Prova disso é que 26 anos atrás a pecuária no Brasil utilizava cerca de 220 milhões de hectares para criar 150 milhões de cabeças de bovinos. Hoje, o rebanho é de cerca de 185 milhões de cabeças em 165 milhões (ha). Ou seja, houve redução de 25% na área e aumento de 23% no rebanho”.

O ministro aponta que esta equação só é possível com o emprego de tecnologia, que mudou o cenário econômico no campo brasileiro. “Há 40 anos, importávamos alimentos e agora somos um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Isso garante nosso estoque tecnológico no agronegócio, que interessa a muitos compradores estrangeiros”. Um cartão de visita que tem usado junto aos mercados internacionais é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “No Brics, o governo russo já queria levar o presidente da Embrapa para participar de eventos estratégicos naquele país, o que demonstra a relevância da nossa atuação científica”. 

Citricultores paulistas eliminam 1,9 milhão de plantas com HLB no 1º semestre

Os citricultores paulistas eliminaram 7.093.239 plantas no primeiro semestre, sendo 1.903.908 com sintomas de HLB (greening) e 28.833 com sintomas do cancro cítrico, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os dados são relativos ao relatório de inspeção que os produtores devem entregar a cada semestre para a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).

Outros motivos informados pelos produtores para a erradicação de plantas cítricas foram a mudança de atividade, com a eliminação de 1.557.498 plantas e a reforma da lavoura, que promoveu a eliminação de 558.217 plantas. Outras 3.044.783 plantas foram eliminadas, mas não foram relatados os motivos. No mesmo período foram replantadas 1.034.313 plantas e realizado o plantio de 3.106.652 novas plantas cítricas. 

Ainda de acordo com os relatórios, o parque citrícola é formado por 180.199.273 plantas, produzidas por 7.526 produtores, em um total de 10.320 propriedades.

O proprietário, arrendatário ou ocupante de propriedade de citros deve realizar, ao menos, uma inspeção a cada três meses em sua produção, com o objetivo de identificar e erradicar plantas com sintomas de cancro cítrico ou HLB, ou seja, duas inspeções por semestre e informar, por meio de relatório, o resultado à CDA. Quem não cumprir a determinação estará sujeito a multas.

(Com informações da assessoria de imprensa da CDA)

Fonte: Fundecitrus

Ciclo de cursos de HLB capacita 470 profissionais da citricultura

O ciclo de cursos de “Gestão Estratégica de HLB” realizado pelo Fundecitrus, de janeiro a setembro, capacitou 476 profissionais para o controle da pior doença da citricultura nas principais regiões produtoras do parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais.

Foram realizados 13 cursos nos municípios de: Aguaí, Araraquara, Avaré, Bebedouro, Cordeirópolis, Frutal, Holambra, Limeira, Lins, Lucianópolis, Novo Horizonte, Olímpia e Pirajuí.

Citricultores, engenheiros agrônomos e administradores foram capacitados para aplicar no campo as técnicas de controle da doença, para que o manejo seja feito de maneira eficaz e econômica. O conteúdo abordou o impacto de HLB na produção e qualidade da fruta, a situação da doença no estado de São Paulo, os cenários de manejo e os 10 mandamentos para controlar a doença, além de técnicas para fazer a coleta e organização dos dados de campo, planejamento e avaliação dos resultados do manejo.

O HLB (huanglongbing/greening) é responsável por prejuízos no mundo todo. Somente no Brasil, provocou a eliminação de, pelo menos, 40,85 milhões de plantas no estado de São Paulo, além de ter dizimado a citricultura de regiões tradicionais no cultivo de laranja. No parque citrícola, estão contaminadas 16,92% das laranjeiras.

Clique aqui e acesse o conteúdo do curso.

Fonte: Fundecitrus