quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Produtos paranaenses com indicação geográfica garantem melhor renda

Os brasileiros acordaram tarde para os benefícios da venda de produtos com indicação geográfica, mas a chance de ter maior renda e ganhar mercados internacionais atrai cada vez mais as associações de produtores organizados. O leitor já conhece o presunto de Parma e o champanhe francês, que têm preços diferenciados pela qualidade comprovada. Quanto ao café do Norte Pioneiro, ao mel de Ortigueira e à goiaba de Carlópolis, logo será apresentado – se é que ainda os desconhece.

São estes os três produtos paranaenses que pertencem a uma das 49 regiões com certificações nacionais de procedência ou de origem no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), conforme o Mapa das Indicações Geográficas do Brasil divulgado na última quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pouco, se for considerada a tradição e diversificação do Estado, principalmente no que se refere a alimentos.

A boa notícia é que outros oito processos estão abertos no INPI por associações de produtores do Paraná. Tratam-se de pedidos para reconhecimento das uvas finas de mesa de Marialva, da bala de banana de Antonina, do serviço gastronômico do barreado do Litoral, da cachaça de Morretes, da farinha de mandioca do Litoral, do melado de Capanema, do queijo da Colônia Witmarsum, da erva-mate de São Mateus e do mel do Oeste.

Processos que podem ser demorados. A primeira certificação liberada pelo INPI de um artigo brasileiro foi obtida pelos gaúchos do Vale dos Vinhedos, para vinhos tinto, branco e espumantes, em 19 de novembro de 2002. Entretanto, até mesmo os vinhos verdes de Portugal obtiveram a indicação de procedência, no Brasil, três anos antes.

A primeira certificação paranaense foi do café do Norte Pioneiro, em 2012, que atende mais de 200 produtores. Consultor do Sebrae na região, Odemir Carvalho afirma que o pedido foi feito ainda em 2008. "O próprio INPI tinha dificuldades de trabalhar com esses signos distintivos porque não tinha toda a base de exigências que tem agora", cita.

Para ele, os brasileiros se atentaram nos últimos dez anos a algo que países como Portugal, Espanha e Itália fazem há séculos em escala mundial. Com a experiência do Sebrae, que ele considera a entidade que mais trabalha hoje com a padronização de produtos para obtenção de selos geográficos no País, foi possível conseguir a indicação geográfica para a goiaba de Carlópolis em 19 propriedades em menos de oito meses, o recorde nacional. "Mas não costuma sair em menos de dois anos", diz Carvalho.

O superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Nelson Costa, confirma que o interesse é recente. "Apesar de ter sido adotado de dez anos para cá, o trabalho tem sido bem feito, como o Fábrica do Agricultor, que incentiva os produtores ao empreender rural", diz, sobre o projeto do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).

Vantagens

O consultor do Sebrae diz que as indicações geográficas são ideais para garantir a lucratividade principalmente em pequenas propriedades. "Depende de um trabalho associativo forte, porque tem de ser o desejo da maioria, com esforço para diferenciar o produto e permitir a venda em escala."
Com os selos, há também a garantia de rastreabilidade dos produtos e de qualidade, o que garante mercados e um preço maior para os produtos. Contudo, Carvalho lembra que se trata de um processo que tem benefícios para além da certificação. "Serve para provocar o crescimento regional, com padronização, desenvolvimento de produtos com valor agregado, exportações, tudo para trazer melhores condições para a comunidade local", diz.
O superintendente da Ocepar explica que há uma série de requisitos que devem ser cumpridos, como menor uso de produtos químicos, para ganhar mercados em outros estados e no exterior. "Copiamos o modelo italiano por aqui, que tem valorização de 50% a 100% para os produtos com indicação de origem."

Suco de laranja é o terceiro produto mais exportado do agronegócio paulista

O suco de laranja é o terceiro produto na pauta de exportação do agronegócio paulista, no período de janeiro a setembro deste ano, segundo relatório da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os sucos geraram US$ 1,39 bilhão – dos quais 97,9% são referentes ao suco de laranja –, ficando atrás apenas dos produtos do complexo sucroalcooleiro (US$ 5,82 bilhões) e das carnes (US$ 1,50 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 79,5%), e ficando à frente dos produtos do complexo soja (US$ 1,33 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,15 bilhão). Esses cinco agregados representaram 81,4% das vendas externas do agronegócio paulista. 

As exportações de suco tiveram crescimento de 4,1%, na comparação do período de janeiro a setembro de 2016 com o de 2015. O produto representa 10% da exportação do agronegócio paulista. 

Segundo com o pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA) José Roberto Vicente, as exportações no agronegócio atingiram US$ 13,75 bilhões, um crescimento de 17,5%, enquanto as importações tiveram queda de 14,8%, somando US$ 3,34 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 10,41 bilhões. “Em comparação aos nove primeiros meses de 2015, o desempenho representou um aumento de 33,8% no saldo comercial do agronegócio”, afirmou.

Nos demais setores, as importações somaram US$ 35,32 bilhões e as exportações US$ 20,72 bilhões, gerando um déficit comercial de US$ 14,60 bilhões.

No total, Estado de São Paulo exportou, nos nove primeiros meses de 2016, US$ 34,47 bilhões, 2,3% mais do que no mesmo período em 2015, e importou US$ 38,66 bilhões, 21,9% a menos do que nos nove primeiros meses do ano anterior. “O comércio exterior paulista seria muito mais deficitário não fosse o desempenho do agronegócio”, afirma Vicente. 

Brasil

O agronegócio também foi responsável por minimizar o déficit da balança comercial brasileira também. As exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 0,6% em relação a igual período do ano anterior, atingindo US$ 67,36 bilhões (48,3% do total). O superavit do agronegócio no período foi de US$ 57,57 bilhões, 1,3% superior ao de janeiro-setembro do ano passado. Os demais setores geraram exportações de US$ 72,01 bilhões e importações de US$ 93,40 bilhões, produzindo um deficit de US$ 21,39 bilhões.

Os sucos representam o oitavo grupo do agronegócio brasileiro nas exportações até setembro, com US$ 1,6 bilhão, o que representa um aumento de 5,33%, em relação ao mesmo período do ano passado, mas ocupa uma fatia 2,37% das exportações do agronegócio brasileiro.

O suco foi o destaque na participação do agronegócio paulista no agronegócio nacional, sendo responsável por 87% da produção brasileira, seguido de produtos alimentícios diversos (75,8%); complexo sucroalcooleiro (71,3%); plantas vivas e produtos de floricultura (62,8%); demais produtos de origem vegetal (55,8%); produtos oleaginosos (46,8%); demais produtos de origem animal (44,1%); rações para animais (39,8%); animais vivos (34,1%); produtos apícolas (28,4%); lácteos (27,5%); e bebidas (25,6%).


Fonte: Fundecitrus

Fundecitrus lança livro sobre pinta preta

O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura lança, nesta quarta-feira (26), o livro Pinta Preta: a doença e seu manejo para auxiliar citricultores, pesquisadores e profissionais do setor citrícola a compreender a importância e os danos dessa doença que é uma das mais importantes da citricultura brasileira e mundial e, principalmente, disponibilizar todas as estratégias de manejo disponíveis.

A publicação traz a experiência de seis especialistas de duas universidades e dois institutos de pesquisa. Escrito por Geraldo José da Silva Junior e Renato Bassanezi, do Fundecitrus, Eduardo Feichtenberger, do APTA de Sorocaba, Marcel Bellato Spósito e Lilian Amorim, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) e Antonio de Goes, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, é uma das publicações mais atuais e completas sobre o assunto.

Com 208 páginas, o livro aborda a história e distribuição da doença no Brasil e no mundo, o seu impacto na produção e comercialização de frutas cítricas, os procedimentos para exportação, as informações sobre o fungo causador da doença, os hospedeiros, os sintomas, as formas de mensurar a doença, as relações entre o fungo, a planta e o ambiente, além de uma gama de informações relacionadas sobre manejo, inclusive sugestões de programadas de controle para diferentes situações e perfis de pomares.

“Decidimos reunir os principais especialistas brasileiros no assunto e escrever essa obra, pois existem diversos resultados de pesquisas publicados sobre a doença desde a década de 1990, mas os profissionais do setor têm acesso restrito a eles. Esperamos que esse livro possa ser uma fonte importante de consulta para toda cadeia citrícola”, afirma o organizador do livro Geraldo J. Silva Junior.

A publicação está disponível gratuitamente aos profissionais que atuam na citricultura e pode ser adquirido gratuitamente pelo telefone 0800 112155 ou pelo e-mail comunicacao@fundecitrus.com.br .
Livro Pinta Preta: a doença e seu controle – lançamento e sessão de autógrafos

Data: 26 de outubro de 2016, às 9 horas

Local: Auditório Fundecitrus – Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, 201 – Vl. Melhado – Araraquara/SP

Autores: Geraldo José da Silva Junior (Fundecitrus), Eduardo Feichtenberger (APTA), Marcel Bellato Spósito (Esalq/USP), Lilian Amorim (Esalq/USP), Renato Beozzo Bassanezi (Fundecitrus) e Antonio de Goes (Unesp)

208 páginas

Clique aqui para fazer a inscrição para o evento
Fonte: Fundecitrus

Helicoverpa armigera nunca desapareceu e está muito bem-adaptada

“A Helicoverpa armigera nunca desapareceu por completo, e nem poderia, já que está presente em diferentes regiões e cultivos no Brasil e muito bem-adaptada”. A afirmação é da Doutora em entomologia Cecilia Czepak, que foi ouvida com exclusividade pelo Portal Agrolink sobre o ressurgimento de surtos da lagarta nesta safra.

“Afirmamos isso porque em Goiás temos cultivos de tomate em larga escala e por ser este cultivo um hospedeiro preferencial da praga sua presença sempre é observada, principalmente quando o controle não se faz efetivo e, como consequência, nas culturas de verão ela se mostra também presente, mas ‘controlada’”, explica Cecilia, que também é professora titular da Escola de Agronomia UFG/GO.

A especialista conta que manteve monitoramentos de forma contínua em alguns sistemas agrícolas, irrigados e de sequeiro, o que revelou que a praga se disseminou de uma forma surpreendente no Estado. A pesquisa contou com o auxílio da Agrodefesa, Lanagro/Mapa, Emater e Faeg, tendo como suporte financeiro a Fundação de Amparo a Pesquisa em Goiás (Fapeg), 

“Assim, posso afirmar que se equivocou quem disse que essa praga não era mais problema para o Brasil, basta lembrar que nas regiões de origem da Helicoverpa armigera ela nunca deixou de incomodar e, portanto, as pesquisas por lá nunca cessaram, ao contrário do Brasil”, salienta.

A Doutora conta que nesses últimos anos recebeu relatos da presença da praga de uma forma mais branda em outros estados, dando entender que a situação também estava “sob controle”: “Algumas áreas agrícolas mais atacadas, outras menos e quando a situação parecia grave o controle químico se fazia presente como a ferramenta usual para Helicoverpa armigera”.

“Talvez tenha sido esse o problema, por mais que tenhamos sido alertados por quem já passou grandes prejuízos – como por exemplo os australianos –, após os surtos de 2013 não levamos tão a sério essa lagarta e a lição ficou esquecida. Mas como essa é uma praga que não se brinca, ela volta de tempos em tempos para nos colocar em alerta. Tomara que esses surtos não se tornem cada vez mais frequentes nos anos que virão, pois isso seria muito ruim para a agricultura brasileira”, conclui.


Foto: Cecilia Czepak


Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Festival da Uva, em São João do Piauí, acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de novembro

O Governador do Piauí, Wellington Dias, se reuniu na manhã desta segunda-feira (24) no Palácio de Karnak com vários órgãos envolvidos na realização do Festival da Uva. O evento acontece no município de São João do Piauí, localizado a 281 quilômetros de Teresina.

O Festival, que acontece entre os dias 11 a 13 de novembro, tem como um dos objetivos, comemorar e promover a produção de uvas no município. É um dos maiores eventos no estado. "É importante que o evento não seja apenas só festa, seja também uma combinação de atividade cultural e de empreendedorismo, no intuito do desenvolvimento da região", ressaltou Wellington Dias.

A Secretaria de Turismo do Piauí (Setur), é responsável por coordenar as ações dos órgãos envolvidos. "Um evento como esse já consagrado no nosso estado, sem dúvidas deve acontecer de forma ordenada e planejada. Estamos nos reunindo desde muito antes com os demais órgãos para que tudo seja definido e concluído", destacou o gestor, Flávio Nogueira Júnior, ressaltando ainda que os turistas podem desfrutar dos atrativos da região, como o balneário Jenipapo.

A produção de uva na região começou em 2007, no Assentamento Marrecas, e desde o ano de 2010, o Festival reúne várias vertentes econômicas, além do agronegócio da uva, movimenta a gastronomia, o artesanato e fomenta o turismo. "Estamos otimistas em mais uma edição do Festival, já que este dá notoriedade para o município", disse o prefeito de São João, Gil Carlos.

A idealizadora do evento, atual secretária estadual de educação, Rejane Dias esteve presente e destacou também a importância de que o festival vai além de festa e lembrou ainda da organização de edições passadas. "É importante que os órgãos estejam envolvidos. O festival, além do lado festivo, traz desenvolvimento", lembrou.

O Festival da Uva deverá ter atividades no Assentamento Marrecas e demais pontos atrativos da cidade. Além disso, ações do Sebrae como capacitação voltada para restaurantes, hospedagem de forma geral. Órgãos como a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros também estarão presentes para levar a segurança do evento e região.

Além da Setur, estiveram presentes também representantes da Segov, Seduc, Secult, SDR, Semar, Segurança, Sesapi, Seinfra, PM, Bombeiros, Interpi, Emater, Idepi, Agespisa, CCom, Fundespi, Embrapa, Gamil, PRF, Codevasf, Dnocs, Incra, Federação da Agricultura e outros.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Brasil tem potencial para aumentar exportações de vinhos e espumantes, diz ministro

O ministro Blairo Maggi disse que o vinho faz parte de em um estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que vai identificar as cadeias produtivas com potencial de crescimento nas exportações. “Os vinhos e os espumantes produzidos no Brasil têm sido cada vez mais premiados e com aceitação crescente nos mercados nacional e internacional”, ressaltou o ministro, na abertura do 39° Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, nesta segunda-feira (24), em Bento Gonçalves (RS).

O estudo das cadeiras produtivas será usado para reforçar a meta do ministério de aumentar de 6,9% para 10% a participação do Brasil no mercado mundial agropecuário, em cinco anos. “Como produtores, precisamos sair mundo afora para vender nossos produtos”, destacou Blairo.

Esta é a primeira vez que o Brasil sedia o congresso mais importante do setor vitivinícola mundial, promovido pela Organização Internacional do Vinho e da Vinha (OIV, na sigla em inglês). O encontro termina na próxima sexta-feira (28). “Quem quer conquistar mercado precisa se mostrar e este evento mostra a região de Bento Gonçalves, a região Sul e o Brasil como produtores de vinho com qualidade e com disponibilidade de matéria-prima”, acrescentou o ministro.

Representantes do setor vitivinícola pediram a redução de tarifas e impostos sobre os produtos feitos a partir da uva. O prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Rech Pasin, apresentou também uma proposta de tornar as áreas produtoras de uva e vinho uma “zona franca”, sem a cobrança de impostos, para atrair mais turistas à região. O ministro disse que vai levar os pedidos à área econômica do governo (Tesouro Nacional, Ministérios da Fazenda e do Planejamento).


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Vale do São Francisco sedia evento internacional sobre vinhos tropicais


Começou no dia 19/10, o 5º Simpósio Internacional de Vinhos Tropicais (5th ISTW 2016), na cidade de Petrolina (PE), no Vale do rio São Francisco, principal região tropical vitivinícola do Brasil. Cerca de 120 participantes, de oito países (Brasil, Venezuela, Estados Unidos, Portugal, França, Tailândia, Bali e Austrália), estarão discutindo a vitivinicultura de clima tropical, que possibilita a produção de uvas e vinhos independente da época e da estação do ano, de acordo com a escolha dos produtores vitivinícolas.

Após ter ocorrido na Tailândia e na Austrália, o evento retorna para Petrolina, onde já ocorreram as duas primeiras edições. Segundo Giuliano Elias Pereira, pesquisador da Embrapa e presidente do Comitê Organizador do evento, o Brasil está na vanguarda das pesquisas sobre vinhos tropicais, obtidos de uvas produzidas em vinhedos localizados em regiões em que as médias de temperaturas mais elevadas permitem mais de um ciclo vegetativo e uma ou mais colheitas por ano. "Esta atividade está sendo desenvolvida em regiões não tradicionais, contemplando novas latitudes na viticultura do globo, sendo singular e única em relação às tradicionais regiões produtoras de vinho", comenta Pereira.

Na programação técnico-científica estão previstas 28 palestras de importantes pesquisadores da vitivinicultura internacional. Abrindo o evento, a professora francesa Jocelyne Pérard, da Universidade da Borgonha, de Dijon, na França, e Presidente da Cátedra Unesco Cultura e Tradições do Vinho, falará sobre a "Organização, valorização e proteção do patrimônio cultural dos territórios de vinhos tropicais: reflexões da Borgonha, um patrimônio mundial da Unesco". Vinte e cinco trabalhos na forma de pôsteres serão apresentados até o dia 21 de outubro, quando encerra o evento.

Destaque na programação para a apresentação dos trabalhos relacionados à construção de uma Indicação Geográfica para os vinhos tropicais do Vale do São Francisco, a futura IG VSF, que será feita pelos pesquisadores da Embrapa Iêdo Sá, Tony Jarbas, Jorge Tonietto e Giuliano Pereira. Nas suas palestras, abordarão as ferramentas usadas para o zoneamento, caracterização dos solos, estruturação da futura IG, além de características dos vinhos tropicais do Brasil.

O Simpósio é uma realização das unidades da Embrapa (Semiárido e Uva e Vinho), Group of International Experts of Vitivinicultural Systems for CoOperation (GiESCO), Chaire Unesco – Culture et Traditions du Vin, Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Conta com o apoio do Senac, Facepe, IFRS Sertão Pernambucano e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Valexport, Instituto do Vinho, ADDiper e CAPES.

A programação completa e outras informações do evento podem ser encontradas no site www.embrapa.br/istw2016.

Na sequência, de 23 a 28, a vitivinicultura continua em destaque, durante o 39º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, promovido pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), que será sediado pela primeira vez no Brasil. O evento acontece em Bento Gonçalves (RS), e é coordenado e presidido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como entidades organizadoras a Embrapa Uva e Vinho, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e a Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves. Clique aqui para mais informações.


Fonte: Embrapa
 

Pequena disponibilidade e preços da polpa cítrica continuam em alta

A pequena disponibilidade continua dando sustentação aos preços da polpa cítrica no mercado brasileiro. Porém, os reajustes foram pequenos em outubro, frente às quinzenas anteriores. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada da polpa peletizada ficou cotada, em média, em R$721,00 na primeira quinzena deste mês, frente aos R$714,00 no fechamento de setembro último.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o insumo está custando 102,3% mais. Espera-se mercado firme em curto prazo, mas sem espaços para aumentos expressivos, visto os atuais patamares de preços, historicamente elevados. O mercado do milho mais fraco neste último trimestre também deve diminuir a pressão sobre os preços da polpa.

Brasil negocia para entrar em novos mercados japoneses

Avançar nas negociações para produtores brasileiros entrarem nos mercados japoneses de frutas e carne bovina in natura. Este foi um dos objetivos da visita oficial do governo brasileiro ao Japão, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

Blairo fez parte da comitiva que acompanha o presidente da República, Michel Temer, em viagem ao Japão. O presidente ficou no país asiático até quarta-feira (19).

De acordo com o ministro, o mercado japonês tem grande participação na compra de soja, milho, algodão e outros alimentos brasileiros. Blairo explicou que o país quer participar de mercados mais sofisticados, como de frutas, processadas ou não.

“Queremos participar também do mercado de carne in natura”, relatou. “Estamos em negociações, são questões sanitárias e fitossanitárias, de reconhecimento do sistema japonês e do brasileiro."

Para Blairo, até meados de 2017, o Brasil terá condições de aumentar sua partição em frutas e em bovinos no mercado japonês. “É um mercado importante e, além de crescer, queremos manter o que conquistamos”, afirmou.

Conversa com investidores

Segundo o ministro, o presidente Temer, nas viagens pela Ásia, tem procurado trazer aos governos e investidores a tranquilidade de que o Brasil vive um processo democrático, de respeito aos contratos e aos acordos feitos no passado.
“E claro que temos de olhar para o futuro, criar novos empregos e novas oportunidades”, observou o ministro. “Na agricultura, viemos dizer aos investidores que temos grandes volumes a serem transportados, que o Brasil cada vez mais cresce na área de produção de grandes commodities.”

Todo esse volume, disse Blairo, precisa chegar ao destino final. Por isso, o país precisa de investimentos em ferrovias, estradas, portos, hidrovias e toda uma infraestrutura que permita deslocar essas mercadorias. 

 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Valor bruto da produção chega a R$ 518,1 bilhões em 2016

Esse é o terceiro melhor resultado dos últimos 27 anos. Em relação a 2015, o faturamento apresenta queda de 2,6%


A Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estima, com base em dados do mês passado, que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2016 chegue a R$ 518,1 bilhões. Na série iniciada em 1989, esse é o terceiro melhor resultado. No entanto, em relação ao ano passado, houve uma diminuição de 2,6%.

“O principal motivo é uma queda de 21,2% na produção de milho por causa da seca”, diz o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques. A safra total do grão passou de 84,7 milhões de toneladas em 2015 para 66,7 milhões de toneladas este ano. O milho segunda safra foi o que mais contribuiu para essa diminuição. Por conta da queda na produção, o VBP do cereal caiu 7,1%.

Outros produtos que seguiram o mesmo caminho foram o algodão (-15,2%), arroz (-15,4 %), cacau (-14,3%), laranja (-12,8 %) e tomate (-47,2%), por exemplo. “Isso também se deve à diminuição na quantidade, a preços menores ou aos dois fatores, dependendo da cultura”, analisa Gasques. Na pecuária, as maiores reduções foram da carne suína (-12,5 %), e leite (-12,1%). No caso desses dois produtos, a combinação preços mais baixos e produção menor levou à queda no faturamento.

Bons resultados

Mesmo com um VBP total 2,6% menor do que em 2015, o faturamento ainda é considerado elevado, segundo Gasques. Isso se deve a um grupo relativamente pequeno de produtos, mas que representam 54% do VBP total. São a soja (+2,9%), o café (+13,6 %), o feijão (+8,8%), o trigo (+26,6%), a banana (+40,8%); a batata-inglesa (+24,3%) e a maçã (+13,7%).

O VBP médio dos últimos três anos, de R$ 524,8 bilhões, deve se manter até o fim do ano, porque a colheita da maioria dos produtos já ocorreu, restando apenas as lavouras de inverno, como o trigo.

Na análise por região, o Sul permanece na liderança do valor bruto da produção agropecuária (R$ 153,2 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$ 142,7 bilhões), Sudeste (R$ 140,8 bilhões), Nordeste (R$ 42,3 bilhões) e Norte (R$ 31 bilhões).

Entre os estados, São Paulo e Mato Grosso estão na frente. Depois vêm Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Estes cinco estados respondem por 63% do VBP brasileiro.

Confira aqui e aqui os números do VBP.