terça-feira, 24 de maio de 2016

Laboratório de criação de Tamarixia radiata completa um ano

O laboratório de Controle Biológico do Fundecitrus, no qual é criada a vespinha Tamarixia radiata, inimigo natural do psilídeo, completou um ano em março. Até abril de 2016, foram produzidos 445,8 mil insetos e liberados no campo 422,4 mil, atingindo uma área de 1,3 mil hectares. Nesse mesmo mês, a biofábrica chegou à criação de 96,4 mil vespas.

A vespinha é uma ferramenta de combate ao HLB (greening) em locais onde não é feito o controle químico do psilídeo, como pomares abandonados ou áreas com murta ou citros nas zonas rural ou urbana, que servem de criadouros do inseto. Do que é produzido no laboratório, 80% é liberado e o restante dá continuidade à criação.

As liberações são feitas durante todo o ano em áreas identificadas pelo Alerta Fitossanitário, sistema do Fundecitrus que monitora a população de psilídeo. As solturas de Tamarixia radiata são feitas uma vez por semana em cada uma das sete regiões monitoradas pelo sistema. De março de 2015 a abril de 2016, foram liberadas na região de Araraquara 83 mil, em Avaré 36 mil, Bebedouro 63 mil, Casa Branca 78 mil, Frutal 11 mil, Lins 49 mil e Santa Cruz do Rio Pardo 45 mil.
Nesse ano de laboratório, foram feitas adaptações na criação que proporcionaram aumento de produção. "Com base em testes, percebemos que era necessário mudar a forma de coletar a Tamarixia radiata. Aumentamos a proporção de parasitismo que era de uma vespa para 10 psilídeos e agora é uma para 25. Adotamos a criação de psilídeo em casa de vegetação em paralelo com a produção em sala específica", relata a bióloga Ana Carolina Pires Veiga, responsável pelo laboratório.

Inimigo do bem

A Tamarixia radiata deposita seus ovos embaixo de ninfas de psilídeo que servem de alimento para as larvas quando elas nascem. Cada vespinha pode eliminar até 500 psilídeos.

A vespinha não pode ser utilizada como medida isolada no combate ao HLB, nem substitui as pulverizações, mas tem demonstrado ser uma das formas mais sustentáveis de controlar o psilídeo. Em áreas onde foi solta houve redução de 70%, em média, do transmissor do HLB.

A Tamarixia radiata não causa desequilíbrio ambiental, pois a única maneira de se reproduzir é usando o psilídeo. "É uma ferramenta que pode ser usada para o manejo sustentável do HLB e colabora com a preservação do meio ambiente, já que o controle biológico ajuda na queda da população de psilídeo próximo aos pomares comerciais, colaborando com a redução da necessidade do uso de defensivos nas propriedades", afirma Ana Carolina.

Clique aqui para ver o vídeo sobre a criação da Tamarixia radiata

Fonte: Fundecitrus

CitrusBR lança campanha de incentivo ao consumo do suco de laranja na Europa

A CitrusBR (Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos) apresentou nesta terça-feira (24), no Fundecitrus, as primeiras ações da campanha de reposicionamento e incentivo ao consumo do suco de laranja na Europa. O evento contou com a presença de diferentes elos do setor citrícola como produtores, indústria, pesquisadores e governo.

A campanha que será lançada em 16 países como Alemanha, França, Reino Unido e Bélgica, tem o objetivo de reequilibrar o debate em relação ao suco e engajar os consumidores lembrando-os dos benefícios proporcionados pela fruta.

A intenção do projeto é criar um ambiente receptivo para o consumidor, passando mensagens positivas em relação ao suco de laranja com base em informações de especialistas, articulando seus benefícios com governos, instituições internacionais, formadores de opinião e a mídia.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, o consumo mundial de suco de laranja está estagnado e um dos principais fatores é a redução da demanda, causada pela ampla oferta de bebidas no mercado e pela falta de incentivo de consumo ao suco e da divulgação de seus benefícios. Ele ainda afirmou que este é o maior projeto em andamento do setor citrícola brasileiro com investimento anual de 6 milhões de dólares.

Além do incentivo das indústrias de suco brasileiras Cutrale, Citrosuco e Louis Dreyfus, a ação contará com o apoio de mais de 29 empresas entre elas Coca-Cola, PepsiCo e Eckes-Granini.

Fonte: Fundecitrus

Produção de morangos na Colônia Penal Agrícola de Charqueadas tem assessoramento da Emater/RS-Ascar

A Emater/RS Ascar estará à frente da implantação e prestará assessoramento técnico para a produção de morangos semi-hidropônicos na Colônia Penal Agrícola de Charqueadas (CPA). A decisão começou a ser colocada em prática no dia 18 de maio, quando estiveram no local os agrônomos da Emater/RS-Ascar Luís Bohn, Antônio Paganelli e o técnico em agropecuária da Instituição, Marcelo da Silva Fortes, para conhecer o local e acertar detalhes de estruturação do sistema, como o tamanho da estufa, a implantação de irrigação, tipo de cobertura, dentre outros detalhes do cultivo a ser implantado.

A estufa será construída nas dependências da CPA e os responsáveis pela produção serão os apenados, contando com a assistência técnica da Emater/RS Ascar, explica Fortes. O objetivo é de que a produção seja entregue às demais casas penitenciárias. 

Estiveram presentes ainda a ouvidora do Estado, Silvana de Oliveira, e a engenheira agrônoma da Secretaria Municipal de Agricultura e Economia Solidária, Raquel Rolim Cardoso.

O Torneio Leiteiro e o curso de derivados de leite foi realizado pela Prefeitura Municipal em parceria com a Empaer e Sindicato Rural e contou com a participação dos extensionistas de Juína, Colniza e de Castanheira.

Fonte: Emater - RS

Embrapa divulga edital para inserção no mercado da cultivar de maracujá silvestre BRS Sertão Forte

Produtores de mudas já podem se tornar parceiros da Embrapa na inserção no mercado da mais nova cultivar de maracujazeiro silvestre BRS Sertão Forte (BRS SF). Sementes da cultivar, que será lançada no início do próximo mês, estão sendo disponibilizadas aos interessados na produção e comercialização de mudas. As empresas e produtores selecionados pela Embrapa, além de receberem as sementes, também obterão a permissão para o uso da marca "Tecnologia Embrapa".

A Embrapa Produtos e Mercado (Brasília, DF) está oferecendo, também, aos interessados, sementes para a produção de mudas da cultivar BRS Pérola do Cerrado (BRS PC). O edital para a busca de parceiros comerciais está publicado na página da Embrapa Produtos e Mercado (embrapa.br/produtos-e-mercado), e os produtores interessados têm até o dia 30 de junho para encaminharem os documentos necessários para participarem do processo de oferta.

Estão sendo oferecidos 20 lotes de sementes da cultivar BRS Sertão Forte (BRS SF), sendo que cada um tem 150 gramas; e 36 lotes, também com 150 gramas cada um, de sementes da cultivar BRS Pérola do Cerrado (BRS PC). As empresas licenciadas firmarão contrato com a Embrapa com vigência de três anos.

Características das cultivares

A BRS Sertão Forte (BRS SF), fruto do melhoramento genético da Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) e Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), foi obtida por meio de seleção massal, que teve como objetivo o aumento de produtividade e do tamanho do fruto, de forma a ter melhor aceitação no mercado. A cultivar foi selecionada a partir de uma população de acessos silvestres de Passiflora cincinnata Mast. de diferentes origens, com indicadores de adaptação em locais de altitudes de 350 a 1100 m, plantio em qualquer época do ano (quando irrigada) e em diferentes tipos de solo. Essa espécie é encontrada nos biomas Caatinga e Cerrado, onde vem se tornando uma alternativa de cultivo para agricultura familiar das áreas de sequeiro.

Os frutos têm coloração verde com polpa amarela clara ou esbranquiçada. Seu peso varia de 109 a 212 gramas, com 8 a 13 ºBrix; rendimento de polpa de 35%, quando extraída manualmente com peneira e de 50% quando extraída em despolpadora rotativa.

Nas condições do Estado de Pernambuco e no Cerrado do Planalto Central tem produzido de 18 a 29 t/ha em polinização aberta e, dependendo das condições de manejo da cultura, pode atingir produtividades acima de 30 t/ha no primeiro ano de produção. É ótima alternativa para o mercado de frutas exóticas, podendo ser consumida in natura ou ser utilizada na indústria de sucos, sorvetes e doces.

A BRS Pérola do Cerrado (BRS PC), desenvolvida pela Embrapa Cerrados, é uma cultivar silvestre vigorosa, com elevada resistência às principais doenças e pragas do maracujazeiro, com possibilidade de cultivo em sistema orgânico. Ela produz de 10 a 25 ton/ha sem o uso de polinização manual, representando de 10 a 15 Kg de fruta por planta por ano, nas condições do Distrito Federal.

A cultivar foi obtida por policruzamento de plantas selecionadas em uma população de acessos silvestres de Passiflora setacea de diferentes origens, com indicadores de adaptação em locais de altitudes de 250 a 1100 m, plantio em qualquer época do ano (quando irrigado) e em diferentes tipos de solo.

Seus frutos, quando maduros, são de coloração da casca verde clara a amarela clara, com seis listras longitudinais verde escuras e polpa amarelo creme; peso médio de 50 a 120 gramas; polpa com qualidades físico-química e funcional, com 15 a 18 ºBrix e rendimento de suco de 35%.

Os lotes da cultivar BRS Sertão Forte (BRS SF) poderão ser retirados, após assinatura do contrato de licenciamento, no Escritório de Petrolina da Embrapa Produtos e Mercado, que fica na Rodovia BR 122, Km 50 – Trecho Petrolina-Izacolândia, CEP 56.320-700, Petrolina, PE. E os lotes da cultivar BRS Pérola do Cerrado (BRS PC) serão retirados no Escritório de Brasília da Embrapa Produtos e Mercado, localizado na Rodovia DF 001, Km 69 – Fazenda Sucupira, Riacho Fundo II, em Brasília, DF.

Para mais informações sobre a cultivar BRS Sertão Forte (BRS SF), entre em contato com o Escritório de Petrolina, por meio do telefone (87) 3866 3750, ou pelo e-mail spm.epnz@embrapa.br.

E para obter informações sobre o BRS Pérola do Cerrado (BRS PC), procure o Escritório de Brasília, no telefone (61) 3333-5161 ou pelo e-mail spm.ebsb@embrapa.br.

O edital de oferta das duas cultivares encontra-se na página: https://www.embrapa.br/documents/1355719/0/Edital+12_2016/962b0f44-7350-46b9-b847-6b081a04a941

Fonte: Embrapa

Evento durante a Semana dos Alimentos Orgânicos destaca avanços e desafios do setor no País

Para comemorar a Semana dos Alimentos Orgânicos, institucionalizada nacionalmente por iniciativa da coordenação de Agroecologia, do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (Coagre/Depros/SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), será realizado em 3 de junho, na UFSCar, seminário com o tema institucionalização dos sistemas orgânicos e da agroecologia no Brasil: avanços e desafios.

O evento é uma iniciativa da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), em parceria com a UFscar, pelo programa de pós-graduação em agroecologia e desenvolvimento rural (PPGADR). Coordenado por Lucimar Santiago de Abreu, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e por Janice Borges, professora da UFScar/PPGADR/Araras, é mais uma ação dentro das comemorações a Semana Nacional do Meio Ambiente.

Entre os países mais desenvolvidos em agricultura orgânica, o Brasil encontra-se em posição privilegiada, com atualmente cerca de 750 mil hectares, contando com mais de 10 mil produtores e aproximadamente 13 mil unidades de produção.

No entanto, se for somada à área certificada extrativista, atinge 6,5 milhões de ha, vindo depois de Austrália, Argentina e Itália. Nos últimos anos, o país tem apresentado um desenvolvimento notável, com taxa de crescimento médio de 20-25% ao ano.

Os sistemas orgânicos tornaram- se uma das alternativas de renda segura e estável para os agricultores e empresas familiares; organizados em redes; profissionais; associações; cooperativas e agroindústrias familiares. A produção familiar é diversificada e responsável por 80% da produção orgânica certificada, destacando-se assim a importância social deste segmento, que se caracteriza por apresentar diferentes estilos de agricultura, o que contribui para a manutenção da diversidade da paisagem ecológica do país e a dinamização da economia local dos territórios rurais.

Segundo Lucimar, "o objetivo principal do evento é mostrar a importância da produção dos sistemas orgânicos e da agroecologia para a alimentação e para a saúde humana, destacando a sua relação intrínseca".

Visa também debater e atualizar a situação atual do desenvolvimento dos sistemas orgânicos no Brasil e no Estado de São Paulo. Para tanto, identificou-se os elementos dessa expansão, a diversidade da produção e do mercado, os elementos motivadores e os obstáculos, à luz do contexto atual e do processo recente de institucionalização.

Lucimar afirma que a partir da exposição dos palestrantes e a participação de estudantes, pesquisadores, professores e atores externos (agricultores e representantes de ONGs), os elementos cruciais preponderantes dos avanços e desafios serão identificados e apontados, proporcionando a construção da agenda de prospecção de demandas para a pesquisa. Os resultados deste seminário também devem subsidiar a formulação de políticas públicas no âmbito do desenvolvimento da produção e comercialização de alimentos orgânicos do País. Não é necessário fazer inscrição antecipada.

Programação
9h10 Abertura - Lucimar Santiago de Abreu, pesquisadora e representante da Embrapa Meio Ambiente na CPOrg/SP (Comissão da Produção Orgânica do Estado de São Paulo) e Janice Borges, professora e coordenadora do PPGADR/UFSCar.

9h30 - Balanço do processo de institucionalização dos sistemas orgânicos: avanços, desafios a partir da experiência do Estado de São Paulo - Marcelo Laurino, presidente da CPOrg e representante do Mapa.

10h - Sistemas orgânicos: desafios para a pesquisa agropecuária brasileira - Marcelo Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente.

10h30 - Bem-estar animal na produção de ovos orgânicos no Estado de São Paulo: percepção social e avaliação técnica nas granjas - Fabíola Fernandes Schwartz, consultora da SFS Boas Práticas Agropecuárias Ltda.

11h - Agroecologia como prática, ciência e movimento social - Fernando Silveira Franco, professor da PPGADR/UFSCar.

11h30 – Discussão.

12h30 – Encerramento.

Fonte: Embrapa

Dólar sobe quase 2% e se aproxima de R$3,60 por temores políticos com Jucá

"Ninguém quer pagar para ver se o governo vai lidar bem com isso. Na dúvida, você se protege", disse o superintendente de derivativos da corretora de um banco nacional.

Está previsto que a Comissão Mista do Orçamento (CMO) vote nesta segunda-feira a nova projeção de déficit primário deste ano, no primeiro desafio político no Congresso Nacional do governo interino de Michel Temer.

Na noite de sexta-feira passada, o governo anunciou que pedirá ao Congresso autorização para fechar 2016 com déficit primário recorde de 170,5 bilhões de reais. A proposta inclui o desbloqueio de 21,2 bilhões de reais em contingenciamentos anunciados na gestão da presidente Dilma Rousseff.

Embora o número fosse em certa medida esperado pelo mercado, operadores se decepcionaram com a falta de anúncio de medidas concretas para reduzir o rombo.

"O novo governo Temer precisa alcançar um equilíbrio delicado, anunciando novas medidas e ao mesmo tempo assegurando apoio no Congresso", escreveram analistas do banco JPMorgan em nota a clientes. "O governo precisa demonstrar progresso constante ou corre o risco de frustrar as expectativas".

Apesar do quadro de incertezas políticas, estrategistas da corretora Nomura Securities acreditam que a economia brasileira tende a caminhar para a recuperação no médio prazo, recomendando a investidores que apliquem no país para aproveitar essa tendência.

Especificamente, a Nomura sugeriu que investidores tomem emprestado em euro e apliquem em contratos a termo de real.

O Banco Central não realizou nesta sessão qualquer intervenção cambial, mantendo-se ausente do mercado pela terceira sessão seguida.

Fonte: Reuters

Super tomate "Ravena" chega ao mercado e garante alto desempenho, faça chuva ou faça sol

Pesquisadores da Sakata, empresa de sementes localizada em Bragança Paulista, desenvolveram nova variedade de tomate italiano, melhor adaptada às condições brasileiras, com alta produtividade e qualidade para o consumidor

As chuvas, assim como os grandes períodos de seca, estão entre as maiores preocupações na produção de tomate, já que impactam diretamente na produtividade e qualidade dos frutos, comprometendo os lucros do produtor, além do preço e qualidade na mesa dos brasileiros.

Depois da batata, o tomate é a hortaliça campeã de consumo no Brasil. De acordo com dados da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação, o consumo per capita do tomate no Brasil está em torno 18 kg/ano, o que representa um incremento de consumo acima de 35% nos últimos 10 anos. Se compararmos com países que são altamente consumidores de tomate como a Itália, que é próximo a 70 kg/ano, e a Turquia e Egito, cujo consumo per capita é em média 85 kg/ano, ainda há boas perspectivas para o crescimento. 

O crescente consumo do tomate está relacionado, entre outros fatores, à consolidação de redes de fast food, a presença da mulher no mercado de trabalho, a rapidez no preparo nas refeições, e mais recentemente, a busca por alimentos mais saudáveis, favorecendo tanto o crescimento do consumo do fruto fresco quanto processado. Além do que o tomate está entre os alimentos funcionais devido aos altos teores de vitaminas A e C, sua riqueza em licopeno e sua indicação na prevenção de doenças, como o câncer.

A presença do tomate na mesa do brasileiro se tornou tão importante que as altas nos preços viraram assunto nos jornais, principalmente em épocas de chuva, quando o “santo tomate de cada dia” fica escasso e mais caro nas feiras e supermercados. O interessante é que neste ano, mesmo com o período de chuvas em alguns estados no primeiro trimestre, especialmente na região Sudeste, a produção de tomates com novos híbridos da Sakata se manteve constante, motivo de comemoração para os pesquisadores com as novas variedades desenvolvidas no Brasil, caso do Ravena, recém-lançado pela empresa e que já alcança resultados surpreendentes.

Outro fator é que o tomate vem agregando valor in natura, com maior diversidade de grupos de cultivares que priorizam o sabor e a praticidade, caso do Ravena. Neste assunto, a Sakata é referência, reconhecida pelo pioneirismo em pesquisas e no desenvolvimento de cultivares adaptados às condições climáticas e as características de solo brasileiros. Como parte de seu projeto de melhoramento genético e foco em desenvolver variedades que se encaixem a cada região do Brasil, os pesquisadores têm se empenhado na Estação Experimental, também localizada em Bragança Paulista, em busca de tomates cada vez mais adaptados, resistentes e com maior produtividade.

Além do Ravena, estão entre as novas variedades de tomate no portfólio da Sakata, o Valerin, Santy, Carina (Star e Golden) e Pietra. Dentre tantos destaques, o Ravena se despontou rapidamente como mais uma estrela da casa, com um dos melhores resultados obtidos a campo em épocas de chuva e seca para um tomate muito apreciado pelo brasileiro, o tipo italiano. 

As variedades Valerin, Santy e Ravena foram lançadas no ano passado na Hortitec 2015, sendo as duas primeiras destaques no segmento Salada pela alta produtividade, qualidade de frutos com alto calibre e, principalmente, pelo seu pacote de resistência a Geminivírus e Vira-Cabeça, doenças que atingem a cultura do tomate, com alta pressão na maioria das regiões produtoras. Frutos com estas resistências geram menos perdas aos produtores e minimizam o uso de agrotóxicos, tornando-os mais seguros para os consumidores. Já no segmento italiano (Saladete), o Ravena ganhou relevância na fase de teste, apelidado de “super tomate” pela excelente produção e desempenho, e alto nível de resistência ao vira-cabeça.

Em julho de 2015, o Ravena foi introduzido comercialmente no interior de São Paulo, em especial nas regiões de Ribeirão Branco, Apiaí e Guapiara, no sudoeste paulista. Foram plantadas mais de um milhão de sementes nesta região, com resultados muito além do esperado para praticamente a totalidade dos produtores, que na pesquisa relataram estarem totalmente satisfeitos com a variedade, principalmente nos períodos de chuva. 

De acordo com o produtor Sérgio Vitor Barbosa, de Apiaí, que plantou 3 hectares do Ravena, a colheita está 35% acima da média, com mais de 300 caixas/mil pés de tomate. ”O desempenho deste tomate surpreende muito, com uma planta muito viçosa e sadia, que produz mais e prolonga a colheita depois do ponteiro, com este ganho de até 35% a mais de lucro extra”, explicou Barbosa.

Outro destaque para o produtor é que o Ravena é mais resistente a fungos e bactérias que outros italianos, bem propício às regiões úmidas como Apiaí. “Tem tudo que um tomate precisa. Espessura excelente, sabor equilibrado, que cairá na preferência do consumidor”, contextualizou. 

Assim como o produtor Sérgio, outros produtores da região perceberam no Ravena um grande valor para campo aberto, com potencial produtivo insuperável e características como calibre, vigor e produtividade. O padrão de fruto é outro destaque, pois gera essa percepção de valor pelo consumidor, com ótima coloração e ausência de manchas e rachaduras nos frutos, problemas típicos de épocas chuvosas.

Sem contar que reúne outras importantes características como firmeza, formato de fruto desejado pelo mercado, frutos grandes, alto pegamento da base ao ponteiro e alto nível de resistência a bacterioses.

Pela extensão do país, com características climáticas bem diferentes entre as regiões, a empresa busca sempre as melhores variedades e janelas de cultivo para cada região. Afinal, é necessário estar atento às diferenças regionais para tirar o melhor proveito destas características que influenciam na produção e resultam em melhores frutos.

O tomate Pietra, por exemplo, introduzido comercialmente em julho de 2015, vem se destacando como ótima opção para plantio no sul do país (Serra Gaúcha e Oeste de Santa Catarina, região de Caçador), especialmente na safra de verão. Mais um grande produto do tipo salada, junto com o Gislani, também lançado em 2015, que se destaca com alta resistência à Geminivírus, F3 e chuva, com bons resultados no RJ e ES. 

A variedade Pietra tem alto potencial de rendimento e garante maximização dos lucros para o produtor. Sua genética gera segurança em períodos chuvosos e resiste a manchas, rachaduras e bacterioses, além do alto nível de resistência ao Vira-Cabeça. Apresenta frutos firmes, com elevada durabilidade pós-colheita, padrão e calibres de frutos bastante procurados pelo mercado.

Ainda no segmento salada, destacam-se também o Valerin e Santy, este último com alto desempenho na estação seca, indicado principalmente para a região do Cerrado, Sudoeste e Nordeste do Brasil, com ótimos resultados também na região de Campinas (SP), Triângulo Mineiro e Belo Horizonte (MG), Serra da Ibiapaba (CE) e nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Norte.

O Valerin já se tornou uma referência no tipo salada. Possui coloração vermelha intensa, maior produtividade de frutos grandes dentre os resistentes a vírus (Geminivírus e Vira-Cabeça) com 90% de colheita de classificação AA (grande). Pode ser plantado o ano inteiro pela alta resistência a manchas e rachaduras nos períodos de chuvas intensas. Em termos de qualidade, é imbatível, já que suas plantas vigorosas produzem frutos grandes e uniformes da base ao ponteiro, com coloração intensa e alta firmeza. Essa uniformidade é muito apreciada pelos consumidores, o que gera alta atratividade no ponto de venda e valor agregado na comercialização.

No segmento Santa Cruz, mais conhecido nos supermercados como tipo “Débora”, estão entre os lançamentos de 2016 os híbridos novos do tipo Carina, eleito em 2015 como o “Melhor tomate de mesa do Brasil” por suas características físicas, químicas e sensoriais.

O concurso analisou frutos produzidos em todo o país durante o 6º Seminário Nacional de Tomate de Mesa promovido pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM). Com o objetivo de identificar os melhores produtos e incentivar a constante a melhoria da qualidade desta hortaliça no Brasil, o concurso destacou o Carina como o mais saboroso tomate brasileiro. O Carina Star e Carina Golden trazem essa qualidade consagrada do Carina TY, somando ainda mais segurança em períodos chuvosos, com alto pegamento de frutos firmes, elevado pós-colheita, coloração vermelha intensa e ótimos formato e padronização. Outra característica é que o Carina Golden possui também alta resistência ao Geminivírus e o Star, maior resistência ao Vira-Cabeça e Fusarium 3.

De acordo com Gustavo Veiga, Gestor de Produto da Sakata e especialista em tomates, as características diferenciadas são percebidas não apenas pelo produtor, mas também pelo consumidor. “Os novos híbridos da Sakata possuem uma qualidade de frutos diferenciada. Chamam a atenção por conta da uniformidade e do tamanho do fruto, além da coloração vermelha intensa interna e externa, excelente firmeza e preenchimento de polpa, características decisórias no momento da compra e que geram maior satisfação quanto à qualidade, textura e ao sabor aos consumidores mais exigentes, sendo diferenciados no momento da comercialização”, explica. 

Juntos os lançamentos já citados, totalizam 7 novos híbridos competitivos disponíveis no mercado e ainda para este ano, a empresa já se prepara para o lançamento comercial de mais dois tomates: Mariaty e Grazianni, no segmento Saladete. Com portfólio completo – que incluem os segmentos Grape, Salada, Saladete e Santa Cruz – a Sakata espera cada vez mais superar as expectativas de produtores e consumidores, com sua genética adaptada e produtos de altíssima qualidade, que garantirão qualidade o ano todo no cardápio dos brasileiros. 

Biomassa da banana pode ser usada para gerar energia

Um grupo de pesquisadores da Universidade Politécnica de Madrid determinaram os potenciais usos da biomassa residual da banana e encontraram na bioenergia um importante foco de utilização. No estudo, eles utilizaram sistemas de informação geográfica para avaliar o potencial de utilização da biomassa residual da banana produzida na província de El Oro, no Equador como fonte de bioenergia. Os resultados mostraram que a utilização destes resíduos pode atender a 55% do consumo eléctrico da região e a 10% da demanda de bioetanol a nível nacional.

Uma das mais importantes culturas do mundo, a produção de banana foi de 106 milhões de toneladas em 2013, sendo que a Ásia responde por 57% da produção mundial e a América com 26%. A planta da banana produz um conjunto de flores muito grande que depois morre. Para derrubá-la, é preciso cortar toda a planta. Desta forma, o caule e folhas transformam-se em biomassa lignocelulósica que fornece matéria orgânica e mantém a umidade do solo, no entanto é um risco para a transmissão de doenças e produz gases de efeito estufa à medida que se decompõem.

Além de biomassa, há um outro resíduo que é o fruto rejeitado que não conseguiu cumprir as normas de qualidade para a sua comercialização. A taxa de rejeição pode variar entre 8 e 20%. Este resíduo é utilizado para a alimentação animal, mas a maioria dos produtores preferem deixar esses resíduos para se decompor ao ar livre por razões econômicas.

Considerando todos esses dados, os pesquisadores avaliaram o estudo de caso do Equador, que é o maior exportador de bananas do mundo, responsável por 29% das exportações em todo o mundo. Com cerca de 224 mil hectares cultivados , quase 60 mil estão concentrados no noroeste da província de El Oro.

Resultados

Os pesquisadores estimaram que o transporte de biomassa é viável até uma distância máxima de 20 km, e, consequentemente, também estimou a área explorável e também determinaram a quantidade de biomassa que pode ser utilizada para fins energéticos, o que sugere que 36% dos resíduos são utilizados para a agricultura. Finalmente, propuseram dois locais para centrais de biomassa lignocelulósica e para a produção de bioetanol a partir de bananas rejeitadas.

Os resultados mostraram que a área explorável seria de 38,6 mil hectares que produziriam 190,1 mil toneladas de banana descartada (matéria fresca) por ano e 198,6 mil hectares de biomassa lignocelulósica (matéria seca). Como resultado, podem ser produzidos 19 milhões de litros de bioetanol e a potência instalada das duas usinas de energia pode chegar a 18 megawatts.

De acordo com os pesquisadores, “se aplicarmos os nossos resultados, a demanda de eletricidade na província de El Oro cobriria 55% do total e 10% da demanda de bioetanol no Equador. Além disso, a aplicação destes resultados pode levar a diversificar a matriz energética do país, criar empregos e impulsionar a economia local e desenvolvimento rural, que são a base da bioenergia e bioeconomia”. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Embrapa cria tecnologia que diminui agrotóxicos nas lavouras

Pulverizador eletrostático já é usado por pequenos agricultores. Equipamento diminui o desperdício e aumenta a eficácia da aplicação.


Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa poderá trazer muitos benefícios para a agricultura brasileira. O pulverizador eletrostático visa diminuir a aplicação de agrotóxicos nas lavouras. A novidade já está sendo usada por pequenos produtores.

A agricultura brasileira é uma das maiores e mais produtivas do mundo e justamente por ser muito grande consome muita água, muita semente, adubo e agrotóxicos para combater doenças e pragas de todo tipo.

O agrônomo Marcelo Morandi, chefe da Embrapa Meio Ambiente, que fica em Jaguariúna, São Paulo, acredita que os agrotóxicos são ferramentas importantes para a agricultura. Só que muitas vezes esses produtos são usados de maneira errada ou em excesso, o que pode provocar uma série de problemas.

“Pode trazer contaminação de água, contaminação de solo, contaminação do aplicador, e até mesmo ter o resíduo no produtor que vai chegar até o consumidor. Poderíamos usar melhor essa ferramenta”, explica Marcelo.

A redução dos agrotóxicos pode ser feita de várias maneiras. A desenvolvida pela Embrapa é o pulverizador eletrostático, equipamento simples, de baixo custo e que pode ser usado por pequenos produtores. Quem acompanhou o desenvolvimento do produto foi o agrônomo Aldemir Chaim.

“Basicamente o pulverizador contém uma fonte. Essa alta tensão, segue por um fio vermelho que vai eletrificar o líquido na ponta do equipamento, que ao se romper, as gotas saem eletrificadas", conta Chaim.

Segundo Chaim, quando as gotas recebem uma carga elétrica, elas passam a funcionar como imãs, ou seja, ao invés de se dispersarem no ar, elas grudam nas superfícies das plantas, o que aumenta e muito a eficiência da aplicação.

“A planta vai atrair essa gotinha com grande intensidade e isso passa a ser diferente do processo convencional onde a gota é jogada na planta”, explica o agrônomo.

Segundo o agrônomo, na pulverização convencional, cerca de 70% do agrotóxico aplicado acaba no solo ou é levado pelo vento. No caso do pulverizador eletrostático, a conta é inversa. Cerca de 70% do produto fica grudado na planta. Outra vantagem da pulverização eletrostática é que o produto aplicado também se deposita na parte debaixo das folhas, o que é muito importante para o combate de diversas pragas e doenças.

A tecnologia já é usada na agricultura, principalmente nos Estados Unidos, mas em equipamentos motorizados de grande porte. Já o pulverizador da Embrapa é portátil, próprio para pequenos produtores. Com a bateria carregada, o equipamento funciona cerca de seis horas. Como segurança, o equipamento possui um fio-terra.

Fonte: Globo Rural

Fepagro organiza Ciclo de Palestras sobre Citricultura do Rio Grande Do Sul


Com o objetivo de divulgar tecnologias geradas e debater sobre o tema, a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) promoveu, dias 18 e 19 de maio, o XXI Ciclo de Palestras sobre Citricultura do Rio Grande do Sul, em Liberato Salzano. O evento foi organizado em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Emater/RS-Ascar e a prefeitura do município. Participaram mais de 300 pessoas, entre autoridades, citricultores, viveiristas, extensionistas, pesquisadores, professores e alunos do Rio Grande do Sul e de outros estados, como Santa Catarina e São Paulo. O diretor da Fepagro Vale do Taquari, Caio Efrom, representou o diretor-presidente da Fundação, Adoralvo Schio, na solenidade de abertura. 

Conforme a organizadora do ciclo e pesquisadora da Fepagro Vale do Taquari, Elisabeth Lisboa Souza, durante os dois dias, foram debatidos, entre outros assuntos, a evolução da citricultura no município e a experiência de organização de citricultores. Também foram apresentadas as principais doenças, manejo e nutrição de pomares, período de colheita de laranjas e controle de ácaros e cochonilhas. “No primeiro dia aconteceu uma visita técnica a um pomar modelo no distrito de Pinhalzinho, onde os participantes conheceram a citricultura local”, conta. 

Elisabeth explica que o evento é o mais importante sobre citros no Estado e ocorre cada ano em uma cidade diferente das regiões da Serra, Alto Uruguai, Depressão Central e Metade Sul. “Atualmente é bianual. Já foram realizados encontros em Montenegro, São Sebastião do Caí, Taquari, Pareci Novo, Marcelino Ramos, Frederico Westphalen, Portão, Liberato Salzano, São Gabriel, Faxinal do Soturno, Alpestre, Veranópolis, Rosário do Sul, Aratiba e Maximiliano de Almeida”. 

Segundo a pesquisadora, a citricultura teve início no município de Liberato Salzano a partir do IX Ciclo de Palestras, que ocorreu em 2002. “E hoje ele é o maior produtor de laranjas do Estado, produzindo frutos de excelente qualidade, com condições de competir no mercado de frutas frescas”.