quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Embrapa e Empaer avaliam 13 genótipos de banana da terra no município de Cáceres

Para identificar cultivares de banana da terra com características agronômicas e comerciais que possam ser recomendadas aos agricultores familiares, foram plantados 13 genótipos de bananeira no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (CRPTT) da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), no município de Cáceres (225 km a Oeste da Capital). Isso aconteceu após a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inserir Mato Grosso na Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Plátano.

O pesquisador da Empaer, Humberto Carvalho Marcílio, explica que o plantio de cultivares de banana tipo Terra, denominadas também plátano, foi realizado em novembro de 2015 e após seis meses, ou seja, em junho deste ano, serão avaliadas as características vegetativas tais como, a altura da planta, circunferência do pseudocaule, resistência a doença Sigatoka Negra e outros. O resultado final de cada cultivar será avaliado após 14 meses de plantio.

Ele explica que os genótipos são oriundos da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Os plátanos, banana da terra ou bananas de cozinhar e de fritar, possuem teor elevado de amido, sendo consumidos como fonte de carboidratos nos países em desenvolvimento. Em conjunto com a banana para consumo in natura, são as frutas mais produzidas e consumidas mundialmente. “Normalmente os plantios de plátanos, no Estado, são explorados principalmente por pequenos produtores e assentados com baixa tecnologia, sendo esta cultura a principal fonte de renda e alimentos”, destaca.

Segundo Humberto, a finalidade principal do trabalho é apoiar o processo de desenvolvimento da bananicultura de subsistência e comercial, com ações de pesquisa para selecionar cultivares mais produtivas e resistentes às principais doenças fúngicas como, Sigatoka Negra.

Continente Africano

O pesquisador da Embrapa, Edson Perito Amorim, é responsável por transferir tecnologias elaboradas pela Embrapa e ainda garantir parte da segurança alimentar de dois povos africanos em relação a um dos principais frutos da alimentação dos ugandenses e nigerianos: a banana. Este é o objetivo do Programa de Melhoramento Genético de Bananas e Plátanos do órgão, que já enviou 13 cultivares para aquele continente. Uganda e Nigéria são os maiores produtores da fruta no continente africano.


Oferta reduzida em 2017 deve sustentar cotações da laranja

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo a safra 2017/18 indicando ser maior que a anterior, ainda assim não atingirá volumes significativos.



As primeiras impressões referentes à safra 2017/18 indicam que a produção de laranja no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro pode ser superior à atual (2016/17), mas não deve atingir volumes significativos.

Conforme pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), a produção da próxima temporada ainda deve ser insuficiente para recuperar os baixos estoques de passagem previstos para o final de 2016/2017, em junho. Assim, a oferta deve continuar apertada frente à demanda em 2017/2018, mantendo a tendência de preços firmes aos citricultores por mais um ano.

Embora considerem a possibilidade de escassez da fruta, as indústrias de processamento não têm limitado as vendas externas da commodity para manter um volume mínimo em estoque. Mesmo tendo certa quantidade da safra 2016/2017 já contratada, empresas realizam novas vendas, influenciadas pela valorização do suco no mercado internacional.

Fonte: Dinheiro Rural online

Sead publica lista de 13 produtos com bônus para financiamentos do Pronaf

A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (10/01) uma lista com 13 produtos contemplados pelo Programa de Garantia Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). Os preços de mercado e o bônus de desconto referem-se ao mês de dezembro e têm validade para o período de 10 de janeiro a 09 de fevereiro. 

Neste período, agricultores familiares de 15 estados terão garantia de preço de seus produtos de forma a assegurar o custo de produção e o pagamento dos financiamentos de custeio contratados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Toda vez que o preço de mercado fica abaixo do preço de garantia da safra, o PGPAF calcula essa diferença e define o percentual de bônus a ser aplicado no saldo devedor dos agricultores familiares. 

Desta vez, o PGPAF contemplou o açaí (fruto), babaçu (amêndoa), batata, borracha natural, cacau (amêndoa), cará/inhame, cebola, leite, manga, raiz de mandioca, sorgo trigo, triticale (híbrido de trigo + centeio) para os estados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

A amêndoa do babaçu no Ceará e no Pará foi a que obteve o maior percentual de bônus, com 68,64% e 58,19%, respectivamente. Em seguida, vêm o cará/inhame (AM), com 57,52%, e a manga (BA), com 56,25% de desconto. Outras culturas como a batata (PR), o trigo (MS) e o babaçu (TO) tiveram bônus superior a 40%. Para conhecer os demais percentuais e unidades da federação listados pelo PGPAF no Diário Oficial da União, clique aqui. 

O PGPAF é uma das ações de apoio ao setor que integra o Pronaf e tem como objetivo garantir a sustentação de preços da agricultura familiar, estimular a diversificação da produção agropecuária e articular as diversas políticas de crédito e de comercialização agrícola. Saiba mais sobre o programa, clicando aqui.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Citros/Cepea: Preço da laranja deve seguir firme em 2017

As primeiras impressões referentes à safra 2017/18 indicam que a produção de laranja no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro pode superar a atual (2016/17), mas ainda não deve atingir volumes significativos.

Mesmo com o clima favorável no período das floradas e do “pegamento”, a produção da próxima temporada ainda será insuficiente para recuperar os baixos estoques de passagem previstos para o final de 2016/17, em 30 de junho de 2017.

Assim, segundo pesquisadores do Cepea, a oferta deve continuar apertada frente à demanda em 2017/18, mantendo a tendência de preços firmes aos citricultores por mais um ano. 


Fonte: Cepea/Esalq

580 diagnósticos de pragas e doenças são realizados por dia pelo Instituto Biológico

As amostras para os exames foram provenientes de 16 Estados brasileiros



Mais de 580 exames de pragas e doenças foram realizados em média, por dia pelo Instituto Biológico em 2016. O Órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo realizou 178.455 diagnósticos de pragas e doenças, além de análises envolvendo resíduos de agrotóxicos em alimentos, solo e água, entre janeiro a outubro do ano passado.

A expectativa é que o total de diagnósticos realizados em 2016 chegue a 200 mil. Os exames mais procurados foram identificação de Diarréia Viral Bovina (DVB), língua azul, rinotraquíte infecciosa bovina, neosporose, leucose bovina, salmonelose, influenza aviária, laringotraqueíte e microplasmose.

As amostras para os exames foram provenientes de 16 Estados brasileiros, são eles: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Ceará, Rio Grande de Sul, Maranhão e Bahia.

“Esses diagnósticos constituem uma ferramenta básica para ações dos órgãos de defesa, estadual e federal, com vistas a evitar a entrada ou circulação de pragas e doenças dentro do País”, afirmou Antonio Batista Filho, diretor-geral do IB.


De acordo com Batista Filho, o Instituto Biológico tem a maioria do seu escopo acreditado pela norma ISO 17025, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), relacionada à qualidade. “O Governo do Estado de São Paulo investiu, nos últimos anos, em infraestrutura e modernização dos laboratórios. Isso permitiu a acreditação pelo Inmetro e credenciamento pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), certificando a qualidade de nossos serviços”, explicou.

“A acreditação do Inmetro é fundamental para a prestação e serviços realizados pelo IB. Ela permite que o instituto expanda sua atuação na área de diagnóstico, uma recomendação do governador Geraldo Alckmin”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.

Os Centros de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal e Vegetal do IB agregam unidades laboratoriais que realizam ensaios para diagnóstico de sanidade animal e vegetal. Ao todo, as unidades laboratoriais realizam 40 tipos de ensaio para pragas e doenças em animais e planta. O Centro oferece, aproximadamente, 350 tipos de exames, realizando 162 mil ensaios, por ano, em média, solicitados, principalmente, por órgãos oficiais, como as Defesas Agropecuárias e o Mapa.

Atualmente, todas as unidades laboratoriais do IB em São Paulo, Descalvado e Bastos estão acreditadas pela norma ISO 17025. Os laboratórios da unidade do instituto em Campinas estão em vias de conseguir a acreditação. A previsão é que isso ocorra em 2017.



Tucunduva celebra colheita da uva com realização da 5ª Vendimia

A abertura oficial da colheita da uva em Tucunduva, no Noroeste do Estado, ocorreu em ato realizado nesta sexta-feira (06/01). A 5ª Vendimia, celebração da colheita, segue até o próximo domingo (08/01), com a oferta da fruta fresca, direto do parreiral, e de produtos derivados como suco e vinho. 

Para o consumidor é uma oportunidade para quem busca qualidade e produtos diversificados, sendo que o atendimento é a partir das 9h até o anoitecer. Entre as lideranças presentes estiveram na abertura, o prefeito de Tucunduva, Marcelo Burin, o vice-prefeito Fabrício Gazolla, integrantes da Unidade de Cooperativismo e extensionistas do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar. A expectativa, segundo o presidente da Coopervino, Dejalma Turra, é de receber em torno de mil pessoas e comercializar aproximadamente mil quilos de uva até o domingo. "O nosso objetivo em si é manter o ponto de venda sempre ativo e satisfazer os clientes. E também até o próximo encontro vendimia é preparação de suco para merenda escolar", acrescenta Dejalma. 

No ponto de vendas, além da uva in natura, dos sucos e vinhos da cooperativa, são comercializados produtos de agroindústrias familiares, artesanato e alimentos coloniais produzidos pelos produtores locais. 

A Coopervino abrange 34 associados dos municípios de Tuparendi, Porto Mauá, Três de Maio, São Luiz Gonzaga, Coronel Bicaco, Bento Gonçalves e Tangas (SC), que estão ligados com o processo de ampliação da matéria-prima, e conta com o apoio da Emater/RS-Ascar, poder público, sindicatos, cooperativas e agricultores. 

Além do período da Vendimia, quem passar às margens da rodovia RS-305, em Tucunduva, terá a oportunidade de conhecer e apreciar os produtos de associados na agroindústria da Cooperativa do Vinho Fronteira Noroeste e Economia Solidária (Coopervino). O local está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Aos sábados o atendimento é apenas no período da manhã. 


Fonte: Emater - RS

Secretaria de Agricultura se prepara para aderir ao sistema de dados geoespaciais em SP

O processo de adaptação dos órgãos da administração estadual foi estabelecido por meio do Decreto n° 61.486/2015


Secretaria de Agricultura e Abastecimento está se preparando para aderir ao Programa de Infraestrutura de Dados Espaciais para o Estado de São Paulo (IDE-SP), um banco de dados geoespaciais que poderá subsidiar o Poder Executivo nos processos de planejamento e gestão de políticas públicas e de ordenamento territorial. O processo de adaptação dos órgãos da administração estadual foi estabelecido por meio do Decreto n° 61.486/2015.

O procedimento integrará definitivamente as informações geradas pela Pasta da Agricultura, por meio de ações como o Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), o Sistema de Gestão Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), entre outros programas, com o objetivo de subsidiar o desenvolvimento de novas políticas e ações junto a órgãos das esferas federal, estadual e municipal.

Em reunião realizada no dia 4 de janeiro de 2017, técnicos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), dos Institutos de Economia Agrícola (IEA) e de Pesca (IP), e das Coordenadorias de Assistência Técnica Integral (Cati), de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) e de Defesa Agropecuária (CDA), receberam orientações da equipe da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) sobre a estrutura do sistema e as possibilidades de inserção dos dados. A instituição, vinculada à Secretaria Estadual da Casa Civil, é responsável por implantar, coordenar, administrar e executar as ações relativas ao Programa. Também participaram da reunião técnicos da Fundação Florestan Fernandes e da Secretaria do Meio Ambiente.

“A ideia é que esses dados, que são muito grandes e exigem ferramentas especiais para o seu armazenamento, sejam disponibilizados na internet, o que possibilitará a visualização em alta velocidade, por meio da infraestrutura do IDE-SP. Em casos específicos, quando a informação física for necessária para o processamento digital de imagem, será possível obter a cessão de licença de uso, para que seja utilizada em planejamentos e monitoramentos”, explicou Eduardo Tomio Nakamura, da Emplasa.

Para o secretário-executivo das Câmaras Setoriais da Secretaria, Alberto Amorim, a iniciativa visa aproximar as estratégias de ambas as Pastas Estaduais para promover o zoneamento ecológico econômico do Estado. “Esse é um trabalho conjunto, que precisa ser desenvolvido com total harmonia do governo paulista. Aproveitamos o interesse mútuo em discutir as análises de bases cartográficas para fazer a gestão das informações e iniciar os debates”, afirmou, ressaltando que a ação segue a orientação dos titulares das Pastas Agrícola e Ambiental e do governador Geraldo Alckmin para obter informações e definir políticas públicas.

“A agricultura é o maior negócio do Brasil e ela não consegue ser sustentável se não olharmos para o meio ambiente; ao mesmo tempo não é possível fazer uma preservação estável se não olharmos para a produção agrícola, tanto no aspecto da geração de riqueza econômica como social”, avaliou Amorim.

Conforme ressaltou o assessor, a ação tem como foco o grande número de agricultores familiares que se localizam nos Vales do Ribeira e Paraíba, área de tensão ambiental, assim como os médios e grandes produtores, por meio da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “Por isso, é preciso estreitar as relações para que haja um apoio técnico de modo que o produtor agrícola possa também ser um preservacionista”, afirmou.

“É muito importante mantermos esse diálogo, com o objetivo de formar a melhor base de dados do Estado”, afirmou Arlete Ohata, da Secretaria do Meio Ambiente, que coordena a equipe que aderiu ao IDE-SP por meio do sistema Infraestrutura de Dados Espaciais Ambientais do Estado de São Paulo (DataGeo).

De acordo com Ronaldo Silva, representante da Codeagro, o próximo passo será reunir os questionamentos de todas as Coordenadorias e padronizar as informações com a integração por meio do IDE-SP. “Assim poderemos saber quais informações estão duplicadas, de quais dados a Secretaria dispõe. Foi uma importante troca de experiência com a Secretaria do Meio Ambiente”, afirmou.

Na ocasião, os técnicos também conheceram as possibilidades de levantamentos por meio do Sistema de Informações Metropolitanas (SIM), desenvolvido pela Emplasa, para a gestão das informações geoespaciais, com geração de gráficos, filtros e impressão de mapas. “Pode ser um passo posterior a adesão ao IDE-SP, possibilitando trabalhar os dados de forma mais pontual em nossas tarefas”, comentou Ronaldo Silva.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, avaliou que a consolidação das informações geoespaciais em um único sistema poderá contribuir muito para a elaboração de novas políticas e ações para o desenvolvimento do setor agropecuário. “Ao aderir a este importante sistema estadual, estamos cumprindo as orientações do governador Geraldo Alckmin, de colocar o conhecimento gerado pela pesquisa a serviço do setor produtivo e apoiar o produtor, em especial o pequeno e o agricultor familiar”, pontuou o titular da Pasta agrícola.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Alerta para elevada ocorrência de mosca-das-frutas

Em função das condições climáticas desfavoráveis e da produção de frutas nativas hospedeiras da mosca-das-frutas no outono passado, a população da praga estava em níveis muito baixos até a última semana de dezembro. No entanto, a partir do monitoramento que a Embrapa Uva e Vinho vem realizando, o pesquisador da área de entomologia, Adalécio Kovaleski, alerta que verificou-se um grande aumento populacional da praga nas avaliações correspondentes à última semana de dezembro e primeira semana de janeiro.

"Considerando que o estágio de maturação da maçã já permite o desenvolvimento larval, recomenda-se atenção para que o controle seja intensificado através da aplicação de inseticidas com ação de profundidade e isca tóxica, esta aplicada especialmente nos pontos de entrada da mosca-das-frutas no pomar", orienta Kovaleski.

Além disso, ele recomenda ser fundamental a intensificação do monitoramento utilizando armadilhas McPhail podendo utilizar suco de uva, proteína hidrolisada ou Ceratrap como atrativos, realizando avaliação duas vezes por semana.

O pesquisador alerta para que devem ser observados a carência dos produtos e os níveis de resíduos permitidos nos mercados nacional e internacional bem como para a maçã destinada para a indústria de suco.

Informações adicionais podem ser obtidas com o pesquisador Adalécio Kovaleski, pelo telefone (54) 3231 8300.


Comissão aprova Política Nacional de Incentivo à Produção de Frutas

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que institui a Política Nacional de Incentivo à Produção de Frutas (PNIPF). A política busca ampliar a produção e o processamento de frutas no Brasil, além de fazer crescer o consumo doméstico e as exportações.

O texto aprovado é um substitutivo da deputada Keiko Ota (PSB-SP) ao Projeto de Lei 3082/15, do deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES). A deputada incluiu recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O substitutivo amplia a abrangência do projeto para contemplar o setor produtivo agrícola e agroindustrial, bem como o de logística e o comercial de frutas e de seus derivados.

“A proposição é bastante abrangente, cabendo melhoras para ampliar esse escopo, em consonância com as necessidades do segmento para alavancar seu crescimento dentro de parâmetros modernos”, disse Ota.

Entre as novas finalidades incluídas pelo texto aprovado estão o incentivo à produção e processamento de frutas nativas em seus próprios biomas para promover a divulgação da biodiversidade nacional; a promoção de campanhas para aumentar o consumo de frutas pela população; e o incentivo ao crescimento e diversificação do mercado interno de frutas.

Para atingir essas metas, a política quer modernizar a logística de escoamento da produção, ampliar políticas de financiamento e apoiar pesquisa e assistência técnica.

O texto prevê crédito rural com condições especiais de taxas de juros e prazos de pagamento, certificação de origem e qualidade das frutas e a produção integrada de frutas como instrumentos para viabilizar a política.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, perdendo somente para a China e Índia. A fruticultura ocupa hoje 2,3 milhões de hectares e boa parte dessa área está em pequenas e médias propriedades rurais. O Instituto Brasileiro de Frutas estima que a atividade ocupa, direta ou indiretamente, 5,6 milhões de pessoas no País.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Rio Grande do Sul: safra 2017 deve atingir 600 milhões de quilos de uva


As previsões são boas e tudo indica que as condições climáticas e o manejo realizado pelos produtores ao longo dos meses ajudarão para que safra de uva se normalize esse ano. Depois de uma perda de 57% em 2016 – considerada a maior quebra desde 1969 –, a expectativa é que a produção no Rio Grande do Sul atinja 600 milhões de quilos de uva em 2017, cerca de 100% a mais se comparado ao ano anterior, quando foram colhidos pouco mais de 300 milhões de quilos.

De acordo com o vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho/RS), Oscar Ló, as primeiras uvas começaram a ser colhidas no início de janeiro, com maior incremento de volume a partir da segunda quinzena do mês. “Estamos muito contentes com a qualidade, os vinhedos estão com uma boa produção. As condições climáticas estão muito favoráveis neste ano. Tudo indica que teremos uma safra normal e, com isso, os estoques também deverão voltar aos patamares dos anos anteriores, alcançando o armazenamento de cerca de 150 milhões de litros. A quebra do último ano não impactará negativamente na qualidade e nem no volume da produção desta safra”, avalia Ló. 

O coordenador e o vice-coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Denis Debiasi e Olir Schiavenin, respectivamente, tiveram as mesmas percepções do dirigente e acreditam em resultados positivos para essasafra. “Não houve registros significativos desfavoráveis em relação ao clima. Por enquanto, está tudo tranquilo. A sanidade da uva está boa, os produtores fizeram manejos adequados, incluindo uma boa adubação. Tudo se encaminha para bons resultados”, pontua Schiavenin. 

Em relação à qualidade, as vinícolas do estado do Rio Grande do Sul comemoram a sanidade observada nas variedades até o momento. Tudo indica também que as uvas atingirão uma boa graduação de açúcar. “Esta safra está com uma produção excelente. Noventa e nove por cento das regiões não apresentaram doenças fúngicas”, constata o ex-presidente do Ibravin e atual integrante do Conselho Deliberativo da entidade pela Comissão Interestadual da Uva, Moacir Mazzarollo. 

Ainda segundo Mazzarollo, as próximas semanas serão decisivas para obtenção desses resultados. “A qualidade final se dá no momento da colheita. Mas as previsões climáticas indicam que os próximos meses estarão dentro da média ou ainda menor em volume de chuva”, explica. 

O chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, acredita que os efeitos do fenômeno La Niña ajudarão para que se colham as uvas com a maturação adequada. “Os prognósticos meteorológicos apontam para uma influência moderada do La Niña, em que ocorreria uma incidência de chuvas menor que o normal, mas este efeito ainda não se confirmou. Tudo indica que essas massas com menor umidade venham até fevereiro”, observa. “Estamos acompanhando e conversando com técnicos e os dados apontam para um prognóstico bastante positivo. As chuvas de setembro e outubro não impactaram negativamente”, avalia Zanus.