segunda-feira, 23 de maio de 2016

Senado aprova maior prazo para adesão ao CAR e renegociação das dívidas dos produtores rurais

Na terça-feira, 17 de maio, o Senado Federal aprovou o projeto de lei de conversão (PLV) 8/2016, decorrente da MP 707/2015, que agora segue para sanção da Presidência da República. Entre outras matérias, o conteúdo concede melhores condições para o refinanciamento do passivo financeiro dos produtores rurais e prorroga o prazo para inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), conforme o CNC comunicou em boletim divulgado no dia 6 de maio (veja em http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=12095), quando da aprovação da Medida Provisória na Câmara dos Deputados.

ADESÃO AO CAR — A matéria aprovada pelo Congresso Nacional implica na prorrogação do prazo para que os proprietários de imóveis rurais, independente do tamanho e/ou da quantidade de módulos fiscais, façam a adesão ao CAR até 31 de dezembro de 2017, conquista que foi fruto de audiência do CNC com a ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O teor do projeto de lei de conversão 8/2016 foi encaminhado à Presidência da República e, para entrar em vigor, depende, agora, da sanção do presidente Michel Temer.

ENDIVIDAMENTO — O PLV 8/2016 também ampliou, para 31 de dezembro de 2017, o prazo para evitar que produtores rurais tenham suas dívidas referentes a operações de crédito encaminhadas para cobrança judicial ou que sejam inscritos na Dívida Ativa da União, além de conceder benefícios para a quitação ou renegociação desses passivos. A data anterior para que mutuários não fossem cobrados judicialmente ou encaminhados à DAU era dezembro de 2015.

O conteúdo aprovado no Senado aumenta, também, os descontos para a quitação das diversas dívidas do segmento rural brasileiro, que poderão chegar a até 95% de abatimento no saldo devedor atualizado. Clique na tabela abaixo e confira o quadro resumido com as novas condições para a repactuação do passivo financeiro do setor agropecuário.



Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Embrapa e parceiros investem na conservação da agrobiodiversidade do semiárido

A supervisora de Curadorias, visitou ou Bancos Ativos de Germoplasma (BAGs) da Embrapa Semiárido no dia 12 de maio de 2016. Ao todo, ela conheceu sete bancos ativos– videira, mangueira, Psidium (gênero conhecido popularmente como araçá, ao qual pertence a goiaba), mandioca, curcubitáceas, capim buffel e coleção silvestre de maniçoba (planta forrageira nativa da Caatinga) e umbuzeiro – e a câmara fria dos BAGs. Ao final, foi realizada uma reunião com os curadores daquela Unidade, na qual ela apresentou o Sistema de Curadoria da Embrapa.

Segundo Dulce, a visita foi muito produtiva, especialmente pela oportunidade de se apresentar e interagir com todos os curadores daquela Unidade, na qual os BAGs estão distribuídos em três campos experimentais. Além de avaliar as condições de conservação das espécies nos BAGs visitados, foi possível levantar as demandas apresentadas por eles, que vão subsidiar o desenvolvimento de ações para fortalecer as curadorias.

Oficina para construção de projeto em benefício da conservação da agrobiodiversidade do semiárido

Antes de visitar os BAGs da Embrapa Semiárido, Dulce participou de uma oficina entre os dias 9 e 11 de maio em Juazeiro (BA), para a construção de projeto em prol da conservação da agrobiodiversidade do semiárido no qual foi discutida a necessidade de fortalecimento das estratégias e das redes de conhecimento e multiplicação de sementes naquela região. Na ocasião, Dulce ressaltou a importância de aumentar a integração entre a conservação ex situ e on farm.

A oficina contou com a presença de ONGs e agricultores familiares de vários estados da região nordeste, como Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba, entre outros. A participação da Embrapa nesse evento foi coordenada pelo Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT) e envolveu várias UDs.

Segundo a supervisora de Curadorias, o objetivo é construir um projeto conjunto entre as instituições participantes a ser submetido ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) que fortaleça a conservação on farm realizada pelos agricultores do semiárido e também contribua para aumentar a sua integração com a conservação ex situ, especialmente com o envio de sementes para conservação a longo prazo no Banco Genético da Embrapa. Vale ressaltar que representantes do Banco participaram do evento.

Um dos destaques desse projeto é que vai incluir também os recursos genéticos animais conservados e perdidos pelos agricultores daquela região.

Segundo Dulce, a experiência foi muito gratificante, pois possibilitou conhecer o trabalho realizado pelos agricultores do semiárido, que são importantes guardiões da biodiversidade local. Ela explica que as espécies são conservadas em casas de sementes. Mas, a seca naquela região é muito forte e prolongada, por isso, um dos objetivos do projeto que será submetido ao BNDES, é garantir o acesso dos agricultores a recursos hídricos para multiplicação e manutenção das casas de sementes.

A participação das ONGs é fundamental nesse projeto, como explica a pesquisadora, porque além de terem realizado o mapeamento dos agricultores e de suas principais necessidades, permitiram uma maior capilaridade das ações previstas no projeto.

Durante a oficina, Dulce fez questão de enfatizar a importância das mulheres como guardiãs da biodiversidade. Elas desempenham uma função de extrema relevância para a preservação das espécies locais, pois lidam diariamente com questões relacionadas à alimentação e saúde, entre outras. “Por isso, destaquei a necessidade de incluir ações específicas para a questão de gênero na conservação dos recursos genéticos”, afirmou.

Ciclo de Palestras em Liberato Salzano aborda citricultura do RS

O mais importante evento sobre citros do RS realizou sua 21ª edição no município de Liberato Salzano, maior produtor de citros do Estado. O Ciclo de Palestras da Citricultura do RS aconteceu nesta quarta e quinta-feira (18 e 19/05), visando o desenvolvimento da cadeia da citricultura, por meio do debate sobre a produção, tecnologias, manejo, processamento e comercialização das frutas cítricas. O 21º Ciclo de Palestras é uma promoção da Emater/RS-Ascar, Universidade Federal do RS (UFRGS), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e Prefeitura de Liberato Salzano. O Salão Paroquial do município reuniu em torno de 380 pessoas em cada dia do evento, entre elas professores, pesquisadores, técnicos, estudantes e citricultores.

Uma visita técnica à propriedade da família do produtor Jocemar Marta, no Distrito Pinhalzinho, deu início à programação. A família Marta é um dos exemplos em Liberato Salzano de que a citricultura é uma excelente alternativa para a agricultura familiar. Em uma área de 24,5 hectares, a família Marta cultiva 18 variedades de citros, entre laranja e bergamota. Segundo o produtor, a diversificação de cultivares de citros é um dos fatores que viabiliza a atividade na pequena propriedade. 

"Com isso é possível ampliar o calendário de colheita, ter maior regularidade de oferta do produto, melhor aproveitamento da mão de obra familiar, oferta maior de variedade de frutos e atende aos mais diversos tipos de mercado, in natura e indústria", afirmou o produtor. Ainda na propriedade da família Marta, o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Valtemir Bazeggio, falou da viabilidade econômica da citricultura na agricultura familiar, utilizando os resultados conquistados na propriedade da família Marta.

A abertura do Ciclo de Palestras sobre Citricultura do RS contou com a presença do secretário Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto, no ato representando o governador do Estado, José Ivo Sartori. "É extremamente importante a realização deste evento, que integra toda a cadeia produtiva da citricultura, produtores, técnicos, pesquisados e entidades do setor, buscando o mesmo propósito, fomentar e potencializar a citricultura no RS. Precisamos, cada vez mais realizar ações para fortalecer todos os elos desta cadeia produtiva", declarou Minetto. 

O prefeito de Liberato Salzano, Gilson de Carli, reforçou a importância da citricultura para o município e região. "Já obtemos muitas conquistas na citricultura aqui no município, desde o preço mínimo da laranja até a implantação da indústria de suco. Tudo isso pensando no desenvolvimento da atividade, que resulta no desenvolvimento das famílias e do nosso município", enfatizou.

Diferentes temáticas envolvendo a atividade da citricultura foram abordadas durante o Ciclo. O gerente do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Francisco Frizzo, iniciou o ciclo de palestras falando da evolução da atividade em Liberato Salzano e região. A experiência de organização dos citricultores de Liberato Salzano com o comércio de frutas foi contada pelo técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Valtemir Bazeggio, pelo presidente da Associação dos Citricultores do município, Leandro Rubini, e pelo diretor da Indústria de Sucos Alto Uruguai (Isau), Sergio Montanher. Através da Associação dos Citricultures e da Isau, Liberato Salzano exporta suco de laranja para países da Europa e do Mercosul.

O primeiro dia do Ciclo de Palestras encerrou com a participação do engenheiro agrônomo e consultor de São Paulo, Gilberto Tozatti, que falou sobre o controle da pinta preta e queda anormal de frutos jovens. A programação do segundo dia teve início com a palestra proferida pelo engenheiro agrônomo da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Paulo Lipp João, enfatizando as ações da Câmara Setorial da Citricultura do RS.

O manejo de plantas de cobertura em pomares foi tema trabalhado pelo assistente técnico estadual de fruticultura da Emater/RS-Ascar, Antônio Conte, que apresentou os resultados da experiência de cobertura de solo realizada na viticultura para salientar a necessidade desta prática na atividade citrícola. "O desafio para a citricultura é estabelecer um sistema de manejo de plantas de cobertura para a região Alto Uruguai, buscando a conservação do solo e água", frisou. 

A nutrição de citros e a possibilidade de ampliação do período de colheita de laranjas foram temáticas abordadas pelo engenheiro agrônomo e pelo professor da UFRGS, Mateus Gonzatto e Sergio Francisco Schwarz. O último tema debatido no evento foi apresentado pelo engenheiro agrônomo da Epagri/SC, Luis Antônio Chiaradia, sobre o controle de ácaros e cochonilhas, 

Durante o Ciclo de Palestras, os participantes degustaram suco de laranja natural À vontade. Dez receitas diferentes à base de laranja foram servidas nos lanches e seis receitas de sobremesa, servidas após o almoço. A Emater/RS-Ascar produziu as receitas degustadas durante o evento, para mostrar as inúmeras possibilidades e benefícios do uso da laranja na alimentação.

Para encerrar o evento, na tarde de quinta-feira (19/05), foram premiados os vencedores do concurso de qualidade e produtividade de citros no município de Liberato Salzano. O primeiro lugar para qualidade foi para o produtor Avelino Dal Santo, seguido dos produtores Selmar Batistella e José Danilo Geraldo. Em produtividade, o produtor Luiz Wanderlei de Almeida conquistou o primeiro lugar, com 84,5 mil quilos por hectare. O segundo lugar, com 74,4 mil quilos por hectare, foi para o produtor Elivandro Tonet, seguido pelo produtor Rogério Batistella, com 66,2 mil quilos por hectare.

Região Norte do RS inicia colheita da citricultura

A colheita da safra da citricultura teve início este mês nos municípios do Norte do RS. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a fruticultura é produzida em uma área de sete mil hectares, com predominância de citros e viticultura, envolvendo mais de quatro mil agricultores produzindo de forma comercial. A citricultura está presente em 38 municípios, um total de 4,4 mil hectares de laranja e 400 hectares de bergamota. A produção é predominante em três municípios, Planalto, Alpestre e Liberato Salzano. A estimativa de produção para este ano gira em torno de 90 mil toneladas de frutas.

O trabalho da Emater/RS-Ascar com a atividade da citricultura visa agregar renda e valor às frutas regionais, através da industrialização e classificação, fomentar a produção de qualidade, por meio do emprego das recomendações técnicas que potencializam o retorno dos recursos utilizados nas atividades frutícolas. De acordo com o assistente técnico regional de sistemas de produção vegetal da Emater/RS-Ascar, Edison Dornelles, com as ações realizadas com a citricultura são esperados resultados como a diversificação de espécies e variedades, a qualificação do processamento e industrialização, a mecanização e equipamentos adequados, a recuperação e renovação de pomares e o cultivo em ambiente protegido, entre outros.

Fonte: Emater - RS

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Citros/Cepea: Rendimento industrial deve superar 260 cxs/t de suco concentrado

Pela segunda safra consecutiva, o rendimento industrial da temporada 2016/17 deve ser baixo, mas ainda melhor que o observado na 2015/16 (o pior da história). Agentes consultados pelo Cepea comentam que o rendimento deve superar 260 caixas para produção de uma tonelada de suco concentrado – alguns acreditam que o rendimento atinja 290 cx/t.

Segundo pesquisadores do Cepea, além da influência do clima, o rendimento médio da safra também pode ser prejudicado pelo fato de muitas indústrias estarem recebendo frutas antes do estágio ideal de maturação. Nesse cenário, é possível que indústrias aumentem a disputa por laranjas que seriam destinadas ao mercado de mesa e que reduzam o volume de suco exportado na temporada 2016/17.

Fonte: Cepea/Esalq

Safra de citros toma impulso no Vale do Caí

Com o encerramento da colheita da Satsuma, bergamota de origem japonesa e sem sementes, inicia a safra da bergamota Caí, do grupo das comuns, já com 5% das frutas colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, a comercialização de frutas cítricas provenientes do Vale do Caí toma impulso e a caixa de 25 quilos é vendida ao preço médio de R$ 25,00, considerado muito bom pelos citricultores. Com o aumento do volume colhido, a tendência é de redução do preço. A abertura oficial da safra de citros do Rio Grande do Sul acontece na próxima quarta-feira (25/05) em Montenegro, tradicional município produtor de citros do Estado.

As chuvas ocorridas na primavera e verão, fase de crescimento das frutas, resultaram na disseminação da pinta preta, doença fúngica que afeta as bergamotas Caí e Montenegrina, mais tardia, que está com as frutas em desenvolvimento. Já a Ponkan recém iniciou a colheita, com 1% das frutas colhidas, com os citricultores recebendo R$ 29,00 a caixa.

Entre as laranjas, começou a colheita do Umbigo Bahia e da Shamouti. A laranja Céu Precoce, em colheita desde a segunda quinzena de abril, é uma fruta cítrica com pouca acidez; a laranja de umbigo Bahia é a laranja para consumo ao natural por excelência, e a Shamouti tem duplo propósito, para suco e para o consumo ao natural. A Shamouti, de origem israelense, apresenta alto percentual de suco e é muito saborosa, além de ser resistente ao cancro cítrico. Por essas características, a área de cultivo no Vale do Caí tem aumentado. 

GRÃOS
Inicia o plantio das primeiras áreas de trigo na região das Missões e Fronteira Noroeste, fato que irá se intensificar assim que as condições de umidade adequada do solo permitirem. A disponibilidade de semente no comércio é bastante limitada devido aos problemas climáticos enfrentados na safra passada, que prejudicaram a qualidade do grão. O número de produtores tem diminuído, permanecendo os mais estruturados com equipamentos e máquinas para plantio de áreas de médio e grande porte.

Na soja, a colheita foi finalizada inclusive nos Campos de Cima da Serra, região que tradicionalmente encerra a colheita no Estado. Nas áreas arrendadas, os produtores fazem a semeadura de pastagens para pecuária de corte no inverno, prática comum em contratos de arrendamento.

A colheita do milho também está praticamente finalizada, com altas produtividades e boa qualidade. As áreas de safrinha, semeadas após a colheita de silagem do cedo, estão sendo colhidas novamente para silagem de planta inteira.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
No outono, o campo nativo tem aspecto mais fibroso, pois a queda das temperaturas provoca o crestamento das pastagens. A partir desta época, é importante o fornecimento de sal proteinado para suprir a deficiência de proteína aos animais. Em várias regiões, os produtores concluíram a implantação das pastagens cultivadas de inverno, principalmente de aveia e azevém, e também de trevo e cornichão em alguns locais. Nas áreas implantadas, o retorno de tempo mais seco e com radiação solar deverá proporcionar um melhor desempenho das pastagens.

Os produtores que realizam a integração lavoura-pecuária já estão com aveia e azevém em desenvolvimento. Algumas áreas semeadas mais no cedo deverão proporcionar início de pastoreio em breve. No entanto, a maioria das pastagens anuais de inverno está no início de desenvolvimento vegetativo, favorecido pelo tempo frio e prejudicado pela reduzida radiação solar da semana. Em vários municípios, as pastagens de braquiárias ainda apresentam bom aporte de massa verde.

No rebanho bovino, o estado sanitário é bom e a fase, de diagnóstico de gestação. Até o momento, há bons índices de prenhez, variando de 60 até 85%. Realizam-se práticas de desmame e final de castração, visando à comercialização nas feiras especializadas de terneiros de corte.

Apicultura ? Na região de Bagé, os produtores começam a entrar no período de entressafra e a expectativa é de que esta safra será melhor do que a anterior. Há registros de apicultores que estão colhendo mel proveniente das floradas de primavera e verão, e que o produto é de excelente qualidade, límpido, translúcido e sabor marcante pela presença das flores do Pampa. Vários apicultores relatam mortandade das abelhas, redução dos enxames e consequente diminuição na produção, que irá se refletir nos preços do produto.

Na região de Erechim, as condições climáticas (temperaturas amenas, alta umidade, pouca insolação) foram desfavoráveis ao trabalho das abelhas. Nesta época do ano, há pouca oferta de floradas. Os produtores continuam realizando o manejo das colmeias. Estima-se produção de seis quilos de mel por colmeia, tendo por base as informações dos apicultores que participaram de seminários sobre apicultura realizados na região. Na venda direta ao consumidor, o mel é comercializado de R$ 15,00 a R$ 20,00/kg, com pequena disponibilidade do produto.

Fonte: Emater - RS

Green Rio: evento de economia verde e orgânicos incentiva negócios sustentáveis

A Marina da Glória, no Rio de Janeiro, vai receber, de 2 a 4 de junho, a 5ª edição do Green Rio, evento que reúne representantes da economia verde e do setor orgânico, e que é reconhecido como plataforma para negócios sustentáveis. São esperados para a ocasião mais de mil visitantes e cerca de 50 expositores comprometidos com alimentação, produção sustentável e bioeconomia.

Os participantes também terão acesso à Conferência Green Rio, com palestrantes nacionais e internacionais que falarão sobre temas de interesse, entre eles, a relação da bioeconomia com a biodiversidade, o cenário global pós-COP 21, alimentação saudável e sustentável dentro e fora das escolas e cosméticos amazônicos.

FORNECEDORES E COMPRADORES

A rodada de negócios da edição 2016 contará com a parceria do programa Sebrae no Pódio e da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (ABBA) e servirá de ponte entre fornecedores – restaurantes, caterings, redes de supermercados, hotéis, pousadas e lojas – e compradores.

De acordo com Maria Beatriz Martins Costa, idealizadora do Green Rio, “a expectativa é que sejam gerados mais de R$ 6 milhões em negócios, ou seja, o dobro do volume alcançado em 2015”.

“A rodada de negócios vai contribuir também para a cadeia de suprimentos dos Jogos Olímpicos, já que o objetivo do programa do Sebrae é capacitar micro e pequenas empresas para serem fornecedoras em megaeventos esportivos”, salienta a diretora do Planeta Orgânico, que organiza o evento, em parceria com a 2A2.

AGRICULTURA FAMILIAR NOS MEGAEVENTOS

Sylvia Wachsner, coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), afirma que as pequenas e médias empresas têm capacidade para oferecer alimentos em espaços menores ou nichos nos megaeventos.

“Por exemplo, produtores de alimentos orgânicos podem organizar um bufê de saladas ou um café da manhã para a sala de imprensa. Nozes e castanhas do Pará ou de caju, que são produzidas por cooperativas ou agricultores familiares, podem ser servidas em mesas preparadas, acompanhando sessões de degustação de queijos brasileiros, tapiocas, geleias, sucos de fruta, pães, ovos, etc. para grupos de jornalistas, chefes de delegações, entre outros”, sugere a coordenadora da SNA.

Ela ressalta que “é complicado para as pequenas e médias empresas atender a demandas que envolvam grandes quantidades conforme os megaeventos costumam exigir”.

DEBATES E PROJETOS

Participando de mais uma edição do Green Rio, Sylvia Wachsner foi convidada a integrar o painel de debates “Parceria Orgânicos & Consumidor” , ao lado de Rogério Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estará promovendo à ocasião, com o apoio do Rio Orgânico – espaço dedicado ao setor – a Semana do Alimento Orgânico.

Já a Sociedade Nacional de Agricultura comparece ao evento com um estande institucional para divulgar suas atividades e projetos, entre eles, as revistas A Lavoura e Animal Business Brazil.

CONSCIENTIZAÇÃO

“RIO 2016: Legado e Inovação” será o tema de um dos painéis da Conferência Green Rio , do qual participará o embaixador Laudemar Aguiar, coordenador de Relações Internacionais da Prefeitura do Rio, que apoia institucionalmente o evento. “Ao apresentar o tema da economia verde, o Green Rio contribuirá para sensibilizar os cariocas sobre o meio ambiente e a sustentabilidade, além de promover educação ambiental e consumo consciente”, reconhece a Prefeitura do Rio.

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Após lançamento em 2015, o Green Rio apresenta este ano o prêmio Alimentação Escolar Saudável. O projeto tem como objetivo contribuir para a saúde das crianças e jovens nos municípios do Estado do Rio de Janeiro por meio da promoção do desenvolvimento local e regional e da alimentação escolar saudável, beneficiando assim os pequenos negócios envolvidos na cadeia produtiva de alimentos e bebidas.

Participaram ativamente desta iniciativa 5 municípios com 91 escolas, 400 merendeiras e 30.271 alunos.

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS

Este ano, a Amazônia divulga o projeto “Cosméticos de Base Florestal da Amazônia”, do qual fazem parte sete estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. No estande da Amazônia, o público poderá conhecer cosméticos locais, e um painel da conferência apresentará os resultados da iniciativa.

Outros destaques do Green Rio ficam por conta do Centro Sebrae de Sustentabilidade, um espaço onde serão apresentados projetos que promovem o desenvolvimento sustentável local e regional, e o programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional, que promoverá a relação água, energia e clima, divulgada pela ONU como NEXUS.

A entrada para o evento é gratuita. Mais informações, programação e inscrições no site do Green Rio.


Por equipe SNA/RJ

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Indústrias de suco de laranja de SP têm perda de R$ 1,1 bi com safra ruim

Rendimento industrial teve queda de quase 26%, segundo a CitrusBR.
Condições climáticas adversas prejudicaram a safra.


As indústrias de suco de laranja do Estado de São Paulo tiveram um prejuízo de 1,1 bilhão de reais na temporada 2015/16 devido a uma queda de quase 26% no rendimento industrial, afetado por condições climáticas adversas para as plantações, disse nesta segunda-feira (16) a entidade que representa as grandes empresas exportadoras.

O cálculo tomou como base a necessidade de mais caixas de laranja para produzir o mesmo volume de suco e também a variação dos preços do produto na bolsa de Nova York.

O rendimento industrial médio na safra 2015/16 ficou em 302,2 caixas para a produção de uma tonelada de suco de laranja concentrado 66º Brix (FCOJ equivalente), ante 240,5 caixas registradas na safra 2014/15, informou a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, (CitrusBR).

"Em vez de processar suco, as empresas processaram água. E essa é uma alta de custo totalmente absorvida pela indústria", disse em nota o diretor-executivo da associação, Ibiapaba Netto.

A entidade disse que suas associadas – Citrosuco, Cutrale e Louis Dreyfus – processaram 240,4 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos na última safra, ante 250 milhões de caixas em 2014/15.

Se a produtividade industrial de 2014/15 tivesse sido mantida, os 240,4 milhões de caixas de 2015/16 teriam rendido 223 mil toneladas de suco (FCOJ) a mais, destacou a CitrusBR.

Na semana passada, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) estimou que a safra de laranja da região produtora de suco do Brasil deve atingir 245,8 milhões de caixas (40,8 kg cada) na temporada 2016/17, 18% abaixo do total colhido no ciclo anterior, com altas temperaturas reduzindo a produtividade dos pomares.

Em sua primeira estimativa para a nova safra brasileira, o órgão de pesquisa do setor viu ainda uma redução de 6% na área de cultivo em comparação ao ano passado, para 416 mil hectares em 2016/17, com produtores erradicando pomares velhos, em benefício de outras culturas.

Fonte: Globo Rural

Circuito Frutificaminas leva informações e tecnologia para produtores de diversos municípios do Estado

O Circuito Frutificaminas 2016 tem início hoje, 19 de maio, durante a Semana de Integração Tecnológica (SIT), no município de Sete Lagoas, região Central do Estado. O circuito é constituído de uma série de eventos, como palestras técnicas, oficinas e dias de campo para debater questões relacionadas à fruticultura no Estado. A iniciativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Ela é realizada desde 2010, em parceria com a Epamig, universidades federais de Lavras e Viçosa, além de instituições privadas. No total, o Frutificaminas pretende percorrer este ano 19 municípios mineiros, seis a mais do que em 2015.

“A fruticultura pode ser conduzida com mão de obra familiar, o que a coloca como uma atividade altamente viável para as pequenas propriedades rurais, gerando mais de 500 mil empregos em Minas Gerais”, explica o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio. Para o coordenador, isso já é motivo suficiente para justificar a realização de um evento como o Frutificaminas, que também valoriza as parceiras. “É necessário o estabelecimento de parcerias com os setores de produção, pesquisa e extensão, comercialização e agroindústrias, envolvendo setores públicos e privados, na busca pela obtenção de frutas de boa qualidade, oferta regular, livre de resíduos de agrotóxicos e a preços competitivos”, argumenta.

Segundo Deny Sanábio, o Circuito permite a socialização de tecnologias, visando a melhoria na quantidade e qualidade das frutas produzidas, além do aumento da renda do produtor, manutenção e geração de empregos. “Nos últimos cinco anos o Circuito Frutificaminas realizou 58 eventos com a participação de 6.993 produtores e caravanas de mais de 362 municípios. Só no ao ano de 2015, tivemos  1.361 participantes em 13 etapas”, infnorma.

Potencial para crescimento

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com 42 milhões de toneladas produzidas, de um total de 340 milhões de toneladas colhidas em todo o mundo. Já Minas Gerais oscila entre o 4º e 5º lugares no ranking nacional de produção de frutas. São cerca de 120 mil hectares de área plantada dos mais variados tipos.

Mas o coordenador técnico da Emater-MG acredita ser maior o potencial de produção do Estado e aponta algumas melhorias que precisam ser implementadas, como o uso de mudas de qualidade, adequação dos veículos de transporte, que devem equipados com ventilação e uso de câmaras frias para conservar as frutas. “O aumento do consumo de frutas in natura e de sucos naturais é uma tendência mundial e que se materializou no Brasil, criando a necessidade do aumento da produção e da qualidade das frutas. Entretanto, apesar das condições favoráveis para produzir frutas tropicais, subtropicais e temperadas, durante o ano, Minas importa várias frutas que poderiam ser produzidas aqui”, argumenta.

Deny Sanábio calcula que as perdas de frutas no mercado interno possam chegar a 30%, em decorrência, principalmente, de tratos culturais, armazenamento e transporte inadequados, além da falta de informação dos integrantes da cadeia produtiva. Por isso, Sanábio destaca a importância de eventos como os do Frutificaminas. “Estas questões são sempre tratadas nos municípios percorridos pelo circuito”, explica.
 
Próximas etapas do Frutificaminas no mês de maio

-19/05/16 – Semana  de Integração Tecnológica (SIT), Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas.
-24/05/16 – Frei Inocêncio.
-31/05/16 – Delfinópolis.
-31/05/16 – Presidente Olegário


Fonte: Emater/MG

CitrusBR apresenta ações para incentivar o consumo de suco de laranja na Europa

No próximo 24 de maio, às 9 horas, no Fundecitrus, em Araraquara, a CitrusBR apresentará as primeiras ações da campanha de reposicionamento do suco de laranja na Europa. O evento é aberto a todos os elos da cadeia produtiva citrícola. Nos últimos 10 anos o mundo deixou de consumir 450 milhões de caixas de laranja na forma de suco.

De acordo com a CitrusBR, esse é o maior projeto setorial em andamento no agronegócio brasileiro. Serão investidos, em 2016, mais de US$ 7 milhões em ações para levar informações científicas sobre nutrição e benefícios do suco de laranja a médicos, nutricionistas e profissionais de saúde em geral nos principais países consumidores da Europa, principalmente Alemanha, França e Reino Unido.

Além das indústrias de suco associadas à CitrusBR, a ação contará com a participação também da Coca-Cola, PepsiCo, Eckes Granini, WeserGold, entre outros gigantes europeus que somam ao todo 29 empresas participantes do projeto.

Fonte: Fundecitrus

SENAR Brasil será parceiro da FAO e do Mapa em projeto no bioma Amazônia

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) será parceiro de mais uma entidade internacional em uma iniciativa de agricultura sustentável. Dessa vez será a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês) no Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas da Amazônia (Pradam), realizado em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também. A novidade foi apresentada durante uma videoconferência nesta quarta-feira (18/5).

O Pradam vai disseminar princípios e tecnologias de produção sustentável, bem como a capacitar técnicos multiplicadores, extensionistas e produtores em seis estados: Amazônia, Acre, Rondônia, Maranhão, Pará e Mato Grosso. Para isso, serão organizados 10 eventos de sensibilização, oito seminários e dois dias de campo, além de um curso de capacitação para profissionais de assistência técnica e de extensão rural pública e privada que atuem no bioma amazônico.

Os seminários e dias de campo ocorrerão em municípios pré-definidos nos seis estados. O treinamento acontecerá na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT) e será dividido em dois módulos: um tecnológico, que será coordenado pela Embrapa, e outro metodológico e gerencial, baseado na metodologia do SENAR. A carga horária é de 160 horas/aula.

As metas são sensibilizar 1.000 pessoas - entre técnicos, produtores rurais, membros da administração pública e sociedade civil - e capacitar 60 técnicos do bioma amazônico. Quatro tecnologias serão contempladas: sistema plantio direto; florestas plantadas e sistemas agroflorestais; integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e recuperação de pastagens. O encerramento do projeto está previsto para o dia 31 de agosto.

“Para nós essa parceria é extremamente estratégica pois é a primeira carta de acordo que assinamos com a FAO. É muito importante a mobilização de todos os envolvidos e o cumprimento dos prazos para que possamos abrir portas e fechar novos convênios futuramente”, ressalta o coordenador nacional de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR, Matheus Ferreira.
O Mapa vai financiar o projeto e também será responsável pela intermediação com a Embrapa e pelo apoio através dos Comitês Gestores ABC. Para o representante da pasta no Pradam, Jefé Leão Ribeiro, a importância da iniciativa está em conscientizar o produtor de que é possível alcançar uma boa produtividade recuperando áreas degradadas.
“Utilizando as práticas adequadas, ele poderá avaliar que é mais negócio recuperar do que abrir novas áreas. Vamos levar essas tecnologias para que o produtor conhecendo, preserve a floresta em pé”, declara Ribeiro.

As datas dos eventos ainda serão definidas em videoconferência, mas as localidades seguirão a lista abaixo:

Rio Branco (AC) - Seminário
Manaus (AM) - Dia de Campo
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