quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Agricultores aprovam alternativa eficaz e livre de resíduos para maturação de uvas

Fertilizante enriquecido com o aminoácido metionina induz maturação natural de frutas sem deixar resíduos e dispensa o uso de produtos tóxicos e agressivos


Para conquistar melhores preços, produtores de frutas e hortaliças precisam correr contra o tempo, sem abrir mão da qualidade do produto final. O caminho que as frutas e verduras percorrem até chegar às prateleiras dos supermercados pode ser longo, e quem chega primeiro pode ser melhor remunerado. O engenheiro agrônomo Marcelo Guedes Paranhos, que atua na área de pesquisa e consultoria da Nutriceler, explica que para ganhar tempo, é comum que os produtores adotem técnicas de maturação.

Marcelo afirma ainda que o etileno é um hormônio que, ao final do ciclo da planta, protagoniza o processo de maturação e colabora para a coloração dos frutos. “A planta precisa ter a produção do etileno estimulada para intensificar e uniformizar sua coloração e fechar o ciclo de maturação da fruta”, resume o pesquisador. Marcelo conta que para suprir essa demanda, a aplicação de etileno na forma sintética é uma das práticas mais tradicionais e usuais de promover a coloração e maturação, assim como uniformização e antecipação da colheita. “Apesar dos resultados, o etileno sintético pode oferecer riscos à saúde humana, causa amolecimento dos frutos e diminui o tempo de prateleira. Outro detalhe muito importante para quem vai exportar é que ele deixa resíduos nas frutas, o que pode ser um limitante neste mercado”, alerta Marcelo.

Foto: Arquivo IBRAF
Uma alternativa aos danos causados pelo etileno artificial já está sendo utilizada por produtores do Vale do São Francisco, região brasileira com produção expressiva de uvas tipo exportação. “Estamos com áreas sendo tratadas com o fertilizante Matur-Up, inovação trazida ao Brasil pela Nutriceler. Os resultados são visíveis e estão agradando os produtores, que querem novidades menos agressivas e eficientes”, diz. A formulação de Matur-Up conta com compostos orgânicos e tem como base a combinação de potássio, nitrogênio, boro e ferro, associados ao aminoácido metionina. “O produto estimula a planta a produzir o etileno de forma natural, sem deixar resíduos e danificar a planta e sem agredir a saúde do trabalhador”, acrescenta.

Ainda de acordo com o pesquisador, o mercado de frutas, principalmente o de exportação, está cada vez mais restrito e exigente, barrando a entrada de produtos que apresentem resíduos químicos. “A realidade está mudando e o agricultor que quer acompanhar o mercado precisa se atualizar e trocar o tradicional pelo sustentável”, comenta Marcelo.

Para potencializar os resultados, os produtores nordestinos de uva estão realizando as aplicações do Matur-Up juntamente com o Metalosate Potássio, fertilizante de rápida absorção e metabolização. “A tecnologia Metalosate reforça o manejo com sua rápida absorção e metabolização, realizada em poucos minutos pela planta. Os nutrientes são quelatados por aminoácidos, e é esse o grande diferencial que agrega tantos resultados”, finaliza.

Matur-Up – O produto de origem italiana chegou ao Brasil através da Nutriceler e se destaca por ser um fertilizante especial elaborado com matérias-primas orgânicas, à base de ervas e extratos hidrolisados de proteínas de origem vegetal, óleos essenciais, entre outros elementos naturais, que associados às suas garantias nutricionais promovem maturação dos frutos de maneira natural sem deixar resíduos.

Fonte: Cenário MT

Exportação de frutas frescas aumenta 38% no Pecém


O Porto do Pecém, Ceará,  movimentou 82.176 toneladas (t) de frutas frescas nos nove primeiros meses deste ano, aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2014, colocando-o entre os maiores exportadores do País na categoria. As frutas que lideram as movimentações deste ano são melão (39,6 mil t), manga (21,2 mil t) e melancia (11,5 mil t). Esse volume de exportações através do Porto do Pecém é resultado da localização privilegiada, que diminui o tempo de viagem para países importadores, quando comparado a outros portos do Brasil.

Além disso, o terminal oferece a infraestrutura adequada para que este tipo de mercadoria seja comercializado, pois precisa de um transporte especial, através de contêineres refrigerados. O porto tem, no seu pátio de armazenamento, mais de 800 tomadas reefers, específicas para fornecer energia a esse tipo de contêiner. Assim a carga permanece na temperatura adequada, garantindo a qualidade do produto.

O porto conta ainda com duas câmaras frigoríficas. “Elas mantêm a integridade da fruta caso haja a necessidade de inspeção por ordem da Receita Federal ou Ministério da Agricultura, trazendo mais segurança aos produtores”, destaca a diretora comercial da Cearáportos, Rebeca Oliveira. O Porto do Pecém exporta frutas produzidas nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. Os principais destinos são Holanda (36%), Estados Unidos (24%), Grã-Bretanha (25%) e Espanha (6%).

Fonte: O Estado - Ceará

Mudança e modernização do sistema de cultivo de morangos eleva os preços entre 20% e 40%

Foto: Divulgação R7
Buscando aliar maior rentabilidade e melhor qualidade de vida, produtores de morango estão migrando para sistemas de cultivo nada tradicionais. A produção convencional tem perdido morangueiros para os sistemas orgânico e semi-hidropônico, que agregam mais valor à fruta pelo não uso ou diminuição do uso de agrotóxico.

Há seis anos, Rosângela Pereira Silva é produtora de morangos nas variedades Camarosa, Albion e Oso Grande, no município de Estiva, no sul de Minas. Ela possui 100 mil pés plantados, o que demanda colheita diária. “A quantidade colhida varia de acordo com o tempo e outros fatores de produção, mas eu consigo produzir o ano todo”, afirma.

Ela direciona sua venda, em Belo Horizonte, para lojas de produtos orgânicos, e, em São Paulo, para uma rede tradicional de mercados. Com o manejo 100% orgânico, uso de ervas, compostagem própria e certificação, seu custo é um pouco maior, porém a rentabilidade compensa. “Meu morango é inspecionado pela IBD Certificações, que comprova a qualidade das frutas. Isso eleva meus custos, mas me dá a garantia de um preço de venda melhor”, conta.

Rosângela Silva, que antes trabalhava no sistema convencional, não se arrepende da mudança“Só existe vantagens em trabalhar de forma orgânica. Além de o valor de venda ser maior, sendo as nossas mudas próprias, não tenho dificuldade nenhuma porque temos o controle desde o plantio. Hoje, nem penso em voltar para o sistema antigo. Minha qualidade de vida melhorou muito, tanto como consumidora, quanto produtora”. Apesar de todas as vantagens e do aumento do número de adeptos, os agricultores que trabalham com o sistema orgânico em Minas Gerais ainda são em número pequeno, representando apenas 5% do total de morangueiros.

Semi-hidropônico
O outro sistema que os produtores estão começando a utilizar é o semi-hidropônico, modalidade desenvolvida em estufa. A fruta fica suspensa, sem contato com o solo, o que diminui o custo de produção, pois não precisa serem feitos investimentos para combater pragas e doenças, com uso em menor quantidade de agrotóxico, tornando o morango uma fruta com um padrão mais elevado.

Ao contrário do semi-hidropônico, no sistema convencional se perde muita muda por causa do calor. No novo processo, nos meses mais quentes, se produz menos, mas a produção não para e a muda pode ser cultivada por dois ou três anos. Rodrigo Pereira é produtor da variedade Albion, em Cambuí, no sul de Minas. Há 10 anos, ele trabalha com a cultura, mas somente há seis meses mudou o manejo para o semi-hidropônico.

“A mudança só trouxe benefícios. Hoje, trabalhamos em pé, sem precisar ficar agachados no chão, e isso me dá mais tranquilidade por saber que não terei graves problemas de coluna no futuro. O fato também de o sistema colocar as mudas elevadas, sem contato com o solo, diminui bastante as pragas e doenças, de forma que usamos três vezes menos agrotóxicos. Assim, o morango fica com uma qualidade melhor e se torna mais rentável”, afirma Rodrigo Pereira.

O produtor lembra que o investimento inicial é maior, mas a durabilidade do processo também. “Numa propriedade de mil metros quadrados, onde o custo é de R$ 10 mil a R$ 12 mil para o cultivo tradicional, no sistema semi-hidropônico o investimento é em torno de R$ 60 mil”, diz Rodrigo.

Minas Gerais é o maior produtor do país
Minas Gerais tem 1.790 hectares de plantação de morango, sendo a maior produção do país, com 41 toneladas por hectare. A produção esperada para a safra 2015 é de 72.716 toneladas. O estado foi o primeiro a produzir a fruta, seguido do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. O Paraná é o segundo maior produtor, com 18 mil toneladas.

A produção de morangos se concentra no sul de Minas, principalmente na região de Pouso Alegre. Os municípios que mais produzem são: Espírito Santo do Dourado, com 270 hectares; Estiva, com 234 hectares; Bom Repouso, 200 hectares; Senador Amaral, 200 hectares, e Pouso Alegre, com 144 hectares. A região de Barbacena também tem uma boa produção da fruta.

De acordo com o coordenador da Emater-MG, Deny Sanábio, o número de produtores em no estado tem se mantido. “Na regional de Pouso Alegre, por exemplo, continuam os mesmos agricultores familiares trabalhando com a cultura. Eles são 3.071 produtores de morango. É um cultivo de alto custo, não tem gente entrando nem saindo”.

As dificuldades dos produtores, principalmente dos que trabalham com o cultivo convencional, segundo ele, são as pragas e doenças, especialmente as fúngicas. Outro problema é a importação das mudas. “Hoje, o produtor quer comprar a muda pronta e nós não as temos aqui no Brasil. Importamos do Chile e Argentina, e isso acaba aumentando o custo inicial da produção do morango”, explica.

Normalmente, o pico de colheita da cultura é junho, julho e agosto, podendo ir até setembro. Quem trabalha com o sistema convencional consegue prolongar o tempo fazendo um túnel, numa altura de um metro do chão, para amenizar o calor. Uma saída que os produtores têm encontrado também para evitar a perda da fruta que não foi comercializada é congelar o morango individualmente. “Eles cortam as folhas verdes e congelam a fruta. Isso tem sido uma excelente alternativa para aumentar a rentabilidade e evitar o desperdício”, aponta Deny Sanábio.

Biofábrica de inimigos naturais
Está surgindo mais um aliado à produção de morangos sem o uso de agrotóxicos. Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) criaram uma Biofábrica de Inimigos Naturais, a Econtrole, que mesmo estando na incubadora de empresas da escola, é uma forte alternativa agroecológica de combate às principais pragas de morangos. 

O controle biológico de pragas utiliza inimigos naturais, que podem ser predadores ou parasitas, para combater as pragas que causam danos ao cultivo de qualquer cultura agrícola. Os pesquisadores elegeram, para início dos trabalhos, o cultivo de morangos atacados por dois tipos de ácaros: o rajado (Tetranychus urticae) e o enfezamento (Phytonemus pallidus).

Eles testaram a metodologia em uma propriedade no município de Ervália, próximo a Viçosa. “Acompanhamos uma safra de morangos comparando o controle químico com a introdução do ácaro predador Neoseiulus anonymus, um inimigo natural do ácaro praga. O controle biológico foi mais eficiente e bem mais econômico para o produtor”, afirmou João Alfredo Ferreira, da Econtrole.

“Hoje, o produtor quer comprar a muda pronta e nós não as temos aqui no Brasil. Importamos do Chile e Argentina” (Deny Sanábio - Coordenador da Emater)

“Acompanhamos uma safra de morangos comparando o controle químico com a introdução do ácaro predador, um inimigo natural do ácaro praga” João Alfredo Ferreira, da Econtrole.

Fonte: R7
Por: Lídia Salazar - Especial para Força do Campo

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Produtor de Guararema corre contra o tempo para colheita da jabuticaba

Em geral, a safra é rápida, mas neste ano, as chuvas aceleraram o ciclo.
Apesar das perdas, preço da fruta caiu.


Por causa do tempo, a safra da jabuticaba, que já costuma ser rápida, está ainda mais concentrada nesse ano. Desse jeito o agricultor não consegue colher tudo e perde parte das frutas. Em Guararema, os funcionários de uma propriedade chegam a colocar 2 toneladas por dia nas caixas.

As frutas são da variedade sabará. Em julho, o proprietário Paulo Higashi planejou fazer a irrigação dos pés em tempos diferentes para que a produção não fosse concentrada em uma única época. Com as mudanças no tempo, o tempo está sendo curto para a colheita. “A chuva fez a irrigação nossa, de uma vez só. Foi muito forte e está causando uma colheita muito rápida.”

Com a quantidade de jabuticabas, até mesmo a rotina dos funcionários mudou. “Nós estamos começando a trabalhar mais cedo, com mais pessoas. Se não, nós não vamos conseguir colher”, acrescenta.

Mais temporários tiveram que ser contratados nesse ano. 20 homens e mulheres fazem a colheita e, mesmo eles juntos sendo mais que o triplo do número de funcionários fixos, é quase impossível salvar toda a produção. Não deu tempo de colher quando as jaboticabas estavam mais verdes, por isso as frutas estão saindo dos pés maduras demais. Quando se tira uma, outra cai. “Vamos perder no total, cerca de 5% devido as frutas maduras. Graças a Deus não está aquele calor das últimas semanas. O tempo refrescou um pouco e segura um pouco o amadurecimento das frutas.”

O agricultor espera colher nos 700 pés do sítio 70 toneladas nesse ano, menos do que em 2014, mesmo com o raleio e adubação das plantas. As graúdas são poucas nos pés e elas seriam o "trunfo" para valorizar a mercadoria, num ano de altos custos de produção. “A oferta é grande, o preço está em baixa e o consumidor agradece. O consumidor está pagando menos da metade do valor do ano passado”, finaliza.

Neste ano, Paulo afirma que a colheita dura três semanas.

Fonte: G1

Agricultores de Linhares investem no cultivo do mangostão


Fruta tradicional do Sudeste Asiático chama atenção pelo sabor.Clima tropical torna o cultivo possível na região norte do estado.

Uma fruta típica do Sudeste Asiático, o mangostão, tem sido cultivada em Linhares, na região Norte do Espírito Santo. Considerada como uma fruta saborosa, o magostão é valorizado no mercado, chegando a ser comercializado por até R$36 o quilo, em supermercados.

A fruta vem de uma região tropical, parecida com a do Norte do Espírito Santo. Apesar das condições climáticas favoráveis, o cultivo da fruta se concentra nos estados do Pará e da Bahia.

"A gente tem muito pouca informação aqui no Brasil. Ela é da região do Sudeste Asiático e aqui no Brasil, na Bahia, tem uma colônia de japoneses que já cultiva há muito tempo. No início da produção aqui, há cinco anos, fizemos um estágio lá para conhecer como é a colheita, para ver como são os cuidados, a limpeza da fruta, a embalagem", afirmou o produtor Fabio Prezzoti.

Segundo a Central de Abastecimento (Ceasa), apenas Linhares produz o mangostão e em uma escala pequena. A árvore dá frutos uma vez por ano, entre os meses de junho e agosto. “Ela é uma produção bem tranquila, não necessita de muitos cuidados. Mas não é uma planta chata, não tem muita praga", completou Prezzoti.

E em uma propriedade do distrito de Bananal do Sul são 550 pés que renderam 12 toneladas, na safra de 2015. "A gente separa por tamanho, o calibre, seleciona todas elas, limpa as frutas, e embala para poder entregar na Grande Vitória, Rio, São Paulo e Belo Horizonte. A gente tem mais ou menos 5 anos de produção. É bem valorizada até porque o tempo de cultivo é muito grande”, afirmou a produtora Flávia Caliman.

A árvore do mangostão leva em média 8 anos pra dar frutos, mas a produção só ganha força após 12 anos de cultivo.

Fonte: G1

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Mercado estima mais inflação e queda maior do PIB em 2015 e 2016

As previsões para a inflação e para o nível de atividade da economia brasileira voltaram a piorar para 2015 e também para 2016. Os dados estão no relatório de mercado, conhecido como focus, que é fruto de pesquisa do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, e que foi divulgado nesta segunda-feira (28).

Para o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,8%. Foi a décima primeira queda seguida deste indicador. Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,7% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras passaram a prever uma contração de 1% na economia do país – na oitava revisão para baixo seguida. Na semana anterior, os analistas haviam estimado uma retração de 0,8% para a economia no próximo ano. Para se ter uma ideia, no início de 2015, a previsão dos economistas era de uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no ano que vem.

Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira registrou retração 1,9% no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).

Inflação
A estimativa dos economistas dos bancos é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano de 2015 em 9,46% – na semana anterior, a taxa esperada era de 9,34%. Mesmo com a queda na previsão, se confirmada, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando somou 12,53%. O BC informou na semana passada que estima um IPCA de 9,5% para este ano.

Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 5,70% para 5,87% na última semana. Foi a oitava alta seguida do indicador – que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

Taxa de juros
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% ao ano no começo de setembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 12,25% para 12,50% ao ano - o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 avançou de R$ 3,86 para R$ 3,95 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 4.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 10 bilhões para US$ 11 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 21,3 bilhões para US$ 23,5 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 65 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte recuou de US$ 63 bilhões para US$ 62,3 bilhões.

Fonte: G1

Preços de frutas e hortaliças apresentam tendência de queda


Após registrarem alta no mês de julho, os preços das principais hortaliças comercializadas no país no atacado apresentam tendência de queda. É o que aponta o 6º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), divulgado nesta quinta-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A estabilidade da oferta e a qualidade da alface ofertada impulsionam a diminuição dos preços comercializados no mercado atacadista. Os entrepostos de Belo Horizonte, Goiânia e Rio de Janeiro, no entanto, registraram comportamento diferente dos demais no mês de agosto. Nesses locais a hortaliça registrou alta nos valores devido a problemas pontuais de abastecimento.

Outra hortaliça que oferece boa oferta e qualidade é a cenoura. O produto apresenta queda em todos os entrepostos pesquisados, impulsionada pela produção de inverno principalmente de Minas Gerais. O comportamento de queda também pode ser verificado para a cebola, embora os preços continuem mais altos do que no mesmo período em 2014. Isso se deve a uma menor oferta da safra nacional uma vez que, com os baixos preços registrados no ano passado, os produtores se sentiram desestimulados e reduziram a área plantada.

A batata e o tomate também registraram queda nos preços de agosto. Enquanto a batata apresenta tendência de alta para setembro, o tomate mostra quadro indefinido. A crise hídrica tem afetado os custos de produção e a área de plantio, o que pode pressionar os preços.

Assim como as hortaliças, as frutas também apresentam, em sua maioria, queda nos preços. Diferenciam desta tendência a banana e a melancia. A banana não registrou comportamento uniforme, com baixas registradas nos entrepostos de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Vitório e alta em São Paulo, Goiânia, Brasília e Curitiba. Para setembro, a variedade nanica deverá apresentar boa oferta, no entanto a prata tende a ter problema de qualidade do produto, uma vez que a produção foi afetada pelas condições climáticas.

Já a melancia, mesmo com a alta apresentada, registra valores comercializados menores do que em 2014. A fruta tende a registrar arrefecimento nos preços nos próximos meses, a partir da intensificação da colheita. Maçã, laranja e mamão tiveram comportamento de queda. Destaque para laranja que nos próximos meses deve apresentar aumento na oferta, mas os preços devem ser pressionados pela maior procurar do setor industrial.

O levantamento de preços nos mercados atacadistas é feito por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considera a maioria dos entrepostos localizados no Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná.

A íntegra do boletim pode ser acessada no site da Conab ou em www.ceasa.gov.br.

Fonte: Ascom/Conab

Acerolas produzidas no Piauí são objeto de pesquisa na universidade


Nos últimos anos, um modelo de desenvolvimento assentado no tripé Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) tem conquistado espaço no Estado do Piauí.

Os reflexos dessa nova conjuntura são caracterizados, dentre outros pontos, por um maior investimento na qualificação de recursos humanos e em projetos de pesquisa.

O governo estadual, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), tem realizado importantes parcerias com o governo federal, através de ministérios e agências nacionais de fomento à pesquisa, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Uma delas foi a implantação, em 2003, do Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores, também conhecido como Programa Primeiros Projetos (PPP).

De acordo com Eliana Abreu, gerente técnico-científica da Fapepi, para o PPP, considera-se como jovem pesquisador aquele que tenha concluído o curso de doutorado nos últimos cinco anos, a partir do lançamento do edital. “Um dos objetivos do Programa é fixar o jovem pesquisador no Estado e fortalecer o grupo de pesquisa no qual ele está inserido”, fala.

Além disso, o Programa visa apoiar a aquisição, instalação, modernização, ampliação ou recuperação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições de ensino superior (ou de pesquisa) do Estado.

Em 2004 foi lançado o primeiro edital do Programa. De lá para cá, a Fapepi financiou 161 projetos de pesquisa em várias áreas do conhecimento.

“Desse total, o edital nº 004/2011 aprovou 41 projetos executados na maioria das instituições de ensino e pesquisa do Estado. Na época da concorrência nós tivemos uma média de 100 projetos submetidos e 41 foram selecionados para contratação”, conta Eliana Abreu.

Dentre esses projetos, está o “Pós-colheita de frutos de aceroleiras orgânicas produzidas nos Tabuleiros Litorâneos do Piauí”, coordenado pelo professor-doutor em Fitotecnia, Adriano da Silva Almeida, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), campus de Parnaíba.

“O estudo foi desenvolvido no Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos do Piauí (DITALPI), localizado em Parnaíba, com o apoio dos fruticultores de acerola, que gentilmente abriram as portas das propriedades para a realização dos trabalhos.

Foram realizados estudos com frutos dos dois clones mais plantados no DITALPI, os clones AC 69 e I 13/2, avaliados nas épocas seca e chuvosa”, explica Adriano Almeida.

De acordo com o pesquisador, o trabalho surgiu da necessidade de buscar dados de qualidade referentes à produção da acerola orgânica, focando principalmente no teor de vitamina C dos frutos, já que a principal fonte de renda dos agricultores do DITALPI é a venda da acerola verde a uma multinacional localizada no Estado do Ceará, que realiza a extração dessa vitamina.

“Para os teores de vitamina C, observou-se uma diminuição significativa dessa vitamina na época de colheita chuvosa para a época seca nos clones estudados [AC 69 e I 13/2].

Apesar de existir na época seca, elevadas temperaturas e radiações solares, fatores que influenciam positivamente os teores de vitamina C, foi detectado que os clones apresentaram queda distinta entre si”, comenta Adriano Almeida, coordenador da pesquisa.

O projeto “Pós-colheita de frutos de aceroleiras orgânicas produzidas nos Tabuleiros Litorâneos do Piauí” constatou que a redução do teor de vitamina C foi mais acentuada para o clone AC 69, com percentual de perda de 60,7% na época seca, ao passo que o clone I13/2 apresentou perda de 47,6% para a mesma época.

Segundo Adriano Almeida, as diferenças estatísticas observadas no teor de vitamina C entre as épocas chuvosa e seca podem ser explicadas por fatores diversos, como práticas de manejo, irrigação, adubação, entre outras práticas que são adotadas ao longo das safras de aceroleiras no pomar onde foram coletados os frutos analisados.

“Há que se considerar, ainda, que pode ocorrer um esgotamento excessivo das plantas na época seca em razão do número elevado de safras proporcionadas no decorrer do ano pelas temperaturas consideradas ideais e uso de irrigação”, ressalta.

A acerola é a campeã no ranking da vitamina C

A acerola é a campeã no ranking da vitamina C, ganhando até mesmo da laranja, que ficou conhecida popularmente como uma das melhores fontes dessa vitamina, graças à indústria farmacêutica.

De acordo com a nutricionista Ágatha Crystian Silva de Carvalho, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição (PPGAN) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), além de ter o maior teor de vitamina C, a acerola também é rica em fibras.

"O fruto tem os componentes da pigmentação, que são os carotenoides, que dão a ela aquela coloraçãozinha vermelha da casca e amarelinha da polpa.

Os carotenoides também têm uma ação antioxidante, protegem o organismo contra doenças crônicas não transmissíveis, como o câncer, diabetes e hipertensão", acrescenta. A nutricionista ressalta, ainda, que para obter todos esses benefícios é necessário que haja um consumo frequente do fruto.

Por ser regional, a acerola é encontrada com facilidade nas feiras, supermercados e nos quintais das casas de muitos piauienses. Ela pode ser consumida de inúmeras formas, mas segundo Ágatha Crystian, a melhor delas é o próprio fruto.

"Ao consumir o fruto você está tendo acesso aos nutrientes de uma forma bem melhor do que no suco, porque a gente acaba colocando um pouquinho de açúcar.

Como a acerola é um fruto ácido, a gente precisa adoçar. Isso torna a bebida um pouquinho mais calórica do que consumir a fruta, mas que também é uma opção muito boa", enfatiza.

Potencialidades poderão ser ampliadas

As potencialidades dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí e as atividades dos produtores locais poderão ser ampliadas a partir da aplicabilidade dos resultados do estudo coordenado pelo pesquisador Adriano Almeida, tanto no que se refere às recomendações de clones mais adequados, quanto às regiões de plantios.

"Sabemos que há influência sazonal nos teores de vitamina C e que os fatores climáticos, manejo da cultura, irrigação e disponibilidade de nutrientes podem influenciar positiva ou negativamente a qualidade dos frutos", frisa o pesquisador.

O financiamento do projeto realizado pela Fapepi oportunizou ao grupo de pesquisa produzir seis monografias de graduação, apresentações de trabalhos em Simpósio e Congresso. Além disso, estão sendo elaborados artigos científicos para revistas especializadas.

"Para a Uespi foi ótimo, por ter gerado monografias e ter despertado o interesse de alunos pela área de fruticultura e pós-colheita de frutos, além de equipar o laboratório com vidrarias, equipamentos e reagentes para se trabalhar com outras frutas de interesse regional", conta Adriano Almeida.

Fonte: Jornal Meio Norte

Pitaya é alternativa para agricultura familiar no Sul de Santa Catarina


Foto: SATC
Alternativa na agricultura familiar, a pitaya é nativa das Américas e tem sido cultivada no Vietnã há mais de 100 anos. A fruta vem ganhando popularidade no Sul de Santa Catarina. Os primeiros testes ocorreram no início da década. Atualmente, a cooperativa Coopervalesul, através do grupo Pitayasul, com 21 associados, abastecem parte do mercado regional.

Também conhecida como fruta-do-dragão, a pitaya faz parte da família botânica Cactaceae, que engloba todos os cactos. Segundo Éliton Pires, coordenador geral de extensão do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Santa Rosa do Sul, e também responsável pelo acompanhamento e desenvolvimento do associativismo e cooperativismo entre os produtores, a fruta é uma grande possibilidade de renda para os agricultores da região.

“Estamos começando devagar. Ano passado produzimos 12 toneladas e distribuímos pela cooperativa, tendo em vista que cada agricultor tem uma pequena parcela, ou seja, precisa se unir com outros para conquistar e realizar grandes vendas”, afirmou Éliton.

A expectativa para a safra 2015-2016 é de aproximadamente 70 toneladas, podendo chegar até 100, dependendo das condições climáticas e do manejo na cultura. O valor bruto esperado é de R$ 400 mil entre os produtores da região.

“Como tivemos um inverno muito quente, o florescimento pode acontecer antes. Esses números são para afirmar a pitaya como uma grande opção para as famílias de produtores”, disse o doutor em agronomia, na área de solos e nutrição de plantas do IFC campus Santa Rosa do Sul, Airton Bortoluzzi.

Produtores buscam alternativas

Idarlei Salute Damiani, agricultora de Jacinto Machado, conheceu a pitaya em 2012, quando comprou algumas mudas da planta exótica. Atualmente conta com 5000m² plantados e pretende aumentar a área dedicada para a fruta.

“Eu comecei a cultivar sem conhecer nada, depois, quando vi outros agricultores e o trabalho do IFC campus Santa Rosa do Sul e da cooperativa, consegui aumentar a produtividade”, disse Idarlei.

Toda a produção está concentrada na agricultura familiar, com pequenas áreas e comercialização via cooperativa.

“É um prazer produzir pitaya, pois é uma renda extra e ainda uma fruta com diversos benefícios para saúde. Tem tudo para emplacar no mercado”, acrescentou Idarlei.

Conhecendo a pitaya

A fruta é rica em oligossacarídeos, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e melhoram a digestão e a absorção de nutrientes. Segundo estudo da Universidade de Reading, do Reino Unido, as variedades de polpa branca e roxa são fontes de prebióticos, que podem ser usados como ingredientes em alimentos funcionais.

Existem quatro espécies de pitaya cultivadas no Brasil, tendo como maior diferença entre elas a cor da casca, cor da polpa e sabor. As propriedades nutricionais também diferem.

“Uma das características mais importantes da pitaya é ela ser rústica, ou seja, é bem resistente, além de praticamente não ter doenças na região. Sendo uma fruta perene, assim como a uva, ela é plantada uma vez e posteriormente produz anualmente”, disse Éliton.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a demanda passou de 155 para 313 toneladas entre 2009 e 2013.

Fonte: Portal Satc

Pesquisa quer usar óleos de plantas nativas de Roraima no controle de fungos

Estudos utilizam óleos extraídos de plantas do lavrado de Roraima. Pesquisa está na primeira fase e deve reduzir o uso de agrotóxico.



Foto: Valéria Oliveira/ G1
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Roraima (UFRR) por professores e alunos dos cursos de Agronomia e Química quer usar óleos essenciais, extraídos de plantas nativas das regiões de lavrado, no controle de fungos causadores de doenças em frutas e hortaliças. A ideia é diminuir o uso de agrotóxico nas plantações e garantir qualidade de vida aos consumidores.

Os teste do uso dos óleos extraídos são feitos no laboratório de fitopalogia da UFRR. Conforme um dos coordenadores da pesquisa, professor Jefferson Fernandes, a pesquisa terá três fases: a de testes em laboratório, nas estufas de plantação e experimentos nas produções agrícolas.

"Os pesquisadores da química extraem os óleos essenciais das plantas nativas da região e nós testamemos em laboratório para verificar se esses óleos possuem alguma ação de inibição desses fungos. Nós cultivamos e multiplicamos esses fungos. Em laboratório, o óleo passa por várias diluições e a partir daí são feitos os testes. Se o óleo tiver alguma inibição de crescimento, ele não vai aumentar", explicou o professor.

Segundo ele, os primeiros resultados da pesquisa apontaram que um dos óleos estudados, o extraído do cipó mil homens, controlou o crescimento do fungo chamado antracnose, que deteriora folhas e frutos de mamão, banana e pupunha.

"Se conseguirmos o resultado no uso desses óleos, ao invés do produtor usar o agrotóxico, ele vai usar o óleo que é biologicamente natural. O que queremos é desenvolver uma tecnologia biologicamente limpa, por se tratar de um resíduo natural, para diminuir o resíduo que consumimos em hortaliças, por exemplo", disse o pesquisador.

O pesquisador destacou ainda que ideia não é susbstituir por completo o uso de agrotóxico nos cultivos mas, pelo menos, reduzir a quantidade utilizada nas plantações.

Os testes no combate aos fungos serão aplicados nas frutas como pupunha, mamão, manga, banana, açaí e bacaba. O projeto inclui o uso do fungicida natural durante e após a colheita. A segunda fase da pesquisa deve se iniciar em fevereiro de 2016.

Extração dos óleos
A extração dos óleos das plantas nativas é feita no laboratório de produtos naturais do curso de mestrado em química da UFRR. Conforme o professor Francisco do Nascimento, todas as substâncias qe contiutem os óleos são estudadas.

"Pegamos a parte da planta a ser estudada, seja ela caule, folha, flor ou raiz, levamos para o laboratório, fazemos a extração e depois a identificação do óleo. Após isto, são feitos os teste biológicos", explicou.

Fonte: G1 RR