quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Fundecitrus lança selo “Empresa Amiga Do Citricultor”


O Fundo de Defesa da Citricultura – Fundecitrus lançou o selo “Empresa Amiga do Citricultor” para reconhecer as empresas ligadas à cadeia de citros que incentivam ações de sustentabilidade para o controle de doenças, como manejo conjunto entre citricultores e educação fitossanitária.

As empresas de defensivos Bayer Cropscience, FMC, Ihara e Syngenta receberam o selo pelo apoio prestado ao sistema de Alerta Fitossanitário, criado para incentivar o manejo regional do greening (huanglongbing/HLB) e estimular os citricultores a trabalharem em conjunto com seus vizinhos para reduzir a população de psilídeo, inseto que transmite a doença.

O programa prevê ainda encontros e reuniões com produtores para a multiplicação de boas práticas e medidas mais racionais nas pulverizações contra o inseto.

Para a Syngenta, uma das primeiras empresas a dar apoio ao programa, a parceria irá trazer resultados importantes. “Acreditamos no manejo regional e no uso correto e seguro dos produtos. O caminho é esse.”, afirma o Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, Thales Barreto.

Para o consultor de desenvolvimento de mercado da Ihara, Rodrigo Naime Salvador, o alerta fitossanitário é uma oportunidade do setor citrícola se unir para o controle da pior doença da citricultura. “Neste momento de busca de novas tecnologias e um novo modelo de produção, toda a cadeia produtiva deve estar unida pelos objetivos comuns: contra o HLB e pela viabilidade da citricultura. A proposta do Fundecitrus de fomentar o controle regional do psilídeo, levando os produtores a tomarem ações eficazes em harmonia com toda região é uma solução viável”, declara.

A Bayer CropScience tem apoiado este e outros programas e pesquisas do Fundecitrus apostando na sustentabilidade. “Buscamos a sustentabilidade da citricultura por meio do apoio a projetos e ações que promovam o desenvolvimento da cultura”, afirma o gerente de Cultura Citrus, Ricardo Baldassari.

A sustentabilidade também é o foco da FMC. “O Alerta Fitossanitário coordenado pelo Fundecitrus junto com os associados é uma grande iniciativa que está promovendo a sustentabilidade da cadeia citrícola no estado de São Paulo na ação coletiva para controle da praga”, afirma gerente de Marketing, Flavio Mitsuru Irokawa.

O sistema do Alerta Fitossanitário monitora a população de psilídeo em mais de 125 mil hectares de citros por meio de 14,9 mil armadilhas adesivas amarelas georreferenciadas. Todos os citricultores têm acesso gratuito aos resultados do programa e podem participar com o envio de informações sobre a situação da praga em seu pomar. Mais informações podem ser obtidas e o cadastramento pode ser feito no site http://www.fundecitrus.com.br/alerta-fitossanitario

Fonte: Grupo Cultivar
28/01/2015

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Faturamento de máquinas agrícolas caiu 27,1% em 2014, diz Abimaq

O faturamento de máquinas e implementos para a agricultura em 2014 foi de R$ 9,5 bilhões, uma queda de 27,1% ante os R$ 13,1 bilhões registrados em 2013, segundo números divulgados há pouco pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

No ano passado, as exportações de máquinas e equipamentos agrícolas somou US$ 954,2 mil, uma queda de 3,5% ante o ano anterior. Já as importações somaram US$ 552,2 mil, redução de 14,3% na comparação com 2013.

De acordo com a Abimaq, houve uma queda de 2% no número de empregados no setor ligados a agricultura. No ano, o segmento fechou com 61.081 trabalhadores.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 75,96% em dezembro de 2014. No mesmo mês de 2013, o Nuci era de 73,66%.

Fonte: Estadão Conteúdo / FAESP

Dia de Campo apresenta tecnologias para o cultivo da melancia e consórcio com mandioca

Com o intuito de apresentar as pesquisas e tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para a cultura da melancia em Roraima, será realizado nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, um Dia de Campo sobre o manejo da cultura da melancia e potencialidades para o consórcio com a mandioca, uma alternativa para otimizar o uso da terra e diversificar a produção.

O evento acontecerá no Campo Experimental Água Boa, das 8h30 às 12h30, e é voltado para produtores, técnicos agrícolas e estudantes. Durante o Dia de Campo, serão analisados os resultados obtidos nos últimos anos de pesquisa, com palestras e demonstrações práticas. A Embrapa fornecerá transporte para o evento, disponibilizando uma Van que sairá da frente do Hotel Aipana, na Praça do Centro Cívico, às 7h45. 

Uma novidade este ano é a pesquisa da melancia em consórcio com a mandioca, que permite uma melhor utilização da terra pelo agricultor. Como o ciclo da melancia varia de 2 a 3 meses, durante o período que não houver produção da fruta o agricultor pode colher a mandioca, que tem um ciclo mais longo. A vantagem do consorcio é que a mandioca acaba se beneficiando da adubação e irrigação que já está sendo feita para a cultura da melancia, aumentando, assim, a produtividade da raiz.

Em Roraima, a cultura da melancia desperta interesse de produtores pela facilidade de adaptação às condições agroclimáticas do estado, boa aceitação dos frutos no mercado local e rápido retorno econômico. Segundo o pesquisador Roberto Dantas, organizador do Dia de Campo, estima-se que na região sejam cultivados cerca de 1400 hectares do fruto, com produtividade média em torno e 20 mil quilos por hectare.

Esta produtividade ainda é considerada baixa devido ao manejo inadequado de pragas e doenças e adubação ineficiente. Contudo, com o uso adequado de tecnologias como: plantio na época certa, irrigação e adubação eficientes, manejo de pagas e doenças e demais tratos culturais, pode-se obter produtividade de 40 mil a 50 mil quilos por hectare.

CONHEÇA A CULTURA

A melancia pertence à família do melão, abóbora e maxixe. A fruta se adapta melhor ao clima quente e seco, com temperatura entre 25 a 30oC. Existe um grande número de cultivares adaptadas para o cultivo em Roraima, destacando-se a Crimson Sweet, Top Gun, Sta Amélia e Verena. A época mais adequada para o cultivo da melancia sob condições de sequeiro é de junho a agosto. Já a melancia irrigada pode ser plantada de agosto a março. 

Para mais informações sobre a cultura da melancia em Roraima, entre em contato pelo telefone (95) 4009-7135 e agende uma visita a Unidade.

INFORMAÇÕES:

Dia de Campo: Manejo da cultura da melancia e potencialidades para o consórcio com a mandioca
Data: 29.01.15
Local: Campo Experimental Água Boa, localizado na BR 174, sentido Manaus, a 30 km de Boa Vista. 
Transporte: A Van da Embrapa sairá da frente do Hotel Aipana, na Praça do Centro Cívico, Centro, às 7h45.
Mais informações: 4009-7161.

Fonte: BV News - Roraima

Circuito Das Frutas é tema de Reunião entre Vinhedo, Louveira e SETUR

Na manhã da última segunda-feira (26/01), o prefeito de Vinhedo, Jaime Cruz, reuniu-se com o secretário de Estado do Turismo, Roberto de Lucena, para discutir sobre as futuras ações que envolvem o Circuito das Frutas, no interior paulista. O prefeito assumiu há 10 dias a presidência do Consórcio Intermunicipal do Polo Turístico Circuito das Frutas e aproveitou a ocasião para tratar de demandas dos municípios que envolvem o Circuito e também convidar o secretário para os próximos eventos da cidade.

O Circuito das Frutas foi formado oficialmente em 2002, e é composto pelos municípios de Atibaia, Itatiba, Indaiatuba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo. O secretário Lucena reassaltou a beleza e importância do Circuito e se colocou à disposição para receber novos projetos e encaminhá-los junto à Secretaria. "Esse circuito tem grande representatividade para o nosso Estado, até por ter fácil e rápido acesso da capital. Nossa intenção é incrementar cada vez mais as festas e eventos que envolvem esse projeto", disse.

No próximo dia 7 de fevereiro começa a 54ª edição da Festa da Uva e 6ª edição da Festa do Vinho de Vinhedo. A edição contará com um estande móvel do Circuito, com fotos, materiais de divulgação e detalhes das festas tradicionais das frutas que caracterizam as 10 cidades do Circuito. O evento começa às 16 horas no Parque Municipal Jayme Ferragut, que fica à Avenida Apparecida Tellau Seraphim, s/n - Vinhedo/SP.

O prefeito de Louveira, Nicolau Finamore, também reuniu-se pela primeira vez com o secretário Roberto de Lucena para tratar do turismo rural da cidade e principalmente da 48ª Festa da Uva e a 5ª Expo Caqui, que acontecerá de 16 a 31 de maio. Louveira, que também integra o Circuito, tem como objetivo a organização da Festa da Uva e a Expo Caqui, para valorizar o produtor rural da região, que com muito empenho e determinação cultiva diversas frutas e eleva o nome das cidades do ‘Circuito das Frutas’ ao conhecimento nacional.

Fonte: Governo Estado de São Paulo
           Secretaria do Turismo

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Bactérias reduzem custos de produção de mudas de banana

Foto: Divulgação Embrapa
Uma técnica nova, a microbiolização, reduz o tempo de produção de mudas de banana em até 20 dias, dependendo das condições e da variedade utilizada. Ela tem dado bons resultados quando aliada ao mais recomendado método de multiplicação de mudas de bananeira – a propagação vegetativa in vitro, também conhecida como micropropagação, atualmente, a maneira mais segura e rápida de se obter mudas de qualidade e livres de doenças importantes.

Para agilizar o tempo da produção de mudas de bananeira e reduzir os custos, a Embrapa acrescentou à micropropagação in vitro bactérias específicas que atuam como promotores do crescimento vegetal ou agentes de controle de patógenos como bactérias, vírus e fungos.

O pesquisador Harllen Silva, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), explica que a micropropagação pode ser resumida em duas fases: o enraizamento in vitro e a aclimatização, com as mudas já em casa de vegetação. "O que fizemos foi introduzir bactérias nas duas fases para tentar reduzir o tempo de enraizamento e de aclimatização", diz o especialista. As plantas oferecem os nutrientes e o habitat para as bactérias, as quais promovem o crescimento e a sanidade das plantas. "É uma interação benéfica. Na natureza é assim. Com esse processo chamado de microbiolização, conseguimos reduzir em dez dias o tempo de enraizamento, que geralmente é de 30 dias, e reduzimos em 75% a quantidade do regulador de crescimento artificial, que pode ser o ácido naftalenoacético ou ácido indolacético", destaca.

Ao introduzir a técnica da microbiolização nas mudas de bananeira micropropagadas somente na fase de enraizamento, houve uma redução de 10% no tempo de produção de mudas. Quando a técnica foi aplicada nas fases de enraizamento e aclimatização, a redução no tempo foi de 22%. O desenvolvimento convencional leva geralmente 90 dias, portanto a microbiolização leva até 20 dias a menos.

Decorridos 70 dias do experimento (20 de enraizamento e 50 de aclimatização), as mudas provenientes de explantes − partes de tecido ou órgão vegetal utilizado para iniciar uma cultura in vitro − tratadas na fase de enraizamento e durante a aclimatização foram avaliadas de acordo com os parâmetros altura, peso fresco e peso seco da parte aérea, número de folhas e peso do sistema radicular. Os resultados foram equivalentes aos encontrados no método de micropropagação convencional, só que avaliado aos 90 dias. Desse modo, tanto a empresa pode produzir maior número de mudas por ano como reduzir o preço no mercado, atraindo maior número de compradores. "Como um ciclo é formado por 90 dias, ao se reduzir 20 dias, ganha-se um ciclo a mais de produção durante um ano", esclarece Harllen.

Os ensaios foram realizados nos laboratórios da Campo Biotecnologia Vegetal, empresa parceira da Embrapa, com as variedades de banana Maçã, Prata Anã e Prata Comum, as mais vendidas pela empresa, e os tratamentos foram realizados conforme rotina de produção da biofábrica. Nos ensaios mais recentes, Harllen conseguiu definir a frequência de aplicações de bactérias na fase de aclimatização, a mais interessante para a biofábrica. "Com os resultados, concluímos que aplicações a cada três semanas garantem a redução em dez dias na fase de aclimatização", afirma o pesquisador.

Apesar da grande redução no uso dos reguladores artificiais de crescimento, a inclusão do processo criou uma etapa a mais na rotina da biofábrica. "Foi tudo feito de modo artesanal. Promovíamos o crescimento da bactéria, fazíamos a suspensão, calibrávamos e colocávamos o explante. Isso levava três dias. Então, precisamos melhorar esse processo para que se torne interessante para as biofábricas", ressalta o pesquisador.

Microbiota

Outra vantagem do novo processo é que as mudas contêm uma microbiota, conjunto dos microrganismos que se encontram no solo, benéfica associada às raízes. Essa microbiota desempenha papel fundamental no crescimento da planta e na adaptação a condições de estresse, inexistentes em condições de cultura de tecido, o que aumenta a adaptação às condições de campo. "Essas mudas têm um valor agregado. São mudas microbiolizadas, que vão com uma carga microbiológica para o campo, ao contrário das mudas in vitro, que vão praticamente esterilizadas para o campo", assegura.

Além de Harllen Silva, a pesquisa teve a participação de Elizabeth Maria Ramos, Rosiane Silva Vieira, Kaliane Sírio Araújo e Karoline Viana Cardoso, à época estudantes de mestrado em Microbiologia Agrícola da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Das 200 bactérias isoladas do banco ativo de germoplasma de bactérias da Embrapa, Rosiane trabalhou com 12 e depois com as dez que proporcionaram os melhores resultados. "Avaliamos as dez bactérias mais eficazes no tratamento dos explantes, verificando o enraizamento destes no período de 15 dias, de acordo com a concentração de regulador de crescimento no meio. Em seguida, outro teste foi feito, dessa vez para saber o tempo necessário para a colonização das bactérias: um, três e cinco minutos. O maior desafio foi identificar as bactérias", recorda. "Com essa técnica, as plantas ficam protegidas e mais resistentes. Além disso, todo o processo é ecologicamente correto", comemora Rosiane.

Expectativa

Geraldo Fernandes, gerente da biofábrica Campo Biotecnologia, que cedeu espaço, material e mão de obra para os experimentos, ficou satisfeito com os resultados. "Houve uma redução grande de custos. Os hormônios enraizadores usados na propagação in vitro são caros. Estimo a redução em 10% do custo, pois diminuímos o uso de produtos químicos e o custo com mão de obra. Além de tudo, a planta pareceu ter um desempenho melhor. As raízes ficaram mais saudáveis, o enraizamento foi melhor. Agora, é esperar que exista, em breve, um produto para uso comercial," comenta.

Só por fazer parte da parceria, o gerente da biofábrica já adotou uma postura mais científica em relação à sua produção. "Sempre que víamos bactérias nos vidros, jogávamos fora porque achávamos que podia prejudicar a muda. Mas hoje analisamos melhor e já não descartamos todas. Até então, jamais achamos que elas poderiam trabalhar a nosso favor", revela Fernandes.

Se para a biofábrica a expectativa de lucro é real, para o produtor também existem vantagens. As mudas já vão ao campo mais fortalecidas, de acordo com o gerente. "Quando as raízes se desenvolvem bem, a planta aproveita melhor os nutrientes e, consequentemente, o bananal vai ser mais produtivo, com plantas e frutos uniformes, e mais rentável. Com plantas mais saudáveis, diminui-se a aplicação de produtos químicos e também o impacto ambiental", analisa.

Panorama da cultura

Embora o País não seja um grande exportador – apenas 3% da produção é destinada ao mercado externo – a bananicultura tem grande importância no agronegócio brasileiro. Com 6,9 milhões de toneladas anuais, o País é o quinto maior produtor mundial de banana e a agricultura familiar é responsável pela maior parte da produção, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2012) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, 2014).

Nos importantes polos de produção, a cultura se caracteriza pelo uso de tecnologias de ponta, tanto na produção quanto no processamento, o que resulta em produtividades elevadas e na melhor qualidade dos frutos ofertados ao mercado consumidor.

Patente

A pesquisa desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura gerou, em outubro de 2013, o requerimento da patente de invenção, de título "Produto e processo de produção de mudas por microbiolização", ao Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC) e ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). A patente tem validade de 20 anos e as duas instituições têm sete anos para dar o resultado da análise.

Segundo Harllen, a próxima etapa é, depois de treinamento ou parceria com empresa privada ou pública, liderar projeto de desenvolvimento de um produto formulado. "O produto final tem que ser algo simples. Grosso modo, um pó ou um líquido que se coloque na água, como um adubo, que as biofábricas possam incorporar à sua rotina", idealiza.


Fonte: EMPRAPA 

Léa Cunha (MTb 1633/BA) 
Embrapa Mandioca e Fruticultura 
mandioca-e-fruticultura.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (75) 3312-8076

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Dia de Campo apresenta tecnologias para o cultivo da melancia e potencialidades para consórcio com a mandioca

Com o intuito de apresentar as pesquisas e tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para a cultura da melancia em Roraima, será realizado nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, um Dia de Campo sobre o manejo da cultura da melancia e potencialidades para o consórcio com a mandioca, uma alternativa para otimizar o uso da terra e diversificar a produção.

O evento acontecerá no Campo Experimental Água Boa, das 8h30 às 12h30, e é voltado para produtores, técnicos agrícolas e estudantes. Durante o Dia de Campo, serão analisados os resultados obtidos nos últimos anos de pesquisa, com palestras e demonstrações práticas. A Embrapa fornecerá transporte para o evento, disponibilizando uma Van que sairá da frente do Hotel Aipana, na Praça do Centro Cívico, às 7h45.

Uma novidade este ano é a pesquisa da melancia em consórcio com a mandioca, que permite uma melhor utilização da terra pelo agricultor. Como o ciclo da melancia varia de 2 a 3 meses, durante o período que não houver produção da fruta o agricultor pode colher a mandioca, que tem um ciclo mais longo. A vantagem do consorcio é que a mandioca acaba se beneficiando da adubação e irrigação que já está sendo feita para a cultura da melancia, aumentando, assim, a produtividade da raiz.

Em Roraima, a cultura da melancia desperta interesse de produtores pela facilidade de adaptação às condições agroclimáticas do estado, boa aceitação dos frutos no mercado local e rápido retorno econômico. Segundo o pesquisador Roberto Dantas, organizador do Dia de Campo, estima-se que na região sejam cultivados cerca de 1400 hectares do fruto, com produtividade média em torno e 20 mil quilos por hectare.

Esta produtividade ainda é considerada baixa devido ao manejo inadequado de pragas e doenças e adubação ineficiente. Contudo, com o uso adequado de tecnologias como: plantio na época certa, irrigação e adubação eficientes, manejo de pagas e doenças e demais tratos culturais, pode-se obter produtividade de 40 mil a 50 mil quilos por hectare.

Conheça a cultura

A melancia pertence à família do melão, abóbora e maxixe. A fruta se adapta melhor ao clima quente e seco, com temperatura entre 25 a 30oC. Existe um grande número de cultivares adaptadas para o cultivo em Roraima, destacando-se a Crimson Sweet, Top Gun, Sta Amélia e Verena. A época mais adequada para o cultivo da melancia sob condições de sequeiro é de junho a agosto. Já a melancia irrigada pode ser plantada de agosto a março.

Para mais informações sobre a cultura da melancia em Roraima, entre em contato pelo telefone (95) 4009-7135 e agende uma visita a Unidade.

Informações:

Dia de Campo: Manejo da cultura da melancia e potencialidades para o consórcio com a mandioca

Data: 29.01.15

Local: Campo Experimental Água Boa, localizado na BR 174, sentido Manaus, a 30 km de Boa Vista.

Transporte: A Van da Embrapa sairá da frente do Hotel Aipana, na Praça do Centro Cívico, Centro, às 7h45.

Fonte: Embrapa e Grupo Cultivar

Frutas da Amazônia possuem fibras e energia em quantidades adequadas

Avaliação é de pesquisadores do INPA. Cajá apresentou o maior teor de fibra alimentar (4,65 gramas para cada 100 gramas da fruta)



Dentre as frutas estudadas, o taperebá, também conhecido como cajá, apresentou o maior teor de fibra alimentar 

(4,65 gramas para cada 100 gramas da fruta). 
Foto: Luciula Yuyuma/Inpa

As frutas da Amazônia podem contribuir para compor uma alimentação adequada em fibra alimentar e com baixa densidade energética.
A conclusão é dos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), após vários estudos com as frutas: abiu (Pouteria caimito), bacuri (Platonia insignis), carambola (Averrhoa carambola), ingá-cipó (Ingá edulis), mapati (Pouroma cecropeaefolia) e o taperebá (Spondias mombim).

Dentre as frutas estudadas, o taperebá, também conhecido como cajá, apresentou o maior teor de fibra alimentar (4,65 gramas para cada 100 gramas da fruta), sendo considerado um valor alto quando comprados com outros frutos hipocalóricos como o abacaxi (1 grama) e a manga (2,6 gramas). O mapati, uma espécie de uva da Amazônia, apresentou o menor teor de fibra (0,84 gramas para cada 100 gramas da fruta).

Conforme o pesquisador relata, os resultados apontam que os frutos analisados podem ser considerados hipocalóricos por apresentarem baixos teores energéticos. “Isso se associa ao fato de possuírem baixo teor de gordura e alta quantidade de água”, explicou o pesquisador.

As fibras alimentares são substâncias filamentosas curtas ou longas, derivadas de polissacarídeos formadores das moléculas de celulose, que está presente, principalmente, nos vegetais e atua na formação da parede celular das plantas. Quando digerimos vegetais (folhas, legumes, frutas) nosso organismo não digere a celulose, porém, é muito importante para o bom funcionamento dos intestinos e composição do bolo fecal. 

O estudo, que foi publicado na revista Food and Nutrition Sciences, foi realizado pelos pesquisadores Jaime Paiva Lopes Aguiar e Francisca das Chagas do Amaral Souza, do Laboratório de Físico-Química de Alimentos, vinculado à Coordenação de Sociedade, Meio Ambiente e Saúde (CSAS/Inpa). Os pesquisadores realizaram estudos para avaliar as características físico-químicas e os teores de fibra alimentar nos frutos regionais “in natura”.

Benefícios 

Aguiar revela que estudos recentes têm demonstrado que dietas ricas em fibras protegem contra a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. “A utilização de fibra alimentar, associada a outros dietéticos, pode contribuir com o tratamento de algumas doenças”, diz o pesquisador. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 25 a 30 gramas de fibras para adultos, o que equivale a duas colheres de sopas. O pesquisador explica que as fibras alimentares são classificadas conforme a sua solubilidade em água, em fibras solúveis e insolúveis. Ele explica ainda que as fibras solúveis são compostos orgânicos que se dissolvem na água e possuem funções específicas no organismo humano como: prolongar o tempo de trânsito intestinal do alimento, retardar o esvaziamento gástrico, diminuição da glicemia (concentração de açúcar no sangue) e na redução dos níveis de colesterol “ruim” (gordura) sanguíneo.

Já as fibras insolúveis, o pesquisador explica que são aquelas que não se dissolvem nem mesmo durante a mastigação e possuem como principais funções diminuir o tempo de trânsito intestinal, aumentar o bolo fecal e auxiliar na redução da ingestão calórica, pois oferecem alto poder de saciedade.

Para o pesquisador, no Brasil, são poucas as Tabelas de Composição de Alimentos disponíveis, no que se refere à fibra alimentar. Dentre eles, Aguiar destaca a Tabela de Menezes & Lajolo (2000) e Mendez et al. (1995). No Amazonas, os trabalhos disponíveis sobre a composição de fibras nos alimentos são do próprio pesquisador (2010).

A Tabela de Composição de Alimentos da Amazônia contém informações nutricionais dos alimentos da região e serve como uma ferramenta para auxiliar os profissionais de Saúde, em especial, os nutricionistas, no estabelecimento de dietas adequadas aos indivíduos. A tabela está na sua 3ª edição e é distribuída para hospitais, universidades, indústrias, entre outros.


Fonte: Portal Amazonia

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Setor de irrigação defende eficiência de tecnologias

Representantes da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) devem se reunir com o secretário de agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, para apresentar dados sobre as tecnologias de irrigação utilizadas no país e defender a eficiência desses métodos.
 
O encontro, agendado para a próxima semana, acontece num contexto de escassez de água em São Paulo e no momento em que a Secretaria de Agricultura está perto de anunciar uma restrição ao uso de água para a agricultura, com foco em plantações irrigadas nas bacias hidrográficas em situação crítica em relação ao abastecimento humano. 

De acordo com a secretaria paulista, cerca de três mil propriedades rurais devem ser afetadas pela restrição prevista para as bacias do Alto Tietê e do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), que abastece o sistema Cantareira. 
João Rebequi, vice­-presidente da câmara da Abimaq, diz que a entidade quer mostrar que o setor usa tecnologias que permitem um alto nível de eficiência, sem desperdício de água. 

Ele reconhece que a restrição de água para irrigação em São Paulo deverá afetar os negócios das companhias do setor, muitas delas instaladas no Estado.

"A irrigação não é a vilã, nem o pivô central", afirma Rebequi. Ele assegura que tanto o pivô central quanto outros métodos de irrigação, como microaspersão e gotejo, têm o mesmo nível de eficiência de aplicação ­ de 95% a 98%. Mas, embora não existam dados precisos, Rebequi admite que há no país alguns pivôs sem a manutenção adequada, que acabam tendo uma eficiência menor. Ele diz, no entanto, que alguns ajustes podem fazer com que esses pivôs passem a ter um melhor desempenho.

De acordo com levantamento de técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura, somente no entorno da bacia do Alto Tietê, existem seis pivôs ineficientes. Nesse caso, Rebequi diz que a câmara se compromete a "calibrar" esses pivôs para que atinjam nível de eficiência adequado.

O representante da Abimaq acrescentou que o número de equipamentos sem manutenção no país é baixo, uma vez que o uso dessa tecnologia exige uma estrutura complexa. Antes de instalar um pivô, o produtor precisa realizar projeto para obter a outorga de uso da água dos rios. "É difícil não fazer a manutenção, pois se gasta mais energia". 

Além disso, Rebequi afirma que os índices de irrigação ainda são pequenos no país em comparação com a área cultivada ­ apenas 5,2 milhões de hectares irrigados para uma área estimada de 56 milhões de hectares plantados, conforme dados compilados pela Abimaq, com base em estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele diz que existe potencial para chegar a 30 milhões de hectares. A câmara de irrigação da Abimaq reúne 40 empresas associadas.

Fonte: Valor Econômico/Diário de Mídia ABDI

Pisa da Uva atrai visitantes e turistas em São Roque/SP

Eles puderam degustar, auxiliar na colheita e conhecer detalhes do cultivo.Uva pisada vai virar vinho e turistas são convidados para voltar para beber.



A seca que castigou a região de São Roque (SP) no ano passado ajudou a deixar a uva mais docinha, já que a falta de chuva aumenta a concentração de açúcar na fruta. Para agradecer a boa safra, produtores da cidade estão em festa. No fim de semana, turistas participaram de um passeio, que é como uma volta ao passado.

O badalo do sino avisa que tem pastel de belém quentinho, já que o doce não pode faltar em um sítio de São Roque que faz uma festa típica portuguesa para comemorar a safra da uva. "É a nossa melhor safra de todos estes anos que nós estamos aqui. A uva está muito doce e, com certeza, nós vamos obter um bom resultado aí", explica o vinivultor Olivardo Saqui.

No sítio, a bebida é artesanal e são os turistas que ajudam a fazer, desde a colheita da fruta. "Um dia de produção no campo e a gente vai cumprir o processo completo, é a colheita, é a pisa e vamos fazer o vinho e vamos beber", se alegrou com a festa o empresário Carlos Airton.

O momento mais esperado da festa é a pisa na uva que foi colhida, pelos próprios turistas e visitantes, no campo. O objetivo é comemorar a safra da uva resgatando o passado, à forma como o vinho era produzido antigamente. A uva pisada vai virar vinho daqui a um ano e os turistas são convidados para voltar para beber o que eles ajudaram a produzir.

Os adultos se encantam com o resgate das tradições. "Foi minha primeira vez e é emocionante, muito bom. Melhor do que tomar o vinho", encanta-se José Bonaite. Já os mais novos são sinceros até demais, quando são perguntados da sensação de pisar na uva. "Nojenta", disse um menino de nove anos.

Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí

Prêmio Embrapa de Reportagem



O Prêmio Embrapa de Reportagem é concedido a profissionais de jornal, revista, TV, rádio e internet, cujo trabalho se destacou por haver tornado acessível ao público informações geradas pela pesquisa agropecuária.

Em sua 13ª edição, o Prêmio tem como tema o "Uso Sustentável da Água na Agricultura". A preocupação com o uso sustentável deste vital recurso tem mobilizado a pesquisa agropecuária e diversas instituições atuam na geração de conhecimento e tecnologias com este objetivo.

O período de inscrições começou em 25 de novembro de 2014 e termina em 25 de fevereiro de 2015. Participe! Saiba mais no regulamento e baixe a ficha de inscrição.



Maiores Informações e Inscrições  acessem o link: https://www.embrapa.br/premio-de-reportagem



Fonte: Embrapa