quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Faltam apenas 5 dias para término do prazo para entrega do ITR

Termina no dia 30 de setembro o prazo para entrega da declaração do ITR - Imposto Territorial Rural, relativo ao ano de 2015. O alerta é do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS para que os produtores não deixem para fazer o cadastro das informações na última hora.

Os produtores rurais precisam ficar atentos ao prazo e realizar a declaração com base em documentos que possam confirmar as informações prestadas. Para fazer a declaração o interessado deve acessar o site da receita federal e utilizar o Programa Gerador e logo em seguida, o Programa Receita Net, pelo link: http://www.receita.fazenda.gov.br. O pagamento do imposto pode ser parcelado em até quatro vezes, desde que cada quota não seja inferior a R$ 50,00.

O ITR é anual e pago por todo contribuinte, pessoa física ou jurídica, que possui imóvel rural. De acordo com Receita Federal, a declaração é composta pelo Documento de Informação e Atualização Cadastral (DIAC), onde os dados do imóvel e dos proprietários são atualizados junto à Receita e pelo Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT), relativo ao imóvel rural sujeito ao imposto.

Fonte: Famasul

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Santa Catarina produz a banana mais doce do Brasil

Região de Corupá conquista o selo de Indicação Geográfica (IG) reconhecendo a banana produzida nos municípios de Schroeder, Corupá, Jaraguá do Sul e São Bento do Sul como a mais doce do Brasil. Com o slogan “Banana de Corupá: doce por natureza”, a fruta se torna patrimônio regional e ganha destaque nacional e internacional.

O grande diferencial da banana produzida na região de Corupá é o sabor da fruta, que é mais doce do que as demais, além da cultura e o modo de produção dos bananicultores. O sabor único da fruta se deve a combinação do clima, relevo e temperatura da região. Com um tempo maior para se desenvolver e amadurecer, a banana acaba acumulando mais minerais e açúcares e é esse o segredo da banana da região de Corupá.

Com a Indicação Geográfica, toda banana produzida na região terá um selo de origem, que dará aos consumidores a garantia da qualidade diferenciada da fruta e aos produtores uma vantagem competitiva na busca por mercados. O secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que a banana da região de Corupá sempre teve um sabor diferenciado, porém a Certificação materializa essa vantagem e torna um atributo comercial.

“A Indicação Geográfica é um selo que valoriza a banana produzida na região de Corupá e incentiva os produtores a melhorarem cada vez mais já que terão acesso preferencial ao mercado nacional e a exportação. Sem dúvida este é um impulso para o desenvolvimento da bananicultura de Santa Catarina”, ressalta Spies.

Para que o bananicultor possa utilizar o selo de IG ele deverá estar vinculado a uma associação de produtores, com um corpo técnico que possa garantir a qualidade da fruta e se ela se enquadra nos requisitos necessários. De acordo a Associação de Bananicultores de Corupá (Asbanco), para que os consumidores saibam a origem da fruta e como ela foi produzida, haverá a rastreabilidade da banana da região.

Atualmente, Corupá é o maior produtor de banana do estado, com 155 mil toneladas por ano, envolvendo 600 famílias. Cerca de 10% da produção é exportada para Argentina e Uruguai. Em 2014, Santa Catarina produziu 710 mil toneladas da fruta, se tornando o quarto maior produtor nacional de banana.

Processo de Certificação

O processo para Certificação foi baseado em dossiês técnicos e científicos do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com estudos aprofundados sobre as condições naturais da região de Corupá e as características da banana produzida nos municípios de Schroeder, Corupá, Jaraguá do Sul e São Bento do Sul. Com o resultado em mãos, os produtores da região acionaram o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para obter o selo de Identificação Geográfica.

A Secretaria da Agricultura e da Pesca foi responsável por analisar os documentos e reconhecer oficialmente a delimitação geográfica da região formada por Corupá, Jaraguá do Sul e Schoroeder como a “Região da Banana de Corupá”.

O registro de Indicação Geográfica da Região da Banana de Corupá é um trabalho conjunto entre a Associação de Bananicultores de Corupá (Asbanco), Associação dos Bananicultores de Schoroeder (ABS), Associação dos Bananicultores de Jaraguá do Sul (Abajas) e Associação De Produtores Rurais De São Bento Do Sul (Aprosul)

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Abacaxi como diversificação das pequenas propriedades

O cultivo de abacaxi pode ser uma alternativa para aumentar a renda de produtores familiares de Astorga (PR). O clima favorável e a proximidade com mercados consumidores – Maringá e Londrina – favorecem a atividade. Um grupo de oito produtores já se organizou para analisar a implantação de cultivos no município além de participar de uma palestra técnica sobre a fruta, promovida pelo Instituto Emater e IAPAR. Assim, eles conheceram um pouco mais da cultura do abacaxi. 

De acordo com Wilson Lopes da Silva, técnico agrícola do Instituto Emater de Astorga, os produtores que participam do grupo também integram programas oficiais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Foi justamente por tomarem conhecimento da demanda dos programas que eles decidiram se informar sobre o abacaxi. “Eles viram que o abacaxi está entre as frutas demandadas pelos programas. Além disso, descobriram que 90% da fruta que abastece o mercado regional vem de Minas Gerais ou São Paulo. É uma oportunidade”, relata Silva.

O pesquisador Sérgio Colucci de Carvalho, do Iapar, falou aos produtores sobre aspectos econômicos, sociais e ambientais da produção de abacaxi. “A ideia é iniciar com alguns módulos de produção, atendendo inicialmente a demanda dos programas onde os produtores já estão inseridos e também o mercado local. Depois disso é preciso verificar como se comporta o mercado regional”, afirmou o pesquisador.

Em outubro, o grupo deve fazer uma visita a produtores de abacaxi do município de Santa Izabel do Ivaí, região de Paranavaí, que já lidam com a cultura. “A partir dessa conversa, queremos definir uma área mínima de cultivo para cada um dos interessados”, explicou Wilson Silva. A visita também deve sanar dúvidas dos produtores sobre o manejo e a condução da lavoura.

Programa de tratamento previne principais doenças e bactérias da batata e do tomate

A equipe técnica da DuPont desenvolveu um conceito inovador para a proteção das culturas de batata e tomate. Baseado nos fungicidas Equation®, Midas® e Kocide®, o Programa Top Bac mira o controle de doenças importantes mesmo nos períodos mais chuvosos. De acordo com a empresa, esses produtos agem com desempenho efetivo na prevenção da requeima e pinta-preta em ambas as culturas, bem como da mancha-bacteriana do tomate e da canela-preta da batata.

“A aplicação do Programa Top Bac em conformidade com as recomendações técnicas resulta em uma solução eficaz e permite proteção superior com melhor qualidade das lavouras”, salienta Luís Grandeza, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da DuPont.

De acordo com o agrônomo, a mancha-bacteriana do tomate (Xanthomonas vesicatoria) resulta em perdas da ordem de 30% da produção, ocorrendo em todos os estágios de desenvolvimento da planta. Uma vez instalada em frutos novos, a mancha-bacteriana provoca deformação e queda”, diz o gerente da DuPont.

Grandeza acrescenta que a canela-preta da batata (Ervinia carotovora), é causada por bactérias que degradam as paredes celulares das plantas e ocasionam o colapso dos tecidos, conferindo aos tubérculos e ramas afetados o aspecto amolecido. “As perdas causadas pela ação dessas bactérias são estimadas entre 10% e 40% na fase de desenvolvimento da cultura, podendo chegar a até 100% durante o armazenamento”, observa Grandeza.

De acordo com o executivo, a requeima (Phytophtora infestans) é considerada uma das principais doenças da batata e do tomate, pelos danos que pode causar à produção. Sua ocorrência é associada às baixas temperaturas e à elevada umidade do ar. Os sintomas são pequenas manchas de cor verde de difícil detecção nos primeiros dias. Se não controlada preventivamente, diz Grandeza, torna-se difícil para o agricultor deter a doença após o surgimento.

Com potencial igualmente danoso, a pinta-preta (Alternaria solani) também aparece nos períodos de temperaturas elevadas e alta umidade. O fungo ataca toda a parte aérea da planta, além dos pecíolos e do caule. As partes atingidas são reconhecidas pelo surgimento de pequenas manchas escuras. Muitas vezes, observa Grandeza, a pinta-preta e a requeima surgem ao mesmo tempo nas lavouras.

Chegada da primavera estimula polinizadores e aumento da produção de culturas agrícolas

Café e laranja são algumas das culturas beneficiadas


O período mais bonito e florido do ano começou. A estação, que tem como principal característica a formação de belas paisagens, é o pico das floradas e o início da época de reprodução de muitas espécies de árvores e plantas, além de promover o aumento das colônias de polinizadores. Em algumas culturas, a polinização possibilita a elevação de até 95% na produção.

Não é à toa que a primavera marca o período mais feliz do ano para o apicultor, meliponicultor e agricultor. “Nessa época os criadores levam suas colônias a determinadas plantações, como as de café e laranja, para que suas abelhas colham néctar, polinizem as flores e, consequentemente, produzam mel”, explica Cristiano Menezes, Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e conselheiro da A.B.E.L.H.A. “O agricultor, por sua vez, obtém aumento na colheita e garante frutos de maior qualidade”, completa. 

Esse fenômeno acontece porque a partir da primavera os polinizadores têm alimento abundante e temperaturas agradáveis até fim do outono, em maio. Segundo o artigo “Pollinator dependence of Brazilian crops and economic value of pollination service”, da pesquisadora Tereza Cristina Giannini, isso possibilitará que a produção de café, soja, algodão, morango e laranja aumente cerca de 25%. Já a produção de maçã pode crescer até 65% e a de melão, aproximadamente 95%

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Citros/Cepea: Laranja pera é negociada acima dos R$ 30,00/cx

As lavouras de laranja do estado de São Paulo estão em “pico de safra” e os preços da fruta são negociados pelo dobro do valor verificado no mesmo período do ano passado. Segundo dados do Cepea, na parcial de setembro (até o dia 22), a média da pera de mesa é de R$ 25,92/cx de 40,8 kg, 97% acima do valor setembro/15, em termos nominais.

Alguns negócios são fechados acima dos R$ 30,00/cx de 40,8 kg. O impulso aos valores na roça vem da oferta limitada no estado paulista, da demanda aquecida no mercado de mesa, da forte absorção de laranja pera pelas indústrias paulistas e dos volumes já comprometidos em contratos de curto e médio prazos. A expectativa é que os valores avancem ainda mais até o fim desta safra, já que boa parte dos produtores aposta em escassez da variedade.

Fonte: Cepea/Esalq

Deficientes visuais visitam Unidade Demonstrativa de produção integrada de morango

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Um grupo de deficientes visuais visitou uma Unidade Demonstrativa Central do Programa de Produção Integrada de Morango (PIMo), localizada no Parque do Morango Duílio Maziero em Atibaia, SP, em 17 de setembro. Foi a primeira vez que conheceram um projeto como esse e, principalmente, uma plantação de morangos.

O grupo, composto por doze deficientes visuais e doze "videntes" - guias que os acompanham, além de representantes da Secretaria de Turismo da Prefeitura de Atibaia, foi recebido por Osvaldo Maziero, produtor e presidente da Associação dos Produtores de Morangos e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região, com sede no Parque.

Maziero contou a história de sua família e sua relação com o cultivo de morango, e ao entrarem nas estufas, explicou como é realizado o processo do cultivo, desde a escolha das mudas até a colheita do fruto, ressaltando as práticas agrícolas mais sustentáveis realizadas conforme o manejo preconizado pela PIMo.

Segundo Fagoni Calegario, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), coordenadora de projeto sobre PIMo, dentre essas práticas, destaca-se a anotação de todos os procedimentos em cadernos e campo, rastreabilidade, cuidados com a higiene e priorização do controle biológico são algumas das práticas que diferenciam o sistema e o morango obtido.

Durante as explicações, os visitantes se mostraram interessados, curiosos, fizeram várias perguntas em relação à plantação, produção e colheita do fruto. Ao longo da visita, puderam tocar nos morangos, sentir o fruto, sua folhagem, e também puderam degustar a fruta direto do pé.

Ao final do passeio, saborearam um suco de morangos colhidos na hora. Como forma de agradecimento pela receptividade, dois membros do grupo cantaram algumas músicas, entre elas, Asa Branca, de Luiz Gonzaga.

"Foi a primeira vez que recebemos a visita de deficientes visuais em uma lavoura da PIMo e, tanto para eles quanto para os integrantes do Programa, a experiência foi muito interessante, emocionante e enriquecedora", destaca Maziero.

Esta foi uma iniciativa da Secretaria de Turismo do Município de Atibaia.

Fonte: Embrapa

Sistema de plantio direto se consolida na região do cerrado brasileiro

A abertura oficial da 15ª edição do Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha – 15 ENPDP foi realizada na noite do dia 20 de setembro, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG) – Campus Samambaia (Goiânia/GO).

A mesa de abertura foi composta por Alfonso Sleutjes - diretor presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp); José Mário Schreiner – presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás Faeg); Orlando Afonso Vale do Amaral - reitor da Universidade Federal de Goiás, Flávio Breseghello, chefe geral da Embrapa Arroz e Feijão; Nelson Ramos – representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Pedro Arraes – presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária de Goiás (Emater/GO); Rubens de Souza Andrade – representante da Itaipu Binacional, Miguel Carballau – presidente da Confederação das Associações Americanas para a Agricultura Sustentável (CAAPAS), Rocq Dechen - presidente da Fundação Agrisul; e, Bartolomeu Brás Ferreira – presidente da Aprosoja Goiás.

O encontro, que vai até o próximo dia 22 de setembro com o dia de campo sobre plantio direto e gases de efeito estufa, a ser realizado na Fazenda Capivara, sede da Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO) conta com a participação de 600 representantes dos diversos segmentos da agropecuária, instituições públicas e privadas, professores e estudantes universitários, técnicos e extensionistas, consultores e produtores rurais de diversas regiões do país.

A edição deste ano traz como tema central ‘Palha, Ambiente e Renda' e busca levantar aspectos para a melhoria da produção e renda agropecuária e debater sobre o Sistema Plantio Direto (SPD), que possibilita a conservação do solo e a melhoria da produção, além de diminuir seu custo.

A rotação de culturas, o controle biológico de pragas e doenças, a fertilidade do solo, o estresse hídrico, a mecanização agrícola e os sistemas integrados de produção são alguns dos temas que estão sendo debatidos na programação.

A conferência de abertura foi proferida pelo analista financeiro, Miguel Daoud, que debateu sobre as "Oportunidades e desafios no agronegócio", tanto no contexto global, quanto nas decisões de governo e outros fatores que influenciam os setores produtivos do Brasil e as decisões de negócios na indústria e agronegócio.

Para Flávio Breseghello, o plantio direto é uma das tecnologias necessárias que, junto com outras tecnologias, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a fixação biológica de nitrogênio e a utilização de microrganismos benéficos à produção são condições importantes para a conservação do solo e melhoria da produtividade. "Estas ações estão sendo discutidas, também, em outros segmentos e instituições, indicando que estas coisas estão acontecendo".

Pedro Arraes, em sua apresentação de boas vindas aos participantes, destacou que o Brasil tem um papel muito importante na pesquisa em agricultura tropical e que muito temos, ainda, que pensar e avançar na conservação ambiental, na biodiversidade, na produtividade de alimentos sustentáveis, nas pesquisas que estão sendo feitas e que tragam benefícios, efetivamente, para todos".

Em 1996, o ENPDP ocorreu em Goiânia e teve uma abrangência para toda a região Centro-Oeste e outros estados do país, como Tocantins, Bahia, Piauí. Na época, os agricultores e técnicos se reuniram para discutir e trocar experiências sobre a adoção do Plantio Direto que apresentava diversos desafios. A erosão do solo, a dificuldade de formação de palhada, as poucas alternativas de cultivos e a deficiência de máquinas e equipamentos configuravam entre os principais entraves ao avanço do plantio direto.

Agora, após 20 anos, de volta a Goiânia, o Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha consolida na região do cerrado a proposta de viabilizar a conservação do solo, a melhoria e estabilidade da produtividade com redução dos custos de produção. Foi com a adoção do sistema de plantio direto (SPD) nestas condições de clima e solo que se difundiu, por exemplo, propostas de cobertura viva e as atividades agropecuárias integradas.

Atualmente os desafios são outros e mais complexos, como a resistência de plantas daninhas ao controle de herbicidas, novas pragas e doenças, instabilidades climáticas. Porém, da mesma forma, surgem inovações que devem ser avaliadas, validadas e difundidas. O conceito de SPD se ampliou, e hoje se aplica em todas as atividades agropecuárias e nos diferentes cultivos, como feijão, arroz, milho, sorgo, trigo, hortaliças, cana-de-açúcar, café, pastagens.

Fonte: Embrapa

Setor produtivo de Mato Grosso pede redução de juros e controle da inflação para produzir mais

Lançamento ocorreu na Safra 2016/2017 em Sinop na manhã na última quinta-feira (22/09)

As plantadeiras em Mato Grosso entraram no campo para semear a soja 2016/2017 com pedidos de controle da inflação, redução das taxas de juros e que o Governo Federal cuide do produtor rural. Assim foi marcado o lançamento da Safra 2016/2017 em Sinop na manhã desta quinta-feira, 22 de setembro, com a presença do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entidades ligadas ao setor produtivo, produtores, pesquisadores, entre outros.

As projeções para Mato Grosso são de 29,8 milhões de toneladas para serem colhidas na safra que iniciou na última semana. O volume pode ser considerado recorde, porém de acordo com o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, o resultado caso se concretize não significa que será espetacular, pois a questão é que a safra 2015/2016 foi ruim. 

A soja, como destacou o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin, é uma das principais commodities do Brasil, juntamente com milho, algodão e carne bovina. “É o que tem segurado a Balança Comercial. Mato Grosso tem passado por frustações com a quebra das safras de soja e milho. São cerca de nove milhões de toneladas que deixamos de produzir entre as duas culturas em decorrência ao clima e no Brasil as perdas chegam a quase 20 milhões de toneladas. Precisamos de crédito para a próxima safra. Precisamos que o Governo Federal cuide mais dos nossos produtores”.

O cuidado com os produtores rurais também foi endossado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado. “O Blairo Maggi está fomentando a produção do Brasil, mas precisamos ser mais competitivos. Uma das melhores políticas públicas que o Brasil pode fazer é controlar a inflação e reduzir os juros. Isso pode impulsionar a produção brasileira”.

Prado pontuou que há produtores no país em dificuldades, mesmo que ainda estejam contribuindo com a Balança Comercial. “Os bancos estão mais seletivos na hora de liberar o crédito. Acreditamos que essa será a maior safra. Esperamos que o clima ajude”.

O grande desafio do Brasil hoje é transformar a pujança do setor produtivo rural em qualidade de vida, renda e emprego. “O que se tem visto é que mesmo com as dificuldades enfrentadas o Brasil é competitivo. Além de não atrapalhar o setor, queremos é ajuda-lo. O Plano Agro + vem para desburocratizar”, declarou o ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki.

Cuidar dos produtores rurais, como foi solicitado pelo próprio setor, já é uma das orientações do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, de acordo com o secretário de Políticas Agrícolas, Neri Geller. “Não só do produtor, mas como de toda a cadeia produtiva. Não foram só os produtores que sofreram com a quebra da safra passada”. Geller salientou que o Governo Federal, por meio do Ministério, tem feito o possível para auxiliar o setor produtivo brasileiro, tanto que conseguiu realocar R$ 100 milhões de recursos para o seguro rural. 

Mercado descoberto

A abertura de mercado externo para as commodities brasileiras, principalmente para a Ásia, foi um dos pontos destacados durante o lançamento da safra 2016/2017 em Sinop, nesta quinta-feira. Conforme o ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, o ministro Blairo Maggi deverá no próximo dia 27 de setembro apresentar um balanço da Missão Ministerial e Empresarial para a Ásia, que teve início no dia 30 de agosto.

“O mercado estava bastante descoberto. Irá nos trazer mais competitividade”, pontuou o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan.

Fonte: Olhar Direto

Água na medida certa: irrigação no período de chuva?

A grande e rápida demanda por alimentos e energia tem requerido métodos para identificar as mais apropriadas regiões e tipos de manejo para uma agricultura eficiente. O período de déficit hídrico pelo qual o Brasil passou em 2015 foi um dos maiores responsáveis pela queda na produção e, consequentemente, no aumento do preço para o consumidor final.

Mas e nos períodos de chuva? Como fica a questão da irrigação? Essas são algumas das questões que rondam os produtores. Para auxiliá-los, o gerente agronômico da israelense Netafim, Carlos Sanches, listou alguns pontos de atenção para facilitar o entendimento sobre a importância da irrigação também nos períodos em que há água em abundância.

Muitos agricultores se esquecem do fato de que a planta não precisa apenas de água para o seu desenvolvimento e produção: a nutrição é fundamental. Nesse sentido, a Netafim oferece a técnica de nutrirrigação, que leva nutrientes junto com a água na quantidade certa diretamente na raiz da planta. “Assim como nós, as plantas preferem se alimentar em pequenas quantidades e no momento exato. Além disso, as técnicas permitem economia na lavoura já que não desperdiça água, insumos e tempo”, afirma o gerente lembrando que “Há casos na ordem de até 200% superior de produtividade”.

O clima úmido também deixa o ambiente propício ao surgimento de doenças, principalmente as causadas por fungos. Um exemplo dela é o Oídio, doença causada pelo fungo Sphaerotheca macularis presente praticamente em todas as áreas de cultivo do país que causa podridões nos caules e nas raízes. Para seu combate, o indicado são produtos à base de enxofre. Para auxiliar o produtor, o sistema de irrigação por gotejamento permite a utilização de defensivos agrícolas nas tubulações sem o risco de contaminação da área e do produtor, garantindo a segurança da lavoura e do profissional. “Nosso sistema não é só pra irrigar. Queremos revolucionar a irrigação no mundo para um futuro sustentável, de forma que o homem do campo passe a enxergar o sistema como forma de nutrição e proteção”, finaliza Sanches.