sábado, 16 de julho de 2016

Retorno da chuva beneficia culturas de inverno no RS

A chuva, que voltou ao Rio Grande do Sul na última semana, beneficiou os produtores de trigo, canola, cevada e linhaça, alguns dos cultivos típicos do inverno no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14/07), as lavouras de trigo, principal grão da estação, já estão em fase final de implantação, restando poucas áreas para serem semeadas no Sul e nos Campos de Cima da Serra. Com a regularização da umidade do solo, devido ao retorno das precipitações, os produtores intensificaram os trabalhos de plantio, cobrindo 88% da área projetada para este ano. 

"A umidade do solo vem propiciando também a retomada de um desenvolvimento vegetativo mais vigoroso da cultura do trigo, que estava paralisado pela falta de umidade no solo", comenta o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura. Com as condições propícias, os produtores retomaram a aplicação de fertilizante nitrogenado em cobertura e de herbicidas, para o controle de ervas. 

Os extensionistas da Instituição registraram uma boa emergência nas áreas que continham sementes de trigo no solo, esperando por melhores condições de germinação. Entretanto, algumas lavouras apresentam stand variável de plantas, fruto das condições inadequadas de umidade no solo quando da semeadura, mas a situação segue sendo considerado satisfatória na média para o Estado, podendo ser totalmente recuperado, caso as precipitações ocorram de maneira regular e com baixa intensidade. 

A chuva que ocorreu na semana que passou ativou o crescimento das plantas e favoreceu o controle de invasoras nas plantações que canola, que estão majoritariamente na fase de desenvolvimento vegetativo. Segundo a Emater/RS-Ascar, também favoreceu a intensificação da aplicação de nitrogênio em cobertura nas áreas semeadas no início de maio.

A cultura da cevada, que sofreu com a falta de umidade do mês de junho, principalmente nas áreas mais arenosas, apresentando plantas descoloridas e de pequeno porte, encontra-se na fase de desenvolvimento e em estágio vegetativo, com boa sanidade. 

Nas áreas cultivadas com linhaça na região das Missões, após as chuvas ocorridas, percebe-se boa reação da cultura, já que a semeadura muito próxima da superfície do solo propiciou a retomada do desenvolvimento das sementes que não haviam germinado. Logo após a primeira chuva, os técnicos da Emater/RS-Ascar e produtores conseguiram verificar a formação das linhas e a possibilidade de um estande satisfatório de plantas. A estimativa de produtividade está entre 900 e 1.200 kg/ha.

Fonte: Emater - RS

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Embrapa promove curso sobre ácaro-vermelho-das-palmeiras em Conde, Bahia

A Embrapa Tabuleiros Costeiros promove nesta sexta-feira (15/07) curso de capacitação sobre o ácaro-vermelho-das-palmeiras, uma nova praga que atinge os coqueiros no Brasil. O evento acontece no na Câmara de Vereadores do município de Conde (Bahia) com visita em propriedades rurais e demonstração de técnica de amostragem simples e eficiente.

O curso, ministrado pela pesquisadora Joana Maria Santos Ferreira, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, realizado em parceria com a prefeitura e a Secretaria do Municipal do Meio Ambiente de Conde, tem início às 8h e abordará o reconhecimento, introdução e distribuição do ácaro em território nacional, biologia, danos e ações de monitoramento visando a detecção e mapeamento da praga no estado da Bahia. 

O ácaro-vermelho-das-palmeiras Raoiella indica Hirst (Acari: Tenuipalpidae) é uma praga quarentenária já presente no Brasil, nos estados de Roraima, Amazonas, Pará, Ceará, Alagoas, Sergipe e São Paulo.

"Ainda foi não relatada a presença do ácaro-vermelho-das-palmeiras no estado da Bahia talvez pelo desconhecimento da existência da praga", acredita a pesquisadora. 

Segundo ela, nos países onde ocorre, é considerada uma das principais pragas de palmeiras (91 espécies) entre as quais, o coqueiro, além de plantas ornamentais e da bananeira, pelo seu alto potencial de dispersão e reprodução. Essa praga, em geral, forma grandes colônias na face inferior das folhas/folíolos provocando provocando amarelamento e secamento das folhas, definhamento da planta e perdas na produção.

Fazem parte da equipe organizadora, os pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros Joana Maria Santos Ferreira, Humberto Rollemberg Fontes e Edson Eduardo Melo Passos e Cláudio Teles, secretário do Meio Ambiente.

Serviço:
Curso de capacitação sobre o ácaro-vermelho-das-palmeiras: nova praga de coqueiro no Brasil
Data: 15/07/2016
Local: Câmara de Vereadores do município de Conde (Bahia), de manhã e visita às propriedades à tarde.

PROGRAMAÇÃO

8:00 às 9:00 hs Credenciamento e abertura 

9:00 às 10:20 hs Nova praga do coqueiro: Reconhecimento, introdução e distribuição em território nacional, biologia e danos do ácaro-vermelho-das-palmeiras Raoiella indica. 

10:20 às 10:40 hs Intervalo 

10:40 às 12:00 hs Ações necessárias de monitoramento para detecção e mapeamento da praga no município e ações preliminares de controle. Importância do envolvimento do Órgão de Defesa Fitossanitária Estadual no mapeamento da praga nas zonas produtoras de coco do Estado da Bahia. 

12:00 às 14:00h – intervalo do almoço

14:00 às 18:00h – Amostragem da presença do ácaro em propriedades do município e demonstração de uma técnica de amostragem simples e eficiente.

Fonte: Embrapa

Fabricação de banana passa é destaque no Estado do Espírito Santo

O sonho de autonomia e geração de renda virou realidade para um grupo de mulheres da comunidade de Cachoeirinha, em Cariacica. O grupo 7M organizou-se para a produção da banana passa e destaca-se com sua produção de cerca de 2,5 toneladas por ano. A produção atende mercados variados, desde o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) até à empresa de chocolates Le Chocolatier.

De acordo com uma das integrantes do grupo, Vera Lúcia Monteiro Barcelos, o interesse pelo processamento da banana vem da década de 1990. “Muitas mulheres da comunidade trabalhavam na roça, onde tinha muito banana. Porém, como não se consumia nem vendia tudo, muita banana era perdida, pois estragava. Então, pensamos em fazer o aproveitamento dessa fruta”, contou Vera.

Ela explicou que nesse período foi criada a Associação de Mulheres Rurais das Comunidades de Cachoeirinha e Sabão, incentivada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), à época, Emater. “Na Associação, reunimos o grupo das mulheres que queriam trabalhar com banana passa e nos organizamos. Éramos sete mulheres, por isso o nome Grupo 7M”, disse a produtora.

Agroindústria: autonomia e geração de renda
Após a participação em cursos de processamento de banana, elas começaram a produzir banana passa de maneira caseira. Em 2006, as mulheres de Cachoeirinha financiaram, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a aquisição de uma estufa. Já em 2013, a agroindústria foi legalizada, recebendo o Selo de Inspeção Municipal (SIM).

Atualmente, o Grupo 7M produz, além da banana passa, banana chips, bombom de banana e farinha de banana. Os nichos de mercado são feiras e eventos sazonais, algumas lojas na Grande Vitória, o espaço de economia solidária organizado pela Prefeitura Municipal de Cariacica, além dos mercados institucionais e da empresa Le Chocolatier, para quem comercializam a banana passa.

Além disso, elas atendem mercados institucionais. Elas comercializam em torno de 216 kg de banana passa para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o que gera uma renda em torno de R$ 6.492 por ano. Já a comercialização para o PNAE gera R$ 13.302 anuais para o grupo. Ao todo, o grupo comercializa 2.400 quilos de banana passa ao ano.

O Grupo 7M compra cerca de 12 toneladas de banana dos produtores do município de Cariacica, anualmente, sendo um importante foco de movimentação da economia local. A renda mensal para o Grupo é de, aproximadamente, R$ 1.500.

“Depois da organização do grupo, nossa vida melhorou bastante. É muito bom ver uma atividade nossa crescer. Somos mulheres mais valorizadas, pois comprovamos que temos a capacidade de fazer. Hoje somos reconhecidas e isso é gratificante”, afirmou Vera.

Produção de banana em Cariacica
De acordo com o chefe do escritório local do Incaper em Cariacica, Rodgers Barros, existem, aproximadamente, 441 produtores de banana no município, sendo 40 produtores orgânicos. A área plantada de banana é de 740 hectares e a estimativa de produção é de 4.745 toneladas.

“Buscamos incentivar a produção de banana no município de Cariacica por meio de diversas ações, entre elas estão a distribuição de mudas de outras variedades, além da Prata, o apoio na organização da Festa da Banana, nas comunidades de Cachoeirinha e Roda D’água, com premiação dos cachos com o maior peso e melhor qualidade, e a introdução de variedades de banana resistentes à Sigatoka Negra”, explicou.

Também são realizados dias de campo, dia especial, encontros, visitas técnicas, excursão e cursos em outros municípios. “A produção de banana orgânica também é incentivada, bem como a inclusão dos produtores nos Programas de Aquisição de Alimentos e Alimentação Escolar”, disse Rodgers.

Maggi reafirma importância das câmaras setoriais e temáticas

O ministro Blairo Maggi coordenou nesta quarta-feira (13) reunião com 19 câmaras setoriais e temáticas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em uma semana, este foi o segundo encontro do ministro com os representes do setor produtivo – o primeiro ocorreu no último dia 7. O objetivo foi o de ouvir as reivindicações das diferentes cadeias do agronegócio e informá-las sobre as prioridades da gestão Maggi: ampliação do mercado internacional para os produtos agropecuários brasileiros, desburocratização do Mapa e diálogo permanente com o setor agrícola.

“Os representantes das câmaras têm muito a contribuir para a agropecuária brasileira”, disse o ministro, ao destacar a importância do setor na formulação de políticas públicas. Maggi reforçou ainda que é fundamental ter um relacionamento transparente com a cadeia produtiva do agronegócio: “Vamos dizer o que podemos fazer [em relação às demandas] e o que não podemos fazer.”

De acordo com Maggi, as câmaras setoriais e temáticas também são essenciais para colaborar com a organização do setor agropecuário. “A organização vai nos ajudar a superar as dificuldades”, ressaltou.

Importação de fertilizantes aumenta 20% em junho

O Brasil importou 1,95 milhão de toneladas no último mês de junho, o que representa um aumento de 20% em relação ao mês anterior (1,63 milhão de toneladas). De acordo com o Portal GlobalFert, os insumos intermediários fosfatados apresentaram queda de 1%, enquanto os nitrogenados tiveram alta de 14% e os potássicos subiram 37%.

Em relação a junho de 2015, o aumento foi de 9% nas compras externas. No acumulado de 2016 foram movimentadas nos portos do país 8,81 milhões de toneladas, aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o GlobalFert, o principal porto de entrada em junho foi Paranaguá, com 49% das importações de fertilizantes, seguido pelo Porto de Santos, com 11% do volume, e pelo Porto de Rio Grande, com 11%.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Embrapa realiza evento de negócios sobre o aproveitamento sustentável da biodiversidade brasileira

O aproveitamento racional e sustentável das diferentes espécies nativas do Brasil é uma preocupação constante do governo, das indústrias que utilizam matérias-primas da biodiversidade brasileira e da sociedade em geral. Alimentos, cosméticos, perfumaria, medicamentos, inoculantes, fibras e resinas são alguns dos produtos do nosso dia-a-dia que utilizam estas matérias-primas.

Para conhecer melhor e refletir sobre os aspectos que envolvem o mercado de espécies nativas brasileiras, a Embrapa promove, em setembro de 2016, o Workshop Nichos de mercado para o setor agroindustrial com o tema "Espécies nativas do Brasil: conhecimentos, tecnologias e negócios", organizado pela Embrapa Produtos e Mercado, em parceria com a Unicamp.

O objetivo é proporcionar a articulação e discussão entre os participantes, identificar as oportunidades de negócios relacionados às cadeias produtivas de nichos, com enfoque em produtos advindos de espécies nativas, além de promover a cooperação entre os participantes e a Embrapa, criando alternativas de ampliação desse mercado e a inserção de novos empreendedores no segmento.

Na dinâmica do workshop, serão apresentadas palestras, estudos de caso e debates sobre oportunidades de mercado para produtos da biodiversidade brasileira, políticas públicas para o aproveitamento responsável destes produtos, bem como o conhecimento sobre o uso de matérias-primas de espécies nativas como frutas, castanhas, palmito, peixes e recursos florestais não madeireiros nativos e sua aplicação na indústria de alimentos, incluindo o setor de sorvetes e nas indústrias de cosméticos e fragrâncias.

Dentro do contexto do evento estão programados espaços e intervalos para a articulação de empresas públicas e privadas envolvendo negócios com espécies nativas, seus processos, tecnologias e conhecimentos. Na programação estarão presentes profissionais da indústria, da produção rural, dos setores de alimentos, recursos florestais e cosméticos, pesquisadores e técnicos de centros de pesquisa da Embrapa e representantes do Governo.

Os públicos-alvo do Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial são empresários e industriais do setor agrícola e afins, distribuidores varejistas e atacadistas, produtores rurais, representantes do setor de produção de sementes e mudas, profissionais da área de gastronomia, empreendedores, agentes de instituições de fomento, agentes de órgãos reguladores, formadores de opinião e estudantes universitários.

O evento conta com o apoio institucional da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Essenciais, Produtos Químicos Aromáticos e Afins (ABIFRA), Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS).

As inscrições para o Workshop e informações detalhadas estão disponíveis no site: 

Serviço:

Evento: Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial

Tema do Evento: Espécies nativas do Brasil: conhecimentos, tecnologias e negócios

Data: 21 e 22 de setembro de 2016.

Horário: 8h00 às 18h00.

Local: Auditório 5 FCM/Unicamp

Endereço: Rua Albert Sabin. s/nº – Cidade Universitária "Zeferino Vaz"

Distrito de Barão Geraldo - Campinas, SP


Projeto de EMATER-MG e UFLA pode inserir novas variedades de marmelo em Minas Gerais

Uma parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA) pode garantir a inserção de novas variedades de marmelo em Minas Gerais. Tudo vai depender do resultado de um trabalho conjunto entre as instituições em seis municípios mineiros.

A experiência vai envolver a implantação e o acompanhamento de unidades de demonstração e observação da cultura a partir de sete tipos da frutífera, que serão plantadas inicialmente, em áreas rurais do Sul, Campo das Vertentes e Norte do Estado. O primeiro passo foi dado. A Ufla já distribuiu cultivares de mudas de marmelo a produtores dos municípios de Cambuí, Arantina, Marmelópolis, São João do Paraíso, Santo Antônio do Retiro e Montezuma.

Cada um dos produtores selecionados por extensionistas da Emater-MG, receberam em média um kit de 14 mudas de marmelo das variedades Portugal, Smyrna, Mendoza, Provence, Fuller, Pera e Alongada. “Alguns produtores receberam mais, pois têm áreas de plantio maiores”, ponderou o coordenador técnico regional de Fruticultura da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Deny Sanábio.

Segundo o coordenador, toda a marmelocultura do estado mineiro está concentrada na produção da variedade Portugal, o que justifica o interesse em desenvolver novas cultivares da fruta. “Contar só com uma variedade traz risco para a atividade. Então de posse do desenvolvimento de novas variedades, a universidade nos procurou para testar o comportamento de outros tipos, em diferentes condições de clima, solo, e região”, explicou.

De acordo o coordenador, os produtores já estão preparando as covas para o plantio que deverá ocorrer até o final de julho ou começo de agosto. “Depois de preparadas, as covas devem ficar pelo menos um mês para curtir o adubo e esterco que foram colocados”, ressalta, acrescentando que “a produção de frutos deve ocorrer a partir do terceiro ano pós plantio, por se tratar de uma muda de desenvolvimento mais lento”.

Ainda segundo o engenheiro agrônomo, durante o período de crescimento das mudas, os tratos culturais serão mantidos pelos agricultores, sob a supervisão dos extensionistas. Os técnicos vão usar as unidades para promover dias de campo e outros eventos. “As propriedades deverão estar com a porteira aberta para fazermos visitas, acompanhamentos, anotações e levar outros produtores. As observações e demonstrações serão repassadas aos professores para análises e posterior envolvimento deles no processo. Vamos avaliar peso, rendimento e produtividade. Testar qual fruto tem o ponto e liga melhor para a fabricação de doce, uma vez que o marmelo tem, prioritariamente, essa finalidade”, informou.

Para o coordenador da Emater-MG, as unidades demonstrativas e de observação vão beneficiar todos os participantes da pesquisa. “O produtor vai receber as mudas, cuidar delas e a produção vai ser dele para comercializar. A universidade vai ganhar com a extensão, já que vamos testar em campo as variedades. E para o extensionista da Emater também vai ser bom, pois ele vai ter o respaldo dos resultados do experimento e assim poderá indicar o que for melhor para a formação de pomares na região.

Produção em Minas

Apesar do ponto de estagnação em que se encontra, a cultura do marmeleiro antecedeu em importância econômica à do café, constituindo o primeiro produto de exportação paulista, ainda nos tempos coloniais. Dados da Emater-MG, tendo por base a safra agrícola estimada para 2016, apontam que Minas Gerais tem uma produção anual de 339 toneladas de marmelo, ocupando uma área total de 47,5 hectares. A fruta tem como centro de origem o Oriente Médio, de clima temperado, e bastante exigente em tratos culturais. O plantio é feito por estacas enraizadas dos cultivares eleitos para exploração.

Os frutos raramente são consumidos in natura, sendo industrializados para a produção de marmelada, mas podendo ser usados em geleias, sopas, licores, xaropes e em pratos salgados finos. Um dos seus componentes do marmelo, a pectina, pode ser empregada em produtos farmacêutico e de perfumaria.

Outras frutas

Deny Sanábio explica ainda que o trabalho da Emater-MG e Ufla não vai ficar restrito ao cultivo do marmelo, mas também a outras frutas de clima temperado. “Iniciamos com o marmelo, mas nossa intenção é pesquisar outras cultivares. Já está combinado que os mesmos sete produtores que receberam as mudas de marmelo vão receber em novembro, mudas de pera. À medida que for tendo interesse dos pesquisadores e professores das universidades, a gente vai estendendo para outras culturas”, revela o coordenador da empresa mineira de extensão rural.

Fonte: Emater - RS

Fundecitrus e Fapesp fazem evento para celebrar queda do índice de CVC

O Fundecitrus realizou evento em conjunto com a Fapesp, na sede da fundação, nesta quarta-feira (13), em São Paulo, para celebrar a queda da incidência da Clorose Variegada dos Citros (CVC) e a influência dos projetos apoiados pelas duas instituições para o controle da doença.

O gerente geral do Fundecitrus Juliano Ayres falou sobre os impactos das pesquisas para conter o avanço das pragas e doenças que afetam a citricultura. E também apresentou os resultados do levantamento 2016 da CVC que mostraram que a doença se tornou secundária, com apenas 3,02% de plantas contaminadas no parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais, o que representa uma queda de mais de 50%, em relação ao ano passado.

“Esse resultado é fruto da eficiência dos nossos pesquisadores e do apoio da Fapesp que possibilitaram que uma doença, que já causou mais de 1 bilhão de prejuízos para o setor citrícola, se tornasse praticamente inexistente”, afirmou Ayres.

O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, falou sobre a importância das parcerias entre os setores público e privado para que casos de sucesso, assim como o da CVC, sejam alcançados. “É de grande importância que as instituições privadas e públicas caminhem lado a lado no desenvolvimento de pesquisas. Um sinal desse sucesso é o resultado do levantamento que aponta a queda da doença e que mostra que a ciência pode fazer a diferença no mundo real”, disse Cruz.

O encontro também contou com a presença dos pesquisadores atuantes em projetos sobre a doença: Silvio Aparecido Lopes (Fundecitrus), Jesus Aparecido Ferro (FCAV/Unesp), João Roberto Spotti Lopes (Esalq/USP) e Bergamin Filho (Esalq/USP), que fizeram apresentações sobre os avanços no conhecimento para o controle da CVC.

Fonte: Fundecitrus

CVC atinge apenas 3% da citricultura


A doença Clorose Variegada dos Citros (CVC), também conhecida como “amarelinho”, considerada a maior ameaça da citricultura na década de 1990 está praticamente extinta dos pomares de laranja do maior parque citrícola do Brasil, que engloba 349 municípios de São Paulo e Minas Gerais. Segundo o Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, a doença afeta apenas 3,02% das laranjeiras, o menor índice desde que o levantamento começou, em 1996.

A macrorregião Sul é a mais afetada, com 6,26% das plantas doentes, seguida da Noroeste com 5,04%. As regiões Centro e Norte têm, em média 2% de árvores com CVC e a região Sudoeste, a mais nova produtora do parque citrícola, tem apenas 0,16% de incidência. Esse e um caso emblemático de sucesso da parceria do setor público e privado que serve de exemplo para o controle de outras doenças de citros.

A CVC foi identificada pela primeira vez no mundo em pomares paulistas, em 1987, e chegou a atingir 43,8% das laranjeiras, em 2004. O total desconhecimento sobre a doença levou a erradicação de mais de 100 milhões de laranjeiras, desde o seu primeiro relato, e perdas de produção de mais 20% no período de 2000 e 2005, momento de pico da CVC, sendo responsável por mais de R$ 1 bilhão de prejuízos para a cadeia citrícola.

Muitos citricultores desistiram da atividade e pararam de plantar pelo medo de serem vencidos pela doença e muitos acreditaram no fim da competitividade da citricultura paulista. Todavia uma rede de pesquisa que agregou institutos nacionais e estrangeiros, apoiada pela Fapesp e Fundecitrus, resultou em um salto no conhecimento e o aprimoramento do manejo da CVC, o qual está fundamentado na adoção de mudas sadias, controle das cigarrinhas transmissoras da doença e na eliminação das plantas com sintomas. A incorporação desse novo modelo de controle pela maioria dos citricultores fez com que a intensidade da doença e sua importância caísse drasticamente nos últimos anos.

Prova disso está nos dados sobre a incidência da CVC nas diversas faixas etárias do pomar. Nos últimos anos, a doença vem regredindo em todas as idades de plantas, se tornando um problema secundário, mas ainda forte nos pomares mais velhos, acima de 10 anos, remanescentes da época do surgimento da doença. Foi nesta faixa etária que se observou a maior queda da taxa da doença, o que impactou no índice geral. A causa foi a erradicação das plantas doentes que já estavam velhas e com baixa produtividade e a substituição por pomares sadios plantados dentro de um novo modelo tecnológico de prevenção e manejo da doença.


Fonte: Fundecitrus

Presidente da Câmara Setorial fala sobre mudanças de lei para a citricultura em reunião com Ministro da Agricultura

Em reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, realizada na última quinta-feira (7), em Brasília, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, Lourival Carmo Monaco, também presidente do Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, levou as principais demandas do setor citrícola ao Governo Federal. Todas estão relacionadas ao cancro cítrico e ao HLB (greening), as duas principais doenças da citricultura no Brasil.

Considerada a doença mais devastadora para a citricultura em todo mundo, o HLB é responsável pelo aumento do custo de produção e pela erradicação de 42,5 milhões de pés de citros em São Paulo (CDA, 2015) e pelo encolhimento do parque citrícola que no último ano perdeu 6% de sua área plantada. Atualmente, a doença está presente em 17% das plantas do estado.

As infecções de HLB praticamente dobraram no Paraná entre 2015 e 2016. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), nas regiões onde o índice de plantas contaminadas era de 5% em 2015, hoje é de 10%. Onde era de 9%, saltou para mais de 15%. A Adapar registrou nos cinco primeiros meses de 2016 mais notificações do que todo o ano de 2015. Desde 2007, o Paraná arrancou 1,75 milhões de árvores por causa da doença.

Em Minas Gerais, outro importante produtor de citros, sobretudo tangerinas, a doença foi identificada em 2005 e vem se espalhando por todas as regiões do Estado.

Em decorrência da importância da doença, o setor citrícola solicita ao Ministério da Agricultura atenção aos pomares abandonados, focos do inseto que transmite a bactéria causadora do HLB e uma legislação nacional que preconize ações de prevenção e controle em todo País.

Outra preocupação do setor é com o cancro cítrico, doença presente nos pomares da região Sul do País, e que tem avançado por São Paulo e Minas Gerais. Também já houve relatos no Mato Grosso do Sul, Roraima, Ceará, Maranhão e Goiás. É solicitado desde meados dos anos 2000, uma mudança na legislação, que permita aos citricultores cuidar melhor dos seus pomares.

A citricultura é uma das mais importantes cadeias agrícolas do Brasil, está presente em mais de 3 mil municípios e ocupa quase 800 mil hectares (IBGE, 2014).

Movimenta R$ 47,5 bilhões por ano e gera R$ 613 milhões em impostos para o País e gera exportações na ordem de US$ 2 bilhões. Além disso, tem uma importante contribuição social, sendo uma das culturas que mais emprega. Para se ter uma ideia, para cada pessoa necessária em um hectare de cana, são precisos quatro para a citricultura. Atualmente, a cadeia é responsável por 150 mil empregos diretos e indiretos.

São Paulo é o principal produtor de citros do País. O estado tem 460 mil hectares plantados, em 11 mil propriedades, espalhadas por 399 municípios. Somente de laranjeiras são 192 milhões de pés que este ano gerarão uma produção estimada em 245,8 milhões de caixas ou 11 mil toneladas da fruta. É responsável por 77% da produção nacional.

A cultura tem se espalhado por outras regiões do País e se tornado importante no Paraná, Rio Grande do Sul e crescido na Bahia, Sergipe e Minas Gerais.

Fonte: Fundecitrus