sexta-feira, 29 de maio de 2015

Brasil e México assinam acordo que facilita investimentos bilaterais

Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, e das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, assinaram hoje (26/5) o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) com o secretário de Economia do México, Ildefonso Villarreal. O documento tem o objetivo de alavancar os investimentos recíprocos.

Na opinião de Monteiro, “esse modelo de acordo contribui para a melhoria do ambiente de negócios, por meio de medidas que fomentam a segurança jurídica e a prevenção de controvérsias, em benefício das empresas investidoras dos dois países”. 

ACFI

O novo modelo de acordo de investimento foi elaborado pelo MDIC em parceria com o MRE e com o setor privado, especialmente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). De acordo com secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho, que também integrou a comitiva presidencial, “o documento atende necessidades específicas dos investidores brasileiros, respeitando o espaço regulatório dos países receptores de investimentos". Godinho explicou ainda que "o novo modelo de acordo tem como base de sustentação a governança institucional, agendas temáticas para cooperação e facilitação dos investimentos e mecanismos para mitigação de riscos e prevenção de controvérsias”.
Entre os principais elementos do novo acordo de investimentos estão as cláusulas de responsabilidade social e de compromissos com comunidades locais; a nomeação de um Ombudsman, que terá a função de responder a dúvidas, queixas e expectativas dos investidores; a criação de um Comitê Conjunto, com representantes governamentais dos dois países, para monitorar a implementação do acordo; o compartilhamento de oportunidades de investimentos e a definição de agendas de cooperação e facilitação de investimentos. 

Visita ao México

A delegação que acompanha a presidenta Dilma Rousseff em visita ao presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, conta com a participação de 50 empresários de cinco setores: automotivo, cosméticos, alimentos, eletroeletrônicos e tecnologia da informação, além de representantes da CNI e Apex-Brasil. De acordo com Monteiro, a comitiva empresarial presente ao encontro “se distingue pela qualidade, diversidade setorial e firme disposição para ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países”. O ministro ressaltou ainda que os governos brasileiro e mexicano estão empenhados na construção de uma agenda de fortalecimento das relações econômico-comerciais.

Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina. Somados, o PIB dos dois países correspondem a aproximadamente 60% dos outros mercados latino-americanos. A população conjunta chega a 320 milhões de habitantes. 

Economia

O comércio entre Brasil e México, em 2014, somou pouco mais de US$ 9 bilhões, volume que representou exportações brasileiras de US$ 3,7 bilhões e importações de produtos mexicanos de US$ 5,3 bilhões. As trocas foram superavitárias para o país norte-americano em US$ 1,7 bilhão.

As exportações brasileiras para o México são majoritariamente de produtos industrializados (93,8%), enquanto os produtos básicos representaram apenas 6,2% da pauta. No ano passado, mais de 2,5 mil empresas brasileiras venderam produtos para o mercado mexicano. Do lado das importações, as vendas do México para o Brasil são semelhantes no perfil da pauta, sendo formada, grande parte, por produtos industrializados. Cerca de 3 mil empresas brasileiras compraram produtos oriundos do México, no ano passado. 


Fonte: Assessoria de Comunicação Social do 
MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
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Com produção estimada em 430 mil ton, RS abre oficialmente colheita de citrus

O Rio Grande do Sul abriu oficialmente a colheita de citrus em cerimonia realizada em Montenegro, na região do Vale do Caí. A cerimonia oficial da 16ª Abertura da Safra de Citros ocorreu na localidade de Vapor Velho, na propriedade de Jean Carlo Steffen, nesta quinta-feira (28.05).

O Rio Grande do Sul deve colher mais de 430 mil toneladas de laranjas, bergamotas e limões nesta safra. Em sua maioria, os citros são produzidos em pequenos pomares, com área média entre dois e três hectares. O Estado gaúcho reservou ao quase 16,2 mil hectares para cultivo de laranja e quase 10,5 mil hectares para bergamota, por exemplo.

A abertura da colheita também contou com representantes da Câmara Setorial da Citricultura do Estado. Diversas pautas sobre a cadeia foram discutidas, entre elas o preço mínimo da laranja, além de estudos sobre o risco de transmissão da praga conhecida como “greening”

Fonte: Agrolink

CitrusBR: queda no consumo reduz demanda da indústria na última década

Foto: Thinkstock
A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) estima que a queda no consumo de suco de laranja e os consequentes impactos nas exportações na última década reduziram a demanda anual das processadoras brasileiras em 75 milhões caixas (de 40,8 quilos) da fruta. O volume representa 25% da produção média anual do parque comercial citrícola brasileiro, de 300 milhões de caixas.

Segundo o diretor executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, entre as safras 2004/2005 e 2006/2007 e a atual safra, o consumo mundial de suco de laranja caiu de 2,4 milhões de toneladas para 2,1 milhões de toneladas e as exportações brasileiras recuaram de um pico de 1,5 milhão de toneladas anuais para 1 milhão de toneladas. "Desde então, o acumulado na redução da demanda corresponde a toda uma safra brasileira", disse Netto, durante a Semana da Citricultura, que ocorre em Cordeirópolis (SP).

Segundo o executivo da entidade que reúne as três grandes processadoras do país - Cutrale, Citrosuco e Louis Dreyfus Commodities -, além de ações para fomentar o consumo do suco no mercado externo, a saída para retomar a demanda da fruta e da bebida é incentivar o mercado interno. Esse incentivo passa por uma redução nos tributos e pelo incentivo ao consumo.

Dados da CitrusBR apontam que uma caixa de caixa de laranja é capaz de produzir 20 litros de suco e paga R$ 40 em impostos, ou 27,2% em tributos da bebida e uma tributação total de 34%. "Não há mercado que possa decolar com essa tributação" disse Netto. "O setor pede uma renúncia fiscal de R$ 225 milhões por ano no suco, o que é bem menos do que a ajuda dada ao setor pelo governo em operações nos últimos anos", afirmou.

Caso isso ocorra, a demanda anual pelo suco no mercado interno poderia crescer em até 200 mil toneladas nos próximos dez anos ou uma demanda adicional de 50 milhões de caixas por ano. "Isso faria com que o Brasil se tornasse o maior cliente dele próprio", explicou o executivo.

Outro levantamento mostra ainda que, se o consumo de outras bebidas fosse transformado em laranja, seriam necessárias 957 milhões caixas da fruta para suprir a demanda anual de refrigerantes, 687 milhões de caixas do consumo de café e de 507,8 milhões de caixas caso o consumo de leite fosse substituído por suco de laranja. "O suco 100% de laranja comercializado no Brasil consome só 4,4 milhões de caixas, o que qualquer grande produtor seria capaz de suprir", concluiu Netto.

Fonte: Globo Rural

IPA agropecuário cai 1,51% em maio, revela FGV

O índice apresentou avanço de 0,30% em maio depois de avançar 1,41% em abril


Os preços dos produtos agropecuários no atacado caíram 1,51% em maio, após registrarem alta de 1,27% em abril, informou nesta quinta-feira (28/5) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Já os preços de produtos industriais avançaram 1,01% ante alta de 1,46% em abril.

Os preços dos bens intermediários subiram 0,81% em maio ante avanço de 1,65% em abril. Já a variação dos bens finais foi positiva em 0,50%, após elevação de 1,11% no mês anterior. Os preços das matérias-primas brutas caíram 0,60% no quinto mês do ano, ante alta de 1,48% no mês anterior.

O Índice de Preços ao Produtos Amplo (IPA) apresentou avanço de 0,30% em maio depois de avançar 1,41% em abril. O IPA acumula aumentos de 3,13% no ano e de 2,33% em 12 meses.



Fonte: Estadão Conteúdo e Globo Rural

Novo vilão do PIB, investimento completa sete trimestres de queda

A esperada retração da economia no primeiro trimestre de 2015 recebeu um forte empurrão dos investimentos em produção. Em comparação com o trimestre anterior, a chamada formação bruta de capital fixo recuou 1,3% – a sétima queda consecutiva. Se antes o país estagnava porque consumia menos, agora ele encolhe também porque investe menos, avaliam economistas ouvidos pelo G1.

Três motivos tiraram o fôlego dos investimentos: as incertezas na economia (com o ajuste fiscal ao fundo), o enfraquecimento da indústria e as investigações da operação Lava Jato, que congelaram contratos entre a Petrobras e grandes empreiteiras, afetando a cadeia de fornecedores de infraestrutura e construção civil.

Segundo a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro, as denúncias envolvendo a estatal pesam mais que o próprio ajuste sobre os investimentos. “Os negócios da Petrobras representam cerca de 2% do PIB, e os das empreiteiras, 3%, somando 5% de todos os investimentos do país, o que é muita coisa”, observa.

A queda nos investimentos é a nova vilã do PIB (Produto Interno Bruto), segundo economistas, porque são eles que dão o "fermento" para o país crescer. Tudo o que o é investido para produzir entra na chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Isso inclui todos os bens de capital (bens para produzir outros bens), como maquinários e equipamentos industriais.

A taxa de investimento do Brasil em relação ao PIB ganhou força a partir de 2006, e atingiu seu pico em 2010. Na época, os investimentos chegaram a subir 29% no 1º trimestre ante o mesmo período do ano anterior. Fechou o ano a 19,5% do PIB, mas logo passou a cair.

No ano passado, contudo, essa taxa voltou a subir e atingiu 19,7%, graças ao novo cálculo do PIB, que turbinou o resultado ao incorporar informações. Mas os investimentos caíram por seis trimestes seguidos entre 2013 e o fim de 2014.

“A revisão da metodologia favoreceu a taxa de investimentos porque incluiu gastos com pesquisas e dados da construção civil”, explica Alessandra, da Tendências. Mesmo com esse incremento, a FBCF deve recuar de 19,7% para 18% até o fim do ano, devido ao atual cenário desfavorável, estima ela.

O crescimento do país na década de 2000 foi mais incentivado pelo consumo que pelos investimentos, observa o sócio da Go Associados, Gesner Oliveira. “Isso foi possível graças ao maior acesso ao crédito e melhora na renda das famílias. Em contrapartida, a produtividade não cresceu e não sustentou a alta dos investimentos”, analisa o economista.

Em fevereiro, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que aprodutividade do trabalhador brasileiro foi a que menos cresceu entre 2002 e 2012, dentro de uma amostra de 12 países como Canadá, Itália e Austrália.

Brasil investe menos entre os Brics

A taxa de investimentos do Brasil é baixa se comparada à de outros países, especialmente os emergentes, lembra Oliveira, da Go Associados. “Para ter um crescimento sustentável, entre 4% e 5% ao ano, o país deveria elevar essa taxa para pelo menos 25% do PIB”, avalia.

Segundo o economista, essa é a proporção ideal para que o Brasil consiga crescer de forma sustentável, sem provocar um colapso por falta de infraestrutura e capacidade produtiva.

A China, por exemplo, manteve essa relação em quase 50% do PIB nos últimos quatro anos, ao passo que a taxa média dos Brics (grupo de emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) está acima de 30%. A Índia investiu 33% do PIB em 2013, enquanto a Rússia, 23%, segundo os últimos dados do Banco Mundial.

O Brasil poderia se dar ao luxo de considerar ideal o atual patamar de investimentos no qual se encontra, segundo Alessandra, da Tendências, apenas se tivesse alcançado um nível desejável de crescimento, bem distante portanto da retração. “Se quisermos voltar a crescer, precisamos necessariamente de mais investimentos”, avalia.

Estímulos para voltar a investir

Na visão da economista, só é possível elevar a taxa de investimentos do país, entre outras coisas, aumentando a capacidade de poupança do setor público. É o que o governo tenta fazer com o ajuste fiscal – uma força-tarefa para cortar gastos e aumentar a arrecadação com o objetivo de tirar as contas públicas do vermelho.

Melhorar o ambiente de negócios e a confiança do setor privado são outros requisitos básicos para o país voltar a investir, segundo Alessandra. “O aumento da produtividade também está relacionado ao da capacidade de investimentos”, observa.

A economista vê uma melhora gradual desses investimentos a partir de 2016, ainda que os resquícios da Lava Jato devam afetar o ambiente até o próximo ano. “Só devemos recuperar a taxa de investimentos de 2014 a partir de 2020, na melhor das hipóteses”, afirma Alessandra.

Corte no Orçamento freia investimentos

O bloqueio de despesas do ajuste fiscal ainda não aparece no PIB, mas deve aparecer nos resultados do segundo trimestre, preveem economistas. Na última sexta-feira (26), o governo autorizou um corte de R$ 69,9 bilhões em gastos no orçamento de 2015, o maior contingenciamento da história em termos nominais.

Do total bloqueado, R$ 25,7 bilhões (ou 36%) foram tirados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prioriza investimentos em áreas essenciais como infraestrutura, saneamento, habitação, transporte e energia.

Mais da metade do corte (54%) afetou os ministérios de Cidades, Saúde e Educação, com uma "tesourada" de R$ 38,4 bilhões – que também representa menos investimentos em áreas prioritárias.

Mesmo com os cortes, o país investe mais em infraestrutura que em anos anteriores. De acordo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), os investimentos totais na área no país devem somar R$ 611 bilhões entre 2015 e 2018 – volume 33,7% superior aos R$ 457 bilhões calculados entre 2010 e 2013.

O BNDES deverá participar como financiador do pacote de novas concessões em infraestrutura que o governo federal pretende anunciar em junho, mas o governo já deixou claro que depende de financiamentos privados para colocar os projetos em pé.

Fonte: G1 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Índice de Preços ao Produtor fica em 0,31% em abril, diz IBGE


No ano, o indicador acumula alta de 2,47%. IPP mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica'.


A inflação ao produtor desacelerou de 1,86% para 0,31% em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês de 2014, os preços aumentaram 5,63%. No ano, o indicador acumula alta de 2,47%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos "na porta de fábrica", sem impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação.

Segundo Manuel Campos Souza Neto, técnico do Índice de Preços ao Produtor do IBGE, o resultado do IPP deste mês foi “muito causado pela evolução do dólar”. “De fevereiro para março, a evolução do dólar foi 11,4%, de março para abril, ficou -3,1%. Em um ano, a evolução do dólar foi 36,3%. Isso influencia bastante os resultados.”

Além da influência do dólar, o especialista do IBGE ressaltou outras duas influencias nos preços ao produtor.

“Nós tivemos problema do aumento de custo, a parte de energia elétrica, influenciando bastante a metalurgia. Existe um mercado chinês que inunda o mercado mundial e dessa forma, o setor metalúrgico começou a vender para a parte automotiva e a parte automotiva, você aí, os veículos aumentando os preços.”

Em abril de 2015, na comparação contra o mês anterior, 14 das 23 atividades apresentaram variações positivas de preços, com destaque para outros produtos químicos (3,50%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,14%), produtos de metal (2,83%) e fumo (-2,41%).

No ano, as maiores variações partiram de outros equipamentos de transporte (12,15%), fumo (10,88%), madeira (8,57%) e papel e celulose (7,72%).

Em abril, os preços do setor de alimentos recuaram 0,91% em relação a março, exercendo o maior impacto negativo no resultado global. Os produtos em destaque, em termos de influência, na comparação com o mês anterior, foram "carnes e miudezas de aves congeladas", "resíduos da extração de soja", "óleo de soja refinado" e "açúcar cristal".

“Alimentos foi influenciado por carnes congeladas, pelo consumo interno mesmo, sucos concentrados de laranja, que é quase tudo exportação, óleo de soja refinado e açúcar cristal.”

“O fumo sofre influência do dólar, a maioria é para exportação. Equipamento de informática não é do dólar, é conjuntural. Metalurgia, o que está afetando esse preço é o alumínio. Porque a gente segue a bolsa de Londres, que está em queda. Papel e celulose segue preços de exportação. Dólar cai, preço do papel cai”.

“A variação do dólar esse ano foi de 15,3% e aí a gente vê que quem teve a maior variação foi outros equipamentos de transportes, aviões, produtos ferroviários e navios e motocicletas. Com grande parte disso, os preços são cotados em dólar”.

Fonte: G1

Custo e greening desafiam citricultura no PR, diz gerente da Cocamar

Desde 2009, a doença já atinge um índice acumulado de 5,39% em Paranavaí (PR) e em 9,47% em Londrina (PR), regiões atendidas pela cooperativa



Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo
O aumento do custo de produção da laranja, principalmente por conta do combate ao greening, e o avanço da doença no Paraná, são os principais desafios da citricultura no Estado, a mais produtiva do país. A avaliação é de Leandro Teixeira, gerente de Produção Agrícola da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, que participa nesta quinta-feira (28/5) da Semana da Citricultura, em Cordeirópolis (SP). Desde 2009, a doença já atinge um índice acumulado de 5,39% em Paranavaí (PR) e em 9,47% em Londrina (PR), regiões atendidas pela cooperativa.

"Como o custo de produção tem se elevando bastante, por conta do greening e da mão-de-obra utilizada no combate à doença, a única saída é a elevação da produtividade e o Paraná precisa sair na frente", disse Teixeira. Para isso, acooperativa paranaense mantém um rígido controle de manejo dos pomares dos 351 produtores, com 10 agrônomos exclusivos para os 11 mil hectares com citros na área de atuação.

"O plantio de laranja precisa primeiro de autorização da Agência de Defesa Sanitária do Paraná (Adapar) e todo cultivo precisa de definição do agrônomo, que recomenda a variedade, porque o plantio depende (da escala de processamento) da indústria processadora da cooperativa", disse. "O agrônomo define ainda todo o manejo até a entrega da fruta para a colheita, que também é monitorada pela cooperativa". A fruta é processada na unidade de Louis Dreyfus Commodities (LDC), em Paranavaí, unidade que foi vendida pela cooperativa à companhia.

Com isso, a produtividade dos citricultores de laranja da Cocamar varia de 809 a 932 caixas de laranja por hectare, quase dobro da produtividade brasileira, de 553 caixas por hectare, e 625 caixas por hectare em São Paulo. Dos produtores da Cocamar, 38% tem produtividade acima de 1 mil caixas por hectare e outros 17% acima de 1,4 mil caixas por hectare. "Tivemos produtores de sequeiro (laranja sem irrigação) acima de 2 mil caixas por hectare", concluiu.

Fonte: Globo Rural  (por Estadão Conteúdo)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cadeia produtiva da banana tem duplo encontro programado no Norte de Minas

Montes Claros recebe, entre os dias 8 e 12 de junho, o 8º Simpósio Brasileiro sobre Bananicultora (Sibanana) e a 1ª Feira de Frutas do Norte de Minas (Frutinorte). Os dois eventos, acontecem, simultaneamente, no Centro de Eventos do Parque de Exposições João Alencar Athayde. São aguardados 400 participantes.

A abertura oficial do evento será no dia 8 de junho. Durante o Sibanana, 18 palestrantes de renome nacional e internacional apresentarão informações e tecnologias para o setor, além de três minicursos. A programação conta ainda com exposição de equipamentos, insumos e tecnologias de cultivo de fruteiras, que compõem a Frutinorte. No dia 12, serão realizadas as visitas técnicas em um bananal irrigado em Capitão Enéas e ao Projeto Jaíba.

De acordo com a coordenadora desta 8º edição do Sibanana, Maria Geralda Vilela Rodrigues, ao longo de 35 anos de estudos sobre a cultura da banana, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e instituições parceiras realizaram diversos experimentos que resultaram em tecnologia de manejo da planta, da irrigação e da nutrição. "Este trabalho em parceria se mantém na realização do Simpósio. O Encontro vai acontecer em um momento difícil para a economia nacional, mas pode viabilizar uma resposta do setor com negociações, acordos, parcerias e união", afirma.

Maria Geralda, que é pesquisadora da Epamig, conta que a realização desses eventos no Norte de Minas é um desdobramento dos Simpósios Regionais realizados em 2001 e 2008, em Janaúba. "Naqueles eventos o enfoque era produção de banana Prata-Anã irrigada, de produção mais expressiva na região. Neste momento realizamos o Simpósio Nacional, com abordagem mais ampla", explica.

Polo Produtor

O Brasil produziu, em 2013, quase sete mil toneladas de banana, em 485 mil hectares, no valor aproximado de R$ 5,1 milhões. Esta atividade é de grande importância socioeconômica para o país, com geração de 1,3 milhões de empregos.

O Norte de Minas é um dos principais polos de produção do país, com 52,4% da produção de Minas Gerais, com grande demanda tecnológica por ser região semiárida. Esta condição torna sua população rural vulnerável e aumenta a responsabilidade e a importância do setor. A produção de 385,97 mil toneladas de banana no Norte de Minas, comercializada por R$ 489,8 milhões, gerou mais de 38 mil empregos (9.800 diretos e 28.200 indiretos). Dos 15 principais municípios produtores de banana de Minas Gerais, oito estão no Norte do Estado.

Sibanana

O Sibanana é o principal evento técnico-científico sobre a cultura da banana do Brasil, promovido desde 1984 pela Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF). Esta oitava edição é realizada pela Epamig e SBF, em parceria com Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Estadual de Montes Claros, Institutos Federais do Norte de Minas e Baiano, Associação Centra dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Embrapa e Mundo de Idéias. O evento deve reunir professores, pesquisadores, estudantes, técnicos, produtores e demais segmentos da cadeia, como o comércio da fruta, fabricantes e comerciantes de insumos, para difusão de informações e tecnologia, troca de experiências, prospecção de demanda e definição de cenários e ações futuras.

As inscrições individuais para o 8º Sibanana podem ser feitas pelo site www.sibanana.com.br. O evento possui condições especiais para grupos. Informações: (31) 3261-7004 / comercial@frutinorte.com.br. A entrada na Frutinorte 2015 é gratuita.

Serviço:

8º Sibanana e Frutinorte 2015
Data: 8 a 12 junho de 2015
Local: Centro de Eventos do Parque de Exposições de Montes Claros - Av. Geraldo Athayde, 13.103, Alto São João - Montes Claros (MG)
Informações: www.sibanana.com.br / (31) 3261-7004.

Fonte; Governo do Estado de Minas Gerais

Castanhas Econut e Prêmio Jovem Cientista


A pesquisadora Bárbara Cardoso da USP ganhou o prêmio Jovem Cientista pela pesquisa realizada junto a idosos com Alzheimer onde utilizou as castanhas Econut, produzidas pela Agropecuária Aruanã, no Amazonas.

Leia a matéria completa no link:


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Ministra negocia acordo sanitário e fitossanitário entre Brasil e União Europeia

Em viagem oficial à Europa, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu nesta terça-feira (26) com o ministro das Classes Médias, dos Trabalhadores Independentes, das PME, da Agricultura e Integração Social da Bélgica, Willy Borsus. Entre os temas tratados, está a celebração de um acordo sanitário e fitossanitário entre Brasil e União Europeia.

O acordo diz respeito a entendimentos entre as áreas técnicas e não afeta as regras comerciais vigentes. O objetivo é tornar menos demorados processos que necessitam de aprovação mútua. O ministro Borsus ressaltou que a Bélgica tem voz ativa no bloco de países europeus e pode auxiliar nas negociações.

A proposta visa a estabelecer uma política bilateral para criação de um canal de comunicação mais célere nos temas sanitários e fitossanitários, a fim de estimular a cooperação e aumentar a confiança institucional nas tratativas que envolvam o comércio de animais, plantas e seus produtos, de ambos os lados.

A UE tem esse tipo de acordo com outros países estratégicos, como Estados Unidos e China. O Brasil, como primeiro exportador de alimentos para a UE, também tem interesse em manter um diálogo de mais alto nível nesse contexto para aproximar as áreas competentes de ambos os lados no trato sobre os temas sanitários e fitossanitários.

Compromissos

A reunião bilateral faz parte de uma série de compromissos que a ministra está tendo durante sua viagem oficial à Europa para promover o agronegócio brasileiro. Ela participou no domingo (24), em Paris, da 83ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que formalizou os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como áreas livres de peste suína clássica.

Kátia Abreu manifestou interesse em estabelecer cooperação com a Bélgica para alinhar os padrões de qualidade do cacau brasileiro às demandas dos fabricantes de chocolates daquele país. Destacou que a Embrapa e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) poderão ser parceiras nesse esforço.

Já o ministro Borsus falou sobre o interesse da Bélgica em exportar peras para o Brasil, a habilitação de empresas para venda de gelatina e a conclusão do processo de elaboração do Certificado Zoosanitário para exportação de aves ornamentais.

Fonte: Ministério da Agricultura
Assessoria de Comunicação Social
(61) 3218-2203
Priscilla Mendes
Priscilla.mendes@agricultura.gov.br