sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Deputados recriam Frente Parlamentar da Extensão Rural

(Foto: Agência Brasil)
Criada em 2011, a Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão realizou nesta semana seu pedido de reinstalação na Câmara dos Deputados. O requerimento contou com mais de 200 assinaturas de parlamentares.

Entre os objetivos do grupo, estão propor iniciativas a favor da extensão rural, fazer pesquisas na área e incentivar programas de desenvolvimento rural. Também tem a intenção de integrar governo federal, estados e municípios na promoção da qualidade de vida no campo.

“A frente parlamentar é a garantia de um espaço fundamental na Casa para dar continuidade ao projeto de fortalecimento do meio rural brasileiro”, destacou seu presidente, deputado Zé Silva (SD-MG), de acordo com a Agência de Notícias da Câmara.

Fonte: Revista Globo Rural

Pesquisa Embrapa com bactérias reduz aplicações de fertilizantes químicos

Pesquisas conduzidas pela Embrapa Soja em Londrina-PR e pela Embrapa Milho e Sorgo estão utilizando bactérias benéficas à cultura do milho, como o Azospirillum brasilense, para diminuir a aplicação de fertilizantes químicos, particularmente os nitrogenados. Os estudos, conduzidos nos municípios de Sete Lagoas-MG, Goiânia-GO e em Sinop-MT, revelam que pode haver redução de até 25% em plantios de altos rendimentos, onde há emprego de alta tecnologia.

Houve também aumento no ganho médio de produtividade comprovado em ensaios realizados nos municípios paranaenses de Londrina e Ponta Grossa (PR): de 24% a 30% em relação ao controle não inoculado. O inoculante é uma substância formada pela mistura de bactérias (rizóbios; neste caso, o Azospirillum) e um veículo, que pode ser sólido (turfa) ou líquido.

Essas bactérias utilizadas na pesquisa são capazes de captar o nitrogênio da atmosfera e transformá-lo em nitrogênio assimilável pelas plantas. O processo visa ganhos, além de ambientais, também econômicos, uma vez que o mercado de fertilizantes brasileiro apresenta grande dependência das importações.

Em plantios onde não há o emprego de alta tecnologia – como nos conduzidos em propriedades que usam mão de obra familiar – os resultados dos ensaios mostram rendimentos da ordem de 3.400 kg/ha em lavouras onde foi feita a inoculação com a aplicação de apenas 24 kg de nitrogênio por hectare. Já com a suplementação de 30 kg de nitrogênio aplicados na mesma área, conseguiu-se uma produtividade de 7.000 kg/ha. Segundo informações da Embrapa Soja, estima-se que a economia resultante desse processo possa chegar aos US$ 2 bilhões por ano.

Fonte: Agrolink

Prévia do PIB' indica retração de 0,15% em 2014, diz Banco Central

A economia do país registrou em 2014 a primeira retração em cinco anos, segundo indicam dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é calculado pelo BC e busca ser uma espécie de "prévia do PIB" (Produto Interno Bruto), teve contração de 0,15% no ano passado.

A comparação foi feita sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais (ano contra ano), o que é avaliado como mais apropriado por economistas. Levando em conta o resultado de 2014 com ajuste sazonal (dessazonalizado), menos apropriado segundo o mercado, o índice recuou 0,12%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial do PIB, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 27 de março.

Se confirmada a expectativa do Banco Central, o resultado do desempenho da economia brasileira, em 2014, será o pior desde 2009 – quando o país sentia os efeitos da crise financeira internacional e o PIB registrou retração de 0,33%. Em 2010, 2011 e 2012, a expansão foi de, respectivamente, 7,53%, 2,73% e 1,03%. Em 2013, o PIB cresceu 2,49% (valor revisado).

Pior que as expectativas
O resultado da "prévia do PIB" veio pior que expectativa do mercado financeiro, colhida na semana passada. Os analistas dos bancos previram uma alta de apenas 0,07% para o PIB do ano passado. O próprio BC previu, em dezembro do ano passado, que o PIB avançaria somente 0,2% em 2014. Ja a última previsão do governo, feita em novembro, era de uma elevação de 0,5%.

Contração no fim do ano
Os dados do Banco Central também apontam que a economia brasileira terminou o ano de 2014 com queda. Foi registrada contração tanto em dezembro quanto no quarto trimestre do ano passado.

O IBC-Br mensal, após o ajuste sazonal (considerado mais apropriado para esta comparação), registrou recuo de 0,55% em dezembro – a maior retração desde junho, quando o indicador recuou 1,59%.

Já no último trimestre de 2014, segundo indica a "prévia do PIB" do Banco Central, houve uma contração de 0,15%. Os números revisados indicam uma alta de 0,05% no primeiro trimestre do último ano, uma retração de 0,88% no segundo trimestre e uma alta de 0,48% no terceiro trimestre.

Resultados do IBC-Br x PIB
O IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os últimos resultados do IBC-Br, porém, não têm mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

"A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores da economia acrescida dos impostos sobre produtos, que são estimados a partir da evolução da oferta total (produção mais importações)", explicou o Banco Central.

Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1%. O mesmo aconteceu em divulgações trimestrais do PIB, quando o indicador não correspondeu aos resultados oficiais do PIB – divulgados pelo IBGE. Em 2013, o BC acertou. Previu uma alta de 2,5% – que foi depois confirmada com as revisão feita pelo IBGE.

Mesmo assim, o Banco Central já informou, em 2013, que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado. "Se o IBC-Br acertasse na mosca é que seria surpreendente", afirmou o diretor de Política Econômica da entidade, Carlos Hamilton, no fim de 2012.

Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, os juros básicos estão em 12,25% ao ano e a expectativa do mercado, até o momento, é de nova elevações: para 12,50% ao ano, no início de março e para 12,75% ao ano no final de abril.

Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Fonte: BC /G1

Santa Salete/SP já produz Canistel , fruta exótica pouco conhecida no Brasil


A cidade de Santa Salete, interior de São Paulo, abriga uma plantação do exótico fruto, em meio a goiabas e carambolas.


O Canistel é uma fruta originária da América Central, mas também pode ser encontrada no estado da Flórida, nos Estados Unidos. No Brasil existem poucas plantações de Canistel, e uma dessas fica em Santa Salete.

Um produtor da cidade  possui uma área de 4 hectares onde planta Goiaba e Carambola, e conta que acabou ganhando uma muda de Canistel e resolveu experimentar. As árvores já estão em produção e ele vende os frutos na feira livre.

Confira o vídeo da matéria feita pele programa Nosso Campo, da  TV TEM no link abaixo

Fonte: G1

Rotação de culturas pode evitar a propagação de nematoides nas lavouras

Segundo pesquisador, é importante que as sementes usadas nas lavouras estejam protegidas antes de serem plantadas




A rotação de culturas é uma das formas de prevenção que o produtor rural pode aderir para evitar a propagação das nematoides, segundo o pesquisador de Fitopatologia da Embrapa Soja, Valdir Pereira Dias.

Todas as regiões dentro do território nacional estão sujeitas ao desenvolvimento da praga e é importante que as sementes usadas nas lavouras estejam protegidas antes de serem plantadas.

Segundo o pesquisador, uma alternativa para evitar sua propagação é o uso de cultivares resistentes ao determinado tipo de nematoides presentes em cada região, que podem ser distintos de acordo com as temperaturas.

Os locais de maior incidência da doença são os Estados do Mato Grosso e Goiás, onde as temperaturas são mais altas e o solo menos orgânico e com menos nutrientes, as perdas nas lavouras também são mais frequentes nessas regiões.

Nematoides

Os nematoides são organismos parasitas que já estão presentes no solo no momento em que o agricultor decide iniciar o plantio de alguma cultura, eles ficam armazenados e se desenvolvem de acordo com o aumento da população patógena, que ocorre quando criam resistência a uma determinada cultura.

Fonte: Canal Rural

Seca traz prejuízos à produção e comércio de alimentos no Vale do Paraíba

Produção de frutas e verduras foi prejudicada pela estiagem.
Na Ceagesp em S. José produtos estão mais caros e com baixa qualidade.


A seca dos últimos meses trouxe consequências para a produção e o comércio principalmente de frutas e verduras na região. Na Ceagesp de São José dos Campos/SP, revendedor em atacado, os produtos estão mais caros e com qualidade considerada inferior.

Segundo a revendedora Vanessa de Oliveira, mesmo com os preços mais altos, as vendas têm sido prejudicadas. "A gente não tem lucro a mais com isso, só prejuízos, porque recebemos reclamações dos consumidores. [Eles dizem] que é muito pouco, caro e feio", disse.Vanessa revende mercadorias de vários produtores do Estado de São Paulo, principalmente para restaurantes. Por causa da seca, está difícil manter os pedidos. "A gente tem um fornecedor de Salesópolis, que não está tendo condições de oferecer a quantidade necessária porque estão lacrando as bombas de água e não tem como irrigar as mercadorias", conta.

O produtor João Sérgio Nascimento, que vem de Minas Gerais vender legumes em São José dos Campos conta que não está muito seguro de que a situação vai melhorar. "É muito cedo pra gente pensar no que vai acontecer ainda. Agora começou a chover, mas não se sabe daqui um mês, dois meses, o que pode acontecer", disse.

Os efeitos da seca também são visíveis no campo. Na propriedade de Basílio Panichek, produtor de verduras de São José dos Campos, metade da área não é utilizada. Como a água não era suficiente para irrigar toda a plantação, Basílio precisou reduzir o plantio e dispensar funcionários. "Tem que reduzir [os funcionários], porque você depende da venda dos produtos para pagar os empregados e os insumos. Se você não tem essa renda, tem que reduzir os gastos", afirmou.O produtor espera que as chuvas dos últimos dias possam reverter a situação. "Essas chuvas estão sendo chuvas boas. A gente só espera que não venham chuvas fortes, com vento e granizo. Aí em 20 ou 30 dias a produção volta ao normal", disse. 

Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

19ª Feira Agropecuária de Pilar do Sul, FEAPS 2015




A 19ª Feira Agropecuária de Pilar do Sul, a FEAPS 2015, acontecerá nos dias 05, 06, 07 e 08 de março e contará com uma mega estrutura de shows e eventos, exposição agrícola e pecuária, praça de alimentação, parque de diversão, eventos culturais e artísticos, artesanato, turismo rural, palestras técnicas, tradicional leilão de frutas, exposição de máquinas e implementos agrícolas, stands de variedades, etc.

A FEAPS foi criada em 1997 com o intuito de homenagear os agricultores e pecuaristas e também de fortalecer e incentivar a agropecuária.

A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Agricultura, em parceria com a APRUPS (Associação dos Produtores Rurais de Pilar do Sul) e do KAIKAN (Associação Cultural e Desportiva), são os principais promotores deste evento que engloba também o segmento turístico e empresarial
da cidade.

Para maiores informações acessem o site do evento: http://www.feaps2015.com.br/

Produtores de babaçu, açaí e de outras 19 culturas têm descontos em fevereiro

Foto: Ascom/MDA


Neste mês de fevereiro, o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) concede desconto automático para agricultores familiares que acessaram o crédito rural do Governo Federal para produção de 21 produtos. A dedução vale para o período de 10 de fevereiro a 9 de março e tem como referência os preços praticados no mercado em janeiro. 

Os produtos com bônus neste período são: açaí, babaçu (amêndoa), banana, borracha natural cultivada, borracha natural extrativa, cacau (amêndoa), cana de açúcar, cebola, feijão, laranja, leite, manga, mangaba, maracujá, pequi, piaçava (fibra), raiz de mandioca, sorgo, trigo, triticale e umbu.

O babaçu (amêndoa) tem bônus em cinco estados, sendo, por exemplo, de 58,23% no Ceará, 51,81% no Pará, Tocantins e Maranhão, e 32,53% no Piauí. A manga terá desconto de 24,75% na Bahia. A borracha natural extrativa, produto da sociobiodiversidade brasileira, tem desconto em sete estados, sendo 69,39% no Acre e 68,57% no Mato Grosso. A lista completa dos produtos está no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (11). 

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) garante às famílias que acessam o Pronaf, tanto para custeio quanto para investimento, um desconto no pagamento do financiamento (bônus). Com isso, os produtores estão amparados quando os preços no mercado estiverem abaixo do preço de garantia do programa, definido com base no custo de produção. Mensalmente, o MDA publica uma portaria com valor do bônus por produto e estado, de acordo com as variações do mês anterior.

Cesta de produtos

Agricultores familiares que têm parcelas de operações de investimento do Pronaf terão desconto correspondente à média dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho (cesta de produtos), concedidos mensalmente pelo PGPAF. 

Neste mês de fevereiro, nove estados terão bônus com base na cesta de produtos. São eles: Alagoas (4,79%), Bahia (4,13%), Ceará (2,25%), Pernambuco (3,25%), Distrito Federal (1,88%), Sergipe (4%), Mato Grosso do Sul (7,20%), Espírito Santo (9,46%) e Santa Catarina (6,86%). 

Cálculo mensal

O bônus do PGPAF é calculado todo mês pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA). A Conab faz um levantamento nas principais praças de comercialização dos produtos da agricultura familiar e que integram o PGPAF.




Vindima movimenta propriedades da agricultura familiar gaúcha

Colheita simbólica, pisa das uvas, degustação de vinhos e de comidas típicas, além de apresentações culturais, são as atrações mais procuradas pelos turistas que visitam a Região Sul na época da Vindima - período entre a colheita das uvas e o inicio da produção do vinho. Para a agricultura familiar, responsável por grande parte da produção vitivinícola da região, a temporada é “o resultado do trabalho de um ano inteiro e representa, inclusive, aumento significativo nas vendas”, como explica o produtor familiar e presidente da Cooperativa Aurora, Itacir Pozza.

Considerada a maior vinícola do Brasil, a Aurora conta com a produção de aproximadamente 1,1 mil famílias. Com o turismo em alta na região, os agricultores familiares cooperados lucram, em média, 30% a mais. “É uma época de muito trabalho para nossos cooperados. Além das vendas, recebemos os turistas que têm interesse em conhecer a vinícola e aprender um pouco mais sobre o processo de fabricação do vinho”.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a expectativa também é positiva para os demais municípios da Serra Gaúcha, maior região vitícola do País. No total, mais de 15 mil famílias de agricultores familiares produzem a fruta, que deve ter uma safra superior a 606 milhões de quilos em 2015.

Programação

Em Bento Gonçalves, onde está localizada a Cooperativa Aurora, a chegada da Vindima é comemorada com programação especial até 15 de março. Durante o período, os 70 mil turistas esperados podem participar do processo de pisa da fruta e das degustações de vinhos e espumantes, que são oferecidos em 74 vinícolas da região. O tradicional "Jantar sob as estrelas" ocorre no dia 6 de março, quando as duas principais ruas da cidade são fechadas para que mais de 30 restaurantes sirvam seus pratos ao ar livre. “É uma festa muito bonita, que ajuda a manter viva nossa tradição e cultura”, finaliza Itacir.

Fonte; MDA

Empresa catarinense produz fertilizante orgânico para aumentar a produção agrícola em até 30%

A Torta de Neem pode ser a grande chave da sustentabilidade no campo e eficácia na produção

A DalNeem Brasil foi fundada em 2011 em Itajaí (SC). A empresa defende o uso de insumos agrícolas e pecuários ecologicamente corretos. Com isso, pretende contribuir com a redução do uso de agroquímicos agressores da saúde e do meio ambiente. Desde o fim da década de 1990, os fundadores apostam nas pesquisas sobre os derivados do Neem Indiano para incrementar a produção agropecuária.

“Nós demonstramos que com os insumos ecologicamente corretos podemos substituir os agroquímicos sintéticos em produções convencionais. Tudo isso, a um baixo custo. Com esta prática, aumentamos a produtividade e produzimos alimentos saudáveis”, comenta o diretor da DalNeem Brasil, Carlos Motta.

Enquanto a indústria química investe em fungicidas, inseticidas e agroquímicos para a agricultura, a DalNeem Brasil aposta em insumos orgânicos para produzir com sustentabilidade. “O momento atual da agricultura brasileira é ideal para adoção de uma nova cultura. Com o uso sustentável do solo, apostando na adoção de práticas e produtos orgânicos, insumos ecologicamente corretos, poderemos produzir mais, a um baixo custo, na mesma extensão de solo”, afirma Motta.

Torta de Neem pode ser usada na agricultura e pecuária, de acordo com o uso e costume internacional
O principal produto desenvolvido pela empresa catarinense é a Torta de Neem, um insumo agrícola com uso expressivo no Brasil para agricultura e a pecuária, conforme o uso e costume da própria agropecuária nacional, em que pese, por enquanto, em nosso país referido produto esteja apenas registrado para uso agrícola.

O produto é extraído da semente presente no fruto da árvore de Neem, originária da Índia. Possui diversas propriedades medicinais, biocontroladoras, além de ação antisséptica, cicatrizante e imunoestimulante, conforme estudos e práticas internacionais.

Na lavoura, a Torta de Neem é usada como fertilizante e controlador de pragas do solo. A literatura relata a eficácia do produto no controle de pelo menos 500 espécies de insetos e ácaros e muitos produtores em diversas regiões do país já comprovaram a eficácia do produto.

A Torta de Neem aumenta a resistência das plantas a estresses climáticos. Sem essa proteção, o vegetal gasta energia para se recuperar e perde as forças que seriam usadas para produzir. A Torta acelera também a produtividade, ativando o metabolismo para prolongar o viço da planta. Tudo isso, a um baixo custo. Após 15 dias de aplicação, o produto induz a resistência e formação da flor, podendo incrementar a produção em até 30%. “A Torta de Neem é a ferramenta indicada para manter a produtividade mesmo diante das oscilações climáticas”, diz o diretor da Dalneem Brasil, Carlos Motta.

Ao fazer uso da Torta de Neem o agricultor economiza com fungicida, inseticida e mão de obra. O tempo que seria gasto na aplicação e para que o agroquímico deixe de ser um risco imediato ao consumidor também é economizado.

Apesar do registro nacional ser apenas como fertilizante, sabe-se que o produtor brasileiro, no mesmo sentido dos países modernos, utiliza a torta de neem para o controle de pragas que atacam plantações de cenoura, morango, alface, tomate, feijão, milho, pimentões, pastagens entre outras culturas. O uso da Torta também é indicado para jardinagem e paisagismo. Em razão disto a Dalneem Brasil investe em testes científicos para promover o registro da Torta de Neem Dalneem no controle de pragas de solo e outras pragas.

Na produção de animais sabe-se que a Torta de Neem é largamente utilizada em bovinos, caprinos e alguns animais de pequeno porte, para o controle fitossanitário de ectoparasitas (exemplo carrapatos). Há notícias de diversos pecuaristas que por meio do sal misturado a pequena quantidade de torta de neem, utilizam na dieta do rebanho para controle de carrapatos e moscas do chifre, onde verificam não haver riscos ao animal e a quem faz a aplicação. Assim, a Dalneem Brasil batalha para apurar cada vez mais os testes na pecuária, bem como luta para que a legislação brasileira flexibilize registros de produtos fitossanitários com indicação veterinária, de forma a serem feitos com mais rapidez e simplicidade, para que a exemplo do resto do mundo, o produtor brasileiro possa competir no mercado orgânico e no controle eficaz de pragas.

Com a utilização dos produtos derivados do Neem é possível produzir mais, em um menor espaço e com menor custo, gerando um incremento na produtividade entre 20 e 30% e na rentabilidade de 20%.


Fonte: Fator Brasil - Online | BR Químico / ABDI