quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Agronegócio em São Paulo tem superávit de US$ 18,18 bi na balança comercial

Foto:  Pixabay
A exportação do agronegócio paulista alcançou US$ 18,18 bilhões em 2014, o que corresponde a uma queda de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 20,78 bilhões). Já as importações do setor no período caíram menos (1,3%), saindo de US$ 6,12 bilhões para US$ 6,04 bilhões.

O saldo comercial no ano passado foi superavitário em US$ 12,14 bilhões, diminuição de 17,2% ante 2013 (US$ 14,66 bilhões). A análise é do pesquisador José Roberto Vicente, do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O pesquisador destaca que as importações paulistas nos demais setores, excluindo o agronegócio, somaram US$ 78,77 bilhões para exportações de US$ 33,28 bilhões, gerando um déficit externo agregado de US$ 45,49 bilhões. Ou seja, o comércio exterior paulista seria bem mais deficitário não fosse o desempenho do agronegócio.

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista em 2014 foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 6,76 bilhões, com as exportações de álcool representando 11,6% desse total); carnes (US$ 2,64 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 80,4%); sucos (US$ 1,89 bilhão, dos quais 98,5% referentes a sucos de laranja); produtos florestais (US$ 1,65 bilhão); e complexo soja (US$ 1,49 bilhão). Esses cinco agregados representaram 79,4% das vendas externas setoriais paulistas.

Em relação ao agronegócio brasileiro, as exportações setoriais de São Paulo no período em 2014 representaram 18,8%, ou seja, 2,0 pontos porcentuais a menos do que no ano anterior. As importações, por sua vez, representaram 36,4%, 0,5 ponto porcentual superior ao verificado em 2013.

Fonte: Estadão Conteúdo/Canal Rural
22/01/2015

Néctares devem conter no mínimo 40% de suco de fruta a partir deste mês

Fabricantes de bebidas devem aumentar a quantidade mínima de suco de fruta nos néctares de uva e laranja a partir de janeiro. Pela nova regra, que entra em vigor no próximo dia 31, o percentual passa de 30% para 40%, chegando a 50% a partir de 31 de janeiro de 2016.

A mudança, além de ser uma resposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aos pedidos de produtores de frutas, é uma adaptação dos padrões brasileiros à legislação internacional expressa no Codex Alimentarius (Código Alimentar), documento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O Brasil é signatário do código e autor do capítulo sobre néctares.

"Quem ganha com isso é o consumidor, que terá uma bebida com mais conteúdo de fruta, mais autêntica, original e com menos mistura. O impacto também será positivo na cadeia produtiva, com uma demanda maior de variedades de uvas híbridas e americanas", avalia o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho, Carlos Paviani.

Conforme a pesquisadora Caroline Dani, o aumento no percentual de suco de fruta nos néctares trará benefícios à saúde. "Quanto mais suco, mais polifenóis estarão presentes neste produto. Estes compostos estão presentes nas frutas e seus derivados e proporcionam benefícios a quem os ingere. No caso da uva, um desses polifenóis é o resveratrol, encontrado principalmente na casca e na semente", salienta a doutora em Biomedicina e estudiosa do suco de uva brasileiro.

Desde dezembro de 2014, o consumidor já pode perceber algumas diferenças nas embalagens. As novas regras do Mapa também determinam a obrigatoriedade de informar os percentuais de ingredientes nos rótulos de bebidas não alcoólicas. O objetivo é tornar clara a quantidade de suco de fruta, suco vegetal ou polpa de fruta presentes nos produtos.

Fonte: G1-Globo Rural
22/01/2015

Ministério da Agricultura apresenta novo comando em duas secretarias

Tatiana Palermo assume Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio e Mila Jaber, a Secretaria Executiva


Foi nomeada, nesta quarta-feira (21), a nova secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), Tatiana Lipovetskaia Palermo. Na última sexta-feira (16), Mila Jaber assumiu a Secretaria Executiva.

Nascida na Rússia e naturalizada brasileira, a secretária é formada em Direito, com dois mestrados e uma pós-graduação, todos na área de relações econômicas e de comércio internacional.

Começou sua carreira, ainda na Rússia, lidando com privatizações e com atração de investimentos estrangeiros.

Em seguida, trabalhou como consultora da Corte Permanente de Arbitragem na Haia, na Holanda. Em 2000, já residindo no Brasil, ocupou cargo de vice-presidente executiva em São Paulo da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria & Turismo.

Em Brasília, a secretária trabalhou como analista sênior de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e depois assumiu o cargo de coordenadora de articulação e cooperação internacional na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Em 2011, Tatiana assumiu a posição de assessora internacional do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e em 2013 transferiu-se para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), onde coordenou a criação da Superintendência de Relações Internacionais e permaneceu no cargo de superintendente da área até ser convidada para assumir a SRI no Mapa.

Maria Emília Mendonça Pedroza Jaber, também conhecida como Mila Jaber, possui graduação e especialização em Artes Visuais e Projetos Educacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG); pós-graduação em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); formação em Lideranças pela Universidade Dom Cabral e em Desenvolvimento de Lideranças pela Alta Scuola Impresa e Societá – ALTIS/Universitá Cattolica del Sacro Cuore – UCSC – Milão e certificação pela Sociedade Brasileira de Coaching em Personal, Business e Executiva Coach.

Especialista em gestão, atuou como Diretora do Serviço de Apoio às Micro e Pequena Empresa do Sebrae/Tocantins entre 2007 e 2014, onde coordenou vários projetos em agronegócios e assistência técnica em parceria com a CNA, MDA, FAET e Senar e sindicatos rurais.

É palestrante em fóruns, seminários e congressos estaduais, nacionais e internacionais.

Foi Diretora da Escola de Educação Profissionalizante Sesi/Senai-Palmas/TO, de 2004 a 2007, e Assessora Especial da Presidência do Sistema Fieto e Conselheira da CNI no Fórum das Micro e Pequenas Empresas Industriais.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Descarte de embalagens vazias de agrotóxico sobem 6% em 2014

A destinação correta de embalagens de agrotóxicos atingiu a marca de 42.654 toneladas em todo o país em 2014. O resultado foi 6% superior ao volume destinado no ano anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV).

“O desempenho é resultado do entrosamento e cumprimento das responsabilidades compartilhadas entre os elos da cadeia”, afirmou a entidade.

A análise mostra que os Estados que obtiveram maior crescimento percentual na quantidade destinada foram Rondônia, Piauí e Rio de Janeiro. Já as cargas mais volumosas saíram do Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Mato Grosso do Sul. Juntos, eles correspondem a 72% do total de embalagens vazias corretamente destinadas.

Em Mato Grosso, o descarte correto subiu 3%, de 9,5 mil toneladas em 2012 para 9,8 mil toneladas no ano passado. No Paraná, foi de 5 mil toneladas para 5,3 mil toneladas.

A inpEV foi criada pela indústria fabricante de agrotóxicos para realizar a gestão pós­consumo das embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002.

A legislação atribui a cada elo da cadeia — agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público — responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento do Sistema Campo Limpo  (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos).

Fonte: Valor Econômico

O município de Feliz/RS espera colher 1,8 mil toneladas de figo

Não é só o morango e a amora que se destacam na produção de frutas do município de  Feliz, Rio Grande do Sul. 
O figo foi outra aposta dos produtores que está dando bom resultado como alternativa à produção de hortaliças. E a colheita já começou, com expectativa de fechar a safra 2014-2015 com 1,8 mil toneladas colhidas. Existem no município, 110 hectares plantados, dos quais 44% serão colhidos com a fruta ainda verde e o restante quando amadurecer.

Há cerca de 30 anos, alguns agricultores apostaram no figo como uma nova fonte de renda, já que o clima quente da região do Vale do Caí, durante o verão, não é favorável para a produção de hortaliças, principal cultivo até então. Os primeiros plantadores surgiram nas localidades de Roncador, Escadinhas e São Roque. Hoje, cerca de 50 famílias dependem do cultivo da figueira durante o ano todo.

Quando retirado da lavoura antes de ficar maduro, o figo é vendido para a indústria de doces em calda e cristalizados. A fruta retirada da árvore já amadurecida é comercializada em dois segmentos: para indústria de Schmiers e doces e para o consumo in natura. Os produtos oriundos da safra felizense abastecem grandes mercados metropolitanos, tanto em produtos com figo verde, quanto maduro.

Os dados são trazidos pelo secretário municipal da Agricultura, Mauro Martini. Ele pondera que tanto figo, quanto a goiaba, que também é produzida em Feliz, tem gerado boa renda para o setor primário. “As duas variedades podem ser produzidas, com rentabilidade no município, e vendidas sem perdas para o agricultor”, afirma Martini.

Associação de Produtores 

Com o intuito de fazer projeção de preços e safra, foi criada a Associação de Figo do Vale do Caí, que existe há 15 anos. Além de Feliz, participam as cidades de Brochier, Maratá, São Pedro da Serra, Poço das Antas, Bom Princípio e Linha Nova. O preço definido para esse ano para o figo verde na indústria é R$ 3,00 o quilo bruto.

Fonte: Fatonovo.com.br

Emater distribui mudas de banana geneticamente melhoradas em Altamira/PA

O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Altamira, na Transamazônica, iniciou nesta sexta-feira, 16, a retirada das primeiras mudas de variedades melhoradas de banana de uma unidade demonstrativa instalada ano passado no assentamento Itapuema. Na área foram inseridas dez variedades desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que tem como principais vantagens a resistência à sikatoga negra, considerada a doença mais destrutiva da cultura da bananeira, e maior produtividade. As espécies foram plantadas em meio hectare da propriedade do agricultor Francisco Martins. 

O processo de retirada durará pelo menos uma semana e deve render 300 mudas, que serão distribuídas para 20 famílias de quatro assentamentos vizinhos. Cada uma delas receberá em torno de dez mudas que, cultivadas de acordo com a orientação da Emater, devem resultar em mais duzentas depois de um ano. O objetivo é abastecer a cadeia produtiva de banana da região do Assurini, que é forte principalmente porque as árvores servem como sombreamento provisório das tradicionais lavouras de cacau, com tecnologia de melhoramento genético. 

De acordo com os extensionistas responsáveis, os técnicos em agropecuária Ademar Rodrigues e Josué Cavalcante, as variedades “garantida”, “caprichosa”, “pacovan”, “conquista” e “vitória” apresentaram melhor performance na unidade. “A produtividade pode chegar ao dobro. Além disso, elas revitalizam o plantio em áreas endêmicas de sikatoga, doença para a qual não há tratamento”, explica Cavalcante.

Fonte: Emater/Agencia  Pará de Noticias
16/01/2015

Exportação do agronegócio inicia ano com intensa queda nos preços

Após ter registrado a segunda desaceleração em 15 anos, em 2014, o saldo do agronegócio começa o ano apontando para novo recuo.

A perda de ritmo anterior havia ocorrido em 2009, logo após a crise financeira de 2008, que desestruturou a economia mundial.

As exportações até a terceira semana deste mês indicam que apenas 3 dos 16 principais produtos da lista do setor do agronegócio têm evolução positiva de preços no mercado externo.

Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que aponta recuo em todos os demais, quando comparado o valor da tonelada deste mês em relação ao de igual período do ano passado no mercado externo. Os produtos que ainda conseguem valorização nas exportações são café e carnes.

O carro-chefe do agronegócio, o complexo soja, tem perdas acentuadas. Responsável pela vinda de US$ 31,4 bilhões ao país no ano passado, o setor representou 14% de todas as exportações nacionais. Neste ano, a soja em grão está sendo negociada com recuo de 25% em relação a janeiro de 2014. Nesse mesmo período, o farelo de soja cai 16%, e o óleo de soja, 15%.

Essa queda pouco afetou as exportações brasileiras de soja deste ano porque elas só começam a ganhar ritmo forte a partir de março. O país ainda está no início da colheita da oleaginosa.

O açúcar, outro item importante da balança comercial, também perde preço. A tonelada do produto em bruto recuou para US$ 350 em janeiro, 10% menos do que igual mês de 2014, de acordo com a Secex. Já o açúcar refinado registra queda ainda maior: menos 17%.

O milho, que passou a ser importante na balança comercial nos últimos anos, teve queda de 5% nos valores de exportação.

Além da queda de preços, o pais não repetiu, em 2014, o bom desempenho obtido nos volumes exportados em 2013, quando foi comercializado o recorde de 26,6 milhões de toneladas.

Apesar da queda de preço, as exportações continuam aceleradas neste mês e podem atingir o recorde para este período do ano. No ritmo atual, atingirão 3,8 milhões de toneladas, acima do recorde de 3,37 milhões de janeiro de 2013.

A manutenção do ritmo de exportação de milho nestes primeiros meses do ano dará sustentação aos preços internos, já que os estoques de passagem (o que sobra de uma safra para a outra) do país somam 19 milhões de toneladas.

O algodão, devido aos elevados estoques internacionais, também perde preço. O Brasil exportou a tonelada do produto a US$ 1.624 neste mês, 16% menos que em igual período de 2014. Os embarques de algodão neste início de ano, no entanto, têm aumento de 57% ante igual período anterior, diz a Secex.

ALTAS

O café segue por caminhos contrários aos das demais commodities há vários meses. Quebra na safra brasileira e enxugamento dos estoques mundiais elevaram os preços do produto brasileiro exportado em 55% nos últimos 12 meses.

Dados da Secex indicam que a saca está a US$ 206 neste mês, ante US$ 133 em igual período de 2014.

Mesma tendência de alta seguem as carnes suína e bovina, devido à demanda externa. Os preços subiram 1% e 3% em 12 meses. A de frango, no entanto, tem queda de 6% no período.

As maiores quedas na commodities estão fora do agronegócio. O minério de ferro teve recuo de 45% nos preços em 12 meses, enquanto o petróleo caiu 43%.



Fonte: Grupo Cultivar

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Brasil apresentará em Davos plano para recuperar economia e confiança

Levy e Tombini fazem parte da delegação brasileira no evento na Suíça.
País faz forte ajuste fiscal para recuperar confiança dos mercados.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, viajou nesta terça-feira (20) para a Suíça, onde apresentará perante o Fórum Econômico Mundial os planos do governo de Dilma Rousseff para recuperar a economia nacional e a confiança dos mercados.

Levy, no cargo desde 1º de janeiro, quando Dilma iniciou seu segundo mandato após ser reeleita em outubro, representará a governante na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, que voltará a ser realizada em Davos, aos pés dos Alpes suíços.

Após quatro anos de crescimento com elevada inflação e as contas públicas no vermelho, a confiança que os mercados tinham no Brasil foi se deteriorando e Dilma decidiu aplicar um forte e ortodoxo ajuste fiscal que implicará em um corte do gasto público e um aumento da carga tributária.

Em seus primeiros 20 dias no cargo, Levy já anunciou um primeiro corte de R$ 22,7 bilhões no orçamento nacional de 2015, que afetará as chamadas "despesas discricionais", que envolviam viagens, dietas e outros assuntos considerados "não obrigatórios".

Levy antecipou que haverá outros cortes uma vez que o Congresso, que está em recesso até 1 de de fevereiro, aprove o orçamento nacional para 2015, que contempla despesas de R$ 2,860 trilhões.

Antes de viajar para Davos, o ministro anunciou também um aumento dos impostos indiretos que são aplicados nos combustíveis, nos produtos importados e nas operações de crédito, com os quais se pretende aumentar a arrecadação em R$ 20 bilhões neste mesmo ano.

Segundo Levy, essas medidas, junto com as quais serão anunciadas nas próximas semanas, ajudarão a retomar a confiança dos mercados na economia e estimularão um forte aumento do investimento privado que o país requer, sobretudo, em setores de infraestrutura.

Além disso, o ministro sustenta que essa maior disciplina permitirá começar a reduzir a dívida do setor público, que atualmente equivale a 63% do Produto Interno Bruto (PIB), para situá-la abaixo de 50% em um prazo de quatro anos.

Na segunda-feira, ao anunciar o aumento da carga tributária, Levy assegurou que todas as decisões do governo em matéria econômica apontam para retomar o crescimento, mas "com o menor sacrifício possível" para os mais pobres.

O governo também assegurou que o ajuste fiscal não afetará nenhum de seus vastos programas sociais, mediante os quais atende a cerca de 50 milhões de pessoas, que saíram da pobreza na última década, mas dependem desses subsídios para não retornar a sua condição anterior.

A delegação brasileira em Davos também será integrada por, entre outros funcionários, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que foi ratificado no cargo que exerce desde janeiro de 2011.

Fonte: G1-Economia
20/01/2015

Fundecitrus já mapeou 156 mil hectares de citros

Agentes de pesquisa estão percorrendo pomares de São Paulo e do Triângulo Mineiro para fazer censo da citricultura.

O censo da citricultura que está sendo realizado pelo Fundecitrus já percorreu 273 mil quilômetros entre os estados de São Paulo e Minas Gerais mapeando os pomares de laranja. 

Após dois meses de pesquisa foram mapeados 156 mil hectares de citros em 202 municípios. Destes 75 já foram finalizados e outros 127 ainda estão em andamento. Ao todo, 447 municípios serão visitados para o levantamento. O trabalho envolve 43 agentes de pesquisa. 

O Fundecitrus iniciou o censo em novembro para conhecer os detalhes da produção de citros do estado de São Paulo e Minas Gerais, a principal região citrícola do Brasil, responsável pela maior produção de suco de laranja do mundo. 

Agentes da Pesquisa de Estimativa de Safra - PES, como foi chamado o levantamento visitam as propriedades de citros e fazem a medição de área e apurar espaçamento entre as plantas e o número de árvores produtivas, improdutivas. 

As informações serão balizadas por imagens coletadas por satélite entre maio e outubro de 2014, de alta resolução, que possibilita identificar as árvores nos pomares. Os resultados deverão ser divulgados em maio. 

No momento entre os municípios com o mapeamento em andamento estão Ibitinga, Jales, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Mirassol, Marília, Pirassununga, Araras, Rio Claro, Limeira, Duartina e Piracicaba. 

Estimativa de Safra 

O censo do parque citrícola irá servir de base para o trabalho de estimativa de safra de laranja, que será feita por amostragem, com árvores sorteadas de acordo com variedade, região e idade. As plantas serão derriçadas, ou seja, terão os frutos colhidos antecipadamente, com autorização do citricultor, que será reembolsado pelos frutos colhidos. 

A estimativa oficial de safra será divulgada no mês de maio, com reestimativas em setembro e novembro. A partir de 2016, haverá uma estimativa prévia em fevereiro. 

Os resultados irão melhorar a qualidade dos dados e a democratização da informação sobre o tamanho e a produtividade da citricultura para toda a comunidade citrícola. 

Mais informações sobre a metodologia da pesquisa e identificação dos agentes do Fundecitrus podem ser obtidas no site http://www.fundecitrus.com.br/pes. 

Fonte: Fundecitrus

Importação de suco de laranja pelos EUA sobe 15% no acumulado de 2014

Crédito: Pixabay
As importações de suco de laranja dos Estados Unidos aumentaram 15% nos 11 primeiros meses de 2014, para 418,8 milhões de galões (1,58 bilhão de litros), informou o Departamento de Citros da Flórida nesta quinta, dia 15. Mais da metade do volume foi comprada do Brasil. 
Este é o mais recente sinal de que o surto da doença greening está reduzindo a oferta de laranja e de suco no Estado. Na temporada encerrada em setembro, os produtores da Flórida colheram a menor safra em quase três décadas, e o país deve depender ainda mais de importações neste ano. 

Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu sua projeção de produção da Flórida na safra atual em 4,6%, para 103 milhões de caixas. 

São Paulo: Relatórios de Greening

O governo de São Paulo lembra que o citricultor de São Paulo, maior produtor de laranjas do mundo, tem até esta quinta, dia 15, para declarar as inspeções e as eliminações de plantas com sintomas do greening e do cancro cítrico realizadas no pomar durante o segundo semestre de 2014. Para preencher o relatório é preciso acessar o site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária e lançar os dados das inspeções e as eliminações de plantas suspeitas realizadas no pomar durante o segundo semestre de 2014 e enviá-lo, mesmo que o produtor não encontre plantas com sintomas das doenças.

Fonte: Canal Rural / Estadão Conteúdo