terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O município de Laranja da Terra/ES é destaque na comercialização da manga

Foto: Divulgação - Ceasa/ES
A manga é uma boa opção para o verão sendo a segunda fruta tropical mais consumida no mundo. No mercado das Centrais de Abastecimento do EspíritoSanto (Ceasa/ES) podem ser encontradas variedades da fruta como a palmer, a tommy, a haden, a espada e a manguita. O preço médio ofertado está a R$1,70 o quilo.

No Espírito Santo, os municípios que lideram a oferta da manga para omercado consumidor são Afonso Cláudio, Alto Rio Novo, Baixo Guandu, BoaEsperança, Brejetuba, Colatina, Laranja da Terra, Domingos Martins,Itaguaçu, Itarana, Mantenópolis e Santa Teresa.


Entre eles, o município de Laranja da Terra se destaca nas vendas no mercado das Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES) com 911.080 quilos de manga comercializados, seguido de Mantenópolis com 230.660 quilos e Baixo Guandu com 198.100 quilos ofertados. De janeiro a dezembro de 2014 foram vendidos 12.583.406 quilos da fruta, gerando uma movimentação financeira de R$23.764.297,61. 


Saúde

Segundo a nutricionista Matilde Aparecida Alves, a fruta é rica em vitamina C e A. "A vitamina C é antioxidante, um importante aliado no combate ao envelhecimento, aumentando a absorção de ferro no organismo. A manga possui vitamina A que garante a saúde da visão, e ambas (vitamina A e C) contribuem para a formação de colágeno, uma proteína fundamental para a elasticidade da pele. A fruta possui fibras solúveis, encontradas na polpa, que auxiliam na redução do nível do colesterol, o LDL no sangue e prevenindo doenças cardiovasculares. Ajuda no descongestionamento intestinal, evitando constipações e reduzindo o risco de câncer de cólon”, explica a nutricionista. 

“Não há um limite de recomendação para o consumo de manga. Ela pode ser consumida sempre que estiver disponível, no entanto, deve-se considerar que é uma fruta calórica. Há uma crença popular que ‘manga com leite faz mal’. Acredita-se que a origem desta crença está relacionada a um contexto social e econômico de época, pois reza a lenda que no período do Brasil colônia, a fruta era considerada ‘nobre’ e que só poderia ser consumida por pessoas de classe alta e os escravos das fazendas não poderiam consumi-la. Já o leite, que era de fácil acesso, era consumido pelos escravos, mas os senhores alertavam que a mistura da manga com leite faria mal”, lembra Matilde. 

Para escolher a fruta é importante avaliar a casca, que não deve apresentar batidas, rachaduras ou manchas escuras. Cada 100 gramas de manga tem em média 60 kcal; duas ou três unidades da manguita, por exemplo, também correspondem a esse valor. 

Para aproveitar este produto que está na safra, confira a receita: 

Salada de Manga 


Ingredientes:
1 manga madura, porém bem firme
1 colher de sopa de cebola picada
1 colher de sopa de coentro picado
60 ml de azeite de oliva
20 ml de vinagre
1/2 pimenta dedo de moça, sem as sementes, picada
Sal a gosto. 


Modo de Preparo:

Descasque e corte a manga em cubos médios. Reserve.
Em um recipiente misture o vinagre, o azeite e o sal, bata bem para emulsionar, acrescente a cebola, o coentro e a pimenta. Junte os cubos de manga e misture-os ao molho para que fiquem bem envolvidos. Passe para o prato de serviço e sirva.




Fonte: Assessoria de Comunicação – Ceasa-ES  e
           Governo do Estado do Espírito Santo

Peras e kiwis italianos já estão em Berlim!

A campanha já está nos ônibus e no metrô antes de todos os participantes na Fruit Logistica.



Como parte do projeto "Mr Fruitness", a campanha tem como objetivo promover os produtos frescos da Itália e, especialmente, peras e kiwi. A campanha começou em 15 de janeiro e se estenderá até 15 de fevereiro.

Exibido em todos os ônibus e linhas de metrô da região do Centro de Exposições, esta campanha deve chegar a 1 milhão de pessoas; consumidores e empresas locais, bem como os participantes da Fruit Logistica (4-6 de Fevereiro).

A campanha será repetida este verão em outras cidades alemãs.

fonte: cso servizi com

Bahia inicia produção de abacaxi mais resistente

A BRS imperial é resultado de pesquisas da Embrapa Cruz das Almas
Resistente à principal ameaça da cultura do abacaxi, a doença fúngica fusariose, a variedade BRS imperial começa a ser difundida em cidades do interior da Bahia por pesquisadores da Embrapa.

Dez comunidades de agricultores familiares vão receber 60 mil mudas da planta a partir desse mês. A expectativa é que funcionem como multiplicadores entre os produtores locais.


As unidades demonstrativas vão ser instaladas em Ilhéus, Itabuna, Una, Canavieiras e Buerarema. A escolha pela região sul do estado deu-se pelo clima, já que essa variedade de abacaxi se adapta melhor a localidades com chuvas regulares. Mas Cruz das Almas e Sapeaçu, no Recôncavo, também vão ganhar mudas, cujos comportamentos serão monitorados pela equipe da Embrapa Mandioca e Fruticultura.


Esse projeto da empresa pública de pesquisa agropecuária conta com recursos obtidos em setembro do ano passado através de uma emenda parlamentar. O pesquisador Joselito Motta, principal responsável por essa articulação, afirma que está se empenhando para conseguir uma segunda emenda parlamentar para ampliar a divulgação da variedade entre os agricultores baianos.


Uma das metas é levar a Imperial para o oeste baiano, fazendo também dos produtores da região agentes multiplicadores da variedade.


Além da Embrapa, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e as secretarias de agricultura desses municípios são parceiras da iniciativa.


Nova técnica


Resultado de pesquisas da unidade Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas, a BRS imperial foi lançada em 2003, mas não se popularizou entre os produtores devido a dificuldade de produzir mudas na quantidade necessária. Para cada hectare de abacaxi são necessárias 40 mil delas.


Mas a técnica de seccionamento do caule, desenvolvida recentemente pela unidade de Cruz das Almas, pode otimizar esse processo produzindo uma quantidade maior de mudas.


"O talho do abacaxi tem material genético. Vinte centímetros produz dez mudas", diz o produtor Osvaldo Araujo.


Ele e o sócio Ivanilson Montenegro criaram, há três anos, o primeiro projeto do país de fruticultura orgânica. Fica em Lençóis, a 410 km da capital, e foi implantando através de um convênio com a Embrapa.


Araújo, que também planta o abacaxi pérola, tipo mais consumido nacionalmente, começou com um hectare de cada tipo e planeja estender a área para dez hectares usando a técnica de seccionamento.


O empresário acredita que o abacaxi imperial tem mercado garantido, mas que ainda não é atendido pelos produtores. "É um produto diferenciado. Mandei um lote agora para São Paulo. Não tem para quem quer", afirma Araújo.


Prejuízo


Cerca de 30% da produção de abacaxi é perdida por causa da doença, também conhecida como resinose ou gomose. Causada pelo fungo fusarium guttiforme, torna o fruto impróprio para o consumo e, se não controlada, pode ocasionar perda total da plantação. A fusariose tem nas mudas contaminadas uma das principais vias de contágio.


O custo com pulverizações para controle do fungo custa, em média, R$ 1.620 por hectare, o equivalente a 10,8% do custo de produção. Geralmente, são realizadas seis por ciclo.


"Coração de Maria (município na região de Feira de Santana) era o maior produtor de abacaxi da Bahia. O fungo acabou com a produção", lembra Joselito Motta.


Imperial é doce e mais valorizado


abacaxi BRS imperial oferece várias vantagens em relação aos outros tipos da fruta, como a de eliminar o uso de fungicidas para controle da fusariose, ter um sabor doce, mais fibras e um tempo de armazenagem superior em até uma semana ao do seu principal concorrente, o abacaxi pérola, que detém 87% de participação no mercado.


“Ele serve tanto para o mercado interno, de mesa, quanto para a exportação”, ressalta o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas, Joselito Motta.


O produtor de frutas orgânicas Osvaldo Araújo destaca ainda a ausência de espinhos nas folhas, o que evita acidentes de trabalho durante a colheita.


Mais caro


No entanto, o imperial é menos alongado que os tipos pérola e smooth cayenne (havaiano) e também pesa menos do que eles, cerca de 1,3 kg. “Mas o preço do imperial, em relação ao abacaxi pérola, chega a ser 50% a mais”, afirma Araújo.


O pesquisador em melhoramento genético da unidade Mandioca e Fruticultura, Davi Junghans, ressalta que o cultivo da variedade requer mais cuidados. “É interessante para o litoral e irrigação. É uma planta mais exigente em minerais, não é para quem não investe muito“, diz o pesquisador.


Junghans afirma que a variedade tem chances de se tornar popular no país porque os maiores estados produtores de abacaxi, como Pará e Paraíba, plantam a fruta no litoral ou irrigada.


“O problema é que o Brasil não tem viveiristas”, critica o pesquisador. “A Embrapa está fazendo essa ação, doando para associações de produtores. Do plantio a colheita são dois anos e haverá muita muda para distribuir nessa região”, acrescenta.


A Bahia, hoje, é o sexto maior produtor de abacaxi do Brasil, mas já foi o quarto, caindo duas posições devido à seca. Itaberaba, a 264 km da capital, é responsável por 44% da área plantada, sendo o maior polo produtor.



Fonte: A Tarde.com.br

19/01/2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Safra de maçã no Planalto Norte anima produtores em Santa Catarina

Produtores que não sofreram com o granizo tiveram uma safra com ótimo retorno financeiro e animadora para incremento na atividade

A safra da maçã no Planalto Norte já segue para o final. Enquanto alguns produtores fazem a limpeza dos frutos nos pomares, outros já ultrapassam a metade da colheita. Apesar de não ter chegado ao final e os números ainda não serem totalmente conhecidos, o sentimento é de balanço geral positivo, pois os produtores agora já planejam os investimentos futuros.

Para aqueles que tiveram seus pomares afetados por granizo e tiveram perdas importantes, tanto em qualidade dos frutos como também na quantidade da produção, a perspectiva é de investimentos para prevenir contra esse risco, de acordo com o engenheiro agrônomo Gilberto Neppel.

Para o presidente da Cooperativa de Fruticultores de Monte Castelo (CooperPomares), Denis Grein, que teve prejuízo significativo em seus pomares, há necessidade de investimentos em coberturas teladas para proteção dos pomares contra o granizo. "Já acionamos nosso departamento técnico para um levantamento detalhado dos produtores interessados no sistema e vamos fazer um projeto coletivo com os sócios da cooperativa para buscar o incentivo do SC Rural através da Epagri", afirma.

Já na comunidade do Rio Novo, interior de Major Vieira, a perspectiva é de investimento na estruturação do Packing House já existente. O presidente da Coopermavi, Élcio Kasperzack, afirma que, com uma nova câmara fria e o aumento da área coberta do galpão, há possibilidade de aumentar as áreas plantadas na comunidade. "Não podemos aumentar muito a nossa área, sem ter onde classificar, resfriar e embalar. É preciso oferecer o produto com a melhor condição para não perder em qualidade e preço."

Para Neppel, esta safra marca o antes e depois da atividade na região. "Apesar de o granizo ter sido mais intenso que em outros anos, atingido mais áreas, há necessidade de investimento na mitigação do risco. Esse foi o ano em que a safra foi totalmente beneficiada na região, na estrutura instalada em Monte Castelo, e isso foi um avanço muito grande. Por outro lado, os produtores que não sofreram com o granizo tiveram uma safra com ótimo retorno financeiro e animadora para incremento na atividade," conclui.

Fonte: Grupo Cultivar
16/01/2015

Demanda firme sustenta preço da laranja no mercado de mesa, segundo Cepea

A demanda está mais aquecida no mercado de mesa nesta semana, mas menor que a esperada para o mês de janeiro. Agentes acreditavam, inclusive, que os preços já deveriam ter reagido mais significativamente. De acordo com dados do Cepea, a média parcial desta semana (segunda a quinta-feira) da laranja pera é de R$ 15,57/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 1,9% em relação à da semana passada. Já para a lima ácida tahiti, as cotações registraram novas quedas. Apesar da demanda firme, a oferta já aumentou. Na parcial da semana, a tahiti tem média de R$ 12,37/cx de 27 kg, colhida, queda de 12,5% em relação à da semana passada. No segmento industrial, uma pequena processadora localizada em Itajobi (SP) já vem recebendo a tahiti para moagem desde a semana passada. Os preços estão a R$ 10,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na planta. Segundo colaboradores do Cepea, na próxima segunda-feira, 19, uma grande indústria localizada em Matão (SP) também iniciará o recebimento desta fruta, aos mesmos valores. Dessa forma, produtores terão opções para comercialização das tahitis sem qualidade suficiente para o mercado in natura.

Fonte: CEPEA/Grupo Cultivar
16/01/2015

Cresce demanda por melão pele de sapo no Brasil

Foto: Divulgação/Sakata


Destinado à exportação, sobretudo para a Europa, variedade tem conquistado o paladar dos brasileiros e já responde por mais de 15% da área plantada de melão.


A produção de melão no Brasil, em 2012, foi de 575,4 mil toneladas, gerando, aproximadamente, R$ 475 milhões para quase 220 mil produtores, segundo dados da ApexBrasil/2014. Atualmente, cerca de 70% da produção é destinada ao mercado externo, contudo as demandas do mercado interno também vêm crescendo de forma gradativa nos últimos anos. Dentro deste mercado, a variedade tipo pele de sapo representa, hoje em dia, de 15% a 18% da área plantada de melão no Brasil.

De acordo com Alexandre Mori, Gestor de Produtos da Sakata, multinacional japonesa que produz e comercializa sementes de hortaliças e flores em todo o mundo, o melão pele de sapo ainda encontra um pouco de resistência por parte dos consumidores, já que é uma variedade completamente diferente do fruto tradicional amarelo, devido à cor da casca, que dá a falsa impressão de estar verde, além do próprio nome em si. 

– Porém, uma vez quebrada essa barreira inicial, o consumidor que prova, gosta bastante do fruto e acaba voltando a comprá-lo, em função da sua alta qualidade e sabor – comenta. 

Tendo como principal destino o exigente mercado europeu, o consumo do fruto vem se popularizando aos poucos no Brasil e o aumento da demanda tem incentivado muitos agricultores a investirem mais no mercado interno.

O pele de sapo pode ser encontrado nas capitais de todas as regiões do Brasil, sobretudo no verão, em que há um aumento da oferta, em função do auge da produção, localizada principalmente em Mossoró (RN) e em alguns pontos do Vale do São Francisco, região que abrange estados como Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Embora possa ser produzido o ano todo, a colheita ocorre, principalmente, entre os meses de setembro e março.

Seu preço, um pouco mais elevado quando comparado ao melão tradicional, se deve, basicamente, ao maior custo de produção. 

– Este tipo de melão exige um manejo nutricional muito mais apurado que outros tipos, além de consumir maior quantidade de adubo. O ciclo de produção é mais longo e é mais sensível a intempéries climáticas – explica Mori.

Fonte: Assessoria Sakata / Canal Rural
17/01/2015

Procura por coco verde movimenta a produção da fruta em Sergipe

Com todo o calor que tem feito no país nesse verão nada com uma água de coco bem gelada para se refrescar. A procura pela fruta movimenta a produção em Sergipe.

Os coqueirais que cobrem o Platô de Neópolis, a 100 quilômetros de Aracaju, estão carregados. A colheita é feita no ano todo, mas é no verão, que a safra atinge o ponto alto.

Uma propriedade da região tem 600 hectares de área plantada, e os frutos que estão no pé já tem destino certo. Além de Sergipe, os cocos produzidos em uma fazenda são destinados a outros nove estados brasileiros. Para dar conta dessa demanda, o trabalho é intenso. Para se ter uma ideia, todos os dias sai um caminhão carregado e, logo em seguida, chega outro vazio. No mês de dezembro, foram vendidos R$ 1,7 milhão de cocos.

“Desde agosto até novembro nós mantivemos nossa produção em torno de um milhão de cocos vendidos para acumular para dezembro, janeiro e fevereiro para pegar um preço melhor e a produtividade melhor”, fala o gerente Cláudio Dinizio Nascimento.

Para garantir que não falte água no coqueiral, é usado um sistema de irrigação. A água é bombeada dos reservatórios, que são abastecidos pelo Rio São Francisco.

A irrigação é programada para funcionar uma vez ao dia. Quando chove o sistema é desligado o que gera economia de energia elétrica e água. No ano passado o clima ajudou. Houve chuva em todos os meses de 2014 e o resultado foi a diminuição no custo de produção. Cada fruto desse que era vendido a R$ 1 no verão passado, agora sai por R$ 0,80.

A diferença está na quantidade, com mais frutos as vendas quase dobraram. Por causa disso, o mês de janeiro já começou com boa notícia para os trabalhadores: todos vão receber o 14º salário como participação nos lucros. O colheitador Edjenal Ramos dos Santos, que trabalha na colheita há três anos, já faz planos.

“Estou devendo um dinheiro, vou pagar. Comprar algumas coisas dentro de casa. As coisas das crianças, para estudar. Ajuda em várias coisas”.

Na propriedade a produção deve chegar a 15 milhões de cocos; 2 milhões a mais do que em 2014.

Fonte: G1-Globo Rural
18/01/2015

Tempo ajuda e parreirais estão carregados de uva de mesa no Rio Grande do Sul

Na Serra Gaúcha é época da colheita da uva. Nesta safra, as variedades de mesa enchem os olhos e devem agradar o paladar do consumidor.

Nas encostas da Serra Gaúcha, os parreirais estão carregados. Cachos bonitos e fartos. São as uvas de mesa, que vão direto para o consumo. Em Vale Real, município vizinho a Caxias do Sul, agricultores se apressam para tirar as frutas do pé.

A principal preocupação dos produtores é com o clima. Nas últimas semanas choveu muito na região, e a água que fica acumulada no meio dos cachos compromete a qualidade da fruta.
“Quando chove todos os dias, o meio do cacho não dá para secar. Um grão rachado vai criando mais umidade”, explica o agricultor José Faccin.

A uva de mesa da Serra Gaúcha atende o mercado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e estados do centro do país. Em toda a região, a produção de Niágara rosa e Niágara branca deve ser de 35 mil toneladas, 60% a mais do que na safra passada, segundo a Emater.

Além do clima adequado no período de desenvolvimento das plantas, o agrônomo Enio Todeschini, explica que o bom resultado é reflexo da mudança de hábitos dos produtores nos últimos anos.

“O não uso de germicidas e o cultivo de plantas de cobertura do solo, hoje se está trabalhando com nabo forrageiro, com azevém a palhada que protege o solo, que mantem mais umidade e se reflete na parte superior da copa, ou seja, na produção e na sanidade das plantas”.

Na propriedade da família Cemin, de cinco hectares, devem ser colhidas em torno de 130 toneladas. Dona Justina retira as frutas com toda paciência. Um trabalho delicado para não comprometer a qualidade da fruta que vai para o consumidor.

“Quando tira, não pode pegar ela muito na mão porque tira o brilho e a uva fica feia e não vai ter presença na caixa”, fala Justina Cemin.

Arcério e dona Justina Cemin têm apenas um funcionário. Com dificuldade para conseguir mão de obra o casal fez uma parceria com os vizinhos. Eles ajudam na colheita e ficam com parte da produção por um preço mais baixo. 

“Me pagam um pouco menos , mas eu não entro com a mão de obra e para mim é negócio”, afirma o agricultor Aércio Cemin.

Em 2014, o Rio Grande do Sul produziu quase 58% da uva consumida no país.

Fonte; G1-Globo Rural
18/01/2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Agronegócio movimenta o mercado executivo

O setor de agronegócios no Brasil pode sofrer com eventuais adversidades climáticas, mas está menos sujeito às intempéries da economia. Responsável por mais de 20% do PIB do país, o segmento acena com boas perspectivas de trabalho para executivos neste ano, alimentadas em grande parte pela profissionalização das empresas.

A busca por resultados melhores e a consequente necessidade de mão de obra qualificada - tanto na área corporativa como na operacional - para alcançar essas metas têm se intensificado nos últimos anos. "O objetivo é chegar ao nível de profissionalização das empresas de bens de consumo", afirma Thiago Pimenta, sócio da consultoria Flow Executive Finders. Ele calcula que, em 2014, perto de 30% do resultado operacional da empresa veio do agronegócio, incluindo a infraestrutura e a logística de apoio ao setor.

Caroline Badra, sócia e consultora de recrutamento e seleção para a prática do agronegócio da Asap Recruiters, ressalta que o surgimento de vagas no segmento independe de fatores como eleições, política e situação econômica. "Tem havido na indústria agrícola uma forte entrada de multinacionais, sobretudo de defensores e fertilizantes. Fundos de investimento têm adquirido empresas familiares brasileiras, e muitas se dedicam cada vez mais a preparar a sucessão."

Para Jeffrey Abrahams, sócio-gerente da companhia de recrutamento de executivos Fesa, essa movimentação abre caminho para a contratação de CFOs, controllers e gerentes gerais. "Há também, na área de insumos, muitas fusões e aquisições que aquecem o mercado", afirma.

A procura por executivos, diz Caroline, ganha força no Norte e Nordeste - em Estados como Bahia, Maranhão e Piauí -, e especialmente no Centro-Oeste, que respondeu por cerca de 30% das vagas do setor que a Asap trabalhou no ano passado. Por essa razão, a mobilidade é um quesito importante para os executivos que atuam nesse campo. Como diz Cristiano Soares, diretor financeiro e de relação com investidores da V-Agro, produtora de grãos e fibras, "é preciso estar disposto a sujar a bota".

Formado em direito, Soares começou a carreira como advogado de um grupo de empresas e, em 2004, aproveitou uma oportunidade em uma companhia de biodiesel. "Interessei-me pelo projeto e fui para trabalhar na criação do negócio", diz. No ano seguinte, migrou para o mercado financeiro, mas rapidamente voltou à mesma empresa de biodiesel, dessa vez para a implementação de sua oferta pública de ações (IPO). Entre 2006 e 2007, esteve em uma companhia do setor de shopping centers, e em 2008 chegava pela terceira vez à Brasil Ecodiesel, agora com a missão de participar de sua reestruturação financeira.

Em 2010, a empresa decidiu entrar no negócio de grãos e fibras. Para tanto, incorporou o grupo agroindustrial Maeda e, pouco depois, a Vanguarda Participações. Em 2013, Soares foi convidado pelo CEO da então recém-constituída V-Agro para assumir sua área financeira, com a condição de sair "da zona de conforto e do ar-condicionado". "Um gestor do agronegócio tem de entender os problemas que o administrador da fazenda enfrenta. É fundamental participar ativamente da produção", afirma. Dessa forma, embora esteja alocado em um escritório em São Paulo, o diretor financeiro visita semanalmente as instalações da V-Agro em Nova Mutum, no Mato Grosso.

Em sua opinião, o setor prepara o profissional para situações que exigem jogo de cintura e flexibilidade. "As projeções mudam o tempo todo e a programação requer adaptações de última hora", explica. "Há a interferência do clima, de pragas e de mudanças de preço. Os ciclos são longos, já estamos preparando a safra que será plantada em setembro ao mesmo tempo em que colhemos a de 2014/15."

Em termos de atratividade, Pimenta, da Flow, define o agronegócio como grande chamariz e formador de bons executivos, justamente pelo desafio de trabalhar com recursos que não são controlados pelas companhias. O consultor diz que é comum a migração de profissionais das indústrias de bens de consumo, automobilística e do setor de serviços para o segmento - embora ainda identifique certo preconceito dos que não conhecem bem as oportunidades que o negócio oferece. "Os salários chegam ao nível dos oferecidos pelas empresas de bens de consumo", afirma.

A área de planejamento financeiro é uma das que estão aquecidas no agronegócio, na percepção de Alexandre Kalman, sócio da Hound Consultoria, especializada no recrutamento profissional para os departamentos de finanças e impostos. "Buscam-se gestores com um olhar estratégico para o futuro", diz. Entre janeiro e outubro do ano passado, 30% do faturamento da Hound ficou por conta do agronegócio.

Há menos de um ano na Biosev, companhia do setor sucroalcooleiro, como gerente tributária estratégica, Fernanda Santos de Oliveira conta que pesquisou bastante antes de aceitar uma oferta no setor. Antes na área consultiva tributária, ela diz que foi atraída pelo grande dinamismo das operações ligadas a sua formação. "Trata-se de uma boa oportunidade para o desenvolvimento de minha função. Reporto-me diretamente ao CFO e planejamento é desafiador."

Ela explica, por exemplo, que as contribuições previdenciárias são específicas e, além dos impostos federais, algumas operações incluem impostos estaduais. "Devido às especificidades, quem chega de outras áreas de negócio precisa ser flexível para adquirir a vivência necessária", ressalta Caroline Badra, da Asap.

Aos 38 anos, o engenheiro agrônomo Edson Corbo já acumula 16 de mercado. Atualmente, ele é diretor de agronomia para a América do Sul da NexSteppe, empresa de comercialização de sementes de sorgo. "Sempre fiz tanto a função de gestão de projetos como a de pessoas em áreas técnicas", diz.

Para Corbo, o conhecimento técnico em seu cargo é necessário para conectar profissionais e projetos às necessidades da própria companhia. Ele já havia exercido o papel de gestor em seus empregos anteriores, na Dow AgroSciences e na Monsanto. Além de acumular cursos, o executivo afirma que desenvolveu competências de liderança ao mudar muito de departamento e de localização geográfica de trabalho, o que "dá bagagem para interagir com pessoas".

Corbo vê mais desafios para o executivo no agronegócio brasileiro do que no mercado americano. Isso porque o Brasil é um país tropical que produz nos 12 meses do ano, o que exige muito mais do profissional. "Nos EUA, o inverno é usado apenas para planejamento na área agrícola. Aqui, plantamos e colhemos ao mesmo tempo, em regiões diferentes", afirma.

Apesar de a economia brasileira não estar em um momento favorável, o diretor da NexSteppe destaca que, em termos de necessidade de profissionais, o mercado local continua bastante atrativo. "As empresas vão precisar de pessoas com experiência, que agreguem mais aos projetos". Nessa conjuntura, as companhias também investem em treinamento para os funcionários. "Elas estão preocupadas com retenção", diz.

De olho na busca por aprimoramento em capacidade de gestão por parte dos profissionais do setor, as escolas têm feito investimentos. Na Fundação Dom Cabral (FDC), o programa de gestão em agronegócios surgiu em 2013. Segundo Denise Leite, gerente de projetos dos programas abertos da FDC, ele foi precedido por um núcleo de desenvolvimento do conhecimento em agronegócio, criado em 2012 com o objetivo de levantar temas de gestão com foco no setor.

"A estrutura do curso é modular, para que possa ser conciliado com as atividades do aluno, seja no campo, na cooperativa ou na empresa", explica. São cinco módulos de 14 horas, totalizando 70 horas, e a frequência das aulas é quinzenal. O perfil dos participantes é heterogêneo, de acordo Denise. "Há empresários e gestores de empresas e de propriedades rurais particulares."

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Agricultores criam produtos feitos com frutas da caatinga


Há quase 20 anos, pequenos agricultores do sertão baiano se uniram para aumentar a renda familiar e a partir dessa ideia eles começaram a vender produtos feitos a partir de frutas nativas, como o maracujá do mato e umbu, para países europeus.




Confira o  vídeo no link abaixo

Fonte: G1 - Programa Bahia Rural