quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Porto Alegre inicia colheita da safra de uva e ameixa

Agricultores da Capital Gaúcha aproveitaram evento oficial para pressionar autoridades pela aprovação do projeto que reinstitui a zona rural

Confiantes na recuperação das vendas este ano, os fruticultores da zona Sul da Capital deram início ontem à colheita da uva e da ameixa na região. Com a presença de autoridades municipais e de produtores, a cerimônia serviu para apontar as perspectivas para o setor este ano e, principalmente, pressionar para a aprovação do projeto de lei do Executivo municipal que reinstitui a zona rural de Porto Alegre, em tramitação na Câmara de Vereadores.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor em 2014, como granizo e inverno ameno, a previsão é de que a safra 2014/2015 seja boa, com a colheita de 300 mil quilos de uva e 500 mil de ameixa. Somando todos os insumos produzidos no cinturão agrícola da cidade - como pêssegos, figos, morangos, uvas, melões, peras, goiabas - a atual safra deve chegar a 4 mil toneladas.

O secretário municipal da Indústria e Comércio, Humberto Goulart, destacou que embora a produção realmente não represente uma parte muito significativa do PIB da Capital, é responsável pelo sustento de muitas famílias que vivem da terra e pelo equilíbrio ambiental da cidade. “Essa região é o pulmão de Porto Alegre, reflete diretamente no ar respirado no Centro. Além disso, as frutas têm características próprias”, defendeu Goulart. O microclima da zona Sul, aliado ao solo e à topografia, contribui para a produção de frutas de qualidade.

O prefeito José Fortunati ressaltou que a zona rural de Porto Alegre tem grande importância econômica e social para o município. A área é a segunda maior em extensão do País (atrás apenas de Palmas, no Tocantins), a primeira em produção e a 23ª maior fornecedora de bens para a Ceasa.

Seu reconhecimento enquanto área rural possibilitará aos agricultores o recebimento de investimentos governamentais e o acesso a linhas de crédito e financiamento. “Nós não abrimos mão desse projeto, por isso eu peço que a recriação da zona rural seja analisada o quanto antes”, salientou Fortunati, alertando para a especulação imobiliária na região.

O presidente da Câmara de Vereadores, Mauro Pinheiro (PT), garantiu que os parlamentares estão trabalhando para que a matéria seja aprovada ainda este ano. “Temos uma audiência pública pela frente, mas tudo indica que antes da metade de 2015 ele vá para votação”, afirmou. A última audiência pública sobre o tema foi realizada no dia 11 de dezembro, quando as manifestações foram a favor da zona rural. Houve muita discussão sobre as regras, o zoneamento e as questões envolvendo ocupações irregulares. 

Paralelamente ao início da colheita, ocorreu o lançamento da 24ª Festa da Uva e Ameixa. O evento ocorre a partir deste sábado, junto à praça Nossa Senhora de Belém Velho, próximo à capela Nossa Senhora de Belém. A festa estará aberta aos visitantes em dois fins de semanas, nos dias 10, 11, 17 e 18 de janeiro, das 9h às 20h e é promovida pela Divisão de Fomento Agropecuário da Smic e o Sindicato Rural de Porto Alegre, com apoio da Associação Comunitária Belém Velho (Ascobev), Instituto São Benedito, Amparo Santa Cruz e Emater.

A fim de alavancar ainda mais as vendas diretas, a Smic desenvolve o Produtos de Época, que leva as frutas até a área central da cidade para facilitar o acesso ao consumidor e o escoamento da safra. O agricultor Luciano Bertacco, comemorava a nova praça de vendas no Centro da cidade. “Apenas em um ponto de venda melhor, mais próximo ao consumidor, o produtor vai conseguir se recuperar um pouco das perdas de 2014”, projetou. 

A feira está situada na praça Parobé, ao lado do Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre. As barracas com as frutas ficam abertas durante todo o mês de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20hs.

por Roberta Mello
Jornal do Comercio
http://jcrs.uol.com.br/
08/01/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pesquisa testa fruticultura orgânica em larga escala

Tullio de Pádua - O abacaxi BRS Imperial, resistente à fusariose e sem espinhos na coroa e na folha, vem demonstrando boa adaptação ao sistema orgânico
Sistemas orgânicos de produção de diferentes frutas estão sendo construídos de forma pioneira pela Embrapa com base em experimentos instalados na Chapada Diamantina (BA). Todos são resultados de um projeto realizado em parceria com a empresa Bioenergia Orgânicos no Município de Lençóis que experimenta soluções para a produção de orgânicos em larga escala, algo ainda difícil de se fazer. 


A Embrapa está elaborando protocolos de produção usando a estratégia de geração e validação simultânea dos resultados. Os resultados do primeiro ciclo de produção mostram níveis de produtividade superiores ao convencional.



Duas culturas apresentaram resultados mais rápidos: a do abacaxi e a do maracujá. No caso do abacaxi, o trabalho desenvolve um sistema de produção para duas cultivares: a Pérola, a mais plantada no País, e a BRS Imperial, desenvolvida pela Embrapa, cuja principal característica é a resistência à fusariose, mais importante doença da cultura, que chega a causar 100% de perda da lavoura. Outra vantagem da variedade é não conter espinhos na coroa e na folha, o que facilita o manejo e reduz custos e risco de acidentes. 



A qualidade dos frutos tem surpreendido a equipe. No caso do abacaxi Pérola, eles apresentaram média de peso entre 1,6 kg e 2 kg. "É difícil até no plantio convencional apresentar essa média. Entendemos também que o clima da região, tropical semiúmido, propicia um bom desenvolvimento da cultura", sugere o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) Tullio de Pádua. 



"Como não tínhamos nenhuma informação sobre produção de abacaxi em sistema orgânico, inicialmente fizemos trabalhos para definir densidade de plantio, adubação e manejo de cobertura do solo para as duas variedades", conta Tullio. E os primeiros resultados, segundo ele, são positivos, principalmente pelo fato de ter havido poucos problemas com a fusariose no Pérola. "O controle dessa doença é necessário e um desafio maior no sistema orgânico. Treinamos os funcionários da empresa para fazer o monitoramento constante e eliminar as plantas doentes, como forma de reduzir a disseminação da doença," conta.



Atuação começou em 2011



O principal desafio para os cientistas é ajustar constantemente seus conhecimentos de pesquisa com as necessidades de quem está na linha de produção. "Desde o início, quando a proposta foi concebida, sabíamos que para implantar um projeto dessa magnitude teríamos de ter a pesquisa como aliada", afirma Osvaldo Araújo, um dos sócios da Bioenergia, empresa que tem por objetivo final o processamento de polpa integral para abastecer o mercado de suco. Em meados de 2011, pesquisadores e técnicos especialistas em diversas fruteiras começaram a atuar no convênio, com duração de cinco anos e que poderá ser renovado. A previsão é que a indústria entre em funcionamento em 2016. 



Para a Embrapa, a proposta significa a possibilidade de avançar na pesquisa com orgânicos. "Encontramos um parceiro que nos colocou à disposição uma área de 80 hectares para pesquisa, que se tornou a nossa grande estação experimental de fruticultura orgânica [no Município de Lençóis], com a infraestrutura disponível e mão de obra", avalia o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Zilton Cordeiro, coordenador do trabalho. Segundo ele, associar as pesquisas já considerando a produção pode trazer resultados importantes em um prazo relativamente curto.



Entre os vários obstáculos, o especialista destaca os fitossanitários. A primeira grande batalha foi contra uma cochonilha que acometeu a plantação de acerola. Para o controle, foi utilizada uma estratégia de poda com aplicação de uma calda de sabão. A infestação recuou. Há áreas em que a infestação passou de 25% para 1%. "Uma série de outras questões irá surgir, e as alternativas serão pesquisadas na hora," diz o pesquisador.



Peso acima da média



Um exemplo de que a produção orgânica se baseia em séries de testes é o trabalho realizado com o BRS Imperial. Diferentemente do que acontece com o Pérola, o BRS Imperial apresenta baixa taxa de florescimento natural, por isso é feita a indução floral. "Temos observado que o abacaxi BRS Imperial parece responder melhor em relação a peso de fruto a um ciclo vegetativo mais longo. Em vez de 12 meses, que é o padrão, fizemos a indução em 14. A média dessa variedade no sistema convencional é 1,2 kg. Obtivemos frutos acima desse peso médio," comemora. Ele revela que serão testadas induções com diferentes idades vegetativas para observar a produção.



Inicialmente, os sócios não haviam pensado na alternativa de comercializar frutos in natura, mas, diante da qualidade do produto, hoje eles já consideram essa possibilidade. "Pensamos primeiro apenas no processamento. Mas colocamos como teste esses frutos aqui no mercado local e a aceitação tem sido muito boa. Isso nos fez pensar em trabalhar uma classificação com produtos in natura no mercado", conta Araújo.
As necessidades de ajustes são constantes. As bases do sistema de produção para o abacaxi e para o maracujá estão sendo finalizadas. "Não temos o sistema de produção perfeito, assim como não há perfeição para o sistema convencional. Mas já temos a base", salienta Zilton. Inicialmente a área destinada aos experimentos com abacaxi era de um hectare. As mudas produzidas estão sendo transferidas para uma área de dez hectares, já com o objetivo de saída comercial. Araújo afirma que serão plantadas agora 300 mil mudas. 



Em relação ao maracujá, a primeira etapa, cuja meta era avaliar os melhores materiais genéticos para o sistema orgânico levando-se em consideração produtividade e resistência a doenças, foi concluída. Foram analisados 14 híbridos do programa de melhoramento da cultura, que envolve pesquisas da Embrapa Mandioca e Fruticultura e Embrapa Cerrados (DF). BRS Sol do Cerrado e BRS Rubi do Cerrado foram os dois híbridos selecionados e vão compor a área comercial de dez hectares. 



O principal obstáculo para o maracujá são os vírus, que afetam plantações do País inteiro. Para driblar o problema, a ideia dos pesquisadores é trabalhar com plantas que entrem em produção precocemente, o que reduz o risco da atividade. Está em teste um sistema de produção em que se clona uma planta muito produtiva no campo. Dela é retirada uma estaca que é enraizada em ambiente protegido. "Quando a gente enraíza uma estaca, ela já está na fase juvenil, assim rapidamente essa muda entra em processo de florescimento e frutificação. Fizemos os clones das estacas e levamos para campo de produção. Quanto mais precoce o material, mais produzirá na ausência do vírus," explica o pesquisador da Embrapa Raul Castro.



O plantio de maracujá começou a sofrer a incidência de um ácaro transmissor do chamado vírus da pinta-verde, que dá uma aparência depreciativa ao fruto. "Estamos tentando controles com caldas e um inseticida orgânico, o mais antigo que se tem registro até hoje, o enxofre. Quando falamos que, em quase dois anos do ciclo, nunca se pulverizou, ninguém acredita," ressalta Castro. A produção da fruta chegou a 36 toneladas por hectare, equivalente a três vezes mais que a média nacional. O pesquisador lembra, no entanto, que na medida em que se amplia a área de plantio, aumenta também a pressão de pragas e doenças.



A manga vem na sequência das culturas que se destacam no projeto. Como é de ciclo mais longo, de cerca de três anos, as primeiras avaliações ainda não foram concluídas. O trabalho começou com 22 variedades. Três apresentam maior potencial para processamento: a Ubá, a Palmer e a Imperial, porém há expectativas de que outras variedades sejam recomendadas para essa utilidade. O pesquisador Nelson Fonseca indica como um dos principais desafios em termos orgânicos a parte de indução floral. "Dois fatores são indutores naturais: o frio e o período seco. Na região de Lençóis, há o período frio, de maio a agosto, e nessa época também praticamente não chove lá. A união desses dois fatores seria como uma pré-indução. Isso pode favorecer em termos de florescimento e início de frutificação."



Um dos problemas que a cultura vem enfrentando é o controle da formiga (boca de cisco ou rapa-rapa). No sistema convencional basta um pesticida para dar conta, mas, no orgânico, esse problema exige muita criatividade. Já foram testadas várias alternativas, inclusive uma fita adesiva com dupla face para impedir a formiga de subir na planta e atacar a copa. "Testamos a manipueira [líquido que sai da mandioca durante a fabricação de farinha], no entanto temos dificuldade de obter o líquido novo, tirado na hora, para ser usado na área experimental. Também se utilizou uma cal virgem, mas também não deu muito resultado," narra o pesquisador. Segundo ele, o uso da calda de sabão apresentou resultados no controle, porém, o custo de sua fabricação é alto. Por isso, ainda estão sendo investigados nossos meios de controle da formiga, conforme informa Nelson. A área destinada à manga está sendo ampliada de dez para 21 hectares, também em escala comercial. "Já temos cerca de 20 mil mudas para o plantio e vamos preparar 70 mil para 2015", informa o outro sócio, Evanilson Montenegro.



Além do trabalho voltado especificamente para cada cultura, Zilton destaca três frentes de experimentos que vão dar a base para a continuação do trabalho na Bioenergia: preparo e manejo do solo, independentemente da cultura; manejo integrado de pragas; e a parte de nutrição vegetal com o desenvolvimento de formulações fertilizantes.



Área experimental



Dentro dos estudos realizados pela empresa, a região do interior da Bahia foi escolhida em função de ter o clima, água e solo mais adequados à fruticultura orgânica, com disponibilidade de terras virgens. Foram compradas três fazendas em Lençóis que totalizam 3,5 mil hectares. Dos 80 hectares destinados aos experimentos da Embrapa, já ocupados hoje, há 22 hectares de manga, dez hectares de maracujá, dez hectares de abacaxi (essas três primeiras áreas já para escala comercial), três hectares de Spondias (nome científico da família do umbuzeiro e do umbu-cajazeiro), cinco hectares de acerola, três hectares de goiaba, 3,5 hectares de citros, além de um hectare para experimentos de solos. Esse material integra a Unidade de Pesquisa de Produção Orgânica (UPPO), na Ceral Marimbus. Há ainda uma área de viveiros de 2,5 hectares. Já foram instalados um viveiro de mudas e uma estufa com telado antiafídeo para citros. 




Parceria com produtores locais



O objetivo final da empresa Bioenergia é o processamento de polpa integral. A previsão dos sócios é que a indústria esteja funcionando em 2016 com capacidade para processar 40 toneladas de frutas por dia em um turno. A produção virá das fazendas, mas a empresa pretende também envolver produtores da região, como forma de promover o desenvolvimento local. 



Pelo planejamento, a Bioenergia vai produzir 50% da capacidade de processamento da indústria e os outros 50% serão produzidos por parceiros. "A ideia é desenvolver parceiros produtivos focados na agricultura familiar. Vamos fornecer a muda, o adubo a preço de custo e garantir a compra de 100% em contrato, e o produtor terá o compromisso de nos entregar, no mínimo, 50%", explica Araújo. E acrescenta que o desenvolvimento desses parceiros — selecionados a princípio em Lençóis e nos municípios em um raio de 100 quilômetros da indústria, como Bonito, Utinga, Andaraí e Piatã — vai acontecer quando a empresa tiver as mudas em quantidade para distribuição. "Devemos iniciar com duas culturas entre um e três hectares para cada produtor: o maracujá em consórcio com a manga. Enquanto as mangueiras crescem nos dois primeiros anos, o produtor tira duas safras de maracujá. Assim, o custo será reduzido e ele vai ter uma renda no fim do primeiro ano."



A inclusão social se dá também pelo emprego de mão de obra local. Os sócios informam que 80% dos colaboradores do projeto provêm de duas comunidades quilombolas próximas.




A indústria



A empresa Bioenergia assinou com o governo do estado da Bahia o protocolo de intenções para a instalação da unidade de processamento industrial, cujo projeto vem sendo desenvolvido sob a orientação do Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas (Ital). Essa unidade estará localizada próximo às áreas de plantio, e, de acordo com os sócios, a recepção e seleção das frutas serão feitas de modo automatizado a partir da lavagem até a embalagem asséptica, ou seja, sem contato manual. "A vantagem de todo o processo é que, numa superprodução, tem-se um custo baixo de armazenamento porque não exige refrigeração", informa Montenegro. E o grande cliente, como ressaltam, é o mercado de suco.



Alessandra Vale (MTb 21215/RJ) 

Embrapa Mandioca e Fruticultura 
mandioca-e-fruticultura.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (75) 3312-8076




Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Embarques de uva do Vale do São Francisco sofrem retração de 11%

O maior polo de fruticultura irrigada do Brasil fechou as exportações do ano em US$ 213 milhões, frente a US$ 220 milhões do ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia, é responsável por cerca de 98% das exportações de uva e 80% das exportações de manga do país. São 21 mil hectares plantados em áreas de irrigação.

As remessas de manga permaneceram estáveis, com 102 mil toneladas exportadas. O envio de uva, no entanto, foi 35% menor do que em 2013, em quantidade: 28 mil toneladas.Em dólares a queda foi mais suave, graças aos altos preços pagos na União Europeia.

A conta da uva fechou em US$ 93 milhões, 11% menos do que no ano passado.

Para explicar a redução, produtores apontam um redirecionamento do mercado externo para o mercado interno, além de uma quebra significativa na safra deste ano. "Estimamos que tenhamos perdido cerca de 28% da produção da uva, principalmente por fatores climáticos", afirma Edis Matsumoto, membro  da Câmara de Fruticultura do Vale do São Francisco.

O maior empecilho para o desenvolvimento da fruta foi o clima nublado entre o final de 2013 e começo de 2014, período de fertilização dos cachos nestas regiões baianas e pernambucanas. Por outro lado, embora várias localidades do país tenham sofrido forte seca, os vinhedos sertanejos não chegaram a enfrentar falta de água. A irrigação, abastecida pelo Lago de Sobradinho,permaneceu regular o ano todo.


As perdas foram em parte compensadas pelos bons preços da fruta na Europa. "Os preços bateram recorde este ano", comemorou Edis Matsumoto. O Vale não foi a única região a contabilizar quebra de produção. Os produtores de uva de mesa da Grécia, Espanha e Itália, principais concorrentes no Velho Continente, também tiveram problemas com as safras. Logo, houve falta de oferta e alta demanda no mercado europeu. A caixa de 5 kg de uva sem semente, que costuma valer entre ? 13 e 17, teve preço entre ? 18 e 22 - alta de 27,7%.
Desde 2009, a produção de uva do São Francisco tem se voltado menos para o mercado externo e mais para o interno. Se em 2008 cerca de 60% das safras do Sertão do São Francisco eram direcionadas ao exterior, hoje a parcela exportada beira os 30%,segundo a Câmara de Fruticultura do Vale do São Francisco. De 2012 para 2013, o recuo em peso foi de 17,3%.
Tássio Lustoza, da associação de exportadores e produtores Valexport, explica a retração nas exportações como "um redirecionamento de mercado". Segundo ele, o mercado interno se torna mais atrativo quando paga valores semelhantes aos da Europa e Estados Unidos, pois dispensa "exorbitantes custos de fretes, tarifas e certificações" necessários no externo.
Ivan Pinto, presidente do Instituto da Fruta de Juazeiro, acredita que "o Brasil perdeu competitividade", principalmente pelos custos de insumos, mão de obra e tarifas. Além disso, desde o

ano passado, o país não faz mais parte do Sistema Geral de Transferência (SGT), mecanismo da União Europeia que aplaca tributação de produtos agrícolas de países em desenvolvimento. "Hoje o produtor brasileiro tem que pagar o tributo normal, concorrendo com países latinos que pagam menor tributação."
Já Edis Matsumoto, da Câmara de Fruticultura, afirma que a mudança de mercado em 2008 tem a ver
com um momento de crise nos países europeus e de fortalecimento de mercado nacional. "O brasileiro adquiriu o hábito de consumir uva sem semente, além de ter aumentado o poder de consumo", diz ele.

Fonte: ABDI em Pauta

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Cientistas criam filmes comestíveis para embalagens

Imagine colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica. A película que a envolve é composta por tomate e, ao ser aquecida, vai se incorporar à pizza e fazer parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) que fizeram películas comestíveis de diferentes alimentos como espinafre, mamão, goiaba, tomate e pode utilizar muitos outros como matéria-prima. O trabalho de pesquisa foi desenvolvido no âmbito da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) e recebeu investimentos da ordem de R$200 mil.

"Podemos utilizar rejeitos da indústria alimentícia para fabricar o material, isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada", afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso, que coordenou a pesquisa, ressaltando que o trabalho de desenvolver filmes a partir de frutas tropicais é pioneiro no mundo. 

O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger alimentos. Porém, o fato de poder ser ingerido abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens. Aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.

A diferença está na matéria-prima. O plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto. "O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos", conta o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, pesquisador da Embrapa que participou do trabalho.

Ele explica que os alimentos usados como matéria-prima passam pelo processo de liofilização. Trata-se um tipo de desidratação na qual, após o congelamento do alimento, toda a água contida nele se transforma do estado sólido diretamente ao gasoso, sem passar pela fase líquida. O resultado é um alimento completamente desidratado com a vantagem de manter suas propriedades nutritivas. Ela pode ser aplicada aos mais diferentes alimentos como frutas, verduras, legumes e até alguns tipos de temperos, o que explica a grande diversidade de matérias-primas comestíveis, o que imprime o sabor e a cor da embalagem.

Mattoso acredita que o plástico comestível também poderá contribuir para reduzir outro problema: o desperdício de alimentos. Além de resíduos em condições de uso que a indústria alimentícia não utiliza, há muitos vegetais que deixam de ser comercializados por não apresentar bom aspecto visual mesmo estando em condições de consumo. "Esses vegetais que iriam estragar na prateleira podem ser matéria-prima para a embalagem comestível", acredita o especialista que já vislumbra parceiros entre as empresas do ramo para que os resultados alcançados em laboratório seja desenvolvido como produto comercial. 

Para ele, a nova embalagem também pode receber matéria-prima de um mercado em franca expansão, o de alimentos prontos. Mattoso conta que esse é um ramo que produz muitos resíduos como cascas e pequenos pedaços. Ele dá como exemplo as chamadas cenouretes que são esculpidas em pequenos pedaços de cenoura. Para o especialista, as sobras desse processo poderiam virar matéria-prima para um plástico com a leguminosa.

Trabalho de 20 anos

O desenvolvimento do material foi fruto de um trabalho de duas décadas, quando começaram os estudos em ciência dos materiais na Embrapa Instrumentação. "No começo, a preocupação era utilizar materiais de fontes renováveis estudando alternativas aos polímeros sintéticos derivados do petróleo," lembra Mattoso. Para isso, o grupo começou a adicionar fibras naturais a plásticos sintéticos gerando compósitos com os dois tipos de matéria-prima. "As fibras naturais têm componentes como celulose e lignina, chamados de polímeros naturais, pois suas macromoléculas são semelhantes aos polímeros sintéticos", explica o pesquisador.

Sisal, algodão, juta, fibra de coco e bagaço de cana foram algumas fibras naturais testadas que entraram na composição desses materiais. Os compósitos resultantes apresentaram propriedades mecânicas várias vezes superiores aos plásticos sintéticos. Mattoso conta que, em ensaios de laboratório, eles se mostraram mais resistentes à tração e impactos, além de serem até três vezes mais rígidos que os polímeros 100% sintéticos.

Outra descoberta nessa pesquisa abriu uma oportunidade para o aproveitamento das sobras das indústrias de processamento de fibras naturais. "Para nossa surpresa, os resíduos coletados nas indústrias de processamento, como o pó das fibras naturais, possuíam as mesmas características que a fibra inteira," diz o pesquisador. Isso significa que, para a formulação de compósitos, as sobras da indústria têm a mesma qualidade que a fibra natural inteira. Mattoso acredita que isso pode gerar um novo mercado a partir do aproveitamento de resíduos industriais do processamento do sisal, juta, coco, algodão e cana-de-açúcar.

A segunda etapa da pesquisa procurou elaborar um material feito totalmente de fontes renováveis, sem adição dos plásticos feitos de petróleo. Foram testados amido, polissacarídeos, derivados de celulose e proteínas para gerar novos materiais. 

Antes de chegar ao plástico comestível, a equipe de pesquisa ainda desenvolveu polímeros biodegradáveis. Motivados pela demanda por embalagens que fossem absorvidas pelo ambiente em curto espaço de tempo, os pesquisadores conseguiram obter plásticos de materiais naturais com essa característica. Por fim, chegou a vez dos comestíveis, o que exigiu a incorporação de padrões mais elevados de segurança e higiene no processo de fabricação. 

Os pesquisadores realizaram testes adicionando quitosana, polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos. Essa molécula natural tem propriedades bactericidas o que pode aumentar o tempo de prateleira dos alimentos.

Goiabadas vendidas em plásticos feitos de goiaba, sushis envolvidos com filmes comestíveis no lugar das tradicionais algas, perus vendidos em sacos feitos de laranja que vão direto ao forno e geleias em formato de ursinhos só que elaboradas com frutas naturais. Essas são algumas possibilidades imaginadas pela equipe de Mattoso para as aplicações da nova tecnologia.

Destaques científicos

O meio científico tem reconhecido a importância da pesquisa. O artigo "Mamão e canela, ingredientes de filmes antimicrobianos para embalar alimentos", gerado no âmbito do projeto recebeu a distinção Artigo em destaque pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), no mês de junho de 2014. A SBPMat escolhe mensalmente um artigo da área de materiais publicado recentemente em periódico com alto fator de impacto.

Outro paper do projeto intitulado "Antimicrobial and physical-mechanical properties of pectin/papaya puree/cinnamaldehyde nanoemulsion edible composite films", o qual trata do desenvolvimento do filme de mamão, está entre os mais baixados no site da revista Food Hydrocolloids. "Esses destaques mostram que a comunidade científica também está de olho nessa área e acredita em seu potencial", avalia o pesquisador; acrescentando a importância de parcerias científicas nacionais, como com a "Universidade Estadual Paullista Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) e internacionais, entre as quais destacou o trabalho conjunto com o Agricultural Research Service (ARS), dos Estados Unidos. Ele ressaltou também a participação dos profissionais da Embrapa Agroindústria Tropical (CE).


Fonte:Embrapa Instrumentação 
imprensa.instrumentacao@embrapa.br 
Telefone: (16) 2107-2901

Fábio Reynol (MTb 30269 /SP) 
Secretaria de Comunicação

Região de Sorocaba é uma das principais na produção de tangerina



Estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destacou Sorocaba como uma das principais regiões produtoras de tangerina, ou mexerica como também é conhecida a fruta. O levantamento analisou os anos de 2009 a 2013 e registrou uma perda de 1,8 milhão de pés no Estado devido ao "envelhecimento natural do pomar, bem como problemas de pragas e doenças de difícil controle, tais como mancha marrom de alternária, declínio, clorose variegada, morte súbita e o greening". Esses fatores comprometeram o pomar e elevaram o custo de produção.

Em 2013, o cultivo da tangerina totalizou 4.833 mil pés em todo o Estado. Os 19 municípios do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Sorocaba tinham 505 mil pés em 2013 e a produção foi de 1,47 milhão de caixas (de 40,8 quilos cada uma), de acordo com o levantamento do IEA. Está entre as três regiões de maior relevância no Estado, junto com São João da Boa Vista e Jaboticabal.
A redução do plantio e queda na produção foram significativas na região do EDR de Itapetininga, conforme o IEA. O estudo apontou uma queda de 666 mil pés em 2009 para 157 em 2013. Quanto à produção, houve baixa de 1,7 milhão de caixas em 2009 para 308 mil em 2013. Envelhecimento do pomar, pragas e doenças fizeram com que agricultores trocassem a tangerina por outras culturas. 

Safra e empregos
O período de safra da fruta ocorre a partir de maio e em algumas regiões indo até dezembro. No Brasil e em São Paulo a preferida é a variedade poncã, por ser mais doce. O principal mercado é o interno. Em 2014, a produção reduzida elevou o preço. Pesquisadores do IEA estimaram também a mão de obra empregada no cultivo da tangerina no Estado. "O ano de 2009 foi o que a cultura ocupou 9.368 pessoas diretamente nos pomares paulistas, e 2013 foi o de menor ocupação, com 6.770 pessoas, sem computar a colheita."
Normalmente é necessário uma pessoa para o cultivo de 2 hectares. Os cuidados são realizados por pessoas que, com seus familiares, estão fixados no meio rural com o sustento ligado diretamente à produção de tangerinas. A cultura proporciona trabalho e sustento a um elevado número de outras pessoas que atuam em atividades correlatas, como no transporte, distribuição, indústria de sucos e comercialização.


Ranking
Em 2013, a produção no Estado foi de 11,09 milhões de caixas de 40 quilos, com 4.833 pés. Segundo o estudo, "a tangerina ocupou, em 2013, a 16ª posição no ranking do valor da produção dos principais produtos do Estado de São Paulo (total de 51 produtos), variando de R$ 298,23 milhões em 2009 a R$ 493,74 milhões, apresentando variação anual de 12,4%". Entre as frutas frescas, no mesmo ano a tangerina ocupou a 4ª posição no ranking, ficando atrás apenas de banana, laranja de mesa e limão.


Fonte:  Jornal Cruzeiro do Sul
Marcelo Roma - 06/01/2015
marcelo.roma@jcruzeiro.com.br

Agronegócio pode ganhar impulso com nova tecnologia

Boeing combina veículos aéreos não tripulados com outras fontes de dados para potencializar agricultura de precisão no Brasil


Uma aeronave não tripulada pode mudar a forma de se fazer agronegócio no Brasil ao possibilitar observação e reconhecimento territorial de forma contínua, dia e noite, e também a coleta ininterrupta de dados. O ScanEagle, é o   Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) da Boeing  com inovação e tecnologia de ponta e que pode ser um grande auxiliar do agronegócio brasileiro.


Foto: Boeing / Divulgação
 
A receita encontrada pela Boeing para potencializar a chamada “agricultura de precisão” é a combinação dos VANTs com outras fontes de dados, obtidos, inclusive, por satélites de observação da Terra. Trata-se de um campo da ciência conhecido como sensoriamento remoto. E é nisso que apostam os pesquisadores da Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil (BR&T - Brasil).
 
Exceto no caso de dados coletados em laboratório, onde as condições são controladas, existem hoje basicamente três níveis de sensoriamento remoto para a coleta de dados das plantações: o de campo, quando se leva o equipamento para a área de interesse e ali os dados são coletados; o aéreo, em que os sensores que coletam os dados são embarcados em aeronaves tripuladas; e o orbital, no qual os sensores estão a bordo de satélites que orbitam a Terra a aproximadamente 700 km de altitude.
 
Contudo, todos esses níveis de sensoriamento remoto têm limitações. Os dados coletados em campo são muito precisos, mas envolvem um alto custo de operação e, em geral, limitam-se a cobrir áreas pequenas.
 
Por outro lado, os dados obtidos por sensores a bordo de satélites cobrem grandes áreas e de maneira sistemática, mas muitas vezes são limitados à passagem dos satélites quando o céu não está nublado, o que é um problema em regiões tropicais como o Brasil. O uso de aeronaves tripuladas pode ser uma solução, mas envolve um custo extremamente elevado de operação e, além de depender de condições meteorológicas favoráveis, também depende de técnicos extremamente especializados.
 
As vantagens dos VANTs em relação a outros sistemas
É aí que entram os VANTs, com suas inúmeras vantagens para as aplicações de sensoriamento remoto na agricultura. Entre elas: a possibilidade de coletar dados a qualquer momento, sistematicamente, e em curtos intervalos de tempo; a capacidade de voar abaixo das nuvens e coletar dados mesmo em dias nublados; a facilidade de manuseio do equipamento; a gama de sensores que podem ser utilizados; e o custo de operação, que tende a diminuir à medida que a tecnologia se populariza.
 
O intervalo de tempo entre duas aquisições consecutivas de dados sobre a mesma área, que em termos técnicos é conhecido como “resolução temporal”, é bastante otimizado. “Um satélite passa sobre determinada área hoje; se estiver nublado, você só terá chance de uma nova imagem depois de duas semanas; se estiver nublado novamente, só daqui a um mês. Para a agricultura, isso pode ser um tempo muito grande”, argumenta Marcio Pupin Mello, coordenador de pesquisa em Sensoriamento Remoto e Agricultura de Precisão da BR&T-Brasil. Um VANT pode sobrevoar determinada área todos os dias ou até diversas vezes no mesmo dia.
 
É possível integrar inúmeros tipos de sensores, ou câmera, nos VANTs, desde uma câmera comercial mais simples, como aquelas geralmente utilizadas por atletas que praticam esportes radicais, até sensores mais complexos, com centenas de bandas espectrais que vão do visível até o infravermelho. A partir daí, literalmente, o céu é o limite: pode-se verificar quão sadia está a vegetação, se há falhas no plantio, se determinado trecho da área plantada está mais desenvolvido que outro, se o calor, humidade ou a luminosidade estão adequados para cada cultura agrícola, entre outras possibilidades.
 
“Muitas vezes, é muito mais simples e barato para o produtor usar um VANT para sobrevoar e monitorar uma região do que comprar uma imagem de satélite ou usar um avião tripulado”, explica Mello, que é doutor em Sensoriamento Remoto.
 
Próximo passo
O uso de VANTs no Brasil, entretanto, ainda não está regulamentado. “A Boeing tem bastante conhecimento adquirido com o uso das tecnologias de VANTs pelo mundo, incluindo aplicações em agricultura de precisão. Aqui no Brasil, estamos trabalhando com parceiros nacionais e criando juntos tecnologia e conhecimento”, afirma o pesquisador. “Precisamos concentrar esforços, junto com as autoridades aeronáuticas, para promover o uso profissional do VANT no país, só assim poderemos tirar total proveito de seu uso nas aplicações para a agricultura”, completa Mello.

Fonte: Portal Terra  - http://conteudopublicitario.terra.com.br/

Colheita da melancia inicia em São Gabriel



Foto: Divulgação/Seagro-TO
A colheita da melancia iniciou no último dia 30 de dezembro no município de São Gabriel. Até o final de março, período de colheita, cinco mil toneladas da fruta devem ser colhidas na cidade, onde 15 produtores cultivam a melancia em cerca de 100 hectares. O principal destino da fruta produzida em São Gabriel é Santa Maria. Apenas 20% de toda a produção devem ficar em São Gabriel. 

O agricultor familiar Pedro Juner Silveira Santos, que possui 42 hectares com melancia, começou o plantio em setembro. O produtor cultiva as variedades Colt, Jubille e Hollar. “As primeiras melancias estão pesando de oito a 15 quilos. A expectativa é de que a produção passe de 80 toneladas por hectare”, projeta Santos. Além da fruta, o agricultor também planta melão gaúcho, pepino salada, abóbora e moranga. 

“Acompanhando a colheita, podemos observar um excelente padrão de frutos. Junto ao ponto de venda, vários compradores degustaram a produção e confirmaram que as frutas estão muito saborosas”, relata o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Renato de Juli. Ele ainda avalia que, em função das fortes chuvas e ventos na região, as despesas com controles de insetos e fungicidas estão maiores nesta safra.



Data: 05/01/2015 
Fonte: EMATER/RS

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015



Carta Aberta aos Associados

No dia 31 de outubro de 2014, tivemos uma Assembléia Geral para escolher os Gestores do Instituto Brasileiro de Frutas para o Triênio 2014/2017.
Nesta eleição não foram apresentadas outras chapas. Isto  mostrou o interesse de todos na atual gestão. A permanência dos atuais gestores foi aprovada por unanimidade e por aclamação.
Assim sendo, pela presente estamos agradecendo a todos os associados, que continuam depositando confiança na condução que estamos dando a entidade, que está procurando permanentemente atender com dedicação as necessidades dos seus representados.
Contudo, estamos convictos que cometemos erros. No estabelecimento de nossos planos de trabalho talvez não estejamos atendendo vários associados que esperam do Instituto outros suportes, que não estão contemplados nas ações da nossa gestão.
Assim sendo, estamos nos propondo a incorporar no nosso programa de trabalho, na medida do possível, novas atividades que possam atender melhor a todos os associados.
Porém, o que achamos extremamente importante, é externamos publicamente nossos agradecimentos aos nossos colaboradores e aos coordenadores das divisões de frutas frescas, frutas processadas, nozes e castanhas e de serviços.
Igualmente foram inquestionáveis as orientações do nosso Comitê Técnico Científico.
Graças a todos, tivemos não uma eleição, mas uma reunião de associados para apoio à gestão do IBRAF.
Infelizmente, não poderemos contar nesta nova gestão com dois dos nossos associados na Diretoria, como o Antonio Carlos Tadiotti, que está mudando de atividades e o Éderson Nogueira por motivos profissionais.
Porém, a eles nossos agradecimentos especiais, por terem durante a última gestão, contribuído em muito com o Instituto Brasileiro de Frutas.
Finalizando, em uma entidade como o IBRAF, sob o ponto de vista democrático, queixas e solicitações de novas demandas são normais, e como não se trata de uma instituição política, cabe a nós gestores analisarmos os motivos destes anseios, e procedermos as reestruturações e redirecionamentos necessários , para melhor representar todos e fortalecer o Instituto.
Parabéns ao IBRAF e a todos os Associados,


Atenciosamente,


Etélio Prado                                                           Moacyr Saraiva Fernandes
Presidente do Conselho Deliberativo                                            Diretor Presidente
                                                                                          


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

EXPORTAR PARA CRESCER - CAMINHOS DA SUSTENTABILIDADE - 10/12/2014




Objetivos

Mobilizar e sensibilizar produtores e exportadores interessados em evoluir nos processos de internacionalização de seus negócios, agregando valor a produtos e serviços com práticas e procedimentos de sustentabilidade sócio-ambiental.

Programação

Abertura:

Rogério Amato, Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP; Roberto Ticoulat, Presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras – CECIEx; Ana Paula Shuay, Superintendente de Negócios e Operações da Agência de Desenvolvimento Paulista - DESENVOLVE SP.

Sessão 1 – Panorama geral do Projeto EXPORTA, SÃO PAULO.
Fortalecimento da competitividade de produtores e exportadores Ampliação da base exportadora paulista. Sistema de Informações de Apoio às Exportações do Estado de São Paulo – SIAEXP.
JOSÉ CÂNDIDO SENNA, Coordenador Geral do Projeto EXPORTA, SÃO PAULO, pela FACESP e ACSP.

Sessão 2 – A sustentabilidade socioambiental como fator de agregação de valor e de competitividade de cadeias produtivas globais. Aspectos conceituais da produção mais limpa. Como evitar perdas e desperdícios, em especial em cadeias alimentares. A gestão e a valorização de resíduos. O lixo como fonte de energia, insumos e componentes produtivos. Custos e benefícios para produtores, exportadores e a sociedade.
ALCIDES LOPES LEÃO, Professor da FCA/UNESP e Consultor da ONU/FAO; MOACYR SARAIVA FERNANDES – Diretor Presidente do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF.

Sessão 3 - Experiências bem-sucedidas nos agronegócios. Abordagem sistêmica “cradle to cradle”, envolvendo reciclagens e energias renováveis. Auditoria e certificação de produtos e processos produtivos A competitividade de produtos de madeira em mercados externos, tais como chapas de fibra, pisos laminados, painéis de partículas de média e alta densidade.

IZABEL TAKITANE, da UNESP, e PAULO CESAR AMANTHÉA, Consultor Internacional da ECTX S.A. (Grupo EUCATEX).

Sessão 4 – Financiamento de projetos e de atividades produtivas sustentáveis. Programas oficiais de apoio a produtores e exportadores. Linhas de financiamento de novas tecnologias e da agricultura de baixo carbono (programas ABC). Custos, prazos, garantias e carências.
LÚCIO ANGNES, da Diretoria Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP; LUCIANA MOORE SURLIUGA, Economista do BNDES

Sessão 5 – Conclusões e recomendações. Próximas atividades conjuntas do Programa de Sustentabilidade e Competitividade.

(EXPORTA, SÃO PAULO/FEPAF/FCA-UNESP).

Encerramento.

Local, data e horário: Associação Comercial de São Paulo - ACSP, rua Boa Vista, 51, 9º. Andar, Centro, São Paulo - SP
10 de dezembro de 2014, das 14h00 às 18h00.

Informações e Taxas de Inscrição:
ACSP: tel: (011) 3180-3500 e tneuma@acsp.com.br.

R$ 100,00 por participante filiado a entidades que promovem e apoiam o evento.

R$ 150,00 por participante não-filiado.

Depósitos a favor da ACSP, CNPJ 60.524.550/0001-31

BRADESCO, Agência: 099-0, Conta Corrente: 259.968-6

Promoção e Realização:

Associação Comercial de São Paulo – ACSP; Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras – CECIEx; Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - FCA-UNESP; Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP; Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - FEPAF

Apoio:
Agência de Desenvolvimento Paulista - DESENVOLVE SP;
Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – ABRELPE;
Associação Brasileira da Indústria do Arroz – ABIARROZ;
Brazil Specialty Coffee Association – BSCA;
 ConTrader Comércio Exterior; Fundação Vanzolini;
Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC;
Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF;
Instituto de Promoção do Desenvolvimento – IPD;
INVESTE SÃO PAULO;
Projeto de Extensão Industrial Exportadora - PEIEX

terça-feira, 14 de outubro de 2014

IX Seminário de Fruticultura de Clima Temperado


Palestras sobre água, oliveira, lúpulo, amora e morango serão no dia 26 de novembro



A 9º edição do Seminário de Fruticultura de Clima Temperado acontecerá no dia 26 de novembro de 2014, em São Bento do Sapucaí/SP. Trata-se de um evento técnico, com palestras sobre água, oliveira, lúpulo, amora e morango.

O Seminário de Fruticultura se justifica devido ao fato de o cultivo de fruteiras de clima temperado e subtropical promover uma boa remuneração à agricultura, em pequenas áreas, por conta do alto valor agregado de seus produtos, tanto os frescos como os processados, gerando um grande interesse pelos produtores.

Nas últimas oito edições desse evento foram verificados aumentos na participação crescente de produtores oriundos das regiões serranas e outras regiões do Estado de São Paulo e do Brasil. Os participantes vêm a procura da troca de informações, mudas de boa qualidade e se inteirar sobre o assunto em palestras e atividades que visam o desenvolvimento e avanço da fruticultura de clima temperado e subtropicais, por meio da apresentação de aspectos técnicos e mercadológicos. Promovendo, assim, o desenvolvimento do setor.

Confira a programação do evento:


Informações: CATI (12) 3971-1306 / 3971-2046
email: npmsb@cati.sp.gov.br ; rafaelpio@hotmail.com