sexta-feira, 29 de julho de 2016

X Workshop da NMB homenageia principais atores da cadeia de exportação de manga para os EUA

Ao comemorar dez anos de realização, o Workshop da National Mango Board (NMB) deve atrair para o Quality Hotel em Petrolina (PE), nos dias 3 e 4 de agosto, produtores de manga, exportadores, fornecedores, gerentes de packing house e profissionais de segurança alimentar de toda a região do Vale do São Francisco. O evento, que busca melhorar a qualidade e ampliar o consumo da manga exportada, traz um elemento novo para a programação: Uma homenagem aos 18 atores que se destacaram no esforço de exportação do fruto para os Estados Unidos e o mundo.

Só em 2015, o Vale do São Francisco exportou para o país norte-americano cerca de 32 mil toneladas de manga, tendo mais de U$ 33 milhões em receita para o Brasil. O que segundo Caio Coelho, diretor de Marketing da Valexport – Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco – que realiza o evento em parceria com o NMB, é considerado muito positivo. Desempenho maior ainda, vê o executivo em relação a 2016. “Nos últimos anos aumentamos consideravelmente as exportações de manga para os Estados Unidos; este ano esperamos um aumento de 10% nas exportações em relação ao ano passado”, diz.

Ainda de acordo com Caio Coelho, todos os resultados obtidos pela agricultura no Vale, especialmente com a manga, mostram a necessidade de prestar homenagens aos seus principais promotores. “A homenagem é mais do que justa, uma vez que foi com a ajuda desses 18 atores, que nossa região se tornou a maior exportadora de manga do país”, destaca o diretor de Marketing da Valexport. Estão na lista de troféus do X Workshop da NMB, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – do qual o National Mango Board é vinculado; o Porto de PECEM, no Ceará; e o Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A homenagem acontece no primeiro dia do evento, e, além de Caio Coelho, estarão presentes o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza, o diretor de pesquisa do NMB, Leonardo Ortega, o israelense especialista em irrigação de manga, Adolfo Levin, que vai falar sobre os efeitos da irrigação na produção, quantidade e tamanho do fruto durante as etapas fenológicas da manga, e outros nomes da agroindústria do Brasil e do mundo.

Levin será o primeiro palestrante do Workshop, que começa às 8h da quarta-feira (3). Após o israelense, o engenheiro agrônomo, Diógenes Batista, e o economista, João Ricardo de Lima, ambos da Embrapa Semiárido, devem abordar temas como ‘Bioecologia, danos e desafios’ e ‘Desafios da sustentabilidade da mangicultura no Vale do São Francisco’, respectivamente.

Em 2016, outras novidades ingressam na grade do evento. Além do minicurso sobre análise de solo e recomendação de adubação, que será ministrado por professores da Univasf e do Laboratório de Análises de Solo e Planta (LASP), na quinta-feira (4), uma visita de campo (com foco na identificação de problemas técnicos na produção de manga) fará parte da 10ª edição do Workshop do NMB no Vale do São Francisco.

Inscrições

Os interessados podem se inscrever gratuitamente através do email da Valexport (secretaria@valexport.com.br) a partir desta segunda-feira (25). Mais informações podem ser obtidas com a secretária Beatriz Correia, pelo telefone (87) 3863-6000 ou pela fanpage: www.facebook.com/valexport.

Programa de implementos e disponibiliza mais de R$ 57 milhões para aquisição de tratores

O Governo do Estado de São Paulo ampliou a lista de itens financiáveis pelo Programa Pró-Implemento e garantiu o dinheiro da subvenção dos juros do Programa Pró-Trator, ambos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), executado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. São mais de R$ 57 milhões para pagar os juros dos tratores adquiridos pelos produtores paulistas pelo Pró-Trator. O secretário Arnaldo Jardim destacou que, neste momento de escassez de crédito, o Governo do Estado de São Paulo faz um trabalho diferenciado ao manter um programa de apoio ao agricultor.

A Resolução SAA nº. 46, de 25 de julho de 2016, que deve ser publicada no Diário Oficial paulista nesta quarta-feira, 27 de julho, estabelece que, dentro do teto de R$ 200 mil de financiamento, o agricultor pode adquirir qualquer tipo de implemento agropecuário por meio do Pró-Implemento. Podem ser comprados - além dos itens acopláveis ao trator, colhedora ou colheitadeira já previstos antes – bens automotrizes, autopropelidos e estacionários, inclusive para preparo, secagem e beneficiamento.

“Antes, o agropecuarista só podia adquirir os itens que eram acopláveis ao trator ou à colhedora. Com essa ampliação, estamos atendendo uma solicitação dos próprios produtores surgida nas Câmaras Setoriais da Secretaria”, explicou Fernando Aluizio Pontes de Oliveira Penteado, secretário-executivo do Feap.

Os juros continuam a ser pagos pelo Governo do Estado, que para o ciclo agrícola 2016/2017 aportou R$ 7.995.719 para essa subvenção. O valor oferecido pelo Banco do Brasil para o financiamento do mesmo período é de R$ 30 milhões.

“Manter um programa de apoio ao agricultor nesta realidade delicada do Brasil, com uma política onde o governo subsidia os juros, é algo absolutamente revelador da prioridade que a agropecuária paulista tem para o governador Geraldo Alckmin”, apontou o secretário Arnaldo Jardim. 

Por meio da Resolução SAA nº. 45, de 25 de julho de 2016, que também será publicada no Diário Oficial paulista neste 27 de julho, o Governo do Estado garantiu a verba de subvenção dos juros do Programa Pró-Trator, disponibilizando R$ 57.185.557 para pagar o prêmio dos veículos adquiridos pelos produtores para o ciclo 2016/2017. Para o financiamento, o Banco do Brasil disponibilizou R$ 130 milhões.

A nova Resolução para o Pró-Trator também atualizou os preços dos veículos, que não eram reajustados desde 2014. O aumento médio foi de 10%. “Antes as máquinas estavam com preços impraticáveis porque não haviam sido reajustados. Colocamos os valores em patamares mais reais”, esclareceu Penteado.

O Pró-Trator entregará seu veículo número 6 mil, no próximo dia 28, em Adamantina. Saiba como acessar os benefícios do Feap clicando aqui ou procurando a Casa da Agricultura de seu município.

Emater/RS-Ascar orienta sobre implantação e manutenção de horta e pomar doméstico

Na última terça-feira (26/07), os extensionistas do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Cambará do Sul repassaram orientações sobre implantação e manutenção de horta e pomar doméstico para 15 pessoas da comunidade de São Gonçalo.

Na ocasião, a equipe da Emater/RS-Ascar lembrou que o desafio assumido por aquela comunidade, durante o Encontro Municipal da Mulher deste ano, foi a manutenção de atividades relacionadas à saúde, sendo que uma boa saúde inicia por uma alimentação de qualidade. 

Foram realizadas demonstrações de métodos de elaboração de caldas usadas no controle alternativo de pragas e doenças, poda e condução de árvores frutíferas, utilização correta do adubo orgânico e adequação da disposição de canteiros em função da orientação solar e declividade do terreno. "Estas famílias têm a oportunidade de produzir parte de seu alimento de forma mais saudável, com uso de tecnologias alternativas, não havendo necessidade de lançar mão de tecnologias convencionais para uma boa produção do pomar e horta doméstica", ressaltou o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Neimar Fonseca e Silva.

Os participantes avaliaram de forma positiva as práticas demonstradas. 

Fonte: Emater - RS

Produção de laranja do Alto Uruguai poderá ser utilizada na fabricação de óleo essencial

A produção de laranjas do Alto Uruguai também poderá se transformar em óleos essenciais. A possibilidade de comercialização de laranjas da região com destino à produção de óleo essenciais da fruta para a Bio Citrus, de Montenegro, e para a empresa suíça Firmenich, pautou os debates do seminário de Intercooperação na cadeia produtiva da citricultura promovido pela Cooperativa Central de Comercialização de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes), na terça-feira (26/07), em Erechim, no Seminário Nossa Senhora de Fátima. 

O evento reuniu representantes da cadeia produtiva da citricultura e representantes da Bio Citrus e da Firmenich, do Núcleo de Cooperativismo do Alto Uruguai, técnicos da Emater/RS-Ascar e representantes da Sicredi Norte RS/SC e do Banrisul, entre outras lideranças. A ideia é de que a produção seja destinada à Bio Citrus, que ficaria responsável por processar a fruta para suco e da casca produziria o óleo essencial. A produção do derivado seria para a empresa Firmenich. 

O gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Nilton Cipriano Dutra de Souza, apresentou um panorama da citricultura na região do Alto Uruguai, especialmente da laranja, desde 2008. Souza destacou que a região conta com dois viveiros de mudas e um comitê técnico de citricultura, criado em 2013, além do curso básico de citricultura oferecido no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre). Segundo ele, a região possui dois mil produtores de laranja, com área cultivada de 2.952,80 hectares, com produção de 59 mil toneladas. A produtividade média na região do Alto Uruguai é de 20 mil quilos por hectare. Os municípios com maior produção são Itatiba do Sul, Aratiba, Mariano Moro, Três Arroios, Severiano de Almeida, Marcelino Ramos, Barra do Rio Azul e Erval Grande. Na região do Alto Uruguai, 80% da produção de laranjas são da variedade Valência. 

O presidente da Sicredi Norte/RS-SC, Adelar Parmeggiani, expôs a estrutura e os objetivos do Núcleo de Cooperativsmo do Alto Uruguai e o presidente da Cecafes, Roberto Balen, a estrutra da central de cooperativas.

O gerente de projetos - Ingredientes naturais na América Latina da empresa suíça Firmenich, Andre Tabanez, e da Bio Citrus, Chirstian Hellfeldt, elogiaram as parcerias. Tabanez disse que um dos motivos que despertou interesse da empresa é a concentração da produção na variedade valência, que á a que mais interessa para a produção do óleo. As tratativas devem iniciar nos próximos dias, com a compra das primeiras toneladas da fruta. "Estamos projetando uma parceria duradoura", reafirmaram.

De acordo com dados apresentados a Firmenich foi fundada em 1895, em Genebra, na Suíça, sendo 100% familiar. Em 1952 iniciou suas operações na cidade de Cotias, em São Paulo, onde conta com 600 colaboradores, com duas divisões de aromas (alimentos) e perfumes. Hoje a organização possui 6.200 colaboradores no mundo todo.

Fonte: Emater - RS

Atendimento do Hortifruti Legal registra R$ 1,36 milhão em vendas por produtores assistidos


O relatório de acompanhamento do SENAR/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural referente ao primeiro semestre deste ano (janeiro a junho) registrou R$ 1,360 milhão em vendas formalizadas pelos 330 produtores assistidos pelo programa de assistência técnica e gerencial Hortifruti Legal, em 11 municípios do Estado.

Este valor é resultado do trabalho prestado pela assistência técnica e gerencial do Hortifruti Legal - do SENAR/MS em municípios como Ribas do Rio Pardo, que deu início a uma nova etapa profissional para um grupo de produtores da Associação Nossa Senhora das Graças. A partir desta terça-feira (26), os agricultores fornecerão três vezes na semana, vegetais e folhosas para uma das redes de supermercado varejista.

Na primeira entrega foram comercializados os seguintes produtos: batata-doce, abobrinha verde, rúcula, cheiro verde. Além disso, estão em fase de desenvolvimento culturas de tomate, abóbora, chuchu, berinjela, jiló, folhosas diversas e abacaxi.

A empresária Ana Márcia Costa, proprietária do supermercado disposto a formalizar o convênio com os produtores avalia a parceria como um importante passo para o desenvolvimento das famílias. “Eu já conhecia alguns dos produtores e inclusive, era cliente na feira local. Estou satisfeita com o suporte oferecido pelo SENAR/MS ao grupo e acredito que se houver comprometimento e qualidade no fornecimento dos hortifrutigranjeiros, mais empresários terão interesse em adquirir a produção”, destaca.


Organização da produção – A agente comercializadora do Hortifruti Legal, Alana Neto explica que a rede demonstrou interesse desde o primeiro encontro, no qual explicou o objetivo do programa. “Uma das etapas do meu trabalho é promover uma pesquisa de mercado para saber quais os produtos mais demandados pelo comércio. Com esta informação em mãos reunimos os produtores e organizamos a produção para que produzissem vegetais e folhosas no sistema escalonado”, detalha.

Alana lembra que o sindicato rural de Ribas do Rio Pardo teve um papel fundamental na mobilização das primeiras turmas que hoje iniciam a entrega na rede local. “O nosso trabalho envolve todas as etapas do processo produtivo até a comercialização direta entre produtor e comerciante. Aqui no município tivemos apoio do sindicato que intermediou as reuniões e sempre demanda capacitações do SENAR/MS”, reforça.

O presidente do sindicato rural, Robson Velos Ribeiro, acredita que o programa veio contribuir para o desenvolvimento econômico da região, que tem na pecuária de corte e silvicultura, as principais atividades econômicas. “Os produtores familiares daqui sempre trabalharam com cultivo de hortifrutigranjeiros, no entanto em períodos sazonais, o que atrapalhava o fornecimento para o comércio. Desde que começaram a receber orientação técnica, as famílias aperfeiçoaram a técnica e hoje testemunhamos a primeira vitória profissional“, comemora.

Planos para o futuro – Claudinei Antero dos Santos é um dos produtores que iniciou a entrega para o supermercado, além de fazer parte do primeiro grupo de atendimento do ATeG Hortifruti Legal. “Cada um de nós foi influenciado pelo SENAR/MS no sentido de buscar capacitação em nossa atividade. A maior prova é estarmos aqui hoje, entregando cinco opções de produtos produzidos lá na associação. O carro-chefe da minha produção é cheiro verde, mas, tenho na minha propriedade em fase de crescimento brócolis, couve, acelga e alface”, relata.

O vizinho e parceiro na associação, José Veiga, também comemora o começo do fornecimento de abobrinha verde três vezes por semana. “Quando começamos a receber assistência técnica percebemos que desperdiçávamos muito adubo, sementes e não sabíamos manejar o solo com eficiência. Hoje tenho uma produção escalonada de batata-doce, milho, maxixe e abobrinha e para o ano que vem planejo iniciar o cultivo de abacaxi irrigado”, acrescenta.

Trajetória de sucesso - Exemplos eficientes surgem de várias regiões de Mato Grosso do Sul e uma delas, no município de Paranaíba, no assentamento Serra. Depois de participar do curso de Cultivo de Maracujá, 30 produtores se uniram para produzir o fruto com bastante procura no mercado local e começaram a receber a assistência técnica do Hortifruti Legal. O resultado é verificado na comercialização mensal de quase duas toneladas da polpa para uma fábrica em Aparecida do Taboado.

Do outro lado do Estado, em Dourados, 23 produtores estão conquistando novas oportunidades com fornecimento de hortifrutigranjeiros para restaurantes da região. Inicialmente três empresas começaram a comprar a produção de vegetais e leguminosas. Além disso, com apoio do projeto Fazendinha instalado no Sindicato Rural de Dourados, um espaço reservado a fruticultura e horticultura está sendo reformado e servirá como unidade demonstrativa dos cursos do SENAR/MS.








quinta-feira, 28 de julho de 2016

Contra a clandestinidade, produtores de frutas e hortaliças pedem liberação de defensivos

A atual legislação é de 1989 e exige uma autorização específica para pequenas culturas

Produtores de frutas e hortaliças não têm à disposição, pela legislação atual, defensivos químicos com autorização específica para as pequenas culturas. Por esse motivo, o setor espera com expectativa a aprovação de um projeto que permite o uso de produtos já utilizados em outras culturas, o que pode tirar muitos agricultores da ilegalidade.

O projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados autoriza o engenheiro agrônomo receitar um produto que já tem registro para uma determinada cultura para ser usado em outra, a considerada “extensão de uso”.

Segundo o presidente da Comissão Fruticultora da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Tom Prado, tudo é questão de burocracia. “Os produtos são legais e são comercializados no país, autorizados por três ministérios, mas eles não cumprem uma burocracia da legislação de 1989”, disse.

Na opinião de Daniel Salati, diretor do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), a possibilidade de usar um lagarticida registrado para a soja, por exemplo, em alguma fruta ou hortaliça atacada pela mesma praga, não traria problemas. Pelo contrário, essa autorização vai evitar a clandestinidade. “Tudo que é utilizado na clandestinidade não tem o manejo adequado. Primeiro ela coloca em risco as pessoas que aplicam e, depois, se for aplicado erradamente, coloca em risco a comunidade, aqueles que consomem”, analisou.

O consultor em defesa agropecuária Enio Marques ressalta que o Brasil está atrasado em relação aos outros países nesse ponto. Ele considera que a proposta é uma ação mais rápida do que depender da análise e aprovação de novas fórmulas, o que hoje enfrenta a burocracia e cerca de seis anos de espera. Além disso, as indústrias preferem investir em culturas com maior demanda de consumo.

“Quando se preparou um estudo para a aprovação de um produto, a empresa escolheu um segmento de mercado para atuar. Esses estudos, mesmo sendo usados em outra cultura, os impactos são os mesmos. Por isso que nós chamamos de uma extensão do uso sob responsabilidade do produtor, agrônomo e próprio governo pra atender e resolver uma situação especifica de proteção àquela lavoura. É obrigação do estado prover a segurança fitossanitária”, disse Marques.

O Brasil produz 45 milhões de toneladas de frutas por ano e exporta apenas 3%. Conquistar novos mercados e ampliar os negócios que já existem é outra vantagem de atualizar a lei de agrotóxicos de 1989. Enquanto não houver essa autorização, os agricultores vão continuar usando as fórmulas, mesmo ilegalmente e, em uma análise de resíduos, o produto vai aparecer e a carga vai ser devolvida, gerando prejuízo ao produtor.

“Nós poderíamos estar produzindo com mais qualidade e, com certeza, estar exportando mais. Nós temos algumas espécies de frutas que não possuem sequer um produto registrado. Então, se mercados que são extremamente exigentes e fazem analise de resíduos químicos forem analisar uma fruta de qualidade e encontrarem um produto que foi aplicado e não tem registro, a carga tem que ser incinerada”, disse o gerente-técnico da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Jorge Souza.

Fonte: Canal Rural

Agência Fitch prevê recessão menor no Brasil em 2016

A estabilização dos preços das commodities (bens primários com cotação internacional) melhorará a economia dos países emergentes, com diminuição da recessão em países como o Brasil e a Rússia. A conclusão é da agência de classificação de risco Fitch, que divulgou nesta quarta-feira (27) relatório Cenário Econômico Global, com perspectivas para a economia mundial nos próximos meses.

Para o Brasil, a Fitch prevê que a economia terá contração de 3,3% neste ano, contra 3,8% previstos no relatório de março. A agência estima que o país se recuperará em 2017, com crescimento de 0,7% e prevê expansão maior para 2018: 2%.

De acordo com a Fitch, que retirou o grau de investimento (selo de bom pagador) do país em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) brasileiro no primeiro trimestre deve sair com resultados melhores que o esperado. Para a agência, tanto no Brasil como na Rússia, a economia começará a se estabilizar antes do fim do ano.

“A estabilização dos preços globais de commodities está aliviando a pressão sobre os países produtores", diz o documento. No caso brasileiro, a economia começou a ser ajudada pela recuperação das exportações, que compensou parcialmente a fraca demanda doméstica.

A agência manteve em 2,5% a previsão de crescimento para as 20 principais economias do planeta em 2016. Para o próximo ano, a estimativa também ficou em 3%. Apesar da melhora na situação dos países emergentes, a Fitch destacou aumento dos riscos para a economia global após o referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, com os principais bancos centrais dos países desenvolvidos continuando a injetar dinheiro nos mercados internacionais.

Para a zona do euro, países que adotam o euro como moeda, a agência revisou de 1,5% para 1,6% a estimativa de crescimento este ano. Para o Reino Unido, no entanto, a projeção foi reduzida de 2,1% para 1,9%.

Em relação à China, a expectativa de crescimento em 2016 passou de 6,2% para 6,3%. Segundo a Fitch, a divulgação de dados de produção e de exportação melhores que o esperado justificou a revisão.

Máquina colhedora de açaí é apresentada na Expoacre

Quem passou pelo espaço conhecido como Fazendinha, no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, em Rio Branco, Acre na noite desta terça-feira, 26, pôde conhecer a máquina colhedora de açaí.

Criada há três anos pelo agricultor e mecânico Trajano Alves de Brito, o equipamento é uma inovação tecnológica que acelera a extração do fruto, que é de difícil acesso, já que as árvores do açaí são bastante altas.

A eficiência do maquinário está sendo testada nos plantios de açaí do Acre por engenheiros agrônomos do Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac) em parceria com a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof).

De acordo com o gestor da Seaprof, Lourival Marques, o equipamento é capaz de dobrar a capacidade de colheita, além de garantir mais segurança e sustentabilidade.

“Com essa máquina não é necessário escalar os pés de açaí, o que é perigoso, além de evitar a entrada de máquinas agrícolas pesadas, que utilizam gruas, para alcançar as árvores mais altas e que acabam destruindo parte da floresta”, explica Lourival.

O empresário Alcindo do Nascimento extrai o açaí da natureza e realiza o beneficiamento do fruto. Ele acompanhou a apresentação da máquina e aprovou a iniciativa.

“Temos uma limitação na colheita do açaí por não ter muitos profissionais capacitados para realizá-la. Com esse equipamento podemos dobrar a produção facilmente” enfatizou Alcindo.

A máquina colhedora pode ser adquirida pela internet e custa em torno, com o valor do frete para o Acre, R$ 1,3 mil.

Fonte: Agencia AC

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Alerta Fitossanitário bate recorde de participação de citricultores

O Alerta Fitossanitário, sistema do Fundecitrus que monitora a incidência de psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor de HLB (huanglongbing/greening), bateu recorde de participação de citricultores na primeira quinzena de julho. De um total de 25,7 mil armadilhas cadastradas no sistema, foram monitoradas e enviadas as informações de 23 mil. Uma inclusão de 89,5%, o maior índice desde que o programa online foi lançado, em setembro de 2013.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Fundecitrus Ivaldo Sala, a percepção dos benefícios do Alerta Fitossanitário para o controle do psilídeo e do HLB é um dos principais motivos para o crescimento do uso do sistema. “Os citricultores estão sentindo o efeito do manejo regional para o controle do HLB dentro e fora de suas propriedades, e o resultado disso é a maior participação no sistema”, diz.

O Alerta Fitossanitário monitora 232 mil hectares de citros, o que corresponde a 48% do parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais. Apenas neste ano, a área de cobertura do sistema aumentou em 5 mil hectares, nas sete regionais participantes: Araraquara, Avaré, Bebedouro, Casa Branca, Frutal, Lins e Santa Cruz do Rio Pardo.

O sistema online é abastecido quinzenalmente com informações enviadas pelos citricultores sobre a população de psilídeos encontrados nas armadilhas de suas propriedades e dados de armadilhas do próprio Fundecitrus. São gerados relatórios que mostram a situação de cada região e apontam os locais críticos de incidência do inseto e onde é necessário fazer o controle.

A participação dos citricultores é gratuita. O Alerta Fitossanitário conta com o apoio das empresas Bayer CropScience, FMC, Koppert e Syngenta.

Fonte: Fundecitrus

Citricultor economiza até R$ 27 para cada R$ 1 investido no controle químico da pinta preta


Cálculos realizados pelo Fundecitrus mostram que o ganho para o controle químico da pinta preta pode ser de até R$ 27 para cada R$ 1 investido em aplicações de fungicidas. Esse retorno do investimento está relacionado, principalmente, à redução da queda de frutos doentes, à manutenção da alta produtividade do pomar e ao maior valor agregado das frutas para o mercado in natura.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Geraldo José da Silva Junior, os ganhos com o controle químico variam de acordo com o perfil do pomar e sofrem influências de diversos fatores, como a produtividade média do pomar, o número de frutos por árvore, o histórico de pinta preta na propriedade, a queda de frutos e a idade.

Experimentos desenvolvidos nas safras 2011/12 e 2012/13, em pomares de diferentes regiões do estado de São Paulo, mostraram que o controle químico é mais vantajoso nos pomares mais velhos, que são os mais afetados pela pinta preta e por isso os prejuízos com a queda de frutos são maiores. Em pomares de 22 anos, o retorno financeiro durante o estudo variou de R$ 17 a R$ 27 para cada R$ 1 gasto com o controle químico; em árvores com 15 anos, os ganhos variaram de R$ 6 a R$ 8; e nos pomares mais jovens, com idade inferior a nove anos, o retorno financeiro foi de R$ 0,50 a R$ 1.

“O controle químico da pinta preta é necessário em todas as áreas, independentemente da idade do pomar, mas os resultados mostram a tendência de que o retorno financeiro seja proporcional à idade das plantas, já que em áreas mais velhas, evita-se prejuízos maiores”, diz o pesquisador.

Fonte: Fundecitrus