quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Embarques de uva do Vale do São Francisco sofrem retração de 11%

O maior polo de fruticultura irrigada do Brasil fechou as exportações do ano em US$ 213 milhões, frente a US$ 220 milhões do ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Vale do São Francisco, entre Pernambuco e Bahia, é responsável por cerca de 98% das exportações de uva e 80% das exportações de manga do país. São 21 mil hectares plantados em áreas de irrigação.

As remessas de manga permaneceram estáveis, com 102 mil toneladas exportadas. O envio de uva, no entanto, foi 35% menor do que em 2013, em quantidade: 28 mil toneladas.Em dólares a queda foi mais suave, graças aos altos preços pagos na União Europeia.

A conta da uva fechou em US$ 93 milhões, 11% menos do que no ano passado.

Para explicar a redução, produtores apontam um redirecionamento do mercado externo para o mercado interno, além de uma quebra significativa na safra deste ano. "Estimamos que tenhamos perdido cerca de 28% da produção da uva, principalmente por fatores climáticos", afirma Edis Matsumoto, membro  da Câmara de Fruticultura do Vale do São Francisco.

O maior empecilho para o desenvolvimento da fruta foi o clima nublado entre o final de 2013 e começo de 2014, período de fertilização dos cachos nestas regiões baianas e pernambucanas. Por outro lado, embora várias localidades do país tenham sofrido forte seca, os vinhedos sertanejos não chegaram a enfrentar falta de água. A irrigação, abastecida pelo Lago de Sobradinho,permaneceu regular o ano todo.


As perdas foram em parte compensadas pelos bons preços da fruta na Europa. "Os preços bateram recorde este ano", comemorou Edis Matsumoto. O Vale não foi a única região a contabilizar quebra de produção. Os produtores de uva de mesa da Grécia, Espanha e Itália, principais concorrentes no Velho Continente, também tiveram problemas com as safras. Logo, houve falta de oferta e alta demanda no mercado europeu. A caixa de 5 kg de uva sem semente, que costuma valer entre ? 13 e 17, teve preço entre ? 18 e 22 - alta de 27,7%.
Desde 2009, a produção de uva do São Francisco tem se voltado menos para o mercado externo e mais para o interno. Se em 2008 cerca de 60% das safras do Sertão do São Francisco eram direcionadas ao exterior, hoje a parcela exportada beira os 30%,segundo a Câmara de Fruticultura do Vale do São Francisco. De 2012 para 2013, o recuo em peso foi de 17,3%.
Tássio Lustoza, da associação de exportadores e produtores Valexport, explica a retração nas exportações como "um redirecionamento de mercado". Segundo ele, o mercado interno se torna mais atrativo quando paga valores semelhantes aos da Europa e Estados Unidos, pois dispensa "exorbitantes custos de fretes, tarifas e certificações" necessários no externo.
Ivan Pinto, presidente do Instituto da Fruta de Juazeiro, acredita que "o Brasil perdeu competitividade", principalmente pelos custos de insumos, mão de obra e tarifas. Além disso, desde o

ano passado, o país não faz mais parte do Sistema Geral de Transferência (SGT), mecanismo da União Europeia que aplaca tributação de produtos agrícolas de países em desenvolvimento. "Hoje o produtor brasileiro tem que pagar o tributo normal, concorrendo com países latinos que pagam menor tributação."
Já Edis Matsumoto, da Câmara de Fruticultura, afirma que a mudança de mercado em 2008 tem a ver
com um momento de crise nos países europeus e de fortalecimento de mercado nacional. "O brasileiro adquiriu o hábito de consumir uva sem semente, além de ter aumentado o poder de consumo", diz ele.

Fonte: ABDI em Pauta

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Cientistas criam filmes comestíveis para embalagens

Imagine colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica. A película que a envolve é composta por tomate e, ao ser aquecida, vai se incorporar à pizza e fazer parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) que fizeram películas comestíveis de diferentes alimentos como espinafre, mamão, goiaba, tomate e pode utilizar muitos outros como matéria-prima. O trabalho de pesquisa foi desenvolvido no âmbito da Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) e recebeu investimentos da ordem de R$200 mil.

"Podemos utilizar rejeitos da indústria alimentícia para fabricar o material, isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada", afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso, que coordenou a pesquisa, ressaltando que o trabalho de desenvolver filmes a partir de frutas tropicais é pioneiro no mundo. 

O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger alimentos. Porém, o fato de poder ser ingerido abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens. Aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades.

A diferença está na matéria-prima. O plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto. "O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos", conta o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, pesquisador da Embrapa que participou do trabalho.

Ele explica que os alimentos usados como matéria-prima passam pelo processo de liofilização. Trata-se um tipo de desidratação na qual, após o congelamento do alimento, toda a água contida nele se transforma do estado sólido diretamente ao gasoso, sem passar pela fase líquida. O resultado é um alimento completamente desidratado com a vantagem de manter suas propriedades nutritivas. Ela pode ser aplicada aos mais diferentes alimentos como frutas, verduras, legumes e até alguns tipos de temperos, o que explica a grande diversidade de matérias-primas comestíveis, o que imprime o sabor e a cor da embalagem.

Mattoso acredita que o plástico comestível também poderá contribuir para reduzir outro problema: o desperdício de alimentos. Além de resíduos em condições de uso que a indústria alimentícia não utiliza, há muitos vegetais que deixam de ser comercializados por não apresentar bom aspecto visual mesmo estando em condições de consumo. "Esses vegetais que iriam estragar na prateleira podem ser matéria-prima para a embalagem comestível", acredita o especialista que já vislumbra parceiros entre as empresas do ramo para que os resultados alcançados em laboratório seja desenvolvido como produto comercial. 

Para ele, a nova embalagem também pode receber matéria-prima de um mercado em franca expansão, o de alimentos prontos. Mattoso conta que esse é um ramo que produz muitos resíduos como cascas e pequenos pedaços. Ele dá como exemplo as chamadas cenouretes que são esculpidas em pequenos pedaços de cenoura. Para o especialista, as sobras desse processo poderiam virar matéria-prima para um plástico com a leguminosa.

Trabalho de 20 anos

O desenvolvimento do material foi fruto de um trabalho de duas décadas, quando começaram os estudos em ciência dos materiais na Embrapa Instrumentação. "No começo, a preocupação era utilizar materiais de fontes renováveis estudando alternativas aos polímeros sintéticos derivados do petróleo," lembra Mattoso. Para isso, o grupo começou a adicionar fibras naturais a plásticos sintéticos gerando compósitos com os dois tipos de matéria-prima. "As fibras naturais têm componentes como celulose e lignina, chamados de polímeros naturais, pois suas macromoléculas são semelhantes aos polímeros sintéticos", explica o pesquisador.

Sisal, algodão, juta, fibra de coco e bagaço de cana foram algumas fibras naturais testadas que entraram na composição desses materiais. Os compósitos resultantes apresentaram propriedades mecânicas várias vezes superiores aos plásticos sintéticos. Mattoso conta que, em ensaios de laboratório, eles se mostraram mais resistentes à tração e impactos, além de serem até três vezes mais rígidos que os polímeros 100% sintéticos.

Outra descoberta nessa pesquisa abriu uma oportunidade para o aproveitamento das sobras das indústrias de processamento de fibras naturais. "Para nossa surpresa, os resíduos coletados nas indústrias de processamento, como o pó das fibras naturais, possuíam as mesmas características que a fibra inteira," diz o pesquisador. Isso significa que, para a formulação de compósitos, as sobras da indústria têm a mesma qualidade que a fibra natural inteira. Mattoso acredita que isso pode gerar um novo mercado a partir do aproveitamento de resíduos industriais do processamento do sisal, juta, coco, algodão e cana-de-açúcar.

A segunda etapa da pesquisa procurou elaborar um material feito totalmente de fontes renováveis, sem adição dos plásticos feitos de petróleo. Foram testados amido, polissacarídeos, derivados de celulose e proteínas para gerar novos materiais. 

Antes de chegar ao plástico comestível, a equipe de pesquisa ainda desenvolveu polímeros biodegradáveis. Motivados pela demanda por embalagens que fossem absorvidas pelo ambiente em curto espaço de tempo, os pesquisadores conseguiram obter plásticos de materiais naturais com essa característica. Por fim, chegou a vez dos comestíveis, o que exigiu a incorporação de padrões mais elevados de segurança e higiene no processo de fabricação. 

Os pesquisadores realizaram testes adicionando quitosana, polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos. Essa molécula natural tem propriedades bactericidas o que pode aumentar o tempo de prateleira dos alimentos.

Goiabadas vendidas em plásticos feitos de goiaba, sushis envolvidos com filmes comestíveis no lugar das tradicionais algas, perus vendidos em sacos feitos de laranja que vão direto ao forno e geleias em formato de ursinhos só que elaboradas com frutas naturais. Essas são algumas possibilidades imaginadas pela equipe de Mattoso para as aplicações da nova tecnologia.

Destaques científicos

O meio científico tem reconhecido a importância da pesquisa. O artigo "Mamão e canela, ingredientes de filmes antimicrobianos para embalar alimentos", gerado no âmbito do projeto recebeu a distinção Artigo em destaque pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), no mês de junho de 2014. A SBPMat escolhe mensalmente um artigo da área de materiais publicado recentemente em periódico com alto fator de impacto.

Outro paper do projeto intitulado "Antimicrobial and physical-mechanical properties of pectin/papaya puree/cinnamaldehyde nanoemulsion edible composite films", o qual trata do desenvolvimento do filme de mamão, está entre os mais baixados no site da revista Food Hydrocolloids. "Esses destaques mostram que a comunidade científica também está de olho nessa área e acredita em seu potencial", avalia o pesquisador; acrescentando a importância de parcerias científicas nacionais, como com a "Universidade Estadual Paullista Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) e internacionais, entre as quais destacou o trabalho conjunto com o Agricultural Research Service (ARS), dos Estados Unidos. Ele ressaltou também a participação dos profissionais da Embrapa Agroindústria Tropical (CE).


Fonte:Embrapa Instrumentação 
imprensa.instrumentacao@embrapa.br 
Telefone: (16) 2107-2901

Fábio Reynol (MTb 30269 /SP) 
Secretaria de Comunicação

Região de Sorocaba é uma das principais na produção de tangerina



Estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destacou Sorocaba como uma das principais regiões produtoras de tangerina, ou mexerica como também é conhecida a fruta. O levantamento analisou os anos de 2009 a 2013 e registrou uma perda de 1,8 milhão de pés no Estado devido ao "envelhecimento natural do pomar, bem como problemas de pragas e doenças de difícil controle, tais como mancha marrom de alternária, declínio, clorose variegada, morte súbita e o greening". Esses fatores comprometeram o pomar e elevaram o custo de produção.

Em 2013, o cultivo da tangerina totalizou 4.833 mil pés em todo o Estado. Os 19 municípios do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Sorocaba tinham 505 mil pés em 2013 e a produção foi de 1,47 milhão de caixas (de 40,8 quilos cada uma), de acordo com o levantamento do IEA. Está entre as três regiões de maior relevância no Estado, junto com São João da Boa Vista e Jaboticabal.
A redução do plantio e queda na produção foram significativas na região do EDR de Itapetininga, conforme o IEA. O estudo apontou uma queda de 666 mil pés em 2009 para 157 em 2013. Quanto à produção, houve baixa de 1,7 milhão de caixas em 2009 para 308 mil em 2013. Envelhecimento do pomar, pragas e doenças fizeram com que agricultores trocassem a tangerina por outras culturas. 

Safra e empregos
O período de safra da fruta ocorre a partir de maio e em algumas regiões indo até dezembro. No Brasil e em São Paulo a preferida é a variedade poncã, por ser mais doce. O principal mercado é o interno. Em 2014, a produção reduzida elevou o preço. Pesquisadores do IEA estimaram também a mão de obra empregada no cultivo da tangerina no Estado. "O ano de 2009 foi o que a cultura ocupou 9.368 pessoas diretamente nos pomares paulistas, e 2013 foi o de menor ocupação, com 6.770 pessoas, sem computar a colheita."
Normalmente é necessário uma pessoa para o cultivo de 2 hectares. Os cuidados são realizados por pessoas que, com seus familiares, estão fixados no meio rural com o sustento ligado diretamente à produção de tangerinas. A cultura proporciona trabalho e sustento a um elevado número de outras pessoas que atuam em atividades correlatas, como no transporte, distribuição, indústria de sucos e comercialização.


Ranking
Em 2013, a produção no Estado foi de 11,09 milhões de caixas de 40 quilos, com 4.833 pés. Segundo o estudo, "a tangerina ocupou, em 2013, a 16ª posição no ranking do valor da produção dos principais produtos do Estado de São Paulo (total de 51 produtos), variando de R$ 298,23 milhões em 2009 a R$ 493,74 milhões, apresentando variação anual de 12,4%". Entre as frutas frescas, no mesmo ano a tangerina ocupou a 4ª posição no ranking, ficando atrás apenas de banana, laranja de mesa e limão.


Fonte:  Jornal Cruzeiro do Sul
Marcelo Roma - 06/01/2015
marcelo.roma@jcruzeiro.com.br

Agronegócio pode ganhar impulso com nova tecnologia

Boeing combina veículos aéreos não tripulados com outras fontes de dados para potencializar agricultura de precisão no Brasil


Uma aeronave não tripulada pode mudar a forma de se fazer agronegócio no Brasil ao possibilitar observação e reconhecimento territorial de forma contínua, dia e noite, e também a coleta ininterrupta de dados. O ScanEagle, é o   Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) da Boeing  com inovação e tecnologia de ponta e que pode ser um grande auxiliar do agronegócio brasileiro.


Foto: Boeing / Divulgação
 
A receita encontrada pela Boeing para potencializar a chamada “agricultura de precisão” é a combinação dos VANTs com outras fontes de dados, obtidos, inclusive, por satélites de observação da Terra. Trata-se de um campo da ciência conhecido como sensoriamento remoto. E é nisso que apostam os pesquisadores da Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil (BR&T - Brasil).
 
Exceto no caso de dados coletados em laboratório, onde as condições são controladas, existem hoje basicamente três níveis de sensoriamento remoto para a coleta de dados das plantações: o de campo, quando se leva o equipamento para a área de interesse e ali os dados são coletados; o aéreo, em que os sensores que coletam os dados são embarcados em aeronaves tripuladas; e o orbital, no qual os sensores estão a bordo de satélites que orbitam a Terra a aproximadamente 700 km de altitude.
 
Contudo, todos esses níveis de sensoriamento remoto têm limitações. Os dados coletados em campo são muito precisos, mas envolvem um alto custo de operação e, em geral, limitam-se a cobrir áreas pequenas.
 
Por outro lado, os dados obtidos por sensores a bordo de satélites cobrem grandes áreas e de maneira sistemática, mas muitas vezes são limitados à passagem dos satélites quando o céu não está nublado, o que é um problema em regiões tropicais como o Brasil. O uso de aeronaves tripuladas pode ser uma solução, mas envolve um custo extremamente elevado de operação e, além de depender de condições meteorológicas favoráveis, também depende de técnicos extremamente especializados.
 
As vantagens dos VANTs em relação a outros sistemas
É aí que entram os VANTs, com suas inúmeras vantagens para as aplicações de sensoriamento remoto na agricultura. Entre elas: a possibilidade de coletar dados a qualquer momento, sistematicamente, e em curtos intervalos de tempo; a capacidade de voar abaixo das nuvens e coletar dados mesmo em dias nublados; a facilidade de manuseio do equipamento; a gama de sensores que podem ser utilizados; e o custo de operação, que tende a diminuir à medida que a tecnologia se populariza.
 
O intervalo de tempo entre duas aquisições consecutivas de dados sobre a mesma área, que em termos técnicos é conhecido como “resolução temporal”, é bastante otimizado. “Um satélite passa sobre determinada área hoje; se estiver nublado, você só terá chance de uma nova imagem depois de duas semanas; se estiver nublado novamente, só daqui a um mês. Para a agricultura, isso pode ser um tempo muito grande”, argumenta Marcio Pupin Mello, coordenador de pesquisa em Sensoriamento Remoto e Agricultura de Precisão da BR&T-Brasil. Um VANT pode sobrevoar determinada área todos os dias ou até diversas vezes no mesmo dia.
 
É possível integrar inúmeros tipos de sensores, ou câmera, nos VANTs, desde uma câmera comercial mais simples, como aquelas geralmente utilizadas por atletas que praticam esportes radicais, até sensores mais complexos, com centenas de bandas espectrais que vão do visível até o infravermelho. A partir daí, literalmente, o céu é o limite: pode-se verificar quão sadia está a vegetação, se há falhas no plantio, se determinado trecho da área plantada está mais desenvolvido que outro, se o calor, humidade ou a luminosidade estão adequados para cada cultura agrícola, entre outras possibilidades.
 
“Muitas vezes, é muito mais simples e barato para o produtor usar um VANT para sobrevoar e monitorar uma região do que comprar uma imagem de satélite ou usar um avião tripulado”, explica Mello, que é doutor em Sensoriamento Remoto.
 
Próximo passo
O uso de VANTs no Brasil, entretanto, ainda não está regulamentado. “A Boeing tem bastante conhecimento adquirido com o uso das tecnologias de VANTs pelo mundo, incluindo aplicações em agricultura de precisão. Aqui no Brasil, estamos trabalhando com parceiros nacionais e criando juntos tecnologia e conhecimento”, afirma o pesquisador. “Precisamos concentrar esforços, junto com as autoridades aeronáuticas, para promover o uso profissional do VANT no país, só assim poderemos tirar total proveito de seu uso nas aplicações para a agricultura”, completa Mello.

Fonte: Portal Terra  - http://conteudopublicitario.terra.com.br/

Colheita da melancia inicia em São Gabriel



Foto: Divulgação/Seagro-TO
A colheita da melancia iniciou no último dia 30 de dezembro no município de São Gabriel. Até o final de março, período de colheita, cinco mil toneladas da fruta devem ser colhidas na cidade, onde 15 produtores cultivam a melancia em cerca de 100 hectares. O principal destino da fruta produzida em São Gabriel é Santa Maria. Apenas 20% de toda a produção devem ficar em São Gabriel. 

O agricultor familiar Pedro Juner Silveira Santos, que possui 42 hectares com melancia, começou o plantio em setembro. O produtor cultiva as variedades Colt, Jubille e Hollar. “As primeiras melancias estão pesando de oito a 15 quilos. A expectativa é de que a produção passe de 80 toneladas por hectare”, projeta Santos. Além da fruta, o agricultor também planta melão gaúcho, pepino salada, abóbora e moranga. 

“Acompanhando a colheita, podemos observar um excelente padrão de frutos. Junto ao ponto de venda, vários compradores degustaram a produção e confirmaram que as frutas estão muito saborosas”, relata o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Renato de Juli. Ele ainda avalia que, em função das fortes chuvas e ventos na região, as despesas com controles de insetos e fungicidas estão maiores nesta safra.



Data: 05/01/2015 
Fonte: EMATER/RS

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015



Carta Aberta aos Associados

No dia 31 de outubro de 2014, tivemos uma Assembléia Geral para escolher os Gestores do Instituto Brasileiro de Frutas para o Triênio 2014/2017.
Nesta eleição não foram apresentadas outras chapas. Isto  mostrou o interesse de todos na atual gestão. A permanência dos atuais gestores foi aprovada por unanimidade e por aclamação.
Assim sendo, pela presente estamos agradecendo a todos os associados, que continuam depositando confiança na condução que estamos dando a entidade, que está procurando permanentemente atender com dedicação as necessidades dos seus representados.
Contudo, estamos convictos que cometemos erros. No estabelecimento de nossos planos de trabalho talvez não estejamos atendendo vários associados que esperam do Instituto outros suportes, que não estão contemplados nas ações da nossa gestão.
Assim sendo, estamos nos propondo a incorporar no nosso programa de trabalho, na medida do possível, novas atividades que possam atender melhor a todos os associados.
Porém, o que achamos extremamente importante, é externamos publicamente nossos agradecimentos aos nossos colaboradores e aos coordenadores das divisões de frutas frescas, frutas processadas, nozes e castanhas e de serviços.
Igualmente foram inquestionáveis as orientações do nosso Comitê Técnico Científico.
Graças a todos, tivemos não uma eleição, mas uma reunião de associados para apoio à gestão do IBRAF.
Infelizmente, não poderemos contar nesta nova gestão com dois dos nossos associados na Diretoria, como o Antonio Carlos Tadiotti, que está mudando de atividades e o Éderson Nogueira por motivos profissionais.
Porém, a eles nossos agradecimentos especiais, por terem durante a última gestão, contribuído em muito com o Instituto Brasileiro de Frutas.
Finalizando, em uma entidade como o IBRAF, sob o ponto de vista democrático, queixas e solicitações de novas demandas são normais, e como não se trata de uma instituição política, cabe a nós gestores analisarmos os motivos destes anseios, e procedermos as reestruturações e redirecionamentos necessários , para melhor representar todos e fortalecer o Instituto.
Parabéns ao IBRAF e a todos os Associados,


Atenciosamente,


Etélio Prado                                                           Moacyr Saraiva Fernandes
Presidente do Conselho Deliberativo                                            Diretor Presidente
                                                                                          


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

EXPORTAR PARA CRESCER - CAMINHOS DA SUSTENTABILIDADE - 10/12/2014




Objetivos

Mobilizar e sensibilizar produtores e exportadores interessados em evoluir nos processos de internacionalização de seus negócios, agregando valor a produtos e serviços com práticas e procedimentos de sustentabilidade sócio-ambiental.

Programação

Abertura:

Rogério Amato, Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP; Roberto Ticoulat, Presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras – CECIEx; Ana Paula Shuay, Superintendente de Negócios e Operações da Agência de Desenvolvimento Paulista - DESENVOLVE SP.

Sessão 1 – Panorama geral do Projeto EXPORTA, SÃO PAULO.
Fortalecimento da competitividade de produtores e exportadores Ampliação da base exportadora paulista. Sistema de Informações de Apoio às Exportações do Estado de São Paulo – SIAEXP.
JOSÉ CÂNDIDO SENNA, Coordenador Geral do Projeto EXPORTA, SÃO PAULO, pela FACESP e ACSP.

Sessão 2 – A sustentabilidade socioambiental como fator de agregação de valor e de competitividade de cadeias produtivas globais. Aspectos conceituais da produção mais limpa. Como evitar perdas e desperdícios, em especial em cadeias alimentares. A gestão e a valorização de resíduos. O lixo como fonte de energia, insumos e componentes produtivos. Custos e benefícios para produtores, exportadores e a sociedade.
ALCIDES LOPES LEÃO, Professor da FCA/UNESP e Consultor da ONU/FAO; MOACYR SARAIVA FERNANDES – Diretor Presidente do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF.

Sessão 3 - Experiências bem-sucedidas nos agronegócios. Abordagem sistêmica “cradle to cradle”, envolvendo reciclagens e energias renováveis. Auditoria e certificação de produtos e processos produtivos A competitividade de produtos de madeira em mercados externos, tais como chapas de fibra, pisos laminados, painéis de partículas de média e alta densidade.

IZABEL TAKITANE, da UNESP, e PAULO CESAR AMANTHÉA, Consultor Internacional da ECTX S.A. (Grupo EUCATEX).

Sessão 4 – Financiamento de projetos e de atividades produtivas sustentáveis. Programas oficiais de apoio a produtores e exportadores. Linhas de financiamento de novas tecnologias e da agricultura de baixo carbono (programas ABC). Custos, prazos, garantias e carências.
LÚCIO ANGNES, da Diretoria Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP; LUCIANA MOORE SURLIUGA, Economista do BNDES

Sessão 5 – Conclusões e recomendações. Próximas atividades conjuntas do Programa de Sustentabilidade e Competitividade.

(EXPORTA, SÃO PAULO/FEPAF/FCA-UNESP).

Encerramento.

Local, data e horário: Associação Comercial de São Paulo - ACSP, rua Boa Vista, 51, 9º. Andar, Centro, São Paulo - SP
10 de dezembro de 2014, das 14h00 às 18h00.

Informações e Taxas de Inscrição:
ACSP: tel: (011) 3180-3500 e tneuma@acsp.com.br.

R$ 100,00 por participante filiado a entidades que promovem e apoiam o evento.

R$ 150,00 por participante não-filiado.

Depósitos a favor da ACSP, CNPJ 60.524.550/0001-31

BRADESCO, Agência: 099-0, Conta Corrente: 259.968-6

Promoção e Realização:

Associação Comercial de São Paulo – ACSP; Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras – CECIEx; Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - FCA-UNESP; Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP; Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - FEPAF

Apoio:
Agência de Desenvolvimento Paulista - DESENVOLVE SP;
Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – ABRELPE;
Associação Brasileira da Indústria do Arroz – ABIARROZ;
Brazil Specialty Coffee Association – BSCA;
 ConTrader Comércio Exterior; Fundação Vanzolini;
Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC;
Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF;
Instituto de Promoção do Desenvolvimento – IPD;
INVESTE SÃO PAULO;
Projeto de Extensão Industrial Exportadora - PEIEX

terça-feira, 14 de outubro de 2014

IX Seminário de Fruticultura de Clima Temperado


Palestras sobre água, oliveira, lúpulo, amora e morango serão no dia 26 de novembro



A 9º edição do Seminário de Fruticultura de Clima Temperado acontecerá no dia 26 de novembro de 2014, em São Bento do Sapucaí/SP. Trata-se de um evento técnico, com palestras sobre água, oliveira, lúpulo, amora e morango.

O Seminário de Fruticultura se justifica devido ao fato de o cultivo de fruteiras de clima temperado e subtropical promover uma boa remuneração à agricultura, em pequenas áreas, por conta do alto valor agregado de seus produtos, tanto os frescos como os processados, gerando um grande interesse pelos produtores.

Nas últimas oito edições desse evento foram verificados aumentos na participação crescente de produtores oriundos das regiões serranas e outras regiões do Estado de São Paulo e do Brasil. Os participantes vêm a procura da troca de informações, mudas de boa qualidade e se inteirar sobre o assunto em palestras e atividades que visam o desenvolvimento e avanço da fruticultura de clima temperado e subtropicais, por meio da apresentação de aspectos técnicos e mercadológicos. Promovendo, assim, o desenvolvimento do setor.

Confira a programação do evento:


Informações: CATI (12) 3971-1306 / 3971-2046
email: npmsb@cati.sp.gov.br ; rafaelpio@hotmail.com

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Os usos múltiplos do maracujá

Da flor à casca, veja o que pode ser feito com a fruta



Nativo da América Tropical, o fruto do maracujazeiro possui vitaminas A, C e do complexo B, além de sais minerais como potássio, ferro e cálcio. Além de maior produtor, o Brasil é o que mais consome maracujá no mundo. No entanto, apesar de existirem mais de 150 espécies e cerca de 70 viáveis para comercialização, o país utiliza apenas duas em maior escala (a variedade azeda, Passiflora edulis e a doce, Passiflora alata), afirma Ana Maria Costa, pesquisadora da Embrapa Cerrados e líder da Rede Passitec (Desenvolvimento Tecnológico para Uso Funcional e Medicinal das Passifloras Silvestres).
Atualmente, a Embrapa trabalha no desenvolvimento de cultivares novas, com propriedades diferentes, maior produtividade e usos múltiplos. O maracujá pérola, por exemplo, é rico em ferro e tem mais taliamina do que a maçã, além de ser fácil de produzir. Lançado em maio de 2013, já está sendo inserido no mercado por produtores do Distrito Federal e utilizado na merenda escolar, conta Ana Maria.
Segundo a pesquisadora, aproximadamente 900 mil toneladas da fruta são produzidas por ano. “A maioria vai para a produção de suco e isso gera um passivo ambiental [resíduos, como cascas e sementes] de cerca de 600 mil toneladas”. Hoje, a rede de pesquisas tem estudos para utilizar as partes do maracujazeiro de forma completa. “Tirando o suco, o resto é pouco aproveitado pela indústria”. Para ela, esses resíduos “têm potencial de industrialização e vão enriquecer o cardápio do brasileiro”.
Veja o que pode ser feito com cada parte:
1) Polpa
A polpa do maracujá azedo, o mais popular no país, é utilizada majoritariamente na indústria de sucos e em preparações caseiras. Já o doce é o famoso “maracujá de colher”, onde a polpa é consumida in natura.

2) Casca
De acordo com Ana Maria Costa, atualmente grande parte das cascas ou vão para o lixo ou para ração animal e adubo, mas a farinha feita da casca começa a ser difundida. “Ela contribui para diminuir a absorção de açúcar e gordura, ajuda no equilíbrio do intestino e dá a sensação de saciedade”, conta a pesquisadora. Com grande quantidade de fibras, pesquisas da Rede Passitec já testaram o uso da farinha em queijos e iogurtes.

A pesquisadora lembra que para obter uma boa farinha, é preciso cuidado no processamento. “São necessárias boas práticas de higiene para fabricar um produto de boa qualidade”. Segundo ela, nem sempre as grandes indústrias têm essa preocupação com a casca, por isso, os fabricantes da farinha normalmente compram a matéria-prima de processadoras menores. “A farinha boa é clarinha, bem fina e tem baixo teor de amargor”, ressalta.
A Rede Passitec também já desenvolveu um espessante a partir da casca, que foi testado em escala laboratorial na fabricação de queijo, requeijão e sorvete. A pesquisadora conta que alguns produtos já estão começando a atingir o mercado. Ela cita como exemplo a Associação de Produtores de Unaí que farão, até o fim de novembro, o primeiro teste de colocação no mercado do queijo com fibras da casca do maracujá. “Outras cooperativas também já estão se interessando por colocar o produto no mercado”.
A pesquisadora diz que também já existe licor e cachaça feitos a partir da casca fermentada. “Nesse caso, é possível usar o resíduo de grandes indústrias, uma vez que o processo de fermentação purifica o material”.
hortifruti_maracujá_sementes (Foto: Soraya Pereira/Embrapa)
3) Semente
Além de enfeitar mousses e outros pratos, ela pode ser transformada em óleo a ser usado na indústria alimentícia e de cosméticos. A Extrair Óleos Naturais produz três produtos com a semente da fruta: a versão desidratada, o óleo e o farelo desengordurado, que é a torta resultante da extração do óleo.
Sandro Reis, sócio-gerente fundador da empresa, explica que a matéria-prima vem de indústrias de polpa da fruta de diversos Estados brasileiros. “O material vem sujo e é limpo na fábrica. Utilizamos um processo de limpeza desenvolvido pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que faz isso de forma mais rápida”. Reis diz que a rapidez do processo possibilita a fabricação de um produto de melhor qualidade, pois evita a deterioração da semente, que estraga dois dias depois de ser retirada.
Ana Maria ressalta que o óleo tem boa quantidade de ômega 6 e é utilizado tanto na indústria alimentícia quanto na cosmética. “Ele pode ser usado como emoliente, pois diminui o inchaço debaixo dos olhos”. Sandro afirma que “o farelo é interessante tanto na fabricação de esfoliantes quanto para substituir em até 25% a farinha em pães, principalmente na linha integral”.
hortifruti_flor_maracujá (Foto: Breno Lobato/Embrapa)
4) Flor
De beleza marcante, a flor do maracujá é empregada na indústria de cosméticos por seu aroma. Algumas espécies também são plantadas com o propósito do uso ornamental.
5) Folha


É da folha do maracujá doce (passilfora alata) que a passiflorina utilizada em remédios é extraída pela indústria farmacêutica. É também da folha dessa espécie que a Natura extrai dois flavonóides empregados na fabricação de cremes rejuvenescedores. “São muito interessantes do ponto de vista cosmético, pois tem propriedade de regeneração celular”, afirma a pesquisadora.


POR THUANY COELHO | EDIÇÃO: RAPHAEL SALOMÃO
GLOBO RURAL

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Presidente do IBRAF, Moacyr Saraiva Fernandes e o Diretor de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto, Carlos Alberto Albuquerque , reuniram-se nessa segunda-feira com a Dra. Rita Milagres, Coordenadora Geral de Agronegócios – SDP/MDIC, para entrega da placa ”IBRAF 25 Anos” a qual se presta a reconhecer e, ao mesmo tempo, homenageá-la pelos seus relevantes serviços prestados ao longo desse um quarto de século de existência do Instituto Brasileiro de Frutas.