terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Avança negociação para rastreabilidade da produção de alimentos

Objetivo de parceria com supermercados é garantir produtos com menos agrotóxicos



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estão avançando na parceria, estabelecida em Termo de Cooperação, que amplia o acesso do agricultor a boas práticas de produção integrada agropecuária. O objetivo é reduzir custos de produção, com vantagens para o consumidor e o abastecimento de alimentos mais saudáveis, livres de resíduos que ofereçam riscos à saúde.

Segundo o coordenador de Produção Integrada Agropecuária da Secretaria de Mobilidade e Cooperativismo do Mapa, Helinton Rocha, a cooperação entre o governo e o setor deverá expandir o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). Houve experiência piloto bem sucedida em Santa Catarina, envolvendo mais de 30 grandes redes de supermercados.

O Rama será implantado no Rio Grande do Sul e no Paraná. As centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) também deverão estimular seus fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade.

O Rama é baseado no monitoramento e rastreabilidade de frutas, de legumes e de verduras (FLV), monitora resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda. O principal objetivo é garantir que resíduos de defensivos agrícolas encontrados nos alimentos não estejam acima de níveis que ofereçam riscos à saúde e também do nível permitido legalmente, estando, portanto, seguros para o consumo humano.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que a entidade e o Mapa buscam maneiras de incluir todos os envolvidos na produção de vegetais e de frutas, até mesmo fabricantes de agrotóxicos, para que garantam produtos seguros e de qualidade.

Agricultores irão receber treinamento para fornecer produtos com maior valor agregado e varejistas para vender alimentos seguros. Milan informou que os produtos que mais preocupam em relação ao excesso de agrotóxicos são o pimentão, o morango e a laranja. Garantiu que as medidas de proteção não deverão aumentar os custos para os consumidores.

Em reunião realizada nesta terça-feira (17) no Mapa, participaram representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal de Viçosa (MG), da Associação Brasileira de Automação (GS1) e da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem). 

A Produção Integrada Agropecuária – PI Brasil, que respalda o selo oficial “Brasil Certificado” é um Sistema de Produção capaz de produzir comida segura para o consumo, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida. Na Europa, mais de 90% das frutas, legumes e verduras são produzidos no sistema integrado.


Roteiro da Uva em Sarandi atrai turistas de diferentes regiões do Estado

Roteiro da Uva e Vinho envolveu a gastronomia típica italiana, com café da manhã e almoço



O Roteiro da Uva e Vinho, já tradicional no município de Sarandi, realizou mais uma edição superando as expectativas do público visitante neste fim de semana. No último sábado (14/01), um grupo de 55 pessoas de diferentes regiões do Estado, Frederico Westphalen, Passo Fundo, Carazinho, Rondinha, Sarandi e Porto Alegre, participaram do Roteiro e puderam vivenciar um pouco da experiência da vida no meio rural e da cultura que envolve o cultivo da uva e a produção de vinho em Sarandi.

O Roteiro da Uva e Vinho envolveu a gastronomia típica italiana, com café da manhã e almoço, regados com muito suco de uva e vinhos, além da colheita e degustação de uva direto do parreiral, visitação a agroindústria de sucos e vinícola, momento de história e cultura com visitação a sede da Confraria Amigos do Vinho de Sarandi e visita às futuras instalações do Museu do Vinho. A Capela São João também faz parte do Roteiro e relembra aos turistas parte da história da comunidade local.

Esta edição do Roteiro da Uva e Vinho foi organizada pela Agência Aeroplus, com o apoio da Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Sintraf), Conselho Municipal do Turismo (Comtur) e Prefeitura, através do Departamento de Cultura e Turismo.

O trabalho da Emater/RS-Ascar envolvendo o turismo rural tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento da atividade turística sob a ótica da sustentabilidade econômica, social e ambiental, valorizando a cultura local e promovendo a integração da comunidade, para contribuir com a consolidação da atividade como fonte de renda às famílias rurais.

De acordo com a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Lisiane Staggemeier Mattje, os roteiros turísticos rurais são uma forma de mostrar as potencialidades das comunidades do meio rural, incentivar a permanência das famílias no campo, além de valorizar a cultura e resgatar a história dos antepassados. "Além de valorizar o meio rural, esta atividade tem um viés econômico que fortalece a renda das famílias e traz a diversificação à propriedade rural. Além da alegria e da descontração de um dia no meio rural, conhecendo e relembrando o modo de vida destas famílias de agricultores familiares. Cada vez mais o turismo de Sarandi está ganhando destaque regional e em todo o Estado. Os turistas vêm pra Sarandi para retornar aos costumes e tradições, participar de vivências do meio rural", revelou Lisiane.

Feira da Uva 2017

O Roteiro da Uva e Vinho faz parte da programação da 9ª Feira da Uva e da Agroindústria Familiar de Sarandi e Região. De 20 a 22 de janeiro, na Praça Farroupilha, a Feira da Uva terá programação cultural, show, comercialização de uva e derivados, além de embutidos, hortifrutigranjeiros, agroindustrializados e artesanato. A Feira abrirá os estandes na tarde de sexta-feira (20/01). No sábado (21/01), acontecerá o Seminário da Agricultura Familiar, com tema diversificação e geração de renda na propriedade rural. O evento acontecerá no porão do Salão Paroquial, a partir das 8h30.

Quatro painéis serão apresentados ao longo do Seminário. Entre as temáticas abordadas estão qualidade de vida e geração de renda no espaço rural, fruticultura, olericultura e piscicultura, todas apresentadas pela Emater/RS-Ascar. Representantes do Centro Superior de Ensino Riograndense (Cesurg), apresentarão um painel sobre gestão e qualificação da propriedade rural.

A abertura oficial da 9ª edição da Feira da Uva de Sarandi acontecerá no sábado (21/01), às 11h30, com presença de autoridades e degustação de uva.


Fonte: Emater - RS

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Citros/Cepea: Em pico de safra, preços da tahiti caem SP

O volume de lima ácida tahiti ofertado no mercado paulista está elevado desde meados de dezembro e a colheita da fruta deve seguir intensa até pelo menos fevereiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a quantidade e qualidade da fruta neste ano devem superar as da temporada de 2016, devido ao clima favorável durante as floradas e desenvolvimento da variedade.


Do lado da demanda, as vendas internas e externas estão enfraquecidas, cenário que tem pressionado os valores da fruta em São Paulo. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da lima ácida tahiti foi de RS 11,93/cx de 27 kg, colhida, queda de 10% em relação à anterior. Caso as baixas nos preços no mercado de mesa sejam muito intensas, citricultores podem priorizar o envio da fruta à indústria. 

Fonte: Cepea/Esalq

Produtores de abacaxi de Frutal profissionalizam produção com cooperativismo

Região do Triângulo Mineiro responde por 95% da produção estadual; safra 2014/2015 chegou a 82,8 mil toneladas



Minas Gerais é o terceiro estado com maior produção de abacaxi no Brasil: 80% dela se encontra em Aparecida de Minas, distrito de Frutal. Para capacitar produtores dessa localidade, o Sebrae Minas promoveu um programa de capacitação com 25 agricultores familiares. Com o apoio da Emater, o Sicoob Frutal e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o programa Cultura da Cooperação permitiu que os agricultores ampliassem a capacidade de agir coletivamente por meio de consultorias oferecidas por técnicos das instituições parceiras.

A iniciativa teve duração de 18 meses e foi concluída em dezembro. Ao longo do programa, foram realizadas compras coletivas, que diminuíram os custos com a produção, e visitas técnicas em cooperativas de produtores de frutas nas cidades de São Gotardo e Jaíba, em Minas Gerais. O grupo também assumiu a realização da Feira Regional de Agronegócios do Abacaxi, com o apoio de várias entidades parceiras, e contribuiu para a formação da primeira Cooperativa de Produtores de Aparecida de Minas.

Segundo a analista do Sebrae Minas em Frutal Joana Corrêa, o projeto aumentou consideravelmente a representatividade dos produtores na região. “Em 2017, o Sebrae dará continuidade ao projeto para fortalecer ainda mais a cadeia local de cultura do abacaxi, e ganhar destaque na produção estadual e nacional”, afirma.

Aparecida de Minas possui, atualmente 1.260 hectares de produção da fruta – 70% do município de Frutal –, contando no total, com 160 agricultores. No distrito, ainda há 2.000 hectares de área em formação, destinada ao processo de florescimento do abacaxizeiro que, por não ser uniforme, compromete a regularidade da produção, podendo resultar em frutos não enquadrados no padrão comercial.


Relatórios de inspeção do cancro cítrico e greening devem ser informados até 15 de janeiro

O citricultor deve informar, no mínimo, uma inspeção obrigatória por trimestre



No Estado de São Paulo, o citricultor paulista (proprietário, arrendatário ou ocupante a qualquer título) tem até o próximo dia 15 de janeiro para informar as inspeções e as eliminações de plantas com sintomas do greening e do cancro cítrico realizadas no pomar durante o segundo semestre de 2016. Com base nos dados do semestre anterior, a expectativa é que 11.142 relatórios sejam entregues à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O engenheiro agrônomo Disnei Amelio Cazetta, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atua junto à Defesa Agropecuária, explica que “a migração, declaração e envio do relatório de cancro cítrico e greening para o segundo semestre de 2016 deverão ser feitos pelo sistema informatizado Gedave. Dessa forma, o citricultor tem até 15 de janeiro para migrar, declarar e enviar o relatório online pelo sistema”.

O acesso ao Gedave é feito pelo endereço https://gedave.defesaagropecuaria.sp.gov.br/. O antigo sistema, que foi utilizado para declarar e enviar do relatório no primeiro semestre de 2016, permanece aberto para que o citricultor possa fazer consultas e impressão de relatórios e comprovantes de entregas dos semestres anteriores.

O citricultor deve informar, no mínimo, uma inspeção obrigatória por trimestre, ou seja, ao menos duas inspeções devem ter sido realizadas durante o segundo semestre de 2016.

Mesmo não encontrando plantas cítricas com sintomas de greening e cancro cítrico ou mesmo que tenham sido eliminadas todas as plantas cítricas durante o semestre, é preciso preencher o relatório e enviá-lo, pois, as legislações em vigor estabelecem que este procedimento é de comunicação obrigatória. A orientação é que o relatório de envio seja impresso e guardado para eventuais comprovações em auditorias realizadas pelo órgão oficial de defesa agropecuária.

O “Manual do Produtor Citricultor para entrega do Relatório de Cancro Cítrico e Greening", disponível no Gedave, tem as informações necessárias com relação à migração, declaração ou envio do relatório. Basta acessar:



A não-entrega do relatório sujeita o citricultor a multas que variam de 100 a 500 unidades fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps). O valor de cada unidade é de R$25,07.

Greening

Para o greening ainda não existe tratamento curativo, nem variedade resistente. Quando contaminadas, as plantas novas não chegam a produzir e as plantas adultas tornam-se improdutivas dentro de dois a cinco anos. A única forma de controle da doença é por meio de inspeções constantes, que devem ser realizadas pelo citricultor. Encontrando plantas com sintomas da doença elas devem ser eliminadas o mais rápido possível para eliminar as fontes de inoculo, associado com o controle do vetor da doença que é o psílideo (Diaphorina citri).

Cancro

Doença causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri. No Estado de São Paulo, ainda está em vigor a Resolução SAA-147, de 31-10-2013, que estabelece para a supressão da doença a eliminação da planta contaminada e a pulverização, com calda cúprica na concentração de 0,1% de cobre metálico, de todas as plantas de citros que estiverem em um raio perifocal de, no mínimo, 30 metros medidos a partir da planta eliminada contaminada. A pulverização deverá ser repetida a cada brotação.

A partir de março de 2017, passará a vigorar as medidas estabelecidas pela Instrução Normativa n.º 37, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 5 de setembro de 2016, que determina novos critérios e procedimentos para o estabelecimento e a manutenção do status fitossanitário relativo ao cancro cítrico. No Estado de São Paulo, será adotado o sistema de mitigação de risco (SMR), que viabilizará o comércio de frutos tanto no mercado interno como no mercado internacional.


Produção de melancia está em fase de colheita no RS

A produção de melancia no Estado está em fase de colheita e Triunfo é o terceiro maior produtor da fruta, com uma área de 1.200 hectares e produtividade média de 35 toneladas por hectare, gerando um total de produção de cerca de 42 mil toneladas. Segundo o extensionistas da Emater/RS-Ascar Guilherme Niemxeski o plantio da melancia envolve 140 produtores rurais e 80% da produção já foi colhida no município. 

Niemxeski explica que a maioria da colheita se concentra nos meses de dezembro e janeiro e em torno de 60% da produção é comercializada na CEASA. Os outros 40% são vendidos diretamente na propriedade, para comerciantes que levam o produto para o Litoral Norte e para fora do RS. Do total de produtores, 70 vendem diretamente na Ceasa.

As melancias das variedades Geórgia, Topgun, Crinston, Staibrite e Jubilee são as que melhor se adaptam ao clima local e têm maior aceitação do mercado consumidor, em virtude disso, são as mais plantadas. O sistema de cultivo mais utilizado é o convencional, em que a terra é preparada e recebe uma lavração e gradagens entre o período de maio a agosto. Antes de arar a terra, deve ser feita a calagem do solo para que se misture durante o processo de lavração. Com o terreno preparado se faz a sulcagem e os sulcos recebem o adubo. Depois de alguns dias as sementes ou mudas são colocadas na terra por plantio manual em covas, o que normalmente ocorre no início de setembro.

Ainda na região metropolitana, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, destacam-se São Jerônimo e Arroio dos Ratos. No primeiro município a fruta é cultivada em 1.050 hectares e a produção total chega a 31.500 toneladas. Já em Arroio dos Ratos, são 450 hectares e a produtividade fica em torno de 22 a 25 toneladas por hectare.

FESTA – Em Parobé a produção não é tão significativa como em Triunfo, São Jerônimo e Arroio dos Ratos, mas mantém-se a tradição de realizar a Feira da Melancia como forma de aproximar os agricultores dos consumidores e divulgar a produção local. A Feira acontece até dia 22 de janeiro na Rua Coberta junto à Praça 1º de Maio. Quem for ao local pode comprar não só a fruta, assim como produtos derivados de melancia como tortas, doces, sorvetes, sucos e cucas. A feira acontece das 10h às 22h e conta ainda com shows e apresentações artísticas.

No município 35 produtores se dedicam ao cultivo de melancia em 80 hectares. A produção deve chegar a um total de 1.200 toneladas, sendo que na feira, a expectativa dos participantes é venderem cerca de 600 toneladas.


Fonte: Emater - RS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Extrativismo da castanha-do-brasil é tema de pesquisa da Embrapa

Foto: FARIA, Gabriel Rezende
Você sabia que a maior parte da castanha-do-brasil produzida no país vem de florestas nativas da região amazônica? E que esse trabalho é feito principalmente por ribeirinhos, agricultores familiares e povos indígenas? Pois é, a castanha é um dos principais produtos da sociobiodiversidade brasileira e seu uso e o manejo estão diretamente vinculados ao conhecimento e a cultura das populações tradicionais e dos agricultores familiares da Amazônia.

Buscando gerar conhecimentos sobre as diferentes tipologias sociais de uso e sobre aspectos ecológicos e genéticos dos castanhais nativos da Amazônia Brasileira, a Embrapa iniciou, em 2016, o projeto de pesquisa EcogenCast - Ecologia e genética da castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl.)' como subsídio à conservação e uso sustentável da espécie.

Com quatro anos de duração, o projeto conta com atuação em rede, envolvendo nove Unidades da Embrapa, além de professores e pesquisadores de Universidades e Institutos de pesquisa nacionais e internacionais, e colaboração de proprietários rurais, colonos/assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais. 

Segundo a pesquisadora da Embrapa Roraima e coordenadora do projeto, Patrícia Costa, o EcogenCast pretende contribuir para a sustentabilidade ecológica dos sistemas de manejo extrativista da castanha-do-brasil e para o desenvolvimento de ações visando à conservação da espécie em longo prazo. "Entre outras questões, esperamos compreender como as populações extrativistas se relacionam com a castanha, em uma perspectiva que integra a ação humana, os diferentes elementos da natureza e os conhecimentos a eles associados", explica a pesquisadora.

Uma das ações previstas no projeto é a realização de oficinas participativas para a elaboração de calendários socionaturais. Esses calendários permitirão identificar os conhecimentos locais sobre o uso dos recursos naturais, com ênfase na castanha-do-brasil, a partir dos ciclos anuais da floresta.

Outro ponto importante será a geração de conhecimentos sobre os aspectos ecológicos e genéticos dos castanhais nativos, com a caracterização espacial da diversidade genética da espécie, dinâmica populacional e de produção e modelagem de cenários futuros para definição de estratégias de conservação, considerando as mudanças climáticas.

Ações com o Povo Wai Wai

As ações de sensibilização do EcogenCast já foram iniciadas com os índios Wai-Wai da Terra Indígena Trombetas/Mapuera, localizadas no sul do estado de Roraima. O primeiro encontro aconteceu durante a V Assembleia Geral Ordinária da Associação do Povo Indígena Wai Wai (APIW), em novembro de 2016, momento em que foi apresentado o Projeto e recebido o consentimento para sua execução a partir da aprovação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A etnia Wai Wai tem tradição no extrativismo da castanha-do-brasil, fazendo dela, hoje, a sua principal atividade econômica.

Conheça a castanha-do-brasil

A castanheira-do-brasil é encontrada nos estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão e Mato Grosso. É uma das espécies mais altas da Amazônia, atingindo entre 30 e 50 metros de altura. Desempenha papel importante na subsistência de milhares de famílias residentes na floresta, ou em áreas próximas, que realizam o extrativismo e comercialização. A castanha apresenta elevado valor nutricional, sendo utilizada diretamente na alimentação e como ingrediente na fabricação de alimentos processados. 



Fonte: Embrapa Roraima 
Clarice Rocha (MTb 4733/PE) 
roraima.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (95) 4009-7114


Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Evento marca abertura da colheita da uva em Frederico Westphalen

As boas condições climáticas da região permitem a antecipação da safra



Na região Norte do RS a colheita da uva teve início ainda no mês de dezembro. As boas condições climáticas da região permitem a antecipação da safra e a comercialização da fruta a preços mais elevados. Para marcar oficialmente o início da colheita da safra no município de Frederico Westphalen, a Emater/RS-Ascar, Secretaria Municipal da Agricultura e Sindicato dos Trabalhadores Rurais, juntamente com a família Camargo, que disponibilizou sua propriedade, localizada na Linha Santos Anjos, para receber os visitantes, autoridades e lideranças locais para a realização do evento, promoveram nesta quarta-feira (11/01) a Abertura da Colheita da Uva de Frederico Westphalen. 

O contato da família Camargo com a viticultura iniciou quando os dois irmãos, Alexandre e André Camargo, começaram a trabalhar sazonalmente na colheita da uva na Serra Gaúcha. Com o passar do tempo, Alexandre decidiu deixar a propriedade e se estabelecer perto do trabalho e o irmão, André, trabalhava a cada colheita e retornava à propriedade, para ficar junto dos pais, os agricultores Pedro e Daniela. Alexandre passou 16 anos trabalhando na Serra.

"Observando as condições que tínhamos lá e as que temos aqui, percebi que as daqui são até melhores para a produção da uva. Então, retornei e junto com o meu irmão estamos tentando alavancar a área, mostrar que o nosso potencial é grande, não só com a uva, mas com o vinho, com o turismo", comentou Alexandre, que já se orgulha ao mostrar a construção da futura cantina de vinho e o local onde pretende receber turistas e visitantes na propriedade. "Aos poucos tudo foi crescendo e hoje já está tomando forma. Nós tivemos coragem de ir, mas tivemos que ter mais coragem ainda para voltar", concluiu o jovem produtor. 

A história da família Camargo é inspiração para muitos outros produtores do município. A produção de uva de Frederico ainda é muito pequena se comparada ao potencial que o município e região possuem nesse setor. "Aqui no município temos apenas 25 hectares. É pouco, mas ainda assim são 25 hectares bem manejados e com grande produtividade. Aqui na propriedade da família Camargo temos o exemplo do uso de sistema de uva protegido e o valor agregado que essas tecnologias representam. O nosso potencial é muito grande. O microclima daqui permite a antecipação da maturação de 30 dias em relação à Serra Gaúcha, isso agrega valor, entusiasma o produtor e é um estímulo para o aumento e incentivo à produção", destacou o enólogo, Nivaldo Potrich.

O gerente do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Francisco Frizzo, participou do evento e parabenizou a família pelo exemplo de empreendedorismo e sucessão. "Vocês devem estar orgulhosos do que já conquistaram, devem ter orgulho da sucessão, que é o grande desafio da agricultura familiar nos dias de hoje. A agricultura da nossa região é composta por pequenas propriedades, por isso os as famílias devem optar por atividades que gerem maior renda por área de terra, como é o caso da viticultura. E como vemos aqui, garante a viabilidade econômica, com a geração de renda e a sucessão, com qualidade de vida. Mas para isso, é preciso fazer como os jovens da família Camargo, trabalhar com qualidade, produtividade e eficiência. Eles estão no caminho certo, buscaram conhecimento e com a ajuda da Assistência Técnica estão alcançando o que tanto desejavam", observou Frizzo.

O prefeito de Frederico Westphalen, José Alberto Panosso, reforçou os comentários do gerente da Emater/RS-Ascar e afirmou que o exemplo da família Camargo é um entusiasmo para os gestores, que acreditam no potencial do município e querem sempre trabalhar em prol do desenvolvimento econômico e social das famílias rurais e urbanas. Após o ato de abertura da colheita, os visitantes puderam conhecer a propriedade e visitar os parreirais da família Camargo, degustar e comprar uvas de diferentes variedades. 

Também participaram do evento, o presidente da Câmara de Vereadores, Jacques Douglas de Oliveira, o vice-presidente da Cresol, Loreno Cerutti, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Nadir Busatto, entre outras autoridades.


Fonte: Emater - RS

Sarandi escolhe maior cacho de uva do município

O concurso que escolheu o Maior Cacho de Uva de Sarandi foi organizado pela Clube de Mães



O município realizou neste domingo (08/01) mais uma edição do tradicional concurso para escolha do Maior Cacho de Uva de Sarandi. O evento aconteceu na Comunidade São Cristóvão Sobradinho, interior de Sarandi, durante a festa do Clube de Mães, evento inserido na programação da Feira da Uva 2017.

"O objetivo de realizar o concurso foi para destacar, divulgar e valorizar a atividade da vitivinicultura do município e os produtores de uva, que com muita dedicação conduziram seus parreirais ao longo do ano. Essa foi a quinta edição do concurso, com 21 participações em duas modalidades, em que os produtores puderam concorrer com a variedade Niágara e na categoria livre", explicou a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Lisiane Paula Staggemeier Mattje.

Na categoria Niágara foram premiados os dois primeiros lugares. O primeiro foi conquistado pelo produtor Valentin de Lucca, com cacho de uva pesando 699 gramas. Seguido pelo produtor Horácio Corso, com o cacho de uva pesando 640 gramas. Na categoria livre, o jovem Henrique Corso conquistou o primeiro lugar com um cacho de uva da cultivar Moscato Embrapa pesando 717 gramas.

O concurso que escolheu o Maior Cacho de Uva de Sarandi foi organizado pela Clube de Mães da comunidade São Cristóvão Sobradinho, Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Barra Funda, Nova Boa Vista e Sarandi e Prefeitura, com apoio da Cotrisal, Barbieiro Agronegócios, Destri Insumos Agrícolas, Colombo Agronegócios e Ótica e Relojoaria Dal Santo. 

Fonte: Emater - RS

Indústria de Fertilizantes para Agronegócio da América Latina se encontrará em Buenos Aires

O evento de três dias inclui uma visita ao complexo Bunge Ramallo, uma grande exposição e apresentações técnicas


Fertilizer Latino Americano é a mais importante conferência de negócios da indústria de fertilizantes na região, atraindo mais de 650 delegados. Conferencistas vão discutir os desenvolvimentos no Brasil, um dos maiores consumidores da indústria; o crescimento exponencial recentemente visto na Argentina; o enorme potencial do México assim como as tendências do setor na China, Índia, antiga União Soviética e outros importantes mercados globais.

Palestrantes incluem: 

Juan Lozano, CEO, Pemex Fertilizantes
Olaf Hektoen, Vice Presidente, Diretor da BU Latin America ex. Brasil, Yara
Luis Maria Urriza, subsecretário de Agricultura, Ministério da Agroindústria, Governo Federal da Argentina
Aldo Bonalumi, Secretário de Mineração, Ministério da Indústria, Comércio e Mineração, Governo de Córdoba, Governo Federal da Argentina
Vicente Humberto Lobo Cruz, Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ministério de Minas, Governo do Brasil 
Charlotte Hebebrand, Diretora Geral, IFA
Matthew Albrecht, Vice-Presidente Sênior de Marketing, Norte da Ásia e Brasil, Canpotex
Marco Prenna, Presidente, CIAFA e subdiretor de Insumos Agrícolas, Associação de Cooperativas Argentinas (ACA)
Jorge Bassi Gerente de Marketing BUNGE Fertilizantes e Presidente, FERTILIZAR Associação Civil
Federico Bert, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, AACREA
Edmundo Nolan, Membro do Comitê Executivo, Aapresid

O evento de três dias inclui uma visita ao complexo Bunge Ramallo, uma grande exposição e apresentações técnicas que darão acesso a pesquisas e desenvolvimento de última linha a fertilizantes com eficiência melhorada, gerenciamento de solo, agrominerais e muito mais. A conferência é feita em conjunto com a International Fertilizer Association (IFA) e apoiada por Fertilizar, Anacofer e Abisolo. Algumas das principais empresas do setor estão patrocinando a FLA inclusive: Ma'aden, Belarusian Potash Company, The Mosaic Company, OCP, NAQ Global, Profertil, Solvay, Inchcape Shipping Services e Sulphur Mills.

A conferência de 2017 ocorre de 25 a 27 de janeiro em Buenos Aires, Argentina e será organizada pela CRU em colaboração com Argus FMB.

"Com mais de 650 pessoas representando a cadeia completa de produtores a consumidores, esse encontro juntará não só os principais executivos da região, mas do mundo na indústria de fertilizantes, e será uma oportunidade única para conhecer as maiores empresas e ouvir informações centrais para futuras decisões estratégicas".

Nicola Coslett, CEO, CRU Events

Para mais informações sobre Fertilizer Latino Americano vá até www.fla-conference.com


Fonte: Agrolink com informações de assessoria