quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Vai até dia 4 o prazo para empresários brasileiros pedirem redução de tarifa aos EUA

Brasil já tem 570 produtos agrícolas beneficiados por programa norte-americano


Termina na próxima terça-feira (4) o prazo para que exportadores brasileiros e importadores americanos peçam a inclusão de produtos agrícolas na lista do Programa Geral de Preferências (GSP, sigla em inglês).

Esse programa americano garante a isenção ou redução de tarifas para produtos originários de países em desenvolvimento. Já são 570 produtos agrícolas brasileiros com tarifa zero, como frutas, lácteos, lentilha, mandioca e cacau em pó.

Mais informações aqui e aqui. 


Cancro europeu ameaça pomares de maçã e alarma produtores

A produção de maçã no Brasil envolve cerca de 2.700 produtores, que colheram mais de 1 milhão de toneladas da fruta na safra 2016, segundo dados do IBGE. Dois terços dos produtores nacionais cultivam a fruta em Santa Catarina, o maior estado produtor da fruta. No Espírito Santo, que também se destaca na produção de maçã, os produtores capixabas colheram 650 mil toneladas da fruta.

Embora a produção de maçã represente uma cadeia produtiva bem sucedida no Brasil, o setor enfrenta a ameaça de uma nova doença, ainda sem cura e capaz de destruir pomares, de acordo com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC). Antes, o Brasil era livre das principais pragas que afetam macieiras, como traça-da-maçã e cyndia pomonella, o que era uma vantagem para a competitividade no mercado internacional, mas esse quadro pode mudar com o aumento da incidência do cancro europeu.

O cancro europeu é uma doença que está prejudicando pomares localizados no Sul do País. No Rio Grande do Sul, o primeiro estado que registrou a ocorrência da praga, o cancro europeu já devastou muitas macieiras da região de Vacaria, tendo incidência de 90% de infestação.

De acordo com Leonardo Araújo, responsável pelas pesquisas com cancro europeu na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), o cancro europeu atingiu também Santa Catarina, que responde por mais da metade da safra brasileira de maçã. Dos 1.800 pomares do estado, em 121 foram registrados infestação com a doença. Saiba as características, sintomas e como controlar a doença.

1 – O que é o Cancro Europeu?

O cancro europeu é uma doença fúngica, que causa uma lesão grande no ramo ou no tronco principal da árvore. “Essa lesão causa um estrangulamento dos vasos da planta, assim não ocorre mais passagem de água. Dependendo de onde for, pode levar até à morte total da árvore”, explica o pesquisador.

Segundo ele, a doença também pode causar podridão nos frutos, percebida a partir de manchas escuras na base da maçã. “Isso diminui muito a produção, porque os frutos podres não são viáveis”, afirma o pesquisador.

2 – Sintomas

Em galhos com lesão, quando a rama fica seca, esse é um possível sintoma de cancro. Isso pode indicar que o fungo se alojou no machucado e está danificando a circulação da planta. “Na região que tem a lesão, é possível perceber um inchaço nas bordas e uma depressão bem grande no meio. Essas lesões se diferenciam por ter estruturas brancas e vermelhas, que são as fases sexuada e assexuada do fungo”, diz Araújo.

Outras maneiras de identificar a doença são pela presença de esporos do fungo na fase de flor e, consequentemente, por ter frutos lesionados e podres.

3- Prejuízos

Araújo explica que o cancro europeu pode chegar a dizimar pomares, porque a doença progride muito rapidamente. “Se em um ano tem uma árvore contaminada, no outro vai ter dez, depois cem, depois mil. Se o produtor não fizer nada, cerca de 10% das plantas do pomar morrem por ano”, diz.

O pesquisador afirma que outro fator prejudicado é a produtividade dos pomares, muito reduzida quando há incidência de cancro europeu. Em pomares saudáveis, a média de produtividade é de 40 toneladas por hectare, mas nos locais em que há cancro europeu esse número cai para 20 toneladas por hectare. “Com a queda na produtividade, a maçã não paga o custo de produção e o produtor acaba abandonando a área”, conta.

4 – Como cuidar?

O cancro europeu não possui uma cura definitiva. O pesquisador alerta que fungicidas usados para combater a doença têm uma eficiência de cerca de 80%, mas não curam a planta totalmente. “É preciso usar técnicas de manejo para evitar a dispersão do fungo”, afirma.

No Rio Grande do Sul, os produtores optam por conviver com a doença nos pomares. Em macieiras com incidência de cancro, podam o ramo danificado e desbastam a ferida, para retirar o fungo. “O problema é que isso vai diminuindo a produção ao longo do tempo, porque uma planta com menos galhos produz menos maçãs”, explica Araújo. Já em Santa Catarina, o manejo adotado visa a erradicação do cancro europeu, com a eliminação total da planta doente.

5- Técnicas de manejo

Araújo dá orientações de medidas preventivas que podem evitar a ocorrência do cancro europeu. Como o fungo se aproveita de feridas pré-existentes na árvore para se alojar, é preciso proteger a planta. Segundo o pesquisador, quando as folhas estão caindo ou antes do período chuvoso, esses fatores causam pequenos ferimentos na macieira, então o produtor deve aplicar um fungicida protetor. Depois de podas também é necessário recobrir a região cortada com uma tinta misturada com fungicida.

Além disso, outra medida é o uso de estruturas que cubram o pomar para evitar que as árvores sejam atingidas por granizo. A incidência do cancro europeu costuma aumentar muito depois de chuvas desse tipo, já que os pedaços de gelo machucam as plantas.

Mas a medida mais importante recomendada pelo pesquisador é que os galhos com cancro europeu retirados da árvore sejam queimados ou usados para compostagem, porque se forem deixados no chão continuam a transmitir a doença para outras macieiras.


Fonte: SFAGRO

Indústria de fragrâncias e cosméticos está de olho na biodiversidade brasileira

Cheiro de açaí, andiroba ou castanha. O uso de espécies nativas da biodiversidade brasileira e a busca por novas fragrâncias para expandir a paleta dos perfumistas é uma tendência que pode ser verificada pela grande quantidade de cosméticos com ativos brasileiros lançados nos últimos anos. Somente uma das linhas de produtos de uma empresa nacional utiliza em suas composições 11 espécies nativas.

Segundo Daniel Sabará, representante do Instituto de Tecnologia e Estudos e da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ITEHPEC/ABIHPEC), há uma evolução do apelo "natural" no mercado global de cosméticos. "Vivemos uma quebra de paradigma no que diz respeito à utilização da biodiversidade brasileira."

O pesquisador Humberto Bizzo, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, sabe bem disso. Há quatro anos, ele e o pesquisador Roberto Vieira, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, se uniram para colocar os aromas do Cerrado pela primeira vez na paleta internacional de aromas e perfumes.

"As casas de aromas mundiais contam hoje com mais de 3 mil extratos naturais para a produção de perfumes e cosméticos, mas nenhum deles inclui matéria-prima do Cerrado", constata Bizzo. A escolha do Cerrado se deve ao fato deste bioma ter mais de 12 mil espécies catalogadas, mas ainda ser pouco estudado do ponto de vista fitoquímico.

Assim nasceu o projeto "Espécies Aromáticas do Cerrado", que já está na segunda fase e cujo objetivo é buscar aromas e óleos essenciais em plantas do Cerrado. Desde 2012, quando o projeto teve início, já foram coletadas mais de 150 amostras representativas de 50 espécies. Destas, cinco foram selecionadas por perfumistas da multinacional de essências Givaudan como tendo "aplicação potencial na indústria de fragrâncias e cosméticos" e uma já está na fase de estudos para formulação.

Percepção do consumidor

"Metade das espécies de plantas do mundo ainda não foram descobertas. Por isso, acreditamos que temos ainda muitas oportunidades para ampliar os ingredientes da perfumaria internacional", acrescenta Maurício Cella, diretor de Tecnologia e Inovação da Givaudan.

A Givaudan fez um estudo recente em diversos países do mundo para entender a percepção do consumidor em relação ao futuro das perfumarias finas (colônias). Os dados mostraram que os consumidores ainda entendem que os ingredientes vegetais permanecerão como base da perfumaria. "A fragrância do futuro será a representação do odor ideal para o consumidor", observa Cella.

E o mercado da perfumaria precisa mesmo se renovar, já que uma única fragrância é composta por um percentual que varia entre 20% e 80% de ingredientes diferentes. E, dos aproximadamente de 3 mil extratos naturais existentes para a produção de perfumes e cosméticos, somente cerca de 20% são produtos aromáticos.

Entre os fatores sensíveis para a perfumaria mundial, Cella destaca as questões de regulação do mercado (lei de acesso ao patrimônio genético), a segurança na oferta de suprimentos (qualificação do fornecimento de insumo vegetal) e a relação preço versus performance, considerada sensível pelo setor.

"Temos o grande desafio de organizar e desenvolver um arranjo produtivo nacional de aromáticas, melhorando assim toda a cadeia de suprimentos", afirma.

Ingredientes de origem vegetal

Dentro de cinco anos a Natura, empresa brasileira de cosméticos e perfumaria, pretende que 85% dos ingredientes que utiliza sejam de origem vegetal. "A gente acredita que esse mercado continuará se expandindo fortemente", destaca o diretor de Pesqu isa Avançada & Aplicada da Natura, Daniel Gonzaga.

Para alcançar essa meta, a empresa criou o Núcleo de Inovação Natura Amazônia, que concentra atualmente um terço do portfólio de projetos. "Realizamos pesquisas na área de bioprospecção, biotecnologia e também na utilização de resíduos da floresta.” Para Gonzaga, o fato de a Amazônia abrigar 10% das plantas de todo o planeta é motivo suficiente para investir na região.

A Natura também mantém uma cooperativa com 33 comunidades supridoras de matérias-primas e ingredientes, um total de 3 mil famílias. Elas produzem palma de dendê, madeira, cacau e cupuaçu num sistema de consórcio. "O plantio consorciado dessas espécies gerou um resultado exponencialmente superior. Esse é o tipo de projeto que a gente quer explorar mais no futuro".

Recentemente, a empresa passou a investir na prospecção de 23 óleos e manteigas oriundos da biodiversidade brasileira. Para chegar a um resultado satisfatório, será feito um estudo com mais de 150 genes diferentes, o chamado "screening genômico", que possibilitará à Natura descobrir características olfativas inéditas.

O potencial de utilização de plantas típicas da biodiversidade brasileira em diversos ramos da agroindústria foi tema do Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial: Espécies Nativas do Brasil, promovido pela Embrapa nos dias 21 e 22 de setembro em Campinas (SP). O evento reuniu 190 participantes, entre inscritos e convidados, de aproximadamente 65 instituições.

Mosca-da-Carambola é a principal ameaça à fruiticultura no Brasil

Mosca pode contaminar carambola, manga, caju, laranja, acerola, tangerina, jambo, e banana 


A mosca-da-carambola é uma das espécies de moscas-das-frutas de maior gravidade para a economia da fruticultura brasileira. Atualmente, ela é considerada a febre aftosa do setor, pela capacidade de afetar a produtividade, a qualidade do produto e, consequentemente, de colocar em risco as exportações do país. A praga, cujo nome é bactrocera carambolae, ataca várias espécies frutíferas, tais como: carambola, manga, caju, laranja, acerola, tangerina, jambo, e, até mesmo, banana. 

No Brasil, ela foi identificada pela primeira vez em 1996, no município de Oiapoque, (AP), no extremo Norte do país. Anos depois, a praga chegou a ser encontrada também no Pará e em Roraima. Hoje, sua maior ocorrência está no estado do Amapá. O temor, agora, é que a mosca-da-carambola avance para as regiões produtoras de frutas, especialmente no Vale do São Francisco. 

Para evitar a disseminação para o resto do país, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) elaboraram projeto para a erradicação da mosca-da-carambola. A proposta foi apresentada, nesta terça-feira (27/08), em Brasília, para os membros da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

De acordo com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Marcus Coelho, o objetivo é erradicar de vez a praga no Brasil, especialmente nas fronteiras da região Norte, e acabar com os problemas de acesso aos novos mercados, já que a disseminação da mosca-da-carambola levaria ao fechamento dos principais mercados compradores de frutas do Brasil. “Viemos apresentar o projeto e receber contribuições do setor produtivo, como forma de aprimorar as ações, para que os encaminhamentos sejam feitos imediatamente e, no prazo de 15 anos, solucionemos o problema”, explicou.

Para a pesquisadora da Cepea/USP, Silvia Helena Miranda, o projeto traz a metodologia, a viabilidade econômica, o controle e o beneficio da erradicação da praga. Segundo ela, com o fim da mosca-da-carambola, o Brasil conseguirá manter os volumes de exportação de frutas como manga, laranja e goiaba; além de evitar prejuízos com frutas não exportadas; aumento do custo de produção de fruticultura em razão do uso de defensivos; perdas de produtividade, e despesas adicionais do governo. “Além de evitar que a praga chegue a áreas de produção de larga escala e causem grande impacto na economia”.

Coelho acrescentou que nos estados onde há incidência da mosca-da-carambola não têm plantações comerciais, são mais familiares, de populações ribeirinhas. “É preciso de fato ação de governo, tanto regional quanto federal. E também a ajuda do setor privado”, frisou. E concluiu falando das demandas prioritárias do projeto, tais como: estabelecer o programa internacional com a Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela; implementar ações integradas entre a União, por meio do Mapa; estados através das agencias de defesa agropecuária, e do setor privado, e incluir barreiras sanitárias no aeroportos, a fim de gerenciar o risco de introdução de pragas. 

Exportação - O Brasil exporta cerca de 3% de sua produção total de frutas - quase 790 mil toneladas em 2015. Apenas como comparação, as exportações de açúcar chegam a 68%, as de café a 53% e as de milho a 28%. Tudo isso sem causar qualquer tipo de desabastecimento no mercado interno. O potencial de crescimento das exportações de frutas é gigantesco, mas as barreiras fitossanitárias ainda prejudicam o País. 


Fundecitrus lança guia de controle químico para psilídeo, cancro cítrico e pinta preta

O Fundecitrus elaborou um guia para otimizar o controle químico do para psilídeo, cancro cítrico e pinta preta com o objetivo de ajudar o produtor a manter a sanidade do seu pomar de maneira eficiente e sustentável.

Desenvolvido em forma de cartaz, o guia traz em uma única publicação as principais informações obtidas com as pesquisas para o controle químico adequado desses problemas fitossanitários, como época, frequência e intervalo entre aplicações dos defensivos, volume de calda, velocidade de aplicação e doses dos diferentes produtos, sendo que as recomendações feitas considerando diferentes idades do pomar.

Há também a lista de produtos presentes na Lista PIC (Produção Integrada de Citros) para o controle de psilídeo, cancro cítrico e pinta preta.

O guia tem distribuição gratuita e pode ser adquirido nos eventos e cursos sobre HLB, cancro cítrico e pinta preta organizados pelo Fundecitrus, diretamente com os engenheiros agrônomos do Fundecitrus e ou por meio de pedido pelo e-mail comunicacao@fundecitrus.com.br, que será enviado pelos Correios. Há também a possibilidade de fazer o download do cartaz no site do Fundecitrus.

Fonte: Fundecitrus

Congresso Internacional de Citros é encerrado com debates sobre mudanças climáticas

O Congresso Internacional de Citros chega ao fim depois de uma semana de discussões e apresentações de pesquisadores de todo o mundo. Nesta sexta-feira (23), foram abordadas as mudanças climáticas, práticas culturais e agricultura de precisão. 

O evento teve 18 sessões plenárias, workshops, palestras e simpósios que debateram diferentes assuntos de interesse da comunidade citrícola mundial, entre eles o controle de HLB (huanglongbing/greening), a sustentabilidade, o uso racional da água, técnicas de irrigação e nutrição dos pomares.

O Fundecitrus apresentou 16 trabalhos no evento sobre as estratégias de controle e prevenção de HLB, podridão floral, pinta preta e cancro cítrico. No estande da instituição, foram distribuídos manuais informativos sobre as doenças, revistas e o relatório do inventário de árvores e da estimativa de safra para representantes de diversos países como China, Turquia, Austrália e Marrocos.

O Congresso Internacional acontece a cada quatro anos em um país diferente. O próximo evento está marcado para 2020, na cidade de Mersin (Turquia), com o tema: “Reformulando a Citricultura: Melhores Conexões para o Futuro”.

(Com apoio da assessoria do ICC)

Fonte: Fundecitrus

Nesta safra, SEAF já chegou a 12 mil agricultores familires

A safra 2015/2016 ainda não terminou de ser colhida e 12 mil agricultores já foram amparados pelo Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) devido às perdas que tiveram na lavoura. Os prejuízos foram causados por fatores climáticos como seca, granizo, geada e chuva excessiva. Ao todo, R$ 237 milhões já foram pagos pelo seguro a esses agricultores, e esse montante deve aumentar. Outros 15 mil laudos de perdas estão em fase de análise e se, comprovado o prejuízo, esses agricultores também devem receber o seguro até o fim do ano. Ao todo, mais de 340 mil agricultores estão assegurados na safra 2015/2016. O valor total segurando nessa safra é de R$ 9,4 bilhões. 

Os recursos do SEAF vêm do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Ele é destinado aos agricultores familiares que acessam o financiamento de custeio agrícola vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O valor segurado é calculado da seguinte forma: 80% da receita bruta esperada da lavoura, limitado ao financiamento, mais R$ 20 mil. 

O seguro é feito na hora em que o agricultor acessa o financiamento de custeio. “A análise de risco e a definição do valor segurado são feitas com base em procedimentos e planilhas técnicas utilizadas para o financiamento da lavoura.” explica José Carlos Zukowski, diretor substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção (DFPP) da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF).

O seguro opera em todo o Brasil e podem ser beneficiados agricultores familiares que plantam culturas do zoneamento agrícola e acessam o crédito do Pronaf. “A adesão é feita no contrato de custeio agrícola do Pronaf. A adesão é automática, mas é preciso fazer o financiamento da lavoura para ter o seguro”, explica Zukowski. 

A região Sul é a que concentra o maior número de beneficiários do SEAF. É que essa região concentra o maior número de agricultores familiares integrados ao mercado. O público alvo do seguro são os agricultores que produzem para vender, cultivam a lavoura como um empreendimento viável, tem acesso ao mercado e ao crédito. Para agricultores familiares com baixa integração ao mercado, há outros programas como o Garantia Safra, que concentra sua atuação na região Nordeste. 

Recebimento

O pagamento do seguro poderá ser feito se houver perdas superiores a 30% na lavoura, causadas por evento amparado. Para receber o seguro, o agricultor familiar deve comunicar ao banco o mais rápido possível que teve perdas na lavoura. “Ele tem que fazer a comunicação na época própria, depois que aconteceu o evento. Se for granizo, geada, ou coisas assim, tem que ser logo após o evento”, explica José Carlos Zukowski. “Se for seca, entre duas e três semanas antes da fase de colheita”, acrescenta. 

Feito o comunicado, o banco envia um perito que vai até a lavoura e elabora um laudo. O documento segue para o banco que vai analisar e calcular a indenização. “A solicitação é mandada ao Banco Central que envia os recursos e paga o agricultor”, explica Zukowski. “Uma parte vai para a conta do financiamento, para pagamento da dívida, e a outra parte vai para a conta corrente do agricultor, que é a parte que corresponde à renda liquida”, acrescenta. 

Cuidados

É importante o agricultor se atentar para alguns fatores que levam à perda da lavoura. Ele é responsável por adotar medidas que podem evitar prejuízos. Se na vistoria for verificado que tais cuidados não foram tomados por parte do agricultor, ele poderá perder a cobertura do seguro. 

Um exemplo prático disso pode-se ver no milho safrinha, que é recomendado para cultivares de ciclo curto. É comum plantá-lo em fevereiro para colher entre final de maio e junho. “Se o agricultor plantar cultivares de ciclo médio e longo, a lavoura fica em campo por mais tempo, exposta a riscos climáticos muito altos nessa época do ano”, explica Zukowski. “Em junho e julho é comum a ocorrência de geada, vendaval, chuva excessiva e até mesmo seca na região Sul, causando perdas na lavoura, quando a colheita já era para ter sido encerrada”, complementa ao informar que também é preciso ficar atento ao tempo correto de plantio para diminuir os riscos de perda.

A época apropriada para a colheita é outra questão que requer atenção. A cobertura do seguro termina no final da fase de colheita definida pelo ciclo da cultura. Quando os grãos ou frutos estão em condições de serem colhidos, a colheita precisa ser feita. 

A colheita não pode ser postergada, deixando produção no campo exposta a riscos climáticos, fungos e pragas. 

É importante destacar que o agricultor é responsável pela boa condução da lavoura e por medidas de prevenção ou mitigação dos impactos do clima. Se a vistoria de comprovação de perdas indicar que não houve a atenção devida, a indenização do seguro pode sofrer suspensão ou a lavoura pode perder totalmente a cobertura. “É preciso fazer a adubação correta, usar sementes de qualidade, cuidar bem do solo e respeitar o zoneamento agrícola, são cuidados básicos”, pondera Zukowski. 

No site da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário é possível encontrar diversas informações e cuidados que devem ser tomados para evitar a perda do segundo. Acesse o link e fique informado de como proteger a lavoura.








Falta de chuva preocupa produtores de laranja e café do SE

Um corredor de umidade sobre grande parte da região centro-norte do Brasil colaborou para a ocorrência de pancadas de chuvas sobre o Mato Grosso, norte de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e metade norte de Minas Gerais, bem como no Espírito Santo.

A chuva, principalmente nas regiões norte e noroeste do Mato Grosso possibilitarão que o plantio da soja avance, além de manter o solo com níveis razoáveis de umidade. Contudo, como serão chuvas irregulares, uma ou outra propriedade poderá não ser beneficiada com essas chuvas, alerta o agrometeorologista, Marco Antonio Santos.

A tendência é que durante a semana novas pancadas irregulares de chuva continuem a ocorrer sobre a faixa norte do Brasil. Porém, os modelos matemáticos de previsão continuam dando chuvas muito abaixo da média para o mês de outubro em grande parte da região Centro-oeste e Sudeste, bem como no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

No Sudeste, apesar da passagem de uma frente fria neste primeiro fim de semana de Primavera foi observado apenas pancada de chuvas isoladas, o que ocasionou apenas paralisações momentâneas na realização da colheita da cana de açúcar. Já o café e a laranja onde as plantas estão em fase de floração, a ausência de chuvas regulares vem preocupando os produtores. O motivo é que os solos não apresentam níveis de umidade suficientes para garantir um pleno pegamento da florada e, sobretudo, o desenvolvimento dos “chumbinhos”. De acordo com a Climatempo, uma nova frente fria deve avançar sobre a região no próximo final de semana (01/10 e 02/10), e com isso, novas pancadas de chuvas deverão ocorrer, porém, de forma irregular.

No Sul, bem como na região sul do Mato Grosso do Sul, a falta de chuvas regulares sobre a região vem preocupando os produtores, pois os plantios de arroz, milho, feijão e soja avançam a passos largos e os solos já não apresentam mais níveis elevados de umidade, para garantir condições confortáveis de desenvolvimento da planta.

A meteorologia prevê o retorno das chuvas no final de semana, por conta do avanço de uma nova frente fria. O volume de chuva não será muito alto, mas suficiente para permitir uma melhora nas condições hídricas do solo e consequentemente ao desenvolvimento das plantas e continuidade do plantio. Vale lembrar, que é importante o produtor ter cautela, já que uma ou outra localidade poderá não ser beneficiada pela chuva. O mesmo vale para as áreas produtoras de soja do Centro-oeste, onde as chuvas, devido ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico, se manterão irregulares durante essas próximas quatro semanas, alerta Santos.

Com relação ao frio, a presença de uma massa de ar polar sobre o Sul do Brasil acarretou o declínio acentuado das temperaturas mínimas. Foi observado pontos de geada em alguns municípios da região, porém, não houve danos ou perdas significativas em lavouras de milho, trigo, feijão e arroz, que pudessem ser relatadas. Porém, algumas áreas de pastagens foram afetadas o que manterá as condições desfavoráveis à produção de leite. A tendência é o enfraquecimento da massa e a gradativa elevação da temperatura.


Fonte: Climatempo

Sistema Geral de Preferências isenta Brasil de tarifa para exportações aos EUA

Objetivo do encontro foi sensibilizar o setor de agricultura e pecuária para promover o melhor uso do SGP estadunidense


A Superintendência de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quarta-feira (21/09), seminário sobre o Sistema Geral de Preferência (SGP) dos Estados Unidos, um mecanismo que oferece redução total da tarifa de importação incidente sobre determinados produtos originários e procedentes de países em desenvolvimento.

O objetivo do encontro, que contou com a presença de representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foi sensibilizar as associações setoriais, empresas e federações estaduais de agricultura e pecuária para promover o melhor uso do SGP estadunidense e, consequentemente, alavancar as exportações brasileiras.

Segundo a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Alinne Betania Oliveira, conhecer e saber efetivamente como esse Sistema funciona é muito importante, principalmente nesse momento em que o governo federal dá ênfase para o comércio exterior como forma de impulsionar a economia brasileira. “Os Estados Unidos são um grande consumidor mundial de produtos agropecuários e o 3º principal destino das exportações brasileiras. Portanto, devemos aproveitar todos os mecanismos disponíveis para ampliar nossa competitividade naquele mercado”, observou.

Para o chefe da Divisão de Acesso a Mercados do MRE, João Paulo Ortega Terra, é preciso a mais ampla divulgação possível, uma vez que o SGP oferece oportunidades para que os produtores brasileiros exportem com tarifa zero. “O governo brasileiro dá capacitação para o melhor uso desse sistema. Atualmente, há cerca de 3,7 mil produtos cadastrados como beneficiários do Sistema. Exportávamos aproximadamente 1,2 mil itens. Hoje, apenas 900 via SGP. É importante a divulgação para aproveitarmos mais essa oportunidade”, frisou.

Renata Thompson, analista do Comércio Exterior do MDIC, acrescentou que o SGP foi um instrumento concebido para estimular o desenvolvimento dos países menos desenvolvidos. Em 2015, mais de 125 eram elegíveis ao SGP dos Estados Unidos. O Sistema é revisado periodicamente e os países que alcançam um nível mais elevado de desenvolvimento costumam ser excluídos do benefício. “O Brasil já foi ameaçado algumas vezes de perder o acesso ao SGP dos Estados Unidos, mas ele deve ter acesso ao sistema até dezembro de 2017”. A analista observou também que o Brasil exporta anualmente para os Estados Unidos US$ 25 bilhões, incluindo produtos agrícolas, como café e celulose, mas principalmente produtos manufaturados.

Para a subchefe da Divisão de Acesso a Mercados do MRE, Christine Aquino, o Sistema americano vem sendo cada vez menos aproveitado pelo Brasil. “Nos anos 90, chegou a 25% das nossas exportações. Hoje cerca de 7% das exportações são feitas via SGP”, comentou.

Histórico de exportação brasileira

2011 - 208 linhas de produtos – 12 agrícolas (leveduras)
2012 - 229 linhas de produtos – 20 agrícolas (cereais)
2013 – 210 linhas de produtos 24 agrícolas (cacau)
2014 - 207 linhas de produtos – 21 agrícolas (mamão papaia)
2015 – 202 linhas de produtos – 21 agrícolas (alimentos para animais)

Faltam apenas 5 dias para término do prazo para entrega do ITR

Termina no dia 30 de setembro o prazo para entrega da declaração do ITR - Imposto Territorial Rural, relativo ao ano de 2015. O alerta é do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS para que os produtores não deixem para fazer o cadastro das informações na última hora.

Os produtores rurais precisam ficar atentos ao prazo e realizar a declaração com base em documentos que possam confirmar as informações prestadas. Para fazer a declaração o interessado deve acessar o site da receita federal e utilizar o Programa Gerador e logo em seguida, o Programa Receita Net, pelo link: http://www.receita.fazenda.gov.br. O pagamento do imposto pode ser parcelado em até quatro vezes, desde que cada quota não seja inferior a R$ 50,00.

O ITR é anual e pago por todo contribuinte, pessoa física ou jurídica, que possui imóvel rural. De acordo com Receita Federal, a declaração é composta pelo Documento de Informação e Atualização Cadastral (DIAC), onde os dados do imóvel e dos proprietários são atualizados junto à Receita e pelo Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT), relativo ao imóvel rural sujeito ao imposto.

Fonte: Famasul