terça-feira, 9 de agosto de 2016

Fepagro e Agas querem qualificar fornecedores de hortifrutigranjeiros para supermercados

Objetivo é trabalhar junto aos produtores rurais


A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) quer qualificar os fornecedores de produtos hortifrutigranjeiros para os supermercados do Rio Grande do Sul. Para tanto, convidou a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e outras instituições para fazerem parte de um grupo técnico. Reunião nesse sentido ocorreu na semana passada. A ideia é elaborar um plano de ação conjunto que visa construir estratégias de qualificação da produção e fornecimento de alimentos seguros à sociedade gaúcha. Segundo o diretor da Agas, Eduardo Cidade, o objetivo é trabalhar junto aos produtores rurais: “Eles conhecem seu trabalho, sabem plantar e colher, mas há uma carência em termos de gestão do negócio”.

O diretor técnico da Fepagro, Carlos Oliveira, salientou a relevância da iniciativa de reunir atores do setor público e privado para debater um tema que atinge a todos. “Assim, cada instituição pode contribuir para melhorar ainda mais a qualidade dos alimentos produzidos e ofertados no Rio Grande do Sul.

Durante o encontro, o gerente comercial da WQS Certificações - empresa de São Paulo que coordena o Projeto 3P do Grupo Walmart -, André Tanzi, salientou o perfil dos produtores de hortifrutigranjeiros no Rio Grande do Sul. Conforme ele, há um predomínio de produtores da agricultura familiar, e 46% dos fornecedores têm rendimentos anuais de até R$ 100 mil. “Esse percentual é muito maior que os demais estados em que trabalhamos”, avaliou.

A diretora da Food Design - empresa de consultoria especializada para a cadeia de alimentos -, Ellen Lopes, enfatizou que a segurança dos alimentos não pode ser uma vantagem competitiva, mas sim, uma responsabilidade compartilhada por todos os atores da cadeia de produção e distribuição.

Participam do grupo técnico, além da Fepagro: Secretaria da Agricultura Pecuária e Irrigação; Emater/RS-Ascar; Secretaria do Desenvolvimento Rural Pesca e Cooperativismo; Ceasa; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Sebrae e varejistas.

Exportações do agronegócio somam US$ 52,8 bilhões no acumulado do ano

Faturamento do setor corresponde a 49,6% do total do comércio exterior brasileiro de janeiro a julho


As vendas externas brasileiras do agronegócio chegaram a US$ 52,8 bilhões entre janeiro e julho de 2016, o que representou crescimento de quase 1% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações apresentaram queda de quase 12% nos valores, atingindo US$ 7,24 bilhões. Assim, o saldo comercial do setor ficou positivo em US$ 45,58 bilhões. O setor representou 49,6% das exportações totais do país nesses sete meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Resultado de julho

As exportações brasileiras do agronegócio diminuíram de US$ 9,11 bilhões em julho de 2015 para US$ 7,81 bilhões em julho de 2016. Esses números indicam uma queda de US$ 1,3 bilhão na comparação entre julho de 2015 e 2016 ou -14,2%. As importações, por sua vez, decresceram de US$ 1,15 bilhão em julho de 2015 para US$ 1,14 bilhão em julho de 2016. Uma redução percentual de -0,6%.

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio em julho de 2016 foram complexo soja (39% do total das exportações); carnes (15,1%; complexo sucroalcooleiro (15,0%); produtos florestais (10,7%); e café (4,1%). Esses cinco setores foram responsáveis por 83,8% das exportações do agronegócio em julho de 2016.

A queda internacional dos preços de vários produtos exportados pelo Brasil, como por exemplo, carne suína (- 21%), bovina (- 12,6%), frango (- 3,4%), celulose (- 15%), suco de laranja (- 8,6%), e também a diminuição das quantidades exportadas no mês foram fundamentais para explicar o recuo dos valores exportados pelo Brasil.Outros produtos apresentaram aumento do preço médio no mesmo período comparado, como o açúcar (18%); o complexo soja, com destaque para a soja em grãos (+9,7%) e farelo de soja (+7,6%); frutas (+8,6%) e milho (+3,5).

Veja aqui e aqui os dados da balança comercial do agronegócio.

"O agronegócio carrega o Brasil nas costas", afirmam lideranças no Congresso Abag

"O agronegócio andou para a direção do Sol, enquanto os demais setores cairam diante a situação do Brasil. A colocação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luis Carlos Carvalho, na abertura do 15º Congresso Abag. Para líderes do setor do agronegócio o Brasil é maior que a crise.

O 15º Congresso da Abag debate neste ano "Liderança e Protagonismo" e, segundo Luis Carlos Carvalho, é preciso que o setor mostre seu protagonismo. "Hoje, somos o segundo maior exportador e deveremos ser o primeiro nos próximos anos, como aponta a FAO. Porém, não é só exportar. É preciso ter voz mais ativa perante a política também". Carvalho destacou ainda que os líderes são as chaves mestras para instigar o desenvolvimento. "O Brasil caminha para o seu protagonismo. É o agronegócio que faz o país andar".

Há um ano o Brasil vivia uma situação delicada e de indecisões. Hoje, conforme o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, pautas ligadas ao setor produtivo começam a entrar em discussão. "O setor está pronto pa ter liderança e fazer seu protagonismo. Os acordos que estamos vendo no Ministério da Agricultura, com o ministro Blairo Maggi, mostra que o Brasil está andando".

Importância mostrada

Na opinião do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Marcos Montes, o setor está começando a mostrar ao Brasil o que é o agronegócio e a sua importância. "A gente sente no presidente em exercício Michel Temer, ele ele dá sinais claros, que vê o agronegócio como saída para o Brasil".

Expemplo de liderança

Um exemplo de liderança na visão da senadora do Rio Grande do Sul Ana Amélia Lemos (PP), e que deveria ser seguido, é o do ministro da Agricultura Blairo Maggi. O Maggi está tendo comprometimento. O que ele não entende, ele vai e busca conhecimento. Pela primeira vez um ministro da Agricultura visitou uma lavoura de fumo no Rio Grande do Sul e viu a importância do setor para a economica de um Estado. ISso mostra liderança. O Brasil é maior que a crise. O agronegócio é protagonista. O agronegócio carrega o Brasil nas costas".


Fonte: Olhar Direto

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Cuidados no pomar

Qualidade do fruto começa com uma planta preparada fisiologicamente. Manejo nutricional e cuidados pós-colheita também impactam no resultado final.

Atualmente, o Brasil é responsável por 60% da produção mundial de suco de laranja. Ao todo mais de 18 milhões de toneladas da fruta são colhidas anualmente no país, segundo dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entretanto somente um potencial produtivo grande não é suficiente para atender às demandas do mercado interno e externo, tudo começa nos cuidados ao solo e às plantas. 

Segundo o engenheiro agrônomo, Marcos Revoredo, gerente técnico de Hortifrúti da All-tech Crop Science, "para buscar essa qualidade da fruta, é importante um bom manejo, que deve começar com uma planta bem preparada fisiologicamente, com sanidade para que possamos alcançar bons resultados", explica. Para isso, o especialista destaca o uso de produtos que auxiliam na fotossíntese, por meio da indução natural de resistência e no complemento nutricional, através de boro, cobre, e zinco que impactam no desenvolvimento e padronização dos frutos. Esse conjunto de práticas contribui para o resultado final, consequentemente, melhor comercialização do produto. 

Entre as principais exigências do mercado, o agrônomo aponta dois fatores importantes, um c o rendimento industrial, como o melhor acúmulo de sólidos solúveis para o setor de sucos concentrados - onde o Brasil se destaca como maior exportador mundial; o segundo é a coloração, o brilho e a textura das cascas para os citros de mesa, ou seja, a fruta in natura destinada em sua maioria ao consumo interno.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM), Emílio Fávero, as redes de comércio varejista também têm se preocupado cada vez mais com a gestão de perdas e quebras dos seus lotes. "Isso exige do produtor ou do fornecedor uma qualidade maior nas frutas e um manejo no pós-colheita. Pois é esse trabalho que garante um shelf life (tempo de prateleira) maior e melhor", analisa.

Sobre a fase pós-colheita, o gerente técnico de hortifrúti indica uma boa higienização e aplicação de produtos que mantenham o aspecto de qualidade, seja na casca ou internamente ao fruto, como o sabor e acidez. No mesmo período, Revoredo orienta cuidados especiais com o pomar através do manejo nutricional e sanitário com aplicações preventivas de produtos à base de cobre, já preparando as plantas a próxima safra.

Campanha

Qualidade na mesa é sinônimo de qualidade de vida para o consumidor. Recentemente lançada pela ABCM, a campanha "H1 Nenhum" estimula os brasileiros a consumirem mais citros, principalmente nas épocas do ano mais propensas a surtos de gripe. Isso porque, as frutas cítricas possuem alta concentração de vitamina C, que reforça a imunidade do corpo. "Aproveitamos o momento para incentivar as pessoas a consumirem suco de laranja e as frutas cítricas, como sendo uma forma de propiciar uma resistência maior ao vírus", explica Fávero.

Fonte: Revista Rural

Campo Largo lança suco integral de tangerina


A fabricante brasileira Famiglia Zanlorenzi, dona da marca de sucos Campo Largo, colocou no mercado seu novo suco de tangerina. O produto, comercializado em garrafas de vidro, chegou ao varejo no final do mês de julho. De acordo com a fabricante, o produto é processado com frutos adquiridos da Ecocitrus – Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí, do município de Montenegro (RS). A entidade conta com cerca de 100 produtores associados, especialmente pequenos produtores de citros.

A fabricante que já tem no mercado sucos nos sabores de Uva, Laranja e Limão, viu no lançamento do suco de tangerina uma oportunidade de ampliar o portfólio de sucos, que já cresceu consideravelmente nos últimos meses. “Este é o nosso quarto lançamento na linha de sucos em menos de dois meses, o que mostra o dinamismo e a versatilidade da companhia, bem como a aposta no mercado de saudabilidade, que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos”, explica o diretor presidente da Famiglia Zanlorenzi, Giorgeo Cruif Zanlorenzi.

Comercializado em todo o Brasil em embalagens exclusivas de vidro de 1 litro – com design que facilita o manuseio e tampa twist-off –, o Suco Integral de Tangerina Campo Largo tem como matéria-prima uma fruta cítrica que contém sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, potássio e magnésio) e vitaminas (A e C) que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, é uma fruta pouco calórica e com alto teor de água, o que contribui para a hidratação.

Fonte: CitrusBR / Alimentos & Bebidas

Quebra de safra de cacau no Brasil impulsiona importações, diz FCStone

A safra brasileira de cacau 2015/16 deverá ser a menor em dez anos, o que tem motivado importações da commodity para suprir a demanda das esmagadoras no país, afirmou em relatório a consultoria INTL FCStone nesta sexta-feira.

A consultoria apontou que a produção em 2015/16 deve ter uma quebra de mais de 40 por cento em comparação com a safra anterior, para 130 mil toneladas de cacau em amêndoas, com uma severa seca na Bahia, maior produtor brasileiro, reduzindo a colheita.

"A quebra de safra no sul da Bahia coloca o Brasil novamente em um cenário de déficit no balanço de oferta e demanda de cacau, após ter experimentado um leve superávit em 2014/15, o que não ocorria desde 1996/97", disse o analista de mercado da INTL FCStone, Fábio Rezende.

O Brasil disputa a quinta posição do ranking global de produção de cacau, mas tem sido um importador líquido da commodity, pois a demanda interna é maior do que a safra.

Com a demanda para moagem de cacau devendo se manter estável, segundo a consultoria, o déficit do balanço de oferta e demanda também deve ser o maior nos últimos dez anos, e o segundo maior da história, chegando próximo de 100 mil toneladas.

O prêmio do cacau em Ilhéus (BA) em relação à cotação na bolsa de Nova York já reflete o aperto na oferta.

"Na média de julho, Ilhéus pagou um prêmio de 268 dólares por tonelada, contra um deságio de 623 dólares por tonelada no mesmo mês do ano anterior", disse Rezende.

As importações, que são mais comuns no primeiro trimestre do ano, quando a colheita no Brasil é menor, continuam a ocorrer para suprir a demanda das esmagadoras, que mantêm a operação no mesmo ritmo que no ano passado, de acordo com o analista.

No final de junho, a consultoria INTL FCStone havia estimado os estoques brasileiros de cacau em amêndoas em 49,7 mil toneladas, contra 82 mil no ano anterior.

Em missão à Ásia, Blairo tentará abrir novos mercados para o agronegócio

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, vai liderar em setembro uma missão, reforçada por empresários, que fará um tour de 22 dias por sete países da Ásia para tentar abrir ou consolidar mercados para produtos do agronegócio brasileiro. O roteiro planejado inclui negociações para a costura de acordos em frentes como algodão, etanol, frutas e madeira, mas as carnes serão mesmo a prioridade e já deverão dominar as discussões logo na primeira parada de Blairo.

No dia 4 de setembro, o ministro estará na China para a cúpula do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo, acompanhando o presidente interino Michel Temer. O ministro quer que o país habilite um número maior de frigoríficos brasileiros de carne bovina, suína e de frango para exportação ao gigante asiático. Após a visita, Blairo irá à Coreia do Sul, onde as negociações para a abertura para carne suína brasileira já estão adiantadas, conforme informações do portal Beef Point. 

O itinerário de Blairo Maggi também incluirá negociações para a abertura da Tailândia para as três carnes e para a farinha de aves, e de Myanmar para carne suína. No Vietnã, a ideia é buscar a habilitação de novos estabelecimentos para ampliar os embarques de carnes e negociar espaço para farinhas, bovinos vivos, material genético bovino e lácteos; na Malásia, o objetivo é habilitar frigoríficos de carnes em geral, abrir mercado para a carne bovina com osso e negociar espaço para material genético de aves e de bovinos vivos; e na Índia, é a venda de carne suína que também está na mira.

Fonte: Só Notícias

Ministro José Serra participará do 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio debatendo as perspectivas externas geradas com as novas negociações comerciais

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, confirmou presença no 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), que será realizado nessa segunda-feira (8), em São Paulo, e deverá reunir as principais lideranças políticas ligadas ao agronegócio brasileiro. A participação do ministro no mais importante evento do agronegócio brasileiro ganha especial importância em função do momento vivido pelas relações internacionais do Brasil, que sinaliza na direção de novos acordos com mercados efetivamente relevantes do ponto de vista comercial, uma antiga demanda das lideranças do agronegócio e também da agroindústria brasileira.

Exemplo desse novo direcionamento foi o acordo fechado essa semana com o governo americano que abre o mercado de carne dos Estados Unidos para os frigoríficos brasileiros. A expectativa é que os embarques de carne in natura para o mercado americano comecem já em 90 dias, após a conclusão de trâmites administrativos. Atualmente, o Brasil já vende carne bovina industrializada para os Estados Unidos. As exportações realizadas em 2015 somaram US$ 286,8 milhões. Com o acordo, a estimativa é que as transações de carne in natura e congelada agreguem US$ 900 milhões às receitas do Brasil com a exportação de carne. Considerando as vendas externas de carnes para vários países, segundo dados do governo, o total das exportações de carnes brasileiras no ano passado foi de US$ 6 bilhões.

Serra participará da abertura do evento que contará com a presença de vários políticos no primeiro painel, com destaque para o deputado federal Marcos Montes, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a senadora Ana Amélia Lemos, que é uma das debatedoras do painel Liderança do Agronegócio; além do governador do Mato Grosso, Pedro Taques, que será um dos homenageados do evento. Também foram convidados para o CBA o ministro da Agricultura, Blairo Maggi; além do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Na lista de confirmados estão: os secretários estaduais da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, e do Rio Grande do Sul, Ernani Polo. São esperadas ainda as participações de deputados estaduais e federais ligados ao agronegócio, e líderes das mais importantes entidades do setor em nível nacional.

O CBA é promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e o tema central deste ano será “Liderança e Protagonismo”, que discutirá os desafios de manter o Brasil na liderança mundial da produção de alimentos, fibras e energia renovável, ao mesmo tempo em que se consolida a percepção de ser o produtor brasileiro um dos mais sustentáveis do mundo.

Realizado desde 2002, o Congresso Brasileiro do Agronegócio já faz parte da agenda dos principais lideres e formadores de opinião do país. A edição deste ano deverá reunir cerca de 800 participantes entre empresários, lideranças políticas e setoriais, além de profissionais ligados às várias atividades da cadeia produtiva do agronegócio. Outras informações no hotsite do evento: www.abag.com.br/cba


Brasil e Argentina anunciam intenção de trabalhar juntos para aumentar exportações

Posição foi acordada durante reunião entre os ministros Blairo Maggi e Ricardo Buryaile


O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu com o colega argentino, Ricardo Buryaile, em Buenos Aires, para discutir uma extensa pauta de interesses do Brasil e da Argentina no setor do agronegócio. Eles concluíram que os dois países devem se unir para liderar o Mercosul e ampliar o espaço comercial no mundo. Também falaram sobre o aumento do comércio entre os dois mercados de produtos como citros, trigo, abacate, ovos férteis, mel, produtos lácteos e biotecnologia.

Após almoço de trabalho da delegação do Brasil com os representantes do Ministério de Agroindústria daquele país, nessa quinta-feira (4), Blairo Maggi fez uma apresentação sobre a conjuntura da agricultura brasileira a um grupo de empresários brasileiros e argentinos.

O ministro disse também que Brasil e Argentina são parceiros estratégicos, embora reconheça que existam algumas competições regionais, mas que devem ser tratadas de forma transparente e tranquila. Segundo Blairo Maggi, os dois países são grandes exportadores mundiais de alimentos e terão mais força nas negociações internacionais se atuarem de forma conjunta e coordenada.

“Nós somos parceiros e podemos andar juntos mundo afora fazendo o enfrentamento no mercado mundial”, afirmou Blairo Maggi. Na avaliação do ministro, os dois países devem liderar as negociações entre o Mercosul e a União Europeia, que se arrastam há anos, sem um avanço concreto.

Buryaile concorda com a posição de Blairo Maggi. O ministro argentino acrescentou que Brasil e Argentina são sócios estratégicos e a união dos dois países é uma necessidade. Ele destacou ainda que essa foi a primeira vez, nos últimos três anos, que um ministro da Agricultura brasileiro foi ao país para uma visita oficial.

De acordo com o ministro argentino, as questões fitossanitárias entre os dois países devem ser colocadas de forma clara. Ele rejeitou o uso de barreiras sanitárias para impedir a exportação de produtos agropecuários quando a questão é apenas política.

Blairo Maggi disse que Brasil e Argentina deve ter uma relação clara, transparente e honesta. “Aquilo que pudermos aceitar um do outro, vamos dizer sim. O que não podemos aceitar, vamos dizer não. Tenho defendido muito essa postura política no Brasil.”Os dois ministros devem se encontrar mais uma vez ainda este mês. Buryaile vai estar na abertura da Expointer, no próximo dia 29, no município de Esteio, no Rio Grande do Sul.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Citros/Cepea: Pera se valoriza e deve seguir em alta em agosto

O pico de oferta de laranja pera da safra 2016/17 ocorre neste mês, mas os preços da fruta devem seguir elevados. Com a colheita de precoces prevista para ser finalizada nos próximos dias e com a intensificação do processamento industrial da pera, a disponibilidade de laranjas no mercado in natura deve ser limitada.

Do lado da demanda, segundo pesquisadores do Cepea, a volta às aulas deve aquecer a procura e, consequentemente, influenciar aumentos nos preços. Assim, mesmo com a colheita intensificada, a oferta já restrita da pera elevou os preços nesta primeira semana do mês. Além disso, o clima mais firme também deve impulsionar o consumo da fruta. A média da laranja pera, na parcial da semana (segunda a quinta-feira), é de R$ 20,41/cx de 40,8 kg, na árvore, aumento de 1% frente à semana anterior.

Fonte: Cepea/Esalq