quinta-feira, 4 de agosto de 2016

4ª Feira Regional de Agronegócios do Abacaxi em Frutal-MG

O município de Frutal, no Triângulo Mineiro, recebe, de sexta­feira a domingo (29 a 31 de julho), a 4a Feira Regional de Agronegócios do Abacaxi. A programação da Feira inclui palestras, curso, exposições, gincanas e shows. Na parte técnica, serão abordados temas como irrigação do abacaxi, defensivos agrícolas e suas aplicações e perspectivas de mercado para a fruta. A Emater­-MG vai realizar uma capacitação sobre processamento e aproveitamento do abacaxi e também apresentará o Dia de Campo sobre tratos culturais na cultura do abacaxi.

A Emater­-MG atua no município, juntamente com outras instituições, como a Epamig e o Sebrae, para aprimorar a cultura do abacaxi e proporcionar aos produtores mais oportunidades para a comercialização do produto. "A feira se consolidou na região como um importante instrumento de promoção e divulgação da cultura do abacaxi e possibilitar a oportunidade de negócios, bem como, promover a socialização de informações tecnológicas e experiências entre os produtores e técnicos. Destacamos que o evento fortalece a rede institucional de parcerias para estabelecer agenda positiva de ações conjuntas com os produtores de abacaxi", afirmou o gerente regional da Emater-­MG em Uberaba, Gustavo Laterza.

A Feira Regional de Agronegócios do Abacaxi será sediada no distrito de Aparecida de Minas, na Praça da Matriz. O distrito é responsável por 80 por cento da produção da fruta do município de Frutal, com 300 produtores. Frutal é o maior produtor de abacaxi de Minas Gerais. Na safra de 2015, a produção no município chegou a 82,8 mil toneladas.

O evento é uma realização do Grupo de Produtores de Abacaxi de Aparecida de Minas, Sindicato Rural de Frutal, com patrocínio da Codemig e apoio do Sebrae, Sicoob, Uemg, Epamig, CMRDS, Senar, 97FM e Usina Cerradão.

Ministro e fiscais federais discutem mudanças na defesa agropecuária

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu nesta terça-feira (2) com a diretoria do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) para discutir, entre outros assuntos, a implantação de um novo modelo de inspeção sanitária brasileira. A intenção do ministro é garantir que a qualidade na fiscalização agropecuária seja mantida sem aumentar os custos para o governo.

A proposta de Blairo vem ao encontro de um projeto elaborado no ano passado por um grupo de trabalho coordenado pelos próprios fiscais federais. Eles defendem que seja feita uma seleção por meritocracia de profissionais privados que venham a atestar a qualidade dos produtos agropecuários e atuar sem conflito de interesses.

Na avaliação do ministro, essas mudanças dariam mais agilidade à fiscalização sem aumentar os gastos do governo. Blairo fez questão de ressaltar que sua intenção é valorizar ainda mais o trabalho do fiscal agropecuário, que atuaria como auditor perante os profissionais selecionados para fiscalizar diretamente os produtos.

“O agronegócio está crescendo no Brasil em um ritmo muito acelerado. Por isso, é necessária uma mudança no sistema de fiscalização para continuar garantindo a qualidade dos nossos produtores”, disse Blairo.

Atualmente, existem 2.780 fiscais agropecuários em atividade no país. De acordo com o presidente da Anffa Sindical, Maurício Porto, somente nos últimos dois anos mais de mil profissionais da área se aposentaram. Por causa da defasagem no número de fiscais e, ao mesmo tempo, do crescimento da atividade agrícola, o ministro e a Anffa entendem que são necessárias mudanças no modelo de fiscalização.

Servidores de carreira do Mapa, os fiscais agropecuários são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções no serviço público federal. Eles atuam na área rural, em portos, aeroportos, postos de fronteira, empresas agropecuárias e agroindustriais, laboratórios, programas agropecuários e nas relações internacionais com o objetivo de garantir a segurança dos rebanhos e das lavouras brasileiras contra as possíveis contaminações de plantas e animais vindos do exterior.
Modelos de outros países

Blairo pretende conhecer a experiência de outros países na fiscalização sanitária dos produtos agropecuários. Durante a visita aos Estados Unidos, semana passada, o ministro convidou representantes do Departamento de Agricultura americano para virem ao Brasil fazer uma palestra sobre o modelo utilizado naquele país.

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já está organizando, para o segundo semestre, um seminário internacional sobre os modelos de fiscalização sanitária em outros países. A partir dessas discussões, será elaborada uma proposta a ser apresentada ao Congresso Nacional em substituição ao PLC 334/2015, que dispõe sobre a inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal.

Os demais pontos tratados pela Anffa durante a reunião com o ministro já haviam sido encaminhados como prioridades da pasta. Um deles é o aumento do número de adidos agrícolas em outros países e a valorização da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), como forma de qualificação dos profissionais do Mapa. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Manejo integrado pode reduzir em até 93% a incidência de frutos com cancro cítrico


Resultados da pesquisa com o manejo integrado de cancro cítrico conduzida pelo Fundecitrus, desde 2010, na estação experimental do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), em Xambrê, região oeste do estado, mostram que a combinação de aplicações de cobre, instalação de quebra-vento e controle do minador dos citros tem grande potencial de prevenção e redução da gravidade da doença. 

As avaliações do experimento mostraram que o manejo integrado pode colaborar com a redução de até 93% da incidência de frutos com sintomas de cancro cítrico, de 97% na severidade e de 54% no número de plantas doentes. Além disso, a produtividade das plantas tratadas com a combinação de cobre, quebra-vento e controle de minador foi 181% maior em comparação com aquelas que não receberam nenhum tratamento.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau, responsável pelo estudo, o manejo integrado dificulta a entrada da bactériaXanthomonas citri, causadora da doença, no pomar e nas plantas e reduz seu impacto e disseminação. “Durante as avaliações, a diferença entre as áreas com e sem tratamento foi tão intensa que apenas caminhando pelo experimento era possível identificar o efeito nas plantas”, diz Behlau.

O foco das aplicações de cobre deve ser em frutos em desenvolvimento, com até cinco centímetros de diâmetro, pois as lesões que surgem nessa fase tem maior potencial de levar à queda prematura. O cobre não impede a entrada da bactéria, mas reduz o potencial de infecção.

A instalação de quebra-vento diminui a intensidade das rajadas de vento que causa atrito entre as plantas, reduzindo a quantidade de ferimentos, que servem de porta de entrada para bactéria, e também da disseminação por meio da água da chuva. O minador dos citros provoca ferimentos nas plantas que facilitam a infecção de cancro cítrico, portanto seu controle deve estar unido às medidas de manejo.

Confira mais informações na matéria completa na edição 33 da revista Citricultor: http://bit.ly/2awPb2

Fonte: Fundecitrus

Instituições se unem para promover alimentação sustentável durante os Jogos Olímpicos

Desenvolver uma visão alimentar saudável e sustentável. Essa é a principal missão da iniciativa Rio Alimentação Sustentável, formada por uma aliança entre organizações da sociedade civil, governo e instituições de pesquisa, como a Embrapa, sob coordenação da Conservação Internacional (CI-Brasil) e WWF-Brasil. Entre outras ações, a Rio Alimentação Sustentável vai promover no mês de agosto duas feiras com produtores da agricultura familiar do Estado do Rio de Janeiro entre os dias 12 e 14 de agosto no Rio de Janeiro. A Embrapa vai expor os seus serviços e produtos, como os alimentos biofortificados, que caíram no gosto de atletas.

Criada em 2013, a iniciativa aproveitou a oportunidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos para impulsionar negócios e dar visibilidade a temas relacionados à produção e consumo de alimentos de origem responsável. "O maior ganho vai ser o legado. O mérito da iniciativa é ter conseguido reunir mais de 35 instituições para um olhar conjunto para o sistema agroalimentar. As discussões iniciadas para políticas públicas como vetores da conservação da biodiversidade, da agricultura orgânica e do resgate do conhecimento tradicional representa um enorme avanço. A abordagem educativa com os materiais disponibilizados às escolas e a seleção de produtores rurais certificados em todo o Brasil também contribuem para o alcance da soberania alimentar no Brasil", afirma a pesquisadora Mariella Uzeda, da Embrapa Agrobiologia, integrante da iniciativa.

Oferecer aos atletas e a população alimentos seguros é também um dos focos da iniciativa. "A segurança alimentar não deve ser negligenciada e os Jogos nos darão uma oportunidade de difundir este conceito entre as empresas que servirão alimentação para os atletas e também para a população que participar das feiras coordenadas pela iniciativa. Além disso, poder dar maior visibilidade aos produtos sustentáveis da agricultura e agroindústria de base familiar brasileira será um dos grandes legados destes jogos", afirma a pesquisadora Angela Furtado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos.



Parceira do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, a Rio Alimentação Sustentável contribuiu na elaboração da política oficial de aquisição de alimentos das Olimpíadas, a partir de um diagnóstico nacional da oferta de produtos que obedecem a critérios de produção responsáveis. Foram levantados cerca de seis mil fornecedores em atividade no país, organizados por tipo de produtos ofertados, local de produção, certificações que possuem e capacidade de fornecimento. O resultado foi o maior banco de dados de fornecedores sustentáveis do Brasil.

"Alimento saudável e sustentável é aquele que preserva a biodiversidade, evita danos aos recursos naturais, proporciona benefícios sociais, promove a saúde da população e o comércio justo" explica Frederico Machado, especialista em conservação no WWF-Brasil e membro da Secretaria Executiva da Rio Alimentação Sustentável. "Criamos um conceito de visão alimentar que traz uma abordagem inovadora, levando em conta todas as etapas da cadeia produtiva de um dado alimento, desde o plantio, passando pela colheita, armazenagem, processamento, transporte, comercialização, consumo até o descarte dos resíduos", complementa Frederico.

Feiras Rio Alimentação Sustentável

Durante os Jogos Olímpicos, a iniciativa vai promover duas dias feiras na cidade do Rio de Janeiro, trazendo o melhor da agricultura familiar do estado do Rio de Janeiro, além de atrações gastronômicas e musicais e exposição de produtos.

A realização das feiras é uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário (SEDES/Prefeitura do Rio de Janeiro) e com o Programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro. O Ministério do Meio Ambiente é também apoiador da iniciativa.

Serviço:

Feiras Rio Alimentação Sustentável
12, 13 e 14 de agosto das 9h às 17h
Locais: Largo do Machado (Flamengo) e Praça do Ó (Barra da Tijuca).
Entrada livre.

Acesse o site Rio Alimentação Sustentável: http://rio-alimentacaosustentavel.org.br

Alimentos biofortificados atraem a atenção de atletas

A biofortificação de alimentos consiste no incremento de nutrientes em alimentos como feijão, batata-doce e milho pelo processo de cruzamento de plantas da mesma espécie. Com a pesquisa e o desenvolvimento liderados pela Embrapa no Brasil, esses alimentos mais nutritivos vem atraindo a atenção de novos consumidores, inclusive de esportistas.

É o caso de Giovana Stephan e Renan Alcântara, primeiro e único casal de dueto misto de nado sincronizado brasileiro. Por conta do rendimento físico, ambos possuem uma grande preocupação com a alimentação, isso explica o otimismo demonstrado com os alimentos biofortificados. "Adorei a batata-doce biofortificada. Ela é muito doce, mais suave, sem falar que cresce de forma rápida, bem verdinha até, fico ansiosa para colher. Por mim já teria experimentado todos os alimentos biofortificados, o atleta precisa sempre investir na sua dieta, na qualidade dos alimentos que ele vai consumir, para obter uma melhora no desempenho, e os biofortificados trazem tudo isso. Suplementos são muito artificiais e caros, além de sobrecarregar o organismo", Giovana Stephan, atleta que durante 10 anos fez parte da seleção brasileira sênior de nado sincronizado, hoje representando o país no dueto misto. Dentre os seus maiores feitos estão a de primeira solista a ir a uma final, fato que ocorreu no Mundial de Roma, em 2009.

Ao lado de Renan e Giovana, no circuito esportivo de apreciadores dos alimentos biofortificados, encontra-se Karina Lins e Silva, ex-atleta de vôlei de praia, que hoje vem cuidando dos preparativos olímpicos no Rio de Janeiro, durante seu trabalho no Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. Formada em Nutrição e Educação física, viveu grandes momentos no esporte como o período formando dupla com a campeã olímpica Sandra Pires, na época ainda com 19 anos, e o primeiro lugar no Campeonato Brasileiro de 94 (Circuito BB) com a jogadora Renata Palmier, indo até a aposentadoria de competições, em 1998. Hoje se concentra entre a administração de sua fazenda, em Teresópolis, e o projeto Set Point, do qual é uma das idealizadoras. Ela acredita que essas cultivares chegam em uma boa hora, visto que muitas pessoas ainda optam pela suplementação. "A suplementação acaba sendo cara e nem sempre eficaz, reflete muitas vezes como um desperdício, chegando até a provocar sobrecarga renal. As pessoas ás vezes não têm necessidade daquela tamanha quantidade de proteína disponível no suplemento. Acaba havendo uma priorização de alimentos em detrimentos de outros. Mais opções naturais como os biofortificados, nos permite conscientizar melhor os jovens com relação à alimentação", conclui.

O trabalho de biofortificação no Brasil é realizado pela Rede BioFORT, cuja líder é a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Marília Nutti. A Rede BioFORT é responsável por englobar todos os projetos de biofortificação de alimentos no Brasil, sendo atualmente coordenada pela Embrapa. A partir da utilização da técnica de melhoramento genético convencional, é selecionado e aumentado o conteúdo de micronutrientes dos seguintes cultivares: arroz, feijão, batata-doce, mandioca, milho, feijão-caupi, abóbora e trigo. Novas culturas são geradas contendo maiores teores de pró-vitamina A, ferro e zinco, fortalecendo assim o combate à deficiência de micronutrientes no organismo humano.

Colaboração: Raphael Santos (Rede BioFORT / HarvestPlus)


Fonte: Aline Bastos (MTB 31.779/RJ) 

Sustentabilidade na citricultura será tema principal de Congresso Internacional



A preocupação com o meio ambiente e a busca por soluções que colaborem com a sustentabilidade na produção de citros estará em destaque no Congresso Internacional da Citricultura (ICC 2016), que ocorre entre 18 a 23 de setembro, em Foz do Iguaçu/PR, e que terá como tema principal “A citricultura sustentável: o papel do conhecimento aplicado”.

Debates sobre a gestão da água na citricultura e o controle de doenças e pragas com menor impacto ambiental e de maneira mais sustentável poderão ser vistos em palestras, workshops, sessões científicas e pôsteres.

O Fundecitrus é um dos patrocinadores do evento, e também participará com seis palestras, sete pôsteres, uma apresentação oral e um estande de 24m².

Veja a programação completa no site: www.icc2016.com

(Com colaboração da assessoria de imprensa do ICC 2016).

Fonte: Fundecitrus

Fundecitrus treina engenheiros agrônomos do Paraná para monitoramento de psilídeo

Engenheiros agrônomos das empresas Cocamar e Citri, ambas com sede no Paraná, estiveram no Fundecitrus nos dias 26 e 27 de Julho, para participar de um treinamento sobre o monitoramento de psilídeo, manejo regional e uso do Alerta Fitossanitário, um sistema online que mostra os pontos críticos de incidência do inseto. 

Segundo o engenheiro agrônomo da Cocamar Paulo Maraus, participar da capacitação foi importante para conhecer os detalhes de como é feito o monitoramento de psilídeo pelos produtores paulistas e colocar em prática no Paraná. “Viemos buscar informação e entrar em contato com novas técnicas para conseguir aprimorar o manejo do HLB”, diz.

A engenheira agrônoma Amanda Carolina Zito, também da Cocamar, que atua em Nova Esperança/PR, conta que uma das dificuldades para controlar o HLB no estado é a diferença de tamanho das propriedades. “Há produtores grandes, pequenos e médios com fazendas próximas e nem todos fazem o manejo rigoroso, o que torna o controle regional mais difícil. Por esse motivo, houve a necessidade de conhecer de perto o que está sendo feito em São Paulo e que tem se mostrado satisfatório”, afirma.

De acordo com dados da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o índice de HLB no estado dobrou de 2015 para 2016, e varia entre 10 e 15% de árvores contaminadas. Desde 2007, ano em que a doença foi identificada, já foram arrancadas 1,75 milhões de plantas por conta da doença no Paraná. “Estamos no momento de aperfeiçoar o controle, usando tecnologias que o tornem mais eficiente”, afirma o agrônomo da Citri Marcos Eduardo Loli.

Fonte: Fundecitrus

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Produção de laranjas traz mais renda para agricultores familiares do Meio Oeste

“O SC Rural significou tudo para nós”. É assim que o agricultor Vilsom Ferri define o papel do Programa SC Rural para o fortalecimento da citricultura no Meio Oeste. Ferri é um dos 38 associados da Cooperativa de Citricultores de Celso Ramos (Cocicer), que foram beneficiados com recursos do Programa para construção de uma casa de embalagens. Com um investimento de aproximadamente R$ 470 mil a Cocicer aumentou sua produção, a qualidade dos produtos e a renda dos produtores. 

O primeiro passo foi dado há cinco anos, quando produtores de laranja de Celso Ramos decidiram buscar recursos do Programa SC Rural para melhorias na infraestrutura da Coooperativa. Foram investidos cerca de R$ 470 mil, sendo metade desse valor em contrapartida dos citricultores, na construção de uma casa de embalagens. “Para a Cooperativa essa casa de embalagens trouxe tudo, eu diria. Se não tivéssemos dado o primeiro passo há cinco anos, os pomares teriam se acabado e nós não teríamos essa fonte de renda que veio agregar valor”, destaca Vilsom Ferri. 

Os equipamentos adquiridos, segundo Ferri, valorizaram ainda mais as laranjas produzidas no município e incentivam o aumento da produção. “Agora a laranja chega ao consumidor com ótima aparência, além da sua alta qualidade. Vendemos muita fruta, vendemos até aquela que antes venderíamos apenas para indústria. Isso aumentou muito a renda das propriedades, tanto que está aumentando a área de pomares, cada ano aumenta mais um pouco”. 

Lavouras antes destinadas para feijão ou soja já estão sendo plantadas com laranjas, que podem render até quatro vezes mais para os produtores. A casa de embalagens proporciona aos cooperados vender o produto direto ao consumidor e o Programa SC Rural mudou não só a infraestrutura, mas também a gestão da Cooperativa. “O SC Rural, como eu falei, significou tudo para nós. Ajudou não só na casa de embalagem, mas também em outras questões. A Cocicer vinha com um estatuto fechado, que só podia associado do município. No ano passado fizemos uma alteração e hoje podemos pegar associados do estado todo. A Cooperativa está em fase de crescimento e se consolidando”, ressalta Ferri. 

Esta será a segunda safra colhida com o apoio da casa de embalagens e a Cooperativa já busca mercados em outros municípios como Campos Novos e Lages, principalmente para merenda escolar. O produtor Claudiomir Bresolin também se mostra satisfeito com sua produção e deve colher 80 toneladas na próxima safra, o dobro do ano passado. “Nos próximos anos a produção vai chegar a 120 a 130 toneladas e vai passar a ser a principal renda da propriedade. Vai chegar a produzir de 80 a 100 quilos por pé, hoje está na média de 25 a 30 quilos. Para isso seguimos a assistência técnica, visitamos sempre o pomar observando doenças, fazemos análise de solo todo o ano, o trabalho da Epagri é muito importante para nós”, afirma. 

O responsável técnico pela certificação fitossanitária de citros em Campos Novos e Concórdia, Rubens Cesar Varella, explica que o Programa SC Rural qualificou os produtores e fortaleceu a Cooperativa. “Melhorou muito o trabalho da Cocicer a partir do projeto com o SC Rural. Hoje aqui se produz uma laranja de qualidade, o produtor vem buscar informação, segue as orientações e isso é muito positivo. Alguns produtores conseguem até 80% de sua renda com a laranja, esse trabalho da Cidasc e Epagri com o SC Rural é muito importante”. 

O técnico agrícola e extensionista rural da Epagri de Celso Ramos, Mauro Ros, acompanha a evolução da citricultura no município. Atualmente, Celso Ramos possui de 50 a 60 hectares destinados aos pomares de citrus. “A citricultura começou a ser adotada na última década e já é vista com bons olhos. A laranja tem ótima qualidade, conquistou o mercado local e regional, valorizando o produto da terra, tanto que hoje produzimos cerca de 600 a 700 toneladas/ano de cítricos”. 

A produtividade média fica em torno de 20 a 25 toneladas por hectare em pomares a partir do quinto ano. E a renda para o produtor mostra bons resultados. Ros explica que com 25 toneladas por hectare os citricultores podem ganhar de R$ 10 a R$ 12 mil reais por hectare. “Com 20 hectares seriam quinhentas toneladas e um faturamento em torno de R$ 250 mil reais, o que daria um lucro de R$ 125 mil por safra, uma boa renda”.

A rentabilidade é um dos motivos de os jovens do meio rural se interessarem pela produção de citrus. “Temos três jovens formados no curso Jovem Empreendedor da Epagri que irão investir em citros na suas propriedades, cada um com cerca de dois hectares. Eles já se associaram a Cocicer e isso também ajuda a fortalecer a cooperativa”. 

De acordo com Rubens Cesar Varella, no futuro a Cocicer deve ampliar ainda mais seus pomares, e isso já está acontecendo com novos associados e novos pomares todos os dias. “Com isso a Cocicer vai ter laranjas para vender o ano todo”. 

Nova safra de vinhos é motivo de festas na região

Na próxima sexta-feira (05/08), em Nova Prata, ocorre a 15ª Festa do Vinho Pratense, a partir das 19h30, no restaurante do Centro Empresarial. Na ocasião, acontece o lançamento dos vinhos da safra 2016 de dez vinícolas ligadas à Associação de Produtores de Vinho. 

O cardápio é tipicamente colonial: pães, queijos, copa, salame, massas, polenta e vinho das cantinas. Haverá também muita música. O valor dos ingressos é R$ 50 (com direito a taça). O tradicional evento é promovido pela Associação de Produtores de Vinho de Nova Prata, Emater/RS-Ascar, Prefeitura, Secretarias de Turismo e Agricultura, restaurante do Centro Empresarial e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

No município vizinho de Veranópolis, o lançamento da safra de vinhos 2015-2016 será no dia 12 de agosto, a partir das 20 horas, no restaurante Mirante da Serra. Além de vinhos brancos, tintos e suco de uva de cinco vinícolas locais, o cardápio do evento inclui queijos, salame, copa, pão, polenta brustolada, massa, risoto, carne e sobremesa. A partir as 22h30, haverá também degustação de espumantes. O ingresso custa R$ 90, com direito a taça. A promoção é da Associação das Vinícolas de Veranópolis (Aviver) Prefeitura e Emater/RS-Ascar, com apoio do restaurante Mirante da Serra e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria Região Uva e Vinho. Informações/reservas pelo fone (54) 3441-8350. 

E ainda, no dia 26 de agosto, São Jorge promove o 20º Festival do Vinho, no Clube do município, com início às 19h. O objetivo é incentivar a produção de vinhos artesanais e a integração entre os munícipes. No Festival, acontece o julgamento de vinhos artesanais, divididos em cinco categorias (tinto, rose, orgânico, branco vinífera e branco comum), sendo que todos os vinhos que concorrem são deixados à disposição para degustação durante a janta com comidas típicas. Após, é realizado baile. O evento é promovido pela Associação Cultural e Recreativa São Jorge e Emater/RS-Ascar. Informações podem ser obtidas pelo fone (54) 3271-1056. 


Fonte: Emater - RS

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cai obrigatoriedade do Proagro para financiamento de custeio acima de R$ 300 mil

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º) publica resolução do Banco Central, atendendo pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que altera normas do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), referentes à obrigatoriedade de enquadramento, ao limite de cobertura e à remuneração de serviços de comprovação de perdas. Com isso, as operações de crédito de custeio acima de R$ 300 mil não estarão mais sujeitas à obrigatoriedade de contratação do Proagro.

A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), vale para agricultores familiares ou para a agricultura empresarial, na safra 2016/2017. Somente as operações de crédito de custeio abaixo de R$ 300 mil estarão sujeitas a essa exigência de adesão ao Proagro.

Essa decisão tornou menos abrangente a norma vigente no período de 1º a 28 deste mês, quando todas as operações de crédito de custeio agrícola, vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou não, independentemente de seu valor, estavam sujeitas à obrigatoriedade de contratação de Proagro no valor de até R$ 300 mil. Assim, por exemplo, se o produtor contratasse uma operação de custeio no valor de R$ 1 milhão, ele seria obrigado a contratar o Proagro no valor de R$ 300 mil, ficando os R$ 700 mil restantes livres dessa obrigatoriedade.

PSI

Outra resolução aprovada na reunião do CMN foi a autorização para que as instituições financeiras renegociem as operações de crédito rural realizadas no âmbito do PSI – Programa de Sustentação do Investimento – contratadas até 31 de dezembro do ano passado.

Os encargos financeiros dessa renegociação passaram a vigorar pela Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) acrescidas de 4,6% ao ano. O prazo de reembolso será estabelecido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).
Já o prazo para a formalização do pedido de renegociação pelo produtor rural ficou a critério da instituição financeira.

Citros/Cepea: Colheita de precoce deve ser finalizada em agosto

A colheita de laranjas precoces está praticamente finalizada em grande parte das regiões citrícolas de São Paulo, com as últimas frutas devendo ser retiradas até a primeira quinzena de agosto. Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda pela matéria-prima por parte das indústrias segue aquecida. Muitas processadoras, especialmente as de pequeno porte, ainda absorvem alguns volumes de precoces, mas a laranja pera já representa mais da metade das frutas moídas.

Nesta semana, a pera está sendo negociada no mercado spot entre R$ 20,00 e R$ 21,00/caixa de 40,8 kg e as precoces, a R$ 18,00/cx – para ambas, os valores já incluem colheita e frete até a indústria. Apesar do aumento da participação da pera na moagem, o rendimento industrial ainda segue abaixo do ideal para o período e também da média histórica, segundo indicações de colaboradores do Cepea. De acordo com esses agentes, a safra deve finalizar com rendimento médio de 280 caixas para processar uma tonelada de suco, número superior ao da safra 2015/16 e semelhante ao da temporada 2013/14.

Fonte: Cepea/Esalq