quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mosca negra dos citros é discutida na Embrapa

Nesta quinta-feira (16 de junho), a partir das 8h, na sede da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acontece o Seminário Regional sobre Mosca Negra dos Citros, realizado pelo Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf) e pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

O evento visa discutir medidas para minimizar os prejuízos que os citricultores do território do Recôncavo Baiano estão acumulando desde 2012, quando se percebeu a presença da praga. Muitos deles têm se desestimulado com a atividade e abandonado áreas produtoras.

A citricultura constitui-se na base da economia da região, sendo a principal fonte de renda da maioria dos agricultores familiares. Cultivada em quase todos os municípios, ocupa uma área de aproximadamente 10 mil hectares. Em 2014, alcançou uma produção de 169.928 toneladas de frutos, gerando uma receita bruta de R$74,9 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro Geográfico e Estatístico (IBGE) de 2014. Observa-se uma queda de aproximadamente 20% na produção de 2014 em relação a 2011.

Mosca negra

De origem asiática, a mosca negra (Aleurocanthus woglum) causa danos diretos e indiretos aos citros e prejudica o desenvolvimento e a produção das plantas. Pode ser disseminada por transporte de material vegetal, principalmente plantas ornamentais, pelo homem e carregada pelo vento.

As espécies de citros são os hospedeiros primários, mas a praga pode infestar mais de 300 espécies de plantas, incluindo abacateiro, cajueiro, videira, lichiera, goiabeira, mamoeiro, pereira e roseira, plantas ornamentais e daninhas, sendo transportadas facilmente entre regiões.

Programação

O seminário consta de quatro palestras e uma mesa-redonda. No turno matutino, as palestras são: Panorama Socioeconômico da Citricultura, com Ênfase ao Território do Recôncavo (José de Souza, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura), Desafios da Sustentabilidade da Citricultura no Recôncavo (Jorge Raimundo Silva Silveira, engenheiro-agrônomo Fundação Luís Eduardo Magalhães), Ações da Defesa Fitossanitária na Citricultura Baiana (Suely Brito, coordenadora do Programa Fitossanitário dos Citros da Adab), Manejo Integrado da Mosca Negra dos Citros e Experiências de Sucesso com o Uso de Insetos Predadores desta Praga (Wilson Maia, pesquisador e professor da Universidade Federal do Pará.

Pela tarde, a mesa-redonda Discussão do Plano de Ação para o Controle da Mosca Negra dos Citros tem como debatedores Wilson Maia, Suely Brito, Antônio Souza do Nascimento (pesquisador da Embrapa), Marcos Roberto da Silva (professor de Mecanização Agrícola da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB).
O evento conta com o apoio de FrutBahia, Rebouças Citrus, prefeituras municipais de Sapeaçu, Santo Antônio de Jesus, Muritiba e Governador Mangabeira e Associação das Cooperativas de Apoio a Economia Familiar (Ascoob).

Fonte: Embrapa

BASF apresenta no Senafrut as principais soluções da empresa para o cultivo de maçã

Responsável por um terço da produção brasileira de maçãs, o município de São Joaquim, na serra catarinense, receberá o 12º Senafrut - Seminário Nacional sobre a Fruticultura de Clima Temperado. O evento ocorrerá entre os dias 14 e 16 de junho e terá a participação da BASF.

A empresa, que participa desde a primeira edição do evento, apresentará o seu portfólio de soluções para fruticultura de clima temperado, com foco para o cultivo de maçã. Em 2016, o destaque será o fungicida OrkestraTMSC, que desde o ano passado teve seu registro estendido para mais 21 culturas, entre elas maçã, manga, melão e tomate. 

O produto tem como características amplo espectro de ação e alto desempenho no controle de importantes doenças fúngicas da maçã, como mancha foliar da gala, podridão amarga e sarna da macieira. O fungicida OrkestraTMSC também contribui para o manejo de resistência, pois possui em sua composição um novo ingrediente ativo do grupo das carboxamidas que controla de forma eficiente fungos resistentes a outros fungicidas do mercado.

O OrkestraTMSC é composto pela molécula F500 e por outro ingrediente ativo, fluxapiroxade, pertencente ao grupo das carboxamidas. A molécula F500, desenvolvida pela BASF, traz um grande diferencial: contribui para estimular as defesas naturais das plantas, aumenta a taxa fotossintética, maximiza o aproveitamento do nitrogênio e reduz a síntese de etileno, proporcionando maior qualidade dos frutos, produtividade e consequentemente rentabilidade para os produtores. 

A BASF ainda levará ao evento a solução Cabrio Top®, fungicida que permite um controle efetivo de importantes doenças de verão no cultivo da macieira, como a podridão amarga. O CabrioTop® contribui para que os frutos tenham um maior teor de cálcio, proporcionando um maior período de armazenagem das maçãs.

Também serão discutidos os resultados dos produtos fungicidas Delan®, que atua no controle da mancha foliar da gala e da sarna da macieira e o Collis®, recomendado para controlar o oídio no cultivo de uva.

Além dos fungicidas, a BASF irá explorar o uso e benefícios do uso do regulador de crescimento Dormex®, que é utilizado para a quebra de dormência de frutíferas como maçã e uva e promove uma brotação uniforme e vigorosa das gemas.

Os técnicos da BASF estarão disponíveis durante a 12ª edição do Senafrut para esclarecer as dúvidas dos participantes sobre aplicação e uso correto dos defensivos. 

Curso abordará em Neópolis o ácaro-vermelho-das-palmeiras, a nova praga do coqueiro

Apresentação de nova praga do coqueiro e ações de pesquisa e defesa em andamento. Esse é o tema do Curso de capacitação sobre o ácaro-vermelho-das-palmeiras que acontece em Neópolis, Sergipe, dia 17 de junho próximo, na sede da Ascondir.

Promovido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros e Emdagro, o curso é destinado aos produtores de coco, técnicos e estudantes da região de Neópolis onde o pesquisador entomologista Adenir Teodoro demonstrará como reconhecer e controlar o ácaro-vermelho-das-palmeiras além de mostrar sua biologia. A coordenadora de Defesa Vegetal da Emdagro, Maria Aparecida Andrade Nascimento, abordará as ações de defesa fitossanitária empreendidas sobre a praga.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras (Raoiella indica), detectado recentemente pelos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ataca coqueiros, bananeiras, dendezeiros e mais de noventa espécies de plantas, principalmente palmeiras, causando amarelecimento severo e necrose das folhas e consequentemente a redução drástica da produtividade, principalmente em plantas novas e mudas em viveiros.

Adenir Teodoro, coordenador do evento, relata que o ácaro-vermelho-das-palmeiras, identificada a olho nu pela sua cor vermelha intensa, tem alto poder reprodutivo, pois uma fêmea pode colocar até 160 ovos.

Fonte: Embrapa

Palestra aborda o manejo da adubação na cultura da videira Visitas: 275

A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Embrapa Uva e Vinho, realizou uma palestra sobre o manejo da adubação na cultura da videira, na tarde da última quinta-feira (09/06), na Câmara de Vereadores de Fagundes Farela. O tema foi abordado pelo pesquisador da Embrapa, George Wellington de Melo, e contou com a participação de 20 famílias que atuam na atividade no município. 

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Leandro Ebert, explica que no ano passado a Instituição realizou um diagnóstico da realidade das famílias viticultoras do município, sendo que uma das dificuldades apontadas por elas foi justamente o manejo da adubação. A partir do resultado do diagnóstico, foi buscada parceria para a realização deste evento.

Na abertura, o prefeito Jean Fernando Sotilli parabenizou os agricultores pela participação e também a Emater/RS-Ascar pelo trabalho que vem desenvolvendo no município. Ele lembrou aos agricultores que dedicar um tempo para buscar conhecimento não pode ser visto como um tempo a menos de serviço na propriedade, mas como uma forma de trabalhar e melhorar a atividade realizada em casa. 

Em seguida, o pesquisador da Embrapa abordou o manejo racional da adubação, dando ênfase aos principais problemas enfrentados pelos agricultores em suas propriedades. De acordo com ele, há uma preocupação muito grande com o excesso de fertilizantes que está sendo utilizado e que vem prejudicando a fruticultura. Melo também destacou que é fundamental que seja feito um manejo do solo com cobertura vegetal, visando protegê-lo das perdas por erosão e promover a ciclagem dos nutrientes para favorecer a cultura da videira.

Segundo Ebert, a Emater/RS-Ascar oferece orientação para os viticultores na elaboração de um programa de manejo do solo para seus parreirais, considerando as recomendações da pesquisa agropecuária. "Com a realização da palestra foi possível conscientizar os viticultores da importância de um manejo adequado do solo, além de esclarecer as principais dúvidas das famílias no manejo da adubação na cultura da videira", concluiu. 

Fonte: Emater - RS

Agricultura Urbana será tema de seminário em Canoas/RS

Você sabe o que é agricultura urbana? A sua identidade e autonomia serão discutidas em um seminário regional, que acontece dia 21 de junho, às 13h30, no auditório da Unilasalle Canoas (Av. Victor Barreto, 2288, Canoas). O evento está sendo organizado pela Emater/RS-Ascar, com o apoio da Prefeitura de Canoas e a Unilasalle Canoas, com o objetivo de esclarecer o tema e suas implicações sobre aproveitamento de espaços urbanos e periurbanos. Participarão do evento beneficiários ligados a associações, Economia Solidária além de técnicos da Emater/RS-Ascar e representantes de prefeituras e entidades que se dedicam ao estudo e configuração de espaços urbanos.

Após a abertura oficial feita pela mesa composta de autoridades, o seminário inicia com um painel, às 14h, com o supervisor regional da Emater/RS-Ascar, Nelson Baldasso, que irá descrever a Agricultura Urbana no Rio Grande do Sul sob a visão da Instituição.

Após, às 14h40, o agrônomo da Emater/RS-Ascar em Canoas Roberto Schenkel, e a vice-presidente da Horta Comunitária Hocouno, Luci Lopes de Oliveira, apresentarão um panorama da Agricultura Urbana de Canoas a partir do relato da prática comunitária de hortas urbanas da associação. 

Já as 15h40 a doutora Tatiana da Silva Duarte, professora adjunta do Departamento de Horticultura e Silvicultura da Faculdade de Agronomia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) irá abordar a realidade da agricultura urbana no Brasil e no mundo, práticas e políticas.

A agricultura urbana levou a Emater/RS-Ascar, há alguns anos, a pensar novas abordagens, metodologias, planejamento, instrumentos de diagnóstico e de acompanhamento para conseguir satisfazer as necessidades de melhoria de qualidade de vida destes públicos e canalizar políticas públicas já disponíveis. O reposicionamento estratégico da Instituição trouxe avanços como a permanência do jovem na atividade e a garantia da sucessão rural, o aumento da produção e da renda dos agricultores devido ao acesso à mercados locais, regionais e institucionais e a valorização destes agricultores e de seus produtos em virtude das peculiaridades dos sistemas de produção na Agricultura Urbana (produção em pequenas áreas, diversidade de culturas e manejo visando o equilíbrio ambiental e econômico).

"Assim encontramos no espaço rural destes municípios uma nova realidade agrária e agrícola, a Agricultura Urbana, que altera a tipologia dos agricultores e desafia um novo modo de pensar para a Aters, o qual se repete noutros municípios urbanizados do Estado do RS", explica o supervisor da Emater/RS-Ascar, Rui Rotava. Segundo ele, por isto o tema envolve diretamente os municípios dos vales dos Sinos e Paranhana e da Região Metropolitana, como Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Campo Bom, Taquara, Igrejinha, Três Coroas, Porto Alegre, Gravataí, Eldorado do Sul e Guaíba, dentre outros.

Fonte: Emater - RS

Jornada do Pessegueiro debate desafios da cadeia na Região Sul

No último dia 09/06, pesquisadores, representantes de indústrias, técnicos e alguns produtores da região Sul se reuniram para a I Jornada Técnica do Pessegueiro, no auditório Ailton Raseira, na Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS). O evento foi uma parceria entre Unidade de pesquisas e a Emater/RS-Ascar e faz parte do parte do programa Embrapa Portas Abertas, iniciativa que busca aproximar a comunidade local das atividades realizadas pelo centro de pesquisa. 

Em forma de exposições, prosseguidas de debate os extensionistas, consultores e produtores expuseram suas experiências durante toda manhã e tarde da quinta-feira. Na abertura, o coordenador do evento e pesquisador, Luis Eduardo Antunes, destacou a importância do evento para região, que possui como intuito atender a cadeia, em busca de troca de experiências para qualificar os pomares. 

As pautas debatidas foram definidas em reuniões que vinham sendo realizadas em conjunto com o Sindicato da Indústria de Doces e Conservas Alimentícias de Pelotas (Sindocopel) sobre as necessidades da cadeia produtiva. O chefe geral, Clenio Pillon, destacou a importância dos mais de 150 anos da cultura do pêssego na região, que já possui três agroindústrias focadas no setor, e ainda, o dever de aproveitar o momento, para fazer uso dos conhecimentos estocados pelas instituições e trocar experiências. 

Os desafios

Nas diversas exposições foram discutidos vários desafios para produtores, pesquisadores e indústrias. Entre eles, a adaptação das cultivares ao clima temperado e às mudanças bruscas de temperaturas, que vem acontecendo nos últimos anos. "As altas temperaturas no início da floração, prejudicam à obtenção de frutas grandes e de boa forma, o que resulta nessa dificuldade", disse a pesquisadora Maria do Carmo Raseira. 

A área de pesquisa vêm realizando experimentos para melhoramento genético de cultivares durante todos os anos, mas devido ao excesso de chuva nos últimos tempos, as condições de sementes foram um pouco afetadas. Atualmente 80% da produção para indústria da região é feita com com as cultivares Esmeralda, Jade, Granada e Maciel.
Outro ponto levantado pelos participantes é quanto a escassez de mão de obra. O que também tem preocupado o setor, que vem buscando alternativas em novas tecnologias, em especial, em máquinas para poda. Além disso, outra questão enfocada foi quanto a incidência de pragas e doenças, como a podridão parda, a morte precoce do pessegueiro, a antracnose e as moscas-das-frutas que prejudicam os pomares, quando não tratadas. 

A pesquisadora destacou a importância de um manejo correto. Segundo ela, não existe uma cultivar certa para a região. "Os produtores devem conhecer as condições e topologias da sua terra, pensar sobre o destino da produção (indústria ou frutas de mesa), conhecer o mercado da região, para então, decidir a cultivar adequada", expôs Maria do Carmo. Ela ainda destacou algumas dicas necessárias para o manejo da cultura: "para um bom pomar o solo deve ser profundo, bem drenado, com matéria orgânica menor que 1%, exposição norte , protegido de ventos e ph entre 6 e 6,5".

Fonte: Embrapa

Energia elétrica solar chega à agricultura familiar

Disponibilizar o acesso à energia limpa e renovável, proporcionar redução na conta de luz, desenvolver e educar os consumidores sobre o tema de energia elétrica solar. Essa é a missão da Solar Energy do Brasil. Pioneira no mercado, a empresa acaba de vender seu primeiro sistema fotovoltaico para agricultura familiar, um projeto financiado pela linha de crédito incentivada pelo PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que opera somente com equipamentos com código FINAME. O sistema adquirido deve ser deve ser instalado até o final de julho.
Segundo dados do Censo Agropecuário, realizado pelo IBGE em 2006, a agricultura familiar tem grande representatividade para o setor. Ela é responsável por cerca de 40% da produção agrícola no Brasil, além de gerar 7 em cada 10 empregos no campo. O levantamento revelou que 84,4% do total de propriedades rurais do país pertencem a grupos familiares e existem aproximadamente 4,4 milhões de unidades produtivas em território nacional.

Além de representar grande parte da produção rural, a agricultura familiar favorece o emprego de práticas produtivas ecologicamente mais equilibradas. Por esse e outros motivos, a energia elétrica solar para abastecimento do setor deve ser uma grande aposta para os próximos anos. “A Solar Energy do Brasil é pioneira no mercado de micro e mini geração de energia elétrica solar e, por isso, ficamos extremamente felizes em vender nosso primeiro sistema para agricultura família. Acredito que a geração sustentável de energia seja o futuro da agropecuária no Brasil e, por isso, esse projeto representa um grande avanço para o setor”, argumenta Hewerton Martins, sócio fundador da Solar Energy do Brasil e vice-presidente da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.

O sistema será instalado em Santa Maria do Oeste, cidade do interior do Paraná, que fica a 340 km da capital, Curitiba. O proprietário, José Varteni Gomes, desde 1986, cultiva milho, feijão, batata doce, mandioca e arroz, além da criação de gado, galinhas e manejo de 3 mil litros de leite por mês. Para o agricultor, 70% do seu gasto de energia é direcionado para a produção de insumos e manejo dos animais. “A geração de energia elétrica solar vai representar um grande avanço para minha produção, já que vou conseguir gerar energia para abastecer 100% das instalações e gerar uma grande economia na conta de luz. A redução de gastos vai proporcionar uma renda maior, que pode ser revertida em investimento para ampliar a produção”, explica Gomes.

A implantação do sistema só foi possível graças ao financiamento do PRONAF, que destina-se a incentivar projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do país. “Vi a opção de gerar energia elétrica solar no jornal e meu filho encontrou a Solar Energy do Brasil na internet. Depois de entender como funcionava, fiz o pedido de financiamento ao PRONAF e em 45 dias estava aprovado”, explica o agricultor.

Para o processo funcionar como deve e garantir o abastecimento e a economia na conta de luz, a Solar Energy apresenta um estudo preliminar, considerando a área disponível, a incidência de luz e a média de consumo de energia pelo cliente. Com o orçamento aprovado, a empresa parte para o processo regulatório junto à concessionária local e depois para a instalação dos painéis fotovoltaicos e do inversor, que vai converter a energia gerada pelo sol para uso final.

O sistema é simples. Durante o dia, com a incidência da luminosidade solar, a energia é gerada. Aquilo que não é consumido origina um crédito junto à concessionária. Durante a noite, o usuário utiliza a energia que vem da rede, mas como tinha créditos, não paga por ela. Se produzir mais do que consumir, fica com bônus. Dá até para transferir para outras instalações e terrenos, desde que seja de uma mesma concessionária.

Na prática, o consumidor paga apenas a tarifa mínima. Um ponto importante é que a energia elétrica solar não tem nada a ver com aquecimento solar, que apenas aquece água. “Geramos energia elétrica comum, capaz de abastecer qualquer eletrodoméstico, eletroeletrônico, maquinário industrial ou. como no caso do sr. José, os equipamentos de plantio e manejo das terras. Dessa forma, não há nenhuma limitação para uso. Por isso, é tão vantajosa”, garante Hewerton.

Cabe destacar ainda que a matriz energética brasileira está sobrecarregada. Encontrar e investir em alternativas para produção de energia limpa é uma questão urgente também no meio rural. “A Solar Energy do Brasil apoia e desenvolve o mercado de energia fotovoltaica. Estamos dispostos a incentivar o setor e ficar ao lado dos agricultores para ajudá-los a transformar sua utilização de energia elétrica”, finaliza.

Citros/Cepea: Menor demanda diminui cotações da laranja pera e da tahiti

A colheita de laranja esteve comprometida no início desta semana, em decorrência das fortes chuvas que atingiram as principais regiões citrícolas paulistas. Somente na quarta-feira, 8, com a interrupção das chuvas, produtores retomaram os trabalhos com maior intensidade. Os preços, contudo, recuaram um pouco, como resultado da desaceleração da demanda (devido ao clima frio e úmido).

Neste cenário, a média da pera, na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), foi de R$ 20,63/cx de 40,8 kg, na árvore, queda de 0,5% frente à semana anterior. A lima ácida tahiti também se desvalorizou neste início de mês, após significativo avanço em maio. Apesar das chuvas, que limitaram a colheita, a demanda é baixa, tanto no segmento in natura quanto para exportação. A média de comercialização desta fruta na parcial da semana é de R$ 38,91/cx de 27 kg, colhida, queda de 4,8% em relação à semana passada.

Fonte: Cepea/Esalq

FMC promove intercâmbio com produtores e demonstra portfólio aprovados pela lista PIC na 42ª Expocitros

Entre os dias 6 e 9 de junho, a cidade de Cordeirópolis-SP recebeu a 42ª Expocitros, o 47º Dia do Citricultor e a 38ª Semana da Citricultura. A feira recebeu cerca de cinco mil pessoas, entre citricultores, pesquisadores, agrônomos, docentes e estudantes. As empresas participantes apresentaram as últimas novidades em produtos e serviços e, entre elas, a equipe citros da FMC Agricultural Solutions esteve focada nos produtos aprovados da lista de Produção Integrada Citros (PIC).

O gerente de marketing da FMC, Flávio Irokawa, conta que para ajudar o citricultor a se adequar as boas práticas agrícolas e usar apenas produtos autorizados na defesa do pomar, um comitê formula e coloca à disposição do produtor uma série de ingredientes ativos autorizados para uso dentro do programa de Produção Integrada dos Citros (PIC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Entre os produtos da companhia que fazem parte da lista está o inseticida Mustang 350 EC, que possui maior penetração da cutícula do Bicho-furão e Psilídeo, com efeito de choque e ação rápida; e o inseticida Talstar 100 EC, excelente no controle de Bicho-furão, Cochonilha-de-placas e Ácaro-pupúreo, com ação prolongada que evita o desequilíbrio de ácaros e possui melhor custo-benefício. O inseticida e acaricida Kraft 36 é indicado para controle de Ácaro da falsa ferrugem, Ácaro branco, e Minadora das folhas; o inseticida Nufos é ideal para controle de Cochonilha pardinha e o inseticida Malathion é eficaz no controle de Psilideo, Tripes, Bicho furão, Mosca das frutas e Cigarrinha do pedúnculo. Devido a segurança e o registro do produto, ele pode ser aplicado em pulverização com equipamento manual ou motorizado terrestre, bem como pulverização aérea.

A companhia realizou um intercâmbio com produtores, pesquisadores, multiplicadores do manejo e demais participantes da feira. “A Expocitros nos proporciona um contato mais direto com o citricultor produtor e essa é a melhor forma de tirarmos dúvidas e estreitarmos ainda mais nosso relacionamento. Estamos atentos às demandas e as mudanças do setor e queremos estar sempre juntos do citricultor nessa empreitada de ciclos tão inconstantes”, garante o Irokawa.

Projeto Rural Sustentável abre segunda chamada para produtores interessados em agricultura de baixo carbono

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Embaixada Britânica e o Banco do Brasil (BB) lançaram hoje, em Brasília, a segunda chamada de propostas para produtores e técnicos rurais de 70 municípios que queiram oferecer suas propriedades como Unidades Demonstrativas (UDs) no projeto Rural Sustentável.

O projeto é uma agenda positiva que alinha combate à pobreza rural, transferência de tecnologias agropecuárias de baixo carbono, e conservação de solos e florestas junto a pequenos e médios produtores rurais da Amazônia e Mata Atlântica.

No total, a iniciativa deve beneficiar a mais de 3500 pequenas e médias propriedades nos biomas Amazônia e Mata Atlântica que englobam os estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul por meio do mecanismo inovador de financiamento por resultado.

A partir do projeto, espera-se que ocorra uma melhoria no acesso ao crédito rural oficial (Programa ABC, PRONAF, PRONAMP e outras linhas de financiamento) de agricultores que desejam reduzir as emissões de carbono, ampliar a sustentabilidade e a gestão das florestas em suas propriedades.

Como funciona
Os produtores receberão apoio técnico e financeiro para adotar tecnologias agropecuárias com baixa emissão de carbono e promover a restauração florestal e premiação pela adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de agricultura com baixa emissão de carbono, além de apoio financeiro para assistência técnica.

O projeto também promove qualificação e transferência de conhecimentos como maneira de melhorar a capacidade técnica de produtores para adotar essas medidas. Para viabilizar o projeto, dois atores são fundamentais, os agentes de assistência técnica nas tecnologias de baixo carbono, os ATECs, e os produtores interessados.

Para participar, os produtores interessados devem:
Fazer parte dos biomas, estados e municípios brasileiros contemplados. Confira aqui a lista de municípios;

Estar classificado como unidade de produção familiar rural, população tradicional, assentados da reforma agrária, pessoa física ou jurídica representante do público beneficiado como associações e cooperativas;

Ter posse legal da propriedade rural com até quinze módulos fiscais como proprietário, locatário, inquilino, parceiro, franqueado do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

O prazo para a submissão de propostas técnicas segue até 19 de agosto de 2016. No edital estão os municípios selecionados, os critérios de elegibilidade e o roteiro para a candidatura. Todo o processo de cadastramento, submissão e aprovação de propostas técnicas ocorrem via portal Rural Sustentável.

Fonte: Embrapa