quinta-feira, 19 de maio de 2016

Medidas para renegociação de dívidas rurais seguem para sansão presidencial

O Plenário do Senado Federal aprovou na tarde desta terça-feira (17/05) o projeto de Lei de Conversão (PLC) Medida Provisória (MP) 707/15, que reabre prazos e estimula a liquidação ou renegociação de dívidas rurais. As medidas beneficiam os produtores situados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), incluindo todos os estados do Nordeste, o Norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, contemplando os vales do Jequitinhonha e do Mucuri.

A MP amplia o prazo até 31/12/2017 para os produtores rurais optarem pela liquidação ou pela renegociação de suas dívidas, incluindo aquelas acima de R$ 100 mil, independentemente da fonte de recursos, desde que tenham sido contratadas até 31/12/2010. As medidas abrangem toda área de atuação da Sudene (semiárido e fora dele), incluindo o estado do Maranhão, o Norte dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais e os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. A nova legislação suspende, durante esse período, o encaminhamento e a continuidade de execuções fiscais, a suspensão dos prazos processuais e as inscrições em Dívida Ativa da União (DAU). Independentemente da data de formalização da renegociação, haverá carência até 2020, fixando o vencimento da 1ª parcela para 2021 e da última para 30/11/2030, com encargos financeiros variando entre 0,5% (Pronaf) a 3,5% ao ano.

A MP contempla também a prorrogação do prazo de adesão dos produtores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) até 31 de dezembro de 2017.

No documento, foi aprovado também uma Emenda de Redação que aperfeiçoa a operacionalização das medidas aprovadas por parte das instituições financeiras. A proposta contou com o apoio e participação da bancada do Nordeste no Congresso Nacional, sob a coordenação do deputado Júlio Cesar (PSD/PI), e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A matéria segue agora para sanção presidencial.

Para o presidente da CNA, João Martins, é urgente a adoção de solução definitiva para essa questão, que permitirá a reinserção produtiva e econômica de milhares produtores rurais na área de atuação da Sudene. Isso porque muitos deles não estão tendo condições de quitar financiamentos bancários contratados em anos anteriores em função das sucessivas frustrações de safras, perda de rebanhos, escassez hídrica e da problemática do abastecimento do milho na região (principalmente pelo aumento de preços) para fornecimento aos animais.

O esforço da CNA em busca de uma solução definitiva da questão do endividamento independe do tamanho da propriedade. Para a entidade, a seca atinge indistintamente pequenos, médios e grandes produtores rurais e todos devem ser contemplados com medidas de estímulo à liquidação e repactuação das operações de crédito rural.

Mapa e setor privado querem simplificar licenciamento ambiental para aquicultura

A simplificação do licenciamento ambiental da aquicultura foi o principal assunto em debate da segunda reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aquicultura, nesta terça-feira (18), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Durante o encontro, representantes do setor privado sugeriram desburocratizar o processo de licenciamento, utilizando um sistema online similar ao da autodeclaração de imposto de renda, feita por meio da internet. Atualmente, o processo é feito por analistas ambientais.

“Estamos buscando fazer uma mobilização nacional para convencer os estados a aderirem a essa nova forma de obter o licenciamento”, disse o coordenador de Planejamento da Aquicultura do Mapa, Jackson Pinelli. 


Unitfour lança demarcador geográfico online de terrenos para facilitar concessão de crédito rural

Ferramenta Forlocation delimita com precisão latitude, longitude e altitude das áreas de plantio


De acordo com resolução 4.427 do Banco Central, a demarcação do território da plantação ou é obrigatória para concessão de crédito a empresas do setor agrícola. Desde que entrou em vigor, em julho de 2015, os latifundiários demandam por soluções que delimitem latitude, longitude e altitude das terras com precisão.

O Forlocation, da UnitFour, empresa fornecedora de dados para bancos, varejo, call-centers e empresas de crédito e cobrança, é uma ferramenta que realiza as demarcações geográficas de empreendimentos rurais totalmente online, de forma prática e ágil para áreas de plantio. 

A solução traz benefícios às duas partes: o fazendeiro recebe o investimento mais rapidamente e se previne de eventuais multas por irregularidades, enquanto as instituições podem controlar todo o processo da concessão do crédito também verificando se a área solicitada já recebeu financiamento anteriormente.

“A resolução autoriza o sensoriamento remoto para fins de fiscalização de operações de crédito rural. Com os dados levantados pela ferramenta de forma instantânea, o banco passa a contar com uma base de dados mais completa e o empresário consegue agilizar a análise e regularização do seu crédito”, ressalta Rafael Albuquerque, diretor comercial da UnitFour.

Mais informações no site: www.unitfour.com.br

Guatambu é a primeira vinícola da América Latina a ser 100% movida a energia solar

Desde a última segunda-feira, dia 16 de maio, a Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, RS, está funcionando através de energia solar. A segunda edição do vinho Épico iniciou seu envase com 100% de energia limpa. O parque solar com 600 painéis foto-voltaicos que servem para suprir 100% da demanda energética do empreendimento, tornou a Guatambu a primeira vinícola da América Latina a ser movida a energia solar. O projeto esteve em período de teste a partir de 2013, com 18 painéis instalados fornecendo parte da energia para as instalações.

A radiação solar na região da Campanha Gaúcha é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica. Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar indústrias e residências. “Na região da Campanha, temos em média 3.200 horas de sol durante o ano, uma energia que chega de forma gratuita, limpa, silenciosa e inesgotável”, conta o sócio-proprietário da Guatambu, Valter José Pötter. “Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano”, revela.

O principal objetivo do projeto de energia solar é fazer que o empreendimento seja gerador da sua própria energia, aproveitando a nova resolução normativa da ANEEL, a qual estabelece o sistema de compensação de energia elétrica no Brasil, possibilitando que os consumidores possam reduzir custos de eletricidade construindo seus próprios geradores com até 1MW de potência instalada, realizando uma compensação do que foi produzido e trocado com a rede de distribuição, abatendo mensalmente os valores na fatura de energia.

O investimento de R$ 1,5 milhões tem previsão de retorno em oito anos. Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a redução na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada. “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira, de energia e ganhos ecológicos”, afirma Pötter. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”. As placas também servirão como cobertura do estacionamento, na entrada da propriedade. Todos equipamentos foram importados de empresas da Itália e Alemanha.

O próximo passo é tornar o negócio vitivinícola pioneiro na utilização do Selo Solar. “É muito importante destacar nossa preocupação com o meio ambiente aos nossos clientes. Com o selo, ele terá a informação de que está consumindo um produto fabricado utilizando a energia limpa”, revela.

A sustentabilidade também é encontrada no fornecimento de água do local. Reservatórios foram construídos para captar água da chuva, que é utilizada para PPCI e irrigação dos jardins. Outra parte segue para estação de tratamento, construída dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, produzindo 500 litros de água potável por hora, que é utilizada para no complexo industrial e enoturístico. Nos vinhedos, também não poderia ser diferente: em 2014 a sócia-proprietária e enóloga da Guatambu, Gabriela Hermann Pötter implementou um projeto-piloto com uma técnica sustentável e ecológica no controle de doenças fúngicas, com a utilização de micro-organismos que combatem naturalmente os fungos sem o uso de químicos.

Saiba Mais

Vantagens da energia solar

-Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;
-Baixo impacto ambiental ;
-Fornecimento de maiores quantidades de eletricidade nos momentos de maior demanda (ex.: o uso de condicionadores de ar e dos sistemas de refrigeração dos tanques e câmaras frias é maior no verão, quando há maior incidência solar e, consequentemente, maior geração elétrica solar);
-Rápida instalação, devido à sua grande modularidade e curtos prazos de instalação
-Energia limpa, sem resíduos
-Sem ruídos
-Inesgotável
-Ilimitada

Desvantagens

-Investimento alto – em média R$7.500,00/Kwp
-Retorno a médio prazo
-Variações de produção conforme luminosidade


Adama estreia série de vídeos com dicas de economia e finanças

Para compartilhar orientações sobre economia doméstica e empresarial, a página da Adama (leia-se Adamá) no LinkedIn disponibiliza a série “Minuto Finanças”. Os vídeos apresentados por Alexandre Toledo, tesoureiro da empresa de agroquímicos, têm duração de aproximadamente um minuto e são divulgados quinzenalmente como um serviço para o internauta administrar melhor suas finanças.

“Neste momento econômico que o Brasil enfrenta, dicas de economia podem ser muito úteis. O intuito desta série é levar informações de forma simples, com foco em controle de dívidas e escolha do melhor investimento ou aplicação financeira, para que o espectador passe pela crise de forma mais organizada, minimizando impactos negativos”, disse Alexandre Toledo, tesoureiro da Adama.

Alexandre Toledo é economista, mestre em Administração de empresas e pós-graduado em Direito de Mercado de Capitais, com experiência de mais de 10 anos em instituições financeiras como JP Morgan, Banco Espírito Santo, Lloyds e BNPParibas, já atuou como tesoureiro em empresas como Cosan e Abengoa e é tesoureiro na Adama Brasil desde 2013.

Para assistir aos vídeos do canal Minuto Finanças, acesse a página da companhia no LinkedIn:www.linkedin.com/adama-brasil

Estudantes visitam laboratório de quarentena da Embrapa para conhecer atividades de controle biológico de pragas

As pragas exóticas, seu controle biológico clássico e as atividades de controle biológico de pragas, cada vez mais usadas no Brasil, serão apresentados a alunos da disciplina de controle biológico da Unifesp por Luiz Alexandre Nogueira de Sá e Jeanne Prado, pesquisadores do Laboratório de Quarentena "Costa Lima" (LQC), da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) em 18 de maio.

O Laboratório "Costa Lima" foi credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 1991, para avaliar tecnicamente a conveniência de introduções de inimigos naturais exóticos no Brasil, atendendo a solicitações de instituições de pesquisa do país e do exterior. Foi construído especialmente para fornecer condições físicas seguras à realização de estudos em condições de máxima segurança, impedindo assim o escape dos organismos introduzidos e de seus possíveis contaminantes. Também vem atuando no sentido de fomentar, orientar e conduzir projetos de pesquisa em controle biológico clássico de pragas.

Conforme o pesquisador, "a maioria dos agentes introduzidos são insetos-parasitóides e predadores, nematóides entomopatogênicos, ácaros predadores, antagônicos a doenças de plantas e os microbianos (bactérias, fungos e vírus) para controle dos insetos-pragas e doenças de plantas. Pouca ou quase nenhuma introdução de inimigos naturais para o controle de plantas invasoras tem sido solicitada, apesar da enorme importância para o agropecuária nacional", avalia Sá.

No período de 1991 a 2013, o Laboratório atuou no âmbito de sua competência, no que se refere ao intercâmbio internacional de organismos benéficos no país, com a introdução de mais 770 espécies de organismos para o controle biológico de pragas e outros fins científicos, de diversas culturas e finalidades; atendendo às solicitações de 18 estados brasileiros. Muitas dessas espécies foram introduzidas e avaliadas no LQC, em casos de uma a três remessas por espécie, totalizando a avaliação, controle e manutenção em área de segurança de, em média, 996 remessas de indivíduos vivos.

Os dados analisados para o período de 1991 a 2013 refletem que 52,17% das demandas de registros de introduções do LQC partiram de empresas públicas (unidades da Embrapa e institutos de pesquisa), 24,63% de universidades, 5,80% de cooperativas e 17,40% de empresas privadas, em atendimento às demandas de pesquisa nacional e às solicitações de introduções de organismos provenientes de 27 países: Alemanha, África do Sul, Austrália, Argentina, Benin, Canadá, Costa Rica, Chile Cuba, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Inglaterra, Japão, Holanda, Peru, Paraguai, Malásia, México, Nova Zelândia, Quênia, Suíça, Uruguai, Tailândia e Trinidad. Esses registros atenderam às solicitações de introduções de insetos/ácaros/nematoides (38%) e de microrganismos (62 %), sendo observado que todas as empresas privadas solicitaram introduções de microrganismos.

Para Sá, "o controle biológico de pragas é de vital importância no país tendo o Laboratório "Costa Lima" contribuído com a introdução de bioagentes de controle de pragas nas culturas de cana de açúcar, citros, milho, soja, palma forrageira, algodão, feijão, café, mandioca, fruteiras (maçã, coco, banana), hortaliças (tomate), entre outras finalidades.








Fonte: Embrapa

Liberado defensivo biológico Rizotec para controle de nematoides

A Rizoflora Biotecnologia obteve na última semana a aprovação de registro no Brasil para uso comercial do Rizotec – produto elaborado a partir de um fungo para o controle de nematoides. Essa é a primeira liberação de um bionematicida à base do fungo Pochonia chlamydosporia, e será comercializado no País para uso em soja, milho, algodão, olerícolas e fruteiras.

Ele explica que o fungo Pochonia chlamydosporia mata ovos e fêmeas de nematoides e é considerado um agente muito eficiente para controle biológico desses patógenos. Além disso, faz uma associação benéfica com a raiz da planta, promovendo o aumento da produção e melhorando a resistência à seca. 

A criação do Rizotec demandou R$ 3 milhões em investimentos e foi testado para agir especificamente sobre nematoides, permanecendo ecologicamente sustentável. De acordo com a fabricante, foi possível elevar a produtividade em torno de 10%.

“Esse é um grande marco na história da Rizoflora, sobretudo porque buscávamos o registro do Rizotec desde 2010. O produto é inovador e 100% orgânico. É preciso ressaltar que a conquista do registro só foi possível graças ao intenso trabalho colaborativo no seu desenvolvimento com a UFV, por meio do Instituto de Biotecnologia Aplicada à Agropecuária (Bioagro). Por fim, foram fundamentais a Comissão Permanente de Propriedade Intelectual (CPPI) da Universidade e a liderança das pesquisas em nematologia do professor Leandro Grassi de Freitas, do Departamento de Fitopatologia da UFV”, ressalta Gustavo Moreira Mamão, diretor da Rizoflora. 

Fonte: Agrolink

Colheita da citricultura movimenta municípios do Norte do RS

A colheita da safra da citricultura teve início este mês nos municípios do Norte do RS. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a fruticultura é produzida em uma área de sete mil hectares, com predominância de citros e viticultura, envolvendo mais de quatro mil agricultores produzindo de forma comercial. A citricultura está presente em 38 municípios, um total de 4,4 mil hectares de laranja e 400 hectares de bergamota. A produção é predominante em três municípios, Planalto, Alpestre e Liberato Salzano. A estimativa de produção para este ano gira em torno de 90 mil toneladas de frutas.

O trabalho da Emater/RS-Ascar com a atividade da citricultura visa agregar renda e valor às frutas regionais, através da industrialização e classificação, e fomentar a produção de qualidade, por meio do emprego das recomendações técnicas que potencializam o retorno dos recursos utilizados nas atividades frutícolas.

De acordo com o assistente técnico regional de sistemas de produção vegetal da Emater/RS-Ascar, Edison Dornelles, com as ações realizadas com a atividade da citricultura são esperados resultados como diversificação de espécies e variedades, qualificação do processamento e industrialização, mecanização e equipamentos adequados, recuperação e renovação de pomares, cultivo em ambiente protegido, entre outros.

21º Ciclo de Palestras sobre Citricultura do RS
Visando o desenvolvimento da cadeia da citricultura, inicia na quarta-feira (17/05) a 21ª edição do Ciclo de Palestras sobre Citricultura do RS. Este ano, o município de Liberato Salzano sediará o evento, promovido pela Emater/RS-Ascar, Universidade Federal do RS (Ufrgs), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e Prefeitura de Liberato Salzano.

A programação do Ciclo de Palestras inicia às 8h30, com inscrições no Salão Paroquial, e às 9h será realizada visita técnica a pomares do Distrito Pinhalzinho, interior do município. Após o almoço, acontece a abertura oficial e terão inícios as palestras. O evento encerra na quinta-feira (19/05).

Diferentes temáticas envolvendo a atividade da citricultura serão abordados durante o Ciclo, como a evolução da atividade em Liberato Salzano e região, a organização dos citricultores, ações da Câmara Setorial da Citricultura do RS, manejo de plantas de cobertura, nutrição e controle de doenças e ampliação do período de colheita de laranjas. Os temas serão abordados por representantes de entidades promotoras do evento inseridas na atividade da citricultura.

Para encerrar o evento, na quinta-feira (19/05) à tarde, serão premiados os vencedores do concurso de qualidade e produtividade de citros no município de Liberato Salzano.








Fonte: Emater - RS

65% dos psilídeos de São Paulo carregam a bactéria do HLB

Uma análise feita pelo Fundecitrus em psilídeos capturados nas armadilhas do Alerta Fitossanitário, entre fevereiro de 2014 e fevereiro de 2015, mostra que 65% desses insetos carregavam a bactéria do HLB (greening). O número é alto e preocupante na opinião do pesquisador Nelson Arno Wulff, orientador do projeto, que fez parte da dissertação do engenheiro agrônomo Rodrigo Sassi, no mestrado profissional em Controle de Doenças e Pragas dos Citros - MasterCitrus.

"Pesquisas anteriores feitas na região de Mogi Guaçu, no ano de 2011, encontraram apenas 17% de psilídeos com a bactéria do HLB. O salto ocorrido em poucos anos, mostra o quanto a bactéria se espalhou. Muito em decorrência da menor erradicação de árvores doentes", analisa o pesquisador.

Por um ano foram avaliados 50 psilídeos por quinzena, capturados nas regiões de Araraquara, Avaré, Bebedouro e Santa Cruz do Rio Pardo, chegando a um total de 400 amostras por mês. Os insetos eram retirados ao acaso das armadilhas adesivas amarelas, totalizando no máximo dois por cada cartão.

Durante a pesquisa quase 4 mil psilídeos foram analisados. Wulff conta que desde a descoberta da doença em São Paulo havia o interesse em fazer esse tipo de monitoramento, mas os altos custos das análises de PCR, método que verifica a presença da bactéria, na época inviabilizavam o projeto. "Esses dados são de grande importância porque dão ideia do risco causado por estes psilídeos com a bactéria", diz o pesquisador.

Entre as regiões monitoradas pelo Alerta Fitossanitário, Santa Cruz do Rio Pardo é a que registrou mais psilídeos com a bactéria do HLB, chegando ao pico de 73%. Também foi a que manteve a maior média ao longo de todo o ano, sempre superior a 50%.

Em seguida, a região de Avaré teve pico de 69% de insetos com a bactéria e a de Araraquara, com 65%. A região de Bebedouro registrou 54%. Também teve os menores índices de psilídeos com bactéria, com quatro quinzenas abaixo dos 30%, sendo que entre novembro e dezembro chegou a 20%.

Para Wulff, a diferença regional pode ser causada por fatores climáticos e pelo engajamento dos citricultores no manejo regional do HLB. "Santa Cruz do Rio Pardo é a região que tem menos participação no Alerta Fitossanitário (somente 54% da área são cobertos pelas armadilhas que ajudam no monitoramento da população de psilídeo). Também está próxima a região de Duartina onde, segundo levantamento do Fundecitrus, 3% da área citrícola está abandonada", diz. "Por outro lado, Bebedouro, além de ter uma grande aderência no Alerta Fitossanitário (63%), fica em uma região mais quente e pesquisas já comprovaram que essa condição climá- tica inibe a proliferação da bactéria do HLB", completa.

Outra observação da pesquisa é que na região de Araraquara, embora a infectividade dos insetos esteja em um nível intermediário, a população de psilídeos na época de pico chega a ser dez vezes superior as de outras regiões. Uma das hipóteses para o fenômeno é que o clima da região favorece as brotações e, consequentemente, a multiplicação do inseto.

Essa característica fica clara quando se compara o pico populacional de psilídeos nas regiões monitoradas. Em 2014, em Avaré e Santa Cruz a maior população foi nos meses de outubro e novembro de 2014, enquanto em Araraquara foi de novembro de 2014 a janeiro de 2015 e na região de Bebedouro, em fevereiro de 2015. 
A porcentagem de psilídeos com a bactéria é 9% maior nas áreas sem manejo do que nos insetos capturados em áreas com o mínimo de cuidado, ou seja, com algumas pulverizações ao longo do ano. "Esses dados apontam o potencial de risco dos pomares sem cuidado porque os psilídeos que saem dessas áreas são capazes de infectar árvores sadias", afirma Wulff.


Clique aqui para ter acesso à dissertação completa

Fonte: Fundecitrus

Portal reúne tudo sobre boas práticas agrícolas

Lançado pela ABAG junto com diversas entidades, além de empresas do agronegócio, site propagará informações tanto sobre os melhores procedimentos no manuseio agrícola, quantoem relação aos sabores que tornaram a cozinha brasileira tão admirável


Acaba de entrar no ar um portal dedicado a boas práticas na área de alimentação. Denominado “Boas Práticas Agrícolas, Boa Comida”, o projeto tem como meta principal levar informações sobre adequados procedimentos relativos aos alimentos desde o campo até a mesa do consumidor. A intenção é despertar o interesse de agricultores, nutricionistas, chefs de restaurantes, agentes ligados ao mercado de alimentos e público urbano em geral interessado em comida, de forma a difundir as inovações científicas para a produção sustentável, assim como se adotar hábitos alimentares balanceados e diversificados. 

O projeto é coordenado pela Associação Brasileira do Agronegócio - ABAG e conta com apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal - ANDEF; Associação Brasileira de Marketing Rural - ABMRA; Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados - ABRAFRUTAS; Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos - CitrusBR; Instituto Brasileiro de Frutas - IBRAF; Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal - SINDIVEG; entre outras entidades da cadeia produtiva do setor alimentício.

A motivação dos organizadores do portal é estimular a manutenção da agricultura brasileira no patamar de respeitabilidade que ela alcançou no mundo. “Graças ao trabalho de milhões de produtores brasileiros e da dedicação de vários pesquisadores, o Brasil passou, nos últimos 40 anos, de importador de alimentos, a um dos principais líderes globais no fornecimento de grãos e proteínas do planeta”, diz Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag.

Para garantir a qualidade dessa produção, as fazendas precisam atender a uma série de requisitos, inclusive ambientais e trabalhistas, conhecidas como Boas Práticas Agrícolas, que asseguram alimentos saudáveis e seguros para o consumo. Alimento seguro é aquele obtido, conservado, transportado, transformado, exposto, vendido e preparado em condições que garantam o controle para o consumidor.

O portal está dividido em duas áreas distintas. Uma destinada a Boas Práticas Agrícolas, que mostrará os exemplos positivos que vêm do campo e a importância do manejo correto nas fazendas. Depoimentos em vídeos, sugestões, cursos básicos e cases de agricultores serão destacados. A outra área envolve a de Boa Comida, que apresentará as principais informações comprovadas cientificamente sobre alimentação saudável e segura no Brasil e no mundo, desfazendo mitos.

O principal slogan do projeto é “As boas práticas produzem boa comida” e outras ações, como seminários, cursos e promoção de eventos ligados à alimentação, estão sendo programadas para os próximos meses.

Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: http://boaspraticas.org/ ou as redes sociais: https://www.facebook.com/boaspraticasorg/




Fonte: Agrolink com informações de assessoria