quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Produtores sofrem com prejuízos provocados pela lama em Mariana

Tragédia de Mariana é uma das maiores catástrofes ambientais do Brasil.
Agricultores de Minas Gerais e do Espírito Santo lamentam as perdas.


A tragédia de Mariana tomou a proporção de uma das maiores catástrofes ambientais do Brasil. Além de devastar distritos inteiros, também provocou prejuízos aos produtores rurais de Minas Gerais e está levando apreensão ao Espírito Santo.

A lama destruiu mais de mil pés de pimenta biquinho da associação do distrito Bento Rodrigues, formada principalmente por mulheres. Na propriedade de um hectare elas plantavam, colhiam a pimenta e faziam a geleia. Eram produzidos duzentos e cinquenta potes por dia que eram vendidos para sacolões e supermercados da região. Nove famílias viviam da produção.

A fábrica ficou de pé, não foi atingida pela lama. O problema é o risco do rompimento de outras duas barragens. Por segurança, o pessoal da associação nem pode ir à sede. “A gente não sabe o que vai ser daqui pra frente da associação. A gente espera que seja construída outra como a gente tinha”, diz Keila Vardela Fialho, presidente da Associação de Produtores de Bento Rodrigues.

Camargos é outro distrito que também foi atingido pelo mar de lama. Ele fica a seis quilômetros de Bento Rodrigues. Para chegar até a casa do produtor Geraldo Marcos da Silva o acesso é difícil. Trilha estreita, com muita lama. É preciso se segurar nas árvores e galhos.

Geraldo vai até a propriedade pelo menos uma vez por dia, para dar comida à criação. Ele perdeu vacas, galinhas e as ferramentas usadas na roça, que estão enterradas na lama.

Cerca de 2.700 hectares foram atingidos em Minas Gerais, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura. Mais de 200 propriedades rurais foram afetadas no estado. Ainda não dá para calcular o prejuízo. “É difícil falar, é difícil falar, porque acabou minha vida. Era pouquinho, mas eu não dependida de ninguém. Eu tinha minha sobrevivência. Agora eu não sei como é que vai ficar”, lamenta Geraldo Marcos da Silva, agricultor.

A lama desceu das encostas e percorreu cerca de 500 quilômetros em Minas Gerais até chega ao Espírito Santo, em direção ao mar.

A água barrenta chegou silenciosa em Aimorés, divisa de Minas Gerais com Espírito Santo. Os sedimentos se deslocaram por debaixo do lago, sem sujar a lâmina d’água da barragem do município. Por volta das 8 horas da manhã da última segunda-feira, as comportas do vertedouro passaram a jorrar o barro que tingiu o rio Doce dali para baixo.

Do alto, a cena estava assim: uma cor no lago, outra já barrenta no curso natural do rio. Imagens mostram o momento que a lama se misturou à água.

A lama chegou ao Espírito Santo antes do previsto. “Ela veio de surpresa, surpreendeu todos, até os biólogos. Foi até mesmo um pânico, porque a gente estava com os barcos no rio, resgatando os peixes. Não sabia se parava ou se continuava. A gente espera que não morram todos os peixes, que consigam sobreviver, mas é aguardar agora para saber qual é o tamanho do impacto ambiental”, lamenta Normilda Soares, agende da Defesa Civil de Aimorés.

A cena foi registrada pelo celular do seu Ideraldo Luiz de Souza, o administrador de uma fazenda com sete mil cabeças de gado, que dependem exclusivamente da água do rio Doce. Os animais continuam bebendo a água do rio, porque não há alternativa.

Diante das incertezas que vieram junto com a lama, o presidente do Sindicato Rural de Aimorés, Antônio Pedro Serrano, diz que o agricultor não teve tempo, nem orientação, para tomar qualquer medida preventiva. “O produtor está igual cachorro que caiu do caminhão da mudança. Ele não sabe o que fazer nem o que vai acontecer”.

Na quarta-feira, a lama cortava a cidade de Colatina, no Espírito Santo. A sensação era a do encontro de dois rios, o mais claro e o mais escuro. A diferença é que um está matando o outro.

Em nota, a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP, informou que está prestando assistência às propriedades rurais, com atendimento médico veterinário, alimentação e estrutura para resgate de animais. E que trabalha em parceria com órgãos públicos para recuperar as áreas atingidas.

Fonte: Globo Rural

Inundações e secas provocaram 83% de perdas agrícolas mundiais, diz FAO

Foram analisados 140 desastres em 67 países.
América Latina e Caribe perderam US$ 11 bilhões em produção agrícola.


As inundações e as secas provocaram 83% das perdas nas plantações e rebanhos entre 2003 e 2013, o que evidência o impacto severo que os desastres associados ao clima têm sobre o setor agrícola, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (26) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

A FAO, com sede em Roma, chegou a essa conclusão após analisar 140 desastres registrados em 67 países nesse período, e que afetaram pelo menos 250 miCerca de US$ 80 bilhões anuais foram perdidos nesses países, como resultado da redução da produção, sendo maiores os danos nos locais mais dependentes da agricultura, segundo o relatório publicado às vésperas da Cúpula do Clima de Paris.

O prejuízo econômico global – incluindo outros setores além da agricultura e todo o tipo de desastres naturais – foi calculado em US$ 1,5 trilhão. Já a média anual de desastres duplicou desde 1980.

A América Latina e o Caribe perderam US$ 11 bilhões em termos de produção agrícola, em 55% dos casos por causa de inundações e em menor medida por secas e tempestades.

Segundo o estudo, o país mais afetado da região foi o Brasil, após as inundações de 2009 no Nordeste e da seca de 2007 nas áreas de produção de café, que reduziram a safra em 10% e afetaram os preços internacionais do produto. Outros prejuízos significativos também foram registrados na Colômbia, México e Paraguai.

A Ásia concentrou cerca de 60% das perdas totais estimadas nessa década nos países em desenvolvimento – US$ 48 bilhões –, sobretudo pelo efeito das inundações em países como Índia, Filipinas e Paquistão.

Na África, os prejuízos foram de US$ 14 bilhões, principalmente provocados pelas secas, ameaçando a disponibilidade de alimentos e as economias em geral dos países subsaarianos.

Apenas três grandes desastres ocorreram no Oriente Médio nesse período, embora a região tenha sido a mais afetada em termos relativos ao registrar uma perda global de US$ 7 bilhões, concentrada em sua maioria após a seca de 2008 na Síria.

A FAO explicou que, em termos de produção, foram perdidos 333 milhões de toneladas de cereais, leguminosas, carne, leite e outros produtos básicos devido aos desastres naturais. A queda da produção agrícola após os fenômenos climáticos provocou um aumento das importações de alimentos no valor de US$ 33 bilhões, segundo o relatório.

Para combater esses fenômenos, a FAO pediu melhorias nos sistemas de informação sobre o impacto dos desastres na agricultura e avanços na capacidade de adaptação e mitigação dos efeitos com um maior investimento no setor.l pessoas.

Fonte: Globo Rural

Tecnovitis apresentará tecnologias para a vitivinicultura

Nos dias 02, 03 e 04 de Dezembro será realizada, no Salão da Linha 8 da Graciema, no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves-RS a Tecnovitis 2015. A Feira tem como objetivo apresentar as principais novidades em tecnologia para o setor vitícola da região. Um dos destaques desse ano é a apresentação da primeira máquina desenvolvida totalmente no Brasil para a colheita de uvas no sistema latada. Na programação do evento estão incluídas visitas técnicas à Embrapa Uva e Vinho; visitas monitoradas ao parreiral demonstrativo do Hotel Vila Michelon onde serão desenvolvidas atividades em conjunto pela Embrapa, Emater, IFRS - Bento Gonçalves e Fepagro; demonstração de experimentos desenvolvidos por empresas fabricantes de insumos agrícolas além da demonstração de diversas máquinas, produtos e tecnologias ligadas a todo o processo de produção vitícola.

Mais informações pelo e-mail tecnovitis2015@gmail.com

Fonte: Embrapa

Agricultores terão correspondente bancário para o Crédito Fundiário


Santa Catarina será o primeiro estado do Brasil a ter o Correspondente Bancário do Banco do Brasil (BB) para o Programa Nacional de Crédito Fundiário (Coban /PNCF). A ação, além de agilizar as contratações do programa, vai aproximar os agricultores do agente financeiro, facilitando o processo de abertura de contas, atualização de cadastro, entrega de documentação e demais atividades bancárias. 

O Coban vai funcionar nas Federações de Trabalhadores Rurais e da Agricultura Familiar e nos sindicatos ligados a elas. O lançamento do projeto piloto e a capacitação dos agentes que irão atuar no Coban foram realizados nesta quarta-feira (25), na Superintendência do Banco do Brasil, em Florianópolis (SC). A previsão da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de SC (Fetaesc) é que o correspondente bancário comece a funcionar já no próximo mês.

“O Coban vai facilitar muito a vida dos agricultores que desejam acessar o PNCF, uma vez que estes poderão resolver as pendências contratuais nos seus sindicatos e federações, sem precisar ir até a agência bancária. Por outro lado, fortalece bastante o sistema sindical, aumentando a confiança dos associados nas entidades”, comentou o diretor do Departamento de Crédito Fundiário do MDA, Francisco Ribeiro.

A ação é parte de um conjunto de estratégias, acordada entre Divisão de Crédito Fundiário da Diretoria de Agronegócio do BB (Dirag) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para otimizar as ações do BB no PNCF. A Criação do Coban foi uma das necessidades detectadas nas avaliações realizadas entre o Banco e o Departamento de Crédito Fundiário (DCF), do MDA.

Melhorando sempre

Para o assessor da Divisão de Canais BB da Dirag, Glenio Fontenele Viana, com o Coban o fluxo das contratações ficará mais ágil e menos burocrático. “Um ganho para o banco e para os agricultores”, assegurou.

De acordo com o representante da Fetaesc, Ivis Lopes, o corresponde bancário vai viabilizar um maior número de contratações do PNCF porque, além de diminuir a circulação de documentos, agiliza o atendimento às pendências, permitindo que as contratações ocorram num menor prazo de tempo. 

“Entendemos como um imenso ganho para os agricultores. Tínhamos dificuldade no diálogo com o Banco do Brasil, e isso acaba com a implantação do correspondente bancário. O Coban vai permitir atender prontamente as pendências e acompanhar todo o andamento das propostas”, disse, satisfeito, o diretor de Finanças da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de SC (Fetraf/ Brasil), Marcos Rosar.

Também participaram do lançamento: o gerente de Mercado Agronegócio da Superintendência do BB em SC, Isael Kremer; o diretor de Políticas da Agricultura Familiar e da Pesca de SC; Hilario Gottselig; e representantes do BB e da Unidade Técnica Estadual de SC.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Engenheiro investe R$ 30 mil e cria máquina descascadora de abacaxi

Hoje vende em média 6 unidades por mês, por R$ 18 mil cada.
Empresário teve ajuda do Sebrae para fazer o empreendimento dar certo.



O francês François Fernandes é engenheiro industrial e dono de uma fábrica de metrologia em Aparecida de Goiânia (GO). Há 3 anos ele viu uma oportunidade de diversificar a produção: não havia no Brasil uma máquina para calibrar a pressão de garrafas pet. No mercado, só tinha o equipamento importado.


François foi ao Sebrae e participou do Sebraetec, um programa que promove negócios na área de inovação tecnológica. O protótipo foi feito com ajuda do engenheiro mecânico Nelson Malavassi.

O custo do produto para o mercado é de R$ 100 mil - bem menos do que o modelo importado, que custa R$ 500 mil.

Em seguida, o empresário inventou também o descascador de abacaxis. Para fabricar esse utensílio, ele investiu R$ 30 mil. Hoje vende em média 6 unidades por mês, por R$ 18 mil cada.

O equipamento foi testado em uma fábrica de polpas, em Aparecida de Goiânia. Em 3 dias, o invento descascou 500 abacaxis. Este mesmo serviço feito à mão gastaria 15 dias.

CONTATOS:

SEBRAE
Central de relacionamento: 0800-570-0800
Site: www.sebrae.com.br

PRECISO METROLOGIA E QUALIDADE
Rua Maringá, Quadra 20A , Lote 25 – Vila Brasília
Aparecida de Goiânia – GO
Telefone: (62) 3280.3013
Site: www.precisometrologia.com.br
Email: preciso@precisometrologia.com.br

AKI TEM POLPAS
Av. Raposo Tavares, Quadra 15, Lote 16 – Vila João Vaz
Goiânia/GO – CEP: 7445-210
Telefone: (62) 9953-8324
Site: www.akitempolpas.com.br
Email: akitempolpas@hotmail.com

Fonte: G1 
Assista ao video da materia em http://goo.gl/G71Zwy


Embrapa organiza seminário sobre intensificação ecológica em fruticultura



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa – organiza, em Aracaju, o IV Seminário sobre Intensificação Ecológica da Fruticultura Tropical, de 2 a 4 de dezembro de 2015, com o propósito de divulgar esse conceito entre pesquisadores, professores, produtores e estudantes e apresentar perspectivas de aplicação nos sistemas de produção de coqueiro e citros.

O evento, organizado pela Embrapa Tabuleiros Costeiros com colaboração da Embrapa Mandioca e Fruticultura, faz parte das atividades do projeto "Sistemas de Produção Ecologicamente Intensivos de Coco e de Citros no Norte e Nordeste do Brasil" - SEIFRUT, que tem como finalidade gerar, desenvolver e adaptar conhecimentos e tecnologias para a intensificação ecológica dos pomares, além de propor sistemas de produção de coco e citros que favoreçam práticas e manejos que assegurem bons níveis de produtividade.

O Seminário pretende promover a discussão sobre o denominado SEI (Sistemas Ecologicamente Intensivos de produção). "Os SEI buscam maximizar as funcionalidades ecológicas e as regulações biológicas nos agroecossistemas com o propósito de assegurar elevados níveis de produtividade sem prejuízo para o meio ambiente", afirma o pesquisador Inácio de Barros da Embrapa Tabuleiros Costeiros que abre o ciclo de palestras abordando o conceito do sistema.

"O seminário contribuirá para fomentar a discussão sobre o uso de tecnologias que sejam, ao mesmo tempo, factíveis ao produtor, economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis", complementa o pesquisador. Nesse sistema, busca-se criar condições para que os mecanismos naturais sejam intensificados em vez de se subsidiar diretamente a produção com fertilizantes e pesticidas entre outros insumos. Os insumos são utilizados de forma racional, sempre associados às práticas agroecológicas, buscando-se com isso garantir ganhos na lucratividade sem comprometer o meio ambiente.

"Tendo em vista as características e a perspectivas de evolução das culturas do coco e dos citros nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, os SEIs apresentam-se como uma opção de primeira escolha como forma de promover o desenvolvimento sustentável dessas culturas nas referidas regiões", disse Inácio Barros.

Coordenado pelo pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Fernando Luis Dultra Cintra, o evento compreende também dois Dias de Campo, no dia 4 de dezembro, sendo um em Umbaúba (SE) e outro no Platô de Neópolis (SE).

As inscrições estão abertas, com público estimado de 100 participantes.

SERVIÇO:
IV SEIFRUT - Seminário de Intensificação Ecológica da Fruticultura Tropical
De 02 a 04 de dezembro de 2015
Publico estimado: 100 participantes
Local:
Embrapa Tabuleiros Costeiros
Auditório principal
Avenida Beira-mar, 3250 – Aracaju, Sergipe

Inscrições gratuitas em http://bit.ly/1NNKeSZ

Mais informações:
Av. Beira Mar, 3250 - Jardins, Aracaju - SE, 49025-040
Contatos: (79) 4009-1316



PROGRAMAÇÃO

02 / 12 /2015 

MANHà

08:00 às 09:30 

Cadastramento

09:30 às 10:00 

Abertura: Chefe da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Gestor do Macroprograma 2 da EMBRAPA - Competitividade e Sustentabilidade Setorial, Chefes de P & D da Embrapa Tabuleiros Costeiros e Embrapa Mandioca e Fruticultura

10:00 às 10:30 

Intervalo

10:30 às 11:30 

Palestra: Intensificação ecológica: uma nova ideia para os sistemas de produção de coco e citros e o projeto de pesquisa desenvolvido na Embrapa Tabuleiros Costeiros.

Palestrantes: Inácio de Barros (Embrapa Tabuleiros Costeiros), Carlos Roberto Martins (Embrapa Clima Temperado).

Moderador: Geraldo Stachetti Rodrigues (Embrapa Monitoramento Ambiental).

11:30 às 12:00 

Debates

TARDE 

14:00 às 15:20

(20 min cada participação) 

Painel 1: Manejo cultural para intensificação ecológica das culturas do coco e citros

Participantes:

Carlos Roberto Martins - Desempenho econômico e ambiental de sistemas consorciados à base de citros e/ou coqueiros

Humberto Rollemberg Fontes - Influência da gliricídia consorciada com coqueiro, no fornecimento de nitrogênio

Cláudio Leone – Efeito do adensamento dos plantios de citros na eficiência do uso da terra.

Edson Eduardo Melo Passos - Desenvolvimento do coqueiro anão verde em cultivo consorciado com fruteiras perenes

Moderador: Francisco Alisson da Silva Xavier

15:20 às 15:40 

Debates

15:40 às 16:00 

Intervalo

16:00 às 17:20

(20 min cada participação) 

Continuação do Painel 1

Mauricio Kadooka Shimizu - Aumento da eficiência do uso da terra através do uso de SAFs nas culturas do coqueiro e citros

Fernando Luis Dultra Cintra - Utilização de resíduos oriundos do coqueiral como estratégia para redução do volume da água de irrigação

Painel 2 - Manejo ecologicamente intensivo do solo e da água nas culturas do coco e citros

Participantes:

Francisco Alisson da Silva Xavier - Estoques de C e fixação de N em pomares de Laranjeira a partir do uso de coberturas vegetais.

Anderson Carlos Marafon - Utilização de gesso como estratégia para redução da expressão do adensamento e melhoria do ambiente radicular do coqueiro cultivado em solos coesos.

Moderador: Humberto Rollemberg Fontes

17:20 às 17:40 

Debates

03 / 12 / 2015 

MANHà

08: 00 às 09:20

(20 min cada apresentação) 

Painel 3 - Alternativas de manejo de pragas e doenças para a intensificação ecológica do sistema de produção de citros

Participantes: Antônio Souza do Nascimento - Levantamento de cigarrinhas de xilema vetoras do CVC e prospecção de fungos entomopatogênicos.

Antônio Souza do Nascimento - Flutuação e dinâmica populacional do vetor do HLB - D. citri em áreas com diferentes manejos culturais

Hermes Peixoto Santos Filho - Integração de métodos de controle químico e biológico da Podridão Floral dos Citros.

Hermes Peixoto Santos Filho - Avaliação da incidência e severidade de insetos-praga e doenças em combinações copa x porta-enxerto.

Moderador: Viviani Talamini

09:20 às 9:40 

Debates

09:40 às 10:00 

Intervalo

10:00 às 11:30

(30 min cada apresentação) 

Painel 4 - Alternativas ecológicas para manejo de pragas e doenças coqueiro

Participantes:

Aldomário Santos Negrisoli Júnior - Controle alternativo do ácaro da necrose Aceria guerreronis e da broca do estipe Rhinostomus barbirostris.

Dulce Regina Nunes Warwick - Uso de fungos hiperparasitas no controle do complexo lixas-queima do coqueiro nos Tabuleiros Costeiros.

Viviane Talamini - Prospecção e eficiência de antagonistas à resinose do coqueiro nos Tabuleiros Costeiros e Amazônia Oriental.

Moderador: Antônio Souza do Nascimento

11:30 às 12:00 

Debates


TARDE

14:00 às 15:30

(30 min cada apresentação) 

Painel 5 - Caracterização e sustentabilidade de sistemas de produção de coco em escala comercial

Participantes:

Carlos Roberto Martins - Caracterização técnica e econômica de diferentes sistemas de produção de coco e citros no Norte e Nordeste.

Inácio de Barros - Contabilidade Ambiental de diferentes sistemas de produção de coco e citros no Norte e Nordeste.

Geraldo Stachetti Rodrigues - Análise da sustentabilidade de diferentes sistemas de produção de coco no Norte e Nordeste.

Moderador: Marcelo Ferreira Fernandes


15:30 às 16:00 

Debates

16:00 às 16:30 

Intervalo

16:30 às 18:00 

Reunião Interna com equipe do projeto

Moderador: Fernando Luis Dultra Cintra

04/12/2015 

MANHà

7:30 às 14:00 

Dia de campo Coqueiro

Local: Empresa H DANTAS, Platô de Neópolis

Estratégias de cobertura do solo na zona do coroamento de coqueiro anão para redução do volume da água de irrigação, melhoria do solo e aumento de produtividade. Fernando L D Cintra e Ronaldo S Resende

Discussão sobre complexo lixa-queima e Resinose. Dulce R Warwick e Viviane Talamini.

Dia de Campo Citros

Local: Campo Experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Umbaúba, SE

Adensamento de plantios de citros: resultados de estudo, discussão sobre vantagens e desvantagens da prática. Cláudio Leone

Controle de pragas e doenças que ocorrem na citricultura do Norte da Bahia e Centro Sul Sergipano. Antônio S Nascimento e Hermes Peixoto

Gliricidia sepium em consórcio com citros. Antônio Carlos Barreto


Ivan Marinovic Brscan (1634/09/58/DF) 
Embrapa Tabuleiros Costeiros 
tabuleiros-costeiros.imprensa@embrapa.br 
Telefone: 79 4009-1381

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Melhoramento genético faz ressurgir variedade de laranja típica do Ceará

A laranja de Russas, uma variedade típica do Ceará, está renascendo.
Melhoramento genético ajuda produtor a evitar doença causada por fungo

Foto: Divulgação Globo Rural

A laranja de Russas, uma variedade típica do Ceará, está renascendo. Depois de correr o risco de desaparecer, recuperou-se graças ao melhoramento genético.

Russas, na região do Jaguaribe, é conhecida também como terra da laranja. A cidade dá nome a uma variedade da fruta, que já foi a principal fonte de renda dos produtores. Hoje os pés estão carregados e é difícil até acreditar que durante muitos anos o plantio enfrentou uma crise.

O técnico agrícola Joãozito Paz lembra que duas grandes enchentes, a última em 1985, afetaram os pomares e destruíram 90% dos laranjais da região.

As inundações ajudaram a propagar a gomose, doença causada por um fungo, que não atinge diretamente a laranja, mas compromete a árvore da raiz aos galhos. “Os produtores não tinham conhecimento dessa doença, que é através de um fungo. Começam a perder a produção e começou a desistência dos agricultores”, conta o técnico agrícola.

A gomose começa como se fosse uma pequena ferida no tronco da árvore. Ela vai crescendo e comprometendo a produtividade. Se a doença avançar, uma fenda surge na raiz da árvore. O dano é profundo.

Preocupados com a situação, pesquisadores da Embrapa de Cruz das Almas, na Bahia, foram para o Ceará em 2012, colheram mudas que ainda não tinham sido afetadas pela doença e levaram para análise. Elas foram melhoradas com enxertos e deram início a novos pomares.

Os laranjais deixaram de ser plantados com sementes. "A ideia é que a gente possa aumentar novamente a oferta no mercado para que o consumidor possa novamente reapreciar essa fruta que foi, por muito tempo, muito apreciada na região", explica Leandro Loureiro, estudante de agronomia.

Hoje a região tem 30 pomares implantados. Cada um tem de 200 a 400 pés de laranja. Como a produção com as mudas melhoradas ainda está na fase inicial, a previsão é colher apenas 2.500 laranjas no primeiro semestre do ano que vem.

Fonte: Globo Rural

Citros/Cepea: demanda se desaquece, mas preço ainda está firme


Houve leve retração na procura por laranja no mercado in natura paulista nesta semana, mas os preços ainda estão firmes, por conta da baixa oferta de laranjas de qualidade e da maior demanda da indústria. Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a laranja pera tem média de R$ 16,33/caixa de 40,8 kg, na árvore, alta de 2% em relação à média da semana anterior.

Quanto às exportações brasileiras de suco de laranja, na parcial desta safra (julho a outubro/15), estão bem inferiores às do mesmo período da anterior. Esses dados sinalizam que os Estados Unidos ainda não aumentaram a demanda pelo suco brasileiro, apesar de a Flórida colher uma safra bastante reduzida – de apenas 74 milhões de caixas, segundo o USDA, praticamente metade do produzido há cinco anos.

A previsão é que a demanda pelo suco brasileiro se aqueça nos próximos meses, à medida que os estoques norte-americanos forem baixando.

Fonte: Cepea/Esalq

RJ: Rio Rural leva produtores para conhecerem fruticultura irrigada

Excursão com agricultores de Itaocara mostra na prática que plantio diversificado de frutas é opção mais rentável


Oito produtores rurais de Itaocara participaram na última semana de uma excursão promovida pelo Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, e pela Emater-Rio, com o objetivo de divulgar novas técnicas de plantio e incentivar a diversificação de culturas. Os locais visitados foram o Sítio Providência, da microbacia Córrego Liberdade, em Carabuçu, e a Fazenda Califórnia, da microbacia Córrego de Santo Eduardo, em Mutum de Cima, ambos distritos de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste do estado.

- Todos esses produtores são olericultores, plantam hortaliças como quiabo, tomate e jiló e estão tendo a oportunidade de ver de perto plantações de frutas como goiaba e uva. Eles, que já recebem incentivos do Rio Rural, têm agora o apoio necessário para essa diversificação de plantio. A fruticultura irrigada é incomum em Itaocara, mas já está sendo incorporada pelos agricultores e, por meio do programa, alguns já plantam coco, graviola e banana - informou o extensionista da Emater-Rio e técnico executor do Rio Rural, Evanildo Rangel Junior, que participou da excursão.

A demanda por frutas é crescente no mercado e a fruticultura irrigada é a atividade agrícola que mais vem se expandindo nos últimos anos. Por utilizar uma irrigação de baixa pressão, o sistema proporciona economia de água, gera aumento na produção e oferece frutos de melhor qualidade. A inovação, segundo Evanildo, fica por conta da fertirrigação, uma técnica de adubação que utiliza a água para levar nutrientes ao solo cultivado.

- Dependendo do tipo de plantação é feita a escolha do sistema de irrigação mais conveniente, podendo-se utilizar técnicas como microirrigação (por gotejamento) ou por microaspersão (com intervalo de irrigação), diminuindo também a mão de obra - destacou.

Com os incentivos do Rio Rural, os agricultores se sentem motivados a melhorar suas atividades, aumentando seus ganhos e fortalecendo as cadeias produtivas. Foi pensando assim que o produtor Luciano Figueira Faria, da microbacia Valão do Barro Preto, de Itaocara, resolveu expandir seus negócios.

- Estou participando dessa excursão para aprender mais sobre as práticas do cultivo de frutas e os tipos de irrigação. Além das hortaliças, já estou com uma lavoura de graviola e, com o incentivo do Rio Rural, venho melhorando a irrigação do meu pomar. Estou agora vendo outras culturas para investir mais. Pretendo cultivar também banana prata - disse.

Quem já expandiu suas atividades, de olho no mercado consumidor, dá o exemplo. É o caso dos produtores Paulo Couto de Almeida, proprietário do Sítio Providência, da microbacia Córrego Liberdade, um dos lugares visitados pela excursão, e Sandro José de Souza Abreu, seu sócio.

- Trabalhamos com goiabas cortibel e paluma e também na agroindústria, com a fabricação de goiabada e outros doces. Por meio do Frutificar e do Rio Rural estamos implantando novas tecnologias; inclusive já temos uma bomba melhor para irrigação do pomar - explicou Paulo Almeida.

Nas plantações de goiaba de Bom Jesus do Itabapoana, os produtores de Itaocara puderam observar os cuidados e as práticas adotadas para um cultivo rentável. O produtor José Alberto Muniz Monteiro, da microbacia Valão do Pati, em Itaocara, foi um dos mais interessados.

- Já estou produzindo goiaba e limão e com os recursos do Rio Rural vou adquirir novas mudas. Também quero plantar coco e investir na apicultura - frisou.

O amigo dele, Gerson Fagundes Moreira, da microbacia Valão do Papagaio, trabalha com hortaliças, mas quer começar a diversificar com o plantio de frutas.

- Acho muito importante os incentivos que temos do programa para investir em nossas lavouras. Quero adquirir uma bomba para irrigação e estou aqui hoje para ver e depois poder aplicar essas técnicas de plantio na minha propriedade - contou o produtor.

Na Fazenda Califórnia, da microbacia Córrego de Santo Eduardo, em Mutum de Cima, os agricultores visitaram plantações de uvas Niagara Vermelha e Isabel. Lá puderam verificar novas técnicas de plantio que vêm dando ótimos resultados.

O produtor rural Jari Alexandre de Souza, da microbacia Valão do Pati, que cultiva apenas tomates, pensa também em diversificar sua lavoura.

- Quero investir em outro tipo de plantio, como o de frutas. Com os incentivos, pretendo adquirir uma bomba para irrigação. Essa ajuda é essencial - acrescentou.

O mesmo relatou o produtor Cristiano de Barcelos Silva, da microbacia Valão do Pati.

- Com o Rio Rural vou adquirir uma boa roçadeira para minha propriedade - mencionou.

A visita a Bom Jesus do Itabapoana teve a participação de produtores de três microbacias de Itaocara: Valão do Pati; Valão do Barro Preto e Valão do Papagaio.

Sustentabilidade dos sistemas produtivos
O Rio Rural investe na orientação técnica e oferece incentivos financeiros para a melhoria da qualidade da produção, integrando práticas de preservação ambiental nas propriedades. Extensionista da Emater-Rio, Evaldo Gonçalves Júnior diz que todos os agricultores recebem recursos do Rio Rural para projetos como conservação do solo, preservação de áreas de recarga e proteção de nascentes. Ele explica que os investimentos são complementados por atividades como excursões, reuniões técnicas, demonstração de métodos e fomento à aquisição de plantas de melhor qualidade.

- No processo de diversificação de culturas e introdução de novas tecnologias, boas práticas ambientais fazem toda a diferença. Oferecer aos produtores noções agroecológicas desperta neles um maior interesse em investir no campo - concluiu.

Busca de qualidade de vida vai “mudar agronegócio brasileiro”


“Somos o que comemos, diz uma velha filosofia. E quanto mais recebemos informações da qualidade de cada alimento e quanto mais a tecnologia nos permite saber o que não sabíamos, mais isso vai mudar o agronegócio”. A projeção é do professor José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS).

Segundo ele, “em apenas um ano o consumo de frutas e hortaliças cresceu no Brasil 60%. Agronegócio tem a ver com a busca de qualidade de vida. Mesmo com esse consumo crescente, apenas 24% dos brasileiros comem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de hortifrutícolas”.

“Batata doce é um caso interessante que virou produto preferido dos atletas, depois de notícias veiculadas na mídia sobre as virtudes da querida e deliciosa batata doce. Muitos nichos existem e serão explorados por um novo empreendedorismo, reunido ao cooperativismo”, explica o especialista.

De acordo com Tejon, “setores como os orgânicos, hidropônicos, biodinâmicos, minimamente processados e agroindustrializados e, mesmo não vamos mais jogar fora produtos bons, apenas por não serem belos. Os produtos feios são tão bons quanto os bonitinhos. Nesse sentido os novos feirantes não vendem mais apenas frutas e hortaliças, fazem discursos dando aulas nas feiras sobre as virtudes de cada produto”.

Fonte: Agrolink