segunda-feira, 16 de novembro de 2015

G-20: Dilma mostra preocupação com nova onda de subsídios agrícolas

Dilma alertou que a atua desaceleração de algumas economias importantes e os preços mais baixos das commodities, pode levar alguns países a adotarem medidas protecionistas


A preocupação com o aumento dos subsídios agrícolas fez parte do discurso da presidente Dilma Rousseff no almoço de abertura da reunião de cúpula das 20 maiores economias do mundo, o G-20. A presidente brasileira também cobrou dos países responsabilidades diferenciadas nas metas para o clima. Dilma sugere que economias ricas tenham maiores responsabilidades e apoiem nações em desenvolvimento.

Durante o discurso, Dilma alertou que o atual cenário econômico - desaceleração de algumas economias importantes e os preços mais baixos das commodities - pode levar alguns países a adotarem medidas protecionistas. Como negociadores brasileiros têm sinalizado nas últimas semanas, Dilma demonstrou preocupação com a possibilidade de que a queda do preço das matérias-primas aumente a concessão de subsídios, especialmente os agrícolas.

Apesar da preocupação com subsídios a alguns setores do campo, Dilma ressaltou a importância de se proteger pequenos produtores nos países mais pobres. A presidente lembrou que são esses produtores que respondem pela maior da oferta de alimentos no mundo.

Fora da economia, Dilma expressou o desejo do Brasil de que o mundo alcance um acordo justo e, ao mesmo tempo, ambicioso e duradouro na conferência sobre o clima, a COP, que será realizada nos próximos dias em Paris. Ao lembrar que o Brasil tem avanços nesse tema, a presidente defendeu que países devem ter responsabilidades comuns nas metas para redução da emissão de carbono, mas defendeu que haja referências "diferenciadas".

Fonte: Estadão Conteúdo /DCI

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Preços do cacau atingem máxima de 4 anos e meio por preocupação com Costa do Marfim

Fonte: Divulgação Agrolink
Os contratos futuros do cacau atingiram uma nova máxima de quatro anos e meio nesta quinta-feira na bolsa de Londres com preocupações com o clima seco durante o verão na Costa do Marfim, maior produtor global, e com sinais técnicos após um mês de altas.

Operadores disseram que o mercado está observando atentamente o fluxo de cacau que sai da Costa do Marfim, com alguns estimando que os embarques podem começar a cair em breve.

"As chegadas de cacau nos portos esta semana devem ficar mais perto de 50 mil toneladas do que de 60 mil toneladas, o que é um passo certo na direção de preços mais elevados", disse um analista.

O Commerzbank disse, em uma nota, que "agentes do mercado acreditam que a alta de preços deve-se aos temores de que o tempo seco que prevaleceu nas áreas cultivo da Costa do Marfim em agosto e setembro pode ter prejudicado a safra principal que está atualmente sendo colhida."

O contrato futuro do cacau com vencimento em março tocou 2.245 libras por tonelada, maior valor para o segundo contrato desde março de 2011.

Os preços acumulam alta de cerca de 8 por cento desde meados de outubro.

Citros/Cepea: vendas de laranjas diminuem, mas preço segue firme



Fonte: Divulgação CEPEA
As vendas de laranja diminuíram nesta semana no mercado paulista in natura. Segundo colaboradores do Cepea, a paralisação de caminhoneiros foi o principal motivo. Apesar de os impactos da greve não serem observados em todos os estados, o temor de que as cargas ficassem paradas nas estradas, podendo haver perdas ou redução na qualidade, fez com que compradores reduzissem os pedidos.

Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a pera tem média de R$ 15,97/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 1,3% ante a semana passada. Quanto ao mercado de lima ácida tahiti, os preços recuaram novamente com força. A elevada disponibilidade de frutas de baixo calibre é o principal motivo da retração, já que produtores tentam aproveitar o período de preços altos para escoar pelo menos parte da produção.

Na parcial da semana, a tahiti tem média de R$ 61,31/cx de 27 kg, colhida, queda de 20,2% em relação à anterior. Na próxima semana, os valores devem continuar em baixa, por conta da crescente oferta de frutos miúdos.

Fonte: Cepea/Esalq

RJ: cultivares de maracujá com alta produtividade e resistência a doenças atraem público nacional e estrangeiro


Um grupo de quinze colombianos dentre empresários, produtores, técnicos, cientistas e membros do Governo estiveram no Brasil na última semana para discutir estratégias para preservação, conservação, uso de recursos genéticos e desenvolvimento de novas cultivares de maracujá. Eles realizaram, com produtores e técnicos brasileiros, visitas ao Banco de Germoplasma &39;Flor da Paixão&39; da Embrapa Cerrados e a fruticultores altamente tecnificados da região de Planaltina (DF).

Também participaram do Dia de Campo APL Maracujá e do Seminário sobre Aproveitamento dos Resíduos das Indústrias de Suco e Polpa de Maracujá, em Bom Jesus de Itabapoana (RJ), promovido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, em conjunto com a Embrapa Cerrados, Embrapa Agrobiologia, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF- Bom Jesus do Itabapoana-RJ), Universidade Estadual Norte Fluminense (Uenf), Empresa Extrair Óleos Naturais e outros parceiros.

As Redes de Pesquisas em Melhoramento Genético e Desenvolvimento Tecnológico das Passifloras, liderada pela Embrapa Cerrados, e o Projeto Arranjo Produtivo Local (APL) do Maracujá, liderado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, conquistaram significativos resultados nos últimos anos no Brasil; o que atraiu o interesse do Corporación Centro de Desarrollo Tecnológico de las Pasifloras de Colombia-Cepass. O Programa de Melhoramento Genético de Passiflora da Embrapa Cerrados trabalha com mais de 80 espécies nativas de maracujá e muitas delas produzem frutos comestíveis de grande valor comercial.

Entretanto, apenas a espécie Passiflora edulis Sims (maracujá azedo) possui cadeia produtiva totalmente estruturada no Brasil. Recentemente, foi lançada a cultivar de Passiflora setacea D.C. BRS Pérola do Cerrado (www.cpac.embrapa.br/lancamentoperola) que tem sido muito bem aceita pelos produtores e consumidores, de modo que a cadeia produtiva está sendo fortalecida e estruturada a cada dia. "Os colombianos trabalham com seis espécies de passiflora, e boa parte da produção vai para exportação com alto valor agregado. Temos muito o que aprender com eles em relação ao uso da biodiversidade nativa e ao desenvolvimento de estratégias de comercialização", afirma Fábio Faleiro, pesquisador da Embrapa Cerrados.

Já os colombianos foram atraídos ao Brasil pelo sistema produtivo do maracujá com frutos geneticamente melhorados e pelo processo de aproveitamento de resíduos resultantes da produção de sucos e polpas. Produtores brasileiros chegam a produzir mais de 50 toneladas de maracujá por hectare por ano utilizando cultivares melhoradas geneticamente e tecnologias no sistema de produção com as podas, adubações, irrigação e polinização manual.

Dia de Campo APL Maracujá
Com o grupo de colombianos, mais de cento e sessenta pessoas participaram do Dia de Campo do Projeto APL Maracujá, realizado no IFF-Bom Jesus de Itabapoana – RJ e na Unidade Demonstrativa de São José de Ubá (RJ) no dia 5 de novembro. A abertura contou com presença do Secretário Municipal de Agricultura, Sebastião Vieira, da Pró-Reitora de Extensão do IFF, Paula Bastos e do Presidente da Sociedade Brasileira de Fruticultura e Professor da Universidade do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Almy Carvalho. "Na cultura do maracujá são os pequenos produtores rurais que demandam mais tecnologia e inovação. Por isso, é preciso fortalecer a rede de pesquisa e extensão, conectar os elos da cadeia produtiva e dialogar mais para ter comprometimento para superar os desafios ainda presentes aqui no Estado do Rio de Janeiro", afirmou o líder do projeto APL Maracujá e pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Sergio Cenci.

Na parte da manhã foram realizadas seis palestras, com destaque para os avanços no sistema produtivo e novas cultivares resistentes às pragas e doenças, desenvolvidas pela Embrapa e Uenf, e novos produtos dos resíduos da indústria de suco e polpa de maracujá. "Isso deve atrair novos produtores para a cultura do maracujá nessa região", ressaltou Clinimar Amaral, responsável pela Unidade Demonstrativa do projeto APL Maracujá de Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

Na visita à Unidade Demonstrativa de São José de Ubá (RJ), no Sítio Boa Mente, de propriedade do Sr. José Roberto, os participantes puderam ver o uso da tecnologia de porta-enxertos em variedades desenvolvidas pela Embrapa, como o BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e o BRS Rubi do Cerrado, como solução para o problema de morte prematura das plantas do maracujá. O plantio de pouco mais de 400 pés de maracujá consorciado com citrus (laranja) garante uma boa renda para a família. "Cheguei a colher onze toneladas na primeira colheita e a vender o quilo de maracujá a cinco reais. Além disso, o custo de produção de maracujá é baixo, comparado a outras culturas", conta o produtor rural, José Roberto.

Inovação tecnológica para aproveitamento dos resíduos da indústria de maracujá
Das 900 mil toneladas de colheita anual de maracujá no Brasil, cerca de 40% vai para a indústria, especialmente para produção de sucos e polpas. O fruto do maracujá é constituído de casca (50%), polpa (35%), sementes e arilo (15%); ou seja, cerca de dois terços da fruta ainda são descartados pela indústria. Um estudo prévio realizado pela Uenf indica que um valioso tesouro está indo para o lixo. "O suco não é o produto de maior valor agregado, e sim os coprodutos resultantes do aproveitamento dos resíduos", afirmou o Professor Éder Dutra, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf).

O adequado tratamento e purificação das cascas, do arilo e das sementes do maracujá, resultantes do processamento para produção industrial de sucos e polpas podem gerar produtos com alto valor comercial para a indústria alimentícia e cosmética. Duas patentes relativas a esses processos já foram depositadas pela Uenf e Embrapa no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Um equipamento que segue esses processos também está em vias de produção pela empresa Zontainox, parceira do projeto.

Assim, os coprodutos do processamento do maracujá poderão ser mais facilmente obtidos com esse equipamento acoplado à linha de produção, que deve multiplicar o ganho para as indústrias alimentícias. "Faltava tecnologia aqui no Brasil, mas estamos trabalhando para lançar esse equipamento inovador. A previsão é que chegue ao mercado em 2016", contou Sandro Reis, da Indústria Extrair Óleos Naturais.

Durante o Seminário sobre Aproveitamento dos Resíduos das Indústrias de Suco e Polpa de Maracujá realizado, foram apresentados estudos e tecnologias para utilização culinária do óleo de maracujá, para produção de farinha rica em pectina a partir do arilo seco da polpa e do albedo da casca, além do uso da semente desidratada diretamente pela indústria de alimentos. "Estamos montando um cluster industrial para pequenos produtores de passiflora, por isso viemos aprender com a experiência do Brasil com produção industrial e aproveitamento de resíduos", disse a Diretora do Cepass-Hiula da Colômbia, Marisol Parra.

O processamento do fruto de maracujá também atraiu os empresários da Bionergia Orgânicos, Osvaldo Araújo e Evanilson Montenegro, da cidade de Lençóis na Bahia. Em uma área de cerca de 3.500 hectares, eles trabalham em um dos maiores projetos agroindustriais de fruticultura orgânica do país, em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA). Lá, já estão sendo cultivados com sucesso, diferentes variedades de maracujá no sistema orgânico, além de inúmeras outras frutas como acerola, manga, goiaba, umbu e abacaxi.

O projeto prevê a formação de parcerias produtivas com incentivo à agricultura familiar. "Em até dois anos, pretendemos estar com a indústria de polpas de frutas em operação. Como trabalhamos em um sistema de produção com tecnologias limpas e sustentáveis, interessa-nos utilizar o processo de reaproveitamento de resíduos", disse o empresário Osvaldo Araújo, da Bioenergia Orgânicos. O evento também atraiu os empresários da Doce Vida Alimentos de Anápolis (GO), interessados na tecnologia de produção de óleo da semente e da farinha da casca do maracujá.

Curso de Especialização em Produção Integrada de Frutas

LOCAL DO CURSO: CAMPUS DE BAURU - UNESP (FUNDEB)


É um sistema de produção sustentável, mais eficiente na aplicação de recursos naturais e regulação de mecanismos para a substituição de insumos poluentes, utilizando instrumentos adequados de monitoramento dos procedimentos e a Rastreabilidade de todo o processo, tornando-o economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo. As boas práticas agrícolas propostas pela Certificação em Produção Integrada permite a oferta de frutos com segurança alimentar.

A Certificação na Produção de Frutas conhecida por Globalgap é uma exigência obrigatória no processo de Exportação, sendo que suas normas envolvendo os aspectos tecnológicos, sociais e ambientais, representam uma crescente demanda de mercado por parte das empresas produtoras de frutas e certificadoras, que muitas vezes, possuem dificuldades em encontrar profissionais habilitados neste segmento. Além disso, observa-se claramente uma valorização crescente por frutos com rastreabilidade e segurança alimentar pelos consumidores no mercado interno, onde as boas práticas agrícolas envolvidas no processo de produção são indispensáveis. Apesar de não ser aceita pelo mercado internacional equivalência entre as Certificações Globalgap e Produção Integrada (PI) na exportação de frutas, ambas possuem a mesma filosofia, sendo que a PI é mais específica, pois foi elaborada com a participação efetiva do setor produtivo, ensino, pesquisa e extensão, focada em cada frutífera. Atualmente as fruteiras de maior expressão econômica já possuem estabelecidas as normas técnicas para adesão voluntária a Certificação e encontram-se publicadas no MAPA. Pelo exposto, o Curso de Especialização envolvendo 22 docentes de 05 Campus da UNESP, APTA, ESALQ/USP, WQS Certificadora e Consultores privados, pretende aprimorar a formação de graduados em Ciências Agrárias, Biológicas e de Administração, visando contribuir com material humano qualificado nos processos de Certificação e Produção Sustentável de Frutas.

Docentes da UNESP envolvidos: Bauru, Botucatu, Jaboticabal, Ilha Solteira e Registro;

Entidades parceiras: APTA, ESALQ/USP, CATI, HOLANTEC, WQS Certificadora.

Neste sentido, o Departamento de Ciências Biológicas (DCB) da Faculdade de Ciências da UNESP – Campus de Bauru, com o objetivo de atender a esta demanda de mercado e necessidade de formação e atualização continuada destes profissionais, criou o o Curso de Especialização em Produção Integrada de Frutas – CEPIF.

O curso é regido pela Regulamentação dos Cursos de Especialização da UNESP (Resolução UNESP n.36/2015) e será ministrado por um corpo docente altamente qualificado e com larga experiência profissional em sua área de atuação, tendo uma carga horária total de 498 horas.


PÚBLICO ALVO: Profissionais das áreas afins às Ciências Agrárias, Biológicas e Administração.

PROCESSO SELETIVO 2016

Período de Inscrição: 04/01/2016 a 29/01/2016

Período de Seleção: 01/02/2016 a 05/02/2016

Resultado do Processo Seletivo: 10/02/2016

Prazo para recurso: 11 e 12/02/2016

Análise do recurso: 18/02/2016

Período de Matrícula: 22/02/2016 a 26/02/2016

Período de aulas do Curso: 04/03/2016 a 24/06/2017 – acesse aqui o cronograma completo

Entrega da versão da monografia para defesa: 15/07/2017

Horário das aulas: Sábados das 8 h às 18 horas – semanalmente com férias entre os 03 módulos.

Número mínimo de vagas: 20 vagas

Número máximo de vagas: 28 vagas

Edital: em breve

MAIS INFORMAÇÕES

Seção Técnica de Pós-graduação da Faculdade de Ciências de Bauru

Telefone: (14) 3103-6077 ou (14) 3103-6174


FUNDEB – Fundação para o Desenvolvimento de Bauru

Secretaria dos Cursos de Especialização

Telefone: (14) 3281-6038 – ramal 6946

Fortalecimento da economia no bloco sul-americano depende de acordos multilaterais


Acordos comerciais multilaterais têm impacto concreto e contribuem para o desenvolvimento da economia de seus signatários. O Tratado de Livre Comércio Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), assinado em outubro após longos anos de negociações, busca eliminar todas as barreiras tarifárias e não tarifárias de exportação entre seus membros. A dinâmica das negociações internacionais entre governos com o apoio da iniciativa privada, pautou o último dia do 3º Fórum de Agricultura da América do Sul em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer (MON).

O TPP foi assinado por 12 países que controlam 40% da economia mundial, 40% dos investimentos e 25% do comércio internacional. Na América do Sul, apenas Chile e Peru compõem o acordo. Segundo a adida agrícola do Chile no Brasil, Maria José Campos Herrera, a adesão ao tratado só foi possível porque o grupo de negociações conseguiu ouvir as reivindicações do governo, da iniciativa privada e das organizações civis. “E trabalhávamos sempre com informações atualizadas, para conseguirmos identificar onde estavam as áreas sensíveis e os pontos de interesse.”

O sócio do escritório de advocacia Porter Wright Morris & Arthur dos Estados Unidos, Leslie Glick, também participou da conferência “Negociações internacionais sob a perspectiva do comércio agrícola”, que foi moderada pelo consultor da Legex, Fabio Carneiro Cunha.

Os entraves internos e custos que diminuem a competitividade do bloco em relação a outros continentes também foram destrinchados durante o Outlook Forum. Na sexta-feira (13), o déficit energético enfrentado por países como o Brasil foi tema da conferência “O custo e a economia da energia renovável”, que contou com a presença de Julio Minelli, diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), Maurício Pellegrino, diretor da EnergiCiti, Ricardo Blady, vice-presidente da Nexsteppe na América do Sul.

Segundo os especialistas, as alternativas ao impacto do aumento da tarifa elétrica no agronegócio estão nas próprias propriedades, como as gorduras animais e os óleos recuperados, e atividades do setor. “Muito daquilo que não se presta atenção dentro na propriedade pode ser insumo para se resolver o problema de um outro insumo – energia elétrica – de modo a transformar esse repentino momento de custos em oportunidade”, afirma Maurício Pellegrino.

Encerramento

A conferência de encerramento “A responsabilidade e os desafios da América do Sul rural” apontou a necessidade de se derrubar fronteiras entre a cidade e o campo. De acordo com a representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura do Chile (IICA) e secretária técnica do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), Maria Alejandra Sarquis, o público urbano precisa ser comunicado sobre os benefícios gerados pelo agronegócio. Em sua opinião, tem muita coisa no dia a dia das pessoas que vem da agricultura que ainda é desconhecido.

O diretor do departamento de economia agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Wilson Vaz de Araújo, salientou a importância de se aumentar o subsídio à atividade agrícola para o crescimento da competitividade no agronegócio mundial.

Enxertia e poda verde em videiras são temas de Dia de Campo em Dois Lajeados


A Emater/RS-Ascar e a Embrapa Uva e Vinho realizaram, na quinta-feira (12/11), um Dia de Campo sobre enxertia e poda verde em videiras. A atividade, acompanhada por cerca de 70 agricultores dos municípios de Dois Lajeados e Muçum, foi realizada na propriedade do agricultor Azis Ferrari, da localidade de Linha Emília, em Dois Lajeados. Na ocasião, foram disponibilizadas duas estações com os temas "Enxertia verde na videira", ministrada pelo analista da Embrapa Uva e Vinho, Daniel Grohs, e "Manejo da copa e poda verde", apresentada pelo técnico Roque Zílio, da mesma entidade.

Manejo integrado das doenças da videira, qualidade de mudas e opções de cultivares desenvolvidas pela Embrapa também foram tratados por meio de materiais entregues aos agricultores. Para o anfitrião, foi uma grande satisfação poder receber um grupo grande de produtores para trocas de experiências e aquisição de conhecimentos. Ainda que já esteja na atividade desde 1992, Ferrari garante sempre ter o que aprender e melhorar. "O manejo da uva tem algumas exigências que obrigam o produtor a se qualificar para não ficar pra trás", analisa.

Com cinco hectares de área em produção, Ferrari colhe por safra cerca de 150 toneladas de frutos, que são vendidos para três cantinas da Serra Gaúcha. Além de uvas, o agricultor possui cinco hectares de milho para silagem, também comercializados, na propriedade que divide com a esposa, filha e mãe. "Posso dizer que estou satisfeito, apesar das dificuldades enfrentadas nesse ano em razão do clima", salienta o agricultor, que antes de retornar à propriedade dos pais trabalhava como "peão", como ele mesmo define, para outro produtor.

O agricultor Cláudio Zanotelli, da Linha 20 de Setembro, em Muçum, também se queixa das condições climáticas desse ano - com períodos de muita chuva, intercalados com dias frios e de calor. Ainda assim, não desanima. Na última safra colheu cerca de 15 toneladas de uvas Bordô e Francesa, variedades que cultiva em uma área de um hectare. "Para este ano plantei mais meio hectare e penso que posso ir crescendo daqui para frente", projeta o produtor, que recebe uma média de R$ 0,90 por quilo da fruta.

Ainda que os produtores estejam animados com a manutenção de suas videiras, um levantamento recente feito com o apoio da Emater/RS-Ascar constatou a redução da área plantada e do número de agricultores envolvidos com a atividade nos últimos anos. "Em 2009, tínhamos 225 viticultores e uma área plantada de 800 hectares", recorda o técnico agrícola da Instituição, Jorge Capellaro. Hoje, são 500 hectares e em torno de 180 produtores envolvidos com a atividade. "Muitos investiram na bovinocultura leiteira, que tem se fortalecido nos últimos anos como alternativa de renda permanente e mais segura", ressalta.

A explicação de acordo com o supervisor regional da Emater/RS-Ascar, Cezar Burille, está nos problemas enfrentados pelos agricultores, que podem ter influenciado nessa redução. O surgimento de doenças de solo em muitas áreas, a falta de mão de obra, o atraso no pagamento das entregas pelas empresas compradores e a remuneração reduzida são apontados como fatores determinantes para essa mudança de cenário. "Dificilmente esses números voltarão a aumentar, sendo importante, por isso, qualificar os agricultores que permanecem na atividade, por meio de ações como a de hoje", finaliza Burille.

Fonte: Emater - RS

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Feira de agronegócios discute produção de abacaxi em Frutal

Evento será realizado nos dias 20, 21 e 22 de novembro.
Produção no município chegou a 82,8 mil toneladas na safra 2014/2015.


Foto: Eliete Marques/G1
Com o objetivo de fechar novos negócios e trocar informações técnicas, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) promove nos dias 20, 21 e 22 de novembro, no distrito de Aparecida de Minas, em Frutal, a Feira Regional do Agronegócio do Abacaxi. Além dos agricultores locais, o evento reunirá ainda, produtores da fruta de toda a região.

Segundo a Emater, o distrito de Aparecida de Minas concentra o maior número de produtores de abacaxi de Frutal. Dos cerca de 200 agricultores que se dedicam à abacaxicultura no município, cerca de 160 são da comunidade. Só na safra 2014/2015, a produção no município chegou a 82,8 mil toneladas da fruta.

“O objetivo é compartilhar conhecimentos sobre a cultura do abacaxi, trocar experiências e ainda ter a oportunidade de fechar negócios”, explicou o gerente regional da Emater-MG, Gustavo Laterza, sobre o evento. Segundo o gerente, a empresa vai manter um plantão técnico à disposição dos participantes da Feira, para eventuais dúvidas e informações.

No sábado (21), a Feira de Agronegócio do Abacaxi realizará uma mesa redonda para debater a implantação de um programa interinstitucional de modo a fomentar o plantio da fruta e sua qualidade.

Ainda durante o evento, a Emater será responsável por ministrar uma oficina e ensinar preparo de pratos que levam o abacaxi com ingrediente. Segundo a técnica em bem-estar social da empresa, Regina Célia Martins, será uma oficina que atuará como um estímulo aos participantes. “Vamos preparar três receitas, mas esse trabalho será apenas o início de muitos. Para o ano que vem pensamos em um curso”, argumentou Martins.

A oficina será também no sábado, das 8h às 12h, na Escola Municipal Rural, local onde também ocorrerão as palestras do evento.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (34) 3423-6002 ou no e-mail: agricultura@frutal.mg.gov.

Fonte: G1

Pesquisa utiliza ácaros no controle biológico de produção de morangos

Pesquisa da Univates evita que produtores utilizem pesticidas
 (Foto: Tuane Eggers / Univates)

Os ácaros são seres tão pequenos que, muitas vezes, nossos olhos não são capazes de vê-los. Eles estão em todos os lugares e são, inclusive, causadores de doenças – tanto em espécies animais quanto em vegetais. Mas o que poucos imaginavam é que os próprios ácaros poderiam ser utilizados no controle biológico de plantações de alimentos. É nesse contexto que atua a equipe do Laboratório de Acarologia, coordenada pelo professor doutor Noeli Juarez Ferla, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Univates (PPGBiotec).

Há cerca de dez anos, os pesquisadores envolvidos com o local desenvolvem trabalho conjunto com produtores de morango de municípios dos Vales do Taquari e Caí, bem como os da Serra Gaúcha. Os produtores buscam na Univates aquilo que evita que utilizem pesticidas em suas plantações: ácaros predadores que se alimentam de outros ácaros que estão prejudicando suas plantas.

Conforme explica o professor Ferla, existem dois grupos de ácaros: aqueles que se alimentam de plantas (herbívoros) e aqueles que se alimentam de suas presas (predadores). "Os ácaros predadores são orientados por odores e reconhecem suas presas. Então, os predadores só comem aquilo que reconhecem como presa. No ambiente controlado do laboratório são testadas como essas relações acontecem, para que possam ser aplicadas no ambiente natural", conta.

De acordo com Ferla, trata-se de produção de tecnologia de conhecimento prático. A equipe coleta os ácaros e os leva ao laboratório para observá-los em nível microscópico. Em seguida, os pesquisadores aumentam as populações dos predadores e os devolvem para fazer o controle nas plantações. "A gente faz com que determinados problemas resolvam-se mais rapidamente", ressalta.

Outro fato destacado por Ferla é que o sabor produzido pelas plantas está diretamente ligado à reação a determinados organismos. "O morango produzido pelo controle biológico, por exemplo, tem um sabor mais doce ou natural. É no momento em que a planta se defende de alguns organismos que ela produz o sabor (substâncias secundárias) e, com a utilização de ácaros, podemos controlar a quantidade de organismos que queremos manter. Isso não acontece com o uso de pesticidas, pois eles acabam com todos os seres e, assim, as plantas perdem a possibilidade de produzir seu odor e, por consequência, o seu sabor", comenta.

São fornecidos, atualmente, ácaros predadores que sobram das pesquisas para produtores que possuem desde 200 plantas até 35 mil plantas de morango. Segundo o professor Ferla, outro benefício do controle biológico é a diminuição dos custos de produção, já que não é necessária a compra de pesticidas e outras substâncias químicas.

O processo de controle biológico com ácaros é lento. No primeiro ano, devido ao ambiente estar muito desequilibrado, ou seja, intoxicado, os ácaros herbívoros não diminuem tanto. O resultado é melhor percebido depois de dois ou três anos. "O aparecimento de ácaros praga (herbívoros) em altas populações é um indicador de ausência de qualidade ambiental, sendo assim definidos como indicadores ambientais. O que estamos fazendo é reestabelecer o ambiente e, por isso, os estudos em laboratório precisam entender como estaria o ambiente em situação natural", acrescenta o pesquisador.

Fonte: Univates 


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Mercado de defensivo biológico pode crescer até 20% ao ano no Brasil


O mercado de defensivos agrícolas biológicos no Brasil deve registrar crescimento entre 15% a 20% nas vendas dos próximos anos. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (10.11) em São Paulo pela Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), entidade que reúne os principais produtores dessa indústria no País, como Simbiose, Biocontrole, Agri Haus, Bug, Bayer, Ihara, Basf, Arysta e FMC, entre outras.

A indústria de defensivos agrícolas biológicos no Brasil conta com 51 empresas detentoras de registros no País. Há 118 produtos comerciais liberados (incluindo 36 emergenciais). Destes, 83 são “microbiológicos” (fungos, bactérias e vírus) e 35 “macrobiológicos” (parasitas, predadores e parasitóides). Apenas em 2015 foram registrados 20 novos produtos, um crescimento até agora de mais de 135% sobre a média dos últimos seis anos (8,5).

“O rápido crescimento do mercado de defensivos biológicos se deve ao elevado custo para o desenvolvimento de um novo defensivo químico, em torno de US$ 250 milhões, à maior demanda da sociedade e também dos órgãos reguladores pela produção de alimentos sem resíduos e também ao fato de o defensivo biológico, quando utilizado em alternância com os produtos químicos, permitir um prolongamento da vida útil dos defensivos químicos”, explicou Pedro Faria Jr., presidente da ABCBio. 

Faria Jr. aponta ainda outros fatores para esse expressivo crescimento: foco maior em uma agricultura sustentável; maior resistência das pragas aos defensivos químicos; oferta limitada de novas moléculas pelos produtores de defensivos químicos; expressivo avanço tecnológico verificado na área de defensivos biológicos, com o desenvolvimento de formulações mais eficientes e com maior vida de prateleira. 

De acordo com o dirigente, o segmento foi favorecido ainda pelos recentes e graves problemas fitossanitários surgidos em algumas culturas no Brasil. “O exemplo mais marcante dessa situação foi o aparecimento da Helicoverpa armigera, uma nova praga que já causou enormes prejuízos aos agricultores brasileiros e cujo controle, economicamente viável, só foi conseguido graças à introdução de inseticidas microbiológicos e de insetos parasitoides no plano de manejo de pragas”, explicou Faria Jr.

Integrante do Conselho da ABCBio, Ari Gitz acrescenta que há casos em que a prática do manejo integrado de pragas (MIP) tem gerado economia de até 26% em comparação com o tradicional. “A principal tendência no mercado é de que os biodefensivos acabem tendo uma convivência harmoniosa com os defensivos químicos”, comentou ele. 

Dirigentes da ABCBio ressaltaram também a decisão tomada pelos organismos certificadores de permitir que os defensivos biológicos fossem registrados por alvo. Isso permitiu que pudessem ser utilizados em todas as culturas.

Em função de todos esses fatores, as maiores empresas mundiais de defensivos biológicos escolheram o Brasil para ser a sede do Congresso Internacional de Biocontrole. Coordenado pela pela ABCBio, o evento está programado para os dias 15 a 17 do mês de novembro de 2016 em Campinas (SP).

Por: Agrolink