sexta-feira, 8 de maio de 2015

Fundecitrus divulga censo da citricultura e estimativa da safra em 19 de maio

Foto: Divulgação Fundecitrus
O Fundecitrus irá divulgar os resultados de pesquisa inédita do censo do cinturão citrícola e a estimativa de produção para a safra de laranja 2015/16 no próximo 19 de maio, terça-feira, na sua sede em Araraquara/SP.

O trabalho da Pesquisa de Estimativa de Safra - PES foi iniciado no campo em outubro de 2014 com 40 agentes que visitaram 481 municípios de São Paulo e Minas Gerais e com a ajuda de imagens de satélite localizaram todos os pomares de citros. No local, os profissionais do Fundecitrus fizeram medições em todos os talhões, identificaram a variedade e a idade das árvores e verificaram se o pomar tinha ou não irrigação. 

Após a identificação dos pomares, está sendo feita a derriça de 2.500 árvores de laranja para uma estimativa amostral dos frutos, os quais também são contados e pesados. Este trabalho deverá ser concluído em 12 de maio. Os dados coletados no censo e na derriça serão parâmetros para a composição da estimativa da safra de laranja do cinturão citrícola.

A pesquisa está sendo realizada pelo Fundecitrus, com assessoria da Markestrat e do Departamento de Estatística da Faculdade de Agronomia da Unesp de Jaboticabal.

Serviço:

Evento: Divulgação do inventário de árvores e estimativa de produção da safra 2015/16
Data: 19 de maio
Horário: 10 horas 
Local: Auditório Fundecitrus 
Endereço: Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, 201, Vila Melhado - Araraquara/SP

Fonte: Fundecitrus

Bioeconomia é solução para quase todos problemas de proteção na agricultura

Bioeconomia – esta ciência nos brinda com soluções para quase todos os problemas de proteção contra pragas da agricultura. Mas é preciso desenvolver conhecimento para explorar estes recursos que a natureza oferece e protegê-los da ação predatória.” A afirmação é do Doutor em Entomologia pela USP/ESALQ e professor da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Jerson Vanderlei Carús Guedes.

Segundo ele, a proteção convencional das culturas contra as pragas, feita à base de pesticidas químicos, impacta sobre organismos não-alvo, deixa resíduos nos alimentos, na água e no solo, além de apresentar riscos praticamente imensuráveis ao meio ambiente, que podem se manifestar depois de décadas. 

De acordo com Carús Guedes, apesar do uso abusivo de pesticidas e da exploração indiscriminada dos recursos não renováveis e renováveis, com a extinção de muitos ecossistemas e sua biodiversidade, há boas chances de se mudar esta realidade. Segundo ele, a mudança atende pelo nome de “Bioeconomia”, que segue a lógica de conjugar negócios e meio ambiente. 

Esse será o tema da palestra “Tecnologias Inovadoras para o Manejo de Controle Pragas”, que será ministrada pelo especialista no 2º Circuito de Gestão e Inovação no Agronegócio, promovido pelo I-UMA (Instituto de Educação no Agronegócio). O evento, que tem o patrocínio da Simbiose, será realizado no dia 12 de maio no Salão Nobre da Unicruz (Cruz Alta/RS).

“Entre as oportunidades destaca-se o controle biológico de pragas agrícolas (insetos, patógenos, nematoides e plantas daninhas), à base de microorganismos disponíveis na natureza. Estes agentes podem ainda, em simbiose com plantas, favorecer o seu desenvolvimento em associações vantajosas para ambos”, explicou o professor. 

Marcelo de Godoy Oliveira, presidente da Simbiose, concorda com o especialista: “A cada ano, as moléculas químicas perdem efeito e as pragas estão mais resistentes, portanto, é necessário mais aplicações de defensivos agrícolas, o que aumenta o custo para o produtor. Com os insumos microbiológicos o resultado é diferenciado, pois se consegue benefícios da questão sustentável à econômica, assim como social”.

Mais informações e inscrições (gratuitas) pelo telefone (51) 3224-6111 com Raquel Bueno ou pelo agrocircuito@i-uma.edu.br.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Produtores do Sul de Minas apostam na produção de pitaya

Conhecida como fruta dragão, a pitaya é rica em vitaminas. Produtores recebem assistência da Emater-MG


Foto: Divulgação Emater-MG
Uma fruta exótica está ganhando espaço nas propriedades do Sul de Minas. Há cinco anos, produtores do município de Monsenhor Paulo começaram a plantar a pitaya e apostam nesta novidade como mais uma opção de renda. Estudos indicam que a fruta é originária das Américas, com relatos de produção na região dos Andes e na América Central. Atualmente, Colômbia e México estão estre os principais países que cultivam a pitaya. Ela também é plantada da Ásia, em países como Vietnã e Tailândia. 

A produção de pitaya no Sul de Minas conta com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Os técnicos auxiliam na elaboração de projetos, articulam a comercialização e promovem a mobilização dos agricultores. “Começamos o trabalho com apenas um produtor, plantando quatro mudas. Atualmente já são mais de 10, em uma área de quase dois mil metros quadrados, e produtores de outros municípios estão interessados em conhecer a produção”, explica a extensionista da Emater-MG, Amélia de Cássia Carvalho. A produção de Monsenhor Paulo é comercializada na própria região. O período de safra é entre os meses de novembro e março e o quilo da fruta é vendido, em média, por R$ 15,00.

Da família dos cactos, a pitaya pode ser consumida in natura, em saladas ou utilizada em sucos, geleias, doces, iogurtes e tortas. Também conhecida como fruta dragão, possui três variedades. A variedade produzida em Monsenhor Paulo é chamada de pitaya vermelha, tem a casca rosa e a polpa avermelhada. “É uma fruta exótica e exuberante pelo seu aspecto, de paladar levemente adocicado, semelhante à lichia e ao kiwi”, explica Amélia Carvalho.

Benefícios para a saúde

Rica em vitaminas, minerais, a pitaya apresenta diversos benefícios para a saúde. “A fruta consegue proteger as células do organismo, pois a casca é rica em polifenóis, substâncias antioxidantes. Ajuda na digestão, devido à presença de sementes na polpa, e combate doenças cardiovasculares, pois tem ácidos graxos e ômega 3. Também regula o intestino, porque tem oligossacarídeos (açúcares)”, ressalta Amélia.

A pitaya também é uma alternativa para quem quer controlar o peso. De acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), 100 gramas possuem apenas 50 calorias e a fruta possui propriedades termogênicas (ajudam na queima de gorduras). Outras duas substâncias importantes na dieta também são encontradas: glucagon, que proporciona sensação de saciedade, e tiramina, que inibe o apetite.

Outras regiões produtoras

De acordo com coordenador técnico regional da Emater–MG, Juscelino Eugênio de Rabelo, a pitaya é mais comum no Nordeste do Brasil e no interior de São Paulo. “Em Minas Gerais ainda é pouco conhecida e não existem dados sobre a produção. A Emater–MG também participa de pequenos plantios experimentais nos municípios de Sete Lagoas e Curvelo, na região Central do Estado. É um trabalho inicial que pode gerar bons resultados”, explica.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Emater–MG
Thiago Fernandes - Jornalista
Tel.: (31) 3349-8191







Ceagesp: indicador de preços no atacado recua 1,91% em abril

O índice de preço dos alimentos frescos no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) registrou a segunda queda consecutiva em 2015. Em abril, o indicador recuou 1,91%, com destaque para o segmento de verduras, que caiu 11,5%.

Segundo a companhia, com a chegada do outono, estação que tem como principais características a redução do volume de chuvas e temperaturas amenas, o volume ofertado e a qualidade da maioria dos produtos não deverão apresentar prejuízos. Além disso, nesta época do ano normalmente ocorre um declínio do consumo. Por isso, espera-se uma retração de preços em todos os setores nos próximos meses. "Somente as geadas nas regiões produtoras poderão inverter esta tendência", estima a Ceagesp.

Em abril, o setor de frutas caiu 2,23%. As principais quedas foram da ameixa estrangeira (-42%), melancia (-27,5%), maracujá azedo (-18,8%), mamão papaia (-17,2%), jaca (-16,3%) e laranja lima (-15%). As principais altas foram do caju (23,3%), manga palmer (19,4%), morango (17,9%) e maçã gala (16,7%).

O setor de legumes registrou elevação de 3,89% no mês passado. As principais altas foram do pimentão amarelo (61,8%), pimentão vermelho (37,8%), tomate (31,6%), pimenta cambuci (36,3%), abóbora japonesa (31,2%) e jiló (18%). As principais quedas foram da ervilha torta (-39,5%), pepino japonês (-39%), pepino comum (-29%), vagem macarrão (-25,2%) e chuchu (-18%).

O setor de verduras caiu 11,50%. As principais quedas foram do agrião (-26,4%), da alface crespa (-28,7%), alface lisa (-25,3%), cebolinha (-23,8%), escarola (-21,7%), coentro (-23,8%), brócolis ninja (-20%) e couve (-17%). As principais altas foram da salsa (49,4%), do repolho (31,3%) e milho verde (24,1%).

O setor de diversos recuou 3%. As principais quedas foram da batata lisa (-24,8%), canjica (-14,7%), ovos vermelhos (-11,5%), ovos brancos (-10,5%), batata comum (-7%) e coco seco (-5,7%). As principais altas foram da cebola (21,7%) e alho (11,6%).

O setor de pescados registrou alta de 0,4%. As principais elevações foram da pescada (28,4%), lula congelada (11,3%), anchovas (9,7%) e robalo (6,9%). As principais quedas foram do sardinha (-36,9%), curimbatá (-19,7%), corvina (-16,2%), cascote (-15,6%) e tainha (-13,1%).

O índice Ceagesp é o primeiro balizador de preços de alimentos frescos no mercado. A pesquisa considera 150 itens, escolhidos pela importância dentro de cada setor e ponderados de acordo com a sua representatividade.

Plano de Defesa Agropecuária visa desburocratizar e modernizar setor

Durante a ocasião também foi formalizada a fronteira agrícola do Matopiba, o que deve garantir maior acesso da região a políticas públicas

Em cerimônia na manhã desta quarta-feira (6/5), a presidente Dilma Rouseff e o Ministério da Agricultura lançaram o Plano Nacional de Defesa Agropecuária. Entre as propostas da medida estão desburocratizar a fiscalização e regulação da área fitossanitária do país e modernizar laboratórios e centros de pesquisa que focam no combate e prevenção de doenças e pragas nas lavouras e rebanhos brasileiros. A primeira etapa deve ser executada até junho de 2016, e a segunda, até 2020.

Em discurso, a ministra da Agricultura Kátia Abreu reforçou que a defesa agropecuária é prioridade do Mapa, para satisfazer tanto os anseios dos produtores rurais quanto dos consumidores de alimentos. “A defesa agropecuária é muito mais que um simples instrumento de organização do setor, mas o que garante a qualidade e asegurança alimentar do país”, declarou. Ainda segundo a ministra, o Plano deve gerar redução de custos em até 30% para registro de produtos e 70% no tempo entre solicitação de um registro e sua análise final.

Dilma Rousseff afirmou em seu pronunciamento que medida será equilibrada em produção sustentável de alimentos e reforço na qualidade esperada pelos consumidores, sejam eles brasileiros ou de outros países. Conforme destacou a presidente, o Brasil produz quantidade suficiente, e com qualidade, para abastecer o território nacional e também figura como um dos principais responsáveis pelo atendimento das necessidades mundiais por alimentos. "Dispor de um sistema de defesa agropecuária mais moderno e consistente nos permitirá atender melhor às demandas de consumidores".

Para a presidente, a produção de alimentos deve seguir rigidamente a Lei de Defesa do Consumidor, atuando de forma transparente em toda a cadeia. "Sem reduzir um só milímetro nosso compromisso com o direito dos consumidores a alimentos seguros, vamos promover uma verdadeira revolução nos procedimentos de fiscalização e certificação da produção agropecuária brasileira", explicou em seu discurso.

A desburocratização da fiscalização e regulação de produtos de origem vegetal e animal vai facilitar a livre circulação desses produtos pelos 26 Estados e Distrito Federal, e também facilitar a abertura de novos mercados internacionais, superando barreiras sanitárias rígidas de forma mais simples e rápida. "Vamos abrir o Brasil inteiro para os nossos produtores, agroindústria e cooperativas", disse Dilma durante o evento.

Remédios genéricos

O Plano de Defesa Agropecuária também envolve a redução de custos de medicamentos veterinários com a homologação de remédios genéricos do setor. Na pecuária, a medida deve reduzir custos desses produtos em até 70%.

Combate a pragas e doenças

Ainda no Plano de Defesa Agropecuário está a modernização de laboratórios e centros de pesquisa como universidades. Segundo Dilma, é preciso capacitar gestores, consolidando redes de laboratórios, adotar metas para o desempenho e meta de qualidade para o sistema como um todo, incluindo controle de erradição de pragas edoenças. O PDA envolverá instâncias municipais, estaduais e federais, produtores rurais, órgãos da agricultura, o Mapa e todos que integram o sistema de produção vegetal e animal. Para isso, serão criados comitês regionais e canais de comunicação com Fiscais de Defesa Agropecuária.

Matopiba

Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff regulamentou a última fronteira agrícola do país, a Matopiba, que engloba os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia na produção de alimentos. O reconhecimento da região facilitará investimentos em políticas públicas como fornecimento de energia elétrica, desenvolvimento sustentável, melhoras em logística e infraestrutura.

Fonte: Globo Rural

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pesquisadores internacionais confirmam participação em congresso de banana

O município de Corupá (SC) vai sediar, em agosto, dois importantes eventos internacionais relacionados à bananicultura



O primeiro, que vai acontecer de 18 a 20, será o III Congresso Latino-Americano e do Caribe de Bananas e Plátanos, que tem por tema central “Musáceas no subtrópico: desafios e oportunidades frente à variabilidade climática”. Já nos dias 21 e 22, será a vez da XI Reunião do Comitê Gestor da Musalac. Ambos serão no Seminário Sagrado Coração de Jesus, com capacidade para 450 pessoas. A programação do congresso — voltado para produtores, técnicos, extensionistas, pesquisadores, estudantes e público geral envolvido no setor — abrange, ao todo, 27 palestras, e, pela primeira vez, foram convidados pesquisadores de fora da região da América Latina e Caribe. Sistemas de produção, Ecofisiologia, solo e clima e Estratégias de manejo de pragas e doenças são os principais assuntos em discussão.

“Pelo fato de o tema central ser banana no subtrópico, achamos conveniente contar com pesquisadores de outras regiões que convivem com essa realidade, como é o caso da Austrália. Adicionalmente, o assunto do mal-do-Panamá nos levou a convidar Gert Kema, da Holanda, que, além de ser um grande colaborador da Embrapa, lidera um amplo programa de pesquisa dessa doença, especificamente com a raça 4 tropical, ainda não identificada no Brasil”, conta o pesquisador Miguel Dita, secretário-executivo do evento e da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Banana e Plátano para América Latina e Caribe (Musalac). Os eventos estão sob a organização da Embrapa Mandioca Fruticultura (Cruz das Almas, BA) — Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento —, Musalac, Bioversity Internacional, Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco), Prefeitura Municipal de Corupá e Instituto Agronômico (IAC).

Objetivos

Segundo Miguel, são dois eventos interligados, mas com objetivos bem específicos. “O congresso busca oferecer um espaço de alto nível para apresentar e discutir temas de relevância com o setor produtivo e acadêmico. Já a reunião visa agregar os países membros da rede para discutir temas de interesse regional, como mudanças climáticas, mal-do-Panamá, entre outros, além de revisar as agendas e avanços de pesquisa com bananeira em cada um dos países.” Ele informa ainda que nesta edição houve mudança na forma em que são preparadas as palestras. “Normalmente, um só pesquisador recebe o convite para proferir determinado tema. Agora, convidamos colegas de diferentes países ou instituições a juntar esforços em função de um tema. Dessa maneira, muitos temas serão preparados e, em alguns casos, apresentados por mais de um pesquisador. Acreditamos que, assim, além de sermos mais inclusivos, favorecemos a integração de pessoas e instituições.”

Essa é a primeira vez que o Brasil recebe a reunião da Musalac, criada em 1986. “Ao contrário do congresso, a reunião da Musalac não é aberta ao público em geral, apenas para membros da rede”, acrescenta o pesquisador Edson Amorim, também secretário-executivo do comitê organizador do evento e coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Bananeira da Embrapa.

A escolha da Embrapa Mandioca e Fruticultura para organizar os eventos foi uma consequência natural da presidência e organização bem-sucedidas do Simpósio Internacional ISHS/ProMusa “Bananas e Plátanos – Produção Global Sustentável e Usos Alternativos”, realizado em 2011 em Salvador (BA). Já o município de Corupá foi escolhido porque produz uma banana diferenciada em sabor e baseia-se na agricultura familiar. A banana é a principal fonte de renda da região (aproximadamente 600 famílias dependem diretamente da cultura).

Dia de campo

Para finalizar o congresso, haverá um dia de campo em uma propriedade privada da região. Os participantes serão divididos em três grupos. Cada um vai percorrer três estações localizadas em diferentes lugares da propriedade, onde serão discutidos aspectos práticos sobre murcha por fusariose; pragas e doenças, com ênfase no moleque-da-bananeira e sigatokas; e práticas de manejo do cultivo: solo, nutrição e água. “Os participantes terão a oportunidade de receber informações práticas por equipes altamente conceituadas e prontas para compartilhar conhecimentos”, afirma Miguel. O folder dos eventos está disponível em https://www.embrapa.br/documents/1355135/0/Folder+Musalac/32dd4612-988e-4040-95ea-f883c26656e6

Envio de trabalhos

O prazo para envio de trabalhos termina no dia 14 de junho. Mais detalhes sobre inscrição, envio de resumos e formatos de pôsteres em http://banana-networks.org/musalac/2015/02/16/reunion-musalac-y-congreso/

Fonte: Embrapa 

Ex-ministro sugere cautela ao produtor

Reflexos da crise econômica neste ano devem impactar, com maior força, no desempenho do agronegócio em 2016


Os reflexos da crise econômica vivenciada neste ano devem impactar, com maior força, no desempenho do agronegócio em 2016.

O aumento das taxas de juros, a redução do crédito e o aumento do desemprego são fatores que afetarão o setor.

Até agora, a desvalorização do real frente ao dólar fez com que as negociações com o mercado internacional compensassem, em parte, as perdas provocadas por outros eventos, como por exemplo a seca.

O cenário para o agronegócio foi traçado pelo ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, durante o lançamento do "3º Ciclo do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas" (PDGC), promovido pela Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg).

Segundo Rodrigues, o agronegócio continuará sustentando os resultados da economia brasileira em 2015 e, provavelmente, ainda terá um desempenho favorável.

"O setor tem gerado cerca de um terço dos empregos do País e respondendo por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, mas também será afetado pela crise", avalia.

De acordo com o ex-ministro, este ainda será um ano positivo, por uma razão involuntária: a desvalorização do câmbio.

A queda do real frente a moeda norte-americana fez com que as perdas provocadas por outros agentes fossem compensadas com a comercialização dos produtos no exterior.

"Com isso, haverá um faturamento adequado para os produtores, já que nós plantamos a safra com um dólar em torno de R$ 2,70 e colhemos com a moeda variando entre entre R$ 3,10 e R$ 3,20", observa.

Expectativas - Em relação ao próximo ano, as expectativas são pessimistas, já que ele considera que o cenário será mais complicado. "A crise brasileira vai reduzir a oferta de crédito e aumentar a taxa de juros.

Além disso, a alta dos impostos, das taxas de desemprego e inflação em crescimento perturbarão o agronegócio no próximo ano.

Muito provavelmente as margens de lucro dos produtores serão mais estreitas ou, até mesmo, nulas em algumas regiões onde a infraestrutura e a logística são mais precárias", ressalta.

A orientação do ex-ministro para os produtores é que os mesmos fiquem mais atentos aos rumos da economia e planejem bem as ações para evitar prejuízos maiores.

"O momento é complicado e minha ideia, que tento levar a todos os produtores brasileiros, é que eles coloquem a barba de molho.

O cenário atual pede que ele só invista no que for absolutamente necessário, porque vamos atravessar uma marola grande e difícil, inclusive pela economia do País estar em retração, o que acaba interferindo no desempenho interno do agronegócio também".

Cautela - A cautela será fundamental para que o setor continue em ascensão. Segundo Rodrigues, o agronegócio tem sustentado a economia do País e a tendência é que continue em evolução, já que o Brasil tem potencial para ampliar a produção a ponto de atender a crescente demanda mundial por alimentos, sem abertura de novas áreas, e de agregar valor à produção.

"O agronegócio continuará sendo, por muito tempo, a sustentação da economia brasileira, porque aqui poderemos crescer muito na produção agrícola e pecuária.

Porém, vamos enfrentar um momento complicado em 2016, que precisará ser administrado com muito cuidado. Já estamos percebendo a cautela dos produtores.

Um exemplo disso foram os resultados da última Agrishow, que é uma dos principais eventos do setor, onde as vendas atingiram apenas 70% do valor registrado no ano anterior.

O produtor já percebeu que o momento é difícil e que ele precisa tomar decisões com cautela".

Rodrigues ressalta que para enfrentar a crise econômica é preciso que os produtores invistam na gestão das propriedades, em inovação e em meios que promovam a redução dos custos para favorecer a competitividade.

"A gestão adequada é fundamental para que o produtor tenha sucesso nos negócios. Outra ação que é importante para a sobrevivência é a união em cooperativas.

Essas entidades são o braço econômico e um caminho indiscutível, principalmente para o pequeno produtor, que sozinho não consegue se desenvolver".

Fonte: Diário do Comércio

Exportação de suco de laranja cai 19% em abril, diz MDIC

A receita com exportação de suco de laranja do Brasil atingiu US$ 79,2 milhões em abril de 2015, queda de 19% na comparação com os US$ 97,8 milhões do mesmo mês do ano passado. Em relação a março deste ano, a queda é de 69,11% sobre os US$ 256,4 milhões movimentados com os embarques da bebida. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O volume de suco de laranja exportado no mês passado foi de 79,9 mil toneladas, baixa de 17,54% ante as 96,9 mil toneladas embarcadas em abril de 2014 e de 66,62% na comparação com as 239,4 mil toneladas enviadas ao exterior em março de 2015. O preço médio por tonelada do suco exportado em abril, de US$ 991,40, ficou 7,43% abaixo dos US$ 1.071,00/t de março, e 1,78% menor do que os US$ 1.009,40/t de abril do ano passado.

Com o resultado de abril, as vendas acumuladas de suco no primeiro quadrimestre de 2015 alcançaram 642,5 mil toneladas, alta de 15,85% ante o total embarcado em igual período do ano passado, de 554,6 mil toneladas. A receita em 2015 soma, até o momento, US$ 673,3 milhões, valor 14,43% superior ao total de US$ 588,4 milhões registrado nos primeiros quatro meses de 2014.

Fonte: Estadão Conteúdo/ Globo Rural

Mercosul e Aliança do Pacífico montam grupo de trabalho para harmonizar normas sanitárias


A fim de alavancar o comércio de produtos agropecuários, representantes dos ministérios da Agricultura de países do Mercosul e da Aliança do Pacífico decidiram nesta terça-feira (5) criar um grupo de trabalho para harmonizar normas sanitárias e fitossanitárias entre as nações. O encontro foi promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil.

A reunião, presidida pela ministra Kátia Abreu, teve presença de representantes da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Equador e do ministro da Agricultura e Terra da Venezuela, José Luis Berroteran. Os países aceitaram por unanimidade formar o grupo de trabalho, que deverá apresentar seus resultados durante reunião em agosto promovida pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), no México.

Kátia Abreu afirmou durante o encontro que o ministério trabalha para eliminar barreiras não-sanitárias no comércio exterior e destacou a importância de se reduzir a burocracia. “O papelório, os carimbos, não podem ser instrumento para impedir comércio”, disse.

“Temos as nossas diferenças e dificuldades, mas precisamos harmonizá-las. É da maior importância resolvermos os problemas dentro de casa para facilitarmos negociações externas. Hoje no Ministério da Agricultura não temos a menor intenção, a menor motivação de resistir às importações criando barreiras sanitárias. As barreiras sanitárias que nós impusemos são verdadeiras, mas todas podem ser resolvidas com diálogo e harmonizando nossos processos”, afirmou a ministra durante a reunião.

Os participantes decidiram ainda trabalhar para integrar as bases de dados dos países com informações sobre a cadeia produtiva de suas propriedades rurais. A intenção é criar uma ferramenta única - similar à Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), do Mapa – a fim de garantir mais controle, transparência e credibilidade dos sistemas agropecuários.

“Isso gera transparência, e tudo que gera transparência gera confiança para os exportadores e para nossos consumidores”, afirmou Kátia Abreu.

Comércio 

Para a ministra, o Mercosul deve ter “pressa” para alavancar o comércio com os demais blocos. Atualmente, a Aliança do Pacífico tem 48 acordos comerciais em vigor com outros países, a União Europeia, 39, enquanto o Mercosul, apenas 8.

“Nós precisamos nos apressar, estar atentos a essas oportunidades, que podem ser únicas”, disse Kátia Abreu, destacando que o “grande foco” do Mercosul deverá ser a União Europeia.

“Agora que o Brasil preside o bloco, renovam-se as esperanças de enfrentarmos dificuldades externas e internas a fim de que nossos produtos possam chegar a outros continentes”, explicou.
A reunião dos representantes do Mercosul e da Aliança do Pacífico antecede o lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária, para o qual os países foram convidados. O plano, que abrange diversas ações na área de sanidade vegetal e animal, pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro, garantir segurança alimentar e acesso a mercados.

O lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuário será nesta quarta-feira (6),  no Palácio do Planalto.

Fonte: Ministério da Agricultura

Fábrica chinesa anuncia unidade na CIC

Uma das maiores fornecedoras de equipamentos e projetos de agronegócios da China, a empresa Zhengchang, irá se instalar na Cidade Industrial de Curitiba no segundo semestre deste ano, em uma área adquirida de 45 mil metros quadrados. Representantes da empresa estiveram ontem na sede da Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (Curitiba S.A) para formalizar a instalação da empresa na cidade.

A Zhengchang é uma das maiores fornecedoras de equipamentos e projetos completos para fabricação de ração da China. Fundada em 1918, a empresa tem hoje mais de 1,5 mil funcionários, 20 filiais e 30 escritórios pelo mundo todo. Por ser na Cidade Industrial, a Curitiba S.A é a responsável por fazer a intermediação da compra da área com o proprietário.


Fonte: Bem Paraná