quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sedap apresentará oportunidades de negócios na Fipa

As oportunidades de investimento no agronegócio paraense serão apresentadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), durante a XII Feira da Indústria do Pará (Fipa), que começa nesta quarta-feira, 6; e vai até sábado, 9; no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A Sedap estará no estande do governo do Estado para demonstrar o potencial do Pará nos setores agropecuário e pesqueiro.

O Pará é considerado a última fronteira agrícola do Brasil com os 144 municípios distribuídos numa área continental de quase 1,3 bilhão de km2, da qual 73% são de florestas intocadas e 25 mil km de rios navegáveis. A localização privilegiada próxima de portos da Europa e da Ásia reduz o valor do frete e facilita a exportação. É o principal exportador da região Norte, o quinto Estado que mais exporta no Brasil e o segundo maior saldo da balança comercial.

O Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) define as áreas onde as atividades podem ser realizadas e promove o desenvolvimento sustentável em todas as regiões. Na pecuária, o Pará possui o quinto maior rebanho bovino do país. São 20 milhões de cabeças com excelente padrão genético e alta produtividade. A certificação internacional de área livre de aftosa com vacinação para todo o Estado é um dos fatores de competitividade para investimento na produção de carne, couro, leite e derivados.

Como maior produtor nacional de pescado, o Pará é responsável por 34,41% da produção brasileira. As oportunidades de negócio nessa área estão no beneficiamento e industrialização do pescado, na produção aquícola (criação de espécies aquáticas), cultivo de peixes ornamentais e pesca esportiva.

Entre as culturas industriais, o Pará possui a maior produção brasileira de dendê, com 350 mil toneladas e uma cadeia produtiva organizada e dinâmica. É uma excelente oportunidade para investir na industrialização de óleos de palma e palmiste, alimentos e biocombustível. O cacau é outra cultura em expansão no Estado que concentra a segunda maior produção brasileira do fruto com crescimento anual de 13% e a maior produtividade do mundo - 916 quilos por hectare. As ofertas de negócio estão na fabricação de chocolate, manteiga, liquor, doces e geleias.

Na agricultura, a produção de frutas tem grande diversidade de espécies e sabores únicos, como cupuaçu, banana, abacaxi e laranja. Mas o destaque vai para o açaí, que ganhou a preferência mundial devido ao grande potencial energético, antioxidante e nutricional do fruto. Além da produção de suco, sorvete, bombons e doces, surgiram novas oportunidades de aproveitamento do açaí na fabricação de adubo, ração, fibras industriais, borra para cosméticos e isolante térmico (xaxim).


Fonte: Agência Pará de Noticias

terça-feira, 5 de maio de 2015

Novo sistema de cultivo recupera produção de morangos em Feliz, RS

Foto: Globo Rural

A Prefeitura financia parte dos custos do sistema. Cultivo em estufa é parecido com a hidroponia.



Morango é uma fruta que quase todo mundo gosta, por isso tem mercado garantido. Mas a produção é um desafio. Em Feliz, RS, os produtores inovaram na forma de cultivo e estão conseguindo recuperar a produção do morango.

No município que é um dos maiores produtores do estado, até cerca de cinco anos atrás, o plantio era feito no solo, sob túneis baixos ou altos. A cultura quase desapareceu, por causa de fungos de solo e outras doenças.

Foi quando chegou a novidade do cultivo de morangos em estufas, em um sistema parecido com a hidroponia, o cultivo sem solo. Só que, nesse caso, as mudas são plantadas em um substrato que fica dentro de bolsas plásticas. Os nutrientes, como na hidroponia, chegam pela água.

O custo de instalação das estufas assustava os produtores: R$ 2 por muda plantada. O produtor Leo Thums começou cauteloso, com duas estufas, e hoje tem 37 com 110 mil mudas. Ele diz que está produzindo duas a três vezes mais do que a planta no solo e que o custo de implantação foi pago antes de completar um ano. Além disso, as mudas não apresentaram fungos.

O agrônomo Joel Pagnoncelli, da Emater, explica que a principal vantagem é que no sistema antigo se perdia muita muda por causa do calor. No novo sistema, nos meses mais quentes se produz menos, mas não se deixa de produzir e a muda pode ser cultivada por dois ou três anos. Os funcionários que trabalham na colheita também ganharam no conforto, pois no novo sistema se trabalha de pé, com maior conforto.

Para ajudar na implantação desse novo sistema de cultivo, a prefeitura de Feliz financia cerca de R$ 1,8 mil por produtor. Isso cobre o custo da madeira e da cobertura plástica de uma estufa de 5 X 40 e o poder público vai ganhar lá na frente: quando o agricultor passa a produzir mais, também recolhe mais imposto para o município.

Fonte: Globo Rural

37ª Semana da Citricultura

O Centro de Citricultura Sylvio Moreira finalizou a programação da 37ª Semana da Citricultura, juntamente com a 41ª Expocitros e o 46° Dia do Citricultor, que ocorrerá no período de 25 a 28 de maio de 2015. 

O mais tradicional evento dedicado exclusivamente à citricultura debaterá os mais avançados temas do agronegócio citros, contando com 26 palestras abrangendo nutrição, HLB ou greening, fitossanidade, inovação tecnológica e economia. 

Essa é a melhor oportunidade para ampliar seus conhecimentos e colher as informações necessárias para tomadas de decisão, instrumentos considerados imprescindíveis para a obtenção de sucesso na atividade. 

A programação do evento já está no site do Centro de Citricultura, podendo ser acessado através do link:


Organização e Informações:

Núcleo de Informação e Transferência do Conhecimento
Centro de Citricultura/IAC
(19) 3546-1399

 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mercado estima inflação em 8,26% e Selic em 13,5% no final de 2015

Economia brasileira deve registrar retração de 1,18% neste ano, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central


Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter elevado a Selic em 0,5 ponto percentual na semana passada, analistas e investidores aumentaram a projeção do patamar de encerramento da taxa básica de juros neste ano. De acordo com as previsões, a Selic, hoje em 13,25%, deve chegar a 13,5% ao ano no final de 2015. Para 2016, a projeção dos juros básicos subiu de 11,5% para 12% ao ano.

As previsões estão no boletim Focus, pesquisa junto a instituições financeiras que é divulgada semanalmente pelo Banco Central. O Copom volta a se reunir para deliberar sobre a Selic nos dias 2 e 3 de junho.

Com relação à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou a expectativa de 8,25% para 8,26%. A estimativa de alta dos preços administrados, como o da gasolina e da energia, passou de 13,1% para 13,05%.

O boletim Focus prevê ainda retração na atividade econômica do país. Os analistas aumentaram a projeção de queda do Produto Interno Bruto (soma dos bens e riquezas produzidos em um país), de -1,10% para -1,18%. A estimativa para o câmbio foi mantida em R$ 3,20.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, passou de US$ 78 bilhões para US$ 78,5 bilhões. O saldo projetado para a balança comercial passou de US$ 4,17 bilhões para US$ 4 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados subiram de US$ 57 bilhões para US$ 57,5 bilhões.

Fonte: Globo Rural

Governo anuncia prorrogação do CAR por mais um ano

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a prorrogação de um ano do prazo para os agricultores realizarem o Cadastro Ambiental Rural (CAR). A informação foi dada durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (04.05), em Brasília. O prazo anterior iria expirar nesta terça-feira, dia 5 de maio.

A adesão dos produtores ao CAR será uma das primeiras exigências do novo Código Florestal, aprovado em 2012. Se os agricultores não estiveram regularizados até 2017, eles serão impedidos de obter financiamentos, uma vez que as instituições de linhas de crédito vão passar a exigir o comprovante do Cadastro. Até o dia 15 de abril, o CAR havia cadastrado apenas 605 mil imóveis rurais no Brasil, menos de 12% do total de 5,2 milhões de imóveis passíveis de cadastro.

O Rio Grande do Sul, por exemplo, não tinha preenchido nem 1% dos cadastros. No início de abril, o governo gaúcho havia solicitado ao Ministério do Meio Ambiente a prorrogação da data final, assim como os estados do Paraná e Santa Catarina.

O CAR é um registro público eletrônico de âmbito nacional. O cadastro é obrigatório para todos os imóveis rurais do país e tem a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo a base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e o combate ao desmatamento.

Fonte: Agrolink

Simpósio discute vulnerabilidade a pragas quarentenárias na Amazônia Brasileira

A Embrapa Roraima (Boa Vista, RR) realiza o I Simpósio de Pragas Quarentenárias na Amazônia Brasileira de 5 a 7 de maio de 2015 em Boa Vista, com o objetivo discutir a vulnerabilidade dessa região à entrada de pragas quarentenárias.

Conforme os organizadores, nos últimos anos sete pragas quarentenárias entraram no Brasil por esta região: a mosca-da-carambola, a sigatoka-negra-da-bananeira, a mosca-negra-dos-citros, o ácaro-hindustânico-dos-citros, o ácaro-vermelho-das-palmeiras, a cochonilha-rosada e o besouro-da-acerola. Além dessas, há pelo menos 66 pragas quarentenárias ausentes (A1) já estabelecidas nos países pan-amazônicos e algumas apresentam alto risco de entrada.

A importação de inimigos naturais para o controle biológico de pragas será abordado por Luiz Alexandre de Sá, pesquisador Laboratório de Quarentena "Costa Lima" (LQC), da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) em 7 de maio.

Sá esclarece que o laboratório desempenha atividades relativas às introduções de agentes para controle biológico de pragas e outros fins no país. O credenciamento do Laboratório junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se deu desde 1991, sendo a única estação quarentenária de inimigos naturais para controle biológico de pragas no país.

"Os objetivos são eliminar material tido como suspeito ou indesejável, providenciar sua identificação específica e categórica do material recebido, executar em laboratório a criação e estudos biológicos dos organismos a serem liberados, manter em coleção espécimes "voucher" dos organismos quarentenados; e decidir sobre a conveniência em se liberar ou não tal organismo no campo", diz o pesquisador.

Este laboratório funciona como um sistema filtro para evitar a entrada de organismos indesejáveis e contaminantes no país juntamente com o inimigo natural exótico, além de outros estudos biológicos que permitam avaliar a segurança ambiental dos bioagentes exóticos antes de sua liberação no novo ambiente. No período de 1991 a 2013, o Laboratório atuou no âmbito de sua competência, no que se refere ao intercâmbio internacional de organismos benéficos no país, com a introdução de 773 espécies de organismos para o controle biológico de pragas e outros fins, de diversas culturas e finalidades; atendendo às solicitações de 18 estados da Federação.

Outros assuntos abordados: fatores que favorecem a entrada de pragas na Amazônia Brasileira; os impactos econômicos, ambientais e sociais da introdução de novas pragas no Brasil; as principais pragas que entraram e apresentam risco de entrada na região; e as medidas de prevenção, controle e erradicação.

No final do evento, será realizada uma reunião para elaboração de um documento com sugestões de ações a serem tomadas para se minimizar o problema de entrada e dispersão de pragas quarentenárias na Amazônica Brasileira. Também serão propostos projetos de pesquisas em rede para realização de estudos com: métodos de monitoramento e identificação, potencial de distribuição e estabelecimento de novas pragas, impactos econômicos e controle preventivo de pragas quarentenárias.

A programação completa pode ser acessada em

Fonte: Embrapa

Nova realidade de juros golpeia indústria de máquinas agrícolas em 2015

Mudanças e incertezas nas linhas de crédito oficiais afugentam compradores e devem fazer fabricantes fechar 2015 com queda nas vendas


Pela primeira vez em muitos anos, o assunto que dominou totalmente as conversas nos corredores e estandes da Agrishow, maior feira de máquinas agrícolas do Brasil, são as taxas de juros. E os comentários não são muito otimistas.

O megaevento, que trouxe centenas de fabricantes para expor máquinas e implementos em uma área em Ribeirão Preto do tamanho de 44 campos de futebol, ocorreu na esteira de uma série de mudanças e incertezas nas linhas de crédito oficiais que estão afujentando compradores e devem fazer o setor a fechar 2015 com queda nas vendas.

"Já estamos vivendo a nova taxa (de juros), que claramente está tirando um pouco a vontade dos produtores de continuarem investindo em mecanização", disse à Reuters o vice-presidente para a América Latina da New Holland, Alessandro Maritano. A empresa tem um dos maiores estandes de tratores e colheitadeiras na Agrishow deste ano.

Desde o fim de 2014, o panorama do financiamento disponível para produtores rurais mudou bastante no Brasil, com o aperto fiscal do governo desafiando os investimentos e a competitividade da economia do país.

Sob a liderança do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governo mexeu no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que oferecia até então as melhores linhas de crédito para aquisição de máquinas. Os recursos foram enxugados e os juros, que variavam de 4 a 8 por cento ao ano, subiram para até 11 por cento ao ano, dependendo do tipo de equipamento financiado.

Com isso, as atenções do mercado voltaram-se para o Moderfrota, um instrumento com juros subsidiados criado na virada do século, que também sofreu ajustes, mas ainda assim apresenta juros melhores que o PSI.

Na prática, foi o fim de uma era de juros muito baixos aos quais os compradores ficaram acostumados nos últimos anos.

"Quando você dá uma droga estimulante ao mercado e depois tira essa droga, tem sempre um período em que sente falta", avaliou Maritano, da New Holland, uma empresa do grupo italiano CNH Industrial.

Mais um ano ruim

As novas taxas de juros, junto com outros fatores importantes, como a queda nos preços das commodities e as incertezas sobre o futuro da economia brasileira, deverão fazer a indústria de máquinas agrícolas amargar um segundo ano consecutivo de encolhimento em 2015, segundo importantes executivos.

No primeiro trimestre, as vendas de colheitadeiras no Brasil desabaram 42 por cento na comparação com o mesmo período de 2014. Esse segmento já fechou o ano passado com diminuição de 26 por cento ante 2013.

Já as vendas de tratores de rodas, que recuaram 14,5 por cento em 2014, acumulam percentual semelhante de retração entre janeiro a março, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos (Anfavea).

"Nós prevemos que ficará neste patamar pelo resto do ano", disse o vice-presidente para América do Sul e América do Norte da AGCO, fabricante das marcas Massey Ferguson e Valtra, Robert Crain.

"O ano caminha para ser menor (em vendas) do que 2014", afirmou o presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann.

Além da questão dos juros nos financiamentos, produtores estão mais cautelosos em assumir novas dívidas com investimentos pela situação dos preços das commodities e o câmbio.

Produtos como soja, milho, açúcar e café, entre os mais importantes da matriz agrícola brasileira, têm registrado quedas nos valores.

E a compra dos insumos para o plantio 2015/16 --muitos deles importados, como fertilizantes e defensivos-- já está ocorrendo com o novo patamar do câmbio.

"O problema tem sido a volatilidade. O pessoal no campo fica meio maluco para tentar encontrar o melhor ponto para vender o produto e comprar o insumo", avaliou o diretor comercial do banco Itaú BBA Alexandre Figliolino.

Economia brasileira

As menores compras de máquinas agrícolas em 2015 acompanham uma queda nos investimentos em geral no país que ameaçam deprimir ainda mais a economia brasileira no futuro, segundo avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A Formação Bruta de Capital Fixo --uma medida dos investimentos no país-- teve baixa de 4,4 por cento em 2014, contra alta de 6,1 por cento no ano anterior.

"O que nós vendemos representa boa parte do que o país investe. Se nós deixamos de vender, o país deixa de investir", disse o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, um dos organizadores da Agrishow.

Os efeitos dos baixos investimentos, segundo ele, são depressão do Produto Interno Bruto (PIB) e uma desindustrialização do país, com maior desemprego.

Plano Safra

Logo na abertura da Agrishow, a ministra da Agricultura Kátia Abreu foi cercada por quase 20 jornalistas. O principal questionamento: como serão os juros e os volumes de recursos disponíveis no Plano Safra 2015/16.

A ministra deu poucos detalhes. Limitou-se a dizer que "o custeio agrícola não deverá ter nenhuma redução" e que "teremos também um juro proximamente de neutro", indicando uma alta.

As dúvidas do setor produtivo, especialmente sobre as linhas para financiar investimentos, continuam grandes.

"Juros e volume de recursos para agricultura empresarial, realmente não sabemos. É uma incógnita", reclamou o diretor da Tatu Marchesan, uma das maiores fabricantes de implementos agrícolas do país, João Carlos Marchesan.

Segundo empresários, não há indicativos claros, por exemplo, sobre os recursos e os termos para o Moderfrota no novo Plano Safra, vigente a partir da metade do ano.

O anúncio do plano para 15/16 está marcado para 19 de maio.

Perspectivas de médio prazo

Um visitante menos atento, ao observar a opulência dos estandes da Agrishow e o grande número de novos lançamentos, nunca diria que o setor vive um período difícil.

De fato, é sólida a confiança das empresas em uma recuperação em breve, impulsionada mais pela fé no agronegócio global do que pela confiança nos rumos da economia brasileira.

"Se você olhar para o histórico da agricultura brasileira, a maior parte deles nunca caiu mais do que dois anos seguidos nos últimos 25 anos. E este é o segundo ano. O próximo ano não será nada maravilhoso, não vai às alturas, mas há possibilidade de ser melhor que este", previu Crain, da AGCO. "Nós vamos continuar investindo."

Segundo os executivos, os fundamentos para um crescimento do setor no médio prazo não deixaram de existir: a demanda global por alimentos continuará crescendo e o Brasil é um dos poucos países que pode ampliar sua produção, tanto com novas áreas quanto com ganhos de eficiência.



Fonte: DCI

Com dólar alto, agricultores do Paraná trocam plantio de fumo pelo kiwi

Mallet é o município com maior área plantada da fruta no Paraná. Estimativa para a colheita do kiwi em 2015 é de boa produção no estado.


Foto: G1
Em Mallet, na região dos Campos Gerais do Paraná, produtores rurais trocaram o plantio de fumo pelo cultivo de kiwi. A região fria abriga mais de 30 fruticultores, que estão em época de colheita da fruta. Com o dólar alto, a procura pela fruta importada perdeu espaço para a produção nacional.

Alfredo Drewnoski é um dos pioneiros. Começou com 30 mudas e hoje produz 40 toneladas por ano. "Esse ano o kiwi deu bom, está com o tamanho certo e o açúcar no ponto exato", diz o agricultor. Outro produtor chega a contratar pelo menos 20 pessoas para ajudar no trabalho, que é manual. "Vale a pena o investimento. É plantar, produzir, que a venda é certa", afirma o produtor Silvestre Gabriel.

Com a safra deste ano, os produtores conseguem receber, em média, um valor considerado bom - R$ 1,50 pelo quilo. " O que está colhido está vendido. O que ainda não foi colhido, também já foi vendido", garante Rafael Klein, secretário de Agricultura de Mallet.

Fonte: G1

Oferta na safra do caqui em Mogi faz preço despencar

Produtores dizem que valor arrecadado não suprirá custo com a produção.Safra está na metade e valor já se igualou ao do ano passado.


Foto: G1
A safra do caqui em Mogi das Cruzes/SP está na metade e isso faz com que aumente a oferta no mercado e consequentemente a diminuição dos preços, segundo os produtores. Mas os agricultores reclamam que neste ano o valor caiu muito e eles podem ter prejuízos.

No sítio do agricultor Armando Saito, a colheita do caqui rama forte está em alta. "Na minha roça, o clima ajudou bastante. Porque na época da floração choveu pouco, então a fruta vingou bastante", diz. Porém, o agricultor reclama que o preço atual da venda da caixa talvez não cubra nem os gastos da produção."O meu custo é de aproximadamente R$ 2 por caixa, fora o custo de produção e tratos culturais. O preço ideal para mim seria ideal se fosse R$ 5", ressalta.

Já para o produtor do caqui fuyu, a produção demanda muito trabalho e o custo é alto. "Das variedades de caqui, o fuyu é o que dá mais trabalho. Tem que saber qual é o galho que vai deixar para podar. É diferente, por exemplo, do rama forte, que todos os galhos que deixar vêm com fruta. E para o fuyu ter uma boa qualidade, é necessário cobrir ele com um saquinho. A gente também tem que polir fruta por fruta, o que dá um trabalho maior", afirma o agricultor Ercílio Hoçoya.

No meio da safra deste ano, o preço já se igualou ao do ano passado e está R$ 6. Mas, segundo os produtores, o custo para o cultivo da fruta subiu muito em relação ao ano passado, como a caixa de papelão utilizada para o manejo da fruta que está R$ 0,14 mais cara.

A difícil situação dos produtores deixa até os funcionários com medo de serem dispensados. Um deles chega a relatar que prefere trabalhar com o trabalho rural. "Não deu certo, eu não me acostumei. Porque o meu negócio, na verdade, é o sítio. Trabalho em um sítio, cresci também no sítio e, além disso, eu também já era acostumado a trabalhar com caqui. Eu não tenho interesse em sair da área", disse o trabalhador rural Elias Araújo.

Em Mogi das Cruzes devem ser colhidas 60 toneladas da fruta, cerca de 30% da produção nacional.

Fonte: G1

Abelhas de aluguel garantem produção de frutas no país

Com a população de abelhas em queda em todo o mundo, o aluguel de colmeias virou uma saída para produtores de fruta brasileiros. Isso porque sem os insetos não há polinização, e sem polinização as flores não dão frutos.

Cada colmeia chega a custar R$ 60, e grandes pomares exigem até 2.000 unidades. Uma única colmeia pode abrigar 120 mil abelhas, resultando em um exército de milhões de operárias em campo na época da floração.

Em Mossoró (RN), a produção de melão depende das abelhas de aluguel. Com elas, a produtividade das lavouras aumentou 30%, segundo Lecy Carlos Gadelha, gestor do projeto Apicultura Potiguar, do Sebrae no Estado do RN.

"Todos os produtores adotam essa prática [alugar colmeias]. Embora 40% deles tenham apiários próprios, a maioria depende do aluguel."

No Estado, as lavouras de melancia também são polinizadas por abelhas de aluguel.

No Sul, os pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) introduziram seis colmeias por hectare de pomar de maça tipo fuji, em Bom Retiro (a 95 km de Florianópolis), onde antes havia três. Com isso, a produção aumentou 20%.

Segundo o professor titular de agronomia da UFSC,  Afonso Orth, os produtores investiram R$ 180 a mais por hectare. "E o resultado foi 6.000 quilos extras de fruta."

Orth diz que toda a produção de peras de Santa Catarina se beneficia do trabalho das abelhas alugadas hoje, 90% das frutas comercializadas são importadas.

Para o biólogo da USP,Lionel Gonçalves, no entanto, o empréstimo de colmeias não tem futuro porque muitas unidades são desfalcadas e até eliminadas após o trabalho devido aos agrotóxicos.

Segundo ele, os Estados Unidos, onde a prática é bem mais disseminada, também enfrentam o problema.

No aplicativo Bee Alert, que Gonçalves desenvolveu para apicultores registrarem o desaparecimento de colmeias, há 103 ocorrências em 13 Estados, com 12 mil colônias e cerca de 700 milhões de abelhas eliminadas.

Dono de um apiário em São Gabriel interior do Rio Grande do Sul, Santos teve um prejuízo de R$ 150 mil nos últimos cinco anos. Em 2014, perdeu todas as suas colmeias por intoxicação na lavoura de laranja.

Na lista de espécies em extinção do Ministério do Meio Ambiente, atualizada em 2014, cinco tipos de abelha estão listados. "É um problema sério, porque 70% de tudo o que comemos depende das abelhas", diz Gonçalves.

Fonte: Folha de S. Paulo Online