terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Região de Sorocaba é uma das principais na produção de tangerina



Estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destacou Sorocaba como uma das principais regiões produtoras de tangerina, ou mexerica como também é conhecida a fruta. O levantamento analisou os anos de 2009 a 2013 e registrou uma perda de 1,8 milhão de pés no Estado devido ao "envelhecimento natural do pomar, bem como problemas de pragas e doenças de difícil controle, tais como mancha marrom de alternária, declínio, clorose variegada, morte súbita e o greening". Esses fatores comprometeram o pomar e elevaram o custo de produção.

Em 2013, o cultivo da tangerina totalizou 4.833 mil pés em todo o Estado. Os 19 municípios do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Sorocaba tinham 505 mil pés em 2013 e a produção foi de 1,47 milhão de caixas (de 40,8 quilos cada uma), de acordo com o levantamento do IEA. Está entre as três regiões de maior relevância no Estado, junto com São João da Boa Vista e Jaboticabal.
A redução do plantio e queda na produção foram significativas na região do EDR de Itapetininga, conforme o IEA. O estudo apontou uma queda de 666 mil pés em 2009 para 157 em 2013. Quanto à produção, houve baixa de 1,7 milhão de caixas em 2009 para 308 mil em 2013. Envelhecimento do pomar, pragas e doenças fizeram com que agricultores trocassem a tangerina por outras culturas. 

Safra e empregos
O período de safra da fruta ocorre a partir de maio e em algumas regiões indo até dezembro. No Brasil e em São Paulo a preferida é a variedade poncã, por ser mais doce. O principal mercado é o interno. Em 2014, a produção reduzida elevou o preço. Pesquisadores do IEA estimaram também a mão de obra empregada no cultivo da tangerina no Estado. "O ano de 2009 foi o que a cultura ocupou 9.368 pessoas diretamente nos pomares paulistas, e 2013 foi o de menor ocupação, com 6.770 pessoas, sem computar a colheita."
Normalmente é necessário uma pessoa para o cultivo de 2 hectares. Os cuidados são realizados por pessoas que, com seus familiares, estão fixados no meio rural com o sustento ligado diretamente à produção de tangerinas. A cultura proporciona trabalho e sustento a um elevado número de outras pessoas que atuam em atividades correlatas, como no transporte, distribuição, indústria de sucos e comercialização.


Ranking
Em 2013, a produção no Estado foi de 11,09 milhões de caixas de 40 quilos, com 4.833 pés. Segundo o estudo, "a tangerina ocupou, em 2013, a 16ª posição no ranking do valor da produção dos principais produtos do Estado de São Paulo (total de 51 produtos), variando de R$ 298,23 milhões em 2009 a R$ 493,74 milhões, apresentando variação anual de 12,4%". Entre as frutas frescas, no mesmo ano a tangerina ocupou a 4ª posição no ranking, ficando atrás apenas de banana, laranja de mesa e limão.


Fonte:  Jornal Cruzeiro do Sul
Marcelo Roma - 06/01/2015
marcelo.roma@jcruzeiro.com.br

Agronegócio pode ganhar impulso com nova tecnologia

Boeing combina veículos aéreos não tripulados com outras fontes de dados para potencializar agricultura de precisão no Brasil


Uma aeronave não tripulada pode mudar a forma de se fazer agronegócio no Brasil ao possibilitar observação e reconhecimento territorial de forma contínua, dia e noite, e também a coleta ininterrupta de dados. O ScanEagle, é o   Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) da Boeing  com inovação e tecnologia de ponta e que pode ser um grande auxiliar do agronegócio brasileiro.


Foto: Boeing / Divulgação
 
A receita encontrada pela Boeing para potencializar a chamada “agricultura de precisão” é a combinação dos VANTs com outras fontes de dados, obtidos, inclusive, por satélites de observação da Terra. Trata-se de um campo da ciência conhecido como sensoriamento remoto. E é nisso que apostam os pesquisadores da Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil (BR&T - Brasil).
 
Exceto no caso de dados coletados em laboratório, onde as condições são controladas, existem hoje basicamente três níveis de sensoriamento remoto para a coleta de dados das plantações: o de campo, quando se leva o equipamento para a área de interesse e ali os dados são coletados; o aéreo, em que os sensores que coletam os dados são embarcados em aeronaves tripuladas; e o orbital, no qual os sensores estão a bordo de satélites que orbitam a Terra a aproximadamente 700 km de altitude.
 
Contudo, todos esses níveis de sensoriamento remoto têm limitações. Os dados coletados em campo são muito precisos, mas envolvem um alto custo de operação e, em geral, limitam-se a cobrir áreas pequenas.
 
Por outro lado, os dados obtidos por sensores a bordo de satélites cobrem grandes áreas e de maneira sistemática, mas muitas vezes são limitados à passagem dos satélites quando o céu não está nublado, o que é um problema em regiões tropicais como o Brasil. O uso de aeronaves tripuladas pode ser uma solução, mas envolve um custo extremamente elevado de operação e, além de depender de condições meteorológicas favoráveis, também depende de técnicos extremamente especializados.
 
As vantagens dos VANTs em relação a outros sistemas
É aí que entram os VANTs, com suas inúmeras vantagens para as aplicações de sensoriamento remoto na agricultura. Entre elas: a possibilidade de coletar dados a qualquer momento, sistematicamente, e em curtos intervalos de tempo; a capacidade de voar abaixo das nuvens e coletar dados mesmo em dias nublados; a facilidade de manuseio do equipamento; a gama de sensores que podem ser utilizados; e o custo de operação, que tende a diminuir à medida que a tecnologia se populariza.
 
O intervalo de tempo entre duas aquisições consecutivas de dados sobre a mesma área, que em termos técnicos é conhecido como “resolução temporal”, é bastante otimizado. “Um satélite passa sobre determinada área hoje; se estiver nublado, você só terá chance de uma nova imagem depois de duas semanas; se estiver nublado novamente, só daqui a um mês. Para a agricultura, isso pode ser um tempo muito grande”, argumenta Marcio Pupin Mello, coordenador de pesquisa em Sensoriamento Remoto e Agricultura de Precisão da BR&T-Brasil. Um VANT pode sobrevoar determinada área todos os dias ou até diversas vezes no mesmo dia.
 
É possível integrar inúmeros tipos de sensores, ou câmera, nos VANTs, desde uma câmera comercial mais simples, como aquelas geralmente utilizadas por atletas que praticam esportes radicais, até sensores mais complexos, com centenas de bandas espectrais que vão do visível até o infravermelho. A partir daí, literalmente, o céu é o limite: pode-se verificar quão sadia está a vegetação, se há falhas no plantio, se determinado trecho da área plantada está mais desenvolvido que outro, se o calor, humidade ou a luminosidade estão adequados para cada cultura agrícola, entre outras possibilidades.
 
“Muitas vezes, é muito mais simples e barato para o produtor usar um VANT para sobrevoar e monitorar uma região do que comprar uma imagem de satélite ou usar um avião tripulado”, explica Mello, que é doutor em Sensoriamento Remoto.
 
Próximo passo
O uso de VANTs no Brasil, entretanto, ainda não está regulamentado. “A Boeing tem bastante conhecimento adquirido com o uso das tecnologias de VANTs pelo mundo, incluindo aplicações em agricultura de precisão. Aqui no Brasil, estamos trabalhando com parceiros nacionais e criando juntos tecnologia e conhecimento”, afirma o pesquisador. “Precisamos concentrar esforços, junto com as autoridades aeronáuticas, para promover o uso profissional do VANT no país, só assim poderemos tirar total proveito de seu uso nas aplicações para a agricultura”, completa Mello.

Fonte: Portal Terra  - http://conteudopublicitario.terra.com.br/

Colheita da melancia inicia em São Gabriel



Foto: Divulgação/Seagro-TO
A colheita da melancia iniciou no último dia 30 de dezembro no município de São Gabriel. Até o final de março, período de colheita, cinco mil toneladas da fruta devem ser colhidas na cidade, onde 15 produtores cultivam a melancia em cerca de 100 hectares. O principal destino da fruta produzida em São Gabriel é Santa Maria. Apenas 20% de toda a produção devem ficar em São Gabriel. 

O agricultor familiar Pedro Juner Silveira Santos, que possui 42 hectares com melancia, começou o plantio em setembro. O produtor cultiva as variedades Colt, Jubille e Hollar. “As primeiras melancias estão pesando de oito a 15 quilos. A expectativa é de que a produção passe de 80 toneladas por hectare”, projeta Santos. Além da fruta, o agricultor também planta melão gaúcho, pepino salada, abóbora e moranga. 

“Acompanhando a colheita, podemos observar um excelente padrão de frutos. Junto ao ponto de venda, vários compradores degustaram a produção e confirmaram que as frutas estão muito saborosas”, relata o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Renato de Juli. Ele ainda avalia que, em função das fortes chuvas e ventos na região, as despesas com controles de insetos e fungicidas estão maiores nesta safra.



Data: 05/01/2015 
Fonte: EMATER/RS

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015



Carta Aberta aos Associados

No dia 31 de outubro de 2014, tivemos uma Assembléia Geral para escolher os Gestores do Instituto Brasileiro de Frutas para o Triênio 2014/2017.
Nesta eleição não foram apresentadas outras chapas. Isto  mostrou o interesse de todos na atual gestão. A permanência dos atuais gestores foi aprovada por unanimidade e por aclamação.
Assim sendo, pela presente estamos agradecendo a todos os associados, que continuam depositando confiança na condução que estamos dando a entidade, que está procurando permanentemente atender com dedicação as necessidades dos seus representados.
Contudo, estamos convictos que cometemos erros. No estabelecimento de nossos planos de trabalho talvez não estejamos atendendo vários associados que esperam do Instituto outros suportes, que não estão contemplados nas ações da nossa gestão.
Assim sendo, estamos nos propondo a incorporar no nosso programa de trabalho, na medida do possível, novas atividades que possam atender melhor a todos os associados.
Porém, o que achamos extremamente importante, é externamos publicamente nossos agradecimentos aos nossos colaboradores e aos coordenadores das divisões de frutas frescas, frutas processadas, nozes e castanhas e de serviços.
Igualmente foram inquestionáveis as orientações do nosso Comitê Técnico Científico.
Graças a todos, tivemos não uma eleição, mas uma reunião de associados para apoio à gestão do IBRAF.
Infelizmente, não poderemos contar nesta nova gestão com dois dos nossos associados na Diretoria, como o Antonio Carlos Tadiotti, que está mudando de atividades e o Éderson Nogueira por motivos profissionais.
Porém, a eles nossos agradecimentos especiais, por terem durante a última gestão, contribuído em muito com o Instituto Brasileiro de Frutas.
Finalizando, em uma entidade como o IBRAF, sob o ponto de vista democrático, queixas e solicitações de novas demandas são normais, e como não se trata de uma instituição política, cabe a nós gestores analisarmos os motivos destes anseios, e procedermos as reestruturações e redirecionamentos necessários , para melhor representar todos e fortalecer o Instituto.
Parabéns ao IBRAF e a todos os Associados,


Atenciosamente,


Etélio Prado                                                           Moacyr Saraiva Fernandes
Presidente do Conselho Deliberativo                                            Diretor Presidente
                                                                                          


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

EXPORTAR PARA CRESCER - CAMINHOS DA SUSTENTABILIDADE - 10/12/2014




Objetivos

Mobilizar e sensibilizar produtores e exportadores interessados em evoluir nos processos de internacionalização de seus negócios, agregando valor a produtos e serviços com práticas e procedimentos de sustentabilidade sócio-ambiental.

Programação

Abertura:

Rogério Amato, Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP; Roberto Ticoulat, Presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras – CECIEx; Ana Paula Shuay, Superintendente de Negócios e Operações da Agência de Desenvolvimento Paulista - DESENVOLVE SP.

Sessão 1 – Panorama geral do Projeto EXPORTA, SÃO PAULO.
Fortalecimento da competitividade de produtores e exportadores Ampliação da base exportadora paulista. Sistema de Informações de Apoio às Exportações do Estado de São Paulo – SIAEXP.
JOSÉ CÂNDIDO SENNA, Coordenador Geral do Projeto EXPORTA, SÃO PAULO, pela FACESP e ACSP.

Sessão 2 – A sustentabilidade socioambiental como fator de agregação de valor e de competitividade de cadeias produtivas globais. Aspectos conceituais da produção mais limpa. Como evitar perdas e desperdícios, em especial em cadeias alimentares. A gestão e a valorização de resíduos. O lixo como fonte de energia, insumos e componentes produtivos. Custos e benefícios para produtores, exportadores e a sociedade.
ALCIDES LOPES LEÃO, Professor da FCA/UNESP e Consultor da ONU/FAO; MOACYR SARAIVA FERNANDES – Diretor Presidente do Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF.

Sessão 3 - Experiências bem-sucedidas nos agronegócios. Abordagem sistêmica “cradle to cradle”, envolvendo reciclagens e energias renováveis. Auditoria e certificação de produtos e processos produtivos A competitividade de produtos de madeira em mercados externos, tais como chapas de fibra, pisos laminados, painéis de partículas de média e alta densidade.

IZABEL TAKITANE, da UNESP, e PAULO CESAR AMANTHÉA, Consultor Internacional da ECTX S.A. (Grupo EUCATEX).

Sessão 4 – Financiamento de projetos e de atividades produtivas sustentáveis. Programas oficiais de apoio a produtores e exportadores. Linhas de financiamento de novas tecnologias e da agricultura de baixo carbono (programas ABC). Custos, prazos, garantias e carências.
LÚCIO ANGNES, da Diretoria Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP; LUCIANA MOORE SURLIUGA, Economista do BNDES

Sessão 5 – Conclusões e recomendações. Próximas atividades conjuntas do Programa de Sustentabilidade e Competitividade.

(EXPORTA, SÃO PAULO/FEPAF/FCA-UNESP).

Encerramento.

Local, data e horário: Associação Comercial de São Paulo - ACSP, rua Boa Vista, 51, 9º. Andar, Centro, São Paulo - SP
10 de dezembro de 2014, das 14h00 às 18h00.

Informações e Taxas de Inscrição:
ACSP: tel: (011) 3180-3500 e tneuma@acsp.com.br.

R$ 100,00 por participante filiado a entidades que promovem e apoiam o evento.

R$ 150,00 por participante não-filiado.

Depósitos a favor da ACSP, CNPJ 60.524.550/0001-31

BRADESCO, Agência: 099-0, Conta Corrente: 259.968-6

Promoção e Realização:

Associação Comercial de São Paulo – ACSP; Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras – CECIEx; Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - FCA-UNESP; Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP; Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - FEPAF

Apoio:
Agência de Desenvolvimento Paulista - DESENVOLVE SP;
Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – ABRELPE;
Associação Brasileira da Indústria do Arroz – ABIARROZ;
Brazil Specialty Coffee Association – BSCA;
 ConTrader Comércio Exterior; Fundação Vanzolini;
Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC;
Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF;
Instituto de Promoção do Desenvolvimento – IPD;
INVESTE SÃO PAULO;
Projeto de Extensão Industrial Exportadora - PEIEX

terça-feira, 14 de outubro de 2014

IX Seminário de Fruticultura de Clima Temperado


Palestras sobre água, oliveira, lúpulo, amora e morango serão no dia 26 de novembro



A 9º edição do Seminário de Fruticultura de Clima Temperado acontecerá no dia 26 de novembro de 2014, em São Bento do Sapucaí/SP. Trata-se de um evento técnico, com palestras sobre água, oliveira, lúpulo, amora e morango.

O Seminário de Fruticultura se justifica devido ao fato de o cultivo de fruteiras de clima temperado e subtropical promover uma boa remuneração à agricultura, em pequenas áreas, por conta do alto valor agregado de seus produtos, tanto os frescos como os processados, gerando um grande interesse pelos produtores.

Nas últimas oito edições desse evento foram verificados aumentos na participação crescente de produtores oriundos das regiões serranas e outras regiões do Estado de São Paulo e do Brasil. Os participantes vêm a procura da troca de informações, mudas de boa qualidade e se inteirar sobre o assunto em palestras e atividades que visam o desenvolvimento e avanço da fruticultura de clima temperado e subtropicais, por meio da apresentação de aspectos técnicos e mercadológicos. Promovendo, assim, o desenvolvimento do setor.

Confira a programação do evento:


Informações: CATI (12) 3971-1306 / 3971-2046
email: npmsb@cati.sp.gov.br ; rafaelpio@hotmail.com

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Os usos múltiplos do maracujá

Da flor à casca, veja o que pode ser feito com a fruta



Nativo da América Tropical, o fruto do maracujazeiro possui vitaminas A, C e do complexo B, além de sais minerais como potássio, ferro e cálcio. Além de maior produtor, o Brasil é o que mais consome maracujá no mundo. No entanto, apesar de existirem mais de 150 espécies e cerca de 70 viáveis para comercialização, o país utiliza apenas duas em maior escala (a variedade azeda, Passiflora edulis e a doce, Passiflora alata), afirma Ana Maria Costa, pesquisadora da Embrapa Cerrados e líder da Rede Passitec (Desenvolvimento Tecnológico para Uso Funcional e Medicinal das Passifloras Silvestres).
Atualmente, a Embrapa trabalha no desenvolvimento de cultivares novas, com propriedades diferentes, maior produtividade e usos múltiplos. O maracujá pérola, por exemplo, é rico em ferro e tem mais taliamina do que a maçã, além de ser fácil de produzir. Lançado em maio de 2013, já está sendo inserido no mercado por produtores do Distrito Federal e utilizado na merenda escolar, conta Ana Maria.
Segundo a pesquisadora, aproximadamente 900 mil toneladas da fruta são produzidas por ano. “A maioria vai para a produção de suco e isso gera um passivo ambiental [resíduos, como cascas e sementes] de cerca de 600 mil toneladas”. Hoje, a rede de pesquisas tem estudos para utilizar as partes do maracujazeiro de forma completa. “Tirando o suco, o resto é pouco aproveitado pela indústria”. Para ela, esses resíduos “têm potencial de industrialização e vão enriquecer o cardápio do brasileiro”.
Veja o que pode ser feito com cada parte:
1) Polpa
A polpa do maracujá azedo, o mais popular no país, é utilizada majoritariamente na indústria de sucos e em preparações caseiras. Já o doce é o famoso “maracujá de colher”, onde a polpa é consumida in natura.

2) Casca
De acordo com Ana Maria Costa, atualmente grande parte das cascas ou vão para o lixo ou para ração animal e adubo, mas a farinha feita da casca começa a ser difundida. “Ela contribui para diminuir a absorção de açúcar e gordura, ajuda no equilíbrio do intestino e dá a sensação de saciedade”, conta a pesquisadora. Com grande quantidade de fibras, pesquisas da Rede Passitec já testaram o uso da farinha em queijos e iogurtes.

A pesquisadora lembra que para obter uma boa farinha, é preciso cuidado no processamento. “São necessárias boas práticas de higiene para fabricar um produto de boa qualidade”. Segundo ela, nem sempre as grandes indústrias têm essa preocupação com a casca, por isso, os fabricantes da farinha normalmente compram a matéria-prima de processadoras menores. “A farinha boa é clarinha, bem fina e tem baixo teor de amargor”, ressalta.
A Rede Passitec também já desenvolveu um espessante a partir da casca, que foi testado em escala laboratorial na fabricação de queijo, requeijão e sorvete. A pesquisadora conta que alguns produtos já estão começando a atingir o mercado. Ela cita como exemplo a Associação de Produtores de Unaí que farão, até o fim de novembro, o primeiro teste de colocação no mercado do queijo com fibras da casca do maracujá. “Outras cooperativas também já estão se interessando por colocar o produto no mercado”.
A pesquisadora diz que também já existe licor e cachaça feitos a partir da casca fermentada. “Nesse caso, é possível usar o resíduo de grandes indústrias, uma vez que o processo de fermentação purifica o material”.
hortifruti_maracujá_sementes (Foto: Soraya Pereira/Embrapa)
3) Semente
Além de enfeitar mousses e outros pratos, ela pode ser transformada em óleo a ser usado na indústria alimentícia e de cosméticos. A Extrair Óleos Naturais produz três produtos com a semente da fruta: a versão desidratada, o óleo e o farelo desengordurado, que é a torta resultante da extração do óleo.
Sandro Reis, sócio-gerente fundador da empresa, explica que a matéria-prima vem de indústrias de polpa da fruta de diversos Estados brasileiros. “O material vem sujo e é limpo na fábrica. Utilizamos um processo de limpeza desenvolvido pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que faz isso de forma mais rápida”. Reis diz que a rapidez do processo possibilita a fabricação de um produto de melhor qualidade, pois evita a deterioração da semente, que estraga dois dias depois de ser retirada.
Ana Maria ressalta que o óleo tem boa quantidade de ômega 6 e é utilizado tanto na indústria alimentícia quanto na cosmética. “Ele pode ser usado como emoliente, pois diminui o inchaço debaixo dos olhos”. Sandro afirma que “o farelo é interessante tanto na fabricação de esfoliantes quanto para substituir em até 25% a farinha em pães, principalmente na linha integral”.
hortifruti_flor_maracujá (Foto: Breno Lobato/Embrapa)
4) Flor
De beleza marcante, a flor do maracujá é empregada na indústria de cosméticos por seu aroma. Algumas espécies também são plantadas com o propósito do uso ornamental.
5) Folha


É da folha do maracujá doce (passilfora alata) que a passiflorina utilizada em remédios é extraída pela indústria farmacêutica. É também da folha dessa espécie que a Natura extrai dois flavonóides empregados na fabricação de cremes rejuvenescedores. “São muito interessantes do ponto de vista cosmético, pois tem propriedade de regeneração celular”, afirma a pesquisadora.


POR THUANY COELHO | EDIÇÃO: RAPHAEL SALOMÃO
GLOBO RURAL

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Presidente do IBRAF, Moacyr Saraiva Fernandes e o Diretor de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto, Carlos Alberto Albuquerque , reuniram-se nessa segunda-feira com a Dra. Rita Milagres, Coordenadora Geral de Agronegócios – SDP/MDIC, para entrega da placa ”IBRAF 25 Anos” a qual se presta a reconhecer e, ao mesmo tempo, homenageá-la pelos seus relevantes serviços prestados ao longo desse um quarto de século de existência do Instituto Brasileiro de Frutas.





domingo, 7 de setembro de 2014

Oferecendo frutas às crianças


Além de fornecer vitaminas, as frutas são importantes para a formação do sistema imunológico infantil e colaboram para o bom funcionamento do intestino. Variar os tipos de frutas ingeridas é fundamental para que todos os nutrientes necessários à saúde sejam fornecidos da forma correta. Para crianças entre 4 e 10 anos de idade, por exemplo, são indicadas de 3 a 4 porções de frutas por dia.

A verdade é que muitas crianças passam por momentos em que começam a rejeitar certos alimentos. Na lista de itens excluídos costumam entrar as frutas, o que gera a maior preocupação com a qualidade da alimentação dos pequeninos. Se seu filho estiver passando por esta fase, continue a oferecer frutas variadas, mas nunca o force a comê-las. E acredite: não há motivos para desespero. Essas fases passam e se a família tiver o hábito de comer alimentos saudáveis, logo a criança voltará a se interessar por eles também.

Para ajudar nessa missão, sugerimos algumas formas diferentes de oferecer frutas para seu filho. Confira:

Espetinhos de frutas

Pique frutas e chame seu filho para escolher algumas delas e montar um irresistível espetinho. Essa é também uma ótima opção para ser servida nas festas infantis.




Tudo em família 

Mesmo que seu filho não esteja aceitando frutas, mantenha-as sempre por perto e ao alcance de todos. É possível que ele se sinta incentivado a provar algo, vendo pais e irmãos degustando também.



 Frozen

Frutas tornam-se irresistíveis quando servidas com iogurte frozen ou sorvete de creme. O prato fica colorido e as texturas provocam sensações diferentes na boca da criança.



Salada de frutas

Sim, a velha e boa salada de frutas é uma ótima opção. Pique frutas da estação e sirva com molho de suco de laranja ou iogurte natural com mel. Delícia!


Festa das Frutas

Sabe aquela tarde em que seu filho está brincando com os amigos? Então, chame todo mundo para um lanche diferente: pique diversos tipos de frutas e deixe tudo à mão para que eles possam ir provando e curtindo os diferentes sabores. Diga a eles que é dia da Festa das Frutas.


Liberdade para conhecer

Regras são chatas e não ajudam em nada a criança a conhecer melhor o alimento que ela irá comer. Sempre que oferecer uma fruta, deixe seu filho apertar, cheirar, lamber e, até mesmo, se sujar com ela. A atividade vai se tornar divertida e frequente, isto sim!



Bolinhas coloridas

Use um boleador para fazer bolinhas de melancia, melão e mamão. Dica: sirva-as em casquinhas de sorvete ou dentro de uma laranja (foto). 






Formatos variados

Use cortadores de biscoitos para moldar as frutas em formas divertidos, como coração, estrelas e bonequinhos. Duas frutas perfeitas para isto são a melancia e o melão.




Picolés

Corte a melancia em forma de triângulo e espete-a em um palito de picolé. Você também pode espetar banana sem casca no palito e deixá-la no congelador por alguns minutos para virar um delicioso sorvetinho. Também pode preparar sorvetes a base de leite com frutas em pedaços.


Tortinhas

Use massas prontas para criar uma diferente torta de frutas. Basta colocar as frutas de sua preferência e servir com iogurte, mel ou sorvete.



Estrelinhas

Carambolas rendem lindas estrelas. Basta cortá-las em pedaços e arrumá-las nos pratos. As crianças amam pensar que estão comendo pedacinhos do céu!



Compras divertidas

Leve seu filho à feira ou ao supermercado e peça sua ajuda para escolher as frutas que irão levar para casa. Incentive-o a tocá-las e cheirá-las. Explique a importância de comermos frutas todos os dias e como saber se a fruta está boa para experimentar assim que chegar em casa.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Exportação de frutas enfrenta retração de 15%


Além de amargar o terceiro ano consecutivo de seca e a consequente escassez no fornecimento de água nos polos de irrigação do Estado, agora o Ceará ver despencar suas exportações de frutas. De acordo com dados da Adece, de janeiro a junho de 2014 as vendas externas da fruticultura cearense caíram 15,4% em comparação com o primeiro semestre de 2013, passando do montante de US$ 37,5 milhões para US$ 31,7 milhões.


Retração semelhante, de 15,4%, foi experimentada pelo melão - carro chefe da exportação de frutas do Estado. O valor exportado de melões no primeiro semestre desse ano somou US$ 20.375 milhões, abaixo dos US$ 24.048 milhões exportados no mesmo período de 2013. Foi o maior decréscimo em valores reais - US$3.673 a menos.



Dentre todas as frutas ´made in Ceará´, o maior recuo, em termos relativos, ocorreu com o coco, que retraiu 50,9% no semestre, de US$ 30,9 mil para US$ 15,1 mil. Em seguida estão a manga, com baixa de 27,4%, de US$ 1,9 milhão para US$ 1,4 milhão; o mamão, que reduziu 23,8%, de US$ 412,3 mil para US$ 314,4 mil; e a banana, cujas exportações do semestre declinaram 18,5%, de US$ 8,2 milhões para US$ 6,7 milhões.



Fora da pauta



O abacaxi, que rendeu nos seis primeiros meses do ano passado US$ 15,8 mil em exportações, em 2014 sequer figura na pauta cearense.



Incremento



A melancia foi única fruta do Ceará que teve as vendas externas ampliadas no primeiro semestre de 2014 face a igual período do ano passado. A soma das vendas externas desse produto passou de US$ 1,4 milhão para US$ 1,6 milhão, com 11,6% de incremento.



Para Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal, "a escassez de chuvas e de água nos reservatórios fez com que produtores reduzissem as áreas de plantio para evitar maiores prejuízos". Segundo ele, a queda das exportações não reflete a demanda do mercado externo. "Tem empresa inclusive com mercado negociado sendo obrigada a não expandir ou até a reduzir o plantio por falta de água. E essa insegurança hídrica também sinaliza expectativas abaixo da média para o restante do ano porque não há perspectivas de recarregar nossos reservatórios até lá", afirma.



Para Bringel, a partir de 2015 pode começar a mudar esse quadro com a transposição do Rio São Francisco e com a possibilidade de um inverno com chuvas. "No caso da transposição, a perspectiva hoje é que o Ceará seja contemplado com 10 metros cúbicos por segundo, que é quase o consumo de Fortaleza".



Segundo ele, mesmo se conseguirmos suprir nossas reservas de água, a melhoria só ocorrerá mesmo a partir de 2016. "Em 2015 ainda estaremos com o pé no freio", prevê.



Frutal inclui recursos hídricos na pauta 2014



Com o tema "Frutas e Hortaliças - Alimentação Saudável e Segura", será realizada entre os dias 23 e 25 de setembro a 21ª Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria - Frutal 2014. Além de fomentar a maior ingestão de frutas e hortaliças pela população e tentar desfazer mitos sobre a produção agrícola, o encontro abordará também sobre os recursos hídricos disponíveis para os próximos vinte anos no Estado.



O encontro, que será sediado no Centro de Eventos, foi lançado ontem durante reunião ordinária do Pacto de Cooperação de Agropecuária Cearense (Agropacto). De acordo com o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, o Ceará precisa garntir recursos e estruturas para ajudar o setor. "Hoje o Ceará é o terceiro em exportações de frutas, por isso queremos pensar o futuro, como vamos nos estruturar para continuar em pleno desenvolvimento", afirma.



Segundo ele, "o Estado vai ter que partir para uma política de trabalho que garanta a segurança hídrica do Ceará para não afastar investidores tanto na fruticultura como no setor industrial".



Presente ao lançamento, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), Flávio Viriato de Saboya, destacou a importância da Frutal, afirmando que ela é o suporte da fruticultura cearense. "A fruticultura e o Frutal se misturam, se entrelaçam. E hoje nós podemos garantir que o sucesso dessa atividade deve-se, exatamente, dessa união de esforços: Frutal e o agronegócio da fruticultura", afirma. A Frutal 2014 será sediada no Centro de Eventos do Ceará e contará com mais dois eventos simultâneos: o XVI Agroflores e a Expofood 2014. Estão previstas diversas atividades, como cursos e palestras técnicas, seminários técnicos e setoriais, painéis, mesas redondas e oficinas. (AC)



Fonte: Diário do Nordeste



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