terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Projeto fortalece a vitivinicultura em Pinhalzinho-PR

O Sebrae/SC renovou no mês de dezembro o contrato do projeto de vitivinicultura com o NVA – Núcleo de Vitivinicultores da Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho (Acip). A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial (DET) e visa melhorar a qualidade dos vinhedos, além de produção de vinho e vinagre nos municípios de Pinhalzinho, Serra Alta, Modelo, Nova Erechim e Águas Frias. As ações incluem consultorias individuais e coletivas para aplicação de modernas técnicas de cultivo e processamento de uvas, bem como adequação aos padrões exigidos pelos órgãos fiscalizadores.

Atualmente, o Núcleo conta com 15 produtores engajados com a melhoria do setor. A coordenação do Núcleo para 2017 foi eleita neste mês e é formada pelos seguintes produtores: Vilson Savagnago (coordenador), Leandro Simioni (vice-coordenador) e João Batista Brancher (tesoureiro).

Savagnago realça que as atividades estão bem encaminhadas para 2017. “Há três anos temos orientação do Sebrae/SC e o nosso principal objetivo no ano que vem é atingir uma alta qualidade, o que possibilitará obter a legalização total de nossos vinhos. Receberemos orientações no período de fevereiro a março e, em seguida, nos dedicaremos a essa legalização. Esperamos, além de participar, conseguir algum prêmio de qualidade nas pesquisas que são realizadas anualmente entre produtores de vinhos”.

O vitivinicultor Moacir Erthal, que transmite o cargo para Savagnago, enfatiza a evolução nas propriedades oportunizada pelas consultorias e treinamentos do Sebrae/SC. “Não tem como mensurar os expressivos resultados que obtivemos. Antes, nosso modelo de produção era defasado. Não utilizávamos técnicas modernas para melhoria da qualidade dos produtos. Importante destacar, ainda, o carisma especial e o profissionalismo do consultor credenciado ao Sebrae/SC, Gilson Panceri, no desenvolvimento de reuniões, palestras e consultorias técnicas”.

Erthal conta que neste ano produziu 9.500 litros de vinho. “Com a boa classificação que conquistei nos concursos de vinho em 2016 comercializei todas as unidades e cheguei ao final do ano sem vinho”, comemora o produtor que, na premiação local, obteve a classificação ouro na categoria vinho branco de mesa e prata na categoria vinho bordô. No concurso regional ele obteve ouro na categoria branco de mesa. “O próximo passo é investir na produção de vinhos finos”, antecipa. 

O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, ressalta que o apoio à qualificação dos produtores possibilita prepará-los para a adequação aos requisitos de boas práticas de produção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Mapa cumpre acordo com o setor produtivo e garante pagamento antecipado do seguro rural de 2016

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) termina o ano com o pagamento de mais de 90% das apólices subvencionadas pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) contratadas em 2016. O valor dessas operações é de cerca de R$ 370 milhões, segundo cálculos da Secretaria de Política Agrícola (SPA).

“Antecipamos, inclusive, parcelas com vencimentos previstos para o primeiro trimestre de 2017”, disse nesta sexta-feira (30) o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, acrescentando que o Mapa cumpriu o acordo feito com o setor produtivo.

Desde julho, o Mapa recebeu um total de 75 mil apólices de seguro das mais diversas regiões do país para quase 50 tipos de atividades distintas, desde grãos, frutas, olerícolas, florestas e pecuária. O montante de R$ 400 milhões de subvenção autorizados no orçamento foi integralmente utilizado pelo ministério, proporcionando o seguro de lavouras cujo valor extrapola os R$ 13 bilhões.

Lavouras protegidas contra intempéries climáticas evitam dificuldades financeiras para os produtores e renegociações de dívidas em caso de perdas, como tem ocorrido nos últimos anos.

“Demonstramos que o Mapa tem agilidade suficiente para levar esse instrumento de gestão de riscos a mais produtores, o que é preciso agora é termos um entendimento de que isso é investimento e não custo”, ressaltou Geller.

De acordo com o secretário, com R$ 1 bilhão para o seguro seria possível triplicar a base de produtores amparados de forma imediata, reduzindo a pressão do setor sobre a área econômica na eventualidade de problemas climáticos.


Roteiro da Uva e Vinho de Sarandi é atração para turistas no mês de janeiro

O turismo rural é uma opção cultural, gastronômica, de lazer, religiosidade e de resgate histórico, que está conquistando cada vez mais adeptos em Sarandi. O Roteiro da Uva e Vinho, já tradicional no município, receberá visitantes de todas as regiões do Estado no dia 14 de janeiro. As inscrições para participar do Roteiro da Uva e Vinho estão abertas e podem ser feitas até o dia 07 de janeiro, na Agência de Viagens Aeroplus, na Emater/RS-Ascar ou no Departamento de Cultura e Turismo de Sarandi.

O Roteiro da Uva e Vinho envolve a gastronomia típica italiana, com café da manhã e almoço, regados com muito suco de uva e vinhos, além da colheita e degustação de uva direto do parreiral, visitação à agroindústria de sucos e vinícola, momento de história e cultura com visitação à sede da Confraria Amigos do Vinho de Sarandi e às futuras instalações do Museu do Vinho. A visita à Capela São João também faz parte do Roteiro e relembra aos turistas parte da história da comunidade local.

Esta edição do Roteiro da Uva e Vinho está sob organização da Agência Aeroplus e conta com o apoio da Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Sintraf), Conselho Municipal do Turismo (Comtur) e Prefeitura, através do Departamento de Cultura e Turismo.
O trabalho da Emater/RS-Ascar envolvendo o turismo rural tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento da atividade turística sob a ótica da sustentabilidade econômica, social e ambiental, valorizando a cultura local e promovendo a integração da comunidade, para contribuir com a consolidação da atividade como fonte de renda às famílias rurais.

De acordo com a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Lisiane Staggemeier Mattje, os roteiros turísticos rurais são uma forma de mostrar as potencialidades das comunidades do meio rural, incentivar a permanência das famílias no campo, além de valorizar a cultura e resgatar a história dos antepassados. 

Programação do Roteiro da Uva e Vinho

Neste dia 14 de janeiro, Sarandi recebe as excursões para mais um Roteiro da Uva e Vinho. O Roteiro partirá da frente da Praça Farroupilha, no centro de Sarandi, às 8h, em direção à comunidade da Linha Cocho. No local, será servido o café da manhã típico colonial aos visitantes. Ao longo do passeio os turistas poderão conhecer um pouco mais das tradições, culturas e do meio rural de Sarandi, aprender sobre o cultivo da uva e da produção do vinho. O passeio encerra às 13h30. Interessados em participar do Roteiro da Uva e Vinho devem entrar em contato com a agência Aero Plus Viagens e Turismo, através do telefone (54) 3361-2583, ou pelo e-mail contato@aeroplus.tur.br


Fonte: Emater - RS

Retrospectiva 2016: País abre mercado em 17 países a mais 22 produtos agrícolas

As negociações comerciais feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com 17 países, em 2016, resultaram na abertura de mercado para 22 produtos brasileiros. Os destaques foram as conclusões de acordos para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos, carne de aves termicamente processada para a Coreia do Sul, carne de aves e suína para o Vietnã e carne bovina termicamente processada para o Japão, de acordo com balanço das atividades do ano da Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa.

No total, o comércio desses 22 produtos com 17 países representam US$ 8,3 bilhões anuais e, com os acordos, o Brasil se habilitou a disputar uma fatia desse montante. As negociações fazem parte dos esforços do Mapa para elevar de 6,9% para 10%, em cinco anos, a participação do Brasil no comércio agrícola mundial, um mercado de US$ 1,08 trilhão por ano.

De janeiro a novembro de 2016, as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões. Desse valor, 71,9% corresponderam a exportações dos produtos dos complexos soja e sucroalcooleiro e carnes.

Ao longo do ano, o Mapa participou de 571 negociações sanitárias e fitossanitárias, envolvendo 134 países. O Mapa também realizou 56 missões técnicas, voltadas à exportação do agronegócio para 16 países, segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. 

“Também foram realizadas missões com objetivo de prospectar oportunidades, realizar negócios e atrair investimento para o país, num total de 22, de alto nível a países da Europa, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático”, destacou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva.

O secretário ressaltou o fortalecimento da parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores, o que permitiu a ampliar de oito para até 25 o número de adidos agrícolas. De acordo com Ribeiro e Silva, o reforço do apoio técnico é importante para as negociações de interesse do agronegócio.

As negociações com diversos países e blocos econômicos foram intensificadas para reduzir tarifas e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado mundial. Entre elas, o secretário destacou a retomada de entendimentos com a União Europeia, o México, a Índia, o Canadá, a EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).

“Em todas essas negociações, o ministério desempenhou papel importante na defesa dos interesses do agronegócio brasileiro junto ao setor privado nacional e demais órgãos do governo brasileiro e do Mercosul”, diz o secretário.

Contenciosos e sustentabilidade

Na Organização Mundial do Comércio (OMC), assinalou Ribeiro e Silva, foram abertos contenciosos com a Indonésia, para carne de frango e bovina, e com a Tailândia, referente a subsídios para o açúcar.

O Mapa intensificou também ações internacionais em temas como propriedade intelectual, barreiras técnicas ao comércio, sustentabilidade, mudanças climáticas e biotecnologia. Na área de propriedade intelectual, houve o reconhecimento mútuo de tequila e de cachaça como indicações geográficas no México e no Brasil, respectivamente, e aprovação do Regulamento de Uso da Indicação Geográfica "Cachaça", no âmbito da Camex, possibilitando maior valorização do produto nacional no mercado externo.

“Já o tema sustentabilidade, principalmente ambiental, passou a ser pauta constante na agenda ministerial, culminando com a participação do ministro Blairo Maggi nos dois principais fóruns mundiais sobre clima e biodiversidade, a Conferências das Partes sobre Mudanças do Clima (COP 22) e a Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP 13)”, lembrou o secretário.

Nessas ocasiões, Mapa pode mostrar as políticas e as práticas que garantem sustentabilidade na produção agropecuária do país. Além disso, a delegação do Ministério da Agricultura atuou para minimizar eventuais propostas que pudessem retirar a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros.

Andef reúne entidades para lançar publicação sobre manejo fitossanitário

A Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), em parceria com seis entidades do setor, prepara o lançamento de uma cartilha sobre manejo fitossanitário voltada aos produtores rurais atendidos pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O objetivo da iniciativa é estimular a adoção das boas práticas agrícolas.

De acordo com a Consultoria Oxya, o documento está em fase de desenvolvimento e sua conclusão está prevista para o próximo mês de abril. A publicação vai abordar o manejo fitossanitário de “maneira transversal, integrando o conhecimento de três grandes áreas: entomologia, fitopatologia e herbologia. Isso porque, em campo, os organismos interagem numa rede que pode ser manejada de forma a reduzir a probabilidade de ocorrência de surtos”. 

No primeiro volume, serão abordadas as grandes culturas, mas os princípios elencados aplicam-se a qualquer tipo de cultivo. “Todo o material será elaborado seguindo a metodologia do Senar, visando a aplicação em campo através de cursos de formação profissional rural. Esse projeto é uma demanda nova. É um material bastante técnico. O Senar vai ajustar ao máximo seu conteúdo para aplicação em cursos na área rural, utilizando sua base de instrutores nos estados”, explica Marcelo de Souza, da Coordenação de Produção de Materiais Instrucionais do Senar. 

Fábio Kagi, gerente adjunto de inovação e sustentabilidade da Andef, explica a “cartilha é absolutamente inovadora, pois vai dar orientações práticas sobre como fazer o manejo fitossanitário, trazendo o que há de mais novo na pesquisa na área. Nós temos na Ande o projeto DefesVegetal.Net, e a ideia é que as informações da cartilha sejam complementadas pelos conteúdos técnicos que já estão disponíveis no site e no aplicativo do projeto”, comenta Fábio. 

A Andef e o Senar estão à frente do projeto, mas contam com a participação dos Comitês Brasileiros de Ação à Resistência a Inseticidas, Fungicidas e Herbicidas (IRAC-BR, FRAC-BR e HRAC-BR), além do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). 


Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Mercado financeiro projeta inflação de 4,87% para 2017

O mercado financeiro espera que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 4,87% este ano. A expectativa é que a inflação se situe bem abaixo da projetada para 2016, que passou de 6,40% para 6,38%, de acordo com pesquisa semanal - Boletim Focus - do Banco Central (BC) feita junto a instituições financeiras e divulgada às segundas-feiras.

Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica de juros, a Selic.

Nas suas duas últimas decisões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 10 e 11 deste mês.

Selic pode cair para 10,25% ao ano

Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 10,25% ao ano. A previsão - divulgada na semana passada - era 10,50% ao ano.

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano permanece em 0,50%.


Participação do Brasil no comércio agrícola mundial cresceu em 2016

De janeiro a novembro de 2016, as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões


As negociações comerciais feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com 17 países, em 2016, resultaram na abertura de mercado para 22 produtos brasileiros. Os destaques foram as conclusões de acordos para exportar carnes bovina, suína e de aves para países como Estados Unidos, Coreia do Sul, Vietnã e Japão, mas outros produtos, a exemplo da soja, contribuíram muito para este aumento, de acordo com balanço das atividades do ano da Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa.

No total, o comércio desses 22 produtos com 17 países representa US$ 8,3 bilhões anuais e, com os acordos, o Brasil se habilitou a disputar uma fatia desse montante. As negociações fazem parte dos esforços do Mapa para elevar de 6,9% para 10%, em cinco anos, a participação do Brasil no comércio agrícola mundial, um mercado de US$ 1,08 trilhão por ano.

De janeiro a novembro de 2016, as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões. Desse valor, 71,9% corresponderam a exportações dos produtos dos complexos soja e sucroalcooleiro e carnes.

Ao longo do ano, o Mapa participou de 571 negociações sanitárias e fitossanitárias, envolvendo 134 países. O Mapa também realizou 56 missões técnicas, voltadas à exportação do agronegócio para 16 países, segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio.

“Também foram realizadas missões com objetivo de prospectar oportunidades, realizar negócios e atrair investimento para o país, num total de 22, de alto nível a países da Europa, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático”, destacou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva.

O secretário ressaltou o fortalecimento da parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores, o que permitiu a ampliar de oito para até 25 o número de adidos agrícolas. De acordo com Ribeiro e Silva, o reforço do apoio técnico é importante para as negociações de interesse do agronegócio.


As negociações com diversos países e blocos econômicos foram intensificadas para reduzir tarifas e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado mundial. Entre elas, o secretário destacou a retomada de entendimentos com a União Europeia, o México, a Índia, o Canadá, a EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).

“Em todas essas negociações, o ministério desempenhou papel importante na defesa dos interesses do agronegócio brasileiro junto ao setor privado nacional e demais órgãos do governo brasileiro e do Mercosul”, diz o secretário.

Contenciosos e sustentabilidade

Na Organização Mundial do Comércio (OMC), assinalou Ribeiro e Silva, foram abertos contenciosos com a Indonésia, para carne de frango e bovina, e com a Tailândia, referente a subsídios para o açúcar.

O Mapa intensificou também ações internacionais em temas como propriedade intelectual, barreiras técnicas ao comércio, sustentabilidade, mudanças climáticas e biotecnologia. Na área de propriedade intelectual, houve o reconhecimento mútuo de tequila e de cachaça como indicações geográficas no México e no Brasil, respectivamente, e aprovação do Regulamento de Uso da Indicação Geográfica “Cachaça”, no âmbito da Camex, possibilitando maior valorização do produto nacional no mercado externo.

“Já o tema sustentabilidade, principalmente ambiental, passou a ser pauta constante na agenda ministerial, culminando com a participação do ministro Blairo Maggi nos dois principais fóruns mundiais sobre clima e biodiversidade, a Conferências das Partes sobre Mudanças do Clima (COP 22) e a Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP 13)”, lembrou o secretário.

Nessas ocasiões, o Mapa pôde mostrar as políticas e as práticas que garantem sustentabilidade na produção agropecuária do país. Além disso, a delegação do Ministério da Agricultura atuou para minimizar eventuais propostas que pudessem retirar a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros. (Com informações do Mapa)





Agricultores do extremo norte do Tocantins colhem resultados positivos com adoção de práticas agroecológicas

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) tem como princípio contribuir de forma participativa para o desenvolvimento rural sustentável, centrado no fortalecimento da agricultura familiar. Com base nesse princípio, o órgão vem desenvolvendo diversas ações, em todo o Estado, voltadas à produção agroecológica, sendo uma delas a Chamada Pública em Agroecologia, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Em 11 municípios beneficiados com a chamada no extremo norte do Estado, região conhecida como Bico do Papagaio, o Ruraltins tem empenhado em promover uma assistência técnica e extensão rural utilizando como base os princípios sustentáveis de produção agrícola, e obtendo excelentes resultados. Um dos exemplos de sucessos vem de Jairnópolis, ou povoado Cabanas, como é conhecido, distante 40 km do município de Araguatins.

Conforme Ricardo Loff, técnico responsável pelo atendimento aos agricultores do povoado, no local residem cerca de 15 famílias, destas, apenas oito aderiam as práticas agroecológicas, preconizadas na Chamada Pública. "Os produtores do povoado já trabalham com as metodologias agroecológicas de forma tradicional, no entanto, faltam-lhes conhecimentos de algumas tecnologias que potencializam a produção, como por exemplo, a correção de solo. E esse é o papel do Ruraltins, ensiná-los e orientá-los, introduzindo novas tecnologias e respeitando sua cultura, para que desta forma, produzam mais e melhor", disse o técnico.

Segundo Ricardo Loff, os resultados superam as expectativas e os que não aderiram à Chamada Pública querem também participar. "Há produtores que a produção mais que dobrou e hoje comercializam o excedente para o Programa Aquisição de Alimentos (PAA) – modalidade Compra Direta Local. Os que não participavam viram os bons resultados e a partir de fevereiro vamos aumentar o número de participante", informou o técnico.

Dentre os produtos mais cultivados no povoado estão a mandioca, a abóbora, o feijão, o amendoim, o inhame, além de hortaliças e frutas. 

Chamada Pública em Agroecologia

A Chamada Pública em Agroecologia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) visa trabalhar o desenvolvimento social, econômico e ambiental das famílias, bem como consolidar práticas produtivas da agroecologia existentes, focadas na produção saudável de alimentos, livres de agrotóxicos.

De acordo com a gerente de Agroecologia do Ruraltins, Geane Rodrigues, ao todo estão sendo investidos mais de R$ 6,5 milhões, beneficiando 1.250 famílias de agricultores.

A ação contempla oito municípios na região central, sete na região sul e 11 no extremo Norte. "Na região do Bico do Papagaio, 450 famílias de agricultores foram selecionadas nos municípios de Araguatins; Augustinópolis; Carrasco Bonito, São Miguel, Sítio Novo, Buriti, Praia Norte, Augustinópolis, Axixá, São Salvador, São Sebastião, Sampaio e Esperantina. Em 2017, vamos para o segundo ano da Chamada Pública e já em fevereiro estaremos dando andamento nas atividades", disse a gerente, informando ainda que a chamada tem duração de três anos.


Fonte: O Girassol

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Governo liberou mais de R$ 51 bilhões em crédito rural em 2016

Mesmo com problemas climáticos enfrentados em 2016 o saldo foi positivo para a agricultura, avaliou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, ao fazer o balanço do ano. “Dos R$ 183,1 bilhões programados para o atual Plano Agrícola e Pecuário, já foram contratados R$ 57,1 bilhões até novembro, com destaque para o Moderfrota.” A vigência do plano vai até 30 de junho de 2017.

Quando o ministro Blairo Maggi assumiu o Mapa, em maio deste ano, o Plano Agrícola e Pecuário 2016/17 havia sido lançado, lembrou Geller, mas a troca de comando, que poderia impactar em mudanças na condução da política e no cronograma de execução das ações, como já aconteceu no passado, teve, ao contrário, resultado positivo. “Assim que assumimos, agilizamos a normatização das regras do crédito para que o agricultor pudesse ter o dinheiro na hora certa para comprar insumos e fazer o plantio”, disse o secretário. O produtor rural pôde acessar o crédito para o custeio da safra a partir de 1º de julho, data em que o plano entrou em vigor.

Problemas climáticos, no entanto, causaram danos à produção. A seca provocou perda de 20 milhões de toneladas de grãos neste ano. As principais regiões afetadas foram a do Matopiba – formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, o Espírito Santo e estados do Nordeste. As lavouras de arroz do Rio Grande do Sul também tiveram sérios prejuízos. Em todos os casos, foi permitido renegociar as dívidas de custeio por até cinco anos, segundo o secretário.
O milho também exigiu atenção especial da Secretaria de Política Agrícola, porque é um insumo fundamental à agroindústria. Hoje, ressalta Geller, o país produz entre 78 milhões a 80 milhões de toneladas. Cerca de 70% da produção é consumida no mercado interno. Para equilibrar os preços do grão e abastecer a indústria, o governo autorizou a importação de milho do Mercosul e dos Estados Unidos. “A medida se mostrou acertada e hoje os preços do grão estão estabilizados.”

Moderfrota

O Plano Agrícola e Pecuário oferece ao setor agrícola várias linhas de financiamento, como o Moderinfra (irrigação), o Inovagro (inovação tecnológica), o PCA (armazenagem) e o Moderfrota (financiamento de colheitadeiras, plantadeiras, tratores e equipamentos). “Junto com o custeio, o carro-chefe do Plano Agrícola e Pecuário é o Moderfrota”, observou Geller.


Segundo o secretário, 60% dos recursos ofertados pelo Moderfrota já foram acessados. Assim, os R$ 5 bilhões destinados ao programa são insuficientes. Por isso, a Secretaria de Política Agrícola anunciou aporte de mais R$ 2,5 bilhões para atender à demanda. Os recursos extras serão remanejados de linhas de financiamento do Plano Agrícola com menor procura e devem estar disponíveis nos próximos dias.
“Isso vai dar ao nosso produtor capacidade de colheita eficiente e de plantio adequado, além de ajudar a economia do país, porque movimenta a indústria de colheitadeiras, tratores, máquinas, plantadeiras e gera empregos e renda”, salienta Geller.

Seguro

Quanto à execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o secretário lembra que este ano foram aplicados R$ 400 milhões com o pagamento da subvenção federal. O valor representa 42% a mais do total executado em 2015. Foram beneficiados aproximadamente 75 mil produtores rurais, proporcionando cobertura para 5,5 milhões de hectares, cifras 80% superiores às alcançadas em 2015, com destaque para as culturas de soja, milho 2ª safra, trigo, maçã e uva.

“Vamos trabalhar para aumentar o valor dos recursos em 2017 e buscar a parceria das seguradoras para beneficiar o produtor rural, como a ampliação da cobertura e a melhoria dos serviços”, adianta o secretário. Ele ressaltou ainda que os pagamentos do programa têm sido realizados em dia, ao contrário de anos anteriores, quando o atraso no repasse de recursos prejudicou o Programa do Seguro Rural. “Logo que assumimos a Secretaria de Política Agrícola, priorizamos os pagamentos que estavam atrasados.”

Geller se mostrou otimista em relação à atuação da secrataria. “Estamos satisfeitos porque o crédito está chegando ao produtor e conseguimos manter o seguro. Além disso, o ministro Blairo Maggi está fazendo um forte trabalho para abrir novos mercados ao agronegócio brasileiro. Não só com relação à exportação de grãos, mas de produtos com valor agregado, que geram mais divisas para o país e renda ao produtor rural”.

Embrapa terá financiamento de R$ 30 milhões do BNDES para apoiar agricultores

Para promover a inclusão produtiva e levar diretamente ao agricultor tecnologias nas cadeias de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) implementará o Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (InovaSocial), com financiamento de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato, assinado na terça-feira (27), no Rio de Janeiro, foi firmado entre o BNDES Fundo Social e a Fundação Eliseu Alves (FEA), que terá a Embrapa como interveniente.

Os recursos financiarão seis projetos territoriais já definidos e previamente articulados entre o BNDES e a Embrapa: três para geração de tecnologias e troca de conhecimentos nas etapas de produção, processamento e comercialização nas cadeias de caprinos e ovinos, e outros três para resgate, preservação, multiplicação, estoque, distribuição e comercialização de sementes agroecológicas.

Ao todo, 5.530 famílias de agricultores serão beneficiadas, em 203 municípios dos estados de Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul. "Só em Goiás, por exemplo, serão 2 mil famílias contempladas", adianta a pesquisadora Cristhiane Amâncio, da Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e presidente do recém-criado portfólio de Inovação Social da Embrapa.

De acordo com ela, a intenção do programa é fortalecer as redes de pesquisa participativa com as quais a Embrapa já trabalha, na perspectiva do desenvolvimento territorial. Assim, foram priorizados territórios com densidade de produção e relevância social e econômica na produção de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas, em municípios cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é, geralmente, baixo ou médio e nos quais o destaque é a agricultura familiar, incluindo assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais.

Agregação de valor

O objetivo, segundo Evandro Vasconcelos Holanda Júnior, coordenador de Programas e Parcerias do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT), é incentivar a exploração sustentável da multifuncionalidade dessas cadeias produtivas, promovendo a integração da agricultura com a gastronomia, o turismo e outros segmentos, agregando valor e melhorando o processo de comercialização.

Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, a parceria com o BNDES reforça a preocupação de investir em projetos de inovação. "A Embrapa trabalha com vertentes que estão muito alinhadas com o banco. Buscamos o uso sustentável dos recursos naturais, incentivamos sistemas integrados e queremos uma agricultura mais sustentável, de baixo impacto. Estamos com foco muito grande em inclusão produtiva e também no conceito de inteligência territorial estratégica para nos ajudar a entender o complexo território brasileiro", destaca. "É preciso entender melhor os biomas, os territórios, pensando em novas cadeias de valor, unindo agricultura, cultura, turismo, gastronomia. Isso pode gerar uma indústria fabulosa, a exemplo do que acontece em outros países", acrescenta Lopes.

A diretora de Infraestrutura e Sustentabilidade do BNDES, Marilene Ramos, ressaltou a importância do contrato com a Embrapa para que a inovação chegue aos agricultores familiares de baixa renda, destacando a capilaridade da Empresa. "Sozinhos não conseguimos chegar a todos os lugares em que precisamos atuar", pontua. "A agenda da sustentabilidade está dentro das nossas políticas operacionais e ter um projeto que junta isso com a inclusão produtiva atende tudo o que o banco quer apoiar", completa Ramos.

O prazo de implantação do InovaSocial será de 60 meses, e a previsão é que mais de 70 pesquisadores, analistas e técnicos da Embrapa estejam envolvidos. O primeiro ano será destinado ao planejamento, à construção coletiva dos projetos territoriais, à aprovação dos projetos e à formalização do apoio junto aos beneficiários finais. Os projetos aprovados deverão ser executados em até 36 meses. O último ano será dedicado à avaliação dos resultados, à gestão do conhecimento e à comunicação.

Para promover a inclusão produtiva e levar diretamente ao agricultor tecnologias nas cadeias de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) implementará o Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (InovaSocial), com financiamento de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato, assinado na terça-feira (27), no Rio de Janeiro, foi firmado entre o BNDES Fundo Social e a Fundação Eliseu Alves (FEA), que terá a Embrapa como interveniente.

Os recursos financiarão seis projetos territoriais já definidos e previamente articulados entre o BNDES e a Embrapa: três para geração de tecnologias e troca de conhecimentos nas etapas de produção, processamento e comercialização nas cadeias de caprinos e ovinos, e outros três para resgate, preservação, multiplicação, estoque, distribuição e comercialização de sementes agroecológicas.

Ao todo, 5.530 famílias de agricultores serão beneficiadas, em 203 municípios dos estados de Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul. "Só em Goiás, por exemplo, serão 2 mil famílias contempladas", adianta a pesquisadora Cristhiane Amâncio, da Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e presidente do recém-criado portfólio de Inovação Social da Embrapa.

De acordo com ela, a intenção do programa é fortalecer as redes de pesquisa participativa com as quais a Embrapa já trabalha, na perspectiva do desenvolvimento territorial. Assim, foram priorizados territórios com densidade de produção e relevância social e econômica na produção de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas, em municípios cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é, geralmente, baixo ou médio e nos quais o destaque é a agricultura familiar, incluindo assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais.

Agregação de valor

O objetivo, segundo Evandro Vasconcelos Holanda Júnior, coordenador de Programas e Parcerias do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT), é incentivar a exploração sustentável da multifuncionalidade dessas cadeias produtivas, promovendo a integração da agricultura com a gastronomia, o turismo e outros segmentos, agregando valor e melhorando o processo de comercialização.

Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, a parceria com o BNDES reforça a preocupação de investir em projetos de inovação. "A Embrapa trabalha com vertentes que estão muito alinhadas com o banco. Buscamos o uso sustentável dos recursos naturais, incentivamos sistemas integrados e queremos uma agricultura mais sustentável, de baixo impacto. Estamos com foco muito grande em inclusão produtiva e também no conceito de inteligência territorial estratégica para nos ajudar a entender o complexo território brasileiro", destaca. "É preciso entender melhor os biomas, os territórios, pensando em novas cadeias de valor, unindo agricultura, cultura, turismo, gastronomia. Isso pode gerar uma indústria fabulosa, a exemplo do que acontece em outros países", acrescenta Lopes.

A diretora de Infraestrutura e Sustentabilidade do BNDES, Marilene Ramos, ressaltou a importância do contrato com a Embrapa para que a inovação chegue aos agricultores familiares de baixa renda, destacando a capilaridade da Empresa. "Sozinhos não conseguimos chegar a todos os lugares em que precisamos atuar", pontua. "A agenda da sustentabilidade está dentro das nossas políticas operacionais e ter um projeto que junta isso com a inclusão produtiva atende tudo o que o banco quer apoiar", completa Ramos.

O prazo de implantação do InovaSocial será de 60 meses, e a previsão é que mais de 70 pesquisadores, analistas e técnicos da Embrapa estejam envolvidos. O primeiro ano será destinado ao planejamento, à construção coletiva dos projetos territoriais, à aprovação dos projetos e à formalização do apoio junto aos beneficiários finais. Os projetos aprovados deverão ser executados em até 36 meses. O último ano será dedicado à avaliação dos resultados, à gestão do conhecimento e à comunicação.