sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Registro de agrotóxicos para minor crops é discutido com representantes para garantir a segurança do sistema

Atualmente no Brasil os cultivos chamados de CSFI (Cultivos com Suporte Fitossanitário Insuficiente), mais conhecidos como “minor crops” são importantíssimos para a manutenção da saúde humana como: legumes, frutas e hortaliças (cenoura, pimentão, chuchu, morango, amoras, pêssego, alface, couve, brócolis etc.). Porém, carecem de pesquisa específica para registro de defensivos agrícolas, conforme requerido por órgãos do governo no Brasil e em outros países. E essa problemática coloca os produtores rurais no papel de vilões do agronegócio. 

“Um exemplo típico é: o produtor tem metas de produtividade, só que não tem o produto registrado para combater a praga que ataca a lavoura de morango. Porém, este mesmo produto está registrado para praga similar na lavoura de soja. Para o produtor não perder a plantação, ele compra o produto legalmente, mas ao usar na plantação de morango, se torna ilegal, porque a empresa não registrou o produto para morango. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) detecta o produto no morango e a confusão está feita”, explica Luiz Carlos Bhering Nasser, membro do Conselho Científico Para Agricultura Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo, pós-doutor em biologia ambiental e professor coordenador do curso de pós-graduação de análise ambiental e desenvolvimento sustentável do UniCEUB.

O conselheiro esteve presente no III Encontro Nacional sobre Registro de Agrotóxicos para CSFI. O evento foi ontem (28/01), na sede da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em Brasília/DF. Estiveram presentes representantes da cadeia de agronegócio: associações e entidades, indústrias, produtores rurais, e teve abertura especial da ANVISA, MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e CNA. O objetivo principal foi de aprimorar o sistema de registro dos produtos no Brasil. 

Essa discussão é importante para colocar o produtor rural na legalidade, ou seja, usando os agroquímicos registrados pelos órgãos competentes do Brasil. “Com isso se protege a saúde do consumidor, do trabalhador rural, além de minimizar o desequilíbrio ambiental no solo e cursos da água, flora e fauna”, detalha Nasser.

Ricardo Lopes, presidente da APHORTESP (Associação dos Produtores e Distribuidores de Hortifrútis do Estado de São Paulo) também acompanhou o evento e considera essencial que toda cadeia produtiva discuta e busque soluções para aprimorar os sistemas de registro de agrotóxicos para CSFI. “É uma iniciativa importante, pois o produtor rural pode expor seus entraves para toda a cadeia produtiva, afinal a limitação de produtos registrados afeta diretamente a nossa produtividade, com consequências para o abastecimento no varejo, e obviamente, para o consumidor”, afirma Lopes. 

Além disso, o consumidor final não pode ver o produtor rural como um vilão já que cada vez mais os produtores estão preocupados em plantar e colher com sustentabilidade e segurança. “Nossas associadas são certificadas, passam por controles e auditorias, treinamentos constantes e investem na qualidade e segurança do alimento. Precisamos valorizar isso e mostrar essa imagem para o mundo”, finaliza Lopes.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Acompanhe o CCAS no Facebook:http://www.facebook.com/agriculturasustentavel


Fonte: Aphortesp


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São Paulo vai restringir o uso de água na irrigação

O governo do estado de São Paulo deve anunciar até o fim deste mês uma restrição ao uso de água na agricultura. O foco são as plantações irrigadas localizadas nas bacias hidrográficas que estão em situação crítica do ponto de vista do abastecimento humano.A medida deve afetar produtores responsáveis por 50% do abastecimento de hortifrútis do estado.

A estimativa inicial da Secretaria de Agricultura paulista é de que cerca de três mil propriedades rurais sejam afetadas pela restrição prevista para a irrigação nas bacias do Alto Tietê e do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), que abastece o Sistema Cantareira. A ideia é restringir a captação nos locais que comprometem a formação dos reservatórios que abastecem o consumo humano, a prioridade neste momento.

As áreas mais críticas podem ter restrição total, afirmou ontem ao Valor o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, que está há menos de um mês no cargo.

Sistemas de irrigação ineficientes serão desativados, como é o caso dos pivôs centrais, que usam muita água para pouco efeito na produtividade.

A visão é que não há mais espaço para esse tipo de tecnologia defasada. Somente no entorno da bacia do Alto Tietê – atualmente com apenas 10% de sua capacidade e considerado mais importante do ponto de vista da irrigação – existem seis pivôs com essas características, pertencentes a médios produtores, conforme levantamento dos técnicos da secretaria. Na visão do governo, não é possível dar o mesmo tratamento a um produtor que usa pivô central e a outro que usa a tecnologia de microaspersão, que é muito mais eficiente.

O número exato de municípios afetados pela medida ainda está sendo levantado, em um trabalho conjunto das secretarias de Agricultura, do Meio Ambiente e do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), responsável pelas outorgas no uso da água.

A princípio, restrições no uso da água devem atingir cerca de três mil produtores, a maior parte de pequeno porte que cultivam hortaliças, frutas e flores. A região que engloba Holambra, o maior polo de floricultura do país, não está na zona de maior criticidade dos reservatórios, apesar de ficar no complexo hidrográfico do Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Do total dos cultivos que são irrigados a partir de captações feitas na bacia do Alto Tietê, 90% são as chamadas hortaliças folhosas, tais como rúcula, alface, agrião e brócolis. Na mesma região, 13% da produção é de flores e 7% de frutas.

Na bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí, a restrição deve afetar, em um primeiro momento, a faixa que vai de Limeira a Campinas. O foco são as regiões de irrigação cuja retirada de água interfere na formação dos reservatórios em situação de maior escassez hídrica.
"Entendemos a gravidade do momento. A diretriz do governo do estado de dar prioridade ao abastecimento humano é correta. Estamos buscando uma alternativa que resulte em um impacto mais ameno possível à agricultura", declarou Arnaldo Jardim.

Uma linha de apoio à renda dos produtores afetados também está sendo estudada pela pasta. O poder público ainda não tem ideia do impacto econômico da restrição, mas reconhece que trará perdas de produtividade aos cultivos, ainda que não comprometa totalmente a atividade.

O governo paulista ainda estuda o formato jurídico e como funcionará na prática essas limitações ao uso de água. Mas é certo que os primeiros alvos serão os produtores que captam água nos rios que compõem essas bacias sem autorização legal (outorga).

Ainda não há uma dimensão de qual volume de consumo precisará ser cortado para amenizar a escassez. Faltam informações sobre quanto é de fato retirado dessas bacias. No Alto Tietê, por exemplo, há autorizações para captar 2,53 por segundo, mas para técnicos do governo um volume bem abaixo desse limite está sendo, de fato, retirado.

Paralelamente às restrições de captação, a secretaria pretende priorizar um programa de pesquisa nos institutos vinculados ao órgão para desenvolver culturas mais resistentes à escassez hídrica.

O secretário de Agricultura de São Paulo afirmou que outra medida será usar o plano de regularização ambiental do Estado para acelerar a recomposição de matas ciliares. "Essa recomposição não gera mais água, mas evita assoreamento de cursos dágua e preserva sua qualidade", afirmou.

Em 2008, o uso de água para irrigação significou cerca de 20% da demanda hídrica do estado, seguido pelo setor industrial (31%) e abastecimento (49%), conforme dados do DAEE.

A previsão, contida em estudo concluído em 2013 pelo departamento, é de que a demanda para esse tipo de uso alcançasse 21,8% do total em 2018. O Alto Tietê representava, em 2008, 10,32% da demanda de irrigação de São Paulo, enquanto a região da bacia do PCJ, 28%.

Fonte: Valor Econômico
22/01/2015

Seminário de Exportação




Data: 03 de fevereiro 2015
Local: Cámara Española de Comércio en Brasil
Informações e inscrições, acessem http://www.camaraespanhola.org.br/

Empresas inovam em suas bebidas e aumentam a concorrência com o suco de laranja

Produtos à base de whey protein, bebidas que misturam frutas, vegetais, raízes e especiarias, além de outras inovações acirram a concorrência com o suco de laranja no mercado internacional de bebidas. Um dos reflexos disso é a queda no consumo do suco nos EUA. Confira!







Fonte: Citrus Br

Festa da Uva e do Vinho - Vinhedo, SP



A 54ª Festa da Uva de Vinhedo e 6ª Festa do Vinho será realizada de 7 a 22 de fevereiro e contará com 11 grandes shows incluindo diferentes estilos musicais e com ENTRADA FRANCA em todos os dias da festa.

Como parte da programação, nas quintas-feiras, os visitantes da festa poderão conferir shows de música gospel e católica. O tradicional desfile de cavaleiros ocorre no dia 8, primeiro domingo das festividades, e o passeio de motos, no último domingo, dia 22. Nos dias 7, 8,14,15,17,21 e 22 de fevereiro, os eventos tem início a partir das 10h. Nos dias 12, 13, 16, 19 e 20, a partir das 18hs. Os shows principais ocorrem no palco principal a partir das 21hs. Confira a lista completa de convidados.


Sábado 7/02 - Leonardo
Domingo 8/02 - Roupa Nova
Quinta-feira 12/02 - Show gospel com Heloísa Rosa
Sexta-feira 13/02 - Milionário e José Rico e Marcos Burac
Sábado 14/02 - Bicho de Pé
Domingo 15/02 - César Menotti e Fabiano
Quinta-feira 19/02 - Show católico com Tonu Allysson
Sexta-feira 20/02 - Cristiano Araújo
Sábado 21/02 - João Neto e Frederico
Domingo 22/02 - Marcos e Belutti


Festa da Uva e do Vinho - Vinhedo, SP

De 07 a 22 de fevereiro de 2015
Quintas e sextas-feiras a partir das 18h
Sábados e domingos a partir das 10h
Segunda e terça-feiras de carnaval a partir das 18h

ENTRADA GRATUITA

Local: Parque Municipal Jayme Ferragut
Av. Aparecida Tellau Seraphim, s/n – Vinhedo/SP
Informações para grupos e excursões: (19) 3232.9794
Informações: (19) 3876.4182 | (19) 3876.1333
site do evento: http://festadauva.com.br/

Fonte: G1 e Prefeitura de Vinhedo

Projeto apoiado pelo MI incrementa produção de frutas e hortaliças na região do Tapajós (PA)


Inaugurado em agosto de 2014, o núcleo tecnológico especializado no cultivo de hortifrútis (Projeto Hortifrutis Tapajós) na região do Tapajós, no Pará, já tem colhido os resultados da implementação de agrotecnologias e de técnicas de irrigação por nebulização. Além de aumentar o volume da produção, que era de subsistência e agora chega a 150 mil mudas por mês em média, o novo método possibilita a produção constante e regular durante todo o ano.

O trabalho é fruto de parceria entre o Ministério da Integração Nacional (MI) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) da Pasta destinou R$ 3 milhões ao projeto, que atende 400 agricultores familiares. As unidades coletivas estão localizadas em Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos.

“O projeto traz equilíbrio para o contexto da agricultura familiar. Uma base para que os produtores possam estar em pé de igualdade com concorrentes das regiões mais desenvolvidas do país”, explica a secretária de Desenvolvimento Regional, Adriana Alves. “Isso vai favorecer o desenvolvimento da cadeia regional e possibilitar a expansão da produção para o mercado de consumo nacional”, completa.

Comercialização

Segundo o gestor do projeto, Joaquim Carneiro, a ação de fortalecimento da produção e do processamento de hortaliças e frutas é uma demanda histórica de Tapajós. Ele explica que, apesar da existência de associações, os produtores da região não conseguiam produzir quantidade suficiente para fornecer aos mercados convencionais e aos programas institucionais.

“As condições eram rústicas e precárias, com baixo volume produtivo e a ausência de qualidade de trabalho. Com as melhorias de infraestrutura e novas formas de produção (mecanização, irrigação e estufas), os produtores cultivam mais e melhor, como no caso dos modelos de produção dos médios e grandes produtores de Tapajós. O projeto tem fortalecido todos os elos da cadeia produtiva”, explica Carneiro.

Tecnologia

A estrutura utilizada nos empreendimentos é o diferencial do projeto. Esta primeira etapa contabiliza a instalação de 15 estufas, a aquisição de uma frota mecanizada e a implementação do sistema de irrigação. Segundo a coordenadora do projeto e professora da Ufopa, Patrícia Chaves, os resultados são percebidos a cada nova colheita.

“Agora, é possível manter a qualidade dos produtos durante todo o ano. Entre as vantagens, estão o controle de luminosidade, irrigação e conservação dos hortifrútis. Além disso, também trocamos as bandejas de isopor por bandejas de polietileno, que reduzem os riscos de transmissão de fungos e outras bactérias”, afirma Patrícia.

Outro benefício oferecido aos produtores é a utilização do caminhão frigorífico no transporte das frutas cultivadas na região. “A produção de açaí, abacaxi e cupuaçu é uma das atividades que mais movimenta a economia local. Portanto, o investimento em transporte adequado e climatizado foi fundamental para garantir a entrega de um produto com maior qualidade. Fator que também aumenta as possibilidades de exportação”, garante Joaquim Carneiro.

Para a próxima etapa do Projeto Hortifrutis Tapajós, estão previstos a implantação de uma fábrica de beneficiamento e de um laboratório de produção de plantas in vitro, novos equipamentos, caminhões frigoríficos, túneis de resfriamento e a continuidade no processo de capacitação dos produtores.

“Sairemos do sistema tradicional, em solo, e desenvolveremos as frutas e hortaliças em sistemas semi-hidropônicos. Com o cultivo por água, poderemos produzir também pimentão, tomate e outras plantas que sofrem com problemas fitopatológicos”, explica o gestor.

Fonte: Jornal do Dia

Abertura da Colheita da Maçã no RS será nesta sexta com presença do governador Sartori

Foto: Embrapa

O governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, participa da abertura da Colheita da Safra da Maçã, que ocorre nesta sexta-feira, 30, às 10h, na Estação de Fruticultura de Clima Temperado da Embrapa Uva e Vinho, em Vacaria. O evento marca o inicio da colheita da maçã, com a cultivar gala no estado e está sendo organizado pela Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) e pela Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM).
Também já confirmaram presença a Senadora Ana Amélia Lemos, o Prefeito municipal de Vacaria, Elói Poltroniéri, e o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seappa-RS), Ernani Polo.

Segundo Adalécio Kovaleski, supervisor da Estação da Embrapa Uva e Vinho, o evento na Estação Experimental de Fruticultura Temperada mostra a importância da instituição no desenvolvimento de tecnologias para o setor e também o momento de pedir apoio aos novos desafios de pesquisa.

Para José Maria Reckziegel, presidente da Agapomi o evento é uma oportunidade de mostrar a força do setor e também para expor às autoridades as principais demandas buscando apoio dos governantes.

Após a abertura no Pomar, os convidados serão recepcionados em almoço no CTG Porteira do Rio Grande.


Silvana Buriol 
Embrapa Uva e Vinho 

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Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

Época de redobrar o cuidado com a podridão-da-uva-madura


Foto Embrapa:Cacho atacado pela podridão-da-uva-madura
O verão quente e chuvoso tem aumentado a incidência da doença em uvas e outras fruteiras de clima temperado e tropical.

A ocorrência da podridão-de-uva-madura, a popular Glomerella, que é uma doença que está atacando uvas de mesa e para processamento, está trazendo muitos prejuízos para os produtores em diversas regiões do Brasil.

"Se não controlada adequadamente, a podridão-da-uva-madura pode ocasionar perdas elevadas na produção", alerta Lucas Garrido, pesquisador da área de Fitopatologia da Embrapa Uva e Vinho. "O fungo pode estar presente desde a floração, mas somente agora, com o amadurecimento dos cachos, durante a colheita e a comercialização, ele aparece", explica.

A podridão da uva madura é causada pelo fungo Glomerella cingulata. No inverno o fungo pode sobreviver em restos de cultura e frutos necrosados que contêm corpos de frutificação do fungo.

As condições ideais para a ocorrência e desenvolvimento da doença são temperaturas entre 25°C e 30°C e alta umidade proveniente de chuva, orvalho, irrigação ou cerração. "A estiagem ou a ausência do molhamento do cacho na fase de maturação da uva reduz a ocorrência da doença nos vinhedos", informa o pesquisador.


O fungo sobrevive durante o outono e o inverno em restos de poda ou frutos atacados. Na primavera e no verão, com elevada umidade, o fungo produz frutificação abundante para contaminação do parreiral. O excesso de nitrogênio e ferimentos nas bagas favorecem a infecção e o desenvolvimento da doença. Segundo Garrido, a infecção pode ocorrer em todos os estádios de desenvolvimento do fruto. No final da floração ou em bagas jovens, o fungo penetra na cutícula e permanece latente até o inicio da maturação da uva, quando a doença fica visível.

Os sintomas mais evidentes são observados nos cachos na fase de maturação ou em uvas colhidas. Sobre as bagas atacadas surgem manchas circulares, marrom-avermelhadas, que posteriormente, atingem todo o cacho, deixando o grão de uva escuro e murcho. "Às vezes pode atacar alguns grãos e outras, o cacho todo", explica Garrido

Para o controle da podridão da uva madura recomenda-se a redução das fontes de inóculo do patógeno no vinhedo, com remoção e queima de cachos mumificados e das partes podadas no inverno. "Esta medida é extremamente importante para reduzir a pressão da doença no vinhedo", orienta Garrido. Deve-se, ainda, controlar insetos-pragas que possam ocasionar ferimentos nas bagas, evitar o excesso de adubação nitrogenada para reduzir o crescimento excessivo dos ramos, realizar poda verde para favorecer o arejamento da planta e dos cachos e permitir melhor deposição dos produtos aplicados.

Garrido reforça que a utilização de calda sulfocálcica durante o inverno é fundamental para a redução do fungo sobre a casca e gemas da planta. O controle químico deve ser preventivo, iniciando na floração e reaplicado duas a três vezes até a maturação. Os princípios ativos dos fungicidas recomendados são piraclostrobin + metiran, tebuconazole ou tetraconazole, mas o pesquisador reforça a importância dos produtores prestarem atenção para o período de carência dos produtos para evitar a contaminação da uva que será consumida ou processada.


Fonte: Embrapa Uva e Vinho

Viviane Zanella (Mtb14004) 
uva-e-vinho@embrapa.br 
Telefone: 54-34558084


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Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Alta na energia eleva gastos de culturas irrigadas em até R$ 218 por hectare


Os aumentos na conta de luz e no diesel terão impacto de pelo menos R$ 172 por hectare nos custos de produção de lavouras irrigadas de milho, soja e arroz para a próxima safra. No caso do arroz, o aumento total será de R$ 218 por hectare, ou seja, o produtor precisaria colher seis sacos de arroz de 50 kg a mais por hectare, nos preços de hoje, só para pagar a diferença. As informações, divulgadas pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul nesta quarta-feira (28), se baseiam em levantamento da Federação realizado em parceria com o Cepea/USP.

O período abordado pelo estudo é o da colheita da safra 2014/2015 até a colheita da safra de 2015/2016, cujo plantio inicia em setembro. “Estamos nos antecipando aos problemas da próxima safra”, aponta Antonio da Luz, economista da Farsul. Enquanto 100% da produção de arroz gaúcha é irrigada – e, consequentemente, todos os produtores serão afetados pelos aumentos -, em torno de 9% das lavouras de milho e 1% das de soja se encaixam no perfil, conforme dados da Comissão de Irrigantes da Farsul.

Somente os aumentos na energia elétrica representam R$ 178 a mais de custo por hectare na cultura do arroz. O diesel, por sua vez, é responsável por outros R$ 40 de aumento, chegando ao crescimento de custo total de R$ 218 por hectare.

O segundo produtor mais impactado pelas medidas é o de milho. Nos preços atuais, ele deveria colher sete sacos a mais por hectare para pagar os ajustes nas contas – o que corresponde ao aumento total de custo de R$ 173 por hectare. Apenas o encarecimento da energia elétrica representa R$ 165 a mais de custo por hectare nessa cultura.

O produtor de soja está logo a seguir na tabela, com aumento de custo de R$ 165 por hectare por conta da luz – e R$ 172 somando energia elétrica e diesel. Para cobrir os novos gastos, o sojicultor deveria colher mais três sacos por hectare, de acordo com os preços atuais.

O diesel fica mais caro em decorrência da volta do imposto CIDE, que trará aumento de R$ 0,15 no preço do litro para as refinarias, segundo a Assessoria Econômica da Farsul. Para o produtor não sair prejudicado pelas altas, da Luz mostra que as refinarias teriam margem para absorver esse aumento, sem o repassar ao produtor rural. “O preço do diesel na bomba reflete um período em que o barril de petróleo custava US$ 140. Hoje, as refinarias compram o barril por US$ 45 e o preço na bomba permanece o mesmo”, alega.

Os cálculos para o aumento de custo a partir da energia elétrica, por sua vez, tiveram como base a alta consolidada no final de 2014 e os 37% de aumento previstos pelo Instituto Acende Brasil para 2015, considerando o fim do subsídio ao setor elétrico, a elevação do preço de Itaipu e o reajuste anual. O Sistema Farsul defende que o governo mantenha o subsídio ao setor elétrico quando a energia é destinada ao meio rural, uma vez que os investimentos nas redes foram feitos pelos próprios agricultores.

Preocupado com os custos de produção do arroz, que cada vez mais se aproximam do preço do saco de 50 kg, Francisco Schardong, presidente da Comissão do Arroz da Farsul, lamenta os aumentos e pede que a Conab revise suas planilhas com urgência. O custo de produção total calculado pela Farsul para a atual safra é de R$ 5.524,43 por hectare, o que representa custo de R$35 a R$40 por saco ao produtor, dependendo da produtividade. Já o preço do saco de 50kg do arroz em casca está em R$ 39, segundo boletim mais recente da Emater/RS. “Nós queremos saber de onde a Conab tira esse custo de cerca de R$ 28 por saco. O grande ponto de interrogação é esse: quais são os parâmetros que o governo está usando para chegar ao preço irrisório que ele tem hoje”, questiona Schardong. “De nada adianta estarmos com um preço razoável de quase R$ 40 a saca de arroz quando gastamos R$ 38 (por saco) para produzir. Não sobra quase nada”.

O presidente da Comissão de Irrigantes da Farsul, João Augusto Telles, se mostra indignado com os aumentos na conta de energia elétrica. A comissão incentiva o uso da irrigação em lavouras de soja e milho e se esforça para que os produtores tenham acesso a licenças e à rede elétrica. “É lastimável que, justamente em um momento em que os produtores (de milho e soja) estão induzidos a investir em novas tecnologias, aconteça esse aumento. O reflexo vai ser direto e causa preocupação nos agricultores. Eles vão pensar duas vezes se vale a pena antes de fazer o investimento”, alerta Telles.

Fonte: Grupo Cultivar
28/01/2015

No Amazonas a fiscalização será intensificada para coibir carbureto em frutos

Substância tem sido usada para acelerar amadurecimento de alimentos.Lei municipal proíbe método de maturação com substâncias químicas.


O combate à utilização de substâncias químicas no amadurecimento de frutas será intensificado em Manaus. O Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) informou, nesta terça-feira (27), que planeja realizar ações de orientação em feiras da capital e aplicar multas em casos de reincidência ao descumprimento da legislação municipal, que proíbe o uso das substâncias. Em uma das principais feiras da cidade, situada no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul, a venda de tucumã foi suspensa pela suspeita de contaminação do fruto.


A proibição do uso de substâncias químicas, como o carbureto de cálcio (CaC2) e similares, para o amadurecimento de frutas, é ilegal conforme a Lei Municipal nº 1.945, de 12 de dezembro de 2014. A norma foi publicada no Diário Oficial, no dia 15 de dezembro de 2014 e entrou em vigor na mesma data. O método, de acordo com o diretor do Visa Manaus, Marco Fabris, é perigoso e pode provocar intoxicação alimentar.

"As pessoas que consumirem essas frutas que passaram por procedimento de amadurecimento químico podem sofrer intoxicação. Daí a nossa preocupação com os indícios das frutas comercializadas nessas condições", ressaltou o representante.

O departamento Visa Manaus anunciou que está preparando informativos de orientação para distribuir aos consumidores e comerciantes nas feiras da capital. O material será entregue nas vistorias de rotina e das fiscalizações intensificadas. Em caso de descumprimento da lei, será aplicada uma multa no valor de 15 Unidades Fiscais do Município (UFMs), que é equivalente a R$ 1,2 mil.

"Precisamos vistoriar onde são comercializadas as frutas para identificar casos de amadurecimento com carbureto de cálcio, que acelera o processo, mas pode causar danos à saúde. Orientamos a população que a melhor maneira de consumir, por exemplo, o tucumã é comprar a fruta in natura e levar para descascar em casa", informou.

O diretor do órgão sugere ainda que o consumidor verifique se o fornecedor de alimentos laudo de vistoria da Vigilância Sanitária. Marco Fabris pediu colaboração para denunciar casos suspeitos através do Disque-Denúncia: 0800 092 012. "É muito importante que população nos ajude fazendo denúncia pelo nosso disque-denúncia e verificaremos", destacou Fabris.

Proibição

A venda de tucumã foi suspensa, na sexta-feira (23), na Feira Municipal do Parque Dez, na Zona Centro-Sul de Manaus, após indícios de que o fruto estaria sendo amadurecido com o auxílio de substâncias químicas. Além da proibição, 8,3 kg de polpa de tucumã, sem rótulo de identificação de origem, e três amostras de sanduíches da fruta foram recolhidas para análise em laboratório.

"Recentemente, uma pessoa denunciou que teria passado mal ao ingerir o tucumã na Feira do Parque Dez. Fomos até o local para verificar, recolhemos o tucumã que estava sendo comercializado e encaminhamos para o laboratório. Com essa análise saberemos se a pessoa passou mal porque o fruto apresentava substância ou se foi decorrente da manipulação inadequada do alimento", explicou o diretor do departamento.

Fonte: G1 Amazonas