quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A viabilidade da energia solar no agronegócio

A geração de energia elétrica por meio das fontes ditas limpas, como o ar e o sol, é uma alternativa viável e real na diminuição do efeito estufa. Um sistema solar no Brasil, por exemplo, deixa de emitir na atmosfera 81 gramas de CO2 por kWh gerado. Mas os benefícios do uso de energias renováveis vão muito além de frear as consequências das mudanças climáticas. Usar o sol, por exemplo, como fonte de energia elétrica é inteligente e econômico. 

Após instalar um sistema fotovoltaico, que usa o sol como ‘combustível’ para gerar energia elétrica, há uma diminuição imediata nas despesas com energia elétrica – deixa-se de consumir parte da energia da concessionária ou de abastecer um gerador a diesel. A longo prazo a opção por energia solar continua diminuindo despesas – os sistemas são robustos e possuem garantia de funcionamento de pelo menos 25 anos.

Possuir o próprio gerador de energia elétrica, ainda, diminui a dependência da rede e torna o consumidor menos sujeito à apagões e intermitências, além de protege-lo contra o aumento futuro e iminente de tarifas.

E se engana quem pensa que se trata de algo muito complexo: a montagem é simples e modular – o sistema pode ter seu tamanho adequado ao uso: passou a consumir mais, basta colocar mais placas fotovoltaicas e fazer as adaptações. E a manutenção? A própria chuva se encarrega dela. Em épocas de muita seca talvez seja necessária uma limpeza simples com água.

Se comparado com o gerador a diesel, ainda, soma-se o benefício do silêncio – um gerador fotovoltaico emite zero ruído.

Como se não bastasse, ainda estamos em um país favorável para este tipo de geração. Segundo reportagem da Carta Capital do final de 2015, “o Brasil é um dos poucos países do mundo que recebe insolação superior a 3.000 horas por ano”. É comum ouvir, na área de energia solar, que o pior sol no Brasil é quatro vezes melhor do que o melhor sol da Alemanha, que possui 1 milhão de sistemas instalados – o site panoramacomer.com.br diz que o a insolação da Alemanha é de 2,5 kWh/m2 enquanto no Brasil chegamos a 5,9 kWh/m2. 

Por que, então, a energia solar ainda não é unanimidade no país? Além de ser pouco conhecida e por isso despertar inicial desconfiança, os subsídios e a legislação do setor no Brasil acabaram de ser estabelecidos. 

Em 2012, com a Resolução Normativa 482, da Aneel, o Brasil deu apenas o primeiro passo: foram estabelecidas regras que permitiam que consumidores gerassem sua própria energia. Em 2014, houve a primeira contratação de energia solar de geração pública centralizada (890 MW). Em 2015 mais dois leilões foram realizados, totalizando 2.653 MW contratados – os leilões colaboraram para a popularização do sistema e trouxeram para o país fornecedores de sistemas solares e seus componentes. Entre 2015 e 2016, depois de determinação do Confaz, vinte e um estados aderiram à isenção do ICMS para consumidores que gerarem sua própria energia. E, finalmente, em março de 2016, passou a valer uma atualização da Resolução Normativa 482 que aumentou o máximo de capacidade instalada para mini geração de 1 para 5 MW, permitiu e regularizou três formas de compartilhamento de energia e ainda possibilitou o acúmulo de crédito junto às concessionárias.

No que diz respeito a financiamento público, a todo momento surge uma nova linha específica para este tipo de investimento. O Banco do Nordeste lançou o FNE Solar no segundo semestre de 2016. O Banco do Brasil, o Banco da Amazônia, a Caixa Econômica Federal, o Desenvolve SP e o BDMG já possuem suas linhas próprias. Além disso, o BNDES financia este tipo de investimento em diversas frentes: desde o cartão BNDES até o Finem de Eficiência Energética.

Somente em 2016, ainda, o custo dos componentes de um sistema fotovoltaico atingiu níveis que possibilitaram um payback viável e aceitável.

Essas medidas resultaram em um crescimento de 1000% nos sistemas instalados entre 2012 e 2016. Se não fosse pela alta do dólar, considerando que a maioria dos equipamentos ainda é importada, este número seria muito maior.

Mesmo com este pormenor da variação cambial as previsões apontam um crescimento exponencial. Segundo o site Portal Brasil, em publicação de janeiro de 2016, o Brasil estará entre os 20 países com maior geração solar em 2018. A estimativa, segundo publicação da Revista Época de 06/03/2016, é de que, em oito anos, mais de 1 milhão de brasileiros gerarão sua própria energia.

O agronegócio faz e fará parte dessa revolução. Pivôs de irrigação, máquinas de secagem de grãos e motores em geral podem ser abastecidos com energia elétrica advinda do sol. Geradores à diesel podem ser aposentados e geradores solares independentes da rede podem tomar os campos. Até mesmo a energia consumida pelas casas das fazendas, por exemplo, pode ser fotovoltaica. 

Apesar de ter experimentado índice de crescimento nos últimos anos, ao contrário da maior parte dos setores da economia brasileira, o agronegócio sofrerá as consequências da retomada do PIB positivo, pelo menos no que diz respeito a energia elétrica: a tendência depois da crise econômica é que o país volte a consumir energia a patamares que sobrecarregam o SIN (Sistema Interligado Nacional). A consequência óbvia é o aumento das tarifas e a piora na transmissão da energia da concessionária para todos os setores. Condição permanente a longo prazo para qualquer país em desenvolvimento. A solução é e continuará sendo a busca por fontes de energia que minimizem essa dependência das concessionárias, como é a solar. 

No agronegócio a efetivação da contratação de sistemas que geram energia pelo sol é ainda mais palpável: apesar do Plano Agricultura e Pecuário 2016/2017 ter destinado R$ 185 bilhões em crédito, R$ 17 bilhões a menos do que havia sido inicialmente divulgado, é sabido que o setor não fica desamparado para investir em seu desenvolvimento. Alguns exemplos são as linhas de financiamento existentes hoje. A linha do Banco do Brasil para pequenos produtores rurais possui juros de 2% a 5,5% ao ano, carência de até três anos e prazo de pagamento de até 10 anos, enquanto a linha do Proger Urbano Empresarial, do mesmo banco, normalmente utilizada por pequenas empresas, empresta capital a 12% a.a. de juros aproximadamente, com carência de apenas 12 meses e prazo de pagamento de até 72 meses.


Crescimento populacional, urbanização e clima são ameaças sanitárias no campo

Todo esse cenário serve de alerta em torno de pesquisas e ações de defesa sanitária



O crescimento da população e o aumento da urbanização estão relacionados ao surgimento de doenças emergentes e re-emergentes no meio rural. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em torno de 75% dessas doenças são zoonoses, ou seja, elas podem ser transmitidas do homem para o animal e vice-versa.

Também são apontadas como fatores de riscos as frequentes mudanças do clima, as alterações nas práticas de manejo em criações de animais, a aquisição de fatores de virulência e a adaptação dos patógenos a outras espécies, conforme destaca a chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, a pesquisadora e médica veterinária Janice Zanella.

Todo esse cenário serve de alerta em torno de pesquisas e ações de defesa sanitária no Brasil e no mundo. Daí a necessidade de investir, estrategicamente, em estudos científicos na área de saúde animal e selar parcerias com foco na chamada “Saúde Única” (One Health, em inglês).

Janice ressalta que existem formas de prevenção do surgimento de epidemias e pandemias, desde que haja “uma excelente vigilância sanitária que acompanhe os rebanhos e áreas de risco”. Além da investigação, ela comenta que é fundamental ter um treinamento de resposta a surtos e uma rede de laboratórios para identificar e diagnosticar o agente envolvido.

PREJUÍZOS

Segundo a Embrapa, apesar do elevado padrão tecnológico implantado pelos produtores rurais do Brasil, em comparação aos agricultores de outras nações, somente na última década o país sofreu perdas econômicas consideráveis no campo, por causa do ataque de, pelo menos, 35 novas pragas.

Ainda conforme a estatal, além disso, aproximadamente 500 espécies de pragas quarentenárias ainda apresentam potencial para provocar prejuízos significativos às lavouras e outras 150, ausentes em território nacional, já estão em países da América do Sul, próximos das fronteiras brasileiras.

Para a gerente-geral da Embrapa Informação Tecnológica (DF), Selma Lúcia Lira Beltrão, os prejuízos econômicos e ambientais causados por doenças e pragas no meio rural têm apresentado números muito preocupantes, daí a necessidade de implantar medidas de controles mais eficazes.

“Por isso, pesquisas científicas, políticas públicas, tecnologias e ações de vigilância sanitária precisam estar juntas no combate a essas ameaças sanitárias no campo”, defende Selma.

ESTRATÉGIAS

Conforme a chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, é importante formular estratégias para estudar os fatores de riscos das doenças e estar preparado para sua contenção e controle.

“Estudos de epidemiologia molecular também são estratégicos. É indicado levantar se determinados vírus ou bactérias em determinadas populações estão crescendo e mudando, ou se estão se tornando resistentes aos produtos antimicrobianos; se as vacinas estão ou não funcionando; ou ainda se existe uma amostra nova que esteja circulando naquela região”, pontua Janice Zanella.

Baseando-se na própria experiência profissional, ela garante que a pesquisa, associada a parcerias, é capaz de gerar conhecimento e ferramentas. “É a solução de problemas sanitários para as cadeias de produção animal do Brasil. E nós temos as ferramentas, o conhecimento e os parceiros. Que essas forças se unam para poder estudar uma estratégia e evitar que o Brasil seja berço de uma doença emergente, o que pode prejudicar nossa economia e saúde”, diz.

REVISTA DA EMBRAPA

No início de dezembro passado, a revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), editada pela Embrapa, uma das mais importantes do setor agropecuário nacional, completou 50 anos. Para marcar a data, a estatal lançou uma edição especial com mais de 300 páginas de artigos de especialistas do país e do exterior sobre ameaças sanitárias para a agropecuária brasileira.

Saiba mais sobre a revista e seu acervo acessando o endereço na internet: www.embrapa.br/pab. A edição de dezembro não está on-line ainda. Para mais informações, envie um e-mail para sct.pab@embrapa.br ou pelo telefone 61 3448-4231.

Nutrição reforçada é estratégia de produtores de uva para obter frutos mais duráveis

Produtores buscam auxílio em fertilizantes foliares de alta tecnologia para colher frutas de boa aparência, sabor acentuado e maior durabilidade



A safra de uvas colhidas no final de 2016 foi favorecida pelo clima, que contou com chuvas e geadas nos períodos certos no estado de São Paulo. Para aprimorar ainda mais os bons resultados, agricultores reforçaram o manejo nutricional visando a conquista de melhores preços de venda no período de festas de fim de ano.

De acordo com o engenheiro agrônomo André Queiroz, consultor em nutrição de plantas da Nutriceler, quem quer produzir frutas de alto padrão precisa estar atento aos cuidados nutricionais antes da brotação. “O cálcio e o boro são dois nutrientes indispensáveis para a fruticultura em geral. O agricultor precisa ter uma boa estratégia e usar boas fontes nutricionais foliares para que o tratamento seja eficiente”, diz.

André acompanhou o manejo no Sítio Agostinho, em Atibaia (SP), onde são cultivadas uvas da variedade Niágara Rosada em uma área de 18 mil m2 em Atibaia (SP). Lá, o trabalho nutricional foi intensificado na pré-florada, já no início da brotação, quando os primeiros cachos começaram a aparecer. “Fizemos um trabalho visando, principalmente, a fertilidade das flores. Utilizamos fertilizantes foliares de alta eficiência, que contam com formulações que permitem que os nutrientes, no caso do boro e cálcio, sejam absorvidos pela planta em poucos minutos e metabolizado rapidamente também”, explica.

“Continuamos com os reforços de cálcio na fase de florescimento além de outras combinações de nutrientes, todas com tecnologia Nutriceler. Vale lembrar que a dupla de boro e cálcio deve estar presente até o completo desenvolvimento dos cachos”, completa André. Pra reforçar a resistência natural das plantas, a sugestão de André foi a aplicação de cobre.

A boa aparência e o sabor acentuado da uva de mesa foram favorecidos com aplicações sucessivas de hidróxido de potássio. “Para conseguirmos a casca com boa aparência e as cores bonitas e vibrantes utilizamos o hidróxido de potássio. O cálcio também entrou novamente nesse manejo para garantir que as bagas ficassem firmes e com maior durabilidade após serem colhidas”, complementa o agrônomo.


Brasil bate recorde no registros de novos agroquímicos em 2016

O Brasil registrou um recorde histórico no registros de novos agroquímicos em 2016, anuncia o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com o Mapa foram registrados 277 novos produtos, o que representa um aumento de 99,2% em relação ao ano anterior, quando haviam sido registrados 139 defensivos.

O resultado do ano passado também é muito superior à média histórica anual, que é de 140 registros. Anteriormente o ano no qual houve o maior número de processos aprovados havia sido o de 2007, quando foram registrados 203 novos produtos. 

O maior aumento foi registrado no Produtos Técnicos Equivalentes (PTE), que são popularmente chamados de genéricos. Foram 161 agroquímicos aprovados em 2016, uma alta de 374% na comparação com o ano anterior, quando foram registrados 43 PTE. 

O Ministério da Agricultura ressalta também o aumento expressivo de 65% em registros de novos produtos biológicos e/ou orgânicos. Foram aprovados 38 pedidos no ano passado ante os 23 de 2015.

Na avaliação do coordenador geral de Agroquímicos e Afins do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Mapa, Júlio Britto, “a inclusão de novos produtos para o controle de pragas, evita a redução da produtividade, a criação de resistência aos agrotóxicos e a elevação de custos ao agricultor, pela maior disponibilidade no mercado”.


Fonte: Agrolink

Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo definem ação integrada para incentivar alimentação saudável

A ação inclui a difusão de publicações para que a população tenha condições de melhorar os seus hábitos alimentares



O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo integrarão suas ações de abastecimento para garantir à população uma oferta maior de produtos agropecuários de qualidade, além de incentivar a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. O anúncio de uma plataforma conjunta de programas e ações entre as duas esferas administrativas foi realizado pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito João Dória, na manhã da segunda-feira, 9 de janeiro de 2017.

Na mesma data, os secretários de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e municipal de Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel de Pieri, titular da pasta à qual está subordinado o abastecimento da cidade, se reuniram para definir as primeiras ações e projetos. Também participaram do encontro o chefe de gabinete municipal, Helvio Nicolau Moisés e o prefeito regional da Lapa, Carlos Eduardo Batista Fernandes, que integrou, até o fim de 2016, a equipe da Secretaria estadual.

Uma das estratégias debatidas para ampliar as opções de abastecimento para a população paulistana é o Programa Horta Educativa, executado pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp), em parceria com a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Coadegro), da Secretaria de Agricultura, e Fundos Sociais municipais. A ação inclui ainda a difusão de publicações para que a população tenha condições de melhorar os seus hábitos alimentares a um custo mais acessível.

A iniciativa também intensificará a qualificação e o preparo dos agricultores familiares, capacitando-os para participarem dos editais de compras públicas de alimentos feitos pela Prefeitura, por meio dos Programas aulista da Agricultura de Interesse Social (Ppais) e Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Os representantes dos governos Estadual e municipal também apresentaram sugestões para ampliar o projeto estadual Bom Preço do Agricultor na capital paulista, possibilitando um canal direto de comercialização entre os produtores e consumidores. A ideia é buscar mais espaços para a execução do projeto, que atualmente é realizado semanalmente nas dependências da estação do metrô Jabaquara, levando produtos convencionais e orgânicos à população, além de feiras promovidas em conjuntos habitacionais, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

A plataforma integrada entre as Pastas também pretende, conforme definido na reunião, fomentar o conceito de agricultura urbana ou periurbana, incentivando o cultivo de alimentos em espaços menores e dentro de ambientes de concentração urbana.

Otimismo

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, se mostrou entusiasmado com a ação integrada. “Esse conjunto de propostas foi elaborado particularmente pela equipe da Codeagro e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea-SP), com um fundamento muito consistente do ponto de vista técnico e o embasamento filosófico correto para prestigiar a agricultura familiar e fortalecer a alimentação saudável. Ou seja, há uma base efetiva para que a ação integrada produza ótimos resultados”, afirmou.

O secretário municipal, Eliseu Gabriel, manifestou uma firme convicção de que “além da questão do abastecimento, há um desafio e imensa possibilidade de contribuir para que o conceito de empreendedorismo esteja cada vez mais incorporado e seja praticado pelos produtores agrícolas da cidade, assim como a prefeitura pode ampliar a ação de ofertar produtos mais saudáveis à população”.


Fundecitrus inicia estimativa da safra de laranja 2017/18

O Fundecitrus deu início aos trabalhos para a estimativa da safra de laranja 2017/2018 com a atualização do inventário de laranjeiras do parque citrícola formado por 349 municípios de São Paulo e Minas Gerais. Esse procedimento é necessário para verificar a expansão, a renovação e a retração da área produtora durante o ano de 2016.

Os agentes do Fundecitrus visitarão 2.625 talhões de laranjeiras (quadras de plantas) - correspondentes a 5% do total existente no parque citrícola - para fazer a contagem de todas as árvores. Os locais foram definidos por sorteio baseado em estratificação por região, variedade e idade. Essa fase é o primeiro passo para a estimativa da safra 2017/18 e deve ser concluída em março.

Na sequência, será feita a derriça de 2.200 árvores, cujos frutos serão separados por florada, contados e pesados. Os dados da derriça associados aos do inventário de árvores compõem os números da safra, que serão divulgados em 10 de maio.

O Fundecitrus implantou a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) em outubro de 2014, em atenção a uma demanda do setor citrícola, que almejava possuir informações precisas sobre a produção de laranja e do parque citrícola levantadas de forma transparente, com base em medições de campo, contagem e pesagem de frutos. A pesquisa é feita em parceria com a Markestrat, a Faculdade de Economia e Administração da USP de Ribeirão Preto e o Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal.

Assista ao vídeo sobre a pesquisa de estimativa de safra: https://www.youtube.com/watch?v=k6TTksLYEgk


Fonte: Fundecitrus

Apta realiza palestra sobre cultivo em substrato de morango e hortaliças

A palestra conta com 40 vagas e inscrições realizadas com 30 minutos de antecedência

 cultivo de morangos e hortaliças em substrato será tema de palestra no Polo Regional Leste Paulista, em Monte Alegre do Sul, dia 25 de janeiro, às 13h30. O evento é promovido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - visando o aperfeiçoamento dos técnicos, horticultores e produtores de morango.

A palestra conta com 40 vagas e inscrições realizadas com 30 minutos de antecedência, juntamente com a entrega dos materiais. Ela é dividida em duas partes: a primeira será ministrada por Gilberto Almeida, da Frutas Almeida Santos; seguido por Aluísio Malkov, da Holamgrow Comércio e Beneficiamento de Fibras Vegetais.

Um dos objetos é abordar a importância do plantio em substrato e o auxílio aos produtores que investem ou têm o intuito de investir na técnica. Este sistema de plantio é a principal alternativa contra a contaminação do solo por patógenos.

Programação

13h - Inscrição e entrega de materiais;

13h30 - Palestra sobre cultivo em substrato - Gilberto Almeida (Frutas Almeida Santos - Growing)
O que é cultivo em substrato, vantagens e desvantagens
Diferença entre sistemas
Montagem do sistema de cultivo em substrato
Materiais utilizados
Mudas e variedades
Manejo - Expositivo

15h30 - Café

16h - Palestra sobre substrato de fibra de coco - Aluísio Malkov (Holamgrow)
O que é
Como é fabricada
Como utilizar
Cuidados na utilização

17h - Encerramento e avaliação

Palestra “Cultivo em Substrato de Morango e Hortaliças”

25 de janeiro (quarta-feira), às 13h30

Polo Regional Leste Paulista: Estrada Vicinal Nelson Taufic Nacif, km 3 - Monte Alegre do Sul – SP

Mais informações pelos telefones (19) 3899-1286 e (19) 3899-1316.

CAIXA disponibiliza R$ 6 bilhões para linha de custeio antecipado no crédito rural

Produtores já podem apresentar nas agências da CAIXA suas propostas de custeio da Safra Verão 2017/2018



A Caixa Econômica Federal disponibiliza aos produtores rurais R$ 6 bilhões para a linha de Custeio Antecipado, que possibilita o acesso a recursos para custear as lavouras até 270 dias antes do início do plantio da Safra Verão 2017/2018. A linha está disponível para as principais culturas, como soja, milho, arroz, trigo, feijão e sorgo, e conta com análise técnica automática para propostas de até R$ 500 mil.

Segundo o vice-presidente de Produtos de Varejo da CAIXA, Fábio Lenza, ao antecipar os recursos da próxima safra, o produtor pode negociar ainda no primeiro semestre de 2017 a aquisição de insumos para o plantio. "O Custeio Antecipado proporciona as condições necessárias para que os recursos financeiros do Crédito Rural cheguem ao produtor rural de forma rápida, simples e no melhor momento, para que possa se programar e reduzir custos", comenta.

As alterações nas regras de limite por produtor, divulgadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano safra, proporcionam um maior acesso a recursos pelo produtor, que pode contratar até R$ 3 milhões no Custeio Antecipado, deduzido deste limite o valor contratado entre julho e dezembro de 2016.

A CAIXA conta ainda com a linha de crédito Custeio Pronamp. Esta modalidade de custeio antecipado possui condições diferenciadas para os médios produtores que apresentam renda bruta anual de até R$1,76 milhão, com taxas de juros de 8,5% ao ano e limite de até R$1,5 milhão, e promove o desenvolvimento das atividades desse segmento, proporcionando o aumento da renda e da geração de empregos no campo.

Crédito Rural na CAIXA:

A carteira de Crédito Rural da CAIXA ultrapassou o montante de R$ 7 bilhões de saldo em operações ativas. Para o ano-safra 2016/2017, que se encerra em junho de 2017, a CAIXA deve superar o volume de R$ 10 bilhões em contratações nas linhas de crédito destinadas a custeio, investimento, industrialização e comercialização para produtores rurais, agroindústrias e cooperativas.

O crédito rural está disponível em mais de 1.700 agências da CAIXA em todo o Brasil. Além disso, a empresa leva às principais feiras e eventos do setor o Caminhão do Agronegócio, agência volante na qual o produtor pode, inclusive, ter acesso ao crédito rural e a diversas informações e produtos.

Para auxiliar na elaboração dos projetos agrícolas ou pecuários, a CAIXA possui ainda convênio com uma ampla rede de empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) em todas as regiões do país.


Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Secretaria e APF promovem em fevereiro o 40º Congresso Paulista de Fitopatologia

O encontro contará com a presença de renomados palestrantes e reunirá diversos técnicos


Será realizado, no período de 7 a 9 de fevereiro, em Campinas, o 40º Congresso Paulista de Fitopatologia (CPF), que abordará “A Fitopatologia no Agronegócio Sustentável”. O evento apresentará temas que contemplam todas as áreas da Fitopatologia.

O 40º CPF será na sede do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. É promovido anualmente pelo IAC e pela Associação Paulista de Fitopatologia (APF), com o apoio das instituições de pesquisa e universidades do Estado de São Paulo.

O encontro contará com a presença de renomados palestrantes e reunirá técnicos da extensão rural, empresas de vários segmentos da cadeia produtiva, fitopatologistas das áreas de ensino e pesquisa e estudantes de graduação e pós- graduação.

O Instituto Agronômico está localizado na Avenida Barão de Itapura, 1481 – Campinas – SP. Mais informações pelo telefone (19) 3243-0396 ou pelo e-mail eabramides@terra.com.br.

A programação do evento pode ser acessada clicando aqui.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Embrapa e Empaer avaliam 13 genótipos de banana da terra no município de Cáceres

Para identificar cultivares de banana da terra com características agronômicas e comerciais que possam ser recomendadas aos agricultores familiares, foram plantados 13 genótipos de bananeira no Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (CRPTT) da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), no município de Cáceres (225 km a Oeste da Capital). Isso aconteceu após a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inserir Mato Grosso na Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Plátano.

O pesquisador da Empaer, Humberto Carvalho Marcílio, explica que o plantio de cultivares de banana tipo Terra, denominadas também plátano, foi realizado em novembro de 2015 e após seis meses, ou seja, em junho deste ano, serão avaliadas as características vegetativas tais como, a altura da planta, circunferência do pseudocaule, resistência a doença Sigatoka Negra e outros. O resultado final de cada cultivar será avaliado após 14 meses de plantio.

Ele explica que os genótipos são oriundos da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Os plátanos, banana da terra ou bananas de cozinhar e de fritar, possuem teor elevado de amido, sendo consumidos como fonte de carboidratos nos países em desenvolvimento. Em conjunto com a banana para consumo in natura, são as frutas mais produzidas e consumidas mundialmente. “Normalmente os plantios de plátanos, no Estado, são explorados principalmente por pequenos produtores e assentados com baixa tecnologia, sendo esta cultura a principal fonte de renda e alimentos”, destaca.

Segundo Humberto, a finalidade principal do trabalho é apoiar o processo de desenvolvimento da bananicultura de subsistência e comercial, com ações de pesquisa para selecionar cultivares mais produtivas e resistentes às principais doenças fúngicas como, Sigatoka Negra.

Continente Africano

O pesquisador da Embrapa, Edson Perito Amorim, é responsável por transferir tecnologias elaboradas pela Embrapa e ainda garantir parte da segurança alimentar de dois povos africanos em relação a um dos principais frutos da alimentação dos ugandenses e nigerianos: a banana. Este é o objetivo do Programa de Melhoramento Genético de Bananas e Plátanos do órgão, que já enviou 13 cultivares para aquele continente. Uganda e Nigéria são os maiores produtores da fruta no continente africano.