quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Mais de R$ 3 bi foram destinados à alimentação escolar em 2016

De acordo com a Lei nº 11.947, de 16/6/2009, 30% desse valor que é repassado aos cofres públicos deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar. A medida tem o objetivo de estimular o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades, como também promover uma alimentação saudável. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead) disponibiliza os instrumentos de programas, como a assistência técnica para possibilitar a organização do agricultor na oferta de alimentos que atendam esse mercado nas escolas.

Para a coordenadora-geral do Pnae, Manuelita Falcão, todos os envolvidos são privilegiados com essa política pública, que, inclusive, se tornou referência para outros países do mundo. “É um círculo virtuoso em que todos ganham: o aluno que se alimenta de produtos frescos adquiridos de produtores locais, o produtor que garante um público durante todo o ano e a prefeitura que gera renda dentro do próprio município”, explica. Ela ainda ressaltou que no ano que vem o trabalho será reforçado nos locais onde a mínima porcentagem exigida pela legislação com o envolvimento do agricultor familiar ainda não é alcançada.

Balanço

Manuelita Falcão avaliou como positiva a execução dos últimos meses e acredita que em 2017 será ainda melhor com o progresso das ações desenvolvidas. “Os recursos são obrigatórios e em 2016 o calendário de pagamentos não houve atrasos. Isso é fundamental para as prefeituras e, evidentemente, para os alunos não sofrerem com uma possível descontinuidade do recebimento da alimentação. Estamos bem animados para 2017, colher os frutos do trabalho desse ano e com a expectativa do aumento per capta, devem ser aplicados mais de R$ 4 bilhões pelo Pnae”, conta.

Sobre a execução do Pnae

Os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar, de caráter suplementar, são liberados em 10 parcelas, com o intuito de cobrir os 200 dias do ano letivo de todas as fases da educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) em todos as unidades federativas do Brasil. As secretarias da educação, que são responsáveis pelas redes de ensino, recebem os recursos e operam a alimentação nas instituições de ensino. O montante transferido a cada beneficiário pode ser conferido no portal eletrônico do FNDE.

Atualmente, o valor repassado pela União a estados e municípios é feito com base no Censo Escolar realizado no ano anterior ao do atendimento. O programa é acompanhado e fiscalizado diretamente pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), pelo FNDE, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Citros/Cepea: Oferta reduzida e demanda firme elevam cotações a recordes em 2016/17

O ano de 2016 foi marcado por preços recordes na citricultura paulista, tanto no segmento industrial como no mercado in natura. De acordo com pesquisadores do Cepea, o impulso veio da combinação de baixa produção de laranja com demanda aquecida, tendo em vista os estoques reduzidos de suco na indústria. Os valores pagos no spot e por meio de contratos de um ano atingiram as máximas nominais de toda a série do Cepea, iniciada em 1994.

Na média parcial da temporada (de julho/16 a dezembro/16), o preço pago pela laranja pera e pelas tardias nas processadoras no spot foi de R$ 22,21/caixa de 40,8 kg, colhida e posta na fábrica, forte aumento de 79,2% em relação à média do segundo semestre de 2015. Quanto à lima ácida tahiti, os preços também permaneceram elevados durante praticamente o ano todo, atingindo recordes nominais. Mesmo no período de pico de oferta (janeiro a março), as cotações se sustentaram a níveis altos, refletindo a forte demanda industrial. Além disso, a intensificação das exportações reduziu significativamente a disponibilidade doméstica.

Fonte: Cepea/Esalq

Reforma da Previdência preocupa agricultores

Uma nota que comprova a venda de dez suínos para um frigorífico de Santa Cruz do Sul, em 1982, é a primeira de milhares guardadas nos talões do produtor rural Almiro Brandt (foto acima). “Grande parte da minha vida está registrada aqui”, diz o morador de Canudos do Vale, no Vale do Taquari. O cuidado com a documentação vislumbra o momento da aposentadoria. Com 58 anos, ele está prestes a se tornar um aposentado. No entanto, nas últimas semanas, o produtor ouve com atenção as notícias sobre a reforma da Previdência e tem dúvidas se conseguirá obter o benefício ao completar 60 anos, amparado pela lei vigente.

Brandt não é o único a ver a reforma com preocupação. O ano de 2017 nasce com uma série de questionamentos sobre como a proposta do governo federal irá impactar no campo. O governo diz que as mudanças são essenciais para garantir a sobrevida do sistema. Entidades ligadas aos produtores rurais alegam que as alterações inviabilizarão o acesso dos contribuintes do campo ao benefício e afetarão a economia dos pequenos municípios, já que em 74% das cidades brasileiras os valores dos benefícios previdenciários superam os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

A mulher de Almiro, Matilde Brandt, de 59 anos, faz parte de um terço da população de 1,8 mil moradores de Canudos do Vale que recebe benefícios concedidos pela Previdência Social, entre aposentadorias e amparos assistenciais. Dos 589 segurados, 480 (ou 81,5%) são contribuintes do campo, índice muito superior ao do Estado que tem 25% (639 mil) dos beneficiários no meio rural. No país, são 9,2 milhões. Dois pontos geram grandes polêmicas quando o tema é a seguridade no campo. O primeiro diz respeito à idade. Atualmente o homem se aposenta aos 60 anos e a trabalhadora rural aos 55. A reforma propõe que todos, contribuintes urbanos e rurais, passem a acessar o benefício depois dos 65.

Outra preocupação refere-se à contribuição. Hoje, de toda a comercialização da produção, são recolhidos 2,3% (2% vão para a Previdência Social; 0,1% para o Seguro Acidente de Trabalho e 0,2% para o Sistema Nacional de Aprendizagem Rural - Senar). A contribuição pode ser feita de forma coletiva, ou seja, toda a família pode estar inserida em um mesmo bloco de produtor para comprovação das atividades rurais. As novas regras sugerem que a contribuição seja individual, mas ainda não se sabe com que regularidade. “Isso trará problemas seríssimos. Na maioria dos casos, o agricultor não tem uma renda mensal como o assalariado. Nessas condições, é bem provável que a família optará por apenas um membro fazer a contribuição mensal. Por mais que tenhamos evoluído, ainda será o homem que terá preferência de fazer o recolhimento, excluindo a mulher e os jovens da Previdência”, avalia a tesoureira-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Elisete Kronbauer Hintz.


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Alberto Broch, estima que 70% dos trabalhadores não terão condições de contribuir com a Previdência se for instituído o recolhimento mensal. “Não vamos aceitar que isso passe. Como o governo pretende que os trabalhadores façam contribuições regularmente, por exemplo, em regiões do Nordeste onde as secas se estendem por cinco, seis anos?”, questiona. “70% dos trabalhadores rurais brasileiros vão ser jogados para os programas de assistência social se isso vingar”, complementa.

Apesar de ainda não ter sido oficializado, o deputado gaúcho Darcísio Perondi, da base aliada do governo, deve fazer parte da comissão especial que examinará a matéria. Ele é defensor das mudanças e diz que a Previdência ficará “insustentável em 20 anos” se não forem aumentados a idade mínima e os anos de contribuição – de 15 passará para 25 no meio rural. Dados da Anfip mostram que, com as renúncias, desonerações e baixa fiscalização, em 2014, as contribuições previdenciárias do meio rural somaram R$ 7 bilhões, enquanto que os pagamentos de benefícios demandam, em média, R$ 98 bilhões ao ano (22,5% da despesa total do Regime Geral da Previdência). Ainda que o modelo adotado para a seguridade rural não seja autossuficiente, a Anfip garante que o sistema previdenciário teve superávits nos últimos anos. O Ministério da Fazenda anunciou o déficit de R$ 152 bilhões em 2016.

“Está na hora do homem ajudar mais em casa”, diz Perondi

Creditando dados à Previdência Social, Perondi acrescenta que existe uma sonegação na contribuição de 25% e, no mínimo, 30% de fraude nas aposentadorias rurais. “Muita gente que não trabalhou na ‘colônia’, ou trabalhou muito pouco, arruma um atestado e passa. É um sistema justo, mas com problemas sérios de fiscalização”. Sobre a proposta que amplia em 10 anos a idade mínima para a mulher se aposentar, o deputado responde que será preciso uma mudança no comportamento dos homens gaúchos. “Se a mulher tem jornada dupla, acho que está na hora do homem ajudar mais em casa. Na entressafra ele vai jogar carta no clube, enquanto ela fica cozinhando e limpando. O homem tem que sair da comodidade e do seu machismo”. Segundo o parlamentar, a discussão do texto deve se estender até junho, na Câmara dos Deputados.

CPI receberá relatório sobre atuação do Incra em assentamentos

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou o relatório final do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) à proposta (PFC 28/15) do deputado Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO) que solicitou fiscalização dos atos dos órgãos responsáveis pelo desenvolvimento de assentos rurais no País.

Elaborado a partir de auditorias feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o parecer conclui que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) peca na supervisão das atividades desenvolvidas nos assentamentos, o que resulta em altos índices de abandono e de transferências ou vendas irregulares de lotes da reforma agrária.

De acordo com o documento, a situação dos assentamentos promovidos pelo Incra é tão grave que, recentemente, o TCU, com pedido de adoção de medida cautelar, determinou a suspensão de programas de reforma agrária e de processos de seleção de novos beneficiários. O tribunal suspendeu também novos pagamentos de créditos para os cidadãos com indícios de irregularidade.

“Os prejuízos financeiros decorrentes dos problemas constatados alcançam, potencialmente, R$ 2,83 bilhões, sendo R$ 89,3 milhões no curto prazo e R$ 2,74 bilhões no médio prazo”, informou Colatto.

Santa Catarina
Conforme o relatório final, os casos mais graves de irregularidades se encontram em assentamentos de Santa Catarina, principalmente nos municípios de Abelardo Luz, Passos Maia e Dionísio Cerqueira.

“A quase totalidade dos beneficiários da reforma agrária em Abelardo Luz ainda não foram contemplados com o título de domínio de suas glebas, em flagrante omissão dos agentes do Incra”, cita Colatto.

Recomendações
O texto aprovado recomenda que a Comissão de Agricultura da Câmara encaminhe as informações contidas no relatório de Valdir Colatto à CPI da Funai/Incra, à Assembleia Legislativa de Santa Catarina e ao Ministério Público Federal, a fim de que tomem as providências cabíveis.

Produtores temem êxodo rural após reforma da Previdência

Sem ter mais condições de cuidar sozinhos de um pomar de 4,5 mil pés de laranja, Guilherme Barcella, de 68 anos, e Mélia Luiza Barcella, de 67, terceirizaram a atividade desde o ano passado. Pouco tempo antes, tinham abandonado a produção leiteira. Com um extenso “currículo” na agricultura, com o cultivo de feijão, fumo, soja e milho, o casal conta que a vida foi “muito sofrida” no interior de Canudos do Vale. Foi por isso que as três filhas quiseram tomar um caminho diferente. Deixaram a propriedade para fazer um curso superior e exercer uma profissão diferente da dos pais.

As três formaram-se em Enfermagem. Duas trabalham em Montenegro e outra em Canudos do Vale. Próxima dos pais, Marisa Barcella, 44 anos, acompanha de perto o êxodo rural dos jovens e a saúde dos trabalhadores que procuram os serviços do posto onde trabalha. “O trabalho agrícola é muito pesado. Se as mulheres tiverem que trabalhar pesado até os 65 anos para se aposentar, vão ser muito prejudicadas. Por mais que a mecanização das propriedades tenha facilitado bastante o trabalho nos últimos anos, isso tem um custo alto que muitos não podem acessar”, acredita.

Quando estava em idade escolar, Marisa ouvia dos seus pais a recomendação para que se empenhasse nos estudos, de modo a não precisar trabalhar de “sol a sol”. “Começamos a lidar na roça quando mal conseguíamos puxar o cabo da enxada”, conta a mãe, Mélia, que acredita que nenhuma filha voltaria à propriedade. Marisa pensa que a mãe está certa. “Minhas irmãs e eu fomos trabalhar de empregadas domésticas para fazer a faculdade. Hoje, dificilmente voltaríamos a buscar a subsistência na roça. Assim, eu vejo que a maioria dos jovens saem para não voltar, por mais que, na cidade, as coisas não vão bem”, avalia a enfermeira.


O êxodo rural e o problema de sucessão familiar deverá se agravar após reforma da Previdência, na opinião de entidades como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/Sul). A coordenadora estadual Cleonice Back diz que os jovens tendem a ficar ainda mais desestimulados a permanecer no campo. Para o presidente do STR de Lajeado, Lauro Baum, apenas garantias de renda têm segurado os mais novos no meio rural. “A palavra mágica é renda. O que ainda vai restar para o jovem ter uma motivação, uma consciência, se a coisa piorar?”, questiona.

Acompanhando toda a balbúrdia em torno do tema, o prefeito de Canudos do Vale, Luiz Alberto Reginatto, diz que tem esperança que a bancada ruralista do Congresso Nacional tenha bom senso ao avaliar as propostas. Reginatto diz que tem feito contato com deputados para enfatizar os prejuízos que na sua avaliação serão causados ao meio rural. “O trabalho na agricultura é árduo. A gente nota a diferença daquele que trabalha debaixo de um teto e daquele que tem seu ‘escritório’ a céu aberto. A culpa não é do agricultor”, defende.



Ministério da Agricultura extingue unidades e prevê economia de R$1,1 mi ao ano

O Ministério da Agricultura do Brasil informou nesta sexta-feira que extinguirá 26 das 84 Unidades Técnicas Regionais (Utras), uma medida que deverá gerar economias anuais de 1,1 milhão de reais. Segundo nota divulgada pela pasta, a decisão foi baseada em estudos técnicos que levaram em consideração o valor bruto de produção agropecuária, o número de estabelecimentos registrados e fiscalizados e demandas de atividades em cada unidade.

O montante da economia prevista é gasto com a manutenção do patrimônio e material de expediente. Os cerca de cem servidores das unidades fechadas serão realocados para outras onde há maior necessidade da mão de obra, afirmou o ministério.

As unidades serão extintas a partir do dia 1º de janeiro de 2017, com prazo de 30 dias para o remanejamento dos servidores e o encerramento das atividades. Elas estão situadas em Passos, Muriaé, Governador Valadares, Almenara e Paracatu, em Minas Gerais; Barra Mansa, Nova Friburgo e Itaperuna, Bom Jesus e Macaé, no Rio de Janeiro; Blumenau, Joinville e Lajes, em Santa Catarina; Ouro Petro D’Oeste, Ji-Paraná, Cacoal, Ariquemes, em Rondônia; Campina Grande e Patos, na Paraíba; Colatina e Venda Nova do Imigrante, no Espirito Santo; Caruaru, em Pernambuco; Picos, no Piauí; Teixeira de Freitas, na Bahia, Jacarezinho, no Paraná, e Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministério, um estudo inicial recomendava o fechamento de 54 unidades. Dessa forma, as demais unidades incluídas nesse estudo inicial --e não fechadas-- poderão ser extintas no segundo semestre de 2017, após nova atualização e detalhamento dos dados já levantados, disse o ministério.


Fonte: Reuters

2016 marcou retomada do investimento no agronegócio brasileiro

O ano que se encerrou no último sábado marcou a retomada dos investimentos no agronegócio brasileiro. Os fatores fundamentais para essa recuperação foram, na avaliação de especialistas, os melhores preços pagos pelas commodities e o câmbio favorável às exportações, com o Real desvalorizado ante o Dólar norte-americano.

Se na temporada 2015/2016 o cenário era de restrição de crédito de custeio e retração até mesmo na compra de insumos, para a safra 2016/2017 o agricultor se sentiu estimulado a voltar a produzir. O resultado são as projeções de diversas entidades públicas e consultorias privadas, que apontam safra recorde na casa de 213 milhões de toneladas de grãos. 

Para alcançar esse resultado – que representaria um volume 15% superior ao registrado no ciclo anterior – o crédito voltou a estar disponível na praça. De acordo com o Banco Central, foram liberados R$ 13,9 bilhões desde o início do Plano Safra 2016/17 (em 1º julho) até o fim do mês de novembro. 

O valor representa expansão de 5,3% em relação ao mesmo período na temporada passada, influenciada principalmente pelo Moderfrota. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a venda de tratadores e colheitadeiras aumentou cerca de 20% nesse período analisado. 

De acordo com a Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos) a vendas de fertilizantes, totalizou 31,4 milhões de toneladas até novembro de 2016. O resultado representa aumento de 11,4% sobre o mesmo período de 2015.

Já os números de vendas de defensivos são divulgados apenas no mês de abril, mas os indicadores preliminares do primeiro semestre de 2016 apontavam um atraso na compra dos produtos. De acordo com especialistas do setor, isso ocorreu em função da cotação ser baseada no Dólar, o que levou os produtores a esperar uma mudança no câmbio frente ao Real.


Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Projeto fortalece a vitivinicultura em Pinhalzinho-PR

O Sebrae/SC renovou no mês de dezembro o contrato do projeto de vitivinicultura com o NVA – Núcleo de Vitivinicultores da Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho (Acip). A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial (DET) e visa melhorar a qualidade dos vinhedos, além de produção de vinho e vinagre nos municípios de Pinhalzinho, Serra Alta, Modelo, Nova Erechim e Águas Frias. As ações incluem consultorias individuais e coletivas para aplicação de modernas técnicas de cultivo e processamento de uvas, bem como adequação aos padrões exigidos pelos órgãos fiscalizadores.

Atualmente, o Núcleo conta com 15 produtores engajados com a melhoria do setor. A coordenação do Núcleo para 2017 foi eleita neste mês e é formada pelos seguintes produtores: Vilson Savagnago (coordenador), Leandro Simioni (vice-coordenador) e João Batista Brancher (tesoureiro).

Savagnago realça que as atividades estão bem encaminhadas para 2017. “Há três anos temos orientação do Sebrae/SC e o nosso principal objetivo no ano que vem é atingir uma alta qualidade, o que possibilitará obter a legalização total de nossos vinhos. Receberemos orientações no período de fevereiro a março e, em seguida, nos dedicaremos a essa legalização. Esperamos, além de participar, conseguir algum prêmio de qualidade nas pesquisas que são realizadas anualmente entre produtores de vinhos”.

O vitivinicultor Moacir Erthal, que transmite o cargo para Savagnago, enfatiza a evolução nas propriedades oportunizada pelas consultorias e treinamentos do Sebrae/SC. “Não tem como mensurar os expressivos resultados que obtivemos. Antes, nosso modelo de produção era defasado. Não utilizávamos técnicas modernas para melhoria da qualidade dos produtos. Importante destacar, ainda, o carisma especial e o profissionalismo do consultor credenciado ao Sebrae/SC, Gilson Panceri, no desenvolvimento de reuniões, palestras e consultorias técnicas”.

Erthal conta que neste ano produziu 9.500 litros de vinho. “Com a boa classificação que conquistei nos concursos de vinho em 2016 comercializei todas as unidades e cheguei ao final do ano sem vinho”, comemora o produtor que, na premiação local, obteve a classificação ouro na categoria vinho branco de mesa e prata na categoria vinho bordô. No concurso regional ele obteve ouro na categoria branco de mesa. “O próximo passo é investir na produção de vinhos finos”, antecipa. 

O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, ressalta que o apoio à qualificação dos produtores possibilita prepará-los para a adequação aos requisitos de boas práticas de produção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Mapa cumpre acordo com o setor produtivo e garante pagamento antecipado do seguro rural de 2016

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) termina o ano com o pagamento de mais de 90% das apólices subvencionadas pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) contratadas em 2016. O valor dessas operações é de cerca de R$ 370 milhões, segundo cálculos da Secretaria de Política Agrícola (SPA).

“Antecipamos, inclusive, parcelas com vencimentos previstos para o primeiro trimestre de 2017”, disse nesta sexta-feira (30) o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, acrescentando que o Mapa cumpriu o acordo feito com o setor produtivo.

Desde julho, o Mapa recebeu um total de 75 mil apólices de seguro das mais diversas regiões do país para quase 50 tipos de atividades distintas, desde grãos, frutas, olerícolas, florestas e pecuária. O montante de R$ 400 milhões de subvenção autorizados no orçamento foi integralmente utilizado pelo ministério, proporcionando o seguro de lavouras cujo valor extrapola os R$ 13 bilhões.

Lavouras protegidas contra intempéries climáticas evitam dificuldades financeiras para os produtores e renegociações de dívidas em caso de perdas, como tem ocorrido nos últimos anos.

“Demonstramos que o Mapa tem agilidade suficiente para levar esse instrumento de gestão de riscos a mais produtores, o que é preciso agora é termos um entendimento de que isso é investimento e não custo”, ressaltou Geller.

De acordo com o secretário, com R$ 1 bilhão para o seguro seria possível triplicar a base de produtores amparados de forma imediata, reduzindo a pressão do setor sobre a área econômica na eventualidade de problemas climáticos.


Roteiro da Uva e Vinho de Sarandi é atração para turistas no mês de janeiro

O turismo rural é uma opção cultural, gastronômica, de lazer, religiosidade e de resgate histórico, que está conquistando cada vez mais adeptos em Sarandi. O Roteiro da Uva e Vinho, já tradicional no município, receberá visitantes de todas as regiões do Estado no dia 14 de janeiro. As inscrições para participar do Roteiro da Uva e Vinho estão abertas e podem ser feitas até o dia 07 de janeiro, na Agência de Viagens Aeroplus, na Emater/RS-Ascar ou no Departamento de Cultura e Turismo de Sarandi.

O Roteiro da Uva e Vinho envolve a gastronomia típica italiana, com café da manhã e almoço, regados com muito suco de uva e vinhos, além da colheita e degustação de uva direto do parreiral, visitação à agroindústria de sucos e vinícola, momento de história e cultura com visitação à sede da Confraria Amigos do Vinho de Sarandi e às futuras instalações do Museu do Vinho. A visita à Capela São João também faz parte do Roteiro e relembra aos turistas parte da história da comunidade local.

Esta edição do Roteiro da Uva e Vinho está sob organização da Agência Aeroplus e conta com o apoio da Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Sintraf), Conselho Municipal do Turismo (Comtur) e Prefeitura, através do Departamento de Cultura e Turismo.
O trabalho da Emater/RS-Ascar envolvendo o turismo rural tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento da atividade turística sob a ótica da sustentabilidade econômica, social e ambiental, valorizando a cultura local e promovendo a integração da comunidade, para contribuir com a consolidação da atividade como fonte de renda às famílias rurais.

De acordo com a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Lisiane Staggemeier Mattje, os roteiros turísticos rurais são uma forma de mostrar as potencialidades das comunidades do meio rural, incentivar a permanência das famílias no campo, além de valorizar a cultura e resgatar a história dos antepassados. 

Programação do Roteiro da Uva e Vinho

Neste dia 14 de janeiro, Sarandi recebe as excursões para mais um Roteiro da Uva e Vinho. O Roteiro partirá da frente da Praça Farroupilha, no centro de Sarandi, às 8h, em direção à comunidade da Linha Cocho. No local, será servido o café da manhã típico colonial aos visitantes. Ao longo do passeio os turistas poderão conhecer um pouco mais das tradições, culturas e do meio rural de Sarandi, aprender sobre o cultivo da uva e da produção do vinho. O passeio encerra às 13h30. Interessados em participar do Roteiro da Uva e Vinho devem entrar em contato com a agência Aero Plus Viagens e Turismo, através do telefone (54) 3361-2583, ou pelo e-mail contato@aeroplus.tur.br


Fonte: Emater - RS