quinta-feira, 14 de julho de 2016

Presidente da Câmara Setorial fala sobre mudanças de lei para a citricultura em reunião com Ministro da Agricultura

Em reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, realizada na última quinta-feira (7), em Brasília, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, Lourival Carmo Monaco, também presidente do Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, levou as principais demandas do setor citrícola ao Governo Federal. Todas estão relacionadas ao cancro cítrico e ao HLB (greening), as duas principais doenças da citricultura no Brasil.

Considerada a doença mais devastadora para a citricultura em todo mundo, o HLB é responsável pelo aumento do custo de produção e pela erradicação de 42,5 milhões de pés de citros em São Paulo (CDA, 2015) e pelo encolhimento do parque citrícola que no último ano perdeu 6% de sua área plantada. Atualmente, a doença está presente em 17% das plantas do estado.

As infecções de HLB praticamente dobraram no Paraná entre 2015 e 2016. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), nas regiões onde o índice de plantas contaminadas era de 5% em 2015, hoje é de 10%. Onde era de 9%, saltou para mais de 15%. A Adapar registrou nos cinco primeiros meses de 2016 mais notificações do que todo o ano de 2015. Desde 2007, o Paraná arrancou 1,75 milhões de árvores por causa da doença.

Em Minas Gerais, outro importante produtor de citros, sobretudo tangerinas, a doença foi identificada em 2005 e vem se espalhando por todas as regiões do Estado.

Em decorrência da importância da doença, o setor citrícola solicita ao Ministério da Agricultura atenção aos pomares abandonados, focos do inseto que transmite a bactéria causadora do HLB e uma legislação nacional que preconize ações de prevenção e controle em todo País.

Outra preocupação do setor é com o cancro cítrico, doença presente nos pomares da região Sul do País, e que tem avançado por São Paulo e Minas Gerais. Também já houve relatos no Mato Grosso do Sul, Roraima, Ceará, Maranhão e Goiás. É solicitado desde meados dos anos 2000, uma mudança na legislação, que permita aos citricultores cuidar melhor dos seus pomares.

A citricultura é uma das mais importantes cadeias agrícolas do Brasil, está presente em mais de 3 mil municípios e ocupa quase 800 mil hectares (IBGE, 2014).

Movimenta R$ 47,5 bilhões por ano e gera R$ 613 milhões em impostos para o País e gera exportações na ordem de US$ 2 bilhões. Além disso, tem uma importante contribuição social, sendo uma das culturas que mais emprega. Para se ter uma ideia, para cada pessoa necessária em um hectare de cana, são precisos quatro para a citricultura. Atualmente, a cadeia é responsável por 150 mil empregos diretos e indiretos.

São Paulo é o principal produtor de citros do País. O estado tem 460 mil hectares plantados, em 11 mil propriedades, espalhadas por 399 municípios. Somente de laranjeiras são 192 milhões de pés que este ano gerarão uma produção estimada em 245,8 milhões de caixas ou 11 mil toneladas da fruta. É responsável por 77% da produção nacional.

A cultura tem se espalhado por outras regiões do País e se tornado importante no Paraná, Rio Grande do Sul e crescido na Bahia, Sergipe e Minas Gerais.

Fonte: Fundecitrus

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Incidência do greening se mantém estável nos pomares, diz Fundecitrus

Levantamento aponta que 16,92% das laranjeiras estão contaminadas.
Na região de Descalvado (SP), ao menos 32% das plantas estão infectadas

A incidência de greening ou amarelão nos laranjais se manteve estável no último ano. Levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta que 16,92% das laranjeiras (332,5 milhões de árvores) estão contaminadas, índice praticamente igual ao do ano passado (17,89%). Em cidades da região, como Descalvado, Porto Ferreira, Casa Branca e Limeira 32% das plantas estão infectadas. O trabalho de prevenção tem ajudado no controle.

Este é o primeiro ano que a doença se mostra estável desde que o levantamento foi iniciado, em 2008, nos pomares do parque citrícola, que englobam 349 municípios dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Para o gerente do Fundecitrus, Juliano Ayres, o citricultor está aperfeiçoando o controle, uma vez que conhecimento é incorporado aos poucos. “Outro fator importante é que neste último ano houve uma taxa de erradicação muito elevada, cerca de 22 mil hectares foram erradicados, próximo de 5% da área. Em grande parte, os lotes de plantas que tinham mais doenças, onde a incidência era maior”, explicou.

Folhas amarelas
O mosquito psilídeo transmite a bactéria que deixa as folhas amarelas e afeta o desenvolvimento dos pomares. “Ele vai reduzir o tamanho dos frutos. À medida que a doença se espalha pela copa da planta, em 3 anos essa planta vai produzir 75% a menos do que ela produziria se estivesse sadia”, disse o pesquisador Renato Bassanezi.

O pomar do citricultor Roberto Jank está carregado, mas os frutos não estão tão bonitos assim. A fazenda de 600 hectares em Descalvado tem 300 mil pés de laranja, entretanto, metade da plantação foi erradicada por causa do greening. “Esse é um pomar que poderia estar produzindo 1 milhão de caixas, mas a gente produz aproximadamente 700 mil caixas”, disse.

Para os citricultores, manter a doença estável é uma conquista, mas o desafio é reduzir os casos de amarelão. “Nós não temos cura para a doença e sim a única maneira é prevenir que a planta se infecte, para isso é preciso fazer um controle em toda a região”, disse o gerente do Fundecitrus.

Fonte: G1 

Melão e cenoura estão mais em conta, diz Ceagesp

Outros preços em baixa são laranja, gengibre, mamão e mandioca.
Melancia, uva niágara, goiaba vermelha e maçã estão mais caros.



A Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgou a lista de produtos com os preços no atacado em baixa, estáveis ou em alta nesta semana. Veja abaixo:

Preços em baixa
Manga tommy, mamão papaia, mamão formosa, tangerina poncam, melão amarelo, abacate margarida, carambola, laranja pera, laranja lima, jaca, coco verde, tomate carmem, batata doce rosada, beterraba, cenoura, gengibre, inhame, mandioca, abóbora moranga, repolho, acelga, nabo, cenoura com folha, salsa, cebolinha, milho verde, cebola nacional e canjica.

Preços estáveis
Laranja seleta, morango, banana nanica, atemoia, maracujá azedo, limão taiti, abacate fortuna, caju, lima da pérsia, acerola, graviola, cara, batata doce amarela, tomate pizzadoro, abóbora japonesa, abóbora paulista, pimenta americana, couve manteiga, beterraba com folha, coentro, brócolos comum, erva doce, alho porró, couve-flor, brócolis ninja, rúcula e batata lavada.

Preços em alta
Melancia, uva niágara, goiaba vermelha, maçã nacional, maçã importada, pera importada, manga hadem, abóbora seca, abobrinhas italiana e brasileira, pimentões vermelho e amarelo, chuchu, ervilha torta, quiabo liso, mandioquinha, vagem macarrão, alface crespa, alface lisa, alface americana, rabanete, espinafre, escarola, alho argentino e ovos.

Fonte: Globo Rural

Maracujás BRS avançam no mercado

Foto: Gustavo Porpino
De 2008 a 2015, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibilizou ao mercado, diretamente ou por meio de seus licenciados, mais de 220 kg de sementes das cultivares BRS Gigante Amarelo (BRS GA1), BRS Sol do Cerrado (BRS SC1) e BRS Rubi do Cerrado (BRS RC). "Considerando que, em espaçamento convencional, 25 gramas de sementes com boa germinação são suficientes para plantio de 1 hectare, o volume de sementes das cultivares de maracujazeiro azedo da Embrapa comercializados são suficientes para plantar mais de 8.000 ha, cerca de 15% da área nacional cultivada com maracujá", destaca a pesquisadora Keize Pereira Junqueira, da Embrapa Produtos e Mercados (Brasília, DF).

Segundo Keize Junqueira, esses valores são significativamente altos no cenário brasileiro de produção de maracujás, dado que a maior parte das sementes utilizadas nos plantios ainda é de origem genética desconhecida ou proveniente de populações geradas a partir de pomares instalados com as cultivares da Embrapa e de outros obtentores.
O reaproveitamento de sementes de cultivos anteriores é uma das razões apontadas pelo pesquisador Fábio Faleiro, da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), para a queda de produção do maracujá, cultura com grande amplitude nos níveis de produtividade. Enquanto a média de produtividade nacional é de 14 toneladas por hectare/ano, alguns produtores conseguem colher 50 toneladas por hectare com utilização de cultivares BRS, manejo e controle fitossanitário adequados.

"Temos produtores de maracujá BRS tanto em Roraima quanto no Rio Grande do Sul", salienta Faleiro. Para a tecnologia alcançar tamanha abrangência geográfica, o trabalho começa antes mesmo das cultivares serem lançadas no mercado. O programa de melhoramento genético dos maracujás da Embrapa tem unidades de validação em todas as regiões do País. Já na etapa de comercialização do BRS GA1 e BRS SC1, os licenciados têm pontos de venda em Brasília (DF), Araguari (MG) e Monte Mor (SP), mas o escritório paulista tem revendas em diversos estados.

"O envolvimento do licenciado aumenta a capilaridade da tecnologia", destaca Faleiro. A capacidade da tecnologia se propagar é incrementada também pela logística de baixa complexidade para envio das sementes e por ser uma tecnologia capaz de viabilizar economicamente a produção em pequenas áreas.

Cultivo orgânico do BRS Pérola do Cerrado incrementa renda

Para pequenos produtores, como o casal Pedro Malaquias, 64, e Dorvalina Teresa Soares, 57, do Assentamento Oziel Alves III (Núcleo Rural Pipiripau – DF), o cultivo do maracujá silvestre BRS Pérola do Cerrado incrementou a renda e resgatou a esperança de seguir a vida como produtores rurais.

"Com dinheiro do maracujá, já pago a prestação do trator e da rotativa", comenta Malaquias, mineiro de Paracatu que chegou a Brasília (DF) em 1971 para trabalhar na construção civil. A vida no campo teve início em 1974, como tratorista na Fazenda São Miguel, em Cabeceira de Goiás (GO). Naquela época, possuir o próprio trator e ter um pedaço de terra era sonho distante.

"Em 1983, comecei a plantar feijão, quiabo e milho numa chácara em Padre Bernardo (GO), mas faltava assistência técnica e tinha dificuldades de comercialização", lembra. Malaquias ainda permaneceu na Chácara até 2011, quando resolveu mudar-se para o Assentamento, que agrega 170 propriedades em área total de 2200 hectares.

Com apoio da Emater-DF e da ONG WWF-Brasil, via projeto Água Brasil, fez capacitação em agroecologia e hoje a produção do maracujá é orgânica. "Começamos com 100 mudas do Pérola do Cerrado no final de 2014, uns oito meses depois começamos a colher e hoje já temos 200 mudas", conta Dorvalina. "Nunca fiz aplicação de defensivos no pomar", ressalta.

O pequeno pomar do casal rende 5 caixas de 20 kg por semana. A produção é integralmente comercializada a distribuidores de produtos orgânicos. A rusticidade do maracujá silvestre facilita o cultivo orgânico e, além da elevada resistência a pragas e doenças, o fruto é valorizado pelo mercado para consumo in natura. "Está bem procurado, às vezes até falta pra vender. Quero plantar mais 400 pés e chegar a 1000", planeja Malaquias.

Para o zootecnista Maximiliano Cardoso, extensionista da Emater-DF, a organização dos produtores do Assentamento e dos Núcleos Rurais Pipiripau e Taquara na Associação de Orgânicos resultou em diversos impactos positivos nas propriedades. Todas as quartas-feiras uma parcela do Assentamento recebe o grupo de 28 associados para trocas de experiências e tomadas de iniciativa conjuntas.

Como resultado do associativismo, os produtores compartilham boas práticas como o uso do gotejamento para economizar água, produção de bokashi e cama de frango para adubação orgânica, e maior interação com extensionistas da Emater. "Eles (produtores) não são acomodados e essa organização melhora a condição de vida de todos", ressalta a economista doméstica Vera Oni, técnica da Emater-DF.

Os extensionistas e pesquisadores concordam que casos de sucesso, como o do casal Malaquias, são resultado da junção da vocação e trabalho dos produtores com a extensão rural e a pesquisa. "A interação produtor, extensão rural e pesquisa resulta em ganhos de produtividade e benefícios sociais", destaca Faleiro.

Aquisição de terra própria

A produtora Lucilia Neres Evangelista, de Planaltina de Goiás (GO), uma das pioneiras na validação das cultivares de maracujá BRS, deixou de ser meeira há 5 anos. A base da renda familiar é o pomar com 15 mil pés de maracujá com cultivares BRS. 

"Quando comecei, não tinha nada. Meu primeiro pomar tinha 10 mil pés, mas como meeira. Mesmo vendendo barato, fui crescendo e juntei dinheiro para comprar terra própria", conta Lucilia.

Para aumentar a margem de lucro com a produção dos maracujás, a família Evangelista articula com a prefeitura a instalação de uma pequena agroindústria. "Pretendo vender polpa de maracujá. Meu sonho agora é ter minha agroindústria", comenta.

Onde encontrar sementes e mudas

As cultivares híbridas de maracujazeiro azedo da Embrapa já foram comercializadas em todos os estados do Brasil. De 2008 a 2015, o material mais vendido foi o BRS Gigante Amarelo, cultivar obtida pela Embrapa em parceria com a Universidade de Brasília. "A Bahia, estado com a maior produção de maracujá, foi uma das unidades da federação que mais adquiriram sementes da Embrapa e de seus licenciados", comenta Keize Junqueira.

A listagem dos produtores licenciados pela Embrapa para a produção de sementes e mudas das cultivares de maracujazeiro desenvolvidas pela Embrapa e parceiros está disponível em https://www.embrapa.br/produtos-e-mercado/maracuja.

Fonte: Embrapa

Embrapa vai desenvolver tecnologias em drones para uso no campo

A agricultura de precisão deve dar contribuições cada vez mais valiosas aos produtores para aumentar o rendimento das lavouras e reduzir o impacto ambiental. A avaliação foi feita pelo chefe do Serviço de Agricultura de Precisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fabrício Juntolli, ao destacar o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento de tecnologias capazes de impulsionar ainda mais a atividade agrícola brasileira. Isso, acrescenta, vai tornar mais acessível, por exemplo, o uso de drones por pequenos e médios agricultores.

Uma das últimas iniciativas da Embrapa para apoiar a agricultura de precisão foi anunciada no fim do mês passado. Segundo Juntolli, a Embrapa Instrumentação, a Qualcomm Incorporated, por meio da iniciativa Qualcomm® Wireless Reach™, e o Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES) vão colaborar para desenvolver tecnologias para drones destinados à agricultura. A parceria será executada por intermédio do Programa de Desenvolvimento de Tecnologias para o Uso de Drones em Agricultura de Precisão, coordenador na Unidade é o pesquisador Lúcio Jorge.

“Essa cooperação importante e deverá ter resultados significativos para o avanço do setor”, destaca Juntolli, que também é secretário da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão do Mapa. Segundo ele, o programa tem o objetivo demonstrar como essas soluções podem ser aplicadas para reduzir o impacto ambiental e aumentar a produtividade das culturas. “Essa parceria vai colaborar para a sustentabilidade e a competitividade da agropecuária brasileira.”

De acordo com a Embrapa Instrumentação, os sistemas de bordo desenvolvidos para os drones - que combinarão a expertise da Embrapa em agricultura, algoritmos de processamento de imagem ao processador Qualcomm® Snapdragon™ e avançadas tecnologias móveis - têm como missão coletar, processar, analisar e transmitir informações das lavouras em tempo real para os agricultores e agentes ambientais de todo o Brasil.

Os dados de inteligência serão usados para detectar com precisão as deficiências das culturas, ocorrência de pragas, escassez hídrica, déficit de nutrientes e danos ambientais. Estas funcionalidades permitirão que os agricultores tomem medidas precisas para, por exemplo, evitar o uso demasiado de defensivos agrícolas, excesso de fertilização, além de possibilitar a irrigação de campos secos, a fim de reduzir o impacto ambiental e ampliar a produtividade.

Após o desenvolvimento de sistemas de bordo para drones, o programa terá testes de campo com os dispositivos e uma avaliação para medir o seu impacto econômico e social. Com isso, ainda será possível comprovar que os drones podem permitir a adoção de medidas imediatas em favor do meio ambiente e negócios, reduzindo ainda a consequência negativa das mudanças climáticas.

*Com informações da Embrapa Instrumentação.

Abertas inscrições para reunião brasileira sobre controle biológico

A XII Reunião Brasileira sobre Controle Biológico de Doenças de Plantas e XVI Simpósio de Manejo de Doenças de Plantas têm como tema integrando técnicas para entregar resultados. Será de 18 a 20 de outubro de 2016, na Universidade Federal de Lavras (UFLA) , Lavras, MG, com palestrantes nacionais e internacionais que apresentarão diversos temas relacionados aos avanços no controle biológico de doenças de plantas. O coordenador do evento é o Professor Flávio Medeiros, do Departamento de Fitopatologia da UFLA.

Um dos organizadores, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Wagner Bettiol, fará a palestra de abertura, sobre controle biológico na América Latina.

Conforme Bettiol, o evento é o mais importante na área realizado no Brasil e na América Latina, portanto, uma excelente oportunidade todos os envolvidos no agronegócio se inteirarem do enorme crescimento do setor no Brasil.

Outros temas irão abordar os desafios do controle biológico de doenças de plantas, registro e controle de qualidade de produtos à base de fungos, formulação de agentes de biocontrole, rizobactérias para promover o crescimento de plantas e controlar fitopatógenos, uso em larga escala de Pasteuria para controle de nematoides, controle biológico de patógenos de espécies florestais e de doenças pós colheita de frutíferas, estudos em microbiomas e ômicas de Trichoderma e seus frutos, modos de ação dos biocontroladores, além da apresentação dos estudos desenvolvidos no Brasil e no exterior, em diversos sessões de posteres.

No dia 21 de outubro, serão realizados cursos sobre controle de qualidade de produtos biológicos, tecnologias de aplicação de defensivos biológicos e macrofotografia.

Fonte: Embrapa

Setor agropecuário exportou US$ 45 bilhões no primeiro semestre, alta de 4%

Setor foi responsável por quase metade de todas as vendas externas brasileiras


As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 45 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2015. É o terceiro melhor resultado da série histórica, que começou em 1997. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Outro destaque no levantamento da SRI é que o setor foi responsável por quase metade (49,9%) de todas as vendas externas brasileiras no período. Além disso, as exportações ultrapassaram as importações em US$ 38,91 bilhões, ou seja, houve superávit na balança comercial. “O agronegócio brasileiro demonstra mais uma vez a sua contribuição para a economia nacional”, diz o secretário da SRI, Odilson Silva.

O complexo soja continua liderando as exportações da temporada com US$ 17,23 bilhões, seguido de carnes (US$ 6,98 bilhões), produtos florestais (US$ 5 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 4,46 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 2,4 bilhões).
Os cinco principais setores somaram US$ 36 bilhões nas vendas externas. Este valor representa 80% do total exportado pelo agronegócio no primeiro semestre deste ano.

A China se manteve como principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, alcançando US$ 13,56 bilhões no primeiro semestre de 2016. Outros países que contribuíram para o crescimento das exportações no período foram Japão, Coreia do Sul, Paquistão, Irã e Índia.

Resultado de junho

As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,31 bilhões no mês passado. Este valor representou uma queda de 8,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os cinco principais setores foram complexo soja (44,1% de participação); carnes (15,7%); complexo sucroalcooleiro (12,3%); produtos florestais (10,2%); e café (4,3%), que somaram US$ 7,20 bilhões, 

A Ásia respondeu por 50,2% do valor total exportado pelo Brasil em junho de 2016 (US$ 4,18 bilhões.) A China foi responsável por um terço das vendas totais do agronegócio brasileiro no mês.

A SRI também divulgou resultado do acumulado dos últimos 12 meses (julho de 2015 a junho de 2016).

Veja aqui e aqui os dados completos.


Região Sul articula iniciativa para defesa fitossanitária das minor crops

A Faep (Federação da Agricultura do PR) encabeça uma iniciativa que visa levantar as reais demandas das chamadas “minor crops”, ou “Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente” (CSFI). Para isso, a entidade reuniu no Paraná representantes de empresas de frutas e hortaliças, órgãos de governo, institutos de pesquisa e federações da agricultura dos três estados da Região Sul do Brasil.

O principal problema verificado é a falta de registro de produtos para controle de pragas e doenças nas minor crops. “O papel do setor produtivo e dos profissionais da assistência técnica é identificar as demandas necessárias para o campo validadas pela pesquisa e encaminhar para a análise de registro pelas empresas”, explica a engenheira agrônoma Elisangeles de Souza, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da Faep.

“Essa é uma iniciativa pioneira. A ideia é utilizar o modelo do Paraná para levantar os dados de outros Estados. Precisamos saber quais são as prioridades do setor. O melhor é fazer a coisa conjunta, já que as culturas são semelhantes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, observa o assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura, Flores e Hortaliças da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) José Eduardo Costa. 

O modelo proposto foi desenvolvido pela Faep, que busca as demandas para pequenas culturas no Paraná e apresenta a realidade e a urgência de soluções aos órgãos registrantes, empresas fabricantes e instituições de pesquisa. O trabalho é realizado em parceria com a Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Agência de Defesa Sanitária do Paraná (Adapar), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PR), Frutipar, Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná (Feap), Ocepar e Embrapa, além de diversas associações de produtores. “O sucesso dessa empreitada está baseada nas boas parcerias que construímos”, observa Elisangeles.

A falta de defensivos (ou mesmo as poucas opções registradas) para as CSFI ocasionam o uso irregular de outros agroquímicos. Em 2014 foi publicada uma Instrução Normativa Conjunta (INC nº1/2014) permitindo usar produtos de culturas representativas (como o tomate, por exemplo, que possui produtos registrados) para as demais culturas que apresentam as mesmas características botânicas, alimentares e fitotécnicas. 

No entanto, para que isso aconteça, “é necessário que a empresa fabricante apresente primeiramente ao Mapa o requerimento de solicitação dessa extrapolação. A empresa nesse momento assina um termo de ajuste para realização de estudos de resíduos durante um prazo de 24 meses para o estabelecimento do LMR (Limite Máximo de Resíduos)”, explica a Faep.

“Esse é um trabalho dos mais importantes, pois está tirando os produtores da ilegalidade”, observa Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM).

Fonte:Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Recadastro vitícola deve ser realizado até outubro


Viticultores do RS devem informar os dados da produção via internet ou em entidades como sindicatos e Emater, no prazo estipulado, ou poderão ser autuados



Os viticultores do Rio Grande do Sul têm até o mês de outubro para fazer o recadastramento vitícola. Realizado anualmente, o preenchimento dos dados do Cadastro Vitícola é obrigatório para todos os produtores de uva gaúchos. A atualização dos dados pode ser feita via internet, solicitando uma senha por e-mail para cnpuv.cadastroviticola@embrapa.br, ou em entidades parceiras, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicatos Patronais, Emater, entre outras. Para o recadastro, assim como nos anos anteriores, são necessários os seguintes dados: CPF, inscrição estadual de todos os compradores de uva da propriedade e o formulário dos parreirais, que foi repassado ao produtor em 2015, para ser preenchido durante a colheita, com as informações de produção de uva de cada vinhedo.

"Nenhuma empresa produtora de vinhos e derivados da uva do Rio Grande do Sul poderá comprar matéria-prima de produtores que não declararam a safra do ano anterior da colheita. Assim, para vender a produção em 2017, o viticultor deverá ter prestado as informações da safra de 2016", reforça Loiva Maria Ribeiro de Mello, coordenadora do Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul e pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho. Ela aponta que, apesar dessa obrigatoriedade, cerca de 1.600 produtores não se recadastraram em 2015, o equivalente a mais de 10% das propriedades vitícolas do estado. "Nesse universo há produtores que deixaram de produzir mas também há produtores que venderam uvas para processamento na safra de 2016. Tanto os viticultores quanto as empresas compradoras poderão ser autuados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou Secretaria da Agricultura Pecuária e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul", alerta Loiva.

Aos viticultores que pararam de produzir uva, Loiva recomenda que desativem o cadastro comparecendo aos locais de recadastramento ou solicitando a baixa por e-mail (cnpuv.cadastroviticola@embrapa.br). "O cadastro vitícola é importante para a fiscalização, políticas públicas e desenvolvimento da vitivinicultura. Seu benefício cresce à medida em que todos os viticultores prestarem as informações corretas", acredita.

Após prestar as informações, o produtor receberá o comprovante do recadastramento, útil para diversas finalidades, e um formulário com detalhamento dos parreirais, para ser preenchido pelo próprio viticultor na próxima colheita. Para mais detalhes, o usuário pode acessar o manual do cadastro vitícola e o manual de utilização de polígonos, disponíveis em http://cadastro.cnpuv.embrapa.br ou ligar para (54) 3455-8076.

O Cadastro Vitícola, coordenado pela Embrapa Uva e Vinho, é um instrumento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que envolve a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), entidades de classe, Emater e produtores de uva.

Fonte: Embrapa Uva e Vinho

terça-feira, 12 de julho de 2016

Setor agropecuário exportou US$ 45 bilhões no primeiro semestre, alta de 4%

As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 45 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2015. É o terceiro melhor resultado da série histórica, que começou em 1997. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Outro destaque no levantamento da SRI é que o setor foi responsável por quase metade (49,9%) de todas as vendas externas brasileiras no período. Além disso, as exportações ultrapassaram as importações em US$ 38,91 bilhões, ou seja, houve superávit na balança comercial. “O agronegócio brasileiro demonstra mais uma vez a sua contribuição para a economia nacional”, diz o secretário da SRI, Odilson Silva.

O complexo soja continua liderando as exportações da temporada com US$ 17,23 bilhões, seguido de carnes (US$ 6,98 bilhões), produtos florestais (US$ 5 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 4,46 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 2,4 bilhões).
Os cinco principais setores somaram US$ 36 bilhões nas vendas externas. Este valor representa 80% do total exportado pelo agronegócio no primeiro semestre deste ano.

A China se manteve como principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, alcançando US$ 13,56 bilhões no primeiro semestre de 2016. Outros países que contribuíram para o crescimento das exportações no período foram Japão, Coreia do Sul, Paquistão, Irã e Índia.

Resultado de junho

As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,31 bilhões no mês passado. Este valor representou uma queda de 8,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os cinco principais setores foram complexo soja (44,1% de participação); carnes (15,7%); complexo sucroalcooleiro (12,3%); produtos florestais (10,2%); e café (4,3%), que somaram US$ 7,20 bilhões,

A Ásia respondeu por 50,2% do valor total exportado pelo Brasil em junho de 2016 (US$ 4,18 bilhões.) A China foi responsável por um terço das vendas totais do agronegócio brasileiro no mês.

A SRI também divulgou resultado do acumulado dos últimos 12 meses (julho de 2015 a junho de 2016).

Veja aqui e aqui os dados completos.