sábado, 2 de julho de 2016

Incaper incentiva controle biológico para combater praga na plantação de morango


As pragas podem trazer grandes prejuízos ao agricultor, podendo causar desde queda da produtividade até a perda total da plantação. Algumas pragas, como a broca do fruto “Lobiopa insularis”, podem causar sérios prejuízos, se a infestação não for controlada. Por isso, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) incentiva o manejo correto da plantação.

O lobiopa é um besouro de corpo achatado com cerca de 4 a 8 mm, de coloração marrom claro, com manchas escuras e amareladas no dorso. Põe seus ovos nos frutos, onde se desenvolvem as larvas. O inseto é atraído para a lavoura de morango pelo cheiro dos frutos maduros. Ele escolhe somente os morangos com polpa doce, bem vermelha e suculenta. 

“A praga perfura o morango e se alimenta do fruto. Em seguida, coloca os ovos e a larva se desenvolve. Assim que completa seudesenvolvimento, já adulta, ela desce para o solo. Tanto a larva quanto o adulto causam prejuízos na plantação”, ressaltou oentomologista do Incaper, José Salazar Zanúncio Junior.

Sérgio Ronchi é do Distrito de Pedra Azul, em Domingos Martins, e é um dos maiores produtores de morango da região. Ele só colhemorangos bem maduros, pra vender in natura na loja da família. Mas a broca do morango já chegou a comprometer 10% daprodução. “O lobiopa apareceu na minha plantação em 2006 fazendo um grande estrago. Como ele só come a fruta madura, esseproduto acaba não tendo valor comercial”, disse Sérgio.

Os prejuízos são bastante significativos, principalmente na qualidade do fruto, provocando a perda no valor comercial. “É importanteque o produtor fique atento aos sintomas e ao nível de dano de cada praga, a fim de conhecer o momento de aplicar as táticas decontrole adequadas para cada caso, evitando a aplicação indiscriminada de agrotóxicos e realizando o manejo de pragas de formasustentável”, ressaltou José Salazar.

Manejo correto

O Incaper recomenda o controle biológico do Lobiopa. “A isca para atrair o besouro é simples, basta o produtor misturar o morangoamassado, água e o inseticida microbiológico formulado a partir de esporos do fungo beauveria bassiana. A armadilha é distribuídanos canteiros, em potes. O besouro atraído pelo morango se alimenta e quando entra em contato com o produto ele morre” disseSalazar. O produtor aprovou o controle biológico. “Depois que comecei a utilizar a armadilha biológica percebi que a incidência dapraga na minha plantação diminuiu. O importante é que estou combatendo de forma sustentável sem agredir os frutos”, disse SérgioRonchi.

Safra de morango

A produção de morango no Espírito Santo deve atingir uma média de dez mil toneladas no final da safra. Ao todo, são 250 hectares de plantação, que envolvem diretamente mais de 3.000 agricultores de base familiar. Para a produção orgânica, a área é de 2,5 hectares, envolvendo cerca de 30 famílias. “Estimamos que a área plantada tenha diminuído cerca de 20%, devido ao alto custo de produção, principalmente de mudas, que tem royalties em dólar. Muitos agricultores diminuíram a área plantada, mas terão maior rendimento, pois poderão cuidar melhor do plantio, já que morango demanda muita mão de obra”, ressaltou a coordenadora do polo de morango do Incaper, Cíntia Bremenkamp.

Fonte: Incaper

Plano Safra 2016-17 dispõe de R$ 3 bilhões para custeio e investimento no RS

Com recursos de R$ 3 bilhões do sistema financeiro estadual - Banrisul, Badesul e BRDE -, foi lançado nesta quarta-feira (29/06), no Palácio Piratini, o Plano Safra Gaúcho 2016/2017. São R$ 2,1 bilhões do Banrisul, R$ 550 milhões do BRDE e R$ 350 milhões do Badesul. O montante total destinado pelo Governo do Estado é recorde. Em 2015, o Plano Safra disponibilizou R$ 2,8 bilhões, volume superior ao ano anterior: R$ 2,74 bilhões.

Dos R$ 2,1 bilhões que podem ser aportados via Banrisul, R$ 1 bilhão é destinado para custeio, R$ 600 milhões para comercialização e R$ 500 milhões para investimento. Estão previstos financiamentos para agricultores familiares (Pronaf), médios produtores (Pronamp) e agricultores empresariais, cooperativas, agroindústrias, beneficiadores, cerealistas e demais empresas do setor.

A maior parte das operações envolvendo os R$ 500 milhões disponibilizados pelo BRDE é relacionada a projetos de irrigação e de armazenagem; aquisição de máquinas e equipamentos; pesquisas e tecnologia; obras civis; e projetos sanitários e ambientais. Recursos para compra de máquinas, equipamentos e implementos também podem ser financiados dentro dos R$ 350 milhões viabilizados pelo Badesul, que ainda oferece linhas de crédito para projetos de açudes, correção de solo e armazenagem.

"Este Plano Safra recorde é fruto de um esforço do governo. Apesar do momento de dificuldades, demonstra a crença no setor que contribui para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Sul. Estes recursos estarão à disposição no sistema financeiro estadual a partir de 1º de julho para que os agricultores já comecem a pensar na safra de verão", anunciou o governador José Ivo Sartori.

O governador elogiou o trabalho integrado das secretarias da Agricultura, Pecuária e Irrigação e do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo. "A união, a construção coletiva e a articulação em favor do crescimento são premissas do nosso governo. Assim reafirmamos nosso compromisso com os produtores rurais e com o desenvolvimento no campo", afirmou.

Retorno imediato
O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirmou que viabilizar recursos aos produtores, por meio das instituições financeiras, "é investir no retorno imediato na economia do estado". O secretário do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, disse que o Plano Safra permite aos produtores planejar seus investimentos e até ampliá-los. "Para os pequenos produtores, representa investimento em tecnologia para aumentar a produção".

Representando os produtores rurais, Vinícios Ivan Andreazza, 19 anos, contou como financiamentos obtidos nas linhas do Plano Safra mudaram a realidade da propriedade da família. "Com o foco na qualidade, fiz cursos e adquirimos tecnologia. Aumentamos a produção e hoje temos sete funcionários". O presidente da Cooperativa Mista São Luiz (Coopermill) de Santa Rosa, Joel Antônio Capeletti, destacou a importância destes recursos para o sistema cooperativo.

Fonte: Emater - RS

Família de Entre-Ijuís surpreende-se com resultado da produção de bananas

O agricultor Elimar Almeu Martins se impressionou com o resultado da produção em uma das bananeiras de sua propriedade, localizada em Esquina Rondinha, interior de Entre-Ijuís. Um dos cachos, com 21 pencas, da variedade caturra, chegou a aproximadamente 1,68 de altura, o que é considerado um diferencial no Noroeste gaúcho. 

Na propriedade de 16 hectares, onde mora com a esposa Maristela Martins e dois filhos, existem cerca de 70 pés de banana, produzidas sem uso de químicos, entre as variedades caturra, catarina, prata, maçã e figo, além de uma produção diversificada de outros alimentos. Atualmente, a família aproveita a produção das bananeiras para consumo próprio, tanto in natura, como a banana processada em forma de doce, schmier, balas e outros. O excedente, compartilha com vizinhos. Segundo o produtor, o tamanho do cacho foi uma surpresa, pois até então foi o maior já produzido na propriedade. 

A extensionista da Emater/RS-Ascar, Fátima Jurani Santinon, lembra que a banana é uma fruta rica em potássio e carboidrato, que fornece energia para o organismo, e também é fonte de vitaminas e sais minerais. ?Além de ser benéfica para a saúde, possui grande valor artesanal, pois das suas hastes extrai-se a fibra, usada na fabricação de cordas e tranças e, destas, são fabricados objetos artesanais?, sugere.

Fonte: Emater - RS

Participantes da Rede Save Food Brasil discutem desperdício de alimentos

O desperdício de alimentos vai ser destaque nesta quinta-feira no último dia do Sustainable Food Summit da América Latina, realizado na capital paulista. O assunto interessa do produtor ao consumidor, passando pela indústria e pelo varejo: Um terço de tudo o que é produzido para consumo humano se perde antes de chegar à mesa, causando um prejuízo anual de US$ 940 bilhões (R$ 3 trilhões), segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A recém-lançada rede Save Food Brasil, cuja campanha global é liderada pela FAO e no Brasil tem apoio institucional da Embrapa e do WRI Brasil (instituição de pesquisa global), montou um stand no fórum para mobilizar os participantes em torno da perda e do desperdício de alimentos, estimada em 41 mil toneladas ao ano no país. E vai mostrar em palestras e discussões que acontecem na tarde desta quinta-feira (30) os diferentes impactos sociais, econômicos e ambientais destes alimentos que vão para o lixo sem necessidade, além de mostrar que as soluções existem.

“Muitos países têm conseguido reduzir o índice de perdas e desperdícios de alimentos, mas os desafios ainda são muitos. O mundo do futuro não pode permitir o grande desperdício de alimentos e de recursos naturais e, principalmente, precisa combater a poluição e as emissões de gases de efeito estufa que estes desperdícios produzem no meio ambiente,” defende Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

Além de advogar a maior eficiência no transporte e na embalagem de alimentos, a rede Save Food Brasil está em fase de engajamento de parceiros e membros, e tem como mensagem principal a mudança de atitude. “É necessário um forte engajamento da sociedade civil, dos produtores, dos governos para fixar metas concretas de redução do desperdício e das perdas dos alimentos, não só no Brasil, mas em todo o mundo”, defende Bojanic, que abrirá as discussões no início da tarde.

Na mobilização da sociedade, a rede Save Food Brasil também tem auxiliado “legisladores com pareceres técnicos para fundamentar projetos estaduais e federais ligados à questão da perda e desperdício”, lembra o pesquisador da Embrapa, Murillo Freire.

O Brasil aos poucos avança nesse tema. Desde o ano passado, na Assembleia Legislativa de São Paulo, tramita um projeto de autoria do vereador Ricardo Young (PV), que obriga os estabelecimentos que comercializam alimentos a doarem os que ainda são próprios para consumo, mas perderam o valor comercial. O projeto prevê que estes alimentos não poderão mais ser jogados em aterros sanitários e serão doados para vulneráveis, processados para produção de ração animal ou usados na compostagem para produzir adubo orgânico.

A redução da perda e desperdício de alimentos reduz não só a pressão sobre o clima, mas a poluição da água e do solo. A Coordenadora de Mudanças Climáticas do WRI Brasil destaca que se a perda e o desperdício fossem “um país”, este país “seria o terceiro maior emissor de gases que provocam o efeito estufa no mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos”.

Em 2015 a Organização das Nações Unidos lançou 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devem ser perseguidos por todos os países membros. Entre eles, a meta de reduzir a perda e desperdício de alimentos pela metade em todo o mundo até 2030. “Estamos muito confiantes de que a formação da rede Save Food Brasil irá conectar as pessoas para promover maior cooperação sobre o tema no Brasil”, destaca Freire.

SERVIÇO:
PALESTRAS COM TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – DIA 30 DE JUNHO

14 HORAS
Global Food Loss & Waste Reduction (Perda Global de Alimentos e Redução do Desperdício)
Alan Bojanic – FAO

14:30 HORAS
Environmental Impacts of Food Loss & Waste (Impactos ambientais da perda e Desperdício de Alimentos ) 
Viviane Romeiro - WRI Brasil 

17 HORAS
Mitigating Food Waste by Changing Consumer Behavior (Mitigando desperdício de comida ao Mudar Comportamento do Consumidor)
Gustavo Porpino, Analista de Comunicação – Embrapa

17:30 HORAS
Painel - Overcoming Sustainable Consumption Barriers (Superando Barreiras ao Consumo Sustentável)

Endereço: Hotel Pestana - Rua Tutóia 77, São Paulo
www.pestana.com/en/pestana-sao-paulo-hotel/

Festa do Morango é opção de lazer em Jarinu

Programação tem música, alimentação, exposição e venda da fruta.
Evento tem entrada gratuita e segue até o dia 10 de julho.



A tradicional festa do morango de Jarinu (SP) começou no último sábado (25) no Parque do Morango Duílio Maziero, a partir das 9h. A entrada é gratuita e a festa continua nos finais de semanas seguintes, até os dias 2, 3, 9 e 10 de julho.

Aos sábados a festa começa às 10h e vai até as 23h. Aos domingos o horário é das 10h às 21h. Além da apresentação de Bon Odori, exposição e venda de morangos e show regionais, ainda haverá comida italiana, japonesa, mineira e outras variedades tanto na praça de alimentação quanto nas barracas montadas por todo o parque.

Neste ano, também haverá cicloturismo do Endurance Bike. Quem quiser participar pode ter mais informações pela internet. O Parque do Morango Duilio Maziero fica no quilômetro 77 da Rodovia Edgard Máximo Zambotto, na saída 87 da Rodovia Dom Pedro I.

A festa é realizada pela Associação dos produtores de morango de Jarinu e Atibaia (SP) com o apoio das duas prefeituras.

Fonte: G1

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Bacteriose do maracujá é combatida com microrganismos da própria planta

Foto: Bernardo Halfeld Vieira
Bactérias encontradas na própria planta podem ser a solução para uma doença que provoca até 30% de perdas a fruticultores: a bacteriose do maracujá. Ao isolar organismos da superfície das folhas (filoplano), cientistas os testaram no combate à doença e conseguiram reduzir sua severidade em até 40%. A bacteriose provoca lesões nas folhas e deixa os frutos impróprios para consumo e pode exigir a eliminação total do pomar em caso de surto.

"Selecionamos os melhores isolados, e quisemos saber como essas bactérias exerciam o controle, ou seja, o modo como elas atuam", conta Bernardo Halfeld Vieira, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP) que desenvolve a pesquisa com os colegas Alessandra Ishida, da Embrapa Amazônia Oriental (PA), e Daniel Schurt, que atua na Embrapa Roraima.

A doença costuma ser controlada pelo uso de produtos químicos (cúpricos) e do antibiótico casugamicina. Porém, com aplicações recorrentes, o microrganismo causador adquire resistência rapidamente. "Por não termos cultivares resistentes a essa doença disponíveis no mercado, o produtor acaba utilizando produtos químicos para o seu controle, sendo muitas vezes pouco eficientes, de custo elevado e ecologicamente não adequado", afirma Daniel Schurt. Outro agravante é que a bactéria é transmitida pela semente e está presente em abundância nos locais de cultivo. "Oferecer uma alternativa de controle à mancha-bacteriana traz vantagens para toda a cadeia produtiva do maracujá", diz Alessandra Ishida.

Remédio na própria planta

Utilizar microrganismos nativos contra microrganismos patogênicos à própria planta é uma estratégia interessante, segundo explica Halfeld Vieira. Por essas bactérias nativas serem adaptadas à planta de onde foram retiradas, espera-se que elas tenham maiores chances de se estabelecer na cultura e exercer seu papel de controle da doença, explica o pesquisador. "Desse modo, se pressupõe que as bactérias selecionadas utilizam algum mecanismo de antagonismo ou atuam por indução de resistência, desfavorecendo o patógeno", detalha. "Após diversos estudos, concluímos que as bactérias selecionadas competem por fontes de nitrogênio e ferro, e, com isso, a bactéria que causa a doença tem sua capacidade de infecção reduzida", complementa.

A partir desse conhecimento, os pesquisadores pretendem utilizar esses microrganismos para reduzir os danos ocasionados pela doença, além de procurar outras alternativas que limitem o acesso da bactéria fitopatogênica aos nutrientes, imitando esse mecanismo. A próxima etapa é verificar se é possível utilizar esse princípio para o controle de doenças bacterianas também em outras culturas e comprovar se as bactérias antagonistas (de combate à doença) são seguras para utilização prática.

Início

Os estudos que levaram aos microrganismos de combate começaram em 2011, coordenados pela Embrapa Meio Ambiente e cofinanciados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Como essa doença causa prejuízos significativos em São Paulo, Pará e Roraima, cada pesquisador fez a seleção de antagonistas nesses locais e depois testaram juntos para definir quais seriam as melhores bactérias. 

Maior produtor e consumidor mundial do maracujá, com mais de 700 mil toneladas produzidas em 2009, o Brasil vem registrando significativas perdas no campo por causa da doença que é de difícil controle e de ocorrência generalizada. A partir daí, iniciou-se a verificação de como elas controlam a doença, conferindo se produziam substâncias responsáveis pelo antagonismo, além de procurar outros meios de ação.

O conhecimento do mecanismo de controle biológico que proporcione redução significativa da severidade da doença pode orientar os procedimentos de seleção de bioagentes, além de permitir a descoberta de novas possibilidades de controle. Nesse estudo, o controle da doença foi demonstrado utilizando-se nove bactérias nativas da planta, capazes de controlar a doença independentemente da origem do agente causal(Xanthomonas axonopodis pv. passiflorae) utilizado na pesquisa.

Causa da atividade antagonista

Foi realizado ensaio para os dois antagonistas que demonstram atividade de inibição da X. a. pv. passiflorae. Foi confirmada a capacidade de inibir o crescimento de três cepas de origens diferentes. Nas plantas, bactérias selecionadas de São Paulo e Roraima foram capazes de reduzir a severidade da doença entre 20% e 37%.

O conjunto de resultados mostrou que o mecanismo de competição explica a capacidade de controle de bacteriose do maracujá. Independentemente da origem da estirpe, os resultados para todos os nove antagonistas confirmam a hipótese de que a carência de ferro ou fontes de nitrogênio orgânico no filoplano é fator importante no controle da doença no maracujá.

Aplicações em outras espécies

Ainda não há evidências de que a competição é eficaz para o controle de outras bacterioses que atingem a parte aérea de outras espécies de plantas, pois há indicativos de que algumas bactérias patogênicas não requeiram aumento de população tão expressivo para que possam iniciar o processo infectivo. Também é necessário levar em consideração a composição e abundância de nutrientes secretados na superfície das folhas, que varia de acordo com cada espécie vegetal. Quanto maior a disponibilidade e diversidade de nutrientes na superfície foliar, menor as chances da competição atuar.

Os resultados desse trabalho fornecem uma perspectiva de como antagonistas podem reduzir a severidade da bacteriose em plantas de maracujá. Porém, são necessários mais estudos para compreender como a carência desses nutrientes altera a dinâmica populacional da bactéria nas folhas e sua capacidade de infecção.

Seda conserva frutas frescas sem refrigeração



Frutas frescas, não geladas

Metade das frutas e hortaliças do mundo são perdidas na cadeia de abastecimento alimentar sem chegar aos consumidores, devido principalmente à deterioração prematura desses alimentos perecíveis, de acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Engenheiros da Universidade Tufts, nos EUA, apresentaram uma tecnologia que poderá ajudar a diminuir esse desperdício, permitindo que as frutas fiquem frescas por mais de uma semana mesmo na ausência total de refrigeração.

A solução está em um composto inodoro, biocompatível e comestível, feito a partir da seda, que pode ser aplicado sobre as frutas, ficando praticamente invisível.

Fibroína de seda

Sua estrutura cristalina única torna a seda um dos materiais mais resistentes da natureza. Também já se sabia que a fibroína, uma proteína insolúvel encontrada na seda, tem uma notável capacidade de estabilizar e proteger outros materiais, sendo ainda biocompatível e biodegradável - ela está sendo testada, por exemplo, em implantes cerebrais.

Benedetto Marelli e seus colegas mergulharam morangos e bananas recém-colhidos em uma solução de 1% de fibroína de seda, repetindo esse processo de revestimento até quatro vezes.

Em seguida, os frutos revestidos foram tratados com quantidades variáveis de tempo com vapor de água sob vácuo (recozimento a água) para criar diferentes porcentagens de folhas cristalinas no revestimento. Quanto maior o tempo de exposição, maior foi a porcentagem das chamadas folhas-beta que se formaram, e mais robusto o revestimento de fibroína - o revestimento variou de 27 a 35 micrômetros de espessura.


Comparação de deterioração visual e de consistência. [Imagem: B. Marelli et al. - 10.1038/srep25263]

Frutas conservadas sem refrigeração

As frutas - os pesquisadores testaram bananas e morangos - foram então armazenadas a temperatura ambiente. Sete dias depois, as revestidas com a camada mais espessa de fibroína ainda estavam suculentas e firmes, enquanto as frutas não revestidas já estavam desidratadas e descoloridas.

Os testes mostraram que o revestimento de seda prolonga o frescor retardando a respiração dos frutos, mantendo a firmeza dos frutos e evitando seu apodrecimento.

Preços ao produtor no Brasil sobem em maio após 3 quedas pressionados por alimentos

Os preços ao produtor no Brasil interromperam três meses seguidos de quedas e subiram com força em maio, pressionados principalmente por alimentos e pela indústria extrativa. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou em maio alta de 0,90 por cento, contra queda de 0,34 por cento em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira.

Com isso, o índice, que mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", acumula em 12 meses avanço de 5,61 por cento. De acordo com o IBGE, as principais influências para o resultado de maio foram exercidas por alimentos, com 0,57 ponto percentual, e pelas indústrias extrativas, com 0,33 ponto percentual.

Os preços dos alimentos registraram avanço mensal de 2,82 por cento em maio, leitura mais alta desde setembro de 2015, quando subiram 5,47 por cento. Já a indústria extrativa apresentou alta de 11,37 por cento no período, terceiro mês consecutivo de avanço nos preços.

A resiliência dos preços de alimentos tem sido responsável por impedir uma desaceleração mais forte nos preços ao consumidor, diante do clima adverso no país. O próprio Banco Central citou nesta terça-feira em seu Relatório de Inflação "a confluência de fenômenos climáticos sobre a produção mundial de alimentos, mais especificamente de grãos, e seus efeitos sobre os preços domésticos" como uma questão no combate à inflação.

Agrônomos e técnicos da Emater/RS-Ascar participam de capacitação sobre produção de morangos

Produção de morangos em substrato e fertirrigação em tomates e pepinos foi o tema de uma capacitação realizada no município de David Canabarro, nesta terça-feira (28/06), com a participação de mais de 20 extensionistas da Emater/RS-Ascar. A capacitação teve a sua parte teórica realizada na Casa da Cultura Domingos Bresolin. 

Para o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, que esteve presente, é importante capacitações como esta, que permitem que o extensionistas possa dar retorno e atender às demandas dos agricultores. ?Nós trabalhamos muito em cima da ideia de que a família rural tenha qualidade de vida. Para isso, é fundamental ter renda e acesso a políticas públicas e a tecnologias. E é a Emater que faz esse elo?, disse o diretor.

A capacitação abordou questões como construção de abrigos para a produção; utilização de substrato, condutivímetro e peagâmetro; plantio de mudas, irrigação e fertirrigação; controle de pragas e doenças; e eficiência da pulverização. Os instrutores foram o assistente técnico regional, Ivan Guarienti, a engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar de Tapejara, Virgínia Crestani Viero, e o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de David Canabarro, Rodrigo Battistella. Na oportunidade, foi realizada visita técnica à propriedade de Ademir Gatto, que tem aproximadamente oito mil pés de morangos.

Essa foi a segunda edição da capacitação. A primeira edição foi realizada no mês de agosto do ano passado. Agora, técnicos dos 40 escritórios municipais que compõem a região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo passaram por essa atividade. De acordo com o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Oriberto Adami, o mercado para essa área de hortifrutigranjeiros cresceu muito, tendo em vista, em especial, os mercados institucionais. Participou também da abertura da atividade o prefeito de David Canabarro, Marcos Antônio Oro. 

Fonte: Emater - RS

Tendências Tecnológicas para Auxiliar na Qualidade de Plantio

Nas últimas décadas passamos por uma revolução tecnológica no campo. Hoje, são muitas as tecnologias disponíveis ao produtor para poder exercer seu trabalho com maior agilidade, eficiência e precisão.

Uma das tecnologias mais difundidas, graças a disponibilização do sinal de GPS aos consumidores (década de 90), é o piloto automático, que tem contribuído para o ganho operacional e precisão nas atividades de campo, como pulverizações, colheitas e plantios. A precisão do sinal também tem evoluído, graças as opções de correção disponíveis (exemplo, DGPS – Sinal Diferencial e RTK – Real Time Kinematic), alcançando níveis de precisão menores que 5 cm.

Esta precisão contribui em muito na melhoria da operação de semeadura, pincipalmente na maximização da utilização da área e diminuição de “repasse” de linhas (imagem 1). A qualidade de plantio é um tema que está constantemente pauta, visto sua grande influência na produtividade, principalmente na cultura do milho. Vários são os fatores que podem comprometer a distribuição longitudinal de sementes, como velocidade excessiva (Madaloz et al., 2014) e problemas de regulagem na semeadora.

Atualmente, o produtor tem uma linha de produtos e serviços que lhe auxiliam na busca da melhor uniformidade de distribuição, deposição e acomodação da semente no solo. Vamos discutir alguns destes:

Sensores de linha

Já presentes no mercado há mais tempo, a utilização de sensores por linha da semeadora tem auxiliado muito na correção de falhas de plantio decorrentes do “embuchamento” da linha ou falta de sementes. Uma nova geração de sensores de linha é capaz de isolar o efeito causado por poeira (como grafite, por exemplo) no tubo condutor, evitando leituras errôneas. Estes sensores, associados a monitores, possibilitam a geração de mapas de plantio em tempo real, informando o percentual de distribuições uniformes, falhas e duplas, taxa de semeadura real, área plantada, entre outras.

Sistemas distribuidores de sementes

No Brasil, o sistema mais utilizado ainda é o mecânico de discos de plantio. Este sistema sofreu uma série de melhorias, que possibilitaram um ganho considerável na qualidade de distribuição de sementes. No entanto, foi com os sistemas pneumáticos (imagem 2) que avançamos muito na uniformidade de distribuição de sementes. Uma das grandes vantagens destes sistemas é o uso de um único tamanho de disco para a maioria dos tamanhos de sementes da mesma cultura, flexibilizando a operação.

Uma nova geração de distribuidores traz a possibilidade de trabalhar com dois híbridos diferentes ao mesmo tempo. Desta forma, através da prescrição de mapas de plantio pode-se alterar a taxa de sementes e o híbrido a ser semeado. Outro equipamento novo, que pode ser utilizado junto ao distribuidor, é o sistema de condução da semente ao solo através de esteira ou escovas, o que evita possíveis “ricocheteamentos” da semente na parede do tubo condutor, o que pode acarretar em desuniformidades de distribuição das sementes na linha de plantio.

Sistemas de linhas independentes

Um problema frequente na operação de semeadura é o “remonte”, que ocorre principalmente nas cabeceiras e arremates da lavoura. Isto implica em um gasto maior de sementes e problemas de “superpopulação” nestas áreas. Para corrigir, existe a opção de utilizar o controle de seções ou de linhas individuais, trabalho realizado por motores elétricos independentes ou eletro-hidráulicos. O mesmo modelo também pode ser utilizado nos distribuidores de adubo. Outra vantagem deste sistema é a possibilidade de realizar plantios à taxa variável de sementes e adubo perante uma prescrição de mapa de plantio.

Monitores de plantio

Com o avanço dos sensores, sistemas distribuidores de sementes e novos componentes auto-ajustáveis da semeadora, os monitores passaram a ter papel fundamental no controle e regulagem do equipamento. Apesar de ser mais difundido nos EUA, o uso de mapas com prescrição de taxa de semeadura já começam a ser utilizados no Brasil (imagem 3). É necessário ter um estudo mais detalhado da lavoura para poder desenvolver a prescrição das populações de plantas desejadas, conforme o potencial produtivo das diferentes zonas de manejo.

Pressão das linhas

Sistema em grande expansão de uso no exterior, com forte tendência para chegar ao Brasil é a utilização de sistema pneumático independente por linha de plantio em “substituição” às molas de pressão das linhas da semeadora. O objetivo maior deste sistema é a autorregulagem da pressão exercida pelas linhas no solo, conforme a condição do terreno e da cultura.

Preparo do leito de cultivo

Um ponto importante a ser observado é a preparação do chamado leito de cultivo, para a deposição da semente. Não se pode esquecer que apenas possuir um excelente sistema de distribuição não garante um perfeito stand de plantas, uma vez que, além da distribuição horizontal (na linha) há também a distribuição vertical (profundidade), proximidade com adubo e formato do leito de cultivo (“seedbed” – imagem 4) que podem influenciar. A maioria das semeadoras-adubadoras utilizadas no Brasil são compostas de secção de corte da palha, abertura e deposição do adubo; abertura e deposição da semente; fechamento e acomodação do solo junto à semente (imagem 5). Isto torna o processo de semeadura mais complexo que o realizado em outros países, onde a situação de plantio é bem diferente. Os avanços tecnológicos nos distribuidores de sementes foram enormes, mas o primeiro conjunto da semeadora (corte, abertura e deposição de adubo, e preparação do leito) mudou pouco nos últimos anos. O que se tem trabalhado é com a adição de itens à semeadora para melhorar a preparação do leito, exemplo disto é o disco preparador do leito de cultivo.