segunda-feira, 15 de junho de 2015

Preço da laranja cai, mesmo com maior demanda


Segundo o Cepea, indústrias ainda processam frutas próprias e produtores direcionam produto para o mercado de mesa

                                 Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo
O mercado de laranja in natura registrou aumento de demanda nesta semana, mas isso não foi suficiente para sustentar os preços. Foi o que informou na última sexta-feira (12/6) o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na parcial desta semana, a laranja pera tem média de R$ 13,10 a caixa de 40,8 quilos, na árvore, queda de 5,4% ante a semana passada.

“A maior procura está atrelada ao clima mais quente dos últimos dias e ao período de recebimento de salários. Ainda assim, as cotações não tiveram sustentação, visto que as indústrias ainda não iniciaram o processamento das frutas de terceiros e, dessa forma, produtores que possuem laranjas prontas para a colheita a destinam ao mercado de mesa”, informam os pesquisadores, em nota.

Quanto às exportações brasileiras de limões e limas, seguem intensas em 2015. Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o Brasil exportou a todos os destinos 49,8 mil toneladas destas frutas in natura de janeiro a maio, o maior volume para o período. O aumento é de 6% frente ao mesmo período do ano passado e de 53% comparativamente à parcial de 2013.

Fonte: Globo Rural

Produtor colhe mamão 'gigante' de 6 kg em MT: 'vou dividir com vizinhos'

Fruta tem 64 centímetros de comprimento e, segundo professor, não é comum.
Ele disse ter dado atenção especial ao fruto ao perceber o crescimento.



Sitiante se orgulha ao mostrar fruto gigante.
(Foto: Roberto Aparecido Capeletto/ Arquivo pessoal)
O produtor rural Sebastião Horácio Capeletto, que vive em uma chácara no município de Diamantino, a 209 km de Cuiabá, colheu na última quarta-feira (10/06) um mamão bem maior que os de costume, com 64 centímetros de comprimento e 6,5 kg. De acordo com ele, a fruta foi uma das sobreviventes de uma ventania que só deixou dois frutos.

Ele disse que pretende dividir o mamão com os vizinhos. "Vou repartir [o mamão] e aquele que quiser a semente, darei de coração”, afirmou. O produtor contou ter recebido a semente da fruta de um sobrinho que mora em Maringá (PR) e plantou acreditando em uma boa safra.

Uma ventania que passou pela região há alguns meses e destruiu parte da árvore e a maioria dos frutos. “Depois disso, só sobraram dois mamões e o outro é bem menor que esse”, relatou.

“Ele começou a cresce e resolvi cuidar dele de maneira especial”, disse Sebastião, sobre o cuidado que passou a ter quando percebeu que a fruta vingaria. Na quarta-feira, ele decidiu colher o mamão especial e agora quer reparti-lo. “Já mostrei para alguns vizinhos e devo repartir a fruta. Coisas assim não podem ficar só para a gente".

Sebastião disse que, além da diversidade de plantas e árvores, cuida de alguns animais no sítio, como patos, cavalos, galinhas, perus e bois. Com os animais, ele conta que a única atividade que retira alguma renda é com a venda de carneiros.

De acordo com o filho do produtor, Roberto Aparecido Capeletto, o pai já praticou comercialmente a agricultura, mas atualmente, a atividade funciona apenas como um hobby. “Ele sempre foi do ramo [agricultura], mas de um tempo para cá só faz isso como ocupação para aliviar o stress”, pontuou. Ele disse que as frutas plantadas na chácara servem apenas para “dar aos amigos e alimentar os passarinhos”.

Roberto conta que o pai é curioso e anda à procura de coisas diferentes para cultivar. Dentre as peculiaridades da chácara, Roberto afirma que uma das bananeiras já brotou 368 bananas.

Segundo o professor de Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), João Pedro Valente, existem diversos tamanhos e formatos de mamão, mas que esse comprimento e peso não é comum. De acordo com ele, somente análises mais detalhadas podem apontar se esse caso é resultado de uma mutação ou de quimerismo.

O primeiro, como explica Valente, pode ser reproduzida tanto na natureza quanto em laboratório. É uma característica que pode ser replicada em outras gerações da espécie. O quimerismo, além de não ser passado adiante, é causado por um agente externo. “Esse deve ser o caso dessa fruta. Essas alterações são causadas por algum tipo de 'stress químico' ou radiológico, por exemplo”, avalia.

Fonte: G1

Brasil desperdiça 30% da produção nacional de frutas por ano

Produtos são bons para consumo, mas têm pequenas imperfeições. Com desperdício de um ano daria para encher 625 mil caminhões.


Imagine 625 mil caminhões lotados de frutas, legumes e verduras. Essa é a enorme quantidade de comida que os brasileiros jogam no lixo todo ano. São produtos bons para o consumo, que acabam descartados porque têm pequenas imperfeições.

Se a natureza cochilar um pouquinho, o prejuízo é certo. A alface americana não vai nem sair da roça para o seu Nelson não perder a viagem.

“Sem chance. Está pequeno”, avalia o produtor. “Isso tem perda em todas as produções. Tem gente na região que vai passar trator no mandiocal”.

Pode ser um defeito mínimo, como pintinhas na casca, que a fruta já não tem mais valor comercial nenhum. É uma regra de mercado que, para o produtor, tem sabor de castigo, às vezes, até pior do que praga na lavoura.

É o caso da mexerica, que a Eliselma cultiva sem agrotóxicos.“De cada mil caixas, costuma jogar cem fora. É lixo mesmo. No ano passado, nós jogamos a metade da safra fora, mais ou menos a metade, não tinha comércio. A fruta ficou pequena. Ficou ótima, vermelhinha, doce. Mas não tinha tamanho. E é o tamanho que vende”, conta a produtora rural Eliselma Campos Amorim.

Ao todo, 625 mil caminhões é o que daria para encher com as frutas que o Brasil desperdiça em um ano. Isso representa 30% da produção nacional.

Pela estimativa da Embrapa, a perda de hortaliças é maior ainda. Para dar um exemplo bem prático, o Jornal Nacional colocou o desperdício na balança. Para uma salada de 2 quilos chegar à mesa de uma família brasileira, por exemplo, tem outra de 700 gramas que vai direto para o lixo. Ainda estamos muito longe do índice que especialistas consideram aceitável, de até 5% de desperdício.

“A gente está gastando água, recursos hídricos, e, no final das contas, parte desses recursos hídricos foi em vão, porque o produto não vai ser comercializado ou não vai ser consumido, vai ser jogado no lixo”, diz Antônio Gomes, técnico da Embrapa. 

“Tem muitas pessoas passando fome. Então, desperdício não pode”, diz uma mulher.

Fonte: G1 - via Jornal Nacional

Ultra-adensamento de plantio de citros pode quase dobrar produção

Plantar árvores de citros mais perto umas das outras aumenta a produção das safras iniciais em até 89% em relação aos espaçamentos tradicionais. Os resultados foram registrados em experimentos desenvolvidos pela Embrapa em parceria com a Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), no interior paulista. O chamado adensamento se revelou extremamente importante para os produtores de São Paulo, onde se localiza o maior polo citrícola do Brasil, pois ajudou a compensar perdas causadas pelo huanglongbing (HLB), considerada a mais severa doença dos citros da atualidade.

Com base nesses resultados, pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) iniciaram uma nova geração de experimentos, com espaçamentos ainda menores, em São Paulo e em outras regiões do País. O objetivo é oferecer alternativas inovadoras e sustentáveis à citricultura, com possibilidade de ampliação dos lucros e redução dos custos de produção.

No momento, estão sendo testados nove arranjos diferentes, que vão do espaçamento 6m x 3m, utilizado no Nordeste, até 4m x 1m, ou seja, saindo de 550 plantas por hectare para 2.500. "Aumentamos cinco vezes a densidade para ver entre os dois extremos onde está o maior retorno de produtividade. Vamos agregar ainda a análise agronômica e de qualidade do fruto. Há mais de 30 anos, não há alteração nessa questão do espaçamento no Norte e no Nordeste do País", conta o pesquisador Eduardo Girardi, coordenador da carteira de pesquisas relacionadas ao HLB dos Citros.

Diante do HLB, que atinge os estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, a prática permite maior competitividade e permanência na atividade para pequenos e médios produtores que possuem até 100 mil pés e representam cerca de 80% dos citricultores em São Paulo, segundo dados do Centro de Conhecimento em Agronegócios da Universidade de São Paulo (Pensa/USP). O uso da técnica ajuda a compensar a redução decorrente da erradicação obrigatória das plantas infectadas com HLB.

Plantios no Nordeste são incluídos na pesquisa

O projeto iniciado em 2014, com duração de quatro anos, estende os experimentos para o Nordeste e Norte, regiões ainda não atingidas pela doença. "Mesmo que em Sergipe, Bahia e Pará não exista o HLB, é interessante já avaliar o ultra-adensamento nessas situações, porque caso a doença entre nessas regiões, o clima e o solo são muito diferentes dos da citricultura paulista. Assim, nos antecipamos ao problema", explica Girardi. Além dos novos experimentos em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, foram instaladas quadras experimentais de ultra-adensamento no estado da Bahia: litoral (Tabuleiros Costeiros), semiárido (Curaçá) e Chapada Diamantina (Mucugê). Em Sergipe, há ensaios na estação da Embrapa Tabuleiros Costeiros em Umbaúba. Os experimentos foram replicados no Pará, no município de Capitão Poço, região de alta produção de citros.

Os resultados dos experimentos em Sergipe, por exemplo, são considerados promissores pelo pesquisador da Embrapa Cláudio Leone, especialmente em relação ao bom desenvolvimento agronômico dos materiais plantados em diferentes densidades: "O pomar experimental com quase dois anos tem plantas vigorosas e bom aspecto fitossanitário. Outra relevante constatação é que o experimento está sendo conduzido em sequeiro [sem irrigação] e teremos inferências importantes sobre pomares nessas condições. A partir de quatro ou cinco safras regulares, poderemos indicar com mais segurança características sobre o comportamento das plantas no sistema adensado, proposta inovadora para a citricultura nordestina".

Produção mais de cinco vezes maior

Um dos parceiros mais antigos no desenvolvimento desses estudos é o produtor Henrique Fiorese, com propriedades em Olímpia e Colômbia (SP) que somam 200 hectares de citros. Há cerca de 20 anos, ele começou a adotar a prática do adensamento. "Você tem uma produtividade menor por planta, porém maior por área. A média de produtividade nossa em espaçamentos tradicionais era na faixa de 400 a 500 caixas por hectare. Hoje temos área que chegou a dar 2.800 caixas por hectare. Temos espaçamentos de 6 m x 2 m até 5 m x 2 m. O adensamento é o caminho hoje para a citricultura", afirma Fiorese, que também sofre com o problema do HLB. "A vantagem é que, com mais plantas, você arranca uma e outra automaticamente já ocupa esse espaço."

O pesquisador Eduardo Stuchi, responsável pelo campo avançado de Bebedouro da Embrapa Mandioca e Fruticultura, diz que a fala de Fiorese traduz o raciocínio do pomar adensado: da produção por área, não mais por plantas. "Antigamente se pensava muito em ‘quantas caixas havia por árvore'. Essa é a mudança de conceito: a produtividade é dada pela quantidade de fruta que você consegue colher em determinada área", afirma.

À frente desses estudos na EECB desde o início, Stuchi explica que nas décadas de 1970 e 1980 foram feitos vários experimentos, originalmente na região de Limeira (SP), que registra maior incidência de chuva. Havia a dúvida se na região mais quente, como é o clima do norte do estado, os pomares adensados teriam bom desempenho. Por isso, instalaram, no início da década de 1990, três experimentos na estação, que comprovaram a viabilidade da técnica mesmo em condições de estresse hídrico.

Avaliados em 15 safras, esses experimentos geraram resultados que impressionam. Os ganhos são significativos com o pomar mais adensado, principalmente nas primeiras etapas (ver gráfico). "Chega-se a ter até 89% a mais de produção quando você compara um pomar de 714 plantas por hectare [7m x 2m] contra um pomar de 238 plantas [7m x 6m], nas cinco primeiras safras. A vantagem dos plantios mais adensados se mantém até a décima safra. A partir daí [da 11ª a 15ª safra], verificamos um ‘empate'. Isso ocorreu porque não realizamos podas. Por esse motivo, os pomares mais adensados ficaram prejudicados por terem as plantas muito próximas e, por isso, recebiam menos iluminação. Mesmo assim, na média das 15 safras, a diferença foi de 20% em favor do mais adensado", explica Stuchi.

Aumento do número de podas

A necessidade de podas regulares é considerada um ponto negativo relacionado ao adensamento. De acordo com o consultor Leandro Fukuda, são desvantagens que devem ser contornadas com manejo e estratégias. "Os pomares adensados necessitam ser podados todo ano. Daí vem o grande paradigma da poda, que sempre vai provocar perda de frutos que estão na planta. É difícil para o citricultor compreender que está trabalhando com um sistema com produtividades muito maiores e, para fazer a manutenção, tem de perder de 100 a 150 caixas por hectare, já que quando a poda não é feita surgem problemas graves na condução do pomar", alerta o especialista.

Ele acrescenta que o adensamento veio contribuir para o resultado de viabilidade econômica dos novos projetos de citros. "Com a prática, temos conseguido fazer o payback [retorno financeiro] do projeto pelo menos dois anos antes. Além disso, os patamares de produtividade nos primeiros dez anos são maiores do que nos pomares não adensados. Depois, há a tendência de as produtividades dos adensados e convencionais ficarem mais próximas, mas ainda com vantagem para o adensado", afirma, em consonância com Stuchi.

Outra vantagem apontada por Fukuda é que, no pomar adensado, somente se recomenda replantios até os sete anos. "A partir daí, só erradicamos plantas, o processo inverso dos pomares convencionais. E isso é muito bom por conta da baixa contribuição das replantas que fazemos nos pomares quando estão mais velhos." Ele também ressalta a redução do uso de herbicida, pois, a partir do sexto ano, a aplicação do produto é feita somente em falhas na linha de plantio. "As pulverizações normalmente são feitas com pulverizadores atomizados, aplicando para os dois lados, e o uso de volume de calda é pouco menor", relata.

Combate ao HLB

Os estudos com ultra-adensamento de plantio de citros fazem parte de um conjunto de pesquisas para fazer frente ao HLB, doença para a qual ainda não foram identificadas variedades resistentes. "O objetivo é verificar o impacto que esse ultra-adensamento tem na disseminação da doença, ou seja, se o fato de usar mais plantas por hectare vai fazer com que o HLB se dissemine mais ou menos rapidamente. Existe uma percepção de que se você aumenta a quantidade de plantas por hectare, na medida em que há plantas doentes que serão perdidas, as outras que sobram vão compensar a perda. Por outro lado, talvez a proximidade das plantas facilite a disseminação pelo inseto-vetor. Queremos eliminar essa dúvida", explica Girardi.

Mas uma coisa é certa, segundo o pesquisador: aumentar a produtividade e antecipar a produção, ou seja, ter colheitas comerciais mais cedo, são fundamentais mesmo em um panorama sem o HLB. "Na presença da doença, em que o pomar tem a perspectiva de viver menos tempo, é importante produzir mais em menos tempo. Daí o adensamento apresenta-se como uma ferramenta prática, útil e efetiva para alcançar esse objetivo", observa. Ele diz ainda que a produtividade mínima hoje que se espera para a citricultura seja rentável gira em torno de 900 a 1.000 caixas de laranja (40,8 quilos) por hectare. "Nossa expectativa é, no fim desse projeto, mostrar que o adensamento é uma ferramenta importante de ganho de produtividade e de manejo em uma citricultura com HLB e que pode ser praticado em diversos ambientes e numa intensidade maior do que o setor hoje imagina ser possível", acredita.

O início da prática

O adensamento de plantio em citros foi uma das pesquisas mais importantes que o Centro de Citricultura Sylvio Moreira (CCSM) do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realizou, pelo seu alcance social e retornos proporcionados aos citricultores, conforme destaca Joaquim Teófilo Sobrinho, engenheiro agrônomo e ex-diretor do CCSM. As pesquisas foram iniciadas em 1970.

"A produtividade média da citricultura não ultrapassava 700 caixas por hectare, antes do uso da nova tecnologia. Com o plantio mais adensado, o produtor começou a plantar 600, 700 ou mais plantas por hectare, dependendo da combinação copa/porta-enxerto [parte inferior que corresponde ao sistema radicular da planta]. Para produzir 1.000 caixas por hectare, bastaria produzir duas caixas por planta ou até menos, dependendo do número de plantas por hectare", salienta Joaquim.

Fonte: Embrapa

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Produção de uva surge como alternativa de renda no Vale do Jequitinhonha

Agricultores que investem na atividade recebem assistência da Emater-MG

Foto: Freepik
O cultivo da uva começa a se tornar boa alternativa de renda para os agricultores familiares de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha. Na última safra, a produção de uva niágara branca e rosada chegou a 70 toneladas, que resultaram em faturamento de R$ 280 mil.

Atualmente, dez famílias da região se dedicam à atividade, com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). A cultura já ocupa aproximadamente 9 hectares no município, sendo 5 em produção e outros 4 hectares em formação. A maioria é da comunidade rural Ponte do Funil, onde o agricultor Odair Ferreira de Quadros iniciou o plantio de uvas, com a experiência adquirida em lavouras do Estado de São Paulo.

Em busca de recursos e orientação técnica, Odair procurou o escritório da Emater-MG em Turmalina e recebeu a assessoria necessária para fazer um projeto e obter financiamento de R$ 4 mil do Banco do Brasil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do governo federal. O sucesso na iniciativa, que começou em meio hectare de terra, estimulou outros produtores a investirem na nova cultura, como João Cordeiro, que também levou para Turmalina a experiência obtida nos plantios de uva em São Paulo e no Sul de Minas.

“A diversificação na agricultura local tem melhorado a qualidade de vida dos produtores, que podem obter renda maior, e também aumenta a oferta de alimentos mais saudáveis para os consumidores”, comemora o extensionista agropecuário Ronisley Damasceno.

O técnico da Emater-MG afirma que, apesar do clima tropical da região, o cultivo de uvas – frutas tradicionais de climas mais frios – é beneficiado por algumas características do município, localizado a cerca de 670 metros de altitude, em relação ao nível do mar: “Temos solos profundos, favoráveis à fixação das raízes das videiras, e também um inverno rigoroso, em contraste com o clima tropical no resto do ano”, cita Ronisley.

O coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, confirma que a alternância de estações quentes e frias bem definidas é um fator positivo para a produtividade da videira na região, pois o calor logo após o período frio estimula a quebra da dormência, fenômeno que contribui para aumentar a brotação de frutos. “A incidência de sol por longos períodos do ano e a pouca umidade da região exigem mais investimento na irrigação. Por outro lado, o calor estimula a brotação e é possível obter até duas safras por ano. Outro fator positivo do sol é que ajuda a concentrar os açúcares dos frutos e torna o produto mais atraente para o consumidor”, explica Sanábio.

De acordo com o coordenador da Emater-MG, a produção de uvas é uma atividade promissora para a região do Jequitinhonha, mas exige técnica apurada e investimento. “É altamente tecnificada – tem que saber quais ramos podar e fazer corretamente o raleio de frutos, para estimular a produtividade. E a adubação também precisa de cuidados intensivos. Só assim se pode conseguir um bom padrão dos frutos, para poder competir com a região Sul, que já tem tradição consolidada no mercado”, alerta.

Desafios da fruticultura

Além da uva, as características de clima e solo de Turmalina favorecem também a produção de outras frutas. A banana é a mais popular: ocupa 26 hectares e os 110 agricultores que se dedicam à atividade conseguem rendimento de 288 toneladas por ano. A laranja ocupa 10 hectares e gera produção anual de 120 toneladas. Área semelhante é ocupada com plantio de abacaxi, que produz 50 mil frutos por ano. O maracujá é plantado em 2,5 hectares, com rendimento de 20 toneladas anuais.

O escritório da Emater-MG no município atende 650 agricultores familiares por ano, nas áreas de fruticultura e nas atividades rurais mais tradicionais da região do Jequitinhonha, como bovinocultura de corte e de leite e lavouras de subsistência, além da silvicultura (produção de madeira e carvão).

O coordenador de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, fará palestra sobre Potencialidades, Desafios e Estratégias da Fruticultura, durante o 2º Seminário de Fruticultura de Capelinha e Região, no dia 18 de junho. O evento será realizado das 8h às 16h, no Galpão Cultural do Parque de Exposições de Capelinha, e integra o Circuito FrutificaMinas, iniciativa da Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Fonte: SEAPA - Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fundecitrus faz levantamento de greening e CVC

O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura iniciou um levantamento amostral de greening (HLB) e CVC (clorose variegada dos citros), duas das principais doenças de citros, nos pomares do cinturão citrícola.

Para a realização do trabalho foram sorteados 2.200 talhões – de acordo com idade, região e variedade – nos 449 municípios produtores de citros.

Em cada talhão, os agentes do Fundecitrus irão vistoriar 11 plantas. O objetivo é apurar a incidência e a severidade destas doenças na principal região produtora de citros do Brasil. O último levantamento de HLB é de dezembro de 2012 e de CVC é de fevereiro de 2013.

Os dados serão analisados por pesquisadores do Fundecitrus com a assessoria do Departamento de Estatística da Unesp de Jaboticabal. O resultado deverá sair em agosto.

Fonte: Grupo Cultivar

A profissionalização e a competitividade do agronegócio brasileiro serão discutidas em São Paulo

Promover a profissionalização do agronegócio brasileiro como ferramenta para evidenciar seu papel estratégico, aumentar sua competitividade global e buscar desenvolvimento para a cadeia produtiva é o intuito da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumo Agrícolas e Veterinários (ANDAV), que promoverá, de 17 a 19 de agosto, em São Paulo, o V Congresso ANDAV – Fórum e Exposição.

O agronegócio, um dos setores de maior representatividade na economia nacional, responde por mais de 20% do PIB Brasileiro e emprega cerca de 1/3 da mão de obra no país. O desenvolvimento do setor passa pela implantação e modernização de sistemas de gestão, que antes eram aplicados em corporações e não no campo, tais como planos de investimento, técnicas de produção, informatização de processos, gestão de pessoas, entre outros.

Reconhecido como o principal evento da distribuição de insumos agropecuários do Brasil, o V Congresso ANDAV – Fórum e Exposição reunirá especialistas que abordarão temas estratégicos e cases de sucesso, promovendo a troca de informações e experiências com os profissionais do setor.

Segundo Carlos Henrique Nottar, presidente do conselho diretor ANDAV, a entidade tem o papel de buscar a evolução desse segmento e, ao mesmo tempo, torná-lo consciente de seu papel na disseminação de informações técnicas de qualidade aos produtores rurais. “A profissionalização da atividade rural, em paralelo com a orientação das boas práticas relacionada à utilização de insumos agrícolas e veterinários vem permitindo o crescimento da produtividade e da lucratividade”, afirma o executivo. E acrescenta: “o trabalho a ser realizado no V Congresso ANDAV – Fórum e Exposição é um complemento das ações que realizamos ao longo do ano, trazendo competitividade e desenvolvimento à cadeia produtiva como um todo.”

Novidades do fórum e exposição

O atual cenário econômico-financeiro será o destaque dos trabalhos do primeiro dia do V Congresso ANDAV. Os palestrantes convidados irão fomentar a discussão e avaliar as perspectivas e os possíveis impactos dele para a cadeia produtiva.

O segundo dia de evento irá contemplar temas como Governança Corporativa, Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Colaborativo e Comunicação Assertiva. Neste dia, também será realizado um painel de apresentações sobre as oportunidades e inovações para a diversificação dos trabalhos das distribuidoras de insumos agrícolas e veterinários.

Para o encerramento do congresso a ANDAV preparou uma agenda diferenciada, que vai trazer à discussão a visão dos clientes das distribuidoras. O evento terá ainda um estudo de caso da John Deere sobre Imagem e Valor. A programação completa do fórum deste ano pode ser acessada no http://www.congressoandav.com.br/2015/

Além do congresso, o evento conta com uma área de exposição com mais de 60 empresas trazendo as mais novas tecnologias em produtos, sistemas e serviços voltados para o segmento. A edição de 2015 reunirá empresas nacionais fornecedoras de insumos como adubos, defensivos, fertilizantes, sementes, nutrição foliar, saúde animal, além de automação comercial e órgãos públicos. A visitação à exposição é gratuita e restrita aos profissionais do setor.

O V Congresso ANDAV – Fórum e Exposição conta com o patrocínio da Syngenta, Bayer, Basf e FMC, além do apoio institucional de importantes entidades ligadas ao setor de agronegócios, como o Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (ABIFINA), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (Adiaesp), Associação de Distribuidores de Insumos Agrícolas do Cerrado (ADICER), Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Centro Oeste e Sul de Minas (ADICOSUL), Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (AENDA), Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (CEARPA – MT) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).

Fonte: Grupo Cultivar

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Suco de frutas ganha espaço na mesa do brasileiro


O brasileiro está bebendo mais sucos de frutas. A hidratação a base de sucos frescos de frutas e hortaliças oferece ao nosso corpo grande parte das vitaminas, sais minerais, aminoácidos e enzimas necessárias. Além disso, os líquidos sempre são bem-vindos ao nosso organismo.

É isto que aponta a Pesquisa Refeição ASSERT Preço Médio 2015, levantamento, que avalia o valor pago pela refeição no país. 

Segundo o levantamento, que ouviu 5.118 donos de estabelecimentos comerciais em todo o território nacional, a percepção dos comerciantes entrevistados é de que a busca dos consumidores pela bebida de frutas cresceu 70% nos últimos dois anos, principalmente nas regiões nordeste e centro-oeste do país. 

"Os sucos naturais de frutas são opções mais saudáveis quando comparados aos refrigerantes, independentemente do valor calórico, pois o suco de frutas fornece vitaminas, minerais e fibras importantes para o bom funcionamento do organismo, enquanto o refrigerante oferece uma quantidade elevada de açúcar, sódio, conservantes, aromatizantes e aditivos químicos, sem valor nutricional algum", ressalta a nutricionista dra. Rosana Perim. 

O suco ajuda nosso corpo a assimilar os valiosos nutrientes encontrados nos alimentos. Encontradas nos vegetais, frutas e hortaliças, estão as enzimas: catalisadores orgânicos que aumentam a taxa de absorção dos alimentos pelo corpo. Entretanto, essas enzimas são destruídas com o cozimento dos alimentos. 

É por isso que uma parte da sua dieta deve ser constituída de produtos frescos e crus. A digestão rápida e fácil desses alimentos, possibilitada pelas enzimas, vai lhe dar mais energia e saúde. 

Fruta, verdura ou legume, independentemente da receita da bebida, a água é presença constante. O líquido é essencial para manter as funções vitais do organismo, pois participa de todos os processos metabólicos. 

O crescimento do consumo de sucos de frutas está relacionado à mudança nas escolhas alimentares dos brasileiros, que buscam mais qualidade de vida. Segundo a pesquisa da Alelo, que ouviu 2.131 profissionais, 72% dos entrevistados têm o desejo de se sentir mais saudável como principal motivação para mudar seus hábitos. A prevenção ou tratamento de doenças (56%) e a perda de peso (51%) também estão entre os maiores motivadores.

Fonte: Bonde.Com

Brasil já pode exportar mangas de até 900 gramas para os EUA

Antes, país só estava autorizado a embarcar para o mercado americano unidades da fruta com menos de 650 g.


Foto: Freepik.com
Os Estados Unidos autorizaram o Brasil a exportar mangas com até 900 gramas para aquele mercado. A decisão foi comunicada durante reunião entre representantes dos dois países, em Washington, de 4 a 5 deste mês. Antes, o Brasil só podia embarcar mangas com menos de 650 gramas para os EUA.

A elevação do peso do fruto poderá possibilitar ao exportador brasileiro ampliar os embarques para os EUA. Em 2014, as exportações de mangas do Brasil para aquele mercado somaram mais de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de 22 milhões de quilos.

O valor representa cerca de 25% do total das exportações brasileiras de frutas para os Estados Unidos em 2014. Entre janeiro e abril deste ano, o Brasil exportou US$ 741,22 mil da fruta para os EUA – mais de 661 mil quilos.

Fonte: MAPA - Ministério da Agricultura e Pecuária

Agronegócio tem participação recorde de 51,5% nas exportações brasileiras em maio

Em maio de 2015, a participação do agronegócio foi recorde nas exportações brasileiras, alcançando 51,5%. O valor atingido foi de US$ 8,64 bilhões, o que representa uma queda de 10,5% em relação a maio de 2014. Já as importações somaram US$ 1,03 bilhão no período.

Os números constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Na composição do superávit obtido na balança comercial do Brasil no mês, que foi de US$ 2,76 bilhões, o setor agropecuário contribuiu com US$ 7,61 bilhões de saldo positivo, enquanto os demais setores da economia apresentaram mais de US$ 4,85 bilhões de déficit. Ou seja, o agronegócio foi o responsável pelo superávit da balança comercial brasileira”, afirmou a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo.

Os setores que mais contribuíram para a retração nas exportações foram: complexo soja (menos US$ 384,59 milhões); carnes (menos US$ 300,47 milhões) e produtos florestais (menos US$ 127,81 milhões). Já os setores de sucos e bebidas foram os que amenizaram a redução, com crescimento de US$ 37,8 milhões e US$ 11,79 milhões, respectivamente.

Destaques

Mesmo com a retração, o complexo soja foi o principal setor em termos de valor exportado. Suas exportações apresentaram crescimento de 20,9% em quantidade em relação a maio do ano passado. “Em maio de 2015, houve queda, em valor, nas exportações do agronegócio, porém, em quantidade, a queda foi menor em alguns produtos. A soja em grão, por sua vez, apresentou aumento significativo, registrando o montante recorde de 9,34 milhões de toneladas. O produto foi destaque não apenas na balança do agronegócio, mas também na balança como um todo”, assinalou a secretária.

Na segunda posição no ranking de exportação está o setor de carnes, com US$ 1,2 bilhão. As vendas de carnes de frango foram responsáveis por 48,1% desse montante, somando US$ 574,92 milhões. O segundo produto do setor foi a carne bovina, com exportações de US$ 453,42 milhões. Ainda que com menor participação em valor exportado, o desempenho da carne suína merece destaque, com crescimento de 17,9% na quantidade embarcada em relação ao mesmo período no ano passado.

Os produtos florestais ficaram na terceira posição, com embarques de US$ 773,53 milhões em maio deste ano. No setor, o papel e celulose alcançaram o montante de US$ 540,70 milhões.

Na quarta posição está o complexo sucroalcooleiro, que somou US$ 664,5 milhões mês passado. O valor apresentou queda de 3%, devido à retração nas exportações de álcool (de US$ 98,67 milhões para US$ 46,61 milhões). Já o açúcar apresentou crescimento tanto em valor (de US$ 585,77 milhões em maio de 2014 para US$ 617,25 milhões em maio de 2015) quanto em quantidade embarcada (de 1,47 milhão para 1,83 milhão de toneladas).

Em quinto está o café, que somou US$ 483,86 milhões. As vendas externas do grão foram 13,7% inferiores, em função da retração na quantidade (161,56 para 157,83 mil toneladas) e do preço médio (US$ 3.118 para US$ 2.753 por tonelada). Já o café solúvel apresentou crescimento de 1,6% em valor, em decorrência da ampliação do preço.

Em conjunto, os cinco setores destacados somaram US$ 7,46 bilhões e foram responsáveis por 86,3% das vendas externas do agronegócio brasileiro.

12 meses

Entre junho de 2014 e maio de 2015, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 91,38 bilhões, o que significou decréscimo de 7,8% em comparação aos US$ 99,08 bilhões comercializados nos doze meses anteriores.
Nas importações, a queda foi de 9,6%, somando US$ 15,50 bilhões no período. Dessa forma, o saldo da balança comercial do agronegócio brasileiro foi superavitário em US$ 75,89 bilhões (-7,4%).

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Fonte: Ministério da Agricultura
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Rayane Fernandes