quarta-feira, 27 de maio de 2015

Agronegócio perde R$ 3,8 bilhões com péssimas condições de rodovias


O agronegócio brasileiro joga fora, todos os anos, cerca de R$ 3,8 bilhões devido às péssimas condições das rodovias, segundo o estudo Transporte &  Desenvolvimento – Entraves Logísticos ao Escoamento de Soja e Milho, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgado nesta segunda-feira (25). Somente as perdas dos produtores rurais de Mato Grosso se aproximam de R$ 1,5 bi.

Aponta a CNT que as condições do pavimento das rodovias levam a um aumento de 30,5% no custo operacional com o escoamento da safra de soja e milho. O prejuízo corresponde ao valor de quase quatro milhões de toneladas de soja ou a 24,4% do investimento público federal em infraestrutura de transporte em 2014. Esse dado torna-se ainda mais relevante porque há uma distribuição inadequada da malha de transporte: 65% da soja são escoados por rodovias, 26% por ferrovias e 9% por hidrovias. 

“O transporte se torna mais caro em razão das más condições da infraestrutura. A gente percebe, por exemplo, que se houvesse uso mais intensivo de ferrovias e hidrovias, o custo da movimentação seria mais baixo e mais vantajoso. Como a densidade da nossa infraestrutura ainda é baixa, o custo sobe e o país perde competitividade”, explica o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, por meio da assessoria. 

Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil na produção de grãos, 20% da safra é transportada por caminhões. Na Argentina, o percentual é de 84%, mas as distâncias médias entre regiões produtoras e portos vão de 250 a 300 quilômetros.

Já aqui no país, a distância percorrida por caminhões, do Centro-Oeste (principal área de produção de grãos no país) até os portos do Sul e do Sudeste, chega a ser superior a dois mil quilômetros. Isso ocorre na maior parte dos deslocamentos de soja e milho, já que, atualmente, 67% das exportações ocorrem pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

A má qualidade das rodovias é considerada problema grave ou muito grave por 85,8% dos embarcadores ouvidos pela CNT. Segundo o levantamento, as vias utilizadas para escoamento de soja e milho apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria.

O Brasil ocupa o 122º lugar no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial em relação a rodovias. Os Estados Unidos estão na 16ª posição e, a Argentina, na 110ª.

Por Alexandre Alves - AgroOlhar

Especialistas discutem soluções para as perdas e desperdícios de alimentos no Brasil


A Oficina "Redução de Perdas e Desperdícios e Segurança Alimentar e Nutricional" que ocorreu no final do mês passado na Embrapa Agroindústria de Alimentos aprofundou o debate sobre esse tema. O evento contou com a presença de mais de 60 pessoas de instituições públicas, privadas e do terceiro setor interessadas em abordar possíveis soluções para reduzir perdas e desperdícios de alimentos no Brasil.

Pela complexidade e múltiplos atores envolvidos, foi consenso entre os participantes de que a abordagem para a solução dessa questão deve ser multidisciplinar e interinstitucional. O primeiro passo seria a realização de um diagnóstico mais recente sobre a questão de perdas e desperdício de alimentos no Brasil a ser realizado por instituições governamentais para a proposição de novas políticas públicas. Uma outra solução levantada foi o aproveitamento integral dos alimentos, inclusive daqueles fora do padrão de consumo, com a integração das práticas de pós-colheita, de processamento de alimentos e de aproveitamento de coprodutos, para geração de renda e agregação de valor à produção. A capacitação do produtor em boas práticas de manipulação e de transporte e a utilização de restos de comida para compostagem de hortas em áreas públicas e privadas também foram apontados pelos participantes.

Painel sobre Redução de Perdas e Desperdícios de Alimentos

O primeiro palestrante, Waldir de Lemos, presidente da Associação Comercial da Ceasa Grande Rio e da Câmara da Cadeia Produtiva de Hortaliças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou fortemente a questão do transporte e da logística, alertando que muitos produtores ainda optam por transportar seus produtos em caixas de madeira devido ao baixo custo, mesmo com a ocorrência de uma grande perda pós-colheita. "O transporte das frutas e hortaliças é um dos principais gargalos para a redução das perdas de alimentos no Brasil. Não há embalagens adequadas e economicamente viáveis para o produtor rural", disse. Para ele, é necessário incentivo público para o uso de embalagens que garantam a qualidade do alimento até chegar aos polos de distribuição. Os supermercados também deveriam rever as regras para aquisição de produtos dentro de um determinado padrão estético. Uma possível saída seria a criação de seções com alimentos de diferentes padrões e diferentes preços dentro supermercados, para evitar perdas dos alimentos fora do modelo.

Já Maria Ângela Girioli, da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de Belo Horizonte, que também integra o Comitê de Peritos em Redução de Perdas e Desperdícios para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), destacou os fatores para o desperdício de alimentos em países em desenvolvimento. Para ela, o baixo custo da comida, a exigência por alimentos dentro de padrões elevados e a falta de conhecimento do público urbano sobre a produção de alimentos contribuem para que esse cenário continue. Nesse sentido, o Governo teria papel fundamental. "A solução para a redução do desperdício de alimentos está em desenvolver programas e campanhas públicas desde a produção até o consumo", afirmou ao apresentar as inúmeras ações da Prefeitura de Belo Horizonte, como o Programa Abastecer que, desde 1993, comercializa frutas e hortaliças de classificação comercial inferior a um preço controlado (R$ 0,99) para a população de baixa renda. Uma outra alternativa também foi apontada por ela: "A redução da cadeia de distribuição de alimentos, aproximando os produtores dos consumidores, diminuirá as perdas de alimentos". As vantagens seriam preços mais justos e a possibilidade de compra de alimentos mais frescos direto do produtor. Por outro lado, a maioria dos produtores rurais ainda não possui uma logística de transporte adequada para escoar a sua produção desde o campo, o que inviabilizaria essa ideia em muitas regiões do país.

O professor Walter Belik, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alertou sobre o aumento populacional exponencial e a provável escassez de alimentos, terras cultiváveis e água para o consumo e para a agricultura. "Pensar em reduzir as perdas e o desperdício de alimentos é pensar no meio ambiente, ao se racionalizar o uso da água e evitar a contaminação do solo", disse. Segundo dados da FAO, o custo anual das perdas e desperdício de alimentos no mundo é de 750 bilhões de dólares, sendo que cerca de 800 milhões de pessoas ainda passam fome. "Devemos diminuir a pressão sobre os recursos naturais e a emissão de gases que provocam o efeito estufa; enfim buscar um sistema alimentar sustentável", concluiu o professor.


Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos

terça-feira, 26 de maio de 2015

CONAB paga subvenção para extrativistas de andiroba

Extrativistas de amêndoas de andiroba do Amazonas começam a ser beneficiados pela Política de Garantia de Preços Mínimos da Sociobiodiversidade (PGPMBio). Por meio da Superintendência Regional do Amazonas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) liberou aproximadamente R$ 25 mil para 68 produtores vinculados à Associação Agroextrativista de Canutama.

A ação refere-se ao pagamento da subvenção federal em razão do extrativista ter negociado a produção de amêndoa de andiroba por valor abaixo do preço mínimo fixado pelo governo, que é de R$ 1,29 kg. O preço de venda foi de R$ 0,60 kg (amêndoa de andiroba), e a Conab pagou a diferença de R$ 0,69 kg.

Os extrativistas, por meio de sua associação, venderam as amêndoas de andiroba para a Usina de Óleos Vegetais da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha, localizada no município de Lábrea. A produção de aproximadamente 35 toneladas, foi acompanhada e confirmada por técnicos da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (IDAM), unidade local de Canutama.

A PGPMBio também ampara extrativistas de borracha, açaí, castanha-do-brasil e cacau.


Fonte:  Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB 
Mais informações para a imprensa:
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Produtores contratam 81% dos recursos do crédito rural

Empréstimos foram feitos no período de julho de 2014 a abril deste ano e somam R$ 127 bilhões

A contratação de recursos do crédito rural para a agricultura empresarial, destinados às operações de custeio, investimento e comercialização, alcançaram R$ 127 bilhões, de julho de 2014 a abril deste ano, o que corresponde a 81% do total programado para a safra 2014/2015, de R$ 156,058 bilhões. O valor consta no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) anunciado em maio do ano passado pelo governo federal.

Para custeio e comercialização foram programados, para a safra 2014/2015, R$ 111,9 bilhões. Do total, R$ 92 bilhões (82,3%) foram aplicados no período. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões programados, foram contratados R$ 34,8 bilhões, o que corresponde a 79% do total.

Médio produtor

As contratações para o médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), atingiram R$ 9,6 bilhões em recursos para custeio. Já para operações de investimento, o programa aplicou R$ 3,8 bilhões. Ao todo, o Pronamp conta com R$ 16,105 bilhões para a safra atual.

Entre os programas na modalidade investimento, o financiamento destinado ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) contabilizou R$ 9,9 bilhões. Para o Moderfrota estão programados R$ 3,7 bilhões e, até agora, foram contratados R$ 733 milhões. 
O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) respondeu por R$ 2,8 bilhões, de um total disponibilizado de R$ 4,5 bilhões.

Para o Moderagro e o Moderinfra foram disponibilizados R$ 500 milhões para cada um deles e investidos R$ 195 milhões e R$ 288 milhões, respectivamente.

O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e o Procap-Agro têm recursos disponíveis de R$ 2,1 bilhões e R$ 3 bilhões, dos quais já foram aplicados R$ 722 milhões e R$ 1,6 bilhão, respectivamente.

No programa Inovagro, que conta com R$1,7 bilhão, foram aplicados, no período, R$ 1 bilhão.
A avaliação é realizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Fonte: Ministério da Agricultura
Assessoria de Comunicação Social 
(61) 3218-2203 
Inez De Podestà 

Ajuste fiscal: ‘Corte no orçamento do Mapa é medida pouco inteligente’, diz Antonio Alvarenga

O ajuste fiscal do governo federal pode impactar diretamente o orçamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo reportagem do Valor Econômico, a pasta terá de reduzir até 30% daquilo que gasta com custeio e investimentos, que é de cerca de R$ 6 bilhões. Por enquanto, o órgão teria disponível R$ 11,7 bilhões, que incluem as despesas obrigatórias, como folha de salários.

Conforme a publicação, seriam R$ 1,8 bilhão em recursos que não poderiam ser utilizados para certas áreas que envolvem o setor do agronégocio brasileiro, como a fiscalização e inspeção de frigoríficos e laticínios, as despesas com pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), investimentos e, talvez, até verbas para operações de compra e venda, realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para regular os preços de grãos, como milho e trigo, entre outros produtos.

Na opinião do presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antonio Alvarenga, “corte no orçamento do Mapa é medida pouco inteligente”.

“Precisamos investir nas áreas que dão retorno e o agronegócio brasileiro vem proporcionando retorno em termos de aumento da produção e de produtividade. Não faz sentido cortar orçamento do setor que está garantindo o equilíbrio da balança comercial do País, com exportações de US$ 100 bilhões registradas em 2014”, ressalta.

Para Alvarenga, o ideal seria reduzir os gastos governamentais com a extinção, por exemplo, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que transferiria suas atribuições para o Ministério da Agricultura.

“Essa medida evitaria a atual sobreposição de tarefas entre os dois órgãos, proporcionando, além da redução de despesas, maior racionalidade, unidade e eficiência na condução das políticas públicas para o setor rural”, destaca o presidente da SNA. “Não faz sentido, em termos econômicos e das boas práticas de governança, manter dois ministérios para cuidar de um mesmo setor”, acrescenta.

Três Frentes Prejudicadas

Se houver mesmo o corte do orçamento, o diretor da SNA Fernando Pimentel acredita que a safra 2015/2016 será prejudicada em três frentes: a primeira, do mercado internacional cujos preços já estão sendo afetados pela elevação dos estoques de soja e milho, além dos problemas de preços já vividos nos mercados de café, algodão e laranja; a segunda, pelo ajuste fiscal, que elevará os custos por meio de juros mais altos; a terceira se refere à elevação dos preços dos insumos motivada pela desvalorização cambial.

“No momento, nas áreas que precisam de programas de suporte à renda dos produtores, elas serão contingenciadas”, ressalta Pimentel.

No entendimento do diretor da SNA, além do impacto já destacados sobre a sustentabilidade financeira da atividade produtiva das principais culturas, a pesquisa a extensão e a fiscalização, que são atividades de planejamento de médio e longo prazos, ficariam prejudicadas.

“Se tivéssemos a consolidação dos três ministérios, que tratam de assuntos relacionados ao agronegócio, quem sabe poderemos evitar tamanho impacto. Essa questão deriva, em parte, de uma falta de gestão pública mais adequada e eficiente”, critica Pimentel.

No caso da pesquisa, ressalta o diretor da SNA, o corte orçamentário teria ainda maior impacto, pois órgãos como a Embrapa desenvolvem estudos de condução de longo prazo, que não poderiam sofrer descontinuidade.

“Desenvolvimento em melhoramento genético, biotecnológico, entre outros, exigem tempo para gerar massa de dados estatísticos para serem analisados em vários anos de testes. A descontinuidade de apenas um ciclo produtivo pode condenar esforços de vários anos já investidos. Enquanto o mundo investe em tecnologia, nós estamos andando para trás, na agricultura mais competitiva do planeta”, afirma Pimentel.

Em contato com a Embrapa para comentar a possibilidade de ter menos verbas para suas pesquisas, o órgão, por meio de sua assessoria de comunicação, diz que só irá se manifestar após finalização do processo de ajuste fiscal. A assessoria do Ministério da Agricultura não retornou o contato feito pela equipe SNA/RJ, por e-mail.

Ainda de acordo com a reportagem do Valor, o governo federal tem até dia 22 de maio para estabelecer, em decreto, quanto deverá ser sacrificado em cada ministério. Mesmo sem prever qual será a redução, se houver, a Secretaria Executiva do Mapa terá de finalizar seus cálculos e apontar as possíveis áreas que vão sofrer com os cortes.

Por equipe SNA/RJ

Equipe avalia compostos antifúngicos de plantas para uso em pós-colheita de frutas

O crescimento do uso de agrotóxicos na agricultura é preocupante uma vez que o Brasil é um dos maiores consumidores destes produtos. Assim, a busca por métodos alternativos que sejam ambientalmente mais amigáveis e com maior segurança para o consumo humano tem sido amplamente pesquisada. Nas últimas décadas, uma grande atenção tem sido dada na prospecção de compostos bioativos a partir de plantas (extratos e óleos essenciais) e de microrganismos, com potencial de uso como substitutos aos sintéticos que são comercializados.

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) têm trabalhado nesta linha de pesquisa, alcançando bons resultados. A pesquisadora Sonia Queiroz coordena o projeto Avaliação de atividade antimicrobiana, ecotoxicológica e uso na pós colheita de frutas de extratos e substâncias isoladas de Conyza canadensis, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ela explica que o trabalho gerou uma dissertação de mestrado, co-orientada por ela e defendida pelo aluno Rafael Silveira Porto do Instituto de Química (IQ-Unicamp), cujos objetivos foram investigar os compostos bioativos presentes nos espécimes brasileiros da erva daninha Conyza canadensis e avaliar sua atividade antifúngica associadas às doenças pós-colheita de frutas. O extrato aquoso da Conyza canadensis pode ser aplicado diretamente nos frutos com a vantagem de não conter resíduos de solventes orgânicos tóxicos.

"Foi possível isolar duas substâncias bioativas usando cromatografia flash preparativa a partir de extratos da planta obtidos com diclorometano. Os compostos foram caracterizados por técnicas espectroscópicas, que são utilizadas na elucidação (substâncias inéditas) ou confirmação (substâncias conhecidas) das estruturas das moléculas. Além disso, foram realizados ensaios (in vitro) de difusão em disco contra 10 fungos filamentosos causadores de doenças pós-colheita em frutas. Os fungos Aspergillus niger, Cladosporium spp. e Penicillium digitatum se mostraram susceptíveis ao tratamento, mostrando o potencial do extrato da planta no tratamento destas doenças.

Também foi desenvolvida uma técnica de extração com água quente pressurizada, a qual se mostrou excelente para obtenção dos compostos da planta, ou seja, de maneira rápida, barata, eficiente e com bons rendimentos dos compostos. A pesquisadora explica que os ensaios realizados em laboratório contra fungos de importância agronômica mostraram ser promissores e que os experimentos para avaliação do extrato no tratamento de doenças em pós-colheita de frutas será a próxima etapa do projeto.

Por Cristina Tordin (MTB 28499) 
Embrapa Meio Ambiente 
meio-ambiente.imprensa@embrapa.br 
Telefone: 19 3311 2608

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Importância da maturação das frutas na comercialização

Por Rufino Fernando Flores Cantillano


Diversas pesquisas no mundo mostram que a exposição da fruta com um grau de maturação ótimo na comercialização pode aumentar as vendas em até 33%. Tal adequação deixa os consumidores mais satisfeitos, pagando melhores preços, "fidelizando" o cliente e aumentando o lucro do comerciante. 

Entretanto, isso, muitas vezes, não acontece. As frutas apresentam-se excessivamente verdes (com falta de maturação), portanto com falta da cor característica, pouco sabor (doçura) e aroma. Os comerciantes argumentam que a fruta colhida mais verde dura mais tempo na gôndola do supermercado. Na prática, a permanência da fruta mais verde (com falta de maturação) estende-se a ponto de não ser vendida, terminando por apodrecer, aumentando as perdas e os custos. O consumidor fica insatisfeito e não repete essa compra. Um bom manejo da maturação necessita de uma boa gestão profissional em toda a cadeia de produção, transporte e distribuição. 

Existem três etapas que são importantes:

- Melhorar o ponto de colheita
O comerciante deve se articular com o produtor (e este com seu técnico) para ajustar melhor o ponto de colheita, de tal forma que sua fruta tenha uma vida útil aceitável no transporte e distribuição, mas conservando ao máximo sua qualidade. Os critérios de colheita utilizados por alguns produtores levam à coleta de frutas com falta de maturação. É importante considerar que os açúcares e outros compostos que dão o sabor são sintetizados nos últimos estádios de maturação. Ao ser colhida ainda muito verde, esses açúcares não estarão ainda sintetizados na fruta, prejudicando o sabor.

- Transporte adequado
Algumas técnicas de embalagem e transporte reduzem a degradação da fruta em trânsito. Estas técnicas visam principalmente reduzir a perda da umidade e a respiração da fruta, fatores que estão diretamente relacionados com sua vida útil. Entre elas estão as embalagens plásticas, uso de atmosfera modificada, atmosfera controlada, absorvedores de etileno, etc.

- Maturação antes da venda
Em determinadas frutas e situações, a maturação antes da venda, como a climatização (bananas) e desverdecimento (citros) realizada em câmaras especiais, pode melhorar a qualidade da fruta, atuando sobre o desenvolvimento da cor, suculência e sabor na hora da venda ao consumidor. Neste caso é importante o grau de controle sobre o etileno, sua concentração, tempo de exposição, temperatura e umidade. 

A observação dessas etapas no manejo da qualidade na cadeia integrada produção-distribuição permitirá oferecer ao consumidor frutas de alta qualidade, prontas para o consumo, "fidelizando" sua clientela. Com isso ganham produtores e comerciantes, deixando o consumidor mais satisfeito. 

Pesquisador da Embrapa Clima Temperado - Pelotas/RS 


Fonte: Embrapa Clima Temperado

Ministro diz que plano da agricultura familiar será anunciado no dia 15 de Junho

Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) não antecipou valores do plano.Ministro participou de reunião com Dilma e trabalhadores da agricultura.


O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, afirmou nesta quinta-feira (21) que a presidente Dilma Rousseff anunciará em 15 de junho o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015-2016.

O G1 procurou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência para confirmar a data, mas a pasta informou que “o ministro Patrus Ananias falou em nome do governo durante a entrevista”.

Patrus Ananias participou na noite desta quinta de reunião no Palácio do Planalto com Dilma e representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Após o encontro, ele concedeu entrevista a jornalistas, mas não quis antecipar os valores do plano.

“A presidenta vai anunciar no dia 15 de junho o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015-2016. Por conta disso, ela está se preservando com relação a alguns números porque quer fazer este anúncio”, disse Patrus.

O último encontro entre Dilma e a Contag ocorreu em 15 de abril. Na ocasião, a entidade apresentou a ela pedido de liberação de R$ 53,6 bilhões para a agricultura familiar, sendo R$ 30 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

À época, Patrus afirmou que o governo federal analisaria o pedido, mas condicionou a liberação dos recursos em 2015 às "possibilidades orçamentárias". Desde o início do ano, o Executivo adotou medidas para reduzir gastos e reequilibrar as contas públicas.

Após o encontro desta quinta, o presidente da Contag, Alberto Broch, afirmou que a presidente Dilma garantiu à entidade que, dos R$ 30 bilhões pedidos para o Pronaf, serão liberados mais de R$ 25 bilhões.

Fonte: G1/Globo Rural

Produtores investem na produção da Atemoia. Você já provou?

A exótica fruta vem ganhando cada vez mais mercado


A aparência é curiosa, e pode ser esquisita, mas a fruta é muito saborosa e já caiu no gosto de muitos brasileiros. Ela surgiu do cruzamento da Fruta do Conde com a Cherimoia.

Foto: Reprodução / TV TEM)
Ela é pontiaguda, tem a casca grossa e enrrugada, e por dentro a polpa é branca e macia. A atemoia é uma fruta exótica e já está no mercado brasileiro há vinte anos.

A região sudeste concentra quase a metade da produção nacional. A safra que começou em abril vai até Novembro. O agricultor Valdir Tanabe cultiva a variedade "Gefner" em Itapetininga, numa área de 8 hectares. A Atemoia é uma boa alternativa para quem busca diversificar a produção em pequenas propriedades.




Fonte: TV TEM -SP

Consumir frutas cítricas no outono melhora imunidade, diz nutricionista

Karin Honorato lista alimentos e nutrientes interessantes para a estação.Época pode trazer dores ósseas e articulares, segundo a especialista.


Foto: G1 MG
Consumir frutas cítricas, ricas em vitamina C, é uma ótima opção para melhorar a imunidade durante o outono, segundo a nutricionista Karin Honorato. Ela lista  alimentos e nutrientes interessantes para a estação.
“Nessa época a natureza muda. A paisagem, o clima, a temperatura, tudo começa a ficar diferente. E no nosso organismo também. Para algumas pessoas, a partir do outono, começa a modificar o humor, a fadiga, outros sentem até mais dores ósseas e articulares. A imunidade também fica mais frágil”, conta a especialista.

De acordo com Karin, alguns alimentos podem fazer muita diferença para melhora da saúde nesta época. “A quantidade de vitamina C dos alimentos é muito importante, e é a melhor época para consumir as frutas cítricas, principalmente a laranja e o limão, que são os mais ricos em vitamina C”, destaca a nutricionista.

Outras frutas também são importantes, conforme Karin Honorato. A uva, por exemplo, merece atenção no outono. “Ela tem boas quantidades de substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias”, fala. A nutricionista destaca ainda as frutas secas, sobretudo a ameixa, passas, damasco, que são ricos em ferro.
“Nesta época cuide bem dos pulmões e do intestino. Esses órgãos possuem uma mucosa que precisa ser bem protegida para evitar complicações de infecções e, principalmente, problemas respiratórios”,  revela a especialista. Entre os exemplos que protegem o pulmão, estão o agrião, o repolho e o brócolis, que possuem substâncias anti-inflamatórias.

Tubérculos como o inhame e a batata doce também fazem diferença para o pulmão. “Eles possuem substâncias que ajudam a desinflamar, aquecer e fortificar o sangue”, aponta.
Linhaça, amendoim, azeite, abacate, alimentos ricos em gorduras saudáveis. Eles ajudam a proteger o sistema nervoso e diminuir as chances de irritabilidade, fadiga, mau-humor e até uma depressão.

Karin Honorato dá a dica: lembre-se de consumir favo de mel. Ela diz que uma colher de sopa por dia é o bastante para fortalecer o sangue. Própolis, geleia real, cebola, alho, canela, cravo, açafrão e gengibre também podem ajudar.

“Água! Esse é o alimento principal para o outono. É uma época em que o corpo fica mais seco e as mucosas tendem a ficar bem ressecadas. Capriche na quantidade de água para proteger o organismo de infecções”, finaliza a nutricionista.

Fonte: G1 -MG