quarta-feira, 13 de maio de 2015

Especialista americano apresenta pesquisa inédita sobre raleio químico em macieiras da serra gaúcha

Foto: Freepik
Dois dos maiores especialistas em maçãs do mundo estarão em Caxias do Sul para discutir os resultados de experimento de raleio químico da cultura feitos na serra gaúcha em parceria com a Embrapa Uva e Vinho e AGAPOME. Participam de seminário e dia de campo, em 14 e 15 de maio, Terence Lee Robinson, responsável pelo trabalho e docente da Cornell University, acompanhado por Gabino Reginato Meza, da Universidad de Chile. O evento é organizado pelo Sindicato Rural do município e tem apoio e patrocínio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-RS).

“O professor Terence é um dos ícones da pesquisa em maçãs de todo o mundo. Temos de aproveitar essa relação que ele tem com a Embrapa e o Estado para levar tecnologia a quem trabalha no campo”, destaca o presidente do Sindicato Rural de Caxias do Sul e chefe da Divisão Administrativa e de Finanças do SENAR-RS, Valmir Susin.

O trabalho será apresentado na próxima quinta-feira (14), às 18:30h, em palestra no Auditório de Eventos e Hospedagem Murialdo, no distrito municipal de Fazenda Souza. Segundo Andrea Rufato, pesquisadora de sistemas de produção sustentáveis da Embrapa Uva e Vinho, que colaborou com o professor Robinson, os experimentos consistiram basicamente em testes de produtos e épocas de aplicação para derrubada do fruto. O raleio químico é considerado uma técnica rápida e eficiente, além de reduzir mão de obra e desgaste das macieiras. Foram 14 pontos de experimentação na serra gaúcha.

Na sexta-feira (15), às 9h, os pesquisadores estrangeiros ainda promovem dia de campo na propriedade de Valdecir Bordin, no interior do município, em São Braz, distrito da Fazenda Souza. O ponto de encontro é na RST 453, em frente à agrícola HF. Os principais assuntos programados são poda e condução da macieira. “Mas eles vão falar de todo o ciclo, da muda à colheita”, garante Susin.

O convite para as atividades é aberto e gratuito. Para participar, basta entrar em contato com o Sindicato Rural de Caxias do Sul. A expectativa é de 150 pessoas no encontro, entre produtores, trabalhadores rurais, técnicos, agrônomos e estudantes da área.

Essa é a terceira vez que o professor Robinson participa das atividades de pesquisa no Estado. Ele esteve no Rio Grande do Sul em outubro de 2014, para planejar e montar os experimentos de raleio químico, e em janeiro de 2015, para observar o período de colheita.

Fonte: Grupo Cultivar

Alta do dólar anima produtores de manga e uvas do Vale do São Francisco


Foto: Agrolink
Se para uns a alta do dólar é um ponto negativo, para outros é motivo de comemoração. No Vale do São Francisco, região do nordeste brasileiro reconhecida internacionalmente pela qualidade da produção de frutas, produtores de uvas e mangas já conseguem fazer negócios mais lucrativos com a exportação para Estados Unidos e Europa.

De acordo com o supervisor técnico comercial da Nutriceler, Corifeu Buzetti, que atende produtores da região, o momento econômico é favorável aos agricultores que investem em qualidade de produção e fornecem os alimentos para países estrangeiros. “Hoje, com o alto preço do dólar, o produtor está conseguindo vender sua produção a um preço muito mais vantajoso do que há alguns meses atrás. Os investimentos em tecnologia de nutrição são fundamentais para garantir uma boa pós-colheita e frutos com padrão de exportação para os mercados europeu e norteamericano”, explica.

Ao mesmo tempo em que as frutas estão mais valiosas, os insumos agrícolas importados, também sofreram altas. Corifeu destaca que para aproveitar o bom momento da economia para os produtores, é preciso saber investir em nutrição eficiente. “A estratégia é escolher bem os produtos que vão entrar no manejo nutricional, levando em consideração sua real eficiência. Algumas frutas vão ter que aguentar a longa jornada que pode passar de 40 dias, entre transporte de navio e armazéns, até chegar à mesa do consumidor que está do outro lado do oceano. Por isso precisa-se investir em nutrição eficiente, para obtermos frutos com maior durabilidade”, diz o consultor agronômico.

Trio de sucesso
Corifeu revela que a nutrição equilibrada vai proporcionar frutos de melhor qualidade e com maior resistência. Segundo o consultor, a combinação dos elementos cálcio, boro e magnésio, é responsável pelo fortalecimento da estrutura celular dos frutos, conferindo maior durabilidade e boa aparência no pós-colheita. “É nesse momento que o produtor precisa ter a tecnologia como aliada. O fertilizantes Metalosate®, distribuídos no Brasil pela Nutriceler, cumprem bem o papel de fornecer essa nutrição via folha equilibrada, com nutrientes quelatados por aminoácidos”, ressalta Corifeu.

No caso da produção de uvas, o consultor destaca ainda que a aplicação dos nutrientes é normalmente realizada durante o período de divisão celular da fruta, que ocorre do pegamento até aproximadamente oito milímetros de calibre de baga, quando se define o potencial de resistência da fruta em pós-colheita. “Um exemplo é a baixa mobilidade do cálcio, que é resolvida com a tecnologia Metalosate®. Por ser orgânico, Metalosate® Cálcio possibilita maior mobilidade das moléculas do nutriente via floema, auxiliando na distribuição de nutrientes das folhas para os frutos”, finaliza.




Fonte: Agrolink

terça-feira, 12 de maio de 2015

Fiscalização de agrotóxicos será discutida em Salvador

Com o objetivo de harmonizar os procedimentos de fiscalização de comércio e uso de agrotóxicos entre os órgãos estaduais e federais, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) vão realizar, entre os dias 18 e 22 de maio, em Salvador, o Encontro de Fiscalização e Seminário sobre Agrotóxicos (Enfisa). O evento, que está em sua 13ª edição, reuniu cerca de 350 profissionais da área no ano passado.

O Enfisa terá atividades restritas aos profissionais de fiscalização e às entidades de representação, com atividades abertas ao público. O evento terá um workshop sobre o uso de sistemas eletrônicos, no dia 20 de maio, para discutir meios de integrar os sistemas que cada unidade federativa tem implementado para o cadastro e fiscalização de agrotóxicos. 

No dia 21 de maio, acontecerá um seminário, com cinco sessões sobre temas relevantes para a agricultura brasileira, como o combate ao contrabando e a fiscalização do tratamento e comércio de sementes. As inscrições podem ser feitas por meio do site do encontro: http://www.enfisa.net/.


Fonte: Ministério da Agricultura
Assessoria de Comunicação Social
Maycon Fidalgo
(61) 3218-2204
maycon.fidalgo@agricultura.gov.br

Após queda na produção, cultivo de coco passa por bom momento em MT

Em Mato Grosso, atividade ocupa aproximadamente dois mil hectares.
Estado produz entre fevereiro e outubro 21 milhões de frutos


Foto: Reprodução/TVCA

A região nordeste do Brasil, ainda é a maior produtora de coco no país, sendo responsável por 70% da produção. No entanto, no Cerrado os coqueirais já ocupam 4 mil hectares e em Mato Grosso, apesar da queda registrada nos últimos anos, a produção vive uma fase de expansão. Atualmente a atividade ocupa uma área de aproximadamente 2 mil hectares. Há dez anos, os coqueirais chegaram a ocupar quase 5 mil hectares no estado.

Ao longo dos últimos anos, foi registrado um grande deslocamento das áreas tradicionais do cultivo. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Produtores de Coco no Brasil (Sindicoco), Francisco Coco, o consumo da fruta no país cresce entre 10 a 15% ao ano. “O que está havendo é que estamos entrando num naturalismo”, explicou o presidente. Para ele, isso é resultado do despertar do brasileiro para o consumo de produtos cada vez mais saudáveis.

Mato Grosso está entre os estados que estão descobrindo as vantagens da produção da fruta, cultivada entre fevereiro e outubro no Estado. Dados da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) mostram que, no Estado, cerca de 1,6 mil a 2 mil hectares são destinados ao cultivo de 21 milhões de cocos. O que é produzido no estado atende apenas 10% do mercado e o restante vem de fora, principalmente do nordeste.

No país, são produzidos atualmente 1,5 bilhão de coco verde anão, que é destinado exclusivamente à produção de água de coco.

Mesmo com a produção em expansão, o produtor encontra dificuldades. O estado não dispõe de mudas da planta. Os exemplares utilizados vêm, na maioria das vezes, do nordeste do país. De acordo com o engenheiro agrônomo da Empaer, Antonimar Marinho dos Santos, tanto a muda utilizada quanto a adubação têm ter qualidade.

Para ele, o maior desafio do produtor é alinhar o uso da tecnologia no cultivo. “A cultura do coqueiro demanda bastante tecnologia. O produtor que não utilizá-la não vai para frente com o seu plantio”, pontua. O engenheiro explica que o principal gasto no plantio, é com o sistema de irrigação subterrâneo. “Um coqueiro em franca produção, requer cerca de 180 litros de água por dia”, explica Santos. Por ano, a manutenção chega aos R$ 2 mil.

O engenheiro da Empaer esclarece que é necessário tomar algumas precauções para garantir a qualidade da produção. “Todo o material que foi perdido, como as folhas e o os restos de frutos, podem ser triturados e jogados em torno da planta. É uma excelente adubação”, completa.

Em Rondonópolis, na região Sul de Mato Grosso, a família Vilela, a 30 quilômetros do município, investe na cultura há 20 anos. São 15 mil coqueiros plantados, sendo que 12 mil já estão em produção. O sucesso do negócio deu tão certo que montaram uma pequena indústria para engarrafar a água de coco. O problema é que para abastecer o mercado, o coco produzido na fazenda não é suficiente e têm que comprar o fruto do Nordeste do país. Por isso, a indústria só opera com 20% da capacidade de processamento.

Rafael Vilela, um dos empresários, diz que para atender a todos os pedidos, seriam necessários pelo menos mais 500 mil pés de coco em Mato Grosso. A mãe dele, que plantou os primeiros pés de coco da propriedade, Elisete Vilela, sonha em ver a fábrica aumentar a produção. "É uma lavoura que não tem uma resposta rápida igual soja, algodão, que você planta e colhe no mesmo ano. Ela só vai responder em quatro anos, mas em compensação tem uma vida útil de 30 anos. Bem adubado, um pé de coco vai continuar produzindo para você com grande qualidade", ressalta.

Na fábrica, são envasados 1,5 mil litros a cada hora. O investimento inicial foi de R$ 5 milhões. Além do Centro-oeste, a produção da indústria é vendida para Minas Gerais e Rondônia.

Fonte: G1 - MT

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Farelo de acerola reduz ácidos graxos saturados na carne suína, sinaliza pesquisa na Unesp

A tese de doutorado intitulada “Farelo de Acerola em Programa de Restrição Alimentar para Suínos Pesados”, defendida recentemente pelo Zootecnista Fabricio Rogério Castelini, sob a coordenação da professora Maria Cristina Thomaz, docente do Departamento de Zootecnia da Unesp de Jaboticabal e financiada pela Fapesp, demonstrou resultados que contribuirão para aumentar o consumo da carne suína e desmistificá-la.

As conclusões apresentadas geram credibilidade para um produto tão nobre do ponto de vista nutricional, que possui tantos mitos agregados a ele, como por exemplo: aumento do colesterol; transmissão de doenças, atrapalha a cicatrização, entre outros.

O trabalho consistiu na inclusão de uma fonte de fibra, o farelo de acerola, na alimentação de suínos. Após abater os animais, o pesquisador avaliou as carcaças e descobriu que os animais que receberam o farelo apresentaram reduções nos teores dos ácidos graxos saturados, com destaque para o Mirístico e Palmítico. Tais ácidos graxos estão relacionados com o desenvolvimento de mudanças degenerativas nas paredes das artérias, e seu consumo demasiado pode provocar doenças cardiovasculares.

“Outro ponto muito importante revelado foi o aumento nos teores dos ácidos graxos α linolênico (C18:3n3) e linoleico conjugado (CLA), popularmente conhecidos como ômega 3 e 6. Isso é muito importante, pois a ingestão do ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim (LDL), enquanto pode favorecer o aumento do colesterol bom (HDL)”.

Fonte: UNESP


Pesquisadores brasileiros inventam plástico comestível feito de frutas


Foto: Samuel Vasconcelos

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação, de São Carlos (SP), desenvolveram uma série de películas comestíveis que funcionam como plástico. Os sabores incluem espinafre, mamão, goiaba e tomate, mas a técnica permite que outros sabores sejam desenvolvidos. O trabalho recebeu financiamento de R$ 200 mil e o material, além de ser biodegradável, pode ser utilizado no preparo dos alimentos. Dessa forma, uma pizza que esteja embalada com o material pode ir ao forno diretamente, assim como outros alimentos. A película pode, inclusive, ser utilizada como parte do tempero.

A matéria-prima é composta por água, polpa de fruta e carboidratos vegetais. No meio ambiente, se descartado, o "plástico" se decompõe em três meses e pode ser utilizado como adubo, ou mesmo descartado na rede de esgoto, sem prejuízos. Além disso, ele tem capacidade de conservar os alimentos pelo dobro do tempo. O plástico convencional, por sua vez, demora 400 anos para se decompor.

O projeto de plástico comestível utilizando frutas é o primeiro a ser desenvolvido no mundo e abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens. Segundo o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, Luiz Henrique Capparelli Mattoso, que coordenou a pesquisa, o material pode ser utilizado também gastronomicamente. "Aves envoltas em sacos que contêm o tempero em sua composição, sachês de sopas que podem se dissolver com seu conteúdo em água fervente e muitas outras possibilidades", explicou.

Outras possibilidades levantadas pelo pesquisador incluem goiabadas vendidas em plásticos feitos de goiaba, sushis envolvidos com filmes comestíveis no lugar das tradicionais algas, perus vendidos em sacos feitos de laranja, que vão direto ao forno, e geleias em formato de ursinhos, só que elaboradas com frutas naturais.

O pesquisador informa ainda que o plástico comestível tem ainda a vantagem de reaproveitar alimentos rejeitados pelas indústrias e vegetais que deixam de ser comercializados por não apresentarem bom aspecto visual, mesmo estando em condições de consumo. "Esses vegetais que iriam estragar na prateleira podem ser matéria-prima para a embalagem comestível", acredita o especialista.

De acordo com o doutorando Marcos Vinicius Lorevice, que participa do projeto, ainda não há prazo para que a inovação chegue ao mercado, mas já há empresas interessadas em produzir o filme comestível em escala industrial.

Características

O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura, e tem igual capacidade de proteger alimentos. Além disso, o "plástico orgânico" apresentou propriedades mecânicas superiores aos plásticos sintéticos. Em laboratório, os produtos se mostraram mais resistentes ao impacto, além de serem três vezes mais rígidos que os plásticos sintéticos.

A maior diferença, entretanto, está na matéria-prima. O plástico comestível é feito basicamente de alimento desidratado misturado a um nanomaterial que tem a função de dar liga ao conjunto. "O maior desafio dessa pesquisa foi encontrar a formulação ideal, a receita de ingredientes e proporções para que o material tivesse as características de que precisávamos", explica o engenheiro de materiais José Manoel Marconcini, pesquisador da Embrapa que também participou do projeto.

Processo de produção

O plástico foi desenvolvido após duas décadas de trabalho e o processo de produção é considerado simples. Primeiramente, a matéria-prima, como frutas e verduras, é transformada em uma pasta. A seguir, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma fôrma transparente, que será levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

O líder da Rede de Pequisa de Nanotecnologia para Agronegócio da Embrapa, Cauê Ribeiro, conta que, depois de passar pelos raios ultravioleta, o plástico recebe o último processamento e toma forma de filme. "O nosso plástico tem características similares aos filmes convencionais, ou seja, ajuda a diminuir a passagem de gases e evita o contato com outros organismos", destacou.

O resultado é um alimento completamente desidratado com a vantagem de manter suas propriedades nutritivas. Os pesquisadores adicionaram, ainda, quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas – o que pode aumentar o tempo de prateleira dos alimentos. "Dessa forma, temos um plástico facilmente degradável e que fornece proteção superior aos alimentos, além de poder ser utilizado para dar sabor", finaliza.



Fonte: BOL Notícias

Cultivo de uva vira aposta de agricultores do Rio Grande do Norte


Foto: Fred Veras/Sebrae 
Apesar de não ter um clima temperado, algumas áreas do semiárido nordestino apresentam um potencial para a viticultura. Parte delas já está bem consolidada, como a região do Vale do São Francisco (situado entre os sertões da Bahia e Pernambuco), que é um dos mais importantes polos vitivinícolas do Nordeste, responsável por mais de 90% da exportação de uva de mesa. Novas áreas, porém, despontam como promessa nesse tipo de cultivo, como é o caso do Oeste Potiguar. Por isso, o Sebrae no Rio Grande do Norte está estimulando agricultores familiares a apostarem na plantação da fruta. Núcleos já instalados em Apodi e Mossoró – e outros em implantação em Pureza e cidades próximas a Natal – comprovam a viabilidade da viticultura no estado.

Pesquisa da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) ratificam que o clima e o solo dessas regiões têm condições propícias ao desenvolvimento da variedade popularmente conhecida como uva Isabel precoce, que ideal para o consumo in natura e, principalmente, para produção de sucos integrais. Os pesquisadores também identificaram que a uva apresenta qualidade bem superior. “A uva que produzimos em nossa fazenda experimental, em Mossoró, obteve 24° Brix. O mínimo, no caso de uvas especiais, fica na faixa entre 16 ° a 18°. Esse índice mede o teor de doçura e de qualidade da fruta”, explica o pesquisador da Ufersa Django Dantas, que também é consultor do Sebrae.

Para estimular o cultivo, o Sebrae decidiu instalar experiências piloto em assentamentos, visando fornecer novas fontes de renda para agricultores familiares das regiões Oeste, Grande Natal e Mato Grande. Ao todo, são 14 produtores envolvidos no cultivo da espécie, sendo cinco em Mossoró, nove em Apodi e os demais nas outras áreas. As famílias capacitadas para o plantio vêm recebendo consultorias do Sebrae desde o agosto do ano passado e devem contar a assistência até o próximo ano.

“Estamos aplicando o que foi identificado nas pesquisas nesses assentamentos. Todas as mudas que estão sendo fornecidas são multiplicadas através da técnica de enxerto e mantidas em viveiros da Ufersa e no campus de Apodi do Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN)”, diz o gestor do projeto de Fruticultura do Sebrae-RN, Franco Marinho.

Além da qualidade da uva produzida em solo potiguar, as condições climáticas também se apresentam como mais uma vantagem para o cultivo na região Oeste, já que produzem duas safras por ano. Enquanto os produtores do sul do país colhem apenas uma safra por ano, devido ao período de inverno, quando o parreiral não produz. O gestor também explica os benefícios para quem deseja apostar na atividade. “A vantagem do cultivo da uva é a rentabilidade, pois um hectare plantado rende em média de R$ 80 a 100 mil por ano”.

Além da Ufersa, o IFRN integrou a parceria para implementar a iniciativa. “O instituto entrou no projeto na articulação dos produtores em Apodi e com a produção das mudas”, explica o professor do IFRN, Renato Alencar.

Assentamentos

A experiência animou os agricultores instalados nos assentamentos. É o caso de Sônia Silva, da Agrovila Paulo Freire, instalada na zona rural de Mossoró. Com um quarto de hectare plantado, a produtora já planeja expandir a plantação para um hectare até o final do ano. “A uva está vindo como uma inovação e a gente acredita muito, pois até agora de 100 mudas só perdemos três”, comemora a agricultora.

Além dela, outros cinco produtores trabalham no lote de Sônia Silva, onde está sendo cultivada a uva da espécie Isabel Precoce. Com a consultoria e cursos oferecidos pelo Sebrae, o pessoal da agrovila está aprendendo o manejo do cultivo para que, depois, cada um, possa multiplicar a ideia entre os demais integrantes do assentamento.

O agricultor Edson Rocha é um dos que ajudam nos cuidados com o parreiral e que pretende aplicar os conhecimentos em seu lote. “Hoje, cultivo mamona, mas, aqui, percebi que o plantio de uva é possível e já penso em plantar também”, afirma.

Com a primeira colheita prevista para janeiro de 2017, os 22 agricultores familiares assistidos pelo Sebrae no Rio Grande do Norte recebem visitas semanais onde são ensinados o passo a passo de como conduzir o plantio. “Estamos orientando os produtores com a tecnologia de produção, e também no tocante a comercialização e organização. O próximo passo do projeto é a unidade extratora de suco, para produção do suco da uva”, aponta Franco Marinho.

Fonte: G1

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Assentamento em Cujubim/RO se destaca com a produção de abacaxi

Foto: Divulgação/Decom
O mineiro Edson Martins da Silva, de 25 anos, é um dos migrantes descendentes das 45 famílias de produtores rurais assentadas pelo Incra no projeto Américo Ventura, no município de Cujubim. Em 16 anos de dedicação ao cultivo de abacaxi, ele consegue colher 360 mil frutos e faturar cerca de R$ 33,3 mil por mês, aproximadamente R$ 400 mil por ano.
Com a produtividade alcançada no lote de 30 alqueires, que recebeu há 4 anos, depois de chegar à região do Vale do Jamari, na década de 1990, Silva é hoje um dos maiores produtores de abacaxi no município.

Edson Silva lembra que trabalha no cultivo de abacaxi há 16 anos, que classifica como uma grande oportunidade, pois há pouco tempo não sabia nem escrever o nome. Com a produção de abacaxi, ele sustenta a família, construiu a casa própria, comprou um caminhão para transporte da produção, mantendo toda a despesa doméstica e o estudo do filho. ”Hoje meu filho estuda no Instituto Federal de Rondônia (Ifro) e emprego três pessoas na minha terra. Vivo muito bem”, comemora.

O município de Cujubim se destaca, desde 2008, como o maior produtor de abacaxi de Rondônia. A safra anual é estimada em 700 toneladas, e 95% da produção é do Assentamento Américo Ventura.

A previsão para 2015 é um aumento de 20% da safra. Os frutos produzidos na região são considerados de boa qualidade pelo tamanho, com cerca de dois quilos cada; e o sabor adocicado. Parte da produção é consumida in natura e comercializada em outras cidades da região.

Segundo o gerente local da Emater-RO, Elton Messias Lopes Lima, a venda do produto já transpôs os limites da região do Vale do Jamari, e atualmente é comercializado em todo o estado.

O aumento da área de cultivo e dos índices de produtividade, de acordo ainda com o gerente da Emater-RO, se deve principalmente ao maior acesso dos produtores às políticas públicas da Compra Direta, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Há outro grupo de produtores que prefere a venda direta ao consumidor. Alguns deles possuem transporte próprio financiado através do Programa Nacional de Apoio a Agricultura Familiar (Pronaf), por meio do Programa Mais Alimento – projetos elaborados com assistência da Emater e financiamento do Banco da Amazônia e Banco do Brasil.

O presidente da Associação de Produtores do Assentamento Américo Ventura (Aprav), o catarinense Sergio José Bonassi, de 48 anos, também migrou para Rondônia com o sonho de trabalhar na agricultura. Há 16 anos conseguiu realizar o sonho no assentamento do Incra.
Mas ao contrário do amigo Silva, ele escolheu inicialmente o plantio de café no qual permaneceu por seis anos, sem obter sucesso. Foi quando decidiu plantar abacaxi e hoje produz 180 mil frutos ao ano, em cinco alqueires de terra. “Com o cultivo de abacaxi, conquistei minha casa, uma agroindústria de derivados de leite e o carro para transporte da produção. Eu optei em vender a produção na roça. Sai mais barato, mas no momento é o que consigo fazer”, disse Bonassi.

Inês Zahn, de 47 anos, e há 17 morando no Assentamento Américo Ventura tinha o propósito de plantar café, mas na época da seca o cafeeiro “amarelava”. Por orientação de Sérgio Bonassi, ela começou a plantar abacaxi consorciado com o café. “No início a procura pela fruta era pouca, mas deu para se manter junto com outras culturas”, lembra.

Agora com as melhores condições de mercado para o produto, Inês pretende vender o gado e investir no cultivo do abacaxi. “Meus filhos vão deixar a cidade e vir me ajudar, e vamos ampliar a área plantada de um hectare para cinco alqueires”, disse.

Festival

Por iniciativa dos professores, pais e alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Castro Alves, com o apoio da Aprav, há 8 anos acontece o Festival do Abacaxi em Cujubim. E na 9ª edição, neste ano, terá como atração também o Concurso do Rei e da Rainha do Abacaxi, e ainda serão servidos pratos e doces à base do abacaxi e distribuição gratuita da fruta.

Durante o evento é escolhido e também premiado o maior abacaxi da região, prestigiando e valorizando o produtor.

Ocorre também durante o ano a festa da Associação dos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento Américo Ventura, que também divulga a produção.

Fonte: G1 / Governo de Rondonia

Agrotins Brasil 2015 apresenta inovações na produção de frutas para agricultura familiar

A Agrotins é uma realização do governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, suas vinculadas Instituto de Desenvolvimento Rural (Ruraltins) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), secretarias de Estado,

A produção de frutas recebe incentivos do Governo do Estado, principalmente para agricultura familiar e na Agrotins Brasil 2015 – Feira de Tecnologia Agropecuária essa atividade é incentivadas em sistemas de projetos produtivos. Numa área de dois hectares (conhecida como fazendinha), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) implantou diversos projetos de fruticultura para apresentar aos pequenos produtores.

Um dos projetos em destaque é o plantio experimental melancia tutorada que chama atenção pelo sistema de cultivo diferenciado. As ramas da melancia ficam suspensas em uma cerca aramada. Para o técnico agrícola, Valdivino Melo, este sistema é vantajoso pela técnica simples e redução de espaço. "Numa mesma área o produtor consegue dobrar o plantio, num hectare que produz três mil melancias, tem a oportunidade de passar para seis mil", explicou.

Melo disse ainda que o sistema de plantio experimental, a princípio, possui bons indicadores na produção do fruto. "Notamos que as melancias estão de boa qualidade, e ainda, o produtor pode cultivar em qualquer época do ano para produzir, até mesmo no período chuvoso", disse.

Açaí e mamão

O aproveitamento de espaço é caracterizado também no plantio de mamão papaya consorciado com o açaí. De acordo com o coordenador do sistema de plantio, Anibal Pereira, a intenção é mostrar ao produtor as diferentes alternativas de plantio consorciado. "O açaí é uma cultura perene, assim podemos aproveitar o espaço para plantio de frutas como mamão, melancia, banana e grãos", enfatiza.

A Agrotins é uma realização do governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária, suas vinculadas Instituto de Desenvolvimento Rural (Ruraltins) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), secretarias de Estado, instituições financeiras e parceiros.

Fonte: O Girassol
Autor: Delfino Miranda

Orçamento do Mapa para 2015 soma R$ 11,7 bi


Do total de R$ 18,3 bilhões destinados para orçamento fiscal e seguridade social da área de agricultura e desenvolvimento sustentável para 2015, R$ 11,7 bilhões foram destinados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) nº 13.115. A LOA apresenta as despesas com o Mapa agrupadas em orçamento fiscal, de seguridade social e de investimento.

Dos R$ 11,7 bilhões, 40,5% são para administração geral (R$ 4,7 bilhões);18,9% para abastecimento (R$ 2,2 bilhões); 13,3% para previdência do regime estatuário (R$ 1,56 bilhão); 14,2% para promoção da produção agropecuária (R$ 1,6 bilhão); 3,7% para desenvolvimento tecnológico e engenharia (R$ 438 milhões) ; 1,7% para proteção e benefícios ao trabalhador (R$ 202 milhões); e 2,8% para defesa agropecuária (R$ 330 milhões).

Já o orçamento de investimento será R$ 42,8 milhões, sendo 88,7% para administração geral (R$ 38 milhões) e 11,3% para tecnologia da informação (R$ 4,8 milhões). Essas verbas são consignadas à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), à Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (CASEMG) e às Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CEASAMINAS).

Sobre a LOA

A LOA para o exercício financeiro 2015 foi aprovada pelo Congresso Nacional em 17 de abril e publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 22 de abril. As estimativas de receitas e a fixação de despesas consideradas na lei foram obtidas a partir dos diagnósticos sobre a conjuntura econômica e perspectivas para 2015.

De acordo com a Constituição, a LOA abrange o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público; o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento