segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Safra de uva 2015 deve ser 20% maior na Cooperativa Vinícola Garibaldi

Expectativa é colher 19 milhões de quilos de uva, resultado do crescimento do mercado, especialmente para espumantes e sucos

A Cooperativa Vinícola Garibaldi já começa 2015 a todo vapor. A vinícola deu início a sua vindima com a expectativa de colher 19 milhões de quilos de uvas, 20% a mais do que em 2014. O aumento na safra de 2015 é resultado do crescimento da demanda de mercado, em especial de espumantes e sucos. “Para chegarmos à meta de 20%, incrementamos o nosso quadro de associados, passando de 340 famílias para 370”, explica o presidente da cooperativa, Oscar Ló. 

Até agora, os cooperados já coletaram 50 mil quilos da variedade Chardonnay, utilizada na elaboração do espumante Brut. Nessa semana, também começam a ser recebidas na cooperativa as de variedade Bordô, destinada à elaboração de sucos. Segundo o enólogo Gabriel Carissimi, a precocidade da safra se deve ao clima. “O pouco frio na brotação acelerou o início da formação do cacho e, consequentemente, adiantou a fase de maturação da fruta”, explica. No entanto, Carissimi observa que a qualidade da uva não foi atingida, apresentando assim excelente relação entre açúcar e acidez. “Devemos ter ótimos espumantes em 2015, com boa estrutura e ótimo frescor em boca”, complementa.

A expectativa é que a colheita se estenda até o início da segunda quinzena de março. Para garantir a qualidade das uvas de seus cooperados, a vinícola desenvolve um programa de melhoria contínua junto à produção. Os agricultores associados são acompanhados desde a implantação dos vinhedos até a classificação das uvas no momento da entrega à cooperativa. “A remuneração da uva começa a ser caracterizada no modelo de plantio, o que estimula a produção de uvas de qualidade”, esclarece Carissimi.

Fonte: Agrolink

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Exportações brasileiras de suco de laranja fecharam dezembro em alta

O Brasil embarcou exportou 278,60 mil de toneladas de suco de laranja em dezembro de 2014, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


O volume aumentou 241,5%, frente as 81,60 mil toneladas de novembro. Na comparação com dezembro de 2013 o incremento foi de 56,2%.

A média diária foi de 12,7 mil toneladas, alta de 49,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A tonelada de suco de laranja para exportação fechou cotada, em média, em US$948,30 em dezembro último, uma queda de 26,1% frente ao mês anterior.


Autoria: Scot Consultoria

    CITROS/CEPEA: Lima ácida tahiti se desvaloriza com oferta elevada


    A oferta da lima ácida tahiti voltou a aumentar no mercado paulista, visto que a dificuldade em encontrar colhedores diminuiu após as festas. 
    Além disso, segundo informações do Cepea, o período de safra já se aproxima e parte da tahiti já pode ser colhida. Neste cenário, as cotações da fruta recuaram. A média parcial da semana (de segunda a quinta-feira) é de R$ 14,53/cx de 27 kg, colhida, queda de 9,9% em relação ao período anterior. 

    A expectativa é que os preços da tahiti continuem em queda, já que o pico de safra deve ocorrer em fevereiro. Antes do retorno das chuvas, acreditava-se que o período de maior oferta fosse ocorrer apenas a partir de março, mas o clima favoreceu o desenvolvimento das frutas. Ainda assim, o volume disponível pode ser menor que o de 2014, já que a seca limitou a abertura de floradas. Quanto ao mercado de laranja de mesa, as vendas melhoraram nesta semana. De acordo com colaboradores do Cepea, o clima no estado de São Paulo contribuiu para a boa demanda pela fruta.

    Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a laranja pera no mercado in natura tem média de R$ 15,31/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 0,2% frente à anterior. 

    (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

    IBGE confirma safra recorde para 2014 e vê alta maior em 2015

    País colheu 192,8 milhões de toneladas de grãos no ano passado. Este ano, safra deve ser maior nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

    O Brasil colheu 192,8 milhões de toneladas de grãos em 2014, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume é recorde, ficando 2,4% acima do obtido em 2013 – mas é 0,9% menor que a estimativa feita em novembro para a safra do ano passado.

    Dentre os 26 principais produtos, 15 apresentaram alta na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (26%), amendoim em casca 2ª safra (35,9%), arroz em casca (3,3%), batata-inglesa 3ª safra (24,6%), cacau em amêndoa (7,3%), café em grão - canephora (22,2%), cebola (6,4%), feijão em grão 1ª safra (29,1%), feijão em grão 2ª safra (1,3%), mamona em baga (203,8%), mandioca (8,8%), milho em grão 2ª safra (3,9%), soja em grão (5,8%), sorgo em grão (3,9%) e trigo em grão (8%).

    Onze produtos tiveram produção menor que a registrada em 2013: amendoim em casca 1ª safra (14,6%), aveia em grão (23,0%), batata-inglesa 1ª safra (0,8%), batata-inglesa 2ª safra (0,2%), café em grão - arábica (15,6%), cana-de-açúcar (6,7%), cevada em grão (19,7%), feijão em grão 3ª safra (9,7%), laranja (8,8%), milho em grão 1ª safra (10,4%) e triticale em grão (5,8%).


    Safra 2014 (Foto: Reprodução/IBGE)Safra 2014 (Foto: Reprodução/IBGE)
    O IBGE também fez o terceiro prognóstico para a safra de 2015, e estimou a colheira de 202,9 milhões de toneladas. Este aumento deve-se às maiores produções previstas para Nordeste (+24,7%), Sudeste (+10,5%) e Sul (+7,5%).
    Dentre os oito principais produtos, seis apresentam altas na produção: café arábica (1,1%), feijão 1ª safra (16,2%), amendoim (em casca) 1ª safra (18,4%), soja (11,4%), arroz (em casca) (3,2%) e o milho 1ª safra (3,0%), enquanto dois apresentam variação negativa na produção: algodão herbáceo (-7,4%) e café canephora (-1,1%).

    Fonte: G1 / IBGE

    Corte na pasta da Agricultura para despesas mensais é de R$ 47,5 milhões

    O corte nos gastos definido pelo governo federal nesta quinta-feira, 8, representa R$ 47,5 milhões a menos na previsão de gastos discricionários do Ministério da Agricultura. A redução foi aplicada a cada órgão federal, com a definição de quanto poderá ser utilizado até que o Congresso Nacional aprove o Orçamento de 2015. Na Agricultura, a ministra Kátia Abreu (PMDB) terá de administrar um limite orçamentário R$ 95 milhões mensais para pagar as contas da pasta. Antes do corte efetuado hoje pelo Palácio do Planalto, o ministério podia gastar cerca de R$ 142,6 milhões por mês.

    O Planalto publicou hoje um decreto reduzindo de R$ 5,6 bilhões para R$ 3,7 bilhões o total mensal que os órgãos, os fundos e as entidades do Poder Executivo poderão gastar até a aprovação do Orçamento. Isso representa uma economia por mês de 33% e deve ter vigência até o final de fevereiro e início de março, quando o Congresso deve votar o Orçamento de 2015.

    O Ministério da Agricultura tem R$ 11,615 bilhões previstos para despesas em 2015. Esse valor já foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), mas pode sofrer alteração na votação em plenário do Congresso. O teto imposto pelo governo, com a perda de R$ 47,5 milhões por mês, representa 0,41% deste total para o ano. 


    Fonte: Estadao Conteudo

    Santa Catarina quintuplica área de produção de maracujá com tecnologias IAC

    Municípios sul catarinenses adotam tecnologias IAC e produzem maracujás de alta qualidade para a CEAGESP


    Produtores de maracujá do Estado de Santa Catarina resolveram, em 2010, expandir a produção. Até então, os pomares locais eram bastante restritos devido às limitações climáticas. A partir desse interesse, um trabalho do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri), e o agrônomo da Cooperativa Agrícola de Jacinto Machado (Cooperja), Délcio Macarini, resultou em treinamento e suporte técnico para os produtores familiares, com base em ações conjuntas e pesquisa participativa. Os resultados vieram nas safras de 2012 e 2013, com frutos de alta qualidade e comércio garantido na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), reconhecido por sua exigência em qualidade. As principais cidades catarinenses produtoras de maracujá são Sombrio, Araranguá e Araquari.

    Laura Maria Molina Meletti, pesquisadora do IAC, levou para lá a tecnologia de produção recomendada para o cultivo do maracujá e também divulgou as cultivares lançadas pelo IAC, durante o Simpósio Regional da Cultura do Maracujá, em Santa Catarina, realizado em 2011. “Eram tecnologias testadas e aprovadas nos pomares paulistas. Em 2013, retornei à região para o II Simpósio do Maracujá e constatei que nossa ação contribuiu para que Santa Catarina passasse a ter uma fruta da mais alta qualidade no mercado atacadista de frutas frescas”, afirma Laura.
    Ela explica que a produção de maracujá de Santa Catarina é voltada para o mercado de frutas frescas, que exige produtos maiores e pesados. “Essas características estão reunidas nas cultivares IAC 273 e IAC 277. A partir dos novos padrões que foram criados com o lançamento dessas cultivares, os produtores conseguiram desenvolver um produto para o mercado mais exigente que existe, a CEAGESP”, diz a pesquisadora do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. 


    Além do frio, grande adversário da cultura naquela região, também havia o desafio da distância até a Companhia de Entreposto. Para os produtos aguentarem os quase mil quilômetros até a Capital paulista, foi necessário desenvolver frutos com cascas mais espessas, mais resistentes ao murchamento pelo calor e ao amassamento durante o transporte e descarregamento. Em pesquisa participativa, os fruticultores, a Epagri e o IAC desenvolveram um material com este perfil, capaz de atender aos interesses comerciais da região.


    O IAC transferiu para os municípios catarinenses o conhecimento sobre o uso de sementes selecionadas, implantação de quebra-ventos, formação de mudas de alta qualidade, polinização manual e controle preventivo de doenças. Laura afirma que até 2010, o Estado de Santa Catarina não possuía expressão na produção nacional do maracujá. Hoje, a área plantada foi multiplicada por cinco e a qualidade dos frutos resultantes é das melhores do Brasil. “Já pode ser comparada aos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso, que também já receberam pacotes tecnológicos do IAC”, afirma a responsável pela geração de transferência de tecnologia do maracujazeiro no IAC.


    A pesquisadora reforça a importância do trabalho conjunto com o pesquisador da Epagri, Ademar Brancher, que a contatou há vários anos em busca de conhecimentos na cultura. “A região produzia principalmente uva, arroz e palmito. Enxerguei nesta parceria com a Epagri uma alternativa agrícola rentável para os agricultores familiarss e investimos no treinamento deles”, relata. Ela reconhece que sozinha e a distância, não conseguiria mudar muita coisa, mas com a participação da Epagri foi possível ter fitotecnista na região, reforçando a tecnologia de produção preconizada. “A situação mudou completamente, mudas de alta qualidade chegaram aos pomares e com elas é possível obter pomares especiais e produção altamente rentável”, comemora.

    Para explicar a qualidade alcançada, Laura destaca o capricho dos produtores, a polinização manual e a preocupação com cada fase da produção, além da ausência do vírus do endurecimento dos frutos naquela região, que já dizimou muitos pomares paulistas, baianos, mineiros, paraenses, goianos e fluminenses.


    As diferenças na produção de maracujá nos dois Estados vão além da questão climática. Embora ambas sejam realizadas por agricultores familiares, em São Paulo a produção é dispersa, não há cooperativismo e os frutos são destinados para indústria e consumo in natura. São Paulo já foi o maior produtor de maracujá brasileiro durante quase uma década. Atualmente, está em fase decrescente, tanto em área como em produtividade, devido ao vírus que causa o endurecimento dos frutos, transmitido por pulgões e de difícil controle.

    Em Santa Catarina, embora a produção esteja em expansão, ainda é concentrada no litoral sul. Por lá, tem-se trabalhado bastante para evitar a entrada do vírus causador do endurecimento do fruto. “O ritmo da produção catarinense é crescente, o inverso do que se observa em São Paulo. Estão conseguindo atender aos mercados compradores que eram nossos (paulistas). Eles produzem numa época definida, de bons preços e assim não precisam fazer uma safra longa”, afirma Laura. Os produtores catarinenses concentram a colheita em abril e maio, oferecendo produto altamente diferenciado, que alcança preços tão elevados que eles conseguem bancar a produção, pagar o frete e ter lucro, mesmo colhendo apenas dois meses por ano.


    Desde o início das atividades, os fruticultores buscaram aplicar corretamente os conceitos da cultura e com o apoio técnico disponibilizado pelo IAC, pela Epagri e pela Coooperja, alcançaram nível admirável em produtividade e qualidade, mesmo quando o Estado não era considerado um local adequado para o maracujá.

    O Brasil é o maior produtor mundial da fruta e também o maior consumidor. Por isso as exportações são pouco significativas, já que o mercado interno é sólido e paga preços altamente compensadores.


    Transferência de tecnologia


    A transferência de tecnologia inclui os simpósios realizados, em que a pesquisadora ministrou cursos, fez visitas a propriedades, treinou técnicos da cooperativa e da Epagri. Produtores que entregam os frutos na CEAGESP, muitas vezes passam pelo IAC, em Campinas, para esclarecer dúvidas. O intercâmbio de conhecimento ocorre também por e-mails. “Conversamos muito e isso dá aos dois lados um ganho técnico bastante significativo. No dia-a-dia, os produtores me perguntam como realizar determinadas etapas da produção. Até enviam fotos para identificação de doenças e recomendação de tratamento”, diz. A pesquisadora afirma que os encontros com Ademar Brancher nos congressos de fruticultura permitem que eles selecionem os trabalhos de experimentação que devem ser feitos em Santa Catarina ou em São Paulo e aqueles que precisam de repetição nos dois Estados.


    Fonte: IAC - Instituto Agronômico de Campinas
    Por Carla Gomes (MTb 28156) e Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessoria de Imprensa – IAC

    Preço ao produtor cresce 1,16% de outubro para novembro, segundo IBGE

    O Índice de Preços ao Produtor (IPP) cresceu 1,16% em novembro do ano passado, 0,5 ponto percentual superior ao mês imediatamente anterior. Com o resultado, de outubro a novembro a taxa acumulada no ano passou de 2,75% para 3,94%: alta de 1,19 ponto percentual.

    O IPP foi divulgado nesta quarta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de novembro reflete aumento em 20 das 23 atividades pesquisadas, em relação a outubro, com as maiores variações acontecendo nos segmentos de fumo (2,9%), papel e celulose (2,33%) e outros equipamentos de transporte (2,26%).

    Já as atividades que exerceram as maiores influências na composição da taxa foram alimentos (com 0,29 pontos percentual); refino de petróleo e produtos de álcool (0,2); veículos automotores (0,12) e metalurgia (com 0,11 ponto percentual)

    Já no acumulado do ano, alta de 3,94%, as atividades que tiveram as maiores variações percentuais foram metalurgia (10,48%), bebidas (8,92%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,42%) e calçados e artigos de couro (7,96%); com as maiores contribuições percentuais sendo verificados também em metalurgia (0,80 ponto percentual); veículos automotores (0,68), refino de petróleo e produtos de álcool (0,57) e outros produtos químicos (com 0,28 ponto percentual).

    Em novembro, os preços dos alimentos apresentaram alta de 1,45%, a maior variação desde a taxa de 1,55% de setembro de 2013. Nos 15 meses que separam setembro de 2013 de novembro de 2014, houve sete resultados negativos e oito positivos. Com esse resultado, a maior influência no indicador das indústrias de transformação (1,16%) foi também do setor de alimentos, com contribuição de 0,66%, primeiro resultado positivo da série no ano.

    A atividade refino de petróleo e produtos de álcool registrou variação de 1,80% em novembro de 2014 com relação a outubro, invertendo resultado negativo do mês anterior. No ano, o setor acumula alta de 5,11%, enquanto o indicador dos últimos 12 meses registra elevação de 8,19%.

    Os produtos em destaque para o indicador mensal foram álcool etílico, asfalto, cimento de asfalto ou outros resíduos de petróleo ou de minerais betuminosos e óleo diesel e outros óleos combustíveis, todos com variações positivas, e querosenes de aviação com variação negativa.

    A fabricação de veículos automotores registrou em novembro variação de 1,03% no indicador mensal, alcançando 6,25% no acumulado do ano. Com relação aos últimos 12 meses, o índice da atividade foi de alta de 5,87%.

    Com esses resultados, a atividade exerceu a segunda maior influência sobre o acumulado do ano, e a terceira maior influência sobre o índice mensal do IPP. Dentre os produtos mais importantes para o resultado mensal, veículo para mercadorias a diesel é o único produto que apresenta resultado negativo e se destaca tanto em termos de influência quanto pela sua variação.

    Fonte: Revista Globo Rural

    IBRAF participa da solenidade de posse do novo secretário da Agricultura do Estado de São Paulo

    O Diretor Presidente do IBRAF Moacyr Saraiva Fernandes, juntamente com o Gerente de Inteligência de Mercado do IBRAF que também é o Presidente da Câmara Setorial de Frutas do Estado de São Paulo, Cloves Ribeiro, participaram nessa quinta-feira, dia 08 de Janeiro, da Solenidade de transferência de cargo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Na ocasião Mônica Bergamaschi transferiu o cargo para o atual Secretário Arnaldo Jardim.


    Safra menor e tensão entre produtor e indústria devem afetar setor

    A forte estiagem no parque citrícola comercial brasileiro - entre São Paulo e o Triângulo Mineiro - deve prejudicar a oferta, com uma menor safra de laranja em 2015. Além da quebra na produção, o setor deve seguir pautado pela tensão entre citricultores e a indústria produtora de suco, mesmo após a criação do Consecitrus, órgão paritário para a discussão dos principais temas da cadeia citrícola.

    A seca de 2014 ajudou no rendimento das frutas colhidas para a atual safra, pois melhorou o teor de açúcar das laranjas. Mas a estiagem prejudicou a florada das variedades precoces e de meia estação e dificilmente a oferta para a safra 2015/2016, a ser iniciada oficialmente em julho, deve superar os 308 milhões de caixas (de 40,8 kg) colhidas no atual período. "Seguramente a queda vai ser significativa", resumiu o presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Marco Antonio dos Santos.

    Além da estiagem, o presidente da Associação Brasileira de CitricultOres (Associtrus), Flávio Viegas, cita o menor trato cultural em pomares, alguns até abandonados, como outro motivo para a queda esperada na produção de laranja. Com isso, Viegas e Santos esperam que os preços aos produtores na próxima safra sejam mais remuneradores. O atual ciclo começou com preços em torno de R$ 7 a caixa, que subiram a R$ 10 durante o avanço da colheita. Os citricultores que participaram de operações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) obtiveram o preço mínimo de R$ 11,45 a caixa.

    Com os cortes nas despesas e o ajuste fiscal na economia programados pelo governo federal para 2015, os produtores temem que os recursos do Pepro, estimados em R$ 50 milhões em 2014, caiam. "O governo vai fechar torneira e não sei se vamos conseguir o Pepro, que só na atual safra ajudou o escoamento de 20 milhões de caixas", lamentou Santos, da Câmara Setorial.

    Após amargar uma queda média de 9% no volume e de 10% na receita com exportações, a indústria também traça um cenário pouco positivo para 2015. A queda no consumo mundial de suco e a retração superior a 10%, na comparação anual, das exportações ao mercado europeu, principal destino da bebida brasileira, são os principais entraves às processadoras brasileiras. "Esperamos que as exportações da segunda parte do ano-safra (a partir de janeiro) deem uma tracionada, mas o ano será complicado", afirmou Ibiapaba Netto, diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

    O executivo cita como exemplo de queda no consumo de suco de laranja o avanço do suco de maçã na Europa, bebida que também pode ser utilizada em refrigerantes à base de frutas. Essa oferta ocorreu principalmente pela Polônia, que teve uma supersafra de maçã e, diante das dificuldades de exportação para a Rússia, por conta do embargo ao país, escoou a fruta e a bebida na Europa. "A cada ano dividimos pedaço menor do mercado", afirmou Netto.

    Tensão

    Pouca mudança deve ter a relação tensa entre produtores e a indústria em 2015. As discussões e acusações entre as duas partes serão levadas ao Conselho dos Produtores de Laranja e da Indústria de Suco de Laranja (Consecitrus), criado oficialmente em 2014 com o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

    Antes mesmo da aprovação do estatuto do Consecitrus, os dois lados já sinalizam que temas polêmicos podem travar o foro de discussão do setor. A ideia de citricultores de incluir no estatuto uma fórmula transitória para calcular o preço da fruta paga pela indústria é um exemplo de proposta considerada fora de cogitação pela indústria. "O Consecitrus não é agência reguladora e o estatuto apenas define as atribuições do órgão", disse uma fonte das companhias.

    O diretor-executivo da CitrusBR informou que a indústria não vai se manifestar sobre o estatuto até receber a proposta do documento dos produtores. Já Viegas, da Associtrus, defende a inclusão da precificação provisória no estatuto e dá sinais de que a eterna briga com a indústria continuará no Consecitrus. "A indústria não tem interesse que isso funcione, quer apenas cumprir a exigência do Cade da forma mais básica possível", afirmou.

    Além das discussões, o Consecitrus terá de arrumar ainda um novo diretor-executivo, já que o atual, o ex-secretário de Agricultura de São Paulo João Sampaio, disse que fica só até o anúncio de outro nome para substituí-lo.

    Fonte: Agencia Estado
    Jornal EM Digital
    http://www.em.com.br/

    Guaraná Antarctica Black chega ao mercado

    Bebida combina o refrigerante com açaí e frutas naturais da Amazônia e tem coloração e espuma avermelhadas. Já está disponível no RJ e em SP e chegará em todo o país


    Chega ao varejo de todo o país, nesta semana, o Guaraná Antarctica Black, que combina o refrigerante com o sabor do açaí e de frutas da Amazônia. O novo produto tem coloração e espuma avermelhadas e já está disponível do Rio de Janeiro e em São Paulo, chegando aos demais estados nos próximos dias. O lançamento tem versões em lata e PET de dois litros.
    A identidade visual do item foi inspirada na campanha “Se Joga No Escuro”, que incentiva o consumidor a provar o desconhecido. Além de espalhar pelo mobiliário urbano peças que convidavam as pessoas a tuitarem a hashtag #SeJogaNoEscuro, a marca criou um site de pré-venda em que o consumidor adquiria o produto às cegas e era surpreendido em casa com o novo Guaraná Antarctica Black.

    A matéria-prima para a produção do lançamento tem origem em Maués, na Amazônia, onde a Ambev mantém a Fazenda Santa Helena, um grande banco genético de guaraná, e a filial Extratos. A fazenda é o local onde a companhia desenvolve as técnicas para o cultivo da planta e a filial Extratos é a responsável pela produção de todo o extrato de guaraná utilizado nos refrigerantes, incluindo o novo Guaraná Antarctica Black.


    Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 08/01/2015
    renata.leite@mundodomarketing.com.br