sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Saiba os efeitos benéficos do consumo de laranja para o organismo

O consumo de laranja é extremamente benéfico para a saúde, devido ao alto teor de vitamina C, fibras e sais minerais. De acordo com a nutricionista Paula Torcato, a laranja tem valor nutricional, alto com grande quantidade de fibras e de vitamina C. “O consumo de apenas uma laranja por dia fornece ao organismo a quantidade exata de vitamina C de que ele necessita”, diz.

A laranja também oferece ácido fólico, cálcio, potássio, magnésio, fósforo e ferro, contém pectina e flavonóides, que aumentam seu valor nutritivo. Além disso possui propriedades antioxidantes, nela existem mais de 170 diferentes tipos de fotoquímicos, incluindo mais de 60 flavonóides que apresentam propriedades anti-inflamatórias, antitumor e inibem a formação de coágulos no sangue.

Chupar a laranja também garante 3,42 gramas de fibra alimentar. Esses são os componentes mais sensíveis da laranja e que se perdem no suco. “Um simples corte feito com a faca, compromete a oferta desses compostos”, afirma a nutricionista.

Uma laranja tem, em média, 93 calorias, e 21 gramas de carboidratos, 1,5 gramas de proteína e 0,22 gramas de gordura.

Se ao invés de chupar a laranja, preferir tomar o suco a dica da nutricionista é consumi-lo sem demora. “Depois de 30 minutos, a bebida começa a oxidar, perdendo o valor nutricional. Guardar na geladeira nem sempre é a solução. A temperatura pode conservar sabor e aroma, mas não preserva as vitaminas”, explica Paula.

Fonte: Fundecitrus

Brasil tem meta de triplicar produção de biocombustíveis até 2030, diz fonte

O Brasil trabalha em um plano que deverá traçar uma meta inicial de triplicar a produção de biocombustíveis do país até 2030, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto nesta quinta-feira. A expectativa é que a iniciativa, que vem sendo chamada de RenovaBio, ajude o país a chegar a 2030 com uma produção de aproximadamente 100 bilhões de litros de biocombustíveis por ano, adiantou a fonte, sob a condição de anonimato porque o plano ainda não é público.

A meta é válida para etanol, biodiesel e biocombustíveis em geral. Em 2030 os números já consideram o país produzindo maior volume também de biogás e bioquerosene para aviação, cuja oferta local é hoje praticamente nula. "Será uma revolução no setor", disse a fonte, que adiantou que o plano deverá focar principalmente uma agenda microeconômica para alavancar investimentos e emprego na área de biocombustíveis.

Na última segunda-feira, (28/11), autoridades do Ministério de Minas e Energia afirmaram que o plano RenovaBio será apresentado aos agentes do setor de biocombustíveis em uma reunião agendada para 13 de dezembro na sede da pasta. O cronograma do governo prevê a abertura de uma audiência pública sobre o plano em 2017. A ideia é que após esse processo de consulta o RenovaBio seja submetido a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que reúne autoridades federais do setor de energia, em meados do ano que vem.

Fonte: Reuters

Comissão do Mapa reavalia fungicidas contra ferrugem

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) é uma doença que atinge a sojicultura e impõe inúmeras perdas às lavouras. Em doze anos, desde que foi descoberta, já causou mais de US$ 10 bilhões de prejuízos. Para combatê-la, os agricultores devem fazer uso de fungicidas com diferentes modos de ação e princípios ativos.

“Para o produtor, é muito importante ter confiança no produto que está usando, não usar defensivos ineficientes ou de baixa eficiência”, diz Roseli Giachini, 2ª vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT).

O diretor técnico da associação, Nery Ribas, acrescenta que muitos produtos têm perdido a eficiência com o passar do tempo devido ao aumento de resistência criada pelos fungos.

A diretora participa da Comissão Técnica de Reavaliação Agronômica de Produtos Formulados de Agrotóxicos e Afins Registrados para o Controle de Phakopsora pachyrhizi na Cultura da Soja, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que se reuniu no último dia 28 e 29 em Brasília. “Fizemos um trabalho importante neste ano com a avaliação de 126 produtos para o combate da ferrugem asiática. Alguns terão seus registros de alvo suspensos, outros serão mantidos, tudo com base nos laudos de eficiência e pareceres técnicos enviados pelas empresas fabricantes”, explica Roseli. Ela informa ainda que neste processo foram avaliados produtos com apenas um ingrediente ativo e que, no ano que vem, serão avaliadas as misturas. “As empresas precisam defender seus produtos, que são avaliados dentro dos critérios da Comissão, formada por pesquisadores da Embrapa, Sociedade Brasileira de Fitopatologia, Ibama, Anvisa, Aprosoja Brasil, entre outros”.

Seminário discute a defesa agropecuária diante das ameaças de pragas e doenças

Apesar do alto padrão tecnológico praticado pelos produtores brasileiros, nos últimos dez anos a agricultura no país sofreu perdas econômicas consideráveis em razão do ataque de pelo menos 35 novas pragas. Além disso, cerca de 500 espécies de pragas quarentenárias ainda apresentam potencial para causar danos significativos às nossas lavouras e outras 150 ausentes do Brasil já estão em países da América do Sul, próximos de nossas fronteiras.

Para discutir essas e outras importantes questões relacionadas às principais pragas e doenças que ameaçam a estabilidade da produção nacional, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove, nos dias 7 e 8 dezembro, o seminário Ciência e tecnologia para a defesa agropecuária, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no auditório da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília.

No evento pretende-se abordar a situação atual, os desafios e os avanços científicos, tendo como foco as revisões e artigos científicos publicados no número temático Pesquisa, Desenvolvimento e Inovações Frente a Ameaças Sanitárias para a Agropecuária, da revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB).

Entre os temas, inovação em quarentena vegetal, erradicação de fungos em germoplasma, zoonoses emergentes e reemergentes, pragas florestais, perda de colônias de abelhas, ameaças sanitárias em suínos, febre aftosa e vigilância sanitária animal em fronteiras, fazem parte da programação, que irá tratar também de Helicoverpa armigera e ferrugem-asiática da soja. 

A realização do seminário foi proposta pela Revista PAB e faz parte das comemorações de 50 anos de criação do periódico e de 25 anos da Embrapa Informação Tecnológica, unidade responsável pela coordenação da revista. 

Emilson França de Queiroz, pesquisador e editor-chefe da revista destaca que "o evento é uma oportunidade de atualizar conhecimentos, fortalecer a comunicação e a rede de relacionamentos entre pesquisadores, técnicos da defesa sanitária e da extensão rural, professores e agentes do setor produtivo, e com isso possibilitar a abertura de novas perspectivas no âmbito da defesa agropecuária brasileira".

A gerente-geral da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília-DF), Selma Lúcia Lira Beltrão, reforça a importância de se promover o diálogo em torno da defesa agropecuária envolvendo diferentes segmentos da sociedade. Para ela, "os prejuízos econômicos e ambientais causados por doenças e pragas na agricultura têm mostrado números assustadores e cada vez mais exigem medidas de controle eficazes. Por isso, pesquisas, políticas públicas, tecnologias e ações de vigilância sanitária precisam estar juntas no combate a essas ameaças".

Para conhecer a programação do seminário acesse aqui

Revista PAB

A Revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB) é editada mensalmente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e há 50 anos vem se dedicando à divulgação de trabalhos técnico-científicos resultantes de pesquisas em agropecuária, com destaque para Fisiologia Vegetal, Fitossanidade, Fitotecnia, Genética, Solos, Tecnologia de Alimentos e Zootecnia, bem como aquacultura e geotecnologias.

Destinada a professores, pesquisadores e estudantes, principalmente, desde 2008, a PAB passou a ter seu conteúdo publicado em acesso aberto, permitindo maior visibilidade às informações também a outros públicos.

Além disso, a adoção de novas tecnologias, a contratação de uma equipe especializada e investimentos nos fluxos de produção e divulgação foram importantes conquistas ao longo desses anos e fundamentais para o periódico estar hoje entre as cinco revistas mais conceituadas da área de Ciências Agrárias e ser uma das quatro com periodicidade mensal em toda a base de dados da Scielo.

Saiba mais sobre a revista e seu acervo no endereço www.embrapa.br/pab.

Fonte: Embrapa

Nova metodologia para medição de resíduos de defensivos é positiva para o consumidor


Na avaliação do diretor financeiro do CCAS (Conselho Científico Agro Sustentável), José Otavio Menten, é positiva para o consumidor a atualização da metodologia para medição de resíduos de defensivos nos alimentos. “O procedimento atual representa a realidade. Avalia a quantidade de resíduo de produto fitossanitário presente nos alimentos que pode ser ingerida durante um período de até 24 horas sem causar efeito(s) adverso(s) a saúde”, aponta. 

“Antes, as cifras apresentadas eram baseadas na porcentagem de amostras com traços de produtos não autorizados para a cultura ou com valores acima do LMR (Limite Máximo de Resíduos). Estes valores têm grande importância para o aprimoramento das práticas agrícolas e pouco significado para o consumidor”, explica o Pós-Doutor em Manejo de Pragas e Biotecnologia e Professor Associado da ESALQ/USP.

De acordo com o especialista, é importante que as notícias do agro cheguem de maneira correta aos moradores dos grandes centros urbanos. “Um dos exemplos clássicos era a maneira que o monitoramento de resíduos de produtos fitossanitários em alimentos era entregue a população. Eram apresentados dados muito técnicos que pouco esclareciam a população. O destaque era para as inconformidades como se elas fossem importantes para o consumidor. O que o consumidor quer é saber se o alimento que adquire apresenta risco a sua saúde”, afirma.

Menten ressalta que, pela primeira vez, a Anvisa divulgou os resultados da qualidade dos alimentos de maneira “sóbria, com base na avaliação do risco em conformidade com padrões internacionais, demonstrando que as frutas e hortaliças à disposição das pessoas são de qualidade aceitável quanto aos riscos de intoxicação aguda. Apenas 1% das amostras analisadas estavam com algum problema. Nas edições anteriores, citavam-se cifras preocupantes, como 70-80% das amostras com problemas. Essas notícias, sem base científica, desestimulavam o consumo de frutas e hortaliças, prejudicando a saúde das pessoas e os agricultores”.

O PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos), da Anvisa/Ministério da Saúde apontou que 99% dos alimentos que os agricultores brasileiros entregam a população estão livres de resíduos que representam risco agudo para a saúde. Com isso, acredita o especialista, é possível que haja o aumento desejado do consumo de frutas e hortaliças, fundamental para a nutrição adequada das pessoas e prevenção de certos tipos de câncer e outras doenças crônicas.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems


Caminhoneiros ameaçam cruzar braços caso tabela de preço mínimo do frete não seja votada na próxima semana

Os caminhoneiros de Mato Grosso e do Brasil estão em estado de greve e podem cruzar os braços de vez caso o Projeto de Lei 528/2015, que institui a criação de uma tabela de preço mínimo para o frete, não seja votada na próxima quarta-feira, 07 de dezembro. O projeto deveria ter sido votado ontem, 30 de novembro, porém após 1h40 de atraso para a reunião da Comissão de Viação e Transporte na Câmara Federal o deputado federal de Santa Catarina Edinho Bez (PMDB-SC) pediu vistas do projeto.

O projeto de lei 528/2015 foi criado após as paralisações realizadas no primeiro semestre de 2015, onde em Mato Grosso todas as principais rotas de escoamento da produção agropecuária com destino aos portos chegaram a ficar bloqueadas.

O projeto visa o estabelecimento de uma tabela de preço mínimo para o frete, que hoje não cobre os custos de operação do setor de transporte de cargas.

Uma nova reunião da Comissão de Viação e Transporte está marcada para o dia 07 de dezembro. A expectativa dos transportadores frotistas e autônomos é que o projeto seja votado nesta data, segundo informações obtidas pelo Agro Olhar. O setor não descarta uma nova paralisação caso o projeto não seja votado ou venha não seja aprovado.

Como o Agro Olhar comentou, nos últimos dois dias caminhoneiros de diversos Estados estiveram em Brasília (DF) reunidos como forma de manifesto pela aprovação do projeto de lei 528/2015. Uma carreata chegou a ser realizada na terça-feira, 29 de novembro.

Em Mato Grosso, bloqueios nas rodovias federais chegaram a ser realizados nos municípios de Diamantino, Nova Mutum, Sinop e Alto Araguaia.

Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que consta em seu site, mostra que o frete de Sorriso para o Porto de Santos hoje está na casa dos R$ 200. O valor é 34,4% inferior aos R$ 305 pagos pela tonelada em março, mês este considerado o pico da safra de soja. Ao se comparar com novembro de 2015 o recuo é de 33,3% diante os 300 pagos na época pela tonelada de Sorriso para o Porto de Santos.

Ao se comparar o chamado frete curto, ou seja, dentro do próprio Estado há um recuo de 34,5% entre março e novembro no trajeto de Sorriso para Rondonópolis. Em março a tonelada saia em média a R$ 110 e hoje a R$ 72. Em novembro de 2015 R$ 104.

Crise

O setor do transporte de cargas, principalmente de grãos, vem passando por uma crise há três anos aproximadamente, tendo o “enterro do segmento” com a quebra da safra 2015/2016, onde somente entre soja e milho foram quase 9 milhões de toneladas a menos produzidas .

Em 2015, como acompanhado pelo Agro Olhar, os caminhoneiros em Mato Grosso chegaram entre os meses de fevereiro e março a bloquear as principais rotas de escoamento da produção de grãos. Em todo o país foram realizados manifestos em prol de melhores condições de trabalho e um frete que cubra os custos de produção.

Nos últimos anos o setor viu o preço do óleo diesel disparar, além de custos com manutenção do veículos, como pneus e oficinas, encargos e tributos. Somente em 2015 a Petrobras anunciou ao menos cinco reajustes de preço do litro do óleo diesel. Nas distribuidoras a alta chegou a cerca de 14,17% naquele ano.

Fonte: Olhar Direto

IPC-S desacelera alta a 0,17% em novembro com alívio em Habitação e queda de alimentos, diz FGV

O resultado apontou ainda que a alta do IPC-S desacelerou na comparação com a terceira quadrissemana do mês

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou novembro com alta de 0,17 por cento, sobre avanço de 0,34 por cento no mês anterior, em meio à queda de alimentos e ao alívio dos preços de habitação.

Os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que os preços de alimentos registraram recuo de 0,12 por cento em novembro, após variação negativa de 0,05 por cento no mês anterior. O resultado apontou ainda que a alta do IPC-S desacelerou na comparação com a terceira quadrissemana do mês, quando o indicador subiu 0,24 por cento.

Segundo a FGV, o destaque na comparação com a terceira quadrissema ficou para o grupo Habitação, que desacelerou a alta a 0,17 por cento, ante 0,25 por cento, com alívio do item tarifa de eletricidade residencial.

Fonte: Reuters

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Citricultores poderão adotar sistema de mitigação de risco para controlar do cancro cítrico

As mudanças na legislação para o manejo da praga foram destacadas pelo secretário de Agricultura e Abastecimento 

Os produtores rurais das regionais de Bauru, Jaboticabal, Bragança Paulista, Franca, Limeira, Mogi Mirim, Orlândia, Ribeirão Preto e São João da Boa Vista receberão orientações para adotar o Sistema de Mitigação de Risco para controlar a incidência do cancro cítrico nos pomares paulistas, em evento realizado na manhã desta terça-feira, 29 de novembro de 2016, em Araraquara. As mudanças na legislação para o manejo da praga foram destacadas pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, pois permitirão que os citricultores utilizem novas estratégias além da erradicação da planta doente.

O seminário “A Mudança da Legislação para Controle do Cancro Cítrico”, realizado pela Secretaria em parceria com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), reuniu mais de 200 participantes entre produtores rurais, engenheiros agrônomos, técnicos das Coordenadorias de Assistência Técnica Integral (Cati) e de Defesa Agropecuária (CDA), pesquisadores dos institutos mantidos pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e representantes da indústria para entender e criar medidas estabelecidas pela Instrução Normativa (IN) nº 37, publicada no dia 6 de setembro de 2016, pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A nova legislação estabelece medidas para o controle do cancro cítrico em todo o Brasil, abrindo a possibilidade para Estados com a incidência da praga, como São Paulo, fazerem a mitigação de risco, e adotar novas estratégias de controle. “Com a adoção desse sistema, os produtores poderão comercializar suas frutas in natura para outros mercados que reconheçam este sistema como medida fitossanitária. Quem não o fizer, poderá continuar produzindo, mas estará colocando em risco a saudabilidade da sua produção e também a de propriedades vizinhas”, afirmou Arnaldo Jardim. 

Na prática, os produtores localizados em áreas afetadas poderão comercializar frutas in natura, tanto no mercado interno como no mercado internacional, desde que adotem as medidas previstas pela legislação, devidamente atestadas em um certificado fitossanitário de origem. 

A mudança na legislação atendeu à reivindicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da CDA, juntamente com a Comissão Técnica de Citricultura e a Câmara Setorial da Pasta, resultando na Instrução Normativa.

O secretário Arnaldo Jardim ressaltou que o Governo do Estado já vem colocando em prática uma série de ações para reforçar o controle de doenças como o cancro cítrico, principalmente envolvendo a questão legal, além de discutir pesquisas nas áreas de fitossanidade e medidas preventivas voltadas à educação sanitária e comunicação com a cadeia produtiva. “Somente com essas medidas teremos sucesso em relação ao novo sistema”, disse.

De acordo com gerente geral do Fundecitrus, Antônio Juliano Ayres, a mudança já vinha sendo pleiteada pelo setor há cinco anos. “Graças aos esforços do secretário Arnaldo Jardim e à sensibilidade do ministro Blairo Maggi, este importante marco legal foi finalmente promulgado, após exaustivas discussões técnicas e na Câmara Setorial. Isso possibilitará que o setor agregue valor à produção e irá gerar renda", destacou.

Atualmente, a conduta estabelecida pela CDA é a eliminação da planta contaminada e pulverização com cobre das plantas no raio de 30 metros – procedimento que deve ser repetido a cada brotação. O citricultor deve realizar, no mínimo, uma vistoria trimestral em todas as plantas de citros da propriedade, com o objetivo de identificar e eliminar aquelas que apresentem sintomas da doença. Estas inspeções deverão ser informadas à Pasta, por meio de relatórios semestrais, assim como já é feito para o greening (HLB).

O titular da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Fernando Gomes Buchala, ressaltou que a mudança exigirá uma atenção maior de todos os elos da cadeia produtiva para as questões fitossanitárias, independente do sistema a ser utilizado. “A Defesa Agropecuária deixará de ser um agente fiscalizador para ser parceiro do produtor, dividindo a responsabilidade de controlar a praga. Para isso, é preciso monitorar cada etapa, desde a produção, passando pelo Packing House, a certificação da produção por profissionais credenciados, até chegar nas auditorias da CDA e do Mapa”, acrescentou.

Para o administrador de fazendas, Marcos Pereira do Nascimento, a realização desse seminário é fundamental para ampliar o conhecimento da cadeia produtiva. “Muitos que estão neste seminário não tiveram contato com a nova legislação. E apesar da nossa experiência no campo, participar desse encontro é fundamental para atualização das informações e colocá-las em prática, com o objetivo de fomentar a citricultura”, afirmou. 

O primeiro registro de cancro cítrico em São Paulo foi em 1957. A doença é causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis e ataca todas as variedades e espécies de citros, provocando lesões em folhas, frutos e ramos, e quando em altas severidades pode provocar a queda de frutos e folhas com sintomas. As lesões podem ter variações nas suas características, podendo ser confundidas com outras doenças e pragas.

 

Fundecitrus lança aplicativo para ajudar a calcular pulverizações

O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura criou um aplicativo para ajudar o citricultor a fazer uma pulverização eficiente e econômica. O Sistema de Pulverização Integrado do Fundecitrus (SPIF) permite calcular o volume de aplicação e dose do produto de acordo com o tamanho das plantas. Além disso orienta sobre o ajuste dos equipamentos utilizados na pulverização.

Para realizar os cálculos, o SPIF foi baseado nos resultados de pesquisa sobre Tecnologia de Aplicação que são realizadas no Fundecitrus há mais de dez anos para leprose, pinta preta, cancro cítrico, podridão floral (estrelinha) e psilídeo. O objetivo do sistema é disponibilizar esses resultados de maneira prática para serem aplicados no campo e ajudar no dimensionamento correto das pulverizações.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Marcelo Scapin, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema, as informações permitem que o citricultor faça o controle de doenças e pragas sem desperdício. Além disso, a regulagem adequada dos pulverizadores contribui com a redução das perdas e com o aumento da capacidade operacional dos equipamentos. “Os citricultores conseguirão adequar os volumes e doses de aplicação, regular os equipamentos de forma correta, além de proporcionar economia para aqueles que fazem pulverizações com volumes acima da média”, afirma.

Com o aplicativo é possível reduzir o volume de água em até 70% para o controle de psilídeo, em 60% para podridão floral, 30% para leprose e entre 40 e 50% para pinta preta. “O SPIF é uma maneira de levar aos citricultores os conhecimentos gerados pela pesquisa de maneira prática e acessível”, diz Scapin.

O SPIF está disponível gratuitamente nas versões desktop (off-line) e também pode ser acessado no site do Fundecitrus. Em breve será lançada uma versão mobile, disponível para Android, iOS e Windows.

Fonte: Fundecitrus

Conselho do Agro debate reforma trabalhista e novos recursos para financiar o setor

Marcio Portocarrero informou ao conselho que a proposta de uma nova regulação do assunto também recebeu o apoio da Casa Civil


O Conselho do Agro, entidade que reúne diversos representantes do setor, realizou seu segundo encontro em Brasília, no dia 17 de novembro, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Na ocasião, os participantes debateram os novos meios de financiamento da agropecuária e as mudanças na legislação trabalhista.

O consultor da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Pedro Marcílio, apresentou uma nova opção para financiar a agropecuária do país. A proposta, segundo ele, é “encontrar mecanismos capazes de amenizar a situação atual de escassez na oferta de recursos financeiros para a produção agrícola”.

De acordo com Marcílio, um dos caminhos é dar visibilidade a um mecanismo já utilizado pelos produtores de algodão: o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), sistema que a entidade colocou em prática a partir do Instituto Brasileiro do Algodão. Com os certificados de recebíveis, seria possível colocar “dinheiro novo para financiar o setor agrícola, já que o modelo oficial em vigor dá sinais de exaustão”, explicou o consultor.

O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, informou ao conselho que a proposta de uma nova regulação do assunto também recebeu o apoio da Casa Civil da Presidência da República, em um encontro organizado na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o ministro chefe, Eliseu Padilha. “O momento é propício para levar um projeto bem formatado para o governo e a Abrapa vai trabalhar junto com a CNA e as outras associações para isso”, garantiu Portocarrero.

MODERNIZAÇÃO

Participando da reunião, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira apresentou um resumo das mudanças que o governo pretende implementar nas leis que regem a área trabalhista. De acordo com o ministro, a iniciativa tem por objetivo “obter consenso mínimo para a modernização das leis do setor, a partir de um amplo diálogo com as lideranças empresariais e as centrais sindicais”.

Nogueira mencionou que o governo federal constituiu um grupo de trabalho para propor mudanças na área, e provocou uma reação positiva por parte das lideranças presentes, diante da expectativa de poderem contar com uma lei condizente com a realidade do campo.

No âmbito desta iniciativa, dois pontos básicos estão sendo debatidos com as partes interessadas: a consolidação dos direitos dos trabalhadores e a segurança jurídica necessária para que o setor privado possa, na opinião do ministro, “ter tranquilidade para investir e produzir”.

Ao final do encontro, o superintendente de Comunicação e Marketing da CNA, jornalista Álvaro Pereira, apresentou o mais novo instrumento de divulgação do Sistema CNA/SENAR: o Canal do Produtor TV.

Ainda durante a reunião, o presidente da CNA, João Martins, ressaltou que o Conselho do Agro é um órgão “que já está consolidado e que será estratégico para propor e avaliar as políticas oficiais destinadas ao setor agrícola, sempre no sentido de modernizá-las e garantir segurança jurídica ao produtor”.