quinta-feira, 22 de setembro de 2016

No Dia Nacional da Banana, consumidor não tem o que comemorar

A banana é a fruta mais popular do Brasil. No mundo todo fica na segunda colocação de fruta mais consumida no planeta, perdendo apenas para a laranja. Mas a banana é uma das mais comercializadas e com maior movimentação financeira. E as vantagens não param por aí. Além de lucrativa, a fruta também é rica em nutrientes para a saúde e tem um dia nacional reservado para ela, 22 de setembro.

No entanto, os brasileiros não têm muitos motivos para comemorar. Nos últimos oito meses, o preço da banana subiu 39,3% em Curitiba; e 27% no restante do país. Os dados foram divulgados no 9º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento também é consequência da queda na oferta, devido às geadas e queda da temperatura em algumas regiões produtoras.

O Brasil ocupa a terceira posição como maior produtor da fruta – são sete milhões de toneladas por ano, com participação de 6,9% no total do planeta, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São mais de 125 países que cultivam a banana e, em alguns deles, ela está como maior fonte de arrecadação e geração de emprego e renda.

Esse é o caso do agricultor familiar acreano Lázaro Júnior, de 18 anos. Ele, seu pai e sua irmã têm 17 hectares na propriedade, no município de Manoel Urbano (AC), dedicados à plantação de banana-comprida, também conhecida como banana-da-terra, bastante típica na região. “A nossa renda vem do plantio da banana”, afirma o jovem Lázaro.

Por mês, a família produz cerca de 10 toneladas da fruta para consumo próprio e também para vender em outras capitais, como Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Segundo ele, a banana-comprida é fonte de muitas vitaminas. “E tem potássio também, né?”, lembra ele. São 35 mil bananeiras plantadas na propriedade e Lázaro diz que contou com o auxílio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para alavancar a produção e, futuramente, partir para exportação. “Estamos planejando isso”, revela.

Safra no Brasil

Em 2014, o Distrito Federal ficou com a primeira posição entre os melhores rendimentos na safra brasileira, com 29,5 toneladas – a média nacional foi de 14,7 toneladas. Em seguida, ficaram os estados do Rio Grande do Norte (27,7 toneladas), Paraná (23,9 toneladas) e Santa Catarina (23,3 toneladas).

Curiosidades

A banana é rica em fibras, potássio, vitaminas C, B1, B2, B6, além dos minerais como magnésio, cobre, manganês, cálcio, ferro e ácido fólico. A fruta possui compostos antioxidantes, como a dopamina e catequina, e contém triptofano, que atua na produção de serotonina – que ajuda a relaxar e manter o bom humor.

Por ser rica em potássio, a fruta é indicada para baixar a pressão arterial. Dependendo do tipo da banana, ela ajuda a normalizar o intestino, além de acalmar o estômago e o sistema nervoso, sendo uma aliada na dieta.

Ela também pode ser usada como cosmético, uma opção, por exemplo, de hidratante natural para tratar pele e cabelos. As vitaminas e minerais da banana restauram a umidade perdida e repara a pele danificada, cansada e seca.

Melão: incremento de produtividade e qualidade para atender ao mercado internacional

Aparência e sabor estão entre os principais pontos avaliados pelo mercado externo

Em 2015, o melão foi a fruta mais exportada pelo país com 223,74 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A cultura está entre as principais produzidas na região nordeste do Brasil e exige dos produtores diversas práticas de manejo que atendam às altas exigências do mercado internacional, como a padronização do fruto, a aparência e o sabor.

O gerente agrícola Mardônio Moreira, da CMR Brasil, de Jandaíra (RN), empresa especializada na produção de melão variedade “pele de sapo” para mercados da Europa, principalmente Espanha, explica que a aplicação de micronutrientes, e o uso de produtos à base de aminoácidos e microrganismos contribuem para o equilíbrio nutricional da planta, impactando na produção, qualidade e pós-colheita da fruta.

“A fruta não tem que ser boa apenas quando é colhida. Na exportação, da data da colheita até chegar à mesa do consumidor, temos em média de 25 a 30 dias. Então precisamos de um fruto com uma boa qualidade pós-colheita, uma boa capacidade de prateleira para suportar todo esse tempo”, afirma Mardônio. O gerente ainda destaca que as soluções naturais permitiram melhor pegamento do fruto gerando uniformidade na produção.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Alltech Crop Science, Antônio de Pádua, isso acontece porque os produtos reduzem o estresse causado por adversidades ambientais e aumentam os caracteres produtivos da planta. “É o trabalho que chamamos de Pegamento, Padronização e Crescimento (PPC) que auxilia nesse cenário de qualidade elevada. Além disso, os produtos biológicos, por terem origem natural, não prejudicam o meio-ambiente, mantendo o equilíbrio meio e planta”, finaliza. 

Expofruit

Entre os dias 21 e 23 de setembro, os produtores de fruta do nordeste brasileiro e demais regiões se reúnem para debater e conhecer as principais novidades do segmento, durante a Expofruit 2016 - Feira Internacional da Fruticultura Irrigada. Em mais um ano de participação, a Alltech Crop Science traz a parceria com a Crop Agrícola, distribuidor na região, para o estande no evento. Segundo Pádua, a feira tradicional é importante, pois permite negociação entre produtores e importadores.

Serviço - Expofruit 2016

Data: De 21 a 23 de setembro
Horário: Das 18h às 23h
Local: Centro de Exposição e Eventos (Expocenter) – Mossoró (RN)

Alta no preço da polpa cítrica peletizada

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no estado de São Paulo, a tonelada da polpa cítrica peletizada está cotada, em média, em R$714,23. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 14,3% nos preços. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, o produto está 99,8% maior.

A baixa disponibilidade do produto tem colaborado com este cenário, uma vez que a oferta de polpa cítrica é insuficiente para atender o mercado. A valorização do milho grão nesse ano é outro fator que colabora com a valorização nos preços do produto. Em curto e médio prazos a perspectiva é de que o mercado se mantenha firme e em patamares acima do ano anterior.


Fonte: Scot Consultoria

PIB do agronegócio cresce 2,45% no primeiro semestre

O resultado foi impulsionado pela cadeia produtiva da agricultura

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 0,62% em junho e acumula alta de 2,45% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado foi impulsionado pela cadeia produtiva da agricultura, que teve alta de 3,64% em seis meses na comparação com janeiro a junho de 2015. A pecuária recuou 0,14%.

Todos os segmentos do agronegócio apresentaram expansão no primeiro semestre, com destaque para o primário, que se refere ao desempenho da atividade “da porteira pra dentro”, cuja expansão foi de 3,05%. O comportamento deste setor, segundo a CNA e o Cepea, foi atribuído à alta de preços agrícolas de janeiro a junho, que compensaram o recuo na produção, com destaque para as seguintes culturas: algodão, banana, batata, cacau, café, cana-de-açúcar, cebola, feijão, laranja (25,85%), mandioca, milho, soja e trigo.

O PIB da agroindústria subiu 2,28% nos primeiros seis meses de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pela indústria de processamento vegetal, que elevou seus preços no semestre. Os serviços, que abrangem a comercialização e distribuição de produtos primários e agroindustriais, tiveram alta de 2,27%, também puxados pelos produtos agrícolas. Já os insumos cresceram 1,84%, sustentados pela indústria de rações, que deve ter aumento de receita neste ano, reflexo da alta dos preços e da produção.

No segmento agrícola, que cresceu 3,64% em seis meses na comparação com o primeiro semestre de 2015, o desempenho foi ainda melhor, com alta de 5,58% do segmento primário. Serviços, indústria e insumos tiveram altas de 3,55%, 2,77% e 2,40%, respectivamente. A retração do PIB na cadeia produtiva da pecuária, de 0,14%, foi puxada pelo recuo dos segmentos primário (0,06%), industrial (0,94%) e serviços (0,54%). Apenas os insumos tiveram crescimento, de 1,04%.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Agora é o suco do Brasil que preocupa produtores da UE

Produtores europeus são contra a retirada dos impostos do suco de laranja vindo do Mercosul.

A Copa & Cogeca, poderosa central que representa agricultores europeus, continua a acompanhar com lupa as negociações em curso para o estabelecimento de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. E, depois de expor sua contrariedade em relação a uma maior abertura da UE para produtos como a carne bovina, por exemplo, agora realça sua preocupação com as tratativas que envolvem o suco de laranja.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) exportado por países do Mercosul — basicamente o Brasil, líder global nesse mercado — paga uma taxa equivalente a 12,2% do valor total para entrar na UE, ao passo que a tarifa incidente sobre o suco de laranja pronto para beber (NEC) é de 15%. O Valor apurou que representantes do Mercosul tentam convencer os negociadores da UE a retirar essas taxas em um prazo de até quatro anos, enquanto os europeus insistem em dez. Ocorre que a Copa & Cogeca quer que tudo continue como está, ainda que já sejam isentos de tarifas, graças a acordos bilaterais, sucos produzidos no Caribe, no norte da África e no México.

A UE importa 90% de todo o suco de laranja que consome, e 80% dessas compras são do produto do Brasil. A posição da Copa & Cogeca busca defender sobretudo os fabricantes de NFC da Espanha, que reúne o maior parque agrícola da Europa e tem cerca de 35% desse mercado específico na UE. "A oferta espanhola é pequena para atender à demanda da UE e, com ou sem tarifa, a competitividade de seu suco está garantida pelo câmbio", disse um analista. A UE absorve 70% dos embarques totais de suco de laranja do Brasil.

Apesar de a UE estar agora concentrada nos problemas gerados pela decisão do Reino Unido de deixar o bloco, a negociação com o Mercosul continua mantida e a preocupação da Copa & Cogeca com produtos considerados sensíveis, também. No caso da carne bovina, os produtores europeus já se manifestaram totalmente contrários a uma maior abertura, a ponto de Bruxelas recuar e deixar quaisquer concessões nesse segmento para um segundo momento, já na barganha final.

A posição dos produtores do Velho Continente sobre o suco apareceu agora, quando impuseram barreiras no Parlamento Europeu contra a votação do acordo comercial entre a UE e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que reúne África do Sul, Botswana, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Suazilândia. Nesse caso, a Copa & Cogeca informou ter "sérias inquietações" com as cotas para os países da SADC exportarem, sem tarifas, 100 mil toneladas de açúcar demerara, 50 mil de açúcar branco e 80 mil toneladas de etanol — concessões que também deverão ser feitas, de algum modo, ao Mercosul.

Foi então que a central reclamou que a UE permitirá, ainda, a importação de volumes expressivos de laranjas da África do Sul, o que causaria mais problemas aos citricultores europeus, que já enfrentam a concorrência, no mercado de suco, dos exportadores brasileiros. Mas, no Mercosul, a bem da verdade, o Brasil não é o único alvo da Copa & Cogeca. No mercado de grãos, por exemplo, quem enfrenta a contrariedade da central é a Argentina, pelo potencial que suas exportações têm de prejudicar a renda dos europeus nos segmentos de trigo e canola, por exemplo. Nas negociações com o Mercosul, a UE oferece uma cota para a entrada de 200 mil toneladas de trigo com a incidência de uma taxa de € 6 por tonelada.

Fonte: Valor Econômico On line

Venda de suco integral cresce 36% até 2018

Bebidas Tetra Pak diz que água de coco domina o segmento, com 62% das vendas, e continuará avançando.

O consumo de sucos integrais, categoria de maior crescimento no setor de sucos prontos para beber, vai crescer 36,3% entre 2016 e 2018 no Brasil (ou 10,8% ao ano), chegando a 492 milhões de litros. O ritmo de expansão é bem mais lento do que no triênio anterior, quando o consumo de suco integral em caixinhas no Brasil (incluindo água de coco) subiu em torno de 30% ao ano, saindo de 167 milhões de litros em 2012 para 361 milhões de litros em 2015.

As informações fazem parte do Tetra Pak Juice índex, estudo global sobre consumo e tendências para o mercado de sucos prontos para beber realizado anualmente pela fabricante de embalagens Tetra Pak Esta é a nona edição do estudo e é a primeira vez que a companhia avalia exclusivamente o mercado de sucos 100% integrais.

O volume apurado em 2015 de sucos 100% naturais prontos para beber (incluindo água de coco) é pequeno em relação ao consumo total de sucos integrais, equivalendo a 12,6% do mercado no Brasil. O consumo de sucos integrais feitos na hora, seja para consumo em casa ou em restaurantes e bares, chega a 2,5 bilhões de litros por ano.

De acordo com a Tetra Pak, essa proporção entre sucos envasados e os feitos na hora tende a permanecer inalterada no curto prazo. A pesquisa aponta, no entanto, alguns tipos de sucos integrais que tendem a ganhar mais espaço no mercado brasileiro nos próximos anos. São eles: sucos funcionais, como detox e com ação antioxidante; sucos que misturam frutas e verduras; sucos nos sabores cranberry, manga e água de coco; e bebidas chamadas totalmente naturais, ou seja, que não possuem adição de açúcar, conservantes, que usam ingredientes orgânicos e sem transgênicos. Essas tendências também valem para outros países emergentes.

Os fabricantes no Brasil têm aproveitado essas tendências. O suco Del Valle, da Coca-Cola Company, por exemplo, entrou no mercado de suco 100% integral em janeiro de 2015. A Do Bem, comprada este ano pela Ambcv, também oferece suco 100% integral pronto para consumo em diferentes sabores e com preços acima da média do mercado.

Em relação a sabores tradicionais, a água de coco, que hoje responde por 62% das vendas de sucos integrais prontos no Brasil, com vendas de 106, l milhões de litros em 2015, continuará avançando nos próximos anos, diz a Tetra Pak. O suco de laranja, segundo colocado, com 28,9% do mercado, enfrenta dificuldades para crescer.

Fonte:  Valor Econômico

População de psilídeo está acima da média no inverno

O monitoramento da população de psilídeos – inseto transmissor do HLB (greening) – em todo parque citrícola feito pelo Fundecitrus por meio do sistema de Alerta Fitossanitário – Psilídeo apontou um aumento expressivo no outono e inverno, período que, normalmente, a população é muito baixa.

Em virtude desse crescimento, o sistema está emitindo alerta de controle conjunto para as regiões de Araraquara, Bebedouro, Casa Branca, Frutal e Lins de 14 a 21 de setembro e para as regiões de Avaré e Santa Cruz do Rio Pardo de 19 a 26 de setembro. Essa pulverização regional tem o objetivo de diminuir a população do psilídeo antes do início da primavera, época em que, tradicionalmente, há pico da população do inseto, devido ao grande ciclo de brotações do período.

O aumento atípico é causado, provavelmente pelas chuvas acima do normal em maio e junho e em agosto. “Com falta de um período prolongado de estresse hídrico, as plantas continuaram vegetando e a população de psilídeo se manteve alta”, afirma o pesquisador Renato Beozzo Bassanezi.

Em todas as regiões do Alerta Fitossanitário o índice médio de psilídeos por armadilha adesiva entre a primeira quinzena de abril e a segunda quinzena de agosto foi alto, com destaque na região de Bebedouro, onde o aumento foi 555% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas regiões de Casa Branca e Araraquara, onde normalmente o estresse hídrico é maior no outono e inverno, a população de psilídeo esse ano foi 80% maior que em 2015. Nas regiões de Avaré e Santa Cruz, também houve aumento, mas em menor proporção: de 13% e 27% respectivamente.

O controle de psilídeo nos pomares é o ponto chave do controle do HLB. Por se tratar de um vetor, apenas um inseto encontrado é suficiente para determinar a necessidade de pulverização.

A pulverização conjunta entre vizinhos de uma área faz parte do manejo regional de HLB e evita que o psilídeo migre de uma propriedade para outra no momento das aplicações. Isso garante um período maior de controle da população do inseto, resultando em menor necessidade de pulverizações.

O programa do Alerta Fitossanitário é um serviço gratuito oferecido pelo Fundecitrus aos citricultores, para monitorar a população de psilídeos. O sistema engloba uma área de 230 mil hectares (55% do parque citrícola), monitorando 105 milhões de plantas, em cerca de mil propriedades, em mais de 140 municípios de São Paulo e Minas Gerais. Para incluir sua propriedade no sistema, o citricultor deve acessar o link:http://www.fundecitrus.com.br/alerta-fitossanitario . Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 11 2155.

O Alerta Fitossanitário tem o apoio das empresas amigas do citricultor Bayer CropScience, FMC, Koppert e Syngenta.

Fonte: Fundecitrus

Estudo aponta queda no preço de hortaliças e alta no valor das frutas

A queda na maioria dos preços das hortaliças é destaque no 9º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Batata e cebola lideram a baixa de preço em todos os mercados estudados. Os maiores percentuais de redução para as duas hortaliças aconteceram na Ceasa Brasília: 23% para batata e 27,8% para cebola. Alface e cenoura também registraram recuo de valores na maioria das centrais de abastecimento analisadas. As quedas nos preços aconteceram devido às condições climáticas favoráveis que aumentaram a oferta dos produtos.

A exceção deste mês foi o tomate, que registrou aumento em sete das nove Ceasas estudadas. Os maiores reajustes aconteceram nos entrepostos de Campinas (SP) e de Belo Horizonte (MG) com índices de 37,26% e 33,55%, respectivamente. Já nas centrais de abastecimento de Fortaleza e Recife houve queda de 10,10% e 4,11%, respectivamente. A alta nos preços do tomate pode se repetir em setembro, em função das adversidades climáticas.

Frutas

Após três meses de queda contínua de preços, o mamão apresenta alta generalizada e substancial. Nas centrais de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília, a fruta teve aumento de três dígitos, com índices subindo entre 118,24%, em Brasília, e 159,43%, em BH. O menor reajuste aconteceu nas capitais nordestinas, Recife (39,34%) e Fortaleza (41,81%). A tendência deve se manter até o fim do ano, resultado da redução da oferta em razão da seca no norte de Minas Gerais e no oeste do Espírito Santo.

Banana também apresentou alta nos valores, principalmente em Curitiba (39,37%) e Campinas (38,49%). O aumento também se deu pela queda na oferta, mas devido as geadas e queda da temperatura em algumas regiões produtoras. Já a melancia apresentou queda de preços em seis dos nove mercados estudados, em função da safra de Goiás e Tocantins, com aumentos apenas no Nordeste - entre 10% em Recife e 15,7% em Fortaleza.

O levantamento é feito mensalmente, a partir de informações fornecidas por grandes mercados atacadistas no país, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab. Para a análise do comportamento dos preços de agosto, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, CE, PE e DF.

A íntegra do boletim pode ser acessada no link do site www.prohort.conab.gov.br

EUA revisa programa de redução de tarifas de importação para países em desenvolvimento

Exportadores brasileiros e importadores americanos têm até 4 de outubro para solicitar a inclusão de produtos agrícolas na lista do Programa Geral de Preferências (SGP, sigla em inglês). O Brasil tem acesso à tarifa zero para 570 produtos agrícolas, como frutas, lácteos, lentilha, mandioca e cacau em pó.

O link do edital é este: https://www.federalregister.gov/articles/2016/08/25/2016-20054/generalized-system-of-preferences-gsp-notice-of-initiation-of-the-20162017-annual-gsp-product-and.

O SGP concede isenção ou redução das tarifas de importação para produtos originários de mercados em desenvolvimento. Além dos Estados Unidos, vários outros países possuem esse tipo de programa. Cada um deles estabelece um esquema distinto, definindo suas listas de produtos cobertos, além das tarifas aplicadas com o benefício do programa.

O SGP dos EUA está em vigor desde 1976 e garante a isenção da cobrança das tarifas de cerca de 5 mil produtos de 122 países e territórios em desenvolvimento, inclusive do Brasil. A lista completa dos produtos atualmente cobertos pelo programa pode ser acessada na página do USTR.

Os dados de importação dos EUA estão disponíveis para consulta em banco de dados da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC, sigla em inglês), na sua página eletrônica https://dataweb.usitc.gov.

Nova tecnologia para proteção do melão é destaque do evento

Manejo da mosca-branca e mosca-minadora com a tecnologia de ponta do Ciantraniliprole será apresentado pela DuPont Proteção de Cultivos


No período de 21 a 23 de setembro acontece a 20ª edição da Expofruit – Feira Internacional da Fruticultura Irrigada –, em Mossoró (RN). Um dos mais importantes evento do País no segmento frutícola, a Expofruit atrai investidores do agronegócio, importadores e exportadores de frutas. A DuPont Brasil Proteção de Cultivos, em parceria com distribuidor na região, Crop Agrícola, apresentará durante o evento o Programa Verimark® e Benevia® para a cultura do melão.

Segundo a companhia, o Programa Verimark® e Benevia® tem como ingrediente ativo o Ciantraniliprole. Na cultura do melão, o programa é recomendado para controle de pragas importantes como mosca-branca (Bemisia tabaci raça B) e mosca-minadora (Lyriomyza sativae), que causam prejuízos significativos às lavouras.

De acordo com a DuPont, o Programa Verimark® e Benevia® contribui para o melhor estabelecimento da cultura do melão, principalmente quando aplicado no início do ciclo produtivo da fruta. As aplicações de Verimark®, ressalta a empresa, são realizadas via solo e as de Benevia®, foliares.

“Trata-se de um novo conceito na proteção da lavoura e no manejo da produção, uma inovação que transfere resultados extraordinários na rentabilidade do agricultor”, resume Luís Grandeza, engenheiro agrônomo, gerente de marketing HF da DuPont.

De acordo com Grandeza, outro destaque da DuPont no evento será o inseticida Rumo WG®, para controle do complexo de lagartas do melão. “Este produto preserva insetos benéficos às lavouras e melhora a qualidade da produção. É recomendado, ainda, na prática do manejo de resistência a inseticidas”, finaliza o engenheiro agrônomo.