domingo, 5 de junho de 2016

Reunião da Câmara da Citricultura será realizada no Fundecitrus na próxima terça-feira

A reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), será realizada na sede do Fundo de Defesa da Citricultura - Fundecitrus, em Araraquara/SP, na próxima terça-feira (7), às 9 horas. Entre os assuntos que serão abordados estão a legislação de cancro cítrico e os pomares abandonados.

Após a reunião, na terça-feira, representantes de todos os estados produtores de citros do Brasil irão visitar propriedades afetadas pelo HLB (huanglongbing/greening). No dia seguinte, visitarão a 38ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis/SP.

A Câmara Setorial da Citricultura se reúne trimestralmente. Esta é a primeira vez que a reunião ocorre fora de Brasília. Também é o primeiro encontro após o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Monaco, ter sido nomeado para a sua presidência em março.

A Câmara Setorial da Citricultura reúne representantes de todos os estados produtivos de citros, de associações de viveiristas, dos produtores, das indústrias, dos exportadores, dos varejistas e dos órgãos públicos. Tem por objetivo propor, apoiar e acompanhar ações para a evolução da citricultura, além de servir como órgão consultivo do governo federal.

Serviço: 
Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura (MAPA)
Data: terça-feira (7 de junho)
Horário: às 9 horas
Local: Fundo de Defesa da Citricultura - Fundecitrus
Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, 201, Vila Melhado, Araraquara/SP

Fonte: Fundecitrus

Citros/Cepea: Caixa de laranja no spot paulista atinge R$ 20,00

A laranja no mercado spot já é negociada a R$ 20,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta em uma das indústrias paulistas. Este patamar até já havia sido levantado pelo Cepea em meados de maio, mas era verificado apenas em negócios pontuais. Agora, praticamente todas as novas aquisições dessa empresa são realizadas nesse valor. Nas demais grandes indústrias, os preços seguem entre R$ 16,00 e R$ 18,00/cx, mas, nas pequenas fábricas, chegam a ser relatados negócios em até R$ 21,00/cx.

Em todos os casos, não há diferença entre as laranjas “nobres” (pera e tardias) e precoces. Neste cenário, os preços do mercado de mesa seguiram firmes em maio e devem permanecer elevados em junho, já que a absorção industrial deve limitar a disponibilidade de laranjas. Em maio, a média de comercialização da laranja pera foi de R$ 21,22/cx de 40,8 kg, na árvore, aumento de 2,9% em relação à de abril e de 30% em relação a maio/15, em termos reais – valores atualizados pelo IGP-DI de abril/16.

Fonte: Cepea/Esalq

Plano energético do Rio Grande do Sul prevê investimentos em energia eólica

A energia elétrica no Brasil poderia ficar 10% mais barata e atingir um índice de geração com maior potencial apenas priorizando a eficiência energética e respeitando as vocações de cada região. Atualmente, 62% da energia gerada no país é hídrica e muitas vezes com a falta de chuva, os reservatórios diminuem, o que acaba aumentando os custos das tarifas. As afirmações foram feitas pelo secretário de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Lucas Redecker, nesta quarta-feira, dia primeiro de junho, durante a Semana Arrozeira, promovida pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete.

Redecker apresentou o Plano Energético do Estado, mostrando que o Rio Grande do Sul tem um grande potencial de crescimento energético com possibilidade de gerar e distribuir energia para todo o país. O plano identifica os potenciais de geração de energia de cada região do Estado. O secretário destacou que atualmente a participação da Região Sul do Brasil na geração de energia tem um potencial de 20.7 GW e a previsão é de que em 10 anos chegue a 27.9 GW. “Somente o Rio Grande do Sul, que hoje gera 7.6 GW, tem potencial de crescimento para ultrapassar esta previsão para região e atingir 102 GW, utilizando principalmente a energia eólica”, garantiu Redecker.

Segundo o secretário, o maior potencial está na Região da Fronteira Oeste, mas que ainda não explora este tipo de energia. Afirmou que a região tem condições de gerar 43 GW, maior do que muitos estados brasileiros, e a tendência é trazer investidores para implementar um parque eólico.“A contribuição que o Rio Grande do Sul pode dar para a redução da tarifa de energia elétrica é estimular a geração de energia mais barata para que as concessionárias possam comprar e com isso haver uma diminuição na tarifa,” explicou Redecker.

A Semana Arrozeira é realizada pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete com co-participação da Unipampa e tem o patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Sicredi, Fertilizantes Heringer, Super Tratores, CAAL, Kepler Weber e Caixa Econômica Federal. Mais informações sobre o evento estão no site www.semanaarrozeira.com.br.

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

CNA pede ao Governo medidas para minimizar prejuízos com quebra de safra no Matopiba e em Goiás

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner, pediu o parcelamento, por cinco anos, das operações de custeio contratadas na safra 2015/2016 e a renegociação de dívidas de operações rurais desde a safra 2011/2012 até o período 2015/2016. A solicitação foi feita ao secretário-adjunto de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel da Silva, em audiência nesta quarta-feira, (1/6), na sede do órgão, em Brasília. As medidas seriam para agricultores de Goiás e da região agrícola do Matopiba. 

As principais razões para a medida são a quebra de safra nestas regiões, provocada tanto pela estiagem prolongada no Matopiba, que contempla municípios produtores de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e pelo excesso de chuvas no Centro-Oeste, além da queda do volume de recursos oficiais para a subvenção ao seguro rural, o que comprometeu a produtividade e a renda dos agricultores. Entre as culturas mais atingidas, estão soja, milho, algodão e cacau. O secretário-adjunto informou que irá avaliar a situação para ver a viabilidade das medidas e seus impactos para os cofres públicos. 

A estes fatores, Schreiner acrescentou a lentidão dos bancos oficiais na liberação do pré-custeio para aquisição de insumos para o plantio. “Tudo isso provocou um desajuste muito grande. Em muitos casos, os produtores recorreram a financiamentos de indústrias de insumos, revenda e bancos privados, aumentando os custos de produção, devido às altas taxas de juros destes financiamentos”, justificou o vice-presidente. Diante deste cenário, Schreiner mostrou preocupação com a dificuldade dos produtores em cumprir seus compromissos financeiros.

Medidas – De acordo com documento entregue ao secretário-adjunto do Ministério da Fazenda, são duas medidas relacionadas às operações de crédito rural. A primeira seria a prorrogação do prazo de reembolso das parcelas vencidas e que irão vencer, das operações de crédito rural de custeio contratadas na safra passada. O parcelamento seria feito em cinco anos, com carência, em prestações anuais, manutenção das taxas de juros originárias do contrato e a exclusão das garantias dos financiamentos renegociados, sendo que estas seriam utilizadas em novos financiamentos.

A segunda prevê o parcelamento, em oito anos, das dívidas de crédito rural de operações contratadas das safras 2011/2012 a 2015/2016. Seriam dois anos de carência, prestações anuais, além da manutenção dos juros vigentes no contrato original e também com o uso das garantias em novos financiamentos. 

Perdas – Os problemas climáticos ocorridos provocaram perdas significativas na produção e na produtividade. No Maranhão, por exemplo, a queda chega a 38% nas lavouras de soja na atual safra (2015/2016), em relação à safra anterior (2014/2015). No Piauí, a quebra de safra supera 60% na produção de algodão. Na Bahia, a colheita de milho verão deve ser quase 50% inferior. Já os custos de produção no Matopiba subiram, em média, 13% a 20% para soja, milho e algodão e a rentabilidade será negativa, pois a receita será insuficiente para cobrir os custos. No caso do cacau, a diminuição de oferta está estimada em 15% para esta safra, com perda de R$ 216,4 milhões na renda da atividade e o fechamento de mais de 15 mil postos de trabalho.

Seguro – Schreiner reafirmou a necessidade de alocação de mais volume de recursos para a subvenção ao seguro rural. Na sua avaliação, o volume necessário para o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR) deveria ser de R$ 1,1 bilhão, quando o montante parta este ano foi de R$ 400 milhões. A redução da participação do governo nas subvenções também fez cair a contratação das apólices, com quedas que chegaram a 94%. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Coca-Cola e Femsa fecham acordo para comprar AdeS da Unilever

Negócio foi fechado por valor total de US$ 575 milhões. Marca está no Brasil, México, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Colômbia.



A anglo-holandesa Unilever anunciou nesta quarta-feira (1) que fechou acordo para vender o negócio de bebidas de soja AdeS na América Latina para a Coca-Cola Company e a engarrafadora mexicana Femsa pelo valor total de US$ 575 milhões.

A marca AdeS é atualmente comercializada no Brasil, México, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Colômbia.

Fundada em 1988 na Argentina, a AdeS é líder do segmento de bebidas à base de soja na América Latina. A marca está presente no Brasil, no México, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai, na Bolívia, no Chile e na Colômbia. Em 2015, a AdeS vendeu 56,2 milhões de unidades de seus produtos e registrou receita líquida de US$ 284 milhões.

“Esta venda é um passo no alinhamento do nosso portfólio na América Latina para entregar crescimento sustentável, e alinhar globalmente nosso portfólio de produtos e categorias", disse Miguel Kozuszok, porta-voz para a América Latina da Unilever.

A Unilever informou que continuará a fabricar os produtos AdeS por 3 anos no Brasil, 2 na Argentina e 1 no México, "começando imediatamente assim que recebermos todas as aprovações regulatórias e que o acordo for concluído".

Pelo acordo, a Unilever continuará a distribuir as bebidas da marca AdeS até seis meses depois que o acordo for fechado.

No Brasil, a produção de AdeS chegou a ser suspensa em 2013 em algumas das linhas de produção após um recall em um lote do suco de maçã risco de queimadura por presença de soda cáustica.

A bebida é vendida no Brasil desde 1997 e conta atualmente com uma linha de 30 sabores.

Estratégia da Coca-Cola com AdeS
“A AdeS é marca líder em sua categoria, e estamos muito satisfeitos por adicioná-la ao nosso portfólio. É a continuidade de uma bem-sucedida parceria com nossos engarrafadores latino-americanos e traz mais inovação aos nossos mercados”, afirmou Brian Smith, presidente para a América Latina da The Coca-Cola Company.

A Coca-Coca informou também que está comprando no Brasil a Laticínios Verde Campo, de Minas Gerais, dentro da sua estratégia de diversificação e reforço do portfólio de bebidas não-gasosas. Ainda não há prazo para a conclusão do negócio. Com fábrica em Lavras (MG), a Verde Campo é dona da linha de produtos sem lactose Lacfree.

Além dos refrigerantes, fazem parte do portfólio da Coca-Cola as marcas: vitaminwater, POWERADE, Minute Maid, Simply, Georgia, Dasani, FUZE TEA e Del Valle. 

Fonte: G1

Parceria entre CEAGESP e EMBRAPA vai orientar setor varejista a expor alimentos

Medida visa evitar perda dos produtos aumentando a qualidade aos consumidores


Uma parceria entre a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) vai dar dicas ao setor varejista de como manter a qualidade e diminuir perdas nos supermercados e estimular o consumo de frutas e hortaliças pelos consumidores.

As frutas e hortaliças frescas são produtos que ganharam grande importância nos supermercados, conquistando espaços bem localizados nas lojas a fim de criar novos negócios às empresas e dar como alternativa às pessoas o acesso a esses alimentos para além das feiras livres.

A proposta tem como objetivo orientar profissionais de supermercados e redes varejistas – dentre eles, repositores – a expor as frutas e hortaliças frescas da melhor forma, estabelecendo cuidados no manuseio a fim de evitar-se perdas devido ferimentos ou contaminação nos alimentos.

Os procedimentos serão ministrados na Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), no dia 1º de junho, pelo pesquisador da EMBRAPA Instrumentação, Marcos David Ferreira, e a engenheira de alimentos da CEAGESP, Fabiane Mendes da Camara.

A iniciativa é originária do Programa ‘Manuseio Mínimo’ desenvolvido pelos técnicos do Centro de Qualidade Hortigranjeira (CQH) da CEAGESP que apresenta em cartilha impressa 14 regras para a manipulação das frutas e hortaliças frescas nas gôndolas.

“O ‘Manuseio Mínimo’ é o caminho para o crescimento de vendas, economia de tempo e de dinheiro, manutenção de qualidade e perda zero aos supermercados, além de garantia de segurança alimentar aos consumidores”, diz Fabiane.

Além das orientações, serão apresentados aparelhos para uso no pós-colheita de frutas e hortaliças, como o wiltmeter, atmômetro e fruta eletrônica.

Fonte: CEAGESP

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sancionada lei que facilita concessão do seguro à exportação para produto agrícola

Foi publicada nesta quarta-feira (1º) a Lei 13.292/2015, que facilita a concessão de seguro de crédito à exportação de produtos agrícolas sujeitos a cotas de importação em outros países. A lei tem origem na Medida Provisória (MPV) 701/2015, transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2016, aprovado no Senado em maio.

A nova lei permite o uso de recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para a concessão de seguro de crédito nas exportações de produtos agrícolas que sofrem restrições comerciais fora do Brasil. De acordo com o Ministério da Fazenda, o FGE tem cobertura de US$ 28 bilhões e margem para aprovar outros US$ 7 bilhões. O preço do prêmio do seguro é calculado sobre o valor do principal financiado da operação, considerando variáveis como o país do devedor, tipo, natureza do risco, prazo total do financiamento e capacidade financeira do devedor.

Ampliação

A lei autoriza seguradoras e organismos internacionais, como a Agência Multilateral de Garantia do Investimento (AMGI), a oferecerem o seguro. O objetivo é ampliar o leque de agentes e compartilhar o risco com essas outras instituições, contribuindo para a abertura de mercados.Durante a análise pelo Congresso, os parlamentares acrescentaram à lista as resseguradoras e os fundos de investimento que financiarem a produção de bens destinados à exportação, além de assegurar tratamento diferenciado a micro e pequenas empresas.

Outro caso de garantia de riscos incluído pelo relator do texto que deu origem à lei é para as exportações estrangeiras de bens e serviços, desde que associadas a exportações brasileiras ou que contenham componentes produzidos ou serviços prestados por empresas brasileiras. Para isso, deverá haver o compartilhamento de risco com agências de crédito à exportação estrangeiras, seguradoras, resseguradoras, bancos e organismos internacionais.

Também no Congresso, o texto foi alterado para possibilitar o uso do seguro de crédito no caso de produtos nacionais que não saírem do território brasileiro. Para isso, a venda, efetivada em moeda nacional ou estrangeira, deve ser realizada para empresa com sede no exterior ligada a atividades de pesquisa ou lavra de jazidas de petróleo e de gás natural no país.

Nessa situação e nas exportações estrangeiras associadas às nacionais, o texto aprovado prevê o compartilhamento de risco entre a União e agências de crédito à exportação e outras instituições estrangeiras. O compartilhamento cobre riscos comerciais, políticos e extraordinários no âmbito de uma mesma operação de crédito à exportação, independentemente do país de origem.

A União poderá conceder garantia às exportações brasileiras e às operações de crédito à exportação compostas por exportações nacionais e estrangeiras. Nesse último caso, deverá ser na proporção das exportações estrangeiras com cobertura da União.

Vetos

Foi vetado o trecho que permitia à União oferecer garantia, com recursos do FGE, nas operações de seguro de investimento no exterior contra riscos políticos e extraordinários. O seguro de investimento ocorre para prover indenizações a empresas brasileiras que tenham decidido investir em outros países nos quais o empreendimento não pôde continuar devido a problemas políticos ou extraordinários. O veto ocorreu depois de ouvido o Ministério da Fazenda. De acordo com as razões, a cobertura dos investimentos no exterior elevaria muito o risco potencial do FGE, podendo gerar grande impacto fiscal à União.

Também foi vetado o trecho segundo o qual a União irá integralizar sua cota no fundo por meio de imóveis ou direitos sobre imóveis. Isso porque, segundo a justificativa, o dispositivo apresenta inconstitucionalidade formal, por ser impertinente ao tema da lei.

Finalmente, os Ministérios do Planejamento e da Fazenda recomendaram veto ao trecho que previa pagamento em moeda estrangeira para contratos de financiamento ou de prestação de garantias de exportação, para a Cédula de Produto Rural e alguns certificados de seguro agropecuário. A alegação apresentada é que a possibilidade de emissão em moeda estrangeira desses títulos de crédito poderia elevar o risco cambial. Tal problema seria solucionado por outra medida provisória (MPV 725/2016), que permite a emissão dos títulos com correção cambial.

Economia brasileira tem retração de 0,3% no primeiro trimestre de 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – fechou o primeiro trimestre do ano em queda de 0,3% na série sem ajuste sazonal, somando R$ 1,47 trilhão em valores correntes. O resultado é a quinta queda consecutiva nesta base de comparação.

No ano passado, o PIB havia fechado em queda de 3,8%, a maior desde o início da série histórica, que começou em 1996. Os dados relativos aos três primeiros meses da economia brasileira foram divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, na comparação com o mesmo período do ano passado, acumulou queda de 5,4%, a oitava queda consecutiva nesse tipo de comparação.

A queda do PIB no primeiro trimestre reflete retrações em praticamente todos os setores da economia, com destaque para Formação Bruta de Capital Fixo (investimento em bens de capital), com queda de 2,7%, na comparação com o trimestre anterior. Em seguida vem a indústra com -1,2%, a agropecuária com -0,3 e serviços com queda de 0,2%. Por sua vez, o consumo das famílias fechou com retração de 1,7%. A exceção foi o consumo do governo que fechou positivo em 1,1%.

Setores

A maior contribuição para a queda de 1,2% no setor industrial veio da indústria extrativa mineral, com retração de 1,1%, enquanto a indústria de transformação recuou 0,3% e fechou o período com o sexto resultado trimestral negativo consecutivo. Na construção, houve queda de 1%. Já nas atividades de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana houve crescimento de 1,9%.

Em relação às despesas, o recuo de 2,7% na formação bruta de capital fixo é o décimo consecutivo nesta base de comparação. Já a despesa de consumo das famílias (-1,7%) caiu pelo quinto trimestre seguido.

No setor de serviços, a retração de 0,2% reflete o comportamento negativo do comércio (-1%), de intermediação financeira e seguros (-0,8%) e dos serviços de informação (-0,7%), justamente os que apresentaram as maiores quedas em relação ao trimestre imediatamente anterior.

No que se refere ao setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram expansão de 6,5%, enquanto que as importações de bens e serviços recuaram 5,6%.

CMN muda regras de título do agronegócio e injeta R$ 21 bilhões no crédito rural

Os agricultores e pecuaristas terão à disposição mais R$ 21 bilhões de recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para o crédito rural. O Conselho Monetário Nacional (CMN) mudou as regras de direcionamento dos recursos captados por meio das emissões de LCA, título privado que financia o agronegócio.

A partir de 1º de junho, os bancos terão de destinar 35% do saldo médio das LCA emitidas para o crédito rural, independentemente do lastro do papel. Desses 35%, 40% terão de ser destinados a operações de custeio com taxas controladas, de até 12,75% ao ano. Os 60% restantes deverão ir para operações de crédito com taxas livres.

Segundo José Reynaldo Furlani, chefe de Gabinete da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações de Crédito Rural do Banco Central (BC), a nova regra destinará R$ 9 bilhões para as operações com juros reduzidos e R$ 12 bilhões com juros livres.

Pela regra anterior, os bancos teriam de destinar 50% do saldo médio das LCA emitidas até 31 de maio do ano passado para o crédito rural, mas a obrigação valia apenas para os papéis que tivessem lastro em empréstimos rurais concedidos com recursos de depósitos à vista ou da poupança rural. “Diminuímos o percentual, mas aumentamos a base de cálculo, o que resultará na liberação de mais recursos”, explicou Furlani.

O técnico do BC informou que a estimativa de R$ 21 bilhões de injeção de recursos no crédito rural é inferior à projeção de R$ 40 bilhões divulgada pela equipe econômica no início do mês. Segundo ele, a nova previsão é mais realista porque leva em conta o volume de recursos captados por meio da LCA nos últimos 12 meses.

Limites para cooperativas

O CMN também alterou os limites de crédito rural para cooperativas de produção agropecuária, com exceção do crédito com recursos controlados pelos fundos constitucionais. De acordo com Furlani, o crédito passa a ter limites ampliados e valores específicos por atividade.

Um exemplo é o limite de R$ 400 mil por cooperado e R$ 210 mil por cooperativa multiplicado pelo número de cooperados ativos, no caso de crédito para comercialização. Para investimento, os limites são R$ 50 mil por cooperado e R$ 20 mil por cooperativa multiplicado pelo número de cooperados.

O Conselho Monetário alterou, ainda, o prazo para as instituições financeiras informarem ao Sistema de Operações de Crédito Rural e Proagro (Sicor), do Banco Central, as coordenadas geodésicas (latitude, longitude e altitude geométrica) de empreendimentos com financiamento do crédito rural. Antes, para operações acima de R$ 40 mil, a exigência começaria a valer em 1° de julho de 2016. Esse prazo permanece para operações acima de R$ 120 mil, mas, no caso de operações entre R$ 40 mil e R$ 120 mil, a obrigação foi transferida para 1° de janeiro de 2017.

Polpa cítrica tem valorização de 32,2% em um ano

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a polpa cítrica está cotada, em média, em R$471,67 por tonelada, sem o frete. Valorização de 0,9% em relação ao mês anterior.

Na comparação com o mesmo período do ano passado a polpa cítrica peletizada teve alta de 32,2%. A oferta que vinha restrita e a alta valorização do milho colaboraram com o cenário.

Porém, o início do aumento da oferta do produto pode limitar a força do mercado, apesar da demanda continuar firme.