segunda-feira, 20 de julho de 2015

Exportação do agronegócio cai, mas ganha fatia nas vendas do país

Participação foi a maior dos últimos seis anos no 1º semestre, diz CNA.
Sete produtos do agronegócio geraram US$ 28,6 bilhões em receita.



Em um primeiro semestre de queda nas exportações do Brasil, as vendas externas do agronegócio brasileiro, que também estão em baixa este ano, ganharam fatia na pauta exportadora do país, apontou na última sexta-feira (17) estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O agronegócio brasileiro teve, no primeiro semestre de 2015, sua maior participação nas exportações nos últimos seis anos, respondendo por 45,9% das vendas externas totais do país, com US$ 43,3 bilhões de janeiro a junho.

No período, segundo dados da CNA e do governo, as exportações do agronegócio recuaram 11,8%, enquanto as vendas externas totais do país tiveram retração de 14,7%, para US$ 94,329 bilhões, em meio a preços mais baixos e redução no volume embarcado, num ambiente macroeconômico mais difícil.

Juntos, sete produtos do agronegócio geraram US$ 28,6 bilhões em receita, com os embarques representando 30,3% do total exportado pelo país nos primeiros seis meses de 2015, segundo a CNA.

O principal destaque foi a soja em grão, com US$ 12,5 bilhões em vendas. A oleaginosa tradicionalmente é o principal produto do agronegócio brasileiro e este ano deverá liderar a pauta de exportação do Brasil, segundo estudo de associação de exportadores (AEB), superando o minério de ferro.

"Apesar da queda de 22% na receita (da soja), se comparada ao mesmo período de 2014, houve aumento de 1,2% no volume de vendas", pontuou boletim da CNA. Outros produtos com maior geração de divisas no primeiro semestre foram farelo de soja (US$ 2,98 bilhões), carne de frango (US$ 2,97 bilhões) e café em grão (US$ 2,86 bilhões), segundo citação da CNA.

Fonte: Globo Rural

Escassez de chuva prejudica cultivo do melão no RN

Falta de água para irrigação leva fazendas a interromper a produção. Alguns poços já secaram completamente, outros estão pela metade.


Foto: Globo Rural
A seca está trazendo problemas para os produtores de melão na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Falta água para irrigar as lavouras e as fazendas reduziram a produção.

Os poços que irrigam uma fazenda de melão entre os municípios de Mossoró e Tibau, no Rio Grande do Norte, e Icapuí, no Ceará, estão com os níveis cada vez mais baixos. Alguns já secaram completamente, outros estão pela metade e a água que tem, está com alto grau de salinidade.

A cerca de 100 quilômetros do local, outra fazenda do mesmo grupo de empresários está abandonada. A produção teve que parar porque todos os poços secaram. A crise com água começou há três anos. As máquinas foram retiradas e os 600 funcionários demitidos. Os canos de irrigação foram desmontados, as casas de motores desativadas.

Essas fazendas estão fechando na pior época possível. Esse era o momento ideal para aumentar as exportações, já que o melão da região acabou de conquistar novos mercados no exterior e o aeroporto de Natal está realizando vôos diários para a Europa, o que facilita o transporte da fruta.

Para manter a produção de melão, a empresa está se livrando de outras culturas que necessitam de mais água, como o mamão e a banana.

O Rio Grande é o maior produtor nacional de melão, com 45% da safra.

Fonte: Globo Rural

sexta-feira, 17 de julho de 2015

São Paulo quer estimular plantio de variedades de citros para mesa

Estado de São Paulo é o maior produtor mundial de laranja.
Ideia é que sejam disponibilizadas cerca de 60 variedades.

                        Foto: Reprodução/RBS TV
O Estado de São Paulo, maior produtor mundial de laranja, pretende estimular o plantio de citros de mesa. Nesse sentido, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, lança nesta sexta-feira (17), em Cordeirópolis, o Programa Citricultura Nota 10. A ideia é que sejam disponibilizadas cerca de 60 variedades e porta-enxertos de citros de mesa para serem validados pelos citricultores paulistas.

Um conjunto de variedades selecionadas pelo programa de melhoramento genético do IAC será validado em pomares semicomerciais. O IAC disponibilizará aos interessados grupos de cultivares de laranja, laranja para NFC (usada para suco natural), de baixa acidez, de umbigo, de polpa vermelha e sanguínea. Também serão oferecidos materiais de tangerina, tangerina tipo poncã, tipo murcote, mexerica e lima ácida.

O programa permitirá uma validação desses materiais em pomares distribuídos no Estado de São Paulo, etapa necessária e que antecede a liberação para o plantio em grande escala e ao Registro Nacional de Cultivares (RNC) no Ministério da Agricultura, informa a pesquisadora do IAC, Marinês Bastianel, em comunicado.

Segundo a Secretaria de Agricultura, a citricultura para fruto de mesa tem como características intensiva ocupação de mão de obra e maior agregação de valor por unidade de área cultivada e constitui importante atividade para pequenos e médios produtores. "A citricultura de mesa sempre foi relegada a segundo plano, abastecendo o mercado com cultivares também utilizadas na indústria de processamento. O setor de frutas de mesa necessita de melhor tecnologia, organização, marketing e estruturação de mercado com produtos de maior valor agregado", afirma o pesquisador Marcos Machado, também diretor do Centro de Citricultura IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Fonte: Estadão Conteúdo e Globo Rural

Vinhos finos da região de Farroupilha agora tem Indicação Geográfica


Os vinhos finos moscatéis produzidos no município de Farroupilha (RS) receberam esta semana a concessão do registro de Indicação Geográfica (IG), publicado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O pedido de reconhecimento do vinho produzido na região da Serra Gaúcha foi protocolado há cerca de um ano pela Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Embrapa Uva e Vinho, coordenou o projeto que resultou na obtenção de Indicação Geográfica.

A solicitação formal do reconhecimento exigiu um detalhado dossiê com a delimitação geográfica, a caracterização da vitivinicultura (vinhedos e vinícolas), os processos de produção e as características de qualidade química e sensorial dos vinhos, incluindo a comprovação do renome da região como produtora de vinhos moscatéis finos.

Para poder colocar no mercado vinhos com a IG Farroupilha, além de estar na área delimitada, os produtores deverão atender aos criteriosos processos de produção e de elaboração dos vinhos, segundo o estabelecido no Regulamento de Uso desenvolvido especialmente para os vinhos da IG Farroupilha.

O registro de Indicação Geográfica é atribuído a produtos ou serviços que são característicos de um determinado local de origem. São produtos que apresentam uma qualidade única devido a recursos naturais como solo, vegetação, clima e recursos humanos, como o conhecimento para produzi-lo (saber fazer ou know-how).

Afavin

As atividades para busca da indicação geográfica começaram em 2005, com a criação da Afavin. Na sequência, diversas ações foram desenvolvidas, mas a iniciativa ganhou força em 2009, com a aprovação de projeto de Desenvolvimento e Estruturação da Indicação Geográfica, sob a coordenação da Embrapa Uva e Vinho, tendo como instituições parceiras a Embrapa Clima Temperado, a Universidade de Caxias do Sul e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em trabalho conjunto com os produtores associados da Afavin.

O projeto também conta com o apoio do Mapa e da Prefeitura Municipal de Farroupilha. O Ministério da Agricultura é uma das instituições de fomento das atividades e ações para Indicação Geográfica de produtos agropecuários.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, a concessão de indicação geográfica traz inúmeros benefícios aos produtores e consumidores: “Por meio da IG, teremos no mercado vinhos moscatéis espumantes e frisantes que expressam a originalidade da produção da região, proporcionando ao consumidor um produto diferenciado.”

Com a IP Farroupilha, o Brasil passa a ter cinco Indicações Geográficas de Vinhos Finos: IP Vale dos Vinhedos (2002) – DO em 2012, IP Pinto Bandeira (2010), IP Altos Montes (2012), IP Monte Belo (2013) e IP Farroupilha (2015). Todas receberam apoio técnico-científico da Embrapa Uva e Vinho para a sua estruturação.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social
           Ministério da Agricultura

Período seco exige mais atenção na citricultura

Em julho começou a safra 2015/16 das culturas cítricas e, a expectativa é de que 278,9 milhões de caixas de laranjas sejam colhidas, de acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Junto com esta nova etapa de produção, iniciou também o período seco do ano, e a Bayer CropScience orienta os produtores a preservarem seus pomares contra as pragas, com produtos específicos que devem ser utilizados no inverno. 

Segundo Ricardo Baldassari, gerente de Cultura Citrus da Bayer CropScience, em períodos de seca torna-se mais restrita a utilização de inseticidas sistêmicos para o controle do psilideo, inseto vetor do greening. “Neste caso é necessário usar um produto apropriado para o inverno, como o Winner®, inseticida que pode ser aplicado no tronco das árvores deixando o pomar mais resistente à seca e menos vulnerável às pragas, pois ele se transloca por toda a planta fazendo uma proteção completa”, explica Baldassari. 

O cinturão citrícola brasileiro que engloba o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro é o principal responsável pela produção de laranja do mundo, sendo o Brasil o maior produtor e exportador do suco da fruta e, para assegurar esta posição e uma safra sadia, é necessário que o produtor se previna o quanto antes, principalmente em períodos mais críticos, afinal, durante os períodos secos do ano, a utilização de inseticidas sistemicos torna-se imprescindível para o controle do inseto.

Pesquisas realizadas pela Bayer CropScience em parceria com citricultores do estado de São Paulo, mostraram que a utilização de Winner® promove uma série de benefícios para o produtor como aumento na produção e menor erradicação de plantas, bem como a otimização do número de pulverização, redução de CO2 e, principalmente, uma grande economia de água (2 mil litros por hectare), já que o produto não necessita de adição para utilização. 

Winner® é um inseticida produzido especificamente para a citricultura e apropriado para ser usado durante todo o ano, mas nos períodos secos é o único inseticida que atua por todo o sistema da planta com eficiência. Além de controlar o psilídeo, inseto vetor do greening, tem conferido às plantas mais resistência à seca deixando-as também menos vulneráveis ao cancro cítrico.

Fonte: Agrolink

Físico da Embrapa desenvolve equipamento solar para irrigação por gotejamento

Foto: Divulgação Embrapa
O físico Washington Luiz de Barros Melo, pesquisador da Embrapa Instrumentação (SP), criou um irrigador automático que não usa eletricidade e ainda pode ser feito com materiais usados.

A invenção, acionada com luz solar, pode ajudar pequenos produtores e jardineiros amadores a manter seus canteiros irrigados automaticamente pelo método de gotejamento.

O equipamento é baseado em um princípio simples da termodinâmica: o ar se expande quando aquecido. Melo se valeu dessa propriedade para utilizar o ar como uma bomba que pressiona a água para a irrigação.

Uma garrafa de material rígido pintada de preto é emborcada sobre outra garrafa que contém água. Quando o sol incide sobre a garrafa escura, o calor aquece o ar em seu interior que, ao se expandir, empurra a água do recipiente de baixo e a expulsa por uma mangueira fina para gotejar na plantação.

As vantagens do irrigador caseiro são várias, conforme enumera Melo. Trata-se de um sistema automático sem fotocélulas e que não demanda eletricidade, pois depende somente da luz solar, tornando sua operação extremamente econômica. Ele promove igualmente uma economia de água, pois utiliza o método de gotejamento para irrigar, o que evita o desperdício do recurso.

“Além disso, é possível construí-lo com objetos que seriam jogados no lixo, como garrafas e recipientes de plástico, metal ou vidro”, lembra o especialista. Ele explica que o maior desafio para quem for fazer o equipamento em casa é a vedação. Para o funcionamento do sistema é necessário que as três primeiras garrafas estejam fechadas hermeticamente.

A versatilidade do equipamento também é grande. A intensidade do gotejamento pode ser regulada por meio da altura do gotejador e o produtor pode colocar nutrientes ou outros insumos na água do reservatório para otimizar a irrigação.

“Funciona tão bem que se você sombrear a garrafa, o gotejamento para, e, ao deixar o sol bater novamente, a água volta a gotejar”, afirma o pesquisador que apresenta sua invenção na 67ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 12 a 18 de julho na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Paulo. 

Citros/Cepea: clima aquece vendas de laranja

Foto: freepik
As vendas de laranja in natura aumentaram nesta semana, devido ao ligeiro aquecimento na demanda, como resultado do clima um pouco mais quente no estado de São Paulo.
Contudo, os preços ainda não têm força para subir, já que a oferta ainda é superior. De 13 a 16 de julho, a laranja pera tem média de R$ 11,46/cx de 40,8 kg, na árvore, queda de 0,3% ante a média da semana passada.

Segundo pesquisadores do Cepea, indústrias estão recebendo as variedades precoces de produtores, mas o volume ainda é insuficiente para restringir a disponibilidade destas variedades no segmento de mesa.
Quanto às exportações de suco de laranja, tiveram bom desempenho em 2014/15, atingindo o maior volume exportado dos últimos cinco anos, de 1,19 milhão de toneladas, em equivalente suco concentrado.

A demanda dos principais importadores do produto nacional (União Europeia e Estados Unidos) foi alta, apesar da tendência geral de redução no consumo de suco. 

Fonte: Cepea/Esalq

Safra da uva 2015 é 16% maior em volume em relação ao ano passado

Foram colhidos mais de 700 milhões de quilos (700 mil toneladas) no Rio Grande do Sul. Qualidade da fruta para elaboração de vinhos, sucos e espumantes foi considerada boa


Foto: Silvia Tonon, divulgação IBRAVIN
Na safra 2015, o Rio Grande do Sul, estado que responde por cerca de 90% da produção da fruta para processamento no país, produziu 702,9 milhões de quilos de uva. Deste total, 632,5 milhões de quilos são de variedades americanas e híbridas - usadas na elaboração de vinho de mesa e suco - e 70,4 milhões de quilos de uvas Vitis vinifera, usadas para elaborar vinhos finos e espumantes. Em 2014, a safra registrada foi de pouco mais 606 milhões de quilos, sendo 540 milhões de americanas e híbridas e 66 milhões de quilos de uvas viníferas. O crescimento em relação à safra passada foi de quase 16% em volume. Os números foram apresentados na manhã desta quarta-feira (15), pelo diretor técnico do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Leocir Bottega, durante a XVI Jornada da Viticultura, em Ipê, na Serra Gaúcha.

Do total processado, 55% das uvas foram destinadas para a elaboração de sucos e derivados que resultaram em 190,9 milhões de litros. 45% do total colhido foram usados na elaboração de vinhos e derivados, resultando em 251 milhões de litros. A soma é de 441,8 milhões de litros de derivados da uva e do vinho nesta safra.

Para o secretário da Agricultura e Pecuária do RS, Ernani Polo, a safra deste ano é motivo de comemoração e mostra a força do estado na produção de uva e seus derivados. "É importante reconhecermos o trabalho de toda a cadeia produtiva, desde o viticultor, passando pela indústria, enólogos, entidades setoriais e governo. Juntos, caminhamos para fortalecer ainda mais a viticultura gaúcha", acredita.

O presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Moacir Mazzarollo, cita alguns aspectos que contribuíram para o resultado. Segundo o dirigente, que é viticultor no município de Veranópolis, na Serra Gaúcha, neste ano a brotação foi mais uniforme e os cachos eram maiores e mais cheios, fatores decisivos para o maior volume. Mazzarollo pondera que os períodos de chuva alternados com predominância de tempo seco prejudicaram alguns produtores, mas que a perda acabou sendo pequena. "Tínhamos uma expectativa de que superaríamos em até 10% a safra anterior, mas o resultado foi melhor do que o esperado", comemora.

Quanto à qualidade, Mazzarollo afirma que os relatos que tem colhido junto às cooperativas e demais empresas são de uvas com boa sanidade, cor e graduação dentro da média e até superior aos últimos anos. "Acredito que a redução na espera dos produtores para a entrega nas vinícolas foi fundamental para manter a qualidade da matéria-prima", conclui.

Olir Schiavenin, presidente da Comissão Interestadual da Uva, justifica a safra maior em relação ao ano passado em função do aumento de áreas plantadas, com mudas novas e formas mais adequadas de manejo. "A cada ano observamos um cuidado maior com a uva que resulta em maior produtividade e também reflete na qualidade do produto final", diz. Schiavenin acrescenta que os custos de produção obrigam os produtores a aumentar o volume para viabilizar a atividade. "Continuamos com problemas como da mão-de-obra, cada vez mais escassa e cara, da sucessão rural, entre outros pontos que precisam ser analisados e colocados na balança quando comemoramos um safra como esta, que foi boa em volume e qualidade", propõe.

Números por variedades

* Entre as variedades que mais cresceram na safra 2015, destaque para a branca Chardonnay que passou de 5,8 milhões para 7,1 milhões de quilos, um crescimento de mais de 23%. 
* As tintas mais significativas em volume processado - Merlot e Cabernet Sauvignon - apresentaram resultados distintos, com leve crescimento da primeira, de 7,8 milhões para pouco mais 8 milhões de quilos nesta safra. Já a Cabernet Sauvignon teve redução de 1,1 milhão de quilo (menos 13,4% em relação à safra anterior). 
* Entre as variedades americanas e híbridas, a Isabel, que é utilizada para vinho de mesa e suco de uva, apresentou um crescimento de mais de 12%, passando de 228,5 milhões de quilos para 256,4 milhões nesta safra. Já a Bordô, bastante usada nos sucos, apresentou crescimento de quase 22%, passando de 113 milhões para 137,3 mi lhões de uvas processadas. 
* Outro destaque entre as americanas e híbridas, que juntas cresceram mais de 17% em relação à safra passada, está a Niágara Branca, que saltou de 27,9 para 50,3 milhões de quilos neste ano, um crescimento de quase 80%.

Fonte: Assessoria de Imprensa 
IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Startup cria pó de alimentos vencidos para combater fome

O pó está disponível em três sabores diferentes: banana, framboesa e manga
Foto: Exame.com
Uma startup sueca criou uma tecnologia que desidrata frutas vencidas e as transforma em um pó, cujo objetivo é solucionar um terrível paradoxo: enquanto quase um bilhão de pessoas no mundo sofre com a fome, o resto do planeta desperdiça cada vez mais comida.

Segundo a ONU, cerca de 1,76 milhão de toneladas de comida é desperdiçada por ano no mundo, quase 40% de tudo que é produzido, algo que gera um prejuízo de 2,36 trilhões de reais para a economia global.

Segundo o Programa Alimentar Mundial, uma agência ligada às Nações Unidas, 795 milhões de pessoas no planeta não têm comida suficiente para ter uma vida saudável.

A razão mais comum para a larga escala desse desperdício é o consumo desenfreado de alimentos, principalmente nos países mais desenvolvidos.

As pessoas compram ou preparam mais comida do que precisam. Além disso, existe o costume de jogar fora alimentos que ultrapassam a data de vencimento, sem que eles tenham sido consumidos.

Para tentar solucionar esse problema, um grupo de estudantes de pós-graduação na Suécia criou um produto chamado FoPo Food Powder.

A ideia é simples: os alimentos são estragados pelas bactérias, e as bactérias amam água. Ao desidratar a comida, ela irá demorar mais tempo para estragar.

Seco, o alimento é pulverizado e transformado em um pó colorido que aumenta a validade da fruta de duas semanas para dois anos.

As frutas usadas no FoPo são compradas de agricultores e varejistas, normalmente na véspera de sua data de vencimento. Assim, os alimentos podem ser comprados por um valor menor, mas que não irá gerar prejuízo para quem está vendendo.

A startup foi criada por Kent Ngo, engenheiro mecânico, Gerald Marin e Vita Jarolimkova, especialistas em inovação alimentar.

"Não queremos criar um novo produto ou tecnologia, mas criar valor a partir da ineficiência do sistema alimentar", afirmou Marin ao site Mashable.

A ambição da FoPo é alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050, reduzindo 40% do desperdício dos alimentos produzidos no planeta. O pó está disponível em três sabores diferentes: banana, framboesa e manga (o desenvolvimento de uma versão de abacaxi deve terminar nos próximos meses).

O produto final retém entre 30% e 80% do valor nutricional do alimento original e pode ser colocado sobre iogurtes e sorvetes, usado em bolos ou misturado com vitaminas.

A bem sucedida campanha de financiamento da FoPo no Kickstarter superou a meta de arrecadação em quase 50 mil reais e deve começar a entregar os primeiros produtos para os primeiros doadores em agosto.

Os fundos arrecadados serão usados para que a empresa encontre um fabricante confiável para os produtos e teste os alimentos.

Atualmente, a startup participa de um projeto piloto nas Filipinas, onde fazendas locais estão doando mangas e abacaxis para uma primeira carga, que será financiada pelo governo filipino e a Organização das Nações Unidas para Alimento e Agricultura.

Estima-se que cerca de 20% das crianças filipinas tenham problemas de nutrição, agravados pela quantidade de catástrofes que atingem o país todos os anos.

Fonte: Revista Exame

Frente para Agroecologia e Produção Orgânica é instalada na Câmara

Com mais de 200 integrantes, foi lançada nesta terça-feira (14) a Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A iniciativa pretende desenvolver e integrar ações para a promoção e o fortalecimento da agroecologia e a busca da soberania e segurança alimentar e nutricional.

No ato de instalação, o presidente da frente, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), disse que será um espaço para “discutir as políticas públicas e incentivar a agricultura familiar por meio da agroecologia”. “Para isso, é muito importante a participação de todos os setores do governo, da comunidade”, afirmou.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário esteve representado pelo secretário da Agricultura Familiar, Onaur Ruano. Ele ressaltou a importância da criação da Frente: “Estamos trazendo de volta a consolidação do que para todos nós é muito importante, termos uma institucionalidade que possa ser de fato a base que ancora nossas ações e as demandas dos movimentos sociais. É algo que nos permite que, de forma articulada, continuemos a avançar na produção agroecológica e orgânica de alimentos”, destacou.

Prioridades

Durante o I Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica foram definidas sete metas que são consideradas prioritárias pela Frente Parlamentar, entre elas, reafirmar a importância do cumprimento da função social da terra e dos recursos hídricos; defender a liberdade de produzir alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos; e reproduzir, conservar e estimular todas as formas de diversidades de sementes e mudas.

Ações do MDA

O ministério já desenvolve políticas de incentivo a essas formas de produção como a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo) - instituída em 2012 e o Plano Nacional da Agroecologia (Planapo), que tem o objetivo de articular e implementar programas e ações de incentivo a produção agroecológica, a produção orgânica e de base agroecológica.

Há também a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), órgão de composição paritária entre governo e sociedade civil organizada, voltado ao diálogo, participação e controle social do Planapo; a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo), no âmbito governamental, com a responsabilidade de elaborar e executar o Planapo, articulando os diferentes órgãos e entidades do Poder Executivo Federal.


Fonte:Ascom/MDA
por Tássia Navarro