quarta-feira, 13 de julho de 2016

Recadastro vitícola deve ser realizado até outubro


Viticultores do RS devem informar os dados da produção via internet ou em entidades como sindicatos e Emater, no prazo estipulado, ou poderão ser autuados



Os viticultores do Rio Grande do Sul têm até o mês de outubro para fazer o recadastramento vitícola. Realizado anualmente, o preenchimento dos dados do Cadastro Vitícola é obrigatório para todos os produtores de uva gaúchos. A atualização dos dados pode ser feita via internet, solicitando uma senha por e-mail para cnpuv.cadastroviticola@embrapa.br, ou em entidades parceiras, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicatos Patronais, Emater, entre outras. Para o recadastro, assim como nos anos anteriores, são necessários os seguintes dados: CPF, inscrição estadual de todos os compradores de uva da propriedade e o formulário dos parreirais, que foi repassado ao produtor em 2015, para ser preenchido durante a colheita, com as informações de produção de uva de cada vinhedo.

"Nenhuma empresa produtora de vinhos e derivados da uva do Rio Grande do Sul poderá comprar matéria-prima de produtores que não declararam a safra do ano anterior da colheita. Assim, para vender a produção em 2017, o viticultor deverá ter prestado as informações da safra de 2016", reforça Loiva Maria Ribeiro de Mello, coordenadora do Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul e pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho. Ela aponta que, apesar dessa obrigatoriedade, cerca de 1.600 produtores não se recadastraram em 2015, o equivalente a mais de 10% das propriedades vitícolas do estado. "Nesse universo há produtores que deixaram de produzir mas também há produtores que venderam uvas para processamento na safra de 2016. Tanto os viticultores quanto as empresas compradoras poderão ser autuados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou Secretaria da Agricultura Pecuária e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul", alerta Loiva.

Aos viticultores que pararam de produzir uva, Loiva recomenda que desativem o cadastro comparecendo aos locais de recadastramento ou solicitando a baixa por e-mail (cnpuv.cadastroviticola@embrapa.br). "O cadastro vitícola é importante para a fiscalização, políticas públicas e desenvolvimento da vitivinicultura. Seu benefício cresce à medida em que todos os viticultores prestarem as informações corretas", acredita.

Após prestar as informações, o produtor receberá o comprovante do recadastramento, útil para diversas finalidades, e um formulário com detalhamento dos parreirais, para ser preenchido pelo próprio viticultor na próxima colheita. Para mais detalhes, o usuário pode acessar o manual do cadastro vitícola e o manual de utilização de polígonos, disponíveis em http://cadastro.cnpuv.embrapa.br ou ligar para (54) 3455-8076.

O Cadastro Vitícola, coordenado pela Embrapa Uva e Vinho, é um instrumento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que envolve a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), entidades de classe, Emater e produtores de uva.

Fonte: Embrapa Uva e Vinho

terça-feira, 12 de julho de 2016

Setor agropecuário exportou US$ 45 bilhões no primeiro semestre, alta de 4%

As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 45 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2015. É o terceiro melhor resultado da série histórica, que começou em 1997. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Outro destaque no levantamento da SRI é que o setor foi responsável por quase metade (49,9%) de todas as vendas externas brasileiras no período. Além disso, as exportações ultrapassaram as importações em US$ 38,91 bilhões, ou seja, houve superávit na balança comercial. “O agronegócio brasileiro demonstra mais uma vez a sua contribuição para a economia nacional”, diz o secretário da SRI, Odilson Silva.

O complexo soja continua liderando as exportações da temporada com US$ 17,23 bilhões, seguido de carnes (US$ 6,98 bilhões), produtos florestais (US$ 5 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 4,46 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 2,4 bilhões).
Os cinco principais setores somaram US$ 36 bilhões nas vendas externas. Este valor representa 80% do total exportado pelo agronegócio no primeiro semestre deste ano.

A China se manteve como principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, alcançando US$ 13,56 bilhões no primeiro semestre de 2016. Outros países que contribuíram para o crescimento das exportações no período foram Japão, Coreia do Sul, Paquistão, Irã e Índia.

Resultado de junho

As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,31 bilhões no mês passado. Este valor representou uma queda de 8,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os cinco principais setores foram complexo soja (44,1% de participação); carnes (15,7%); complexo sucroalcooleiro (12,3%); produtos florestais (10,2%); e café (4,3%), que somaram US$ 7,20 bilhões,

A Ásia respondeu por 50,2% do valor total exportado pelo Brasil em junho de 2016 (US$ 4,18 bilhões.) A China foi responsável por um terço das vendas totais do agronegócio brasileiro no mês.

A SRI também divulgou resultado do acumulado dos últimos 12 meses (julho de 2015 a junho de 2016).

Veja aqui e aqui os dados completos.

FAPESP e Fundecitrus debatem resultados de pesquisas na citricultura

A trajetória das pesquisas que levaram à ampliação do conhecimento sobre a Clorose Variegada dos Citros (CVC), conhecida como praga do amarelinho, e seu efetivo controle nas plantações de laranjas do Estado de São Paulo serão tema de um encontro promovido pela FAPESP em parceira com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) na quarta-feira, 13/07, na sede da Fundação, em São Paulo.

No evento, pesquisadores vão debater o papel das pesquisas no controle biológico da praga nos laranjais, desde o projeto Genoma FAPESP, que decodificou a Xylella fastidiosa, bactéria causadora da CVC, até a aplicação do conhecimento produzido nessas e em outras pesquisas, que resultou no controle da doença.

Os resultados do projeto Genoma FAPESP, concluído em 2000 com a participação de aproximadamente 200 pesquisadores de diferentes universidades e centros de pesquisa, estarão na pauta do encontro, assim como a sequência de pesquisas realizadas nos últimos 15 anos, em instituições públicas e privadas, algumas em parceria com outros países, também farão parte das apresentações.

Durante o evento serão divulgados números atualizados da incidência da CVC em São Paulo – responsável no passado por afetar quase a metade dos pomares e colocar em risco a produção da citricultura paulista, uma das mais importantes do agronegócio brasileiro – obtidos a partir das pesquisas relacionados ao controle da doença, bem como suas implicações econômicas sobre a produção nos últimos anos.

Os participantes vão traçar ainda um panorama dos mecanismos de financiamento de pesquisas relacionadas a diferentes temas na citricultura, dos conhecimentos obtidos por essas pesquisas e sua aplicação no campo, que levaram a uma radical mudança nas técnicas de produção de mudas, por meio da difusão de tecnologia adequada, além de influenciar a legislação reguladora do setor.

Seu alcance em políticas públicas, sobre o controle dos vetores e o tratamento de doenças nas plantas, bem como sua abrangência ao padrão de produtividade dos laranjais também serão discutidos, assim como o intercâmbio de informações entre diferentes grupos de pesquisa, incluindo o acesso ao conhecimento produzido.

A abertura do evento será feita por José Goldemberg, presidente da FAPESP, e Lourival Monaco, presidente do Fundecitrus. A programação completa pode ser vista em www.fapesp.br/10338. Para se inscrever no evento, gratuito, basta acessar o endereço www.fapesp.br/eventos/citrus/inscricao.

O impacto da pesquisa apoiada pela FAPESP e Fundecitrus no controle da Clorose Variegada dos Citros na citricultura paulista

Data e horário: 13 de julho, das 10h00 às 12h00

Local: FAPESP - Rua Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - São Paulo

Inscrições para o evento: www.fapesp.br/eventos/citrus/inscricao

Programação: www.fapesp.br/10338

MG: Aumentou a participação do agronegócio nas exportações

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,49 bilhões no primeiro semestre de 2016, resultando em uma queda de 4,8% no período. Em volume, foi verificada alta de 28,9%, com o embarque de 4,79 milhões de toneladas de produto oriundo da atividade agropecuária.

Apesar da redução no faturamento, a participação do agronegócio nas exportações totais do Estado cresceu, passando de uma representatividade de 33,3%, no primeiro semestre de 2015, para 34,8%. O setor também é responsável por 48,76% do saldo da balança comercial de Minas. Os dados são da Seapa (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Entre janeiro e junho, as importações do setor agropecuário cresceram 2,14% em faturamento e 14,29% em volume, que ficaram em US$ 234,4 milhões e 196,4 mil toneladas, respectivamente. Com o resultado, a balança comercial do agronegócio de Minas Gerais gerou um superávit de US$ 3,2 bilhões, valor 5,24% inferior ao obtido em igual período do ano anterior. O saldo em volume foi de 4,57 milhões de toneladas, alta de 26,63%.

O superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, destaca que o saldo gerado pelo agronegócio é significativo para o Estado, respondendo por 48,76% do superávit total, que ficou em US$ 6,67 bilhões.

“O que podemos destacar de positivo é o aumento da participação dos produtos do agronegócio na pauta exportadora do Estado, que atingiu 34,8% das exportações totais. Outro fator é que estamos com um saldo positivo na balança do setor de US$ 3,2 bilhões. Se olharmos o saldo total das exportações de Minas, metade do valor é proveniente do agronegócio. Isto mostrando a importância do setor no atual momento econômico”.

De acordo com o levantamento da Seapa, as exportações de café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio, recuaram expressivos 19% no faturamento, encerrando o primeiro semestre com US$ 1,5 bilhão, ante o valor de US$ 1,86 bilhão.

A retração no faturamento ocorreu devido ao menor preço pago pela tonelada do grão. Enquanto o preço médio praticado ao longo dos primeiros seis meses de 2015 foi de US$ 3,32 mil, neste ano, o valor recuou para US$ 2,49, valor 25% menor. Em volume, as exportações de café cresceram 6,9%, com a destinação de 604 mil toneladas do produto ao mercado internacional.

Segundo Albanez, com a queda no faturamento, a participação do café na pauta exportadora do agronegócio ficou abaixo de 50%. Entre janeiro e junho o produto foi responsável por 43,2% dos embarques do setor.

“Observamos a redução da participação do café ao longo do primeiro semestre. Em contrapartida, houve crescimento do complexo soja”, disse Albanez.

As exportações do complexo soja responderam por 20,1% dos embarques totais do agronegócio mineiro. Antes a representatividade ficava em torno de 15%. O faturamento, US$ 703 milhões, cresceu 22,6%. O volume destinado ao mercado internacional foi ampliado em 36,2%, somando 1,9 milhão de toneladas comercializadas.

“A valorização do dólar fez com que os embarques ficassem mais atraentes. Além disso, houve queda na produção americana e argentina de soja, fazendo com que a China entrasse no mercado, abrindo oportunidade de ampliação das exportações de Minas Gerais”, comentou o representante da Seapa.

Somente a soja em grão movimentou US$ 663 milhões com a exportação de 1,85 milhão de toneladas, variação positiva de 29,2% e 41%, respectivamente.

Carnes

As exportações do grupo das carnes cresceram 6,7% em valor e 16,1% em volume, movimentando US$ 407,9 milhões com a exportação de 192,5 mil toneladas.

O volume de carne bovina exportada aumentou 18,6% sendo destinadas ao mercado internacional 52,6 mil toneladas. O faturamento ficou em US$ 198,8, alta de 11,5%.

O desempenho da carne suína também foi positivo. Foram exportadas 11 mil toneladas do produto, o que gerou receita de US$ 18,8 milhões, alta de 73,5% e 36,2%, respectivamente.

Destaque também para as negociações de carne de peru. Os dados mostram um avanço de 4,3% em faturamento, US$ 22,6 milhões, e de 1,3% em volume, 9 mil toneladas.

Já o faturamento dos embarques de carne de frango recuaram 0,9% com a movimentação de US$ 158,3 milhões. Ao todo foram 115,8 mil toneladas de carne de frango exportada, variação positiva de 12,7%.

Preço das hortaliças caiu 9,1% e, das frutas, 12,4%

O preço médio das hortaliças (legumes e verduras) caiu 9,1% em junho no comparativo com maio, no atacado do entreposto de Contagem da CeasaMinas. Já a redução do preço das frutas foi de 12,4%. Os preços menores foram influenciados, em geral, pela queda na demanda de alguns produtos, em razão de temperaturas mais baixas. Na trajetória inversa, o preço de ovos ficou 13,2% maior, como resultado, entre outros fatores, do consumo mais elevado.

Os produtos que mais contribuíram para a redução do preço médio do grupo das hortaliças foram a cebola, com queda de 40,8%; cenoura (-34,9%); moranga (-22,6%); couve-flor (-22%) e repolho (-4,6%). A queda expressiva do preço da cebola foi influencia pela menor participação da variedade importada, principalmente da Argentina, o que foi acompanhado pelo aumento da oferta nacional.

Entre as hortaliças com altas de preços, estão a abobrinha italiana (36,8%); pepino (10,6%); milho verde (8,2%); berinjela (7,1%) e chuchu (3,1%). Os aumentos, de forma geral, estão ligados ao desenvolvimento mais lento desses produtos na lavoura, por causa das temperaturas mais baixas, o que acabou reduzindo a oferta no entreposto. A maior procura de compradores de estados como São Paulo e os da Região Sul do País também acabou pressionando o preço dessas hortaliças.

Frutas

Entre as frutas, os produtos que mais contribuíram para a redução geral do grupo foram os mamões formosa, que ficou 43,2% mais barato, e o havaí (-42,7%). Também caíram de preço a banana prata (-28,8%); a tangerina ponkan (-16,3%); o melão (-15,3%); e a melancia (-3,8%).

Das frutas que apresentam altas de preços, os destaques foram o abacate (24,8%); banana nanica (22,6%); goiaba (14,1%) e maçã (6,2%).

O consumidor pode ficar atento à situação da banana nanica, pois, apesar de a fruta ter ficado com o preço maior que em maio, sendo cotada a R$ 1,14/kg no atacado, ainda é uma boa alternativa à variedade prata (R$ 1,66/kg).

Também servem como dicas de consumo com bons preços para o consumidor em julho as verduras em geral, além de beterraba, mandioca, tomate, abacaxi, laranja e limão tahiti. 

Receita do setor de milho cresceu 1.141%

O milho foi outro produto que manteve o desempenho favorável no semestre.O cereal acumula alta de 1.141% em faturamento, US$ 21,48 milhões, e de 1.242% em volume, com a exportação de 120,21 mil toneladas.

Segundo Albanez, com a quebra de safra e os preços atraentes no mercado interno, as exportações de milho perderam ritmo em maio e junho, o que favorece os produtores de proteína animal que dependem do cereal para manter a produção e estavam trabalhando a custos muito elevados em função da escassez do cereal.

“O milho apresentou um crescimento expressivo de volume até abril, mas em maio e junho as exportações ocorreram de forma pouco significativa em Minas Gerais. O interessante é que o País também não exportou em maio e junho. Isto devido aos preços no mercado interno, que estão mais atrativos, e à demanda aquecida”.

De acordo com os dados do Mdic (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), em junho, Minas Gerais não exportou milho. O último mês que registrou negócios com o mercado internacional foi maio, quando foram embarcados 120 quilos do produto. Em abril foram feitas as últimas exportações de volumes significativos. No mês foram movimentados US$ 1,4 milhão, com o embarque de 4,23 mil toneladas do cereal.

Exportações do agronegócio atingem 75% do total comercializado pelo RS

O mês de junho fechou como sendo o de maior participação do agronegócio nas exportações gaúchas. O US$ 1,353 bilhão proveniente do setor representa 75% do total comercializado pelo Rio Grande do Sul. No total foram exportadas 2,550 milhões de toneladas, com um saldo na Balança Comercial de US$ 1,280 bilhão. As informações estão no Relatório do Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, há um incremento de 10,8% no valor exportado. Este é o segundo mês consecutivo com registro de resultado positivo na relação entre 2015 e 2016. Os principais responsáveis pelo crescimento foram os grupos Complexo Soja, com aumento de 9,4% no valor e 6,5% no volume exportado e Produtos Florestais, com aumento de 199% no valor e 277% no volume exportado.

O bom momento das exportações do agronegócio gaúcho pode ser conferido no crescimento de 1,65% no valor comercializado na comparação entre maio e junho de 2016. Ele vem na sequência de um aumento de 46,6% na relação entre abril e maio. O resultado positivo no final do primeiro semestre ajudou a amenizar a queda nas vendas, que fecharam os seis primeiros meses do ano em -2,2%, em relação ao mesmo período de 2015. No mês de abril essa diferença era de -14,8%

A China mantém a posição de grande comprador do agronegócio gaúcho, com 36,2% do total comercializado. A soja é o principal produto exportado para o país asiático. Na sequência vem os Estados Unidos, com 4,9%, e a Coréia do Sul, com 3,4%. Nas importações a Argentina é o principal fornecedor, com 36%, seguido pelo Uruguai, com 25%. O Chile, com 8,2% de participação, ultrapassou o Paraguai e é o terceiro maior vendedor para o estado.


Comunicado aborda polinização de macieiras no Rio Grande do Sul

A pesquisadora da Fepagro Sidia Witter é um das autoras do Comunicado Técnico Visitantes florais e potenciais polinizadores da cultura de macieira, editado pela Embrapa Uva e Vinho. A publicação apresenta parte dos resultados do projeto “O status dos serviços de polinização nos pomares de maçã do Rio Grande do Sul”, além de dados sobre Santa Catarina, coordenado por pesquisadores da PUCRS e Embrapa Uva e Vinho, com parceria da Fepagro Vale do Taquari e da Epagri.

Segundo Sidia, as macieiras não conseguem fazer autopolinização, mesmo que as flores sejam hermafroditas, porque não há formação de frutos e sementes quando o pólen é proveniente do mesmo indivíduo, o que é chamado de autoincompatibilidade. Por essa razão, a polinização deve ser cruzada e é realizada por insetos, especialmente abelhas. “Poucas informações estão disponíveis sobre a diversidade de visitantes florais em pomares de macieira do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”, conta a pesquisadora.

O Comunicado Técnico tenta preencher essa lacuna, listando as principais espécies encontradas em pomares de macieira nos municípios de Antônio Prado, Caxias do Sul e Farroupilha, no Rio Grande do Sul, e de São Joaquim, em Santa Catarina. A publicação também indica potenciais polinizadores dessa cultura, propondo recomendações de manejo dos pomares para promover a permanência de insetos polinizadores nas áreas de plantio, a fim de aumentar a produção.

Texto: Elaine Pinto
Foto: Patrícia Nunes-Silva


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Frio anima os produtores de trigo, uva, maçã e pêssego no RS

No Rio Grande do Sul, as baixas temperaturas são essenciais para a boa produção de algumas culturas.



No Rio Grande do Sul as temperaturas despencaram. O agricultor Ajadir Machiavelli aumentou a área de trigo nesse ano. A aposta nos 1.500 hectares cultivados em Cruz Alta é de uma lavoura mais saudável e com melhores índices de produtividade. "O trigo é uma planta que exige mais do clima do que do próprio produtor, do manejo”, diz.

Esse frio intenso provoca o perfilhamento das plantas. Perfilhos são ramos laterais que nascem e quem vão gerar novas espigas, dando chance de que a produtividade aumente.

A expectativa de produção é 21% maior que no ano passado. Esse clima também é bom para quem aposta na produção de frutas no estado.

Nos pessegueiros em Pelotas, no sul do estado, o momento é de poda. Apenas quatro municípios concentram quase 30% da produção nacional da fruta. O frio intenso das últimas semanas tem favorecido as plantas. “Ao que tudo indica nosso inverno vai ser mais rigoroso. Para o pessegueiro, sem dúvida, é melhor”, diz Alex Mayer, agrônomo da Embrapa.

Bom também para as macieiras na Serra Gaúcha, uma planta bem exigente quando o assunto é frio. “Esse frio faz com que a planta acumule as horas necessárias, para que lá na primavera ela tenha um bom desenvolvimento, uma boa brotação, para ter uma boa condição de produzir bons frutos na nossa próxima safra”, comenta Fabiano Varela, técnico agrícola da Emater/RS.

Mas a maior aposta mesmo é quanto a produção de uva. Os parreirais estão praticamente sem folhas. Devem seguir assim pelo menos até o início da primavera. Nesta época o frio é essencial. Contribui e muito para este período de dormência e também ajuda na eliminação de fungos e insetos nos pomares.

Segundo o instituto de meteorologia ClimaTempo, os agricultores dessas culturas que precisam do frio, vão ter este ano um inverno em condições de normalidade, ou seja: com frio regular.

Fonte: Globo Rural

Poda de videiras em pauta na Fepagro de Caxias do Sul

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) Serra do Nordeste, em Caxias do Sul, promoveu atividades teóricas e práticas de poda de videiras durante dois Dias de Campo no final de junho. Foram apresentados os princípios que regem a poda das principais variedades de uvas, e foi realizada uma atividade prática para possibilitar a vivência da técnica. Participaram alunos da Faculdade de Agronomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e do curso Técnico em Agropecuária da Escola Família Agrícola da Serra Gaúcha (Efa-Serra).

Os eventos foram ministrados pelos pesquisadores da Fepagro Serra do Nordeste, Daiane Silva Lattuada e Celso José da Costa (enólogo); e pelo técnico agrícola Cleidson da Silva.

Segundo Daiane, a poda das videiras é uma atividade obrigatória no cultivo comercial de uvas e requer conhecimento teórico e prático para a melhor execução. “Embora o princípio seja o mesmo, cada planta, no momento da poda, apresenta-se de forma diferente, necessitando de reflexão e prática para a melhor execução da técnica”, explicou.

Durante os Dias de Campo, foram abordados os princípios e conceitos que regem essa atividade. Houve demonstração dos tipos de condução e de poda adotados por viticultores na região. Após, os alunos foram conduzidos até os parreirais do Centro de Pesquisa, onde puderam praticar a poda nas videiras cultivadas na Fepagro. “Os Dias de Campo propiciaram momentos de interação entre os alunos das duas instituições e a equipe da Fepagro, além da divulgação das atividades do Centro de Pesquisa. Os alunos que participaram tiveram uma experiência prática de método de poda, enriquecendo os conhecimentos adquiridos nos respectivos cursos”, concluiu Daiane.

Citros/Cepea: Demanda industrial impulsiona valor da pera no mercado de mesa

Apesar de julho ser usualmente o mês com o menor preço do ano para a laranja pera de mesa, devido ao pico de safra e ao típico enfraquecimento da demanda por conta do frio, em 2016, os valores da fruta devem se manter elevados. Segundo pesquisadores do Cepea, a forte demanda industrial pela variedade tem diminuído a disponibilidade da pera no mercado interno, mesmo com a intensificação da colheita no estado de São Paulo.

No entanto, ainda que o mercado esteja aquecido, os valores da fruta apresentaram ligeira queda nesta semana (segunda a quinta-feira), com a variedade comercializada a R$ 19,52/cx de 40,8 kg, na árvore, valor 1,3% menor o da semana anterior. Já os preços da lima ácida tahiti, que tiveram forte recuo de 49,2% de maio a junho, retomaram o fôlego nos últimos dias. Pesquisadores do Cepea comentam que a interrupção da colheita na semana passada controlou a oferta e impulsionou os valores da fruta. A média de comercialização da tahiti, na parcial desta semana, foi de R$ 34,31/cx de 27 kg, colhida, expressivo aumento de 19,2% frente à anterior. Para grande parte dos agentes consultados, os preços devem se manter em alta em julho, devido à baixa oferta da variedade.

Fonte: Cepea/Esalq

Agropecuários no atacado pressionam e IGP-DI acelera alta a 1,63% em junho, diz FGV

A alta dos preços dos produtos agropecuários no atacado acelerou com força e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,63 por cento em junho, contra avanço de 1,13 por cento em maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. Ainda assim, o resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas, de alta de 1,70 por cento na mediana das projeções.

A FGV informou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) registrou alta de 2,10 por em junho, após avançar 1,49 por cento em maio. O índice responde por 60 por cento do IGP-DI. No IPA, os preços dos produtos agropecuários subiram 5,58 por cento, contra alta de 3,31 por cento no mês anterior. Somente o feijão teve alta de 58,72 por cento em junho, depois de subir 7,34 por cento em maio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), por sua vez, subiu apenas 0,26 por cento, depois de ter avançado 0,64 por cento no mês anterior. O IPC-DI mede a evolução dos preços às famílias com renda entre um e 33 salários mínimos mensais e corresponde a 30 por cento do IGP-DI. O destaque no IPC ficou, segundo a FGV, para o grupo Alimentação, cuja alta desacelerou a 0,07 por cento de 0,77 por cento, com destaque para o item frutas. Ainda assim, também no varejo, o feijão subiu muito, com o tipo carioca registrando alta de 38,62 por cento, após subir 8,38 por cento no mês anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) também registrou maior pressão em junho ao avançar 1,93 por cento, depois de registrar alta de 0,08 por cento em maio. O índice representa 10 por cento do IGP-DI. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

Fonte: Reuters