quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Guatambu Estância do Vinho encerra 2015 com aumento de 175% no faturamento

Crescimento nas vendas está ligado ao salto de qualidade dos espumantes e às premiações recebidas pelos rótulos nos últimos dois anos


A Guatambu Estância do Vinho encerra 2015 comemorando o aumento de 175% no faturamento, em relação às vendas de 2014. Um dos grandes motivos, segundo o diretor e sócio proprietário da vinícola, Valter José Pötter, está diretamente ligado ao salto de qualidade da linha de espumantes, através das excepcionais safras das uvas brancas do triênio 2013/2014/2015. “A qualidade reflete nos expressivos prêmios que recebemos e no aumento das vendas”, declara.

Além disso, o constante crescimento na região sul e a significativa abertura no mercado das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também reforçam o excelente momento. “Em São Paulo fechamos no primeiro semestre deste ano uma parceria com a adega itinerante Los Mendozitos, somos os únicos brasileiros na carta de vinhos deles”, conta. No Rio de Janeiro, o cenário é otimista: foram 25 novos pontos de venda na cidade, entre bares, bistrôs e restaurantes.

Pötter ressalta que a alta do dólar no último trimestre também despertou o interesse do público consumidor em rótulos nacionais: “Até 2014, tínhamos apenas um ponto de venda em Santana do Livramento, cidade conhecida pelos Free Shops. Em 2015 fechamos 20 novos locais que comercializam nossos vinhos”.

A vinícola boutique localizada em Dom Pedrito, RS, na Campanha Gaúcha, existe há doze anos e seus vinhedos estão localizados na latitude 30º58’ sul – a mesma de países como Argentina, Chile, África do Sul e Austrália, referências na produção de vinhos. Desde 2012 sua produção ocorre totalmente nas instalações do empreendimento, inaugurado para visitação em 2013: uma construção que engloba toda a área de produção, auditório, salão com parrilla para eventos e loja. Desde a abertura para o público até novembro de 2015, o local recebeu mais de 15.000 visitantes de diversas cidades do RS, além de muitos turistas uruguaios, que prestigiam a programação que conta com almoços harmonizados e cursos de degustação. Somente este ano, a vinícola recebeu mais de 10 prêmios em eventos e concursos.

O ano foi marcado pelo lançamento de novos produtos, como o vinho Épico, disponibilizado no mercado durante a ExpoVinis 2015 e vencedor Grande Prova Vinhos do Brasil 2014/2015 na categoria Tinto Corte. Expoente de mais alta gama da vinícola, o Épico foi elaborado com pequenas reservas de vinhos de quatro diferentes safras (2011, 2012, 2013, e 2014) das melhores parcelas dos vinhedos de Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Tempranillo, sendo que todos passaram por carvalho francês e americano.

Na mesma ocasião também foram lançados o primeiro varietal Pinot Noir da Guatambu, safra 2014, dentro da linha Rastros do Pampa, da qual também faz parte o Rastros do Pampa Tannat, ganhador na categoria Melhor Tinto Nacional do Top Ten da ExpoVinis 2014, e o branco Luar do Pampa Gewürztraminer 2015. 

Mais recente produto disponível no mercado, o Espumante Angus Extra-Brut, é uma parceria com Associação Brasileira de Criadores da Raça Angus. Elaborado com uvas Chardonnay, colhidas manualmente, é produzido pelo processo champanoise, revela aromas finos de frutas de polpa branca, como ameixa branca e pera dando lugar, em segundo plano, a notas delicadas de pão tostado e leveduras. Este é o segundo rótulo produzido pela vinícola para a Associação, que em 2014 lançou o Vinho Angus Tannat.

Perspectivas 2016
Em março de 2016 está marcada a inauguração do Parque Solar da vinícola, com 600 painéis foto-voltaicos, que servirão para suprir 100% da demanda energética da produção e também servirão como cobertura no estacionamento de carros, na entrada da propriedade. É um investimento de R$ 1,3 milhões, com previsão de retorno em oito anos. Atualmente, 18 painéis serviram de piloto por dois anos, no fornecimento de parte da energia para as instalações. Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a economia na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada. “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira e de energia”, afirma Pötter. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”, afirma.

A previsão de aumento das vendas, em comparação a 2015, é de 50%, com também aumento de público visitante em 100%, tendo como estimativa um público de 12000 pessoas que visitarão o empreendimento, com ticket médio de R$ 100,00.

Novos produtos
Uma nova linha de vinhos tranquilos entrará na lista de rótulos oferecidos, com o lançamento da linha Lendas, de alta gama, como o vinho Épico. Segundo a enóloga e sócia-proprietária da Guatambu, Gabriela Hermann Pötter, são vinhos varietais como Cabernet Sauvignon, Tannat e Tempranillo: “são bebidas que terão mais tempo de amadurecimento em barricas e maior potencial de guarda”. O nome Lendas remete à cultura da região do Pampa Gaúcho e a diversas lendas do folclore local, como o “Baile dos Anastácios” e “Negrinho do Pastoreio”.

Um espumante também está previsto para 2016: será o primeiro espumante negro da Guatambu, elaborado com uvas Merlot pelo método champenoise, onde a casca das uvas tintas são maceradas junto com o bagaço, dando cor à bebida. “É um estilo ainda pouco comum no Brasil, mas fácil de encontrar na Europa, Argentina e Chile”, afirma Gabriela.

Agronegócio brasileiro vai à COP-21 em busca de reconhecimento à sua produção sustentável e investidores globais


A Sociedade Rural Brasileira (SRB) realiza na próxima segunda-feira, no dia 07 de Dezembro, em Paris, um debate sobre uso sustentável das terras no Brasil. O Sustainable Land Use in Brazil ocorre paralelamente à 21ª reunião da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP21), iniciada na última segunda-feira na capital francesa. O encontro tem apoio da Apex, da Embaixada Brasileira na França, do banco Credite Agricole, da consultoria francesa de negócios Business France, além das entidades brasileiras Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar) e (CPI) Climate Policy Initiative.

Além de debater o uso da terra, o evento deve criar um ambiente que leve o Brasil a ser reconhecido pela comunidade internacional como um dos países mais sustentáveis do mundo para atrair investimentos, conciliando ainda mais a produção agrícola e a preservação ambiental.

Para o presidente da SRB, Gustavo Diniz Junqueira, o Brasil vem desenvolvendo mecanismos de valorização da produção em consonância com a floresta preservada, de modo a criar as diretrizes de uma economia competitiva e fundamentada em baixa emissão de carbono. Nesse contexto, avalia o dirigente, um dos grandes desafios do País é buscar o reconhecimento da comunidade internacional sobre a capacidade da produção sustentável do agro brasileiro e, portanto, atrair o capital dos investidores globais para apoiar a intensificação de áreas degradadas. "Para colocar as ações em prática, os países precisam reconhecer que o avanço nas discussões sobre as metas climáticas e o uso sustentável da terra não pode ser dissociado das negociações comerciais", avalia o executivo.

Junqueira está confirmado para o debate ao lado de representantes de importantes organizações. A dirigente da Unica, Elizabeth Farina, vai tratar sobre como a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis ??de energia pode combater as alterações climáticas: "A produção da cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, com benefícios sociais, econômicos e ambientais", aponta. Rachel Biderman, do World Resources Institute (WRI), falará sobre as oportunidades para promover a restauração florestal no Brasil, enquanto Marcello Britto, da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), discutirá os princípios e as práticas da agricultura de baixo carbono.

O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) vai ao evento para desconstruir a imagem da pecuária como vilã das mudanças climáticas: "Vamos discutir o papel da atividade no alcance das metas estabelecidas pela Convenção de Mudanças Climáticas, além de divulgar o nosso trabalho em prol de uma atividade mais sustentável", disse o vice-presidente Francisco Beduschi. Quem também estará presente é Thomas Heller, fundador do Climate Policy Initiative (CPI). Para Heller, o Brasil possui grande potencial inexplorado para melhorar a produtividade: "Há regiões de excelência, especialmente em certas culturas, mas parcela substantiva da área do País ainda é explorada com pouca produtividade, especialmente na pecuária", observa o executivo.

As discussões serão mediadas por Roberto Waack, presidente do conselho da Amata e coordenador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento multissetorial, pioneiro no Brasil, que visa a concretização de uma nova economia de baixo carbono.

Agropecuária terá PIB positivo em 2015, prevê secretário de Política Agrícola do Mapa


A agropecuária apresentará Produto Interno Bruto (PIB) crescente em 2015, comprovando que o setor continua investindo em aumento de produção e produtividade, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), André Nassar. Nesta quarta-feira (2), ele divulgou nota técnica analisando o resultado do PIB agropecuário do 3º trimestre deste ano, que teve queda de -2% em relação a igual período de 2014. Os números foram anunciados nessa terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Nassar, a variação anual (quatro trimestres) do PIB da agropecuária é sempre positiva, ou seja, o setor tem crescido com consistência. “Além disso, a variação em 2015 está em patamares semelhantes a 2014, demonstrando que o setor agropecuário manteve em 2015 seu ritmo de investimento em comparação com 2014.” Abaixo, a íntegra da nota técnica do secretário de Política Agrícola:

PIB agropecuário do 3º trimestre de 2015

O IBGE divulgou em 01 de dezembro de 2015 os resultados do PIB do 3º trimestre de 2015.

Os principais resultados são os seguintes:


O PIB agropecuário apresentou queda de -2% no 3º trimestre de 2015 em relação ao 3º trimestre de 2014. Essa queda ocorreu por conta de menores produções em lavouras colhidas no terceiro trimestre, sobretudo café, cana-de-açúcar e trigo.

Na taxa acumulada em 4 trimestres a agropecuária apresentou crescimento de 2,1%. O mesmo resultado foi observado na taxa acumulada nos 3 trimestres de 2015 (2,1%). Já o PIB total caiu em ambos os casos. Os dados do terceiro trimestre são bom indicativo do que deverá ocorrer no ano de 2015. Ou seja, o PIB agropecuário em 2015 deverá crescer ao redor de 2%.

A mensagem positiva está no fato de que a agropecuária apresentará PIB crescente em 2015, comprovando que o setor continua investindo em aumento de produção e produtividade. O gráfico 1 mostra que a variação anual (4 trimestres) do PIB da agropecuária é sempre positiva, ou seja, o setor tem crescido com consistência. Além disso, a variação em 2015 está em patamares semelhantes a 2014 demonstrando que o setor agropecuário manteve em 2015 seu ritmo de investimento em comparação com 2014. Os dados de 2014 e 2015 mostram que o setor tem conseguido crescer a uma taxa ao redor de 2% ao ano sem interrupção nos últimos 6 trimestres.

O gráfico2 traz o PIB agropecuário trimestral em valores correntes de 2013 a 2015. Em 2015 o comportamento do PIB agropecuário segue a tendência normal de queda ao longo do ano por conta da entressafra do segundo semestre.

A amora-preta ocupa espaço no mercado da indústria e de mesa ao valorizar o seu potencial



Foto: Paulo Lanzetta
Embrapa lança, no dia 8, a nova variedade BRS Xingu, com período tardio de colheita e mais produtiva. O evento marca uma jornada técnica para discussão de melhorias na cultura. 

A moda agora é você preparar para eventos especiais os bolos pelados, os "naked cakes", que na sua maioria utilizam frutas. Neste caso, algumas frutas pouco usadas, ou comercialmente mais caras, e que carregam a delicadeza e o potencial nutricional recomendados por especialistas da área da saúde como o caso das frutas vermelhas. Entre elas, encontramos a amora-preta.

A amora-preta, embora considerada uma fruta pouco cultivada e usada na nossa região, está presente em algumas pequenas propriedades. " A cultura da amoreira-preta é destinada aos agricultores familiares, pois é possível agregação de valor ao produto, aproveitamento da terra e se pode contar com a família no manejo, poi precisa de bastante mão de obra", orienta a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado, Pelotas/RS, que trabalhou junto ao lançamento de seis variedades e que vem há muitos anos se dedicando a novas pesquisas. Através do melhoramento genético da fruta, os estudos possibilitam lançar ao mercado variedades com características desejáveis para mesa e para indústria.

Por este longo trabalho, a Embrapa é a responsável no país por desenvolver cultivares de amoreira-preta para a produção comercial. Os estudos de pesquisa em torno da cultura, se iniciaram em 1973, e de lá prá cá, foram lançadas seis cultivares: Ébano, Negrita, Kaigangue, Guarani, Xavante e Tupy, sendo esta última, a mais cultivada no mundo. 

Antes do término do ano de 2015, a Empresa lança o mais novo produto em fruticultura: a BRS Xingu. Uma variedade de amoreira-preta que vem atender desejos do agricultor e do consumidor como um período mais tardio de colheita - cerca de 15 dias a mais que a variedade Tupy - e sabor mais doce. O lançamento vai ocorrer no dia 8 de dezembro, às 9 horas, nas dependências da sede da unidade de pesquisas, em Pelotas.

A amoreira-preta BRS Xingu

Originária de cruzamento realizado em 2003 entre a cultivar Tupy e a cultivar americana ‘Arapaho', a cultivar BRS Xingu é bastante semelhante ao seu parental materno, se distinguindo pela maturação um pouco mais tardia. Em média, a maturação inicia 10 dias depois da cultivar Tupy e o período de colheita se estende por mais duas semanas, após o final da colheita da cultivar Tupy.
Testada como seleção Black 164, suas plantas têm espinhos nas hastes, as quais são de hábito semiereto a ereto, não sendo resistentes à ferrugem-da-haste. Segundo a pesquisadora, essa condição de ser semiereta pode ser identificada como uma dificuldade, sendo necessária a sustentação de arame para seu desenvolvimento. Quanto a sanidade das plantas, a amoreira não apresentou nenhuma ocorrência, por isso, não sofreu nenhum tratamento fitossanitário, apenas se usou adubo mineral.

Essa cultivar tem a mesma faixa de adaptação da cultivar Tupy, ou seja, áreas com 200 a 300 horas de acúmulo de temperatura hibernal abaixo de 7,2 ºC. Entretanto, isso não significa que não possa se adaptar a outras áreas, apenas que ainda não foram testadas em condições diferentes. A BRS Xingu, como todas as cultivares de amora-preta, em geral, não se adapta a solos encharcados. "Temos parceiros para cultivo e adaptação nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, assim como temos trabalhos em conjunto com uma empresa na Escócia, que faz testes em diversos países, como será o caso, da Guatemala e México. E também nos procuraram para manter contato, uma empresa chilena", contou a pesquisadora. 

Na coleção da Embrapa, na média das últimas seis safras, a BRS Xingu produziu 800 g a mais por planta do que a cultivar Tupy. "Cada planta pode produzir até 3kg por planta. E alguns agricultores colheram entre 12 a 20 toneladas por hectare", informou. 

As frutas são preto-avermelhadas, de tamanho médio a grande e boa firmeza. O sabor é doce-ácido. Em painéis de análise sensorial, essa seleção foi considerada levemente superior, em aparência à cultivar Tupy, e semelhante em textura e sabor. As frutas da BRS Xingu tiveram muito boa conservação pós-colheita. "Elas mantiveram a cor preto-avermelhadas na mesma intensidade, demonstrando que são uma boa opção para mesa", considerou.

O preço de venda da fruta pelo agricultor para indústria está cotada em cerca de quatro reais o kilo, enquanto que para a mesa o valor é mais elevado. Muitos são seus usos na culinária, e pode ser explorada comercialmente. "É possível usar a amora no preparo de sorvetes, tortas, geleias e sucos, e tem algo ainda não explorado da fruta que é o seu corante natural, podendo ser usado na apresentação de alimentos, pois a maioria dos corantes alimentícios são artificiais", sugeriu Maria do Carmo.

Após o lançamento da variedade, as mudas poderão ser encontradas junto a viveiristas licenciados pela Embrapa. Se tiver interesse, acesse a página de cultivares da Embrapa em www.embrapa.br/produtos-e-mercado/cultivares.

Benefícios para saúde

A parte de estudo sobre as propriedades funcionais da fruta são importantes nos dias atuais pelos benefícios à saúde. Segundo o pesquisador Luis Eduardo Antunes a amoreira-preta apresenta frutas de alta qualidade nutricional e valor econômico significativo. Elas são ricas em vitamina C e contêm em torno de 85% de água, 10% de carboidratos, elevado conteúdo de minerais, vitaminas do complexo B e A, além de serem fonte de compostos funcionais, como ácido elágico e antocianinas. Também são ricas em fibras e ácido fólico. 

A pesquisadora Márcia Vizzotto explica que estudos comprovam que as frutas da amoreira-preta contêm ainda ácidos graxos essenciais, como o linoléico e o linolênico. Esses compostos devem ser obtidos através da dieta e são importantes para regular várias funções do corpo, incluindo pressão arterial, viscosidade sanguínea, imunidade e resposta inflamatória. Conforme ela, se conhece pouco sobre o valor nutricional e parâmetros de qualidade das diferentes variedades de amora que foram desenvolvidas/introduzidas no Brasil. Mas, a Embrapa tem trabalhos recentes que comparam as características físico-químicas de cultivares de amora-preta já difundidas no Brasil, com seleções que estão sendo desenvolvidas na unidade de pesquisas. "A amora-preta in natura é altamente nutritiva, apresentando elevado conteúdo de minerais, vitaminas B, A e cálcio. Uma série de funções e constituintes químicos é relatada na literatura internacional relacionados às qualidades da amora-preta, estando, entre eles, o ácido elágico, um composto fenólico que possui funções antioxidante, anti-mutagênica, anticancerígena e além de ser um potente inibidor da indução química do câncer", comenta. A pesquisadora conduz um trabalho para quantificar os compostos fenólicos totais e a atividade antioxidante de frutas provenientes de 10 seleções (com e sem espinho) e quatro cultivares com espinhos de amoreira-preta cultivadas na região Sul do Brasil.

Jornada Técnica da Amora

Além do lançamento da BRS Xingu, o dia 8 de dezembro, também será reservado à discussão sobre o manejo da cultura. A Embrapa preparou uma jornada técnica durante todo o dia, aonde os especialistas vão falar sobre as novidades que estão ocorrendo em cada etapa de cultivo da amoreira-preta: sistema de cultivo, manejo da cultura e propagação, adubação, ocorrência e manejo de pragas e doenças, manejo da colheita e pós-colheita, seleções avançadas de amora-preta, agregação de valor e propriedades funcionais e nutracêuticas da fruta. A atividade está marcada no auditório da Embrapa Clima Temperado.

Produtores de amora em Pelotas

O programa de televisão da Embrapa, o Terra Sul, irá apresentar em sua edição do sábado, 12 de dezembro, a matéria sobre o cultivo da amora na região de Pelotas, aonde o ex-pesquisador da Embrapa e atualmente agricultor de amoras, Flávio Herter, vai mostrar a sua produção, os cuidados com o manejo da cultura e as oportunidades de exploração comercial, que o fizeram montar um negócio para oferta de produtos da agroindústria familiar no centro de Pelotas.

+ CULTIVARES LANÇADAS PELA EMBRAPA
- Ébano 
- Negrita
- Kaigangue 
- Guarany
- Xavante
- Tupy
** As variedades Ebano, Guarany e Xavante ainda são produzidas
**A Tupy é a mais cultivada no mundo

+ ASPECTOS BUSCADOS PELO MELHORAMENTO DE VARIEDADES DE AMORA
- Sabor (mais doce)
- Extensão de período de colheita
- Sem espinhos
- Porte ereto
- Facilidade para colheita
- Tamanho maior do fruto
- Tamanho menor de sementes

Fonte: Embrapa

13ª Feira de Pequenas Frutas, Artesanato e Mel e 3ª Feira de Frutas Nativas do RS


















Nos dias 11, 12 e 13 de Dezembro, ocorrerá, no Mercado Público de Vacaria a 13ª Feira de Pequenas Frutas, Artesanato e Mel e 3ª Feira de Frutas Nativas do RS. O Evento, que conta com o apoio da Embrapa Uva e Vinho, terá uma série de atividades culturais, oficinas de artesanato e culinária, além de apresentações artísticas. Haverá também a comercialização de peças de artesanato, frutas em natura, mel, doces, geléias e diversos outros produtos. O mercado Público de Vacaria fica na Rua Sergipe,135 no Bairro Pinheiros. Mais informações na página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/432786460244904/

Fonte: Embrapa

Pomares domésticos recebem incentivo da Emater em Minas Gerais

Foto: Arquivo Ibraf
Colher frutas frescas direto do pé tem gosto de infância na roça. É privilégio de quem tem pomar no quintal de casa, na chácara ou no sítio. Mas o cultivo de pomares domésticos está cada vez mais acessível e, em Minas, recebe incentivo do Governo de Minas Gerais, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), que tem distribuído, desde outubro, mudas de árvores frutíferas. A iniciativa pretende beneficiar, até o final deste mês, cerca de 30 mil famílias de pequenos agricultores.

O programa de fomento à formação de pomares domésticos recebeu investimento de aproximadamente R$ 3 milhões, recursos de um convênio entre a Emater-MG e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os valores foram utilizados na compra de 380 mil mudas de espécies, como acerola, limão tahiti, laranja pera rio, goiaba, tangerina ponkan, manga palmer, coco anão, figo, pêssego, abacate, laranja bahia, banana prata e caqui.

Valor da fruticultura

Cada agricultor recebe um kit com até 12 mudas de espécies variadas. A intenção, segundo Deny Sanábio, coordenador Técnico do Programa Estadual de Fruticultura da Emater-MG, é despertar no produtor o valor da fruticultura na alimentação, na diversificação da cultura e para o meio ambiente.

“A formação de um pomar tem várias dimensões, como contribuir com a biodiversidade, a satisfação de plantar uma árvore que vai gerar fruto, servir para abastecer a família e, ainda, gerar um excedente que poderá ser comercializado em feiras livres”, afirma Sanábio.

O técnico explica que, além de distribuir as mudas gratuitamente, a Emater fornece orientação sobre a seleção da área, plantio, preparação da cova, adubação, controle de doenças, poda e capina.

Demanda de cada região

Antes da distribuição das espécies frutíferas, foi feito um levantamento das demandas de cada região. No Centro-Oeste de Minas, por exemplo, a regional da Emater, em Divinópolis, recebeu 14.160 mudas para a formação de pomares domésticos em 30 municípios.

“Existe uma procura muito grande por mudas frutíferas nos municípios, mas os produtores têm dificuldades de conseguir mudas de qualidade como essas”, destaca o gerente regional em Divinópolis, Valério Resende.

Tarefa prazerosa

Entre as mais de mil famílias beneficiadas na região Centro-Oeste, está a de Felipe Ferreira, pequeno produtor em Mata dos Coqueiros, na zona rural de Divinópolis. Ele conta que nunca deixou de ter um ou outro pé de fruta no terreno, onde cria gado leiteiro, e que sempre quis plantar muitas árvores frutíferas no local.

“Era meu sonho, mas a maioria das mudas que eu comprava não vingava”, diz o agricultor, que agora está otimista com o kit das espécies que recebeu junto com a orientação técnica. “Será uma tarefa prazerosa pra mim e pra minha família cultivar o pomar”, ressalta Felipe. Ele tem plano de conseguir uma renda extra com a venda de parte da produção.

Segurança alimentar

Em Arcos a distribuição das mudas aos produtores é feita pela prefeitura e pela Emater-MG. Estão na lista dos contemplados 88 famílias de oito comunidades. Cada uma recebe um kit contendo duas mudas de mexerica, goiaba, laranja, caqui, banana e limão.

O extensionista da Emater-MG Zenaido Fonseca destaca que a inciativa irá aumentar o número de árvores no município e resgatar uma tradição local, contribuindo com a segurança alimentar e nutricional das famílias.

Na propriedade do produtor José Modesto Oliveira, a principal atividade é a pecuária leiteira. Por dia são produzidos 200 litros. A família é uma das beneficiadas com a entrega do kit pomar. “Vai ser bom. Eu tenho um pomar pequeno aqui, mas que está acabando”, diz o produtor.

Oliveira não sabe ainda se vai comercializar as frutas. O motivo é que, segundo ele, a família é grande. “Acho que vai ser tudo para o nosso consumo mesmo. Bom que vai melhorar a nossa alimentação. Se sobrar alguma coisa, nós podemos vender”, planeja o produtor.

Fonte: Emater/MG

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rio Claro sedia evento brasileiro de fruticultura



Foto: Divulgação  Canal Rio Claro
A Estância das Frutas, no distrito de Ajapi, recebeu no último sábado (28), o 13º Encontro Brasileiro de Frutas Raras, onde participam pesquisadores, produtores, colecionadores de frutas raras e demais interessados na área, com trocas de mudas, degustação e outras atividades.

Rio Claro foi representado pelo gestor ambiental Willy Werner Grassmann Bóbbo, do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae). Durante o evento, foram distribuídas aos participantes mais de 60 mudas de Açaí (Euterpe oleracea) produzidas no viveiro de mudas da autarquia. “Nos sensibilizamos com o entusiasmo, dinamismo e competência profissional do Sartori, quando nos ensina a aplicabilidade das frutas em nosso dia a dia, como fonte de nutrientes e no combate a doenças através de seu consumo controlado”, comenta Willy.

Durante o evento foram entregues os certificados de participação dos palestrantes do CONFRUTI – Congresso Nacional de Fruticultura, realizado no dia 7 de novembro pela primeira vez no Brasil em formato online e gratuito, voltado para empresários agrícolas, técnicos, extensionistas, professores, pesquisadores e estudantes, onde foram apresentados temas da produção à comercialização, tais como: escolher o ambiente ou áreas para produção; adequação dos diversos tipos de solos; seleção das variedades e das mudas; manejos inteligentes; irrigações; proteções com defensivos orgânicos e químicos; colheita e processamento para o consumo, cosmetologia e bebidas; como preparar embalagens industriais e artesanais para comercialização em boutiques, conveniências, supermercados.

A Associação Brasileira de Frutas Raras (ABFR) é uma entidade sem fins lucrativos, interesse político ou religioso, tendo como objetivo: o congraçamento de interessados em fruticultura, visando a troca e divulgação de informações sobre espécies frutíferas pouco conhecidas entre os associados e o público em geral, dos setores público e privado, através de reuniões, palestras, dias de campo, internet e outros meios em conjunto com demais entidades da fruticultura, contando hoje com mais de 200 associados em todo o Brasil.

O presidente da ABFR é o médico rio-clarense Sérgio Fernando Sartori que também é proprietário da Estância das Frutas, onde possui mais de 2.400 árvores frutíferas nos seus 20 hectares. Alguns destaques são a banana, a laranja e a manga, que somam mais de 400 variedades diferentes. Outras curiosidades são o abacate preto e a goiaba roxa, além de variedades oriundas dos cinco continentes, como o Canistel (Pouteira campechiana), o Mangostão (Garcinia cochinchinensis) e o Mamei (Pouteira sapota).

Perspectivas conjunturais do mercado internacional de vinhos em 2015



Em estudo publicado pela Organização Internacional de Vinha e do Vinho (OIV), são apresentadas previsões de que a produção mundial de vinhos aumentará 2% em 2015, relativamente a 2014. Segundo previsões anunciadas, o volume total de vinho produzido chegará a 275,7 milhões de hectolitros2. Pelas cifras apresentadas, a Itália assume a condição de maior país produtor, com um aumento previsto de 10% na produção, em relação ao ano de 2014, atingindo um volume total de vinho produzido de 48,9 milhões de hectolitros. Na sequência, aparecem a França, que deverá atingir a uma produção de 47,4 milhões de hectolitros (+1%) e a Espanha, com produção prevista de 36,6 milhões de hectolitros (-4%). Complementando o ranking dos cinco principais países produtores, destaca-se, com a quarta maior produção, os Estados Unidos, que pelo segundo ano consecutivo apresenta crescimento significativo, devendo atingir 22,1 milhões de hectolitros (+1%) e, em quinto lugar, aparece a Argentina que, apesar de uma queda de 12% na produção,com uma produção estimada em 13,4 milhões de hectolitros. Chamam a atenção no estudo, as previsões para o Chile, cujas estimativas são de crescimento de 23%, em relação a 2014, atingindo a uma produção de 12,9 milhões de hectolitros, o que coloca o país na sexta posição do ranking. As evoluções opostas previstas para este ano para a Argentina e o Chile, são verificadas nas previsões apresentadas para diversos outros países, como a Alemanha (-4%), Grécia (-9%) e Nova Zelândia (-27%). Em sentido contrário, a Bulgária, que ocupa o 20º posto no ranking, apresenta uma estimativa de crescimento de 106% na produção.

Algumas questões que chamam a atenção no estudo apresentado:
Quanto ao consumo, embora sem a disponibilidade de cifras definitivas, a OIV estima que o mesmo oscilará entre os 235,7 e os 248,8 milhões de hectolitros. Com estes valores, semelhantes aos de 2014, "o equilíbrio do mercado está garantido", porque a produção estimada para este ano permitirá cobrir a demanda tanto para o consumo quanto para fins industriais.
Quanto à internacionalização dos mercados, a entidade constata a crescente consolidação: no ano 2000, 27% dos vinhos consumidos no mundo atravessaram fronteiras ao passo que,em 2014, esta proporção se elevou a 43%.
Quanto aos vinhos rosados, o estudo dedica um parágrafo específico, onde registra que, em 2014, último ano em que foram disponibilizados dados, a produção estimada alcança 24,3 milhões de hectolitros, impulsionada pelo consumo, majoritariamente, entre os jovens e pela significativa melhora na qualidade dos vinhos rosados ofertados. Segundo os números apresentados, pelo lado da oferta, este mercado é dominado por quatro países: França (7,6 milhões de hectolitros), Espanha (5,5 milhões), Estados Unidos (3,5 milhões) e Itália (2,5 milhões). Quanto à demanda, este mercado apresenta como principais protagonistas a França (36%), Estados Unidos (14%) e Alemanha (8%). No contexto internacional, a se confirmar a tendência, as exportações de vinhos rosados poderão atingir à cifra de 9,8 milhões de hectolitros procedentes principalmente de três países: Espanha (46,3%), França (28%) e Itália (15%).

1 Economista, Dr, Pesquisador, Embrapa Uva e Vinho, Caixa Postal 130, CEP 95700-000, Bento Gonçalves, RS, e-mail: fernando.protas@embrapa.br.

2 Para manter a unidade de medida utilizada pela OIV, os volumes serão apresentados em hectolitros – (1 hectolitro = 100 litros). Normalmente no Brasil este número seria lido como: 27 bilhões, quinhentos e setenta milhões de litros de vinho.




Criada nova comissão consultiva do seguro rural


Para dar continuidade ao aprimoramento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), foi criada a Comissão Consultiva de Agentes. Ela vai auxiliar os trabalhos do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) sobre temas relativos ao seguro rural.

Segundo o diretor de Crédito, Recursos e Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Vitor Ozaki, a nova comissão será um canal de comunicação entre o governo e os agentes do mercado de seguro. “A comissão permitirá a obtenção de informações, experiências e sugestões que contribuirão para o aperfeiçoamento do seguro rural, disse Ozaki.

Caberá a comissão analisar e estudar as condições técnicas e operacionais específicas para a implementação e operacionalização do seguro rural como instrumento de política agrícola. Ela será composta por três representantes dos produtores rurais, dois de federações de agricultura, dois do mercado de seguros (seguradoras e resseguradoras) e um de instituições de ensino e pesquisa na área de seguro rural.

No último dia 18, o CGSR criou a Comissão Consultiva de Entes Federativos, com a participação de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Esses estados já têm programas de subvenção complementares ao PSR.

O comitê gestor interministerial é composto pelos representantes dos ministérios da Agricultura, Fazenda, do Planejamento e Desenvolvimento Agrário e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A Resolução nº 43, do CGSR, que institui a Comissão Consultiva de Agentes do PSR, foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (1º).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Missão irá tratar sobre cadeia de valor e os modelos de comercialização do açaí no Pará



Nesta quarta-feira, 02, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) conhecerão experiências que são referência na cadeia de valor do açaí e modelos de comercialização do produto no Pará. A iniciativa faz parte de uma parceria com os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente e a Agência Alemã de Cooperação Internacional – GIZ. O projeto, denominado Missão de Modelos de Abastecimento na Amazônia, está organizando e documentando ações relacionado às áreas de abastecimento e comercialização em municípios do Amazonas, Acre e Pará.

A partir desta iniciativa, a expectativa é fortalecer os modelos de parceria do poder público com a iniciativa privada e organizações comunitárias (PPPC), com objetivo de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região. Neste sentido, a Conab compartilhará a expertise nas ações de abastecimento e comercialização de diferentes produtos, principalmente àqueles ligados a sociobiodiversidade.

Na última semana, a delegação esteve no estado do Acre e no município amazonense de Boca do Acre tratando sobre PPPC e a cadeia produtiva do açaí e de óleos. O grupo ainda esteve em Manaus e Carauari/AM, para conhecer com mais detalhes projetos sustentáveis e estratégias para fomentar a agroindústria e as cadeias de valor que a abastecem.