quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mercado brasileiro de orgânicos deve crescer 40% este ano


O mercado brasileiro de produtos orgânicos deve registrar faturamento de R$ 2,5 bilhões em 2015, confirmando seu quinto ano consecutivo de expansão. O lucro acumulado do setor nas últimas cinco temporadas já atinge a marca de US$ 35 bilhões, contrariando a tendência de retração da economia do País.

“A estimativa é de que este mercado continue com o crescimento na ordem de 35 a 40% ao ano. O setor está em plena ascensão e deve permanecer assim no futuro”, afirmou Ming Liu, Coordenador Executivo do programa Organics Brasil, ao Portal Universo Agro. A iniciativa é patrocinada pela Apex-Brasil e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, com a direção do IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento).

Na avaliação de Liu, mesmo que o consumidor tenha que reduzir gastos, ele já se deu conta de que os orgânicos podem fazer a diferença: “O consumidor busca por produtos que representam um investimento em qualidade de vida, e não apenas um simples bem de consumo. Essa percepção faz com que o setor mantenha o seu mercado”.

Por outro lado, o setor de orgânicos brasileiro ainda tem muito espaço para crescimento, se comparado com outros mercados no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, fatura anualmente nada menos que US$ 42 bilhões.

“O grande desafio do Brasil é como estruturar o processo produtivo e logístico às dimensões de nosso território, e passar a credibilidade ao consumidor final, educando e conscientizando de sua importância no consumo de orgânicos”, conclui Ming.

Parque citrícola tem 2% de área com pomares abandonados

Censo feito pelo Fundecitrus aponta 9.953 hectares de citros com alta infestação de pragas e em más condições


Foto: Divulgação Agrolink
O parque citrícola, formado por municípios de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste Mineiro tem 9.953 hectares de pomares de citros abandonados, o que corresponde a 2% de sua área total, de acordo com o censo da citricultura, realizado pelo Fundo de Defesa da Citricultura – Fundecitrus. 

Estas áreas representam risco aos pomares sadios e produtivos devido à alta incidência de pragas e doenças, por estarem sem tratos culturais, com frutas apodrecidas no chão, mato alto, plantas com galhos secos ou mortas.

A macrorregião Centro é a mais afetada pela presença desses pomares. Nela, estão as regiões de Duartina, primeira colocada do abandono com 1.889 hectares (3% de sua área), e Matão com 1.353 ha (2%) abandonados, além de Brotas, que tem a maior área abandonada proporcional ao seu tamanho, com 1.339 ha (mais de 5%).

O Triângulo Mineiro é a macrorregião com menor área de pomares abandonados ou em más condições, com 0,88% do seu território nestes estados. 

O parque citrícola tem outros 24.672 hectares (5,5%) em condições ruins, com deficiência de tratos culturais, plantas com produtividade em baixa e manejo inadequado de pragas e doenças. Neste quesito, a região de Limeira está disparada na frente com 6.517 ha em mau estado, representando 14% da sua área. Seguida pela região de Porto Ferreira, com 3.674 ha (9%) e Brotas com 2.858 ha (12%). 

De acordo com o gerente geral do Fundecitrus, Antonio Juliano Ayres, estes pomares representam um grande risco para a citricultura. “Essas plantações servem de constante fonte de doença e criadouro de pragas, sobretudo do psilídeo, transmissor do HLB (greening). Eles devem ser erradicados porque prejudicam os citricultores que estão cuidando de seus pomares e desenvolvendo um bom trabalho”, afirma. 

O Fundecitrus tem investido em ações para minimizar o impacto causado por estes pomares. A principal delas é a criação e soltura da vespinha Tamarixia radiata, inimigo natural do psilídeo. Também tem incentivado os citricultores a buscar soluções com os proprietários de pomares vizinhos que estão em más condições, entre elas a erradicação ou pulverização da área.

O assunto também foi tratado pelo Fundecitrus junto à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e ao Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (MAPA), solicitando formalmente agilidade e prioridade dos órgãos de defesa para soluções para áreas de alto risco. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Receita Federal lançará mecanismo que reduz burocracia alfandegária e beneficia a indústria de máquinas agrícolas

Instrumento será lançado em São Paulo, no dia 11 de dezembro, durante Seminário organizado pelo Procomex – Aliança Pró-Modernização Logística de Comércio Exterior


Em tempos de contenção de gastos, a indústria brasileira de máquinas agrícolas passará a contar com uma importante ferramenta para reduzir a burocracia e o tempo de tramitação na entrada e saída de mercadorias do País, cortar custos, além de ganhar agilidade e segurança na logística do comércio externo. Tudo isso será possível com o lançamento do Programa Nacional de Operador Econômico Autorizado (OEA) – Módulo Cumprimento, que será realizado no dia 11 de dezembro, em São Paulo, durante o Seminário Internacional Projeto OEA: Compliance, organizado pelo Procomex – Aliança Pró-Modernização Logística de Comércio Exterior.

O Programa OEA é uma iniciativa da Receita Federal e visa beneficiar empresas brasileiras que se qualificarem. Durante o seminário, diversas empresas que participaram do projeto-piloto receberão as Certificações OEA-Conformidade - Procomex. No caso da indústria de máquinas agrícolas, uma das empresas que receberá a Certificação OEA – Módulo Cumprimento será a CNH Latin America.

O lançamento será realizado no São Paulo World Trade Center (WTC) e contará com as participações do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid; do secretário geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, entre outras autoridades. Para a sessão de encerramento do seminário, é esperada a participação especial do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

John Mein, coordenador do Procomex, destaca que o seminário é direcionado para empresários e executivos que atuam no comércio internacional, profissionais e especialistas em comércio exterior, além de entidades e lideranças empresariais e de órgãos públicos ligados ao segmento. O evento será uma oportunidade para se atualizar com o Programa Nacional OEA, já adotado em 60 países, incluindo os principais parceiros comerciais do Brasil.

Serviço
Seminário Internacional Projeto OEA: Compliance
Data – 11 de dezembro de 2015
Horário – das 8h às 18h
Local – São Paulo World Trade Center (WTC) - Avenida das Nações Unidas, 12.551
Mais informações: (11) 3812-4566 ou www.procomex.org.br

Técnicas diminuem as pegadas de carbono da lavoura e das criações

Brasil começa a conhecer as reais pegadas de carbono dos produtos.
Na Europa e EUA já é tendência consumir produtos de carbono neutro.

Na Europa e nos Estados Unidos, já é comum comprar uma coisa no supermercado e encontrar na embalagem a informação da pegada de carbono daquele produto. Quanto foi emitido, se há compensação.

Há uma tendência de se consumir produtos de carbono neutro, que não impactam o aquecimento. Só agora o Brasil começa a conhecer as reais pegadas de carbono de nossos produtos. São indicadores menores do que os que nos são atribuídos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na repoprtagem, Nelson Araújo mostra como técnicas podem diminuir as pegadas de carbono das lavouras e das criações.

Na mata em chamas, se queima carbono, matéria orgânica. A gasolina, também, veio de matéria orgânica. Um pedaço de mar ou uma floresta, encapsuladas num vão geológico, por milhões de anos.

Assim, quando se queima um tanque de gasolina estão sendo emitindo gases
do mesmo jeito de quando se queima árvore. Estas são as principais causas do aquecimento, no mundo, como um todo. Em primeiro lugar está a queima de combustíveis fósseis incluindo diesel, querosene de avião e termoelétricas ou até mesmo ao usar o gás para esquentar o leite, que vem do petróleo.

A segunda principal causa de emissão de gases no mundo é o desmatamento. Mas no Brasil, país ainda jovem, abrindo áreas de recursos naturais, as posições se invertem: o corte de florestas está em primeiro lugar. A mata deu lugar ao pasto.

O pesquisador Carlos Cerri conta que três décadas atrás especulava-se se as queimadas na Amazônia não podiam interferir na rota dos foguetes. Daí, surgiu uma frutífera parceria da Esalq com a Nasa.

Há vários anos, o Globo Rural começou a acompanhar essas investigações científicas, que contaram também com o apoio do governo da França e da Embrapa. Em 2003, no estado de Rondônia, o Globo Rural mostrou os equipamentos então desenvolvidos para medições do solo e do ar, como as câmaras para coleta de gases. Eram os primeiros passos para se descobrir as pegadas de carbono deixadas pela transformação da floresta amazônica em sistemas agropastoris.

O levantamento de dados varou década, com pesquisas em várias regiões do Brasil. Em 2013, novamente, o Globo Rural as equipes do cena perscrutando vários tipos de lavouras, cafezais e canaviais.

Quantidades significativas de solo foram reunidas para uma análise minuciosa em laboratório e, agora, recentemente, em 2015, o Globo Rural se encontrou com os pesquisadores, outra vez. Foi uma surpresa: os estudos fazem uma revisão dos dados científicos que a comunidade internacional aplicava para o Brasil, que não ‘batem’ com a realidade. “No Brasil faltam informações deste tipo. No Brasil queremos uma agricultura sustentável”, fala Cerri.

A transformação da floresta em pastagem reduz a biodiversidade dos solos. Mas, o capim, para de crescer, retira da atmosfera a maior parte dos gases emitidos na queimada. É o chamado sequestro de carbono que as culturas promovem, também. Se é soja ou cana para a produção de biocombustíveis, o diferencial é importante: ao se queimar gasolina, aumenta o efeito-estufa; com o etanol, não.

O comércio internacional se dá respeitando-se barreiras. Nas barreiras ambientais, a tendência agora é avaliar a pegada de carbono, para saber quanto é que aquele produto que saiu do campo contribui para o aquecimento global.

O biodiesel de soja do Brasil não podia ingressar nos países ricos porque lhe era atribuída uma pegada de carbono pesada demais. Por uma diretiva europeia o produto só reduziria 31% das emissões dos gases de aquecimento, comparando com o diesel convencional. O mínimo exigido eram 35%. Medições em mais de 300 fazendas brasileiras trouxeram outro resultado.

“Nossos cálculos evidenciaram que os número não estavam corretos. Hoje os nossos cálculos são de 66% a 68% e nossa pesquisa possui dados do campo, gerados no campo e dá essa competitividade ao biodiesel de soja que antes não havia”, fala Cerri.

Outro produto que tem marcação cerrada é a carne. No Brasil, que tem o maior rebanho comercial do mundo, a criação bovina é a terceira principal fonte de
emissão de gases de efeito-estufa.

Cerca de 95% do que uma vaca emite sai pela boca e pelas narinas, principalmente quando ela está ruminando. Isso provoca o que os pesquisadores chamam de eructação, um arroto.

O gás que sai do boi é o metano que, em termos de aquecimento global, tem um impacto 25 vezes maior que o carbono liberado pela queima de vegetação e combustíveis e tem um outro gás que é 250 vezes mais potente ainda que o carbono, é o óxido
nitroso. Sai da urina e das fezes dos animais.

O biólogo André Mazzeto passou os últimos quatro anos estudando as emissões dos dejetos bovinos. As placas de estrume ficam exalando por até 15 dias. Ele constatou que a emissão do Brasil é menor do que as constatadas na Europa e Estados Unidos.

“É 20 vezes menor. O PICC, órgão da ONU que cuida dos inventários de emissão de gases propõe um fator de emissão de 1%. Descobrimos em nossa pesquisa que esse fator pode ser reduzido em 0,2% ou 0,1%”, explica Mazzeto.

Adubos químicos
Os adubos químicos também são importante fonte de emissão de gases do aquecimento. Especialmente, os que são à base de nitrogênio que exalam também o óxido nitroso, que é 250 vezes mais potente que o gás carbônico. Porém, numa prática cada vez mais crescente, o químico passou a ser misturado ao composto orgânico.

A fazenda Ponto Alegre, município de Cabo Verde, sudoeste de Minas Gerais, há mais de dez anos adota sistemas conservacionistas, tendo já sido premiada por isso, inclusive com o troféu de práticas sustentáveis do Sebrae.

A redução foi significativa. A cobertura das entrelinhas com capim e resíduos da própria lavoura incorporam, sequestram mais carbono no solo e com o organo-mineral, o uso de químicos caiu quase 50%.

No todo, as emissões de gases da fazenda, comparando com o convencional de antes, caíram mais de 35%. Deixando, assim, mais leve, a pegada de carbono do café de montanha.

O assunto vasto e polêmico. Há os que não acreditam que a terra esteja aquecendo por conta das ações humanas. Mas, 2015 já é o ano mais quente da história, desde que começaram as medições de temperatura, em 1880.

Fonte: Globo Rural

PIB agropecuário foi prejudicado por cana, café e laranja, diz IBGE

PIB do setor caiu 2% no terceiro trimestre ante mesmo período de 2014.
Análise é do gerente das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.


A queda de 2% no PIB da agropecuária no terceiro trimestre de 2015 ante o mesmo trimestre do ano anterior foi puxada pela expectativa de perdas na lavoura de cana de açúcar, café e laranja, explicou nesta terça-feira (1º), Claudia Dionísio, gerente das Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa de outubro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, também apurado pelo IBGE, prevê que o país terá este ano uma safra de cana de açúcar 4,2% menor do que a do ano passado. A produção de café deve encolher 6,4%, enquanto a de laranja deve diminuir 3,3%.

"A cultura mais importante que a gente destaca aqui é a cana. Só que a cana está com expectativa de queda no ano, e 50% desse resultado da safra do ano a gente está computando já nesse terceiro trimestre", justificou Claudia.

O resultado só não foi pior porque a safra de milho de 2015 deve ser 7,4% maior do que a de 2014. "O milho está amenizando um pouco essa queda da cana", disse.

No caso do café, 40% da estimativa de safra - e consequentemente da perda em relação ao ano anterior - também foi incorporada ao PIB do terceiro trimestre."Por último vem a laranja, que pesa menos, mas também está com queda no ano, e 50% da lavoura colhida é no terceiro trimestre", acrescentou.

Revisões
O IBGE atualizou as informações sobre o (PIB) nos dois primeiros trimestres de 2015, sempre na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. A agropecuária teve uma variação positiva com a incorporação de atualizações de dados da safra mais favoráveis, explicou Claudia Dionísio.

A pecuária e extrativa florestal também tiveram resultados melhores. Com isso, o PIB da agropecuária passou de uma alta de 4,0% para 5,4% no primeiro trimestre, ante o mesmo trimestre de 2014. No segundo trimestre ele saiu de alta de 1,8% para alta de 2,2%.

O PIB da indústria, por sua vez, sofreu uma piora, puxada por dados piores na produção e distribuição de serviços de eletricidade, água e esgoto, em que houve uma mudança na contabilização dos insumos para termoelétricas. O IBGE incorporou dados fechados fornecidos por empresas de saneamento (água e esgoto), antes apenas projetados no cálculo.

A construção civil também passou a incorporar dados mais recentes da Produção Industrial Mensal (PIM), também revisados para baixo. Diante disso, o instituto revisou o PIB da Indústria do primeiro trimestre de 2015 ante o primeiro trimestre de 2014 de -3,0% para -4,4%. O dado do segundo trimestre saiu de queda de 5,2% para queda de 5,7%.

O cálculo do PIB de Serviços foi impactado por uma apuração de valores menores do aluguel, após a incorporação dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mais recente, de 2014. O IBGE revisou o PIB de Serviços do primeiro trimestre de 2015 de -1,2% para -1,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2014. No segundo trimestre, o PIB de serviços saiu de -1,4% para -1,8%, também ante o mesmo trimestre do ano passado.

A despesa do Consumo das Famílias acompanhou o movimento negativo da indústria e do setor de serviços. No primeiro trimestre a revisão foi de -0,9% para -1,5% ante o mesmo período de 2014. No segundo trimestre o consumo das famílias passou a registrar um recuo de 3% ante 2,7% anteriormente, também na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. "É natural que o consumo das famílias acompanhe o movimento de indústria e serviços", disse Claudia.

O consumo do governo passou de -1,5% para -0,5% no primeiro trimestre após a revisão, em que houve incorporação de dados de despesas de estados e municípios. No segundo trimestre a queda passou de -1,1% para -0,3%.

O investimento medido pela formação bruta de capital fixo (FBCF) também refletiu a piora na construção civil e na indústria em geral, além de uma queda mais acentuada das importações. Com isso, a queda no indicador foi agravada de 7,8% para 10,1% no primeiro trimestre. No segundo trimestre, a retração também se aprofundou: de 11,9% para 12,9%.

O IBGE revisou ainda os dados do setor externo. O crescimento das exportações no primeiro trimestre saiu de 3,2% para 3,3% e de 7,5% para 7,7% no segundo trimestre. Por sua vez, as importações registraram queda maior no primeiro trimestre, saindo de 4,7% para 5%. No segundo trimestre a queda nas importações de bens e serviços saiu de 11,7% para 11,5%.

Fonte: Globo Rural

Banco de Sementes será reestruturado


Com objetivo de impulsionar o reflorestamento com plantas nativas e exóticas como o açaí, pupunha e castanha que também cumprem a finalidade de aumento de renda do homem do campo, o governo de Rondônia vai reestruturar o Banco de Sementes de Ariquemes.

Nesta reestruturação, está prevista a ampliação do Banco de Sementes para um viveiro de mudas e também uma biofábrica para produção em escala de mudas clonais. A tecnologia minimiza problemas relacionados com a baixa produtividade, pragas e doenças geradas pelas mudas convencionais, proporcionando ao produtor rural a multiplicação rápida em períodos de tempo e espaço reduzidos, mantendo a identidade genética do material propagado e melhorando a qualidade fitossanitária.

O governador Confúcio Moura ressaltou a importância da parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) por meio de convênio de cooperação com a Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero) para o pleno funcionamento do viveiro. O investimento inicialmente será oriundos da Sedam, e que a secretaria, Fapero e outros parceiros deverão prover os recursos necessários para coleta, classificação e armazenamento das sementes, e também da Biofábrica.

Confúcio reiterou que o Viveiro e o Banco de Sementes de Ariquemes têm como objetivo reflorestamento e que, para isso, a Fapero poderá buscar parceiros, como ONGs, OSCIPs ou órgãos governamentais.

O presidente da Fapero, Francisco Elder, informou que já foi feito contato com o Instituto Federal de Pesquisa de Rondônia (Ifro), Embrapa e com a Universidade Federal de Rondônia (Unir), em que o projeto teve receptividade de todos.

“Vamos transformar o pólo de sementes em uma biofábrica e um viveiro organizado com mudas de interesse comercial para o pequeno, médio e o grande produtor. Esse é o meu objetivo, e será administrado pela Fapero e Sedam”, afirmou governador e completou dizendo que Rondônia deverá ter três pontos de distribuição de sementes no Estado e que é necessário elaboração de uma cartilha explicativa, com orientações de germinação e plantio.

O governador Confúcio moura também solicitou que a Sedam e Fapero abram imediatamente um canal de negociação com a Justiça estadual e federal para que a madeira apreendida seja leiloada e os recursos sejam destinados ao Fundo de Meio Ambiente e/ou a Fapero, para pesquisas e atividades de preservação ambiental.

Para Confúcio, a madeira apreendida, deve ser removida ser removida no momento do flagrante para os pátios da Sedam ou Polícia Ambiental. “Vamos resolver a problemática da madeira apreendida. e para isso a Sedam deve contratar caminhões para transporte o mais rápido possível”.

Fórum vai debater a importância da legislação da Propaganda no Agronegócio

Evento é promovido pela ABMR&A e o tema central deste ano, são as normas padrão do CENP e a legislação da propaganda no Brasil.


Este ano a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio – ABMR&A promove o 2º Fórum Agência e Anunciante que visa abordar as leis e normas padrão do CENP para uma melhor comunicação do marketing no mercado Agro. O evento ocorrerá dia 4 de dezembro, em São Paulo, a partir das 7h30 às 12 horas no Auditório Dow Brasil.

O painel de palestrantes desde ano, contará com importantes nomes da comunicação brasileira que nos dará uma ideia da evolução da comunicação Brasileira no setor do Agronegócio. O advogado especializado em comunicação e direitos autorais, João Paulo Morelo comentará o cenário da comunicação atual e a importância de boas leis aplicadas para uma publicidade efetiva.

Outro importante nome da indústria que participará do Fórum é o gerente nacional de Marketing da Ford Motor Company, Oswaldo Ramos. No mercado há mais de 26 anos, Oswaldo possui uma extensa experiência profissional. Em seus anos de Ford, passou pelas áreas de Manufatura, Gerenciamento de Lançamentos, Engenharia de Produto, Serviço ao Cliente, Marketing de Produto e Gerencia Regional de Vendas. Nos últimos oito anos foi Gerente Nacional de Vendas e, atualmente, é Gerente Geral de Marketing Brasil, função que assumiu em Junho de 2012.

Segundo Oswaldo Ramos, o Fórum ABMR&A acontecerá em um momento para expor grandes ideias e ampliarmos a parceria entre as agências e os anunciantes. “São raros os momentos em que anunciantes e agências se dedicam a discutir temas tão importantes. Com esse evento conseguimos dedicar uma manhã inteira para falar desta relação que deve ser cada vez mais próxima. Relação esta que, para mim, se baseia em confiança e respeito. Somente com esses dois ingredientes, ambos os lados terão sucesso em desenvolver projetos e parcerias alinhadas com os objetivos do negócio”, complementa Ramos.

O evento unirá profissionais de Marketing e profissionais de compras das empresas, além dos anunciantes e agências de comunicação. A programação contará também com a participação do presidente do CENP, Caio Barsotti e do presidente nacional da Abap - Associação Brasileira de Agências de Publicidade, Orlando Marques.

As inscrições gratuitas podem ser feitas na ABMR&A pelos telefones: (11) 3813 1787 – 3813 1788 ou abmra@abmra.org.br

PIB cai 1,7% no terceiro trimestre do ano


O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou o terceiro trimestre do ano com queda de 1,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Os dados das Contas Nacionais foram divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam a maior retração do PIB em terceiros trimestres, desde o início da série histórica em 1996.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda chega a 4,5%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres a queda é de 2,5%. No ano, o PIB acumula queda de 3,2%.

Na análise dos subsetores da economia, a agricultura teve retração de 2,4% no período, a indústria caiu 1,3% e o setor de serviços registrou queda de 1%.

Os dados do IBGE mostram ainda que o consumo das famílias caiu 1,5% e o do governo, 0,3%.

Obras prioritárias como ferrovia, hidrovia e porto traria economia de até 30% com logística

O uso de ferrovia e hidrovia poderia proporcionar uma economia de 30% para os produtores do oeste baiano. E é justamente para reduzir custos e aumentar a competitividade de seus produtos que os agricultores da região resolveram acompanhar de perto as obras de infraestrutura prometidas há anos pelo governo federal para o Nordeste.

As obras consideradas prioritárias pelos produtores do oeste baiano são a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol); o Porto Sul, em Ilhéus; a Ferrovia Transnordestina; a Hidrovia do São Francisco; e as BRs 242, 020 e 135.

Há duas semanas, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio Cézar Busato, participou de uma reunião com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro Silveira, e o presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura (Mapa), Edeon Vaz Ferreira, para tratar do assunto.

Busato foi a Brasília representando o Instituto Pensar Agro (IPA), que reúne 38 associações de produtores de todo o Brasil, cuja sede serviu de local do encontro. Ele é coordenador de logística e transporte da entidade. "Quis saber em que pé estão as obras e o que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pode fazer para ajudar", resume.

A razão para o atraso nas obras, de acordo com o Dnit, foi o corte de dois terços do orçamento mensal do órgão. "Foi necessário reduzir o volume de execução dos contratos de construção em 45%, e de manutenção em 35%, a fim de adequá-los aos cortes orçamentários e evitar a paralisação de obras", disse o diretor geral do Dnit, por meio de nota.

A reunião em Brasília gerou o compromisso de encontros mensais entre Mapa, Dnit e IPA. O objetivo é acompanhar o andamento dessas obras e ir atualizando a Frente Parlamentar sobre a situação, para que possa auxiliar esses projetos.

O governo do estado também se comprometeu a pressionar Brasília pelo andamento da Fiol. A ferrovia, pelo planejamento original, já deveria estar pronta há dois anos. "Estamos torcendo para que a economia do país melhore e as obras andem", diz Julio Busato.
Competitividade

O presidente da Aiba explica que, como a região não usa ferrovias e hidrovias para o transporte da produção, essas obras não fazem falta para a logística do agronegócio da região. Mas, se estivessem concluídas, representariam uma economia significativa para os produtores no escoamento das nove milhões de toneladas de fibras e grãos e um aumento da competitividade frente a outros mercados. "Somos teimosos e podemos aguentar eternamente. Já estivemos pior, afinal a região é nova. Só que outros países, mesmo os da África, estão melhorando suas logísticas. Estamos ficando para trás. Essa é a preocupação. É uma competição desleal", afirma.

Ele também ressalta a importância dessas obras, em especial da Fiol, para o progresso da região, já que têm potencial para atrair a indústria e o comércio. "Ao contrário do que as pessoas pensam, o oeste da Bahia é pobre. Há bolsões de riqueza, sim. Mas há outros municípios que são extremamente pobres".

O gasto com logística de um produtor do oeste baiano é quase quatro vezes maior que o de um norte-americano, compara Busato.
O impacto das obras no oeste

Fiol - A ferrovia, lançada em 2010, prometia transformar a Bahia em um novo corredor ferroviário de exportação. Segundo a Aiba apenas 12% dela está concluída. A Fiol diminuiria o custo com o transporte da produção e impulsionaria a indústria e o comércio na região

Porto Sul - Parceria Público-Privada (PPP), serviria para escoar grãos, algodão e fertilizantes, que chegariam pela Fiol. Busato estima que traria uma economia de 40% no transporte de algodão. A última projeção era de que ficasse pronto depois de 2014, mas, por enquanto, só tem a licença ambiental

Transnordestina - Lançada em 2006, a ferrovia que liga Piauí, Ceará e Pernambuco deve ficar pronta só depois de 2017. A expectativa é de que gere uma economia no envio de milho, caroço de algodão e soja para o Nordeste, principalmente para Ceará e Pernambuco
Hidrovia do São Francisco - Se ela estivesse em funcionamento, proporcionaria uma economia de 30% no transporte dos grãos da região. Atualmente, está sendo feito o estudo de viabilidade técnica e econômica (EVTE)

BR 020 - O presidente da Aiba diz que falta asfaltar os 720 km que ligam Campo Alegre de Lourdes (PI) a Santa Rita de Cássia (BA). O Dnit afirma que está em fase de desenvolvimento de projeto de pavimentação no trecho de Campo Alegre de Lourdes à divisa com Piauí

BR 135 - Liga São Desidério, no oeste, à divisa da Bahia com Minas Gerais. Será útil para enviar a produção para o norte de Minas Gerais ou para estados do Nordeste

BR 242 - Liga Luís Eduardo Magalhães ao Tocantins. O Dnit informa que o trecho entre o entroncamento com a BA-460 e a divisa BA/TO está em andamento

Manejo de nematoides da bananeira é tema de dia de campo na Bahia



Foto: Alessandra Vale - Divulgação Embrapa
A Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Prefeitura Municipal de Bom Jesus da Lapa (BA) vão realizar, na quinta-feira (3), um dia de campo sobre manejo de nematoides da bananeira. São esperados cerca de 200 participantes, entre produtores, técnicos, estudantes e formuladores de políticas públicas.
Os nematoides são parasitas que afetam diversos aspectos relativos à produção da bananeira, causando atraso na emissão do pendão floral, má formação dos cachos, menor número de frutos, menor peso médio dos cachos e, consequentemente, menor rendimento por área. "Para o produtor, o prejuízo financeiro é grande, pois o tamanho dos frutos interfere fortemente no preço pelo qual o produto é vendido", explica o agrônomo Dimmy Barbosa, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e organizador do evento, que terá palestras técnicas pela manhã e visitas a experimentos pela tarde.
Na sua palestra, Dimmy Barbosa vai apresentar resultados da pesquisa conduzida há quase dois anos em áreas irrigadas de produtores de Bom Jesus da Lapa com o uso de produtos biológicos (formulados com micro-organismos inimigos naturais dos nematoides) e resíduos. "Geralmente o controle químico por meio de nematicidas é a medida mais utilizada pelos produtores, mas os produtos são caros e perigosos ao homem e ao meio ambiente. Já o controle biológico é uma alternativa sustentável para a cultura porque não contamina, não desequilibra o meio ambiente nem deixa resíduos, além de ser barato e de fácil aplicação", afirma.
A adubação orgânica gera condições apropriadas para que os fungos e bactérias predadoras dos nematoides se desenvolvam. O resíduo do processamento da mandioca, conhecido como manipueira, do processamento do sisal e o esterco de animais também estão sendo usados nos experimentos da Embrapa.

Doenças e pragas
Outra palestra será ministrada pelo pesquisador Zilton Cordeiro, que vai abordar as principais ameaças fitossanitárias para a bananicultura. "Atualmente, os problemas mais preocupantes são a sigatoka-negra, a raça 4 tropical de Fusarium, fungo causador do mal-do-Panamá, e a bacteriose causada por Xanthomonas", afirma Cordeiro. Esta última resulta em murcha permanente e até na morte da planta. Os principais sintomas são murcha e amarelecimento de folhas, amadurecimento prematuro do cacho, apodrecimento dos frutos e descoloração de vasos. Já a sigatoka-negra é a mais grave doença da cultura, provocando perdas de 100% na produção de variedades suscetíveis, e a raça 4 tropical de Fusarium afeta a maioria das variedades da cultura da banana cultivadas no País e não tem controle, diferentemente das sigatokas e de outras doenças.

Irrigação
Aproveitando o fato de a bananeira ser considerada uma planta exigente em água e o Distrito de Irrigação de Formoso ser a maior região produtora de banana do Nordeste, uma das palestras será ministrada pelo professor Sérgio Donato, que vai falar sobre estresses abióticos. "No Semiárido, considerando que o cultivo da bananeira é obrigatoriamente irrigado, se as necessidades hídricas estiverem plenamente atendidas, os estresses abióticos que passam a limitar a produtividade são: temperaturas altas, radiação solar excessiva e vento, em maior ou menor grau, variável com a época do ano e a região do semiárido", informa. "É preciso intensificar as práticas que aumentem a eficiência de uso da água, que melhorem a infiltração de água no solo e a refrigeração da planta, como densidade de plantio, manejo da palhada, cobertura morta, aplicação de matéria orgânica, melhoria do enraizamento das plantas e até cultivo protegido em casos extremos", salienta Donato.
O evento tem o apoio do Instituto Federal Baiano campus Bom Jesus da Lapa (onde vão ser apresentadas as palestras), Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Ballagro Agro Tecnologia, Banana da Bahia, Agro Humus e Simbiose.

Serviço:

Dia de campo: Manejo de nematoides da bananeira
Local: IF Baiano – campus Bom Jesus da Lapa
Informações: telefone (75) 3312-8144 e e-mail cnpmf.inscricao@embrapa.br

Programação:
7h30 – 8h: Recepção dos participantes
8h – 8h30: Solenidade de abertura
8h30 – 9h30: Estresses abióticos em bananeira – Sérgio Donato – Professor do IF Baiano campus Guanambi
9h30 – 10h30: Manejo de nematoides da bananeira – Dimmy Barbosa – Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura
10h30 – 11h30: Ameaças fitossanitárias para a bananicultura –
Zilton Cordeiro – Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura
11h30 – 12h: Debate – Jefferson de Sá – moderador – IF Baiano campus Guanambi
12h – 13h: Intervalo para almoço
13h – 16h: Visita às áreas experimentais
16h: Encerramento

Fonte: Embrapa

Léa Cunha (DRT-BA 1633) 
Embrapa Mandioca e Fruticultura 
mandioca-e-fruticultura.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (75) 3312-8076

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)