terça-feira, 10 de novembro de 2015

Seca no ES causa prejuízo de R$ 1,2 bilhão na agropecuária

Um levantamento divulgado pelo governo do Espírito Santo na manhã desta segunda-feira (9) aponta que a seca já causou um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão para a agropecuária capixaba. Os números são referentes às culturas do café, fruticultura, olericultura, cana-de-açúcar, leite, feijão, milho e mandioca. Os dados levam em consideração a produção e o rendimento médio esperados para este ano. “Desde 2009 não tínhamos uma perda tão significativa”, disse o secretário de Agricultura, Octaciano Neto.

De acordo com o governo, as perdas podem ser ainda maiores, chegando a R$ 1,5 bilhão, já que o levantamento não incluiu a produção dos setores de avicultura, suinocultura, pecuária de corte, silvicultura e pimenta-do-reino, que ainda precisam ter seus dados consolidados.

O levantamento mostra uma previsão de queda de 12,8% na produção agrícola em relação ao que era esperado para 2015. Quanto ao rendimento médio, a previsão é de redução de 12,7%. Cafeicultura, olericultura, fruticultura e produção de leite amargam as piores perdas.

Na cafeicultura, a previsão de queda é de 22,6% na produção, com menos 2,8 milhões de sacas colhidas, e de 20,9% no rendimento médio, totalizando um prejuízo de R$ 824 milhões. Com relação à pecuária de leite a expectativa é que as perdas cheguem a R$ 33 milhões.

Para a fruticultura, a previsão é de redução de 10% na produção e queda de 10,8% no rendimento médio, o que representa uma perda de R$ 101 milhões. Para a olericultura a previsão é de redução de 8% na produção e queda de 18,2% no rendimento médio, totalizando um prejuízo de R$ 255 milhões.

Com relação à cana-de-açúcar a previsão é de redução de 12,5% na produção e queda de 12,7% no rendimento médio – perdas que chegam a R$ 19 milhões. No que se refere ao milho, a estimativa é de redução de 41,9% na área colhida e queda de 51,2% na produção. Para a mandioca a previsão é de redução de 51,9% na área colhida e queda de 51,2% na produção.

Rio Doce seca em região do Espírito Santo
 (Foto: Luciane Ventura/ A Gazeta)
Perda bilionária
A estimativa de valor da produção para os produtos avaliados é de R$ 5,4 bilhões. Comparando esse número com o valor da produção desses mesmos produtos no ano passado, houve um decréscimo de 15,4%.
O secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, ressaltou que as perdas são muito significativas. Desde 2009, quando o estado também sofreu com os impactos de uma estiagem, a agropecuária capixaba não amarga um prejuízo tão expressivo.

“No ano passado tivemos uma produção agropecuária de quase R$ 8,5 bilhões e este ano devemos fechar com uma produção em torno de R$ 7 bilhões. Desde 2009 não tínhamos uma perda tão significativa como estamos tendo este ano. É só imaginar que cada produtor do Espírito Santo vai receber, na média, de 15 a 20% a menos este ano e isso impacta e muito a vida dessas famílias”, afirmou.
Octaciano Neto destacou que o governo trabalha em duas frentes principais para minimizar os impactos da estiagem na vida dos produtores e garantir o aumento da reservação hídrica nos próximos anos.
“Uma delas é o programa de reflorestamento e de proteção e recuperação de nascentes. Na outra frente estamos trabalhando para a construção de barragens e caixas secas que vão ajudar a diminuir os impactos futuros causados pelas adversidades climáticas. Também estamos estudando formas de implantar um mecanismo de seguro agrícola no Estado para que os produtores possam ter uma alternativa para minimizar seus prejuízos em decorrência de eventos climáticos adversos”, pontuou.

Construção de barragens
O Governo do Estado anunciou, recentemente, a construção de 32 barragens para o armazenamento de água no interior do Estado, com capacidade de armazenamento de 19,5 bilhões de litros de água e potencial de abastecimento de até 360 mil pessoas por ano.

Os editais de licitação pública para construção das barragens começam a ser lançados em novembro e representam um investimento da ordem de R$ 20 milhões. As obras começam já no início do próximo ano.

Dentre as barragens anunciadas, cinco delas tiveram projetos elaborados pela Sedurb, sendo as seguintes: Barragem de Santa Júlia, na localidade de Agrovila, em São Roque do Canaã; Barragem de Floresta, localizada em Lajinha de Pancas, município de Pancas; Barragem Graça Aranha, em Colatina; Barragem Liberdade, localizada no município de Marilândia; e a Barragem de Cupido, na cidade de Sooretama. Os locais foram definidos pois já registram conflitos entre usuários pelo uso da água, além de já contarem com projetos prontos.

Além destas, outra barragem de grande porte anunciada é a de Pinheiros. A obra, que inicialmente era tocada pela prefeitura de Pinheiros em parceria com o Governo Federal, teve início em 2003 e sofreu com inúmeras paralisações. Como forma de dar agilidade ao processo de conclusão da barragem, o Governo do Estado assumiu a responsabilidade pela conclusão da obra. Trata-se da maior barragem do estado.

Com o fechamento dessa barragem, que tem 12 quilômetros de comprimento, serão 268 hectares de área inundada, com um acúmulo de 17 bilhões de litros de água armazenada, sendo que o entorno do barramento terá 31 quilômetros de extensão. A barragem atenderá à população dos municípios de Pinheiros e Boa Esperança, garantindo maior segurança hídrica para as atividades produtivas, além de representar um atrativo turístico para a região.

Também serão construídas 26 barragens de uso coletivo localizadas em assentamentos estaduais de trabalhadores rurais capixabas no Norte do Estado, com projetos contratados pela Seag. Serão construídas nos municípios de Ecoporanga, Montanha, Nova Venécia, São Mateus e Conceição da Barra.

Além das barragens anunciadas, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), irá construir, até 2018, outras 32 barragens de pequeno e médio porte no interior capixaba, totalizando investimentos da ordem de R$ 60 milhões. Todas essas barragens são classificadas como de uso múltiplo, ou seja, poderão ser usadas para várias finalidades, como abastecimento humano e animal, irrigação e uso industrial.

Foto: G1

MG: Frutifica Minas em Maria da Fé destaca o cultivo de oliveiras


Produtores, interessados no cultivo de frutas como nova opção de renda, técnicos e extensionistas, participaram da etapa de Maria da Fé do Circuito Frutifica Minas, realizada no dia 5 de novembro no Campo Experimental da Epamig. A programação, proposta por pesquisadores da Epamig, buscou, em cinco estações de campo, apresentar alternativas para a fruticultura de montanha.

Os pesquisadores Luiz Fernando de Oliveira e Pedro Moura falaram sobre o cultivo da oliveira na região, com foco na escolha da área; plantio, condução e manejo; colheita e processamento de azeitonas para produção de azeite; mercado e custos. “A oliveira é uma opção a mais para pequenos produtores de frutíferas. É uma cultura que demanda poucos tratos e que tem um produto final, azeite, com alto valor agregado”, destacou Luiz Fernando.

O casal de produtores João Paulo Ramalho e Gisele Stuchi iniciou no começo de 2015, o cultivo de oliveiras, em um sítio em Alagoa-Sul de Minas. Junto com o sócio Cláudio Alberto Juarez, eles adquiriram 500 mudas de oliveira e agora estão interessados na produção de pequenas frutas. “Gostei muito da palestra sobre o tema, o Rodrigo mostrou várias visões para comercializar e agregar valor”, disse João Paulo, referindo-se a apresentação do engenheiro agrônomo Rodrigo Veraldi, proprietário do viveiro Frutopia, na região de Campos do Jordão (SP).

O evento abordou ainda Manejo Integrado de Pragas (MIP) e de Doenças (MID) e aspectos técnicos para o cultivo da atemoia na região da Serra da Mantiqueira. “O Frutifica Minas busca levar conhecimento aos produtores e assim aumentar os números e a qualidade da produção de frutas no Estado. Como fizemos aqui em Maria da Fé em parceria com a Epamig”, afirmou o gerente regional da Emater de Pouso Alegre, Alexandre Augusto Kurachi. A Emater-MG é a responsável pela criação e realização do Circuito Frutifica Minas.

Próxima edição
No próximo dia 19 de novembro, será realizada no município de Lavras, mais uma etapa do Frutifica Minas. Na oportunidade o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio e o pesquisador da Epamig Sul José Clélio de Andrade apresentarão o tema “Mercado Estadual e local de frutas”, e os pesquisadores Júlio César de Souza e Rogério Antônio Silva, também da Epamig Sul, falarão sobre “Controle de Mosca das Frutas”.

O evento acontece a partir das 12h30, no pomar da Universidade Federal de Lavras (Ufla). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento. Mais informações: (35) 3821-0020.

Fonte: Epamig

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tempo seco favorece a produção de uvas no noroeste de São Paulo

Com a estiagem, as pragas atacam menos e as frutas ficam mais docinhas.
O quilo está sendo vendido por R$ 3,50.


Boa safra de uva na região noroeste de São Paulo. Com o tempo seco, as pragas atacam menos e a produção aumenta.

Os cachos graúdos de uva itália comprovam o bom desenvolvimento da fruta em Jales, na região noroeste de São Paulo. Na propriedade de Marcos Fação, a fruta ocupa dois, dos três hectares e a produção este ano deve ser bem maior que a da safra passada.

Água é só no pé das plantas, não pode faltar, e a irrigação é ligada todos os dias.

A região de Jales é a maior produtora de uvas na entressafra do país. São 700 produtores e 900 hectares cultivados com uvas de mesa. Neste ano, a produção total deve chegar a 26 mil toneladas, enquanto em 2014 não chegou a 24 mil toneladas.

A qualidade da uva também está melhor. O clima refletiu em dois fatores importantes, a cor e o sabor. As uvas produzidas na região estão mais doces.

“O inverno passado não foi tão frio, mas teve temperaturas noturnas mais baixas e esse frio noturno ajuda muito na coloração, no teor de açúcar e no sabor, então o clima ajudou bastante”, explica João Dimas Maia, pesquisador da Embrapa.

O quilo da uva italia é vendido a R$ 3,50, o mesmo preço da safra passada.

Fonte: Globo Rural

Crédito rural da safra volta a fluir, diz secretário de Política Agrícola

Instituições financeiras registraram redução no número de contrato, mas valores aumentaram


O secretário de Política Agrícola, André Nassar, do Ministério da Agricultura, afirmou nesta segunda-feira, 26, em evento em São Paulo que as reclamações a respeito dos recursos do Plano Safra 2015/16 "caíram muito", o que é um sinal de que os valores estão sendo liberados pelas instituições financeiras. Nassar também pontuou que dados preliminares dos três primeiros meses do novo plano (julho a setembro) indicam que o perfil dos produtores que captaram o créditmudou. Segundo o secretário, há um volume maior de recursos destinado à agricultura, enquanto a pecuária reduziu sua participação.

"Diminuiu o número de contratos e aumentou o valor deles, o que é um sinal de maior seletividade dos bancos. Eles estão operando dessa forma este ano", afirmou Nassar. Diante do contexto de aperto monetário no Brasil, instituições financeiras estão exigindo mais demandas aos interessados em captar recursos, com o objetivo de melhorar o perfil de suas carteiras e evitar a inadimplência.

Nassar também se defendeu de críticas feitas ao Plano Safra durante o evento. Outros participantes haviam dito que o programa não contemplava as especificidades de todas as safras no País, focando em um cronograma baseado nas maiores culturas. "Há vários aprimoramentos que precisamos fazer, mas a dinâmica com a agricultura já corre bem", disse.

O secretário também indicou que a maior das reivindicações dos produtores nacionais é mais crédito, mas afirmou que o crédito rural "não deve crescer mais que a produção", caso contrário medidas de captação no setor privado, como os Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), seriam prejudicadas.

Lei Plurianual Agrícola

André Nassar afirmou que o projeto da Lei Plurianual Agrícola (LPA) está em andamento e que a pasta tem "muita clareza" sobre que direção seguir para a legislação proposta. Em palestra no Exame Fórum Agronegócio, em São Paulo, Nassar disse que a LPA será "muito mais orientada para reduzir riscos por meio de diversos instrumentos, que vão atender a diferentes regiões do Brasil".

A proposta do ministério é apresentar os instrumentos adequados às especificidades de regiões produtoras do Brasil. "Há regiões em que o seguro não é tão importante, por exemplo, mas a garantia de preços mínimos é", exemplifica. Segundo ele, a proposta é "empacotar" soluções do tipo em um horizonte orçamentário entre quatro e cinco anos. "Isso dará muita segurança do lado da política agrícola". "Critica-se a oferta de crédito, mas o lado que precisa melhorar principalmente é a gestão de risco, para mitigar riscos de mercado ao produtor", justifica.

Parceria Transpacífica

O secretário de Política Agrícola afirmou que a pasta ainda não fez uma avaliação que quantifique impactos da Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês) para o Brasil. "Mas não conseguimos negar que há questões de desvio de comércio (em potencial)", afirmou. "É um motivo de preocupação no ministério", acrescentou.

Nassar disse que o País não pode "em hipótese alguma" perder inserção nas cadeias globais de comércio, mas que não espera efeitos negativos de curto prazo vindos da TPP. "Não vou dizer que o desvio no comércio vai começar amanhã, mas precisamos nos mexer", completou.

Fonte: Estadão Conteúdo

Chuvas: setor vitivinícola prevê queda de 30% na produção de uva no RS

Foto: Divulgação Agrolink
O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) estima queda superior a 30% na safra de uva em 2015 no Rio Grande do Sul, em função dos vendavais registrados nos últimos dias no estado gaúcho. Na região da Serra, principal área produtora da fruta, diversas cidades decretaram situação de emergência em decorrência de danos causados pelas enchentes e chuvas de granizo. Em 2015, a safra gaúcha de uva foi estimada em 702 milhões de quilos.

No entanto, devido às adversidades climáticas, a produção colhida entre janeiro e março de 2016, deve ser de aproximadamente 491 milhões de quilos, adverte o diretor executivo do Ibravin, Carlos Paviani. “Como as geadas, granizo e as fortes chuvas impedem a floração das videiras, diminuindo volume de cachos, algumas lideranças sindicais já estimam perdas de 30% a 40%”, lamenta.

Paviani espera, porém que a qualidade desta safra seja superior a do ciclo passado para compensar os prejuízos nos parreirais gaúchos. Em 2014, foram colhidos 606 milhões de quilos de uva no Rio Grande do Sul.

No entanto, o diretor executivo garantiu que os danos contabilizados pelo setor vitivinícola não vão impactar nos preços de produtos como vinhos e sucos, pois as vinícolas gaúchas ainda contam com elevados estoques.

Entre as variedades de uva cultivadas no Rio Grande do Sul estão: Isabel, Bordô e Niágara para fabricação de sucos e vinhos de mesa. Já a produção de Chardonnay, Merlot, Moscato e Cabernet são direcionadas para vinhos finos e espumantes.

Fonte: Agrolink
Autor: Lucas Rivas

Mercado de agroquímicos deve crescer 68% em 7 anos

O mercado mundial de defensivos químicos agrícolas deve atingir um faturamento de US$ 90,1 bilhões até 2022, de acordo com relatório publicado no Portal Agropages.com. O resultado representa um crescimento de nada menos que 68% nos próximos sete anos, a partir do atual patamar de US$ 53,6 bilhões registrados em 2014.

De acordo com o estudo, o mercado está “altamente consolidado, com as nove principais empresas do setor representando mais de 80% do mercado global em 2014”. A crescente demanda tem incentivado também o surgimento de novos produtos e empresas regionais em escala menor, que deverão ganhar penetração no mercado a um custo significativamente menor.

Os herbicidas são os produtos mais utilizados (31,7%), principalmente devido à sua preponderância na América do Norte e Europa. A demanda global por esses produtos foi avaliada em US$ 17 bilhões em 2014. Os fungicidas aparecem logo em seguida, com 22,7% do volume global da indústria em no ano passado (US$ 12 bilhões).

Os maiores players dessa indústria de produtos químicos de protecção das culturas seguem sendo (por ordem alfabética): Arysta LifeScience, American Vanguard, Bayer CropScience, BioWorks, BASF SE, Chemtura Corp, Cheminova, Chr Hansen, Dow AgroSciences, DuPont, FMC Corp, Ishihara Sangyo Kaisha, Isagro SpA, Makhteshim Agan, Monsanto, Marrone Bio Innovations, Nufarm Ltd, Novozymes A/S, a Syngenta AG, Sumitomo Chemical e Valent Biosciences.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

MDIC e Apex realizam missão ao Irã com foco em agronegócio e indústria

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) realizam na próxima semana a primeira missão comercial ao Irã em cinco anos. Na visita, as instituições pretendem prospectar negócios e apresentar seminários sobre oportunidades para o comércio bilateral entre os países.

Na pauta estão segmentos do agronegócio, como o de proteína animal e o sucroalcooleiro, além de áreas do setor industrial. A missão ocorre após o país árabe firmar um acordo histórico com os Estados Unidos e outras potências para limitar o seu programa nuclear.

Em nota, a Apex afirma que a viagem se dará entre os dias 25 e 29 de outubro e também inclui visitas técnicas. Participam da missão 19 companhias brasileiras, das quais 11 já exportam ao Irã.

No agronegócio, a visita reserva oportunidades para a carne bovina. Em 2010, o Irã chegou à segunda colocação do ranking de importadores do Brasil, adquirindo 191,2 mil toneladas e gerando US$ 807,3 milhões em receitas.

Em entrevista ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) em julho, o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, disse esperar que o acordo nuclear leve a nação a aumentar suas compras. "Chegamos a ter uma participação de 90% neste mercado, então esperamos um impulso significativo (na exportação)", afirmou. Na visita oficial também serão discutidas oportunidades nas áreas de cana-de-açúcar e derivados, alimentos e frutas.

Além do agronegócio, a Apex e o MDIC traçam como prioridades os segmentos de equipamentos médicos e hospitalares, fármacos e farmoquímicos, máquinas e equipamentos, autopeças, tecnologia da informação, plásticos, vidros, infraestrutura e indústria de base e implementos rodoviários.

Em nota, o presidente da Apex, David Barioni Neto, afirma que a visita é uma oportunidade para alavancar as vendas de outros setores. "Não há razão para pensar que a pauta de exportação brasileira para o Irã não pode ir além dos produtos primários. Temos um excelente exemplo da área de equipamentos médicos e já mapeamos oportunidades para vários outros setores", diz.

Neto se refere a um estudo realizado pela Apex no início do ano, em que a agência mapeia oportunidades em diversas áreas, como a de equipamentos agrícolas (máquinas e armazenagem), alimentos e bebidas, aviação, máquinas e equipamentos de saúde e cosméticos. O Irã também é um mercado relevante para o segmento de autopeças e já foi o 11º maior produtor de veículos, à frente de Reino Unido, Itália e Argentina.

Em abril de 2010, pouco antes do enrijecimento das sanções, a Apex realizou missão ao país. Em nota, a agência descreve a viagem como "bastante produtiva", gerando US$ 60 milhões em negócios. A visita teve a participação de 64 empresas e resultou em 350 reuniões.

Fonte: Globo Rural

Seminário Mercosul de Bebidas está com inscrições abertas em Cascavel

Evento será realizado entre os dias 19 e 20 de novembro, das 8h30 às 17h.
Inscrições são gratuitas; programação inclui mini-cursos e expositores.




A Fundação para o Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico de Cascavel (Fundetec), no oeste do Paraná, esta com as inscrições abertas para o 4º Seminário Mercosul de Bebidas. O evento ocorre entre os dias 19 e 20 de novembro, das 8h30 às 17h. As inscrições são gratuitas.

A programação do seminário inclui exposição de empresas, divulgação de trabalhos científicos com apresentação oral e exposição de painéis e três mini-cursos sobre a produção de bebidas artesanais e a avaliação química de bebidas.

A organização do evento espera a participação de cerca de 300 pessoas, entre representantes de empresas, agroindústrias, pesquisadores, estudantes, produtores rurais e outros interessados no assunto. Também são esperados participantes da Argentina e do Paraguai.

No site da Fundetec pode ser feita a inscrição no 4º Seminário Mercosul de Bebidas. A programação completa também está disponível na internet. Outras informações sobre o evento podem ser adquiridas pelo telefone: (45) 3218-1220.

Fonte: G1

Risco de inadimplência coloca em alerta revendas de insumos agrícolas

Produtores brasileiros têm enfrentando dificuldades com o crédito este ano.
Há menos subsídios do governo federal aos financiamentos.


As vendas de importantes insumos para a safra de grãos 2015/16, como sementes e fertilizantes, estão praticamente concluídas, mas revendas de todo o país colocam-se em estado de alerta com o aperto no fluxo de caixa dos produtores e riscos de inadimplência, afirmaram importantes executivos do setor.

"Num ano desses, de custos aumentando e o preço das commodities caindo, o mais difícil é você fazer essa seleção de clientes", disse à Reuters o vice-presidente da Agro Amazônia, uma das maiores distribuidoras de insumos do Centro-Oeste, Roberto Motta.

Produtores brasileiros têm enfrentando dificuldades com o crédito este ano, com menos subsídios do governo federal aos financiamentos, no contexto do ajuste fiscal capitaneado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Além disso, os preços internacionais de commodities como a soja e o milho recuaram cerca de 30% desde os picos de 2014. Com os preços de insumos como fertilizantes e defensivos também atrelados ao mercado externo, os benefícios da desvalorização do real vêm sendo limitados.

"Em ano de margens apertadas, o foco é o fluxo de caixa. Vender a prazo é fácil... mas se você não tiver atenção ao fluxo de caixa, você não sobrevive para chegar lá na frente e receber essas contas", afirmou o presidente da Terrena Agronegócios, de Minas Gerais, Marco Antônio Nasser de Carvalho.

Segundo ele, o momento atual, de implementação e manejo das lavouras de grãos, é o que mais exige capital de giro nas fazendas, com necessidade de pagamento de combustíveis, maquinário e compra de alguns insumos, como defensivos. É neste estágio que começam a surgir dificuldades de fluxo de caixa para produtores menos capitalizados ou com pouco acesso a crédito bancário, com possibilidade de repercussão também para seus fornecedores.

"A falta do recurso de custeio é grave... Nós somos altamente impactados. Se ele está apertado aqui, como ele vai liquidar (suas dívidas) lá na frente?", ponderou Carvalho.

A Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), entidade que reuniu executivos do setor esta semana em São Paulo para marcar seus 25 anos de atuação, já vem registrando casos de empresas com problemas financeiros e pedidos de falência.

"Já começou a aparecer... Todos os que vinham com gestão arriscada no passado, estão começando a aparecer agora com algumas quebras", disse o presidente da Andav, Carlos Henrique Nottar, citando problemas em Mato Grosso, mas sem dar outros detalhes.

'Barter'
No contexto de crédito apertado e maiores riscos, as revendas buscam selecionar com mais cuidado o perfil dos clientes para quem vendem a prazo.

Na Agro Amazônia, por exemplo, é aplicado um questionário com 70 perguntas para avaliar anualmente as condições dos compradores.

Na avaliação de Motta, cerca de metade das vendas de defensivos de Mato Grosso são feitas com operações de crédito das próprias revendas.

Outra estratégia que volta com força em anos de crédito bancário mais difícil e caro é o "barter", no qual o agricultor paga pelo insumo com a entrega do grão após a colheita.

"Em anos de crise, isso se acentua.... Na próxima safra (2015/16) de soja devemos ter algo em torno de 50% dos negócios em barter", revelou o sócio-gerente da Ferrari Zagatto, Ferreirinha Costa, com forte atuação na distribuição de insumos no centro-norte do Paraná.

Segundo ele, as operações de "barter" representavam 25 a 30% dos negócios das revendas da região em anos anteriores.

Na estimativa de Motta, da Agro Amazônia, essa modalidade para a safra 2015/16 pode chegar a 30% das vendas de alguns produtos pelas revendas de Mato Grosso.

Fonte: Globo Rural

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Balança comercial do agronegócio tem saldo de US$ 6,29 bilhões em setembro

O agronegócio brasileiro teve saldo comercial de US$ 6,29 bilhões em setembro deste ano, resultado das exportações de US$ 7,24 bilhões ante as importações de US$ 954,93 milhões. Os números constam da balança comercial do agronegócio do mês passado, divulgada nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Ainda segundo a SRI, a participação dos produtos no agronegócio no total das exportações brasileiras aumentou de 42,3% em setembro de 2014 para 44,8% no mesmo mês deste ano. A balança do mês passado mostra também que, pela primeira vez no ano, os cereais, farinhas e preparações ultrapassaram os embarques de café e do complexo sucroalcooleiro e ficaram entre os principais produtos do ranking brasileiro de exportações.

As exportações de US$ 7,24 bi do agronegócio em setembro deste ano correspondem a uma queda de 12,7% em relação ao mesmo mês de 2014. Essa redução, observa a SRI, reflete a diminuição das cotações internacionais dos principais produtos agropecuários exportados pelo Brasil. As importações do setor caíram 33,1%, passando de US$ 1,43 bilhões para US$ 954,93 mi, na comparação entre setembro de 2014 e o mês passado.

Em setembro último, os embarques do agronegócio brasileiro foram liderados pelo complexo soja; carnes; produtores florestais; cereais, farinhas e preparações; e complexo sucroalcooleiro. Esses cinco produtores responderam por 74% das vendas externas do setor no mês passado.


Produtos

O complexo soja teve forte incremento no volume exportado em setembro. As vendas externas de soja em grão aumentaram 38,8%, e as de óleo de soja, 137,6%. Mesmo assim, a queda nos preços do setor impediu o crescimento das exportações em valor. Com isso, os embarques do complexo soja passaram de US$ 1,99 bilhões em setembro de 2014 para US$ 1,97 bi no mês passado, com recuo de 1,2%.

Em segundo lugar no ranking da balança comercial, as carnes também tiveram retração, saindo de US$ 1,5 bi em setembro de 2014 para US$ 1,27 bilhão no mês passado. De acordo com a SRI, esse resultado ocorreu devido, principalmente, à redução do preço médio de exportação do setor.

As exportações de carne de frango caíram para US$ 582,9 mi, ou menos 18,6%, com aumento de 0,5% na quantidade embarcada e queda de 19% no preço médio. Já as vendas externas de carne bovina diminuíram para US$ 518,04 milhões (-7,7%), com redução de 7,5% no preço médio exportado e 0,3% na quantidade exportada. O comércio externo de carne suína e de peru também recuou: -22,9% e -21,12%, respectivamente.

Os produtos florestais ocuparam o terceiro lugar no ranking da balança comercial de setembro. O setor expandiu em 4,8% as exportações, que totalizaram US$ 877,93 milhões. O aumento ocorreu por causa do aumento das vendas externas de papel e celulose, que alcançaram US$ 665,36 milhões (+11,2) no mês passado. Os embarques de madeiras e suas obras foram no sentido contrário, registrando queda de 12,1%, com valor de US$ 209,80 milhões.

Novidade entre os cinco primeiros colocados do ranking da balança comercial, os cereais, farinhas e preparações tiveram aumento de 17% no valor exportado, que atingiu US$ 633,37 milhões no mês passado. Esse desempenho foi impulsionado pelos embarques de milho, que tiveram elevação de 17,2% devido à elevação de 28,7% da quantidade exportada.

O complexo sucroalcooleiro ficou com a quinta posição entre os cinco primeiros setores exportadores do agronegócio. Os embarques da cadeia produtiva diminuíram de US$ 972,07 milhões em setembro de 2014 para US$ 614,59 milhões (-36,8%) no mês passado. O açúcar foi responsável por 87,3% das exportações, o equivalente a US$ 536,55 mi. As vendas externas de açúcar caíram 39,9%, com redução de 20,2% na quantidade embarcada e de 24,7% no preço médio de exportação.


Blocos e países

Entre os blocos comerciais, a Ásia continua sendo a principal região na importação de produtos do agronegócio brasileiro, com compras de US$ 3,19 bi no mês passado. As importações da União Europeia somaram US$ 1,4 bi; Nafta, US$ 605,87 mi, Oriente Médio, US$ 562,91 mi; África, US$ 495,76 mi; e Europa Oriental, US$ 228,68 mi.

A China foi o maior importador do agronegócio brasileiro, com aquisições de US$ 1,89 bilhões em setembro último. O valor representou um aumento de 20,7% em relação registrado no mesmo mês de 2014, de US$ 1,57 bi. Com isso, a participação da China nos embarques do agronegócio do Brasil subiu de 18,9% em setembro de 2014 para 26,1% no mês passado.

Outros países que tiveram destaque nas importações do agronegócio brasileiro em setembro último foram Venezuela (US$ 225,93 milhões; +68,9%), Vietnã (US$ 201,03 milhões; +15,8%), Coreia do Sul (US$ 220,60 milhões; + 7,5%), Taiwan (US$ 128,07 milhões; +6,5%) e Itália (US$ 168,65 milhões; +3,7%).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento