terça-feira, 28 de julho de 2015

Com foco na cultura da maçã, IHARA apresenta suas tecnologias no Enfrute

Principal cultura da fruticultura de clima temperado, a maçã tem um papel de destaque no cenário agrícola brasileiro. A fruta está no quinto lugar das maiores exportações do país rendendo, em 2014, US$ 62,9 milhões, segundos dados oficiais divulgados pelas entidades do setor. Acompanhando o crescimento dessa produção, a IHARA, tradicional fabricante de defensivos agrícolas, apresenta duas soluções de seu portfólio que podem contribuir para a expansão e maior qualidade da maçã. 

Entre os dias 28 e 30 de julho, a empresa estará no Enfrute 2015, que acontece em Fraiburgo (SC), para demonstrar aos agricultores as tecnologias Sumithion e Viviful. “O primeiro é indispensável para o agricultor, pois é o produto mais utilizado no controle da mosca-das-frutas, principal praga da macieira. Já o segundo, atua como regulador de crescimento, colaborando no controle de vigor da planta, proporcionando melhor qualidade de frutos e equilíbrio do pomar”, explica Lucas Von Pinho Botelho, gerente Comercial Distrital da IHARA. 

As moscas-das-frutas são insetos que causam elevados prejuízos aos fruticultores. Anualmente, estima-se que sejam perdidos cerca de US$ 1 bilhão devido aos danos causados por essas moscas no mundo todo. 

O interesse da companhia pela cultura de maçã não é algo novo. Desde o inicio de suas atividades, há 50 anos, a IHARA investe no mercado de HF, tornando-se uma das principais referências nesse segmento. “Nossa empresa está atenta a toda essa dinâmica da cadeia de produção e exportação dessas culturas, sempre buscando trazer aos agricultores um grande número de produtos que possam auxiliar no manejo dos principais problemas enfrentados para o crescimento sustentável da atividade”, afirma Botelho. 

O ENFRUTE (Encontro Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado) é um dos eventos mais importantes da fruticultura brasileira. O seu principal objetivo é ser um fórum de apresentação e discussão de novas tecnologias de produção para a fruticultura de clima temperado. O encontro é realizado pela Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuaria e Extensão Rural de Santa Catarina S.A.), em parceria com a UNIARP (Universidade Alto Vale do Rio do Peixe, Curso de Agronomia) e a Prefeitura Municipal de Fraiburgo.

Fonte: Agrolink

Húmus líquido aumenta produtividade em até 20%

Estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa demonstraram que produtos oriundos do húmus podem exercer atividades bioestimulantes responsáveis pelo crescimento vegetal e podem aumentar a produtividade em até 20%. Também conhecido por vermicomposto, o húmus é o produto que resulta de um processo de compostagem, no qual minhocas aceleram o processo de degradação da matéria orgânica. Outro produto desse processo é o chorume (ou lixiviado), um líquido que, quando diluído em água, pode ser aproveitado como biofertilizante.

Contudo, produtos de ação bioestimulante não necessariamente atuam como fertilizantes, e sim potencializam sua ação, por isso, funcionam melhor em situações em que o solo dispõe de uma nutrição adequada e balanceada. "Nessas condições, foi observado um aumento de produtividade de 5% até 20%, dependendo da espécie", quantifica o agrônomo Daniel Zandonadi, que pesquisa a ação do húmus líquido na fisiologia das plantas, principalmente hortaliças.

No caso do húmus, além de ser um importante fertilizante orgânico, que fornece nutrientes essenciais para o desenvolvimento da planta, ele possui moléculas semelhantes à auxina, um hormônio vegetal que contribui para o enraizamento mais vigoroso, com maior quantidade de pelos absorventes e raízes laterais. A vantagem de se aumentar a área superficial das raízes das plantas está relacionada a uma maior facilidade de absorção de nutrientes e de água, o que torna as plantas mais tolerantes à seca. 

Há diversas categorias de substâncias que possuem ação bioestimulante, além do húmus, entre elas: inoculantes microbianos (bactérias, fungos, leveduras), aminoácidos ou hidrolisados de proteínas, e extrato de algas. Em geral, os bioestimulantes comerciais estão sendo utilizados para aumentar a tolerância das plantas aos estresses ambientais e melhorar a eficiência de absorção de nutrientes.

Nas pesquisas realizadas no Laboratório de Nutrição de Plantas da Embrapa Hortaliças (DF), o húmus foi produzido por meio da decomposição de restos vegetais, especialmente hortaliças e frutas, pelas minhocas. Nesse processo, observou-se uma concentração desejável de auxina.

Utilização criteriosa
Em todo caso, nessa etapa, foi constatado que a quantidade do hormônio vegetal presente no húmus ocasiona um efeito positivo nas plantas. "Porém, a utilização desse fertilizante não pode ser trivial, visto que uma concentração inadequada pode causar efeitos inibitórios ao invés de ação estimulante. Assim, recomendações específicas são necessárias para evitar resultados indesejáveis para o agricultor, como inibição do crescimento vegetal e da absorção de nutrientes", pondera Zandonadi. 

Para definir o mecanismo de ação do bioestimulante oriundo do vermicomposto e comprovar os efeitos benéficos para o desenvolvimento das plantas, uma enzima chamada ATPase foi a chave para a resolução do problema. A ativação dessa enzima é indispensável para o enraizamento das plantas e, por isso, ela foi o ponto de partida para averiguar a atividade bioestimulante do húmus líquido.

De acordo com o agrônomo, o grande diferencial do estudo foi a proposição de um método rápido e simples de detecção da atividade bioestimulante do vermicomposto. "O processo de identificação da auxina é complexo e difícil de ser realizado em larga escala. Por isso, adaptamos um método para relacionar o aumento da atividade da enzima ATPase às ações bioestimulantes do hormônio vegetal auxina presente no húmus", explica. 

A partir de procedimentos bioquímicos realizados no laboratório, foi possível confirmar que os produtos testados ocasionaram a ativação da enzima ATPase. "A proposta de mecanismos de ação para bioestimulantes dessa natureza passa pela ativação dessa enzima que, por sua vez, vai estimular a absorção de nutrientes e o enraizamento vigoroso. Em linhas gerais, se a enzima for ativada, é sinal de que há atividade bioestimulante no húmus", recapitula Zandonadi, cujas perspectivas futuras consistem em compreender mecanismos de ação de diferentes fertilizantes orgânicos para propor à comunidade científica métodos para identificar as ações supostamente estimulantes desses produtos.

Morango por três anos ininterruptos
Fertilizantes orgânicos alternativos, fáceis de produzir nas propriedades rurais e de alto valor nutricional e biológico, são muito demandados por horticultores que optam pela produção de base ecológica. A utilização de húmus líquido, aplicado via fertirrigação ou por pulverização foliar, pode contribuir para o melhor desenvolvimento e maior produtividade de hortaliças. 

O produtor orgânico de morango Carlos Castro, do Distrito Federal, teve um resultado muito satisfatório ao adicionar o húmus líquido na água de irrigação por gotejamento da lavoura suspensa da hortaliça. "Além de a produtividade ter aumentado em torno de 40%, as plantas de morango, que possuem uma longevidade aproximada de um ano, ficaram três anos produzindo sem interrupção", comemora o agricultor, ao acrescentar que as plantas são saudáveis e sem deficiência de qualquer nutriente.

Para o agrônomo Daniel Zandonadi, o uso do húmus líquido resulta em um aumento de produtividade porque, além de fornecer todos os nutrientes que a planta precisa para completar seu ciclo, ele também contribui para a melhoria das condições do solo, principalmente em relação às características físicas, químicas e biológicas, que são deterioradas com as técnicas intensivas de preparo e manejo do solo. "Somado a isso, há ainda a ação bioestimulante de moléculas promotoras do crescimento que facilitam a ativação de mecanismos da planta responsáveis pela absorção dos nutrientes", sintetiza ao pontuar que para reduzir o impacto ambiental das atividades agrícolas, é preciso adotar práticas que contribuam para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Premiação
A pesquisa conduzida na Embrapa Hortaliças sobre a ação bioestimulante do húmus líquido foi contemplada com a menção de trabalho mais relevante da 16ª edição do Congresso Mundial de Fertilizantes, realizada em outubro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ). O pôster foi apresentado pela bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Lisanne Caixeta, que é orientada pelo agrônomo Daniel Zandonadi. 

"O cenário atual exige práticas sustentáveis e a proposta inovadora foi determinante para o destaque do trabalho no Congresso", opina Lisanne, ao se referir ao novo método para detecção da atividade bioestimulante do húmus líquido. Essa linha de pesquisa já havia sido contemplada com o primeiro lugar na 4ª Jornada Científica da Embrapa Hortaliças, em agosto do ano passado. Na ocasião, a equipe apresentou a avaliação da atividade hormonal de bioestimulantes no tomateiro.


Por: Paula Rodrigues (MTb 61.403/SP) 
Embrapa Hortaliças 
hortalicas.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (61) 3385-9109

Especialistas vão discutir sistemas de produção e mercado em congresso de banana


O município de Corupá (SC) vai sediar, de 18 a 20 de agosto, o III Congresso Latino-Americano e do Caribe de Bananas e Plátanos, um dos mais importantes eventos internacionais relacionados à bananicultura, que vai acontecer no auditório do Seminário Sagrado Coração de Jesus. Sistemas de produção e mercado compõem o assunto do primeiro bloco de palestras do evento, que tem por tema central "Musáceas no subtrópico: desafios e oportunidades frente à variabilidade climática". Pela primeira vez na história do congresso, pesquisadores de fora da região da América Latina e Caribe foram convidados. Para tratar desse tema, por exemplo, a programação traz a participação de Mike Smith, do Departamento de Agricultura e Pesca de Queensland, na Austrália, que vai falar sobre avaliação de variedades de banana no subtrópico de seu país.

"Pelo fato de o tema central ser banana no subtrópico, achamos conveniente contar com pesquisadores de outras regiões que convivem com essa realidade, como é o caso da Austrália", conta o secretário-executivo do evento e da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Banana e Plátano para América Latina e Caribe (Musalac), Miguel Dita, que é pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura — Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ao todo, serão oito palestras sobre esses temas, tendo por moderadores Luiz Alberto Lichtemberg, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-SC), e Thierry Lescot, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad, França). A conferência de abertura, a ser proferida por Lichtemberg juntamente com Márcio Sônego, também pesquisador da Epagri-SC, será "Sistemas de produção em musáceas no subtrópico: desafios e oportunidades frente à variabilidade climática". Em seguida, Maria Julia Fagiani e Arnaldo Tapia, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta, Argentina) vão falar sobre o tema "Bananas na Argentina: passado, presente e futuro". Em relação à situação das pesquisas com bananas no Brasil, os pesquisadores da Embrapa Zilton Cordeiro e Domingo Haroldo Reinhardt vão fazer uma análise retrospectiva e do que estar por vir. Já a visão de mercado será destacada na palestra de Orivaldo Dan, da empresa TropSabor, que vai tecer um panorama geral do mercado de banana no Brasil.

"Impacto de eventos climáticos extremos sobre a produção de bananas na Costa Rica" é o tema da apresentação de Jorge Sandoval, da Corporação Bananeira Nacional (Corbana, Costa Rica). Os pesquisadores Charles Staver, da Bioversity International (França), e Marcelo Romano (Embrapa) vão discorrer sobre "Banana e plátano nos sistemas de produção não convencionais: aspectos a considerar em busca da sustentabilidade na América Latina e Caribe".
Na sequência, o pesquisador Edson Amorim, líder do Programa de Melhoramento da Bananeira da Embrapa, e o professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e pesquisador aposentado Sebastião Oliveira, que durante anos liderou as pesquisas com banana na Embrapa, vão tratar do assunto "Opções de variedades e estratégias de melhoramento das musáceas em função dos sistemas de produção". 

O evento está sob a organização da Embrapa Mandioca Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Musalac, Bioversity International, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-SC), Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco), Prefeitura Municipal de Corupá e Instituto Agronômico (IAC).

Programação completa
A programação do congresso — voltado para produtores, técnicos, extensionistas, pesquisadores, estudantes e público geral envolvido no setor — abrange, ao todo, 27 palestras. Além de Sistemas de produção e mercado, também serão trabalhados os subtemas Estratégias de manejo de pragas e doenças e Ecofisiologia, solo e clima. 


Reunião da Musalac
Logo em seguida ao congresso, nos dias 21 e 22, será realizada a XI Reunião do Comitê Gestor da Musalac, no Hotel Tureck Garten. Essa é a primeira vez que o Brasil recebe a reunião da rede, criada em 1986. Ao contrário do congresso, a reunião não é aberta ao público em geral, apenas para membros da rede.

Fonte: Embrapa

3º Fórum de Agricultura da América do Sul debate crescimento do agronegócio na economia mundial

Para debater um cenário global que depende e exige cada vez mais do agronegócio, o Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum 2015) realiza sua terceira edição nos dias 12 e 13 de novembro, agora em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer.

Com o mote “Sociedade Urbana, Economia Rural”, o Outlook Fórum 2015 trará 16 temas, divididos entre painéis simultâneos e grandes conferências, para abordar assuntos diversos que envolvem o agronegócio mundial: de tecnologia e conjuntura econômica à necessidade de ganhos em sustentabilidade. Com base em um ponto de vista sul-americano, o fórum vai debater a demanda crescente por alimentos em um contexto globalizado, e como os atores produtivos deverão se comportar dentro do campo geopolítico atual.

O agronegócio responde por quase 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 1/3 do PIB de estados em que a economia está baseada no setor agropecuário, como é o caso do Paraná. Para 2015, o setor deverá ser o único a apresentar crescimento em um momento de estagnação da economia.

A mudança de local do evento para a capital paranaense – as duas primeiras edições ocorreram em Foz do Iguaçu (PR) – visa facilitar o acesso de todos os elos da cadeia produtiva e permitir a diversificação do público. “O Outlook Fórum se consolidou como um grande encontro internacional para debater o setor agro, suas tendências e perspectivas. Por isso, trouxemos o evento a Curitiba com o intuito de expandi-lo e de enriquecer essa conversa. Esperamos reunir mais de 400 pessoas de 15 países diferentes”, explica o coordenador do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira.

No ano passado, o 2° Fórum de Agricultura da América do Sul reuniu 35 palestrantes e mais de 300 lideranças do setor de 11 países ao longo de dois dias. O tema debatido, “Inovação e Sustentabilidade no Campo”, procurou a discutir a América do Sul enquanto bloco e apontar caminhos para a região se estruturar de forma cooperativa, buscando manter a competitividade em um mundo globalizado.

Serviço
3° Fórum de Agricultura da América do Sul – Agricultural Outlook Forum 2015
Data: 12 e 13 de novembro de 2015
Local: Museu Oscar Niemeyer – Curitiba (PR) – Brasil
Mais informações: agrooutlook.com.br



Agrolink com informações de assessoria

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Consumo mundial de suco de laranja caiu 15,2% em 10 anos

O consumo mundial de suco de laranja caiu 15,2% entre 2004 e 2014, como consequência da expansão de outras bebidas não alcoólicas e a perda do hábito de tomar café da manhã, apontou nesta quinta-feira (23.07) um estudo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR).

O relatório indica que a redução equivale a cerca de 1,6 colheitas brasileiras, que em 2014 permitiram a produção de 279 milhões de caixas de suco de laranja, com 95% delas destinadas ao mercado estrangeiro.

A entidade assinalou que para enfrentar essa redução pretende realizar campanhas orientadas a médicos e nutricionistas, com o propósito de fomentar o saudável consumo da bebida, principalmente na Europa, destino de 71% do suco de laranja brasileiro.

No Brasil, os produtores esperam uma redução da carga de impostos para o suco “100% integral”, tanto de laranja como de uva e coco.

O estudo coincidiu com outro divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o Usda, sobre o mercado mundial de cítricos e que indica que o Brasil deverá ter uma queda de 10% de sua produção de laranjas, como consequência da seca que afetou o país.

O Brasil responde atualmente por cerca de 57% da produção mundial de laranja e, aproximadamente, por 81% do comércio internacional, segundo dados do setor.

Fonte: Gazeta do Povo (AgroGP)

Demanda por alimentação saudável impulsiona uso de alternativas naturais na produção de hortifruti

O setor de produtos saudáveis tem conquistado cada vez mais adeptos entre os brasileiros. Nos últimos cinco anos, a comercialização de alimentos e bebidas naturais, orgânicas, diet, light, sem glúten e sem lactose aumentou 98% no país, segundo relatório da Euromonitor. Já o estudo Brasil Food Trends 2020 aponta que critérios como confiabilidade, qualidade, bem-estar e sustentabilidade são fortes pilares que orientam as escolhas dos consumidores.

De acordo com o consultor Hélio Nishimura, especializado em frutas, verduras e legumes (FLV), as tendências também são impactadas por mudanças na legislação. Em 2009, por exemplo, foi criado o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal), a fim de monitorar e fiscalizar os níveis de agrotóxicos e contaminantes nos alimentos.

Para acompanhar a demanda, produtores de hortifruti têm utilizado opções biológicas que equilibram o solo e protegem as plantas, refletindo na qualidade dos alimentos. “Os manejos alternativos estão conquistando espaço no portfolio de soluções que o agricultor aplica. O grande passo é se conscientizar de que a seleção de insumos adequados resultará em uma produção mais sadia e segura para o consumidor final”, observa Nishimura.

Alternativas naturais

Na avaliação do engenheiro agrônomo Márcio Ferreira, gerente de hortifruti da Alltech Crop Science, como o solo é a base da saúde das plantas, a utilização de químicos faz com que a flora benéfica seja destruída e a população de fitopatógenos aumente. “Por isso, para proteger os cultivos, os produtores estão apostando em alternativas naturais com alta eficiência agronômica sem agredir o meio ambiente e o homem”.

Essa também é uma das prioridades do comércio varejista ao definir fornecedores, como explica o analista de negócios Luiz de Souza, representante de uma das principais redes de supermercados do Paraná e de Santa Catarina. “No processo de escolha, realizamos uma visita técnica à propriedade para avaliar se ela atende aos nossos requisitos. Sempre preferimos as fazendas sustentáveis, que atendem a critérios sociais e ambientais específicos”.

Segundo Souza, os produtores que não estiverem atentos às normas perderão espaço, já que esse é o futuro do consumo de alimentos. “Nossa principal exigência é com relação à qualidade, observando aspectos visuais e de sabor. Além disso, prezamos por questões como a rastreabilidade, que assegura a origem dos produtos; e os níveis de resíduos químicos. Os orgânicos também são outro nicho procurado pelos clientes”.

De olho nas exigências

Para se alinhar aos padrões exigidos pelo mercado consumidor, produtores e supermercadistas poderão participar do Sakata Win Day 2015, organizado pela empresa de sementes Sakata. O evento acontece de 4 a 7 de agosto, em Bragança Paulista (SP), das 14h às 17h. O objetivo é atingir a cadeia produtiva focada em culturas de inverno, como alface, brócolis, beterraba, cenoura e espinafre.

Entre os expositores está a Alltech Crop Science, especializada em nutrição vegetal que apresentará fertilizantes foliares desenvolvidos a partir da fermentação de leveduras derivadas da cana-de-açúcar. “As alternativas biológicas atendem às necessidades da planta e garantem segurança alimentar ao cliente final. Na linha de proteção, inclusive, contamos com produtos certificadas para a produção orgânica”, comenta Ferreira.

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

'Áreas importantes' para agricultura serão preservadas em corte de gastos

Segundo Kátia Abreu, ainda não há definição exata do que será cortado.
Contingenciamento deverá atingir todos os ministérios.


A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse nesta segunda-feira (27) que os setores mais importantes para a pasta serão preservados em corte adicional de gastos do governo de R$ 8,6 bilhões, anunciado pela equipe econômica na semana passada.

"Nós não somos um ser extraterrestre que está fora da situação do país como um todo, se o país todo tem ajustes, o Ministério da Agricultura não será diferente", afirmou a ministra, para quem ainda é preciso saber de que maneira a Agricultura será afetada pelo contingenciamento, que deve atingir todos os ministérios.

Carne bovina
O Brasil está na fase final do processo de abertura do mercado da Arábia Saudita para a carne bovina in natura e trabalha para abrir também o mercado canadense para o mesmo tipo de produto, informaram nesta segunda-feira executivos do Ministério da Agricultura.

Segundo a ministra Kátia Abreu, uma missão do ministério irá para a Arábia Saudita em agosto e para a Ásia em setembro.

Fonte: G1

Dólar sobe nesta segunda-feira, após chegar a R$ 3,38

Na sexta, dólar fechou no maior patamar desde 31 de março de 2003. Na semana passada, a moeda norte-americana subiu 4,79%.


O dólar avança pela quarta sessão seguida nesta segunda-feira (27), renovando a máxima intradia em mais de 12 anos, pressionado pela apreensão dos investidores com as perspectivas fiscais do Brasil e pelo forte tombo da bolsa chinesa.

Perto de 16h15, a moeda norte-americana tinha alta de 0,46%, a R$ 3,3620 na venda. Veja cotação. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana subiu 1,06%, a R$ 3,38, maior nível para o dia desde 31 de março de 2003, quando foi a R$ 3,39, segundo a agência Reuters.

"O dólar diminuiu as altas, mas é um movimento passageiro, um pequeno ajuste depois de altas relevantes nas últimas sessões. Particularmente, eu acredito que (a moeda norte-americana) rompe o patamar de R$ 3,40", afirmou a operadora de um banco nacional, que pediu anonimato.

Fonte: G1

ABAG promoverá 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio cujo tema central será “Sustentar é Integrar”

Promovido anualmente pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) desde 2002, o Congresso Brasileiro do Agronegócio edição 2015 será realizado no dia 3 de agosto no auditório do WTC Sheraton São Paulo Hotel e terá como tema centra “Sustentar é Integrar”. O principal objetivo do evento é debater o papel decisivo do agronegócio brasileiro que tem conseguido conciliar produção de alto desempenho, que coloca o país como maior produtor de várias culturas, com conservação ambiental e benefícios sociais, na forma de geração de emprego e renda, além de assegurar solidez na balança comercial, por meio de sucessivos superávits.

A edição de 2015 do Congresso da Abag envolverá também a realização, no dia 4 de agosto, de dois Fóruns que abordarão os temas Alimentos e Logística. Evento que já faz parte da agenda dos principais executivos que atuam no agronegócio brasileiro, o Congresso da Abag contou, na edição de 2014, com a presença de aproximadamente 800 participantes, além das cerca de 5 mil pessoas que assistiram aos painéis e participaram dos debates por meio da internet, uma vez que o evento foi transmitido ao vivo pela web, o que ocorrerá também na edição deste ano.

A programação do Congresso da Abag 2015 será aberta com uma palestra do presidente da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Maurício Antônio Lopes, que abordará o tema central do evento “Sustentar é Integrar”. Na sequência, no Painel 1, denominado “Agronegócio Brasileiro, Produção 365 Dias”, participarão Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil; e Luiz Lourenço, presidente da Cocamar – Cooperativa Agroindustrial de Maringá. O painel terá como coordenador Alexandre Mendonça de Barros, sócio consultor da MB Agro.

Antes do intervalo, os organizadores do Congresso da Abag prestam homenagem especial a Moacyr Corsi, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq – USP), que receberá o Prêmio Norman Borlaug. Também será homenageado, com o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo, Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras.

A parte da tarde será iniciada com o Painel 2, que trata do tema “Grãos, Proteína Animal, Floresta Plantada e Palma” e será coordenado pelo diretor da região Brasil do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho. Participarão desse painel Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Elizabeth Carvalhaes, presidente-executiva do Instituto Brasileiro de Árvores (IBÁ); Marcelo Brito, diretor Comercial e de Sustentabilidade da Agropalma; Rodrigo Lima, diretor-geral da Agroícone Consultoria; e Valmor Schaffer, presidente da ADM América do Sul.

O Painel 3, que terá como tema “Alimento e Energia”, será coordenador pelo jornalista William Waack e contará com apresentações de: Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE); Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil; Eduardo Bastos, diretor de Relações Institucionais da DOW Brasil; Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim); e Luís Roberto Pogetti, presidente do Conselho Deliberativo da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Por fim, o Painel 4, cujo tema será “Segurança Alimentar e Renda”, que também terá coordenação de William Waack, contará com os seguintes participantes: André Pessoa, sócio-diretor do Grupo Agroconsult; Laércio Giampani, diretor-geral da Syngenta; Marcos Montes, deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária; Pedro Bastos de Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da Abimaq; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Estudos de Agronegócios da FGV; e o embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa.

O 14º Congresso da Abag será encerrado com um pronunciamento do presidente da entidade, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

FÓRUM – No dia seguinte ao Congresso, será promovido o Fórum Abag. Na parte da manhã, quando se discutirá o tema Alimentos, teremos as participações de Luis Madi, diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital); Rodrigo Santos, presidente da Monsanto do Brasil; e Sérgio Alexandre, sócio da PwC. Os debates da parte da manhã serão coordenador por Edmundo Klotz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

Já na parte da tarde, cujo tema discutido será Logística, participarão: Afonso Mamede, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema); Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé); Carlos Heredia, diretor de supply chain da Yara Brasil Fertilizantes; e João Cesar Rando, presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV). As apresentações terão como coordenador Renato Pavan, diretor-presidente da Macrologística Consultoria.

Fonte: ABAG

Depois do Cerrado, cultivo de fruta boliviana ganha espaço no Sul do Brasil

Achachairú
Depois do Cerrado, o cultivo de uma fruta exótica boliviana chegou ao Estado de Santa Catarina. O bacupari boliviano, mais conhecido como achachairú foi introduzida recentemente no Brasil. No Interior de Camboriú (SC), diversas plantas foram cultivadas em função do elevado potencial comercial no Estado. As árvores podem chegar até oito metros de altura com folhas perenes. No Estado catarinense, os frutos amadurecem entre os meses de janeiro e faveiro, um mês depois do achachairú cultivado em São Paulo. 

Os frutos pesam, em média, 30g e são semelhantes a uma nêspera, e apresentam elevado teor de polpa, que é branca e não aderente à casca. Além disso, a fruta é menos atacada pela Mosca-das-frutas, aponta estudo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Normalmente, há apenas uma semente por fruto.
Em vídeo divulgado pela Epagri, o engenheiro agrônomo Eliséo Soprano destaca os melhores métodos para desenvolvimento da planta em Santa Catarina. “A fruta se multiplica por sementes, com início de produção no quatro ou quinto ano do transplante. A principal forma de cultivo é pelo poder germinativo, que representa em torno de 80% das plantas no Estado, pois por meio da alporquia nós não conseguimos desenvolver as árvores em três anos”, ressalta.

Eliséo Soprano adianta que pretende expandir o cultivo do achachairú para outras regiões litorâneas de Santa Catarina, pois a fruta não é tolerante ao frio. Em média, cada árvore produz de dois a três mil frutos, podendo render de 12,5 mil a 18,5 mil quilos por hectare. 

Achachairú no Cerrado

Na região do Cerrado, o período de florescimento ocorre entre os meses de julho a setembro e o amadurecimento entre novembro a janeiro. No Estado de Goiás, milhares de árvores são cultivadas desde 2009. 

Fonte: Agrolink